História Pétalas do amor - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Comedia, Drama, Fantasia, Gaanaru, Hanahaki Byou, Mitologia Grega, Narugaa, Naruto, Nejinaru, Sasunaru
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Palavras 9.579
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Mas Aros não possuía somente a flechas douradas.

 

 

 

 

Mas vamos voltar ao início.

Gaara e Naruto se conheceram ainda pequenos, em média à uns 10 a 12 anos.

Gaara possuía uma beleza realmente chamativa ao ver, possuía cabelos em um tom de vinho, puxado mais para o vermelho, e o mais incrível, era natural. Seus olhos verdes também chamavam muito a atenção, tirando o fato de ter uma pele extremamente branca, quase um albino.

Já Naruto, também era dono de uma beleza única, semelhante a Gaara, seus cabelos eram loiros, e possuía lindos olhos azuis.

Naruto ON

Já ia fazer 1 ano desde que conheci Gaara, e para falar a verdade, naquela época, conhecer ele foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida!

Mas e Gaara?

Bom, pelo que eu sei, antes de Gaara nascer, seus pais haviam morrido, e ele vivia com a sua vó, eram somente ele, e ela, pude conhecer a mulher antes de vir a falecer. Com 8 anos, Gaara havia perdido a sua vó.

Na época eu teria por volta de 9 anos, sempre fui alguns meses mais velho que ele.

Como minha família, como poderia dizer, tinha uma boa condição financeira, antes mesmo dele ir para algum orfanato, meu pai fez questão de convida-lo para vir morar conosco, eu havia ficado muito feliz.

E desde então Gaara vivia como um irmão para mim, nós nunca nos separávamos, e quando eu digo nunca, é nunca mesmo.

Mas tudo começou a piorar quando ficamos mais velhos, bom, adolescentes né?

Eu estava entrando no Ensino fundamental II, e ele, obviamente, estava junto comigo.

Nós havíamos nos mudado de escola, mais especificamente, de cidade, nós fomos para Tóquio.

Flashback  ON

Eu podia sentir a diferença no lugar, era estranho, tudo novo, diferente..., mas interessante.

Gaara sempre foi um garoto tímido, mas sabia exatamente como manter uma conversa com alguém, isso me admirava, eu no máximo fico calado e rezando para que a tal pessoa arrume algo interessante para discutir.

Queria fazer amigos novos, conhecer coisas novas, aprender sobre aquele lugar, e quem sabe um amor?

Minha primeira aula foi de história, ah! como eu odeio essa matéria!

-Bom dia alunos, vejo que temos alguns rostos novos, não gostariam de se apresentar? – Ele tinha um rosto bem bonito, mas o que mais me chamava atenção era seu cabelo, totalmente branco, não era feio, e muito menos pela idade, mas deixava-o mais estiloso.-Bom, ninguém? – Passou a mão por aqueles fios brancos seguido por um longo suspiro- Que bom!

Que bom? – Pensei

-Não estava muito afim de apresentações desnecessárias, afinal, quem não quer que essa aula comece logo? – Foi ouvido alguns sons de reprovação, mas mesmo assim o mesmo continuou. – Muito prazer, me chamo Kakashi.

Podia ouvir alguns cochichos sobre Kakashi, na maioria eram garotas, elas falavam algo do tipo “Como ele é lindo! ” Ou “Com um professor desses eu viria até no sábado! ” Era meio irritante...

Me viro e vejo que Gaara presta bastante atenção no que o professor diz, isso é bom, pois depois ele me ensina! – Penso – Afinal, eu sou daqueles alunos que quando tiram um oito, já ganhou o dia, pois é uma grande de uma raridade...

Sou tirado de meus devaneios por uma voz, junto de uma mão me cutucando sucessivamente.

-Oi- Repondo me virando quase sem um pingo de interesse nessa tal pessoa.

-T-tudo bom? – A voz era um tanto excessivamente fina, mas até que era fofo, a garota tinha olhos “perolados”, fazia até um charme nela, tirando o fato dos seus cabelos escuros, eram bem bonitos.

-Tudo... –Me atrevi a perguntar seu nome, parecia uma pessoa legal- Qual é seu nome?

-Me chamo Hinata... e você? – Parecia estranho, mas eu achava aquele jeito que ela fala tão... sei lá, meigo.

-Naruto.-Ela sorriu

A gente se olhou por alguns minutos, mesmo sem nada pra falar, até ouvir o sinal. Já era a hora do intervalo.

Me levanto junto a Gaara, mas a garota me chama novamente.

-Eu posso passar o recreio com.... – Ela nos olha, mas mais especificamente pra Gaara.

-Pode sim! – Percebo que iria ficar um clima estranho entre a gente, já que Gaara por algum motivo não estava com uma cara muito boa.

Finalmente saímos daquela sala, Apresentei Gaara a Hinata, mas eles não se falavam muito, tentei os levar para a escada, onde tinha menos barulho e pessoas sei lá, berrando.

-Bom, você é novata? – Eu realmente não estava nem aí em saber disso, mas o tédio falou um pouco mais alto.

-A-ah sou sim... – Porque diabos ela cora por quase tudo?

Nós nos falamos mais um pouco, até que ela não é muito chata, mal percebi que Gaara havia ficado um pouco “Desconectado”.

-Licença-Ele fala um pouco seco, eu deveria ir atrás dele, mas acho que seria chato pra Hinata.

- Tá... – Percebo que Hinata ainda me olhava. Tento mudar de assunto.

Algum tempo se passou, achei interessante as escolas daqui, normalmente temos uns 20 a 30 minutos de intervalo, aqui já é por volta de 1 hora.

-Seu amigo não vai voltar não? – Ela pergunta.

- Ah... não sei- Vejo que ela estava um pouco incomodada com aquilo, talvez por que estava mais que óbvio o quanto Gaara não estava curtindo ficar aqui.

-Tenta procurar ele, eu vou com você. – Ela fala e então fica de pé.

Percebo que enquanto estávamos andando, ela segura um pouco meu braço, talvez para não se perder no meio daquela multidão, sério, de onde eles arranjam tanta energia? Faz mais ou menos umas meia hora que eles estão brincando.

-Ei, espera aqui, eu vou ver se ele “ta” no banheiro- ela assentiu.

Logo de cara, percebi que não teria ninguém no banheiro, já ia sair, mas o cabeça oca aqui esqueceu que também o ruivo poderia estar usando o banheiro.

Fui caminhando até que achei uma única porta que estava trancada, esperei um pouco, mas não ouvi nada. Quem será que estava lá?

Pensei em bater na porta, mas e se fosse uma outra pessoa?

Então tive a brilhante ideia de “Fingir que acabei de entrar e estou à procura de algum amigo”

-Gaara? “Tu” ta aqui? – Forcei minha melhor voz de desentendido.

Novamente não ouço nada, decido procura-lo em outro lugar.

-N-Naruto? – Espera, era a voz dele?

-Gaara? - Perguntei mesmo incerto.

Então foi aí que ele saiu de dentro do banheiro, realmente fiquei um pouco surpreso, seus olhos estavam inchados. Será que ele havia chorado? Me pergunto o porquê.

No fundo eu sabia, só não queria admitir.

Ver ele chorando faz meu coração apertar, eu só queria sair dali e ir para casa...

-Eu não estou me sentido bem...- Ele para um pouco mas continua – Vamos para casa, por favor.

Eu realmente não devia ter ido ao banheiro naquele dia.

