História Pétalas Vermelhas - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Ficção, Frases, Pétalas, Romance, Vermelhas
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Palavras 3.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo III


Passei meses sem sair de casa, quase não dormia e mal comia também. Apesar disso, estava melhor, o tempo nessas circunstâncias, realmente é um aliado.

O que me atormentava, era o fato de estar me sentindo sozinha, assim sendo, tomei coragem e me arrumei, de uma maneira que nunca antes havia ficado tão jeitosa. Fui chamar Zoe para irmos à faculdade juntas.

— Amiga, hoje vou à faculdade contigo. Está pronta? Vamos!

— Ei, calma aí! De repente você para de ir à faculdade, quando acho que você abandonou de vez, você volta. E não sei porque tudo isso. Agora, pode me explicar?

Contei tudo para ela, o que nos custou vinte minutos de atraso. Ela dizia me compreender, parecia mesmo que me entendia. Esperava um conselho, pois ela era muito boa nisso, mas não disse nada, apenas que iríamos conversar melhor depois e iria me contar uma novidade, que talvez eu pudesse gostar.

— Mas não pode me dizer agora?

— Não. Estou atrasada. Tenho uma coisa importante para fazer. – Falou abrindo a porta. — Tchau! – Bateu a porta.

— Está bem. Irei sozinha mesmo. – pensei.

— Bom dia Sr. Reviere!

— Bom dia minha princesa! Mas que olhar triste é esse?

— Como? Não é de triste não Seu Pascoal, só um pouco cansada mesmo. Bem, estou com pressa, até logo!

— Olhe, há quem busque mudar a realidade, mas encontra a sua tormenta, pois não consegue enxergar a resposta que em sua frente está. Devemos enxergar a vida com os olhos do coração!

— Bela frase! Tchau Sr. Pascoal – Disse acenando lhe com a mão.

— Tchau minha princesa.

Chegando, encontrei Zoe na frente do portão. Está diferente, quase não a reconheço, parecia continuar louca como sempre foi, porém, desta vez com seus cabelos ruivos e ondulados, com certeza, já estava assim quando saiu de casa, mas com tantas preocupações, não percebi. Também sempre está mudando a cor. Aproximei-me, mas ela não percebeu minha chegada, pois estava de costas para mim, conversando com... Não acreditava, era “Philip”, que também me viu. Ficamos cinco segundos nos olhando sem reação de nenhum de nós dois, até que Zoe se virou e quando me viu, veio falar comigo.

— Amiga, Desculpa deixar você vir sozinha!

— Pois é amiga, me deixou sozinha, mas tudo bem!

— Esse é um colega. – Me apresentou, sem dizer o nome dele.

— Prazer! – Disse ele apertando minha mão, sem esboçar nenhuma reação facial.

— Prazer!

— Tchau para vocês, tenho que ir.

— Tchau!

— Tchau!

— Vamos entrar Taylla. Ah! Tenho uma novidade para te contar.

— Você já disse isso, mas me conta logo o que é. Aliás, me diz quem é aquela pessoa que estava conversando.

— Eu não o conheço. Escuta, acho que seria bom para você,  para esquecer um pouco dos problemas que está passando, ir comigo a uma festa dos meus amigos do trabalho, que acontecerá hoje à noite. Você aceita? Pense bem!

— Uma festa? De amigos do seu trabalho? – ironizei, acreditando que essa tal festa seria mais como uma reunião formal, onde o assunto seria somente sobre negócios...

— Sim! Vai ter homens lá, alguns muito bonitos, você pode se divertir. Vamos; você vai gostar!

— Tá bom, vamos. - Aceitei desanimada.

Zoe e eu, brigávamos para abrir a porta de casa. Corremos para seu armário, como eu não tinha roupa para ir a uma festa, me emprestou um vestido.

Em frente ao espelho, me namorava, o que há muito tempo não fazia. Nem lembrava a última vez que me arrumei daquela forma. Estava como Lily, com o vestido rosa pálido bem acinturado, um tanto mais curso que o dela, sendo quatro dedos acima dos joelhos, mas me sentia como se fosse seu reflexo. Podíamos ser a mesma pessoa, se não fosse pelo que a completava, o que nos diferenciava (além do fato de ela habitar em um reino).