Algum tempo havia se passado desde aquele dia na escola, eu teria feito novas amizades, assim como Gaara, me a familiarizei com a escola, e incrivelmente com os professores, eles eram legais.

Muita coisa tinha mudado, e principalmente, a nossa amizade, se é que ainda posso chamar assim.

Eu e Gaara ainda havíamos nos tornado muito mais próximos, mais até que dois irmãos.

Não poderia negar que não gostava dessa aproximação, mesmo sabendo que isso sempre será errado. Mas quem se importa? Eu sou um adolescente como qualquer um.

Talvez eu devesse explicar com mais clareza.

Ainda naquele dia que ele havia me pedido para leva-lo pra casa, percebi que não estava doente coisa nenhuma, até porque um doente não iria preferir jogar vídeo game ao invés de ficar deitado.

-Gaara você realmente não presta, falei em meio a risos- Até eu acreditei que o senhor estava passando mal mesmo...-

-Mas eu estava realmente passando mal, aquele professor de Ciências me dá ânsia, ele é meio nojento- É nessa eu tive que concordar, Orochimaru não era lá um homem, um tanto, argh! Deixa pra lá...

Continuamos jogando um jogo qualquer no meu quarto, até que eu resolvo dar uma pausa para comer alguma coisa.

-Eu acho que eu vou trazer alguma coisa para a gente beliscar.- Como sempre eu desligo o aparelho na tomada e pego o controle de Gaara com o intuito de colocá-lo para carregar, mas o ruivo resolve esticar mais o controle.

-Vem pegar.- Fala sínico.

-Me dá essa merda logo! – Me estico só mais um pouco para tentar alcançar o aparelho.

Mas desisto logo em seguida, Gaara era um insistente nato, novamente o olho com o objetivo de demonstrar minha insatisfação com aquele joguinho.

Só não consegui focar nos olhos dele enquanto seu rosto se encontrava a bem poucos centímetros do meu, percebi que ele também olhava de uma forma um pouco estranha para mim, e sem querer imaginei como que seria sentir o gosto daquela sua boca..., e de como seria beija-la.

Tentei afastar meus pensamentos, afinal ele só era meu amigo, bom, um irmão né? Ah, mas parece que quanto mais eu tento afasta lo, mais parece que eu ia me aproximando mais...

Eu tô ficando maluco!

-Eu podia te beijar agora, sabia? - A voz dele saiu um pouco alterada, não consegui pensar muito na hora, só sabia que tinha que falar algo rápido...

-Então por que não faz?

Realmente eu não sabia de onde teria tirado tanta coragem, pois bem, se coragem fosse adquirida, com certeza eu já teria esgotada a.

Mal tive tempo de raciocinar as coisas, Gaara já havia tomado minha boca, era apenas um breve selinho, afinal nós não éramos tão experientes nisso.

Eu com certeza estava me deixando levar, a boca macia de Gaara me acalmava, a sensação era um tanto viciosa, eu estava gostando daquilo.

Percebi que estava me viciando, afinal, era tudo novo, então, vamos descobrir mais um pouco, não é?

 

 

 

 

Desde então, nós tínhamos meio que formado uma amizade “colorida”

Até que era bom...

Mas eu preferiria que isso nunca tivesse acontecido.

Pelo menos agora né.

E mais uma vez, o tempo foi passando, mal pude perceber, e já iria entrar para o ensino médio.

Era o finalzinho do ano.

Se tem uma época que eu gostava, era essa.

Se alguma coisa mudou entre a gente? Com certeza não.

Melhorou, Né?

Estava próximo do aniversário de Gaara, e eu queria fazer algo.

Nesse meio tempo, me perguntava qual seria a minha sexualidade, pois, além daquele meu “Lance colorido” com Gaara, eu só havia me relacionado com garotas, mas não muitas.

Como eu disse, no finalzinho do ano é que começam as férias não? E eu já podia contar nos dedos os dias que faltavam para Gaara completar 16 anos.

-Gaara do meu coração, se não acordar agora, serei obrigado a jogar um balde d’água na sua cara de besta! – Falava isso meio incerto de minhas palavras, era tão bom observa-lo enquanto dorme...

-Quanto amor hein? – Fala se levantando e se sentando na cama, do mesmo jeito que eu estava. – Ta tão bonito. – Comenta sério.

Eu realmente nunca vou me acostumar com esses elogios tão... ah! Sei lá, diretos... – Penso.

-Ah, você também ta muito lindo – Gaara ri, eu definitivamente não sei elogiar ninguém! – Mas a propósito.... Caso você não saiba, nossos pais, já foram... eu tentei te acordar sabe, mas você pareceu que estava era morto...

-Então quer dizer que.... Eles só vão voltar semana que vem, né? – Ele comenta com um tom de certa forma provocante.

Nossos pais iriam sair de viajem, mais especificamente para resolver alguns assuntos sobre a empresa do meu pai, que pelo que eu sei, estava tendo muita fama em uma cidade próxima a Tóquio.

Mas voltando ao sorriso provocante de Gaara...

-Pois é... – Falo tentando parecer o mais convidativo possível – A gente vai ter muito tempo livre pra... – Chego mais perto do ruivo.

-Humm, pra que? – Ele dá um outro sorriso, tento me segurar ao máximo para não rir.

-Para.... Zerar essa preciosidade chamada BATTLEFIELD V! – Falo no tom mais alegre possível, recebendo uma cara não muito satisfeita do ruivo ao meu lado.

-Pelo amor de Deus! Naruto.. – Ele leva uma de suas mãos sobre aquela cabeleira ruiva – Eu vou voltar a dormir!

-Ai HAHAAHAHA – Não consigo me controlar – Você devia ver como ficou a sua cara! Hahahaha.

 

“Eu amo a sua presença, você não tem ideia.”

 

Faço o mesmo que ele e me deito então ao seu lado, fico o encarando por algum tempo e depois resolvo o chamar.

-Ei Gaara. – O chamo.

-Hum?

-É... – Resolvo ser direto. – Tem alguém que você esteja gostando? – Sempre quis perguntar isso a ele, me incomodava o fato dele não gostar muito de se relacionar emocionalmente com ninguém.

-Sim. – Que direto!

-É ela ou ele? – Por mais que eu tenha certeza que seria “Ele” ainda pergunto, Gaara nunca ia muito com a cara das meninas.

-Ele. – Me impressiono com o tom que ele usa para falar, se fosse comigo, acho que já teria mudado de assunto umas dez mil vezes.

-Humm, e ele sabe? – Pergunto novamente, mas o mesmo me olha com uma cara de desentendido – Ele sabe que você gosta dele?

-Não.

-Então você gosta dessa pessoa... Escondido? – Agora eu tinha ficado curioso.

-Não literalmente...

-Não entendi..., mas você nunca tentou, sei lá, demonstrar o que sente? – Aquela conversa havia me deixado bastante interessado.

-Eu sempre faço isso.

-E ele?

-Não sei bem. – Ele vira e olha para o teto do quarto – Ele parece que não quer perceber isso.

Fico um tempo analisando o que ele disse.

Eu comecei a sentir uma certa angústia, vindo dele.

Tinha algo que ele estava me escondendo, á dias eu suspeito disso.

Por mais que seja ele quem me deita em seu colo e me escuta falar sobre as minhas decepções, me lembrando de que vai estar comigo seja o que for, ou que tudo vai ficar bem mesmo que naquele momento não pareça nem um pouco que algo vai se resolver.

Agora eu só quero mostrar o quanto eu amo aquelas pequenas ações.

Mostrando para ele que aquela mesma confiança que eu tenho, ele tenha a mim.

E lembra-lo que sempre vai me ter ao seu lado, eu nunca iria deixa lo.

A menos que seja de seu pedido.

Mal tinha percebido que ele havia se virado de costas para mim, normalmente quem reclama dessas coisas é ele.

-Ei... – Falo, mas sou ignorado.

Ele parecia um pouco tenso, e também estava quieto demais.

-Ei cara, ta tudo bem? – Balanço-o um pouco – Ei, ta me ouvindo?

Me levanto um pouco para ver se ele tinha mesmo pegado no sono.

E eu mal pude reparar direito para perceber que ele soluçava um pouco, mas por que agora? Gaara nunca chorava...

-Não faz isso... – Eu com certeza era meio fraco pra essas coisas, ao invés de dar apoio a alguém, eu chorava era junto da pessoa. – Vem cá, me abraça...

Ele fez como pedi, se virou aos poucos e deixou que eu o abraçasse, os seus braços se alinhavam perfeitamente em volta da minha cintura, e seu rosto estava confortavelmente apoiado em cima do meu peito. Eu me pergunto o por que dele estar chorando, logo agora, no meio de uma conversa tão fútil ao meu ver, ele sempre é o que lhe abraça e te dá motivos para suas lagrimas parassem de escorrer.

É bem estranho vê-lo nesse estado.

Isso me faz parar para pensar em se por um acaso eu só vim perceber isso agora?

Se eu estava na verdade sendo enganado nas horas em que ele se vira pra “dormir”...

Tento deixar isso de lado e me focar no ruivo entre meus braços.

-Se acalma... – Passo meus dedos por entre aqueles fios vermelhos – Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. – E foi aí que eu percebi que além de chorar, sua respiração parecia desconfortável, mas claro que não era nada grave, só parecia que ele estava receoso com algo, medo talvez, mas de que?

Beijo sua testa com a intenção de tentar acalma – lo.

Eu mal pude perceber, e acabamos adormecendo ali mesmo, abraçadinhos, um sentindo o calor do outro.... Será que eu finalmente estou gostando dele?

“Ah Naruto... como assim você não sabe se gosta ou não? É tão fácil de se saber. ”

“Sei lá, acho que se gostasse já teria dito a ele, deve ser só uma atraçãozinha. ” – E eu nunca tive vontade de falar algo assim para ninguém, acho que é por isso que acredito que o amor da minha vida ainda estar por vir! ”

 

 

 

 

“I remember years ago...”

 

 

“Someone told me I should take..”

 

 

“Caution when it comes to love, I did..”

 

 

“And you were strong and I was not..

 

 

“My illusion, my mistake...”

 

 

~1 ano e meio depois

 

Ino havia me ligado, lembrando da festa que teria perto da casa dela, para ser mais claro seria em uma “boate”, basicamente todos iriam para lá pois era onde aconteceria a nossa “despedida”.

Mas... despedida de que? Bom, nós já estávamos entrando na faculdade, e com isso, todos nós íamos seguir nossos próprios caminhos, pois já era o final do terceiro ano. Prometemos que todos iriam para lá, era triste, mas ao mesmo tempo interessante. Eu estava realmente ansioso.

Um detalhe era que essa festa já havia sido combinada a tempos e todos que estivessem lá, fossem de maior, ou seja, maiores de dezoito anos.

Mas tem um pequeno problema, esquecemos de calcular quando é que essa festa iria acontecer, pois um certo alguém só iria completar dezoito mais pela frente.

E essa pessoa era nada mais nada menos que o Gaara.

“Ah mais ele já tem 17, e são só alguns meses de diferença”

Além de Gaara parecer bem mais jovem que a idade dele afirma, Ino teria deixado claro que tudo seria minunciosamente “sob as leis”.

E cá estou eu, perfeitamente lindo e cheiroso, sentado na porta da minha casa, tentando arranjar algum jeito de Gaara entrar sem ser barrado.

Afinal eu nunca que iria sem ele, sei lá, mas para todo lugar que eu fosse, ele tinha que ir junto, não sei explicar bem, mas eu não me sentia “completo” sem a presença dele.

 

 

-Você tem um jeito bem estranho de lidar com os seus problemas, Gaara.- Comentou um certo loiro dos olhos azuis, que particularmente são lindos.

-Ué, tantos anos convivendo comigo, e ainda não se acostumou? Eu não acredito... -Cruzou os braços.

-É, eu também não “acredito”, que alguém em sã consciência faça uma coisa dessas...-Suspirei- Você é menor de idade Gaara, entenda de uma vez por todas!

-Ah, vai! Com esse meu corpinho aqui, ninguém resistiria a tentação né? -Pausa para dar um pequeno sorriso.

Sínico. Pensou Naruto.

-Pois bem! – Me levantei – Eu resistiria!

-Huumm, resistiria mesmo...? - O ruivo responde um tanto manhoso em alguns olhares, mas para Naruto, fofo talvez?

-Olha, você, pare! – Sorrio – Sabe que não...

-HAHAHAHAH Olhando de longe a gente parece até um...

-Casal?

-É.-

-Foram enganados! Hahahaha-Respondemos por incrível que pareça na mesma hora.

Por um breve instante eu fiquei um pouco incomodado com ele ter pensado isso também.

Mas vamos focar no assunto.

Gaara queria dar em cima de um dos seguranças enquanto eu fizesse a minha pulseirinha. Eu já disse que ele não bate muito bem da cabeça? Bom, acho que já!

-Agora eu te pergunto, como que diabos você pegaria a sua pulseira? – É, dessa eu queria saber.

-Cara... – Ele abre um sorriso, não entendi bem o porquê – Você ta levando isso realmente á sério? Claro que eu não iria meter você numa encrenca dessas. – Ele para e abre um pequeno sorriso - Pode ir cara.

É isso mesmo produção? Ele estava desistindo? Gaara No Sabaku havia me dito que tinha desistido? Ah mas ele não estava mesmo.

-A vontade de eu meter essa minha mão na sua cara é grande – Suspiro – Mas o amor que eu tenho por você é maior.

-Hein? – Claramente ele tinha se assustado com a minha rápida mudança de humor.

-Cara, você tem noção do que iria perder? Tipo, caso você não saiba, hoje é a última oportunidade de a gente curtir com os nossos amigos, sabe? – Espero ele afirmar – E além do mais, onde já se viu, o Naruto sem o Gaara? É a mesma coisa de você beijar, mas sem aquela mão boba entende? – Não consigo me segurar e acabo rindo – Resumindo, eu não vou sem você, simples assim.

-Eu já disse que eu te amo?

-Já.

 

 

 

Okay, depois dessa cena maravilhosa, com direito a beijinho e tudo, o que a gente fez? Bom, é meio complicado lembrar, o barulho aqui está muito alto!

Sim, a gente conseguiu.

 

 

~15 Minutos atrás.

 

-Tem certeza que quer fazer isso? – Perguntou sério – Olha a gente pode arrumar ou-

-Não, é agora ou nunca. – Afirmo.

-Vamos.

 

Sei que está parecendo muito um daqueles filmes de ação onde o cara está pronto para assaltar o banco, mas eu posso te afirmar que o momento aqui está se passando longe disso.

 

O “Plano” era o seguinte, eu iria entrar normalmente na festa, mostraria a minha identidade junto com o convite que tinha recebido, só que na hora em que o cara fosse colocar a pulseira em mim, eu iria “fingir” que tropecei e cima do segurança, pegando uma daquelas fitas, e depois entrando no lugar, para em seguida eu sutilmente “ fosse olhar a janela” era só jogar pra ele aquela fita, então a peste ruiva, que atende pelo nome Gaara, só precisava colocar, e quando fosse entrar era só mostrar a pulseira e fingir que nada havia acontecido.

 

Fácil né?

 

Também achei.

 

 

 

 

 

A quantidade e a variação de bebidas que existiam aqui era muito chamativa, não eram tão caras, e nossa tinham muitas...

A verdade era que eu nunca teria colocado nem um pingo de álcool na boca, bom, estava ansioso né...

A música era daquelas que sempre estão no momento de fama entende? Por isso são legais, já estava noite, claro, afinal quem iria para uma social de manhã?  E estava bem frio, a primeira coisa que faço é procurar onde que estavam os nossos belos amigos.

Inicialmente procuro por alguma cabeleira loira, afinal Ino é aquele tipo de garota onde se é complicado não se notar. Logo a encontro, ela estava com um vestido preto, um pouco apertado e tinha um decote daqueles... Entre tudo estava bem bonita.

-Olá! – Falo com meu lindo sorriso sínico – Caralho Ino olha o tamanho desse copo. – Falo e a loira começa a rir, faço o mesmo.

-Ah Naruto, isso só está começando! –Sorri – Altas coisas estão ainda por vir né!

-Ah claro com certeza, mas vou logo avisando, não to afim de ser o sóbrio do grupo hoje não ok? Haha! – Levanto as mãos em sinal de redenção.

-Engraçadinho... – Fala Kiba – Então o senhor Uzumaki vai querer dá o loco hoje? Não creio... – Cruza os braços.

-Essa eu quero ver.... – Neji fala de um jeito bem provocante... E porra, como ele estava gato, meu deus!

-Me dá isso aqui – Pego o copo que Ino estava. Então bebo, um gole, mas bebo.

Que negócio forte!

-O que é isso hein? – Faço uma careta e todos riem – Eca

-Hahaha! Naruto... – A loira diz – Dry Martini.

Realmente, eu estava por fora daquela situação, acho que teria que pedir ajuda na hora de comprar alguma bebida, não estou afim de passar vergonha.

-Ata... – Fiz a maior cara de quem entende do assunto, mas todos ali sabiam que eu se no máximo pedisse uma cerveja ainda trazia a errada.

Gaara e Eu não éramos muito de ficar na “da gente” entende? E ainda mais numa social! Mas também tínhamos limites, claro.

Já haviam passado alguns minutos de papo vem, papo vai, decido ir pedir algo pra beber, sei lá só iria escolher a mais colorida e vamos ver no que dar né.

-Opa... Gente vocês sabem se isso daqui é bom? – Pergunto.

-Cara, você compra algo sem nem saber se é bom ou não? Nossa, Naruto nem é gente, é eu. – Sasuke fala e todos da mesa riem, inclusive Gaara.

Mas espera aí, quando foi que ele chegou?

Bom, quais motivos eu tenho para reparar nele? Bom te dou quatro.

1 – Ele já foi meu “ficante”

2 – Ele é um dos meus melhores amigos

3 – Gaara não vai muito com a cara dele

4 – Ele com certeza iria tentar me embebedar muito só para eu ir para a cama com ele.

Sim, o Sasuke é desses.

Mas vamos voltar ao assunto da bebida... que olha, não era tão forte quanto eu imaginava, e tinha um gosto de sei lá, chiclete de limão, era até que bem boa.

-Ei pessoal – Fala Ino – Que tal nos jogarmos algum jogo? – É impressão minha, ou todo mundo só concordou porque ino é uma safada e que certamente iria querer jogar algo bem a cara dela? Acho que não.

-Vai, eu vou colocar aqui no meu celular os nomes de vocês, daí ele vai sugerir alguns desafios aleatórios ok? – Isso vai dar muita merda, eu tô sentindo.

Ela fez como havia dito, e não demorou muito para que todos ficassem interessados no tal jogo.

-Hummm quem vai ser o primeiro? Haha! Mas o mundo não brinca mesmo né? – Não havia entendido muito bem até reparar que a indireta teria sido feita pra mim.

-Senhor, o que saiu aí? – Pergunto.

-Huum – Olha pra tela do celular – “ Sussurre algo bem quente que você faria no quarto a sós no ouvido do próximo jogador...” Ah puxa! Que fácil.

Fácil? Sério? Eu tenho que me preparar psicologicamente para isso, meu Deus...

-Eai? Quem vai ser? – Gaara pergunta

-Deixa eu ver... Uau! – Ela sorri novamente, sério, isso me dá medo – Neji...

Puts – Penso

Me levanto um pouco e me sento ao lado de Neji, percebo a quantidade de gente nos observando, decido fazer isso logo.

-É-a Neji... – Céus ele está perto de mim demaisss -  beijava essa sua boca aí até você falar o plural de decimal... – Tento parecer o mais convidável possível, percebo que ele demorou para entender e depois ruborizou um pouco.

Que fofo. – Pensei

-Tá – Ela olha com uma cara que já até sei no que vai dar... – Agora vamos continuar né...

-É ne..- comento

-Eita preula... – Quem em pleno século vinte e um fala “Preula” mano? – Acho que alguém hoje vai se assumir... – Todos olharam em direção a garota mas com uma cara mais ou menos tipo “ Do que é que você está falando? ” Ou “Se for eu to lascado”

 

 

 

Bom, as horas foram passando, e eu certamente estava adorando passar esse tempo com eles, evito pensar no porquê dessa festa foi organizada, pois o que eu queria mesmo era curtir ao máximo esse momento tão, de certa forma, único.

Acabei acordando desse meu transe com uma mão que estendia uma garrafa de vidro, parecia ser cara, e com o líquido pela metade no tom de um azul meio escuro.

-Vai Naruto! Se acorda um pouco mais aí, acho que isso aqui vai ajudar. – Era Gaara, as vezes eu me pego pensando sobre essas pequenas ações que ele tem comigo, e de como eu amo isso.

-Hãm? – E se ele quiser me embebedar? – Oe, espero que isso não seja nenhum boa noite cinderela não, sei muito bem o que você faria com esse meu corpinho tá – Falo e ele cai na risada, tanto que até me faz rir com a minha própria bobagem.

Certo, um detalhe muito importante que poderia também ser citado, mesmo com aquele meu envolvimento com Gaara, nos nunca passamos para nenhum segundo round, nem com ele, e nem com qualquer outra pessoa com que me relacionei, mesmo eu já estando com os meus dezoito anos, ainda sentia que podia esperar mais um pouco.

O drink tinha um gosto bem doce, não era daqueles tão fortes, acabei pegando a garrafa só para mim, eu curtia daquele tipo e era difícil encontrar por aí tão facilmente um desses.

-De nada – Fez bico.

Dou o meu melhor sorriso mais sínico.

 

 

“I am so high”

 

 

                                                                              (Estou tão chapado..)

 


“I can almost touch the sky”     

 

 

                                                                                                         (Quase posso tocar o céu)

 


“I am so done”

 

 

 

(Estou tão cansado)

 


“One more drink and I might die”

 

 

 

(Mais uma bebida e eu posso morrer)

 

 

“Just control your self’

 

 

 

 

 

(Apenas controle-se)

 

 

 


“I can be your help”

 

 

 

 

(Eu posso ser sua ajuda)

 

 

 


“Just don't give up too quickly now”

 

 

(Apenas não desista muito rápido, agora)

 

 

“I can give you love”

 

 

 

 

 

 

(Eu posso te dar amor)

 

 

 


“I can show you round town”

 

 

 

 

 

 

(Posso mostrar-lhe ao redor da cidade)

 

 

 

 

 

 

 


“And tell you what you need to know..”

 

 

 

 

 

 

(E dizer o que você precisa saber)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-E o próximo... quem vai ser? – Era perceptível de longe a animação de Ino com esse jogo – N a r u t o!

 

Se esse jogo em si já me deixava nervoso, então imagine um demônio loiro sussurrando pausadamente seu nome, e indicando que era sua vez. Pronto, imaginou? Pois bem, isso piora umas trezentas vezes mais!

 

-“O seu desafio será: de um rápido selinho em quem você realmente sente algo entre as demais pessoas dessa roda, lembrando que todos terão que fechar seus olhos, e se por acaso o seu pretendente não se encontre aqui, pule sua vez! ” – A loira coloca seu braço sobre a mesa entusiasmada, dando um “baque”, e chamando a atenção de todos a sua volta – E ai Naruto? Vai?.

 

Vai? – Pensei.

 

Até que me liguei no quão eu estava ferrado, bem, se eu simplesmente desse a desculpa que a pessoa não estava presente, eu estaria mentindo, pois além de Gaara ter o conhecimento de todas as pessoas em que eu conheço, tirando o pessoal da escola, só restava meu pai, e minha mãe.

 

Mas o que eu faço? Eu realmente não gosto de ninguém.

 

E “ata” que iriam acreditar em mim, principalmente esse ruivo, antes mesmo do início daquela festa ele teria me perguntando basicamente a mesma coisa, se eu teria alguma paquera, e eu, idiota, com o ligeiro pensamento de parecer um babaca, disse que a tal pessoa estaria lá.

 

 Resumindo, quem eu beijo?

 

Não acho certo escolher qualquer um para cumprir o desafio, coisa que eu poderia fazer, mas estaria de certa forma brincando com os sentimentos de alguém, e eu particularmente não gosto desse tipo de coisa.

 

Pensei no Sasuke, pois já me relacionei com o mesmo a um tempo atrás, mas e se realmente ele sentisse algo por mim? Não, ele não era uma alternativa.

 

Mas e Gaara? Por algum motivo não consigo pensar em mais nenhuma possibilidade, por mais que eu esteja sob pressão a única coisa que me vinha a mente era aquela cabeleira ruiva.

 

Ah, mas quer saber?

 

-Claro que vou – Falo confiante – Vamos seus curiosos, fechem os olhos! – Sorrio.

 

Decido ficar no meu lugar, bom, eles estariam de olhos fechados e nunca descobririam nada! Como eu não pensei nisto antes? Por céus, como eu sou burro.

 

Foi legal ver todos assim, sei lá, estava me sentindo um excelente chefe de quadrilha.... Eu sei eu sei, não tem nada ver o que estou falando, e o que realmente eu estava conseguindo me sair, seria um excelente zero à esquerda.

 

-Pronto – Sorrio – Acabei! – Já estava me perguntando como que seria a vida de uma celebridade, posando com suas maravilhosas roupas de marca, e sendo parado de instante a instante por alguém pedindo um autógrafo seu. Caralho, Haha! Viajei bonito agora...

-Hum! Eu deveria ter espiado, droga! Haha – É Ino, deveria muito. – Mas vamos conti- Ino é interrompida.

Mas interrompida por Gaara, acho estranho, mas decido ficar na minha, e tento puxar algum papo com o Hyuuga do meu lado.

 

 

 

 

 

POV’S Gaara.

Chamo Ino para conversar perto do lugar onde que eram servidas as bebidas, lá era um pouco mais calmo.

Dou a desculpa que precisava escolher um daqueles Drinks que só ela sabia quais são, e de canto de olho dou uma última olhada no garoto que é dono de todas as minhas noites mal dormidas, que no qual acabara de fazer sumir a pequena possibilidade de existir algo além de um simples “desejo carnal” entre nós.

Sim, Naruto. Com esse belo sorriso extremamente lindo.

Não sei se é só porque estou apaixonado que penso assim desse jeito, mas com aquele modo fofo desse loiro de agir, não tem como não pirar.

Com esses.... Perfeitos sinais de gato.

Ah, e qual é desses olhos em um tom tão forte de um azul –mar... ele é tão perfeito que chega a doer.

Posso não ser tão acostumado com o amor, mas sei que desse sentimento, a única coisa que posso ganhar em troca é uma grande de uma desilusão amorosa e uma fudida luxúria recíproca. Eu sou apaixonado por esse cara a praticamente minha vida toda, desde que me entendo por gente.

Todos os meios que eu tinha para tentar me aproximar emocionalmente dele, pareciam todos em vão, tentando me fazer enxergar a verdade, mesmo eu negando com todas as minhas forças.

Eu só não queria aceitar a verdade, mas o quanto mais eu tentava me afastar dos nossos beijos, mais parecia que você os precisava, ou sei lá, simplesmente os necessitavam.

E quem sou eu para negar o meu corpo? Negar aos meus desejos.... Afinal, isso foi meio que uma forma mais eficaz que minha mente encontrou fazendo de conta que havia alguma esperança em algo que não existia.

Me fazer sofrer menos? Talvez.

Até que ajudou bastante, veja, já sou um homem. Durei muito mais que eu pensava que fosse durar.

 

 

 

 

“Algumas pessoas são fracas com bebidas, outras com o amor, e obviamente a segunda opção me cairia muito bem... ”

 

 

 

-Eu não estou mais aguentando... – Decidi ser direto, pois nela eu sei que poderia confiar, afinal em todo esse tempo ela vem me ajudando a lidar com isso, e me fazendo criar essas tais expectativas.

-Gaara... – Ela suspira pesadamente - Então não foi você né? – Era perceptível a pena, junto com a culpa dela sobre mim.

-Não. – Sempre fui assim, sempre que o assunto envolvia essa peste loira, eu não conseguia manter nenhuma pose, tinha que ser eu ali.

Acabo chorando.

-Olha... A culpa foi minha de ter feito essa festa, eu... me dês- Interrompo a novamente, não tente se culpar por nada, você não é culpada por nada disso que está acontecendo comigo.

-Não.... Não é sua culpa. – Ficamos um pouco em silêncio.

-O que vai fazer? – Eu já sabia exatamente o que fazer, por mais que doa, eu sou orgulhoso demais para continuar nesse estado.

-Beber? – Tento forçar um sorriso.

Ela também sorri para mim.

 

 

 

 

 

 

“I was careless, I forgot, I did.”

 

 

 

“And now, when all is done, there is nothing to say...”

 

 


“You have gone and so effortlessly.”

 

 

 

 


“You have won, you can go ahead, tell them”

 

 

 

 

“Tell them all I know now”

 

 

 

 


“Shout it from the roof tops”

 

 

 

 


“Write it on the sky line”

 

 

 


“All we had is gone now”

 

 

 

 

 

 


“Tell them I was happy”

 

 

 

 


“And my heart is broken”

 

 


“All my scars are open”

 

 

 


“Tell them what I hoped would be”

 

 

 


“Impossible, impossible...”

 

 


“Impossible, impossible.”

 

 

 

~(Tradução)

Eu fui descuidado, eu esqueci, eu esqueci

E agora, quando tudo está feito, não há nada a dizer.

Você se foi e tão sem esforço.
Você ganhou, você pode ir em frente, diga a eles

Diga a eles tudo o que eu sei agora

Grite isso de cima dos telhados.

Escreva isso no horizonte.
Tudo o que nós tínhamos se foi agora


Diga a eles que eu era feliz
E meu coração está partido.


Todas as minhas cicatrizes estão abertas
Diga a eles que o que eu esperava seria,


Impossível, impossível
Impossível, impossível...

 

 

 

 

Foco, é tudo o que eu preciso.

Eu preciso me segurar, aqui não é a hora muito menos o lugar, eu preciso esquecer de tudo, só por um instante.

Mas beber não adiantara de nada, eu estou perdido no meio dessa gente, e só você conseguiria me enxergar, e mesmo assim não percebe.

Não percebe a imensa vontade que eu tenho de chorar.

Me desculpe, Deus! Mas o quanto idiota eu consigo ser? Mesmo depois de tudo, ainda desejo você.

Só consigo pensar em você e em como seria beija lo.

Não penso duas vezes, eu tinha que voltar logo, não estava afim de ver mais ninguém, e aqui não seria um lugar certo para isso.

-Ei garoto! – Um dos guardas me chama, mas ignoro – Você de cabelo vermelho, deixou cair isso – Deveria ser meu celular, mas quem se importa? Eu não consigo nem sequer enxergar direito, mal consigo ver aonde eu ando.

Deveria ser por que já anoiteceu, mas que horas eu comecei a chorar mesmo?

Por mais que nós desejássemos uma pessoa, a vida, e principalmente ela, iriam lhe provar totalmente o contrário, e por mais que você entenda isso, seu corpo, e sua mente, parecem ainda insatisfeitos, você não quer acreditar, seu corpo não quer acreditar, e o que realmente lhe comanda? Chega em um ponto em que você só está à procura de algum sinal que os provem que eles estavam errados, e que você consiga provar desse sentimento tão raro chamado amor. E esse clichê é o filme que sempre desaparece de uma locadora, todos já assistiram, todos já entendem perfeitamente de como ele foi produzido, e principalmente como acaba essa história, mas você tem medo de perder a parte principal, na sua cabeça nada faz sentido ali, nessa parte você se distraiu com o ator belo de olhos azuis e cabelos loiros, que novamente volta para aquele clichê dos teatros.

Eu iria pagar caro por pensar assim, por desejar tanto assim, e por amar tanto assim.

Mas não sabia o preço, eu não sabia quando que iria pagar, deveria procurar me informar, mas agora não adiantaria de nada, porque já havia recebido todas informações, mas como eu disse antes? Tudo tem seu prazo, e eu tenho certeza que eu já estava na faixa dos juros.

Naruto Povs’ON

Os seus lábios se encachavam perfeitamente aos meus, por um momento me perguntei se eles foram feitos um para o outro, o movimento da sua mão puxando cada fio de cabelo meu me fazia querer mais daquela sensação, não sei se é o efeito do álcool.

-Naruto... – Ele me chama, logo me encarando – Está tudo bem? Parece tenso... – Eu estava tenso? Serio?

-Você está me dando um fora? – Seria isso? Mesmo ele tendo tomado a iniciativa de tudo.... Eu sou tão ruim assim?

-Não foi isso que eu quis dizer... – O Hyuuga segura um pouco acima do meu pescoço – Você parece tão no automático agora... – Eu só estava pensando demais né? – Você não está fazendo nada de errado não né?

Por um acaso do destino me vem Gaara a cabeça, não acho que ele teria alguma ligação sobre esse assunto, mas sim por que não vejo ele faz um tempo.

Me incomoda um pouco por ter o visto a última vez com alguém como ino, não que ela seja uma má pessoa, mas sim que com certeza faria algo bem provocante se estivesse bêbada. Mais por que diabos eu me preocuparia com isso? Ele nesse momento deveria era está curtindo a festa como um “adolescente” curtiria, bebendo e se divertindo como bem entender.

-Por que acha isso? – Pergunto.

-Bom, no início até que estava indo tudo umas mil maravilhas – ele pausa – Mas agora sua cabeça com certeza não está aqui. – Diz sério.

-Ah vai... –Passo meus dedos sobre seu cabelo – Você deve estar vendo coisas – dou o meu melhor sorriso – por que não traz mais uma daquelas bebidas? – Mostro qual seria – Você ta’ pensando demais! – Depois de me encarar por alguns segundos com uma cara não muito boa, ele me obedece.

Passo meus olhos sobre aquele monte de pessoas que estavam por ali, o resto do pessoal já haviam se separado, tanto eu, quanto Neji decidimos ficar onde estávamos mesmo, e nisso, após alguns goles de Dry Martine, rolou essa nossa “ficada”, que por céus, como ele era lindo e beijava bem!

Mas ainda era perceptível que eu não estava tão relaxado quanto deveria, não sei o motivo muito bem, mas só me vem esse ruivo na cabeça, já estava ficando incomodado por pensar tanto nele.

Só por pensar tanto nele não né? Quem eu iria enganar? Qualquer coisa que Neji fazia me lembrava esse ruivo. Tanto nas palavras, nos toques, no jeito de como ele move sua mão ao redor do meu rosto, dos seus beijos, e de como ele me olha, ou seja, tudo. Para falar a verdade, eu nunca me senti tão atraído por alguém, quanto me sinto a Gaara, não acho que seja nesse quesito de amor sabe? Ou sentimentos, mas sim em algo mais necessitado, afinal ele ainda era meu irmão né? E se apaixonar pelo próprio irmão, acho que seria meio difícil demais. E principalmente para alguém como eu. Na minha adolescência, mais ou menos pelos meus 15 anos, pensava que acabei sendo abençoado por não conseguir gostar de alguém tanto quanto os meus amigos gostavam, os que diziam ser uma droga quando não se é correspondido. Acreditava de início que eles falavam isso pois não queriam que eu me ferrasse, e segundamente, acreditei ser porque seria muito ruim perder o “parça” dos roles pelo simples motivo de estar namorando. Pouco tempo depois de várias confissões amorosas que recebia, e de tantas das vezes que escutei sobre as desilusões dos meus amigos mais próximos, eu meio que me sentia o abençoado do grupo. Afinal, que besteira sofrer por quem não está nem aí para você, mandava logo ir se foder, ela que sairia perdendo uma pessoa tão fechamento quanto eu! Haha. Mas agora, depois de ter amadurecido um pouco, decidi colocar na cabeça que eu só era inexperiente nisso, e que na hora certa a pessoa iria aparecer, ou seja, tudo tem o seu momento.

Mas porra, o que aquele ruivo tinha? Ta certo que o Hyuuga também beijava muito bem, mas não tinha comparação nem com os selinhos surpresas que eu recebia de Gaara. Experiência talvez? Não coloco tanta fé assim nisso, não lembro de ele ter se relacionado com muitas pessoas, e isso me deixa bastante incomodado por não saber o motivo.

Mas o que Neji estava fazendo? Que demora... -  penso, e logo em seguida me levanto para ir ao banheiro.

No meio do caminho via de longe alguns conhecidos meus, que detalhe, estavam verdadeiramente chapados, tenho pena de quem seria o responsável por leva lós para casa. Esbarro em algumas pessoas enquanto tento passar pela aquela multidão.

Até que alguém segura meu braço e me dá um leve puxão, de primeira tomei um susto, mas logo me acalmei pois era Ino.

-Oe! Não tinha um jeito mais agradável de me chamar não? – Reclamo, mas com um tom irônico, indicando que não falava sério.

Mas ela parecia bem mais séria que o costume, e isso de dava medo, Ino nunca foi alguém de ficar brava por qualquer coisinha, mas quando ficava, te aconselharia a sair de perto o mais rápido possível.

-Naruto – É, ela estava falando sério – Você é algum idiota? – Eu realmente não entendi o que ela queria dizer.

-Como assim? – Pensei em levar na brincadeira, mas a cara dela deixava claro que não era a hora.

-Caralho. – O tom que ela usava era como se fosse uma mistura de raiva, e desgosto. Isso me deixava tenso. – Quem foi em? – Ela altera a voz – No desafio, quem foi a pessoa que você beijou? – Ah, foi isso...

-Ah, bom – Ela não iria me zoar se eu contasse a verdade né? Ino era minha amiga a anos. – Ninguém.

-Como assim ninguém? – Mudou o tom da voz que usava – Quer dizer que você não beijou ninguém?? – Ela Parecia surpresa.

-É ué, eu só fingi mesmo porque já tinha dito a Gaara que a minha “Paixonite” estava lá. – Mas por que ela estava tão interessada nisso?

-Eu não acredito... – Eu estava boiando naquele assunto – Você é mesmo um idiota! – Ela me balança pelos ombros – IDIOTA IDIOTA IDIOTA! – Realmente ela estava alterada. – Então quer dizer que você ainda continua com a bobagem de achar a “pessoa certa” né? – Achei que isso já estava óbvio.

-É – Respondo com uma cara desconfiada – Mas por que do interesse?

-Acho que ele ainda não falou né? – Ela parecia animada, mas ele quem?

-Quem? – Pergunto.

-Ué, o Gaara! – Agora que eu não estava entendendo porra nenhuma daquilo, alguém me explica pelo amor de deus.

- O que tem ele? – Agora que eu me lembrei, esse ruivo, não tinha o visto desde quando saiu com ela para beber. – Mas a propósito.... Você não viu ele? Tipo, a última vez que eu me lembre, ele foi com você para beber, né? – Todo tipo de alegria que essa loira tinha possuído, nesse instante sumiu, e ela voltou com aquele semblante sério.

-Espera... – Pelo que parecia ela tentava entender o que eu teria acabado de falar – Você estava com alguém? – Era óbvio que estava, mas seria melhor conta lá? Bom, se fosse qualquer uma pessoa até ia..., Mas era logo o Neji...

Bom, você agora deve estar se perguntando, “E o que tem demais nele? ”, eu posso lhe responder com apenas algumas palavras, ele estava namorando, mas não qualquer pessoa também, ele estava namorando a Tenten! Em outras palavras, uma das melhores amigas de Ino.

-Ah – Sorrio, sinto que não deveria ter feito, percebo que a loira começou a desconfiar ainda mais de mim – Ah foi com o Neji... – Mal precisei olhar, ela já havia sacado tudo, eu estava dando uns amassos no namorado da sua melhor amiga.

-Não fale mais nada – Pôs a mão sobre a testa – Como alguém tão bonito quanto você consegue fazer tanta idiotice de uma vez só? – Ah vai! O Neji também não é nenhum santo, ele que começou com as provocações, e eu só não resisti. – Penso.

-Você tem certeza que não viu ele? - Ela pergunta.

-Se está falando do Sabaku, eu não o ví desde que ele saiu com você- Respondi sério, esse interrogatório me fez ficar um pouco preocupado.

-Ai não... – De repente sua voz parecia mais com um sussurro, ela não estava com aquela pose de raiva que tinha a alguns minutos atrás, comecei a estranhar a mudança repentina de humor, Ino não era dessas coisas, pelo contrário, sua alegria sempre ofuscava a todos – Eu não acredito. – A mesma coloca sua mão sobre o rosto e senta em um banco que estava ali perto – Você tem noção do quanto o fez sofrer? – Ela foi direta, mas de quem exatamente... – Você tem noção do quanto fez o Gaara infeliz??

-E-Eu não estou entendendo... – Tive que gaguejar, o modo que ela se referia a mim, me deixava completamente nervoso, o que de tão errado eu fiz afinal??

-Já chega ok?? – Gritou – Já chega dessa de esperar essa tal “pessoa certa” – Fez aspas com as mãos – Como é que alguém não consegue enxergar algo tão óbvio?? – Pausa um pouco – Não existe essa de “Alguém especial” e muito menos que você é algum tipo de “deus sortudo” porque não, com certeza você é só um babaca que não consegue ver a porra do cara que está praticamente implorando o seu amor, isso dói, dói até pra mim! Ter que ouvir o que você faz com ele, de como você trata o amor que lhe é oferecido, e de como você pisa com os sentimentos dele, isso machuca muito, não é possível não perceber isso, está estampado na cara dele, destacado que é você o sortudo de ter o perfeito e não correspondido amor de alguém tão maravilhoso feito Gaara. –Suas mãos estavam em forma de punho, e seu rosto já se encontrava repleto de lágrimas. Ino nunca chorava. – Mas agora, você está prestes a perder alguém tão importante feito ele, e tenho certeza de que ninguém nunca iria te amar e te dar tanto valor quanto ele faria.... Será que eu tenho que gritar com todas as palavras?? Ele te ama, sempre amou você, e sofre a cada dia com as suas ações que só demonstravam sentir uma porra de um desejo carnal.

Ela finalmente havia parado de falar, eu não sabia como agir, nem como olha lá nos olhos agora, eu me sentia envergonhado demais para me defender, mas aliás, me defender de que? Eu que havia errado por esse tempo todo, me sentia um completo insensível, E realmente tudo que Ino tinha me dito faziam sentido, de vez em quando eu perguntava sobre isso de gostar de alguém para Gaara, e suas respostas, antes, me pareciam tão vagas, mas agora tudo por incrível que pareça teriam sentido, o tal do amor não correspondido, e do quanto a pessoa que esse ruivo amava a tanto tempo e que parecia não querer ver o que estava mais que explícito, porra! O quão idiota eu ainda posso ser? Eu não sou mais nenhum adolescente sem conhecimento sobre isso de amar, sei muito bem o significado, e só de pensar que Gaara poderia se afastar de mim por causa disso me dava calafrios, me sentia um homem tão estúpido e medroso feito uma criancinha que acabara de assistir um dos piores filmes de horror.

Mas o que eu teria que fazer de agora em diante? E pensar? Será que ainda daria tempo de se redimir? O jogo ainda poderia ser salvo, ou teria que voltar do início?

Estava tudo tão claro sobre qual era o real motivo de pensar tanto nesse ruivo, de o desejar tanto, e me incomodar de vê-lo conhecendo pessoas novas e acabar esquecendo de mim, eu finalmente pude resolver essa questão, teria encontrado o valor do X e toda equação fazia sentido, eu precisava dele.

Não, a verdade era que eu sempre o precisei. Haha! Ciúmes? Agora sim eu posso fazer disso uma alternativa. Finalmente.

Eu quero beija – lo, sentir o calor da sua pele, e todas as sensações que antes sentia quando puxava me mais para perto, podia afirmar que nunca desejei nada, tanto quanto estou desejando tê-lo agora, não precisava mais dessa farsa, necessitava somente do aconchego que era dormir agarradinho com você, de finalmente falar o quanto eu o amava, e de quando eu o amo, e sim, por mais clichê que isso possa soar, do quanto eu ainda o amarei. Caralho, eu só quero te ver agora.

Era fácil sentir a quantidade de lagrimas que não paravam de escorrer no meu rosto, não fazia questão alguma de esconde-la, acho que agora pude sentir o prazer de gostar disso, gostar de chorar e não tentar parar, não tentar engolir e sentir aquela queimação agoniante por dentro.

-Ino... – Eu desejava muito que ela pudesse ler meus pensamentos agora, e me diga o que fazer.

-Vai atrás dele porra. – E como esperado, ela novamente conseguiu deduzir tudo bem mais rápido que eu.

Dou um sorriso como resposta.

Pego meu celular e tento ir para perto da janela, pois era um lugar mais calmo, e consequentemente melhor de se falar pelo telefone.

Mas ele não atendia, já era a terceira ligação e nada, tento uma quarta vez e de primeira é atendido.

-Gaara? Pelo amor de deus! Onde- Sou cortado por alguma voz do outro lado da linha, não parecia ser dele.

-Alo? Eu sou um dos seguranças da Heaven & Hell, acho que o dono do celular o esqueceu aqui. – Espera, Gaara perdeu o celular então?

Vou até perto da entrada, e posso ver que ele realmente tinha o perdido, ainda estava na mão do tal segurança. Então isso quer dizer que ele já foi? Assim, sem mais nem menos? E sem me avisar?

Gaara não é dessas coisas, alguma coisa teria acontecido, mas eu realmente não sabia o que era.

Resolvo ir atrás dele.

Don't doubt it, don't doubt

 


Oh oh, oh oh

 


You know it, you know it

 


Still rise

 


Just fight it, just fight it

 

 


Don't be surprised, I will still rise

 

 

 

 

 

~ 5 Anos depois.

 

Recebo um E-mail, Era do hospital, eles finalmente entraram em contado comigo, me relembrar desse tempo não me agradava, mas não seria nada extremamente crítico como antes fosse. Yamanaka Ino, que havia se formado em psicologia me ajudou bastante.

Abro a minha caixa de entrada. Não tinha nada escrito, somente um link, e o selo de identificação do tal hospital.

Eu clico, e vou direto para um site onde nunca teria ouvido falar do nome.

“Pétalas do Amor”

Isso me soava um tanto fictício, espero que seja só minha imaginação, pois ontem haviam me ligado e confirmado o que teria acontecido com ele.

Depois de rolar algumas vezes o mouse encontro o início de um texto, que parecia simples.

Meu coração gelou, lembro que já teria lido algo parecido. “Mas era uma lenda, não teria provas reais de que era verdadeira”, mas toda coincidência fazia sentido, e isso me dava ânsia.

Profissionais me davam a certeza, a única coisa que posso fazer agora é acreditar ser real.

~Hanahaki Byou

Uma antiga lenda japonesa, baseada na mitologia grega, retrata sobre uma doença sofrida por um amor unilateral.

Mas sobre o que é essa doença?

-Existem várias histórias pela internet onde contam sobre essa lenda. O que faz essa ficção ser famosa, é seu contexto relativamente real, onde deuses da mitologia grega participam, fazendo a história possuir um ar mais cativante e realista.

Tudo começou com a onipotência de Apolo, Deus da harmonia, filho de Zeus, e da Deusa Latona.

Aros, ou cúpido, em latim, é o tão conhecido Deus do amor, em um corpo pintado de um garoto com mais ou menos 7 a 8 anos que possuí uma belíssima flecha.

Esses dois deuses tão poderosos (Apolo e Aros) foram os quais deram o início a essa antiga lenda.

Apolo, Deus da harmonia, saúde, e profecia, junto a seu arco, nada o amparava, suas flechas acertavam tudo que almejasse.

Mas o “Pequeno” Deus do amor, Aros, com sua delicadeza teria sido subjugado pela sua aparência frágil.

Fazendo Apolo se sentir julgado por Aros.

Uma vez o pequeno deus me mostrou suas douradas flechas, e de como as manuseavam perfeitamente, zombando do meu ser, e de meu renomado nome.

-Como que tu és inconveniente! Não estas a ver que uma arma dessas se é usada só para gente grande?

-Oh! Filho do grande e poderoso Zeus, e da mais bela deusa Latona... Apolo, Deus da harmonia! És uma lastima me subjugar só por minha aparência indefesa.

-Tuas flechas nunca alcançaram os pés das minhas, não tente se igualar a uma proeza que não és tua!

-Seu Arco acerta todas as coisas meu querido Deus, és uma imaturidade de minha parte a comparação entre meu ser e seu honorável nome. Mas a minha acerta a você! Você se coloca acima de todas as criaturas vivas, e só por essa distância sua glória é menos que a minha.

Carregando suas últimas profecias, Aros tira de seu arco uma flecha dourada, era divina de tão brilhante que era, e então, acerta Apolo, o derrubando de joelhos no chão.

          A flecha não causou nenhuma dor, e nem sequer um ferimento.

O pequeno deus havia lhe dado o dom de poder amar.

Parecia tão perfeito ao se ver, mas ele não teria acabado ainda.

Mirou novamente sua flecha, agora feita de chumbo, grossas e rombudas, acertando-a uma ninfa, filha do rei Peneu, Dafne.

A flecha ao contrário da que foi lançada a Apolo, provocava repulsa, ou seja, uma aversão ao amor.

Apolo agora estava condenado a amar alguém em que nunca poderia responde-lo da mesma forma.

O Deus do sol, todo poderoso e perfeito, se perguntava o porquê da rejeição da Ninfa. Ele era tão perfeito – segundo Apolo.

Após tempos difíceis para a Ninfa de tentar afastar o tão repugnante deus da harmonia, suplicou para seu pai:

-Pai. Por favor. Lhe peço que me tire toda a beleza, não vejo mais sentido algum para tanta perfeição que desejei.

E assim, Peneu, pai de Dafne, a transformou em uma árvore, com lindas pétalas de louro.

Apolo abismado com tudo aquilo, beijava desesperadamente a madeira da árvore, e assim dizendo:

- “Já que você nunca poderá ser minha noiva, (...) deixe que os louros adornem, doravante, meus cabelos, minha lira, minhas conquistas: deixe que os vitoriosos romanos, numa longa procissão, usem as folhas de louro para o triunfo e a aclamação”. 

E desde então eram coroados, com a coroa real, enfeitada de pétalas de louro.

Mas o que isso tudo estava ligado com a doença da paixão?

Como fora dito no início do texto, assim como Apolo, está ligado a quem sofre de um amor unilateral. Ela possui 3 estágios.

O primeiro, não tão ofensivo, a pessoa começa a tossir pétalas.

O segundo estágio é, que além dela possuir pétalas em seus órgãos, começam a surgir flores inteiras.

E em terceiro, o que no qual levaria a pessoa ao óbito, iriam existir pétalas, flores e buquês em todo o seu interior, fazendo assim, a pessoa começar a vomita-las, sem parar.

Existem curas.

A primeira, que é a mais óbvia, é que a pessoa simplesmente iria retirar essas flores do seu interior, em uma cirurgia, mas, existem consequências: A pessoa iria perder todas as memórias da sua tal paixão, e, também correria o risco de nunca sentir algo como isso por mais ninguém.

E a segunda forma, seria com sua paixão lhe correspondendo.

Esses mitos estariam ligados pois apresentam uma mesma pétala, as folhas de louro.

 

Há 5 anos eu só teria encontrado uma simples carta.

Lacrada com uma pétala de louro.

Aonde você está?

Fim.

 


Notas Finais


Haha.


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