Zoe pegou seu carro e fomos para a tal festa. Infelizmente, o porteiro não estava em serviço, precisava escutar uma de suas frases...

Entramos no local, o som tomava conta de todo o espaço, quase não se ouvia os gritos das pessoas, claramente não era a reunião de trabalho que imaginei que era. Incomodada com o barulho (sim, para mim era barulho, não por não gostar daquelas músicas, apesar de nunca ter ouvido antes, mas pelo volume do som), fui para a parte de trás daquele salão, passei direto sem cumprimentar ninguém, pois não conhecia ninguém para saldar. Parecia ser o único lugar mais calmo, pois o som ficava abafado e não se ouvia nenhum grito.

"Que festa é essa?". Fiquei surpresa ao ver todo esse tumulto que chamam de festa, estranhei pelo fato de ser um encontro de funcionários da empresa que Zoe trabalha e, pelo jeito só havia pessoas de "bom status", mas enfim, estava legal, pena que não apreciava muito isso tudo.

No lugar que encontrei, percebi que estava sozinha "cadê Zoe?", achava que havia me acompanhado, mas provavelmente devia estar lá dentro se divertindo, enquanto eu estava sozinha e sem saber o que fazer. Sentei em um dos bancos nesta sala de recepção. Ao lado tinha uma sacada e tinha uma vista muito bonita, o céu estava limpo, permitindo ver as estrelas.

Me arrepiei ao perceber que alguém sentou-se ao meu lado. Olhei para ver quem era. Um homem, loiro, de olhos azuis bem claros, me olhou e disse:

— Olá. Por que não está na festa?

— Não suporto tanto barulho.

— Hum, então você não gosta muito de festas não é? Desculpa a pergunta, mas porque veio? Você trabalha na empresa? Quantas perguntas! Desculpa – Riu!

— Não, eu não trabalho nessa empresa não! Estou aqui com uma amiga. Vim porque achei que iria ser bom para mim me distrair um pouco.

— Entendi. Bom, mas você não quer entrar na festa? Conhecer alguém? Eu também não estou muito afim não. Posso ser sua companhia esta noite?

— Claro, não seria bom ficar sozinha.

— Então, agora pode me dizer seu nome? Somos amigos agora, preciso saber...

— Meu nome é Taylla e o teu?

— Nome bonito, o meu é Bryan. Muito prazer! – Afirmou estendendo sua mão para me cumprimentar.

— O prazer é meu Bryan! - Respondi apertando sua mão.

Continuamos conversando por alguns minutos até que me fez uma pergunta inusitada:

— Você está escutando a música? É lenta. Concedi-me uma dança?

— Você é louco. – Me fez sorrir timidamente.

— Podemos ser juntos, vem! – levantou me puxando junto a ele. Abraçou-me com seus fortes braços. – Me segue. – Disse baixinho ao meu ouvido.

Com passos lentos me levava para um lado e para o outro, enquanto admirava seus belos olhos, quando me surpreendeu com mais uma pergunta:

— Gostei de você sabia? Posso te dar um beijo? – Perguntou e sem esperar uma resposta minha, me beijou.

Não estava esperando receber um beijo assim, mas estava tão bom, que não resisti e continuei a beijar aqueles lábios doces. O clima ficou mais quente, quando senti suas mãos tocando em minha perna e subindo bem de vagar, sentia deslizando, e subindo, até que o fiz parar, tive que pedir para não fazer isso, pois não estávamos em um lugar apropriado. Então, me disse que atrás de nós, tinha um escritório, que como tinha só uma porta, podíamos trancar e ficar a sós, estava todo mundo na festa e ninguém iria perceber. Fiquei com medo de aceitar, acabei de conhecê-lo e nunca tinha feito nada disso antes, mas achei que poderia ser bom, esquecer os problemas, talvez me sentir melhor depois, e claro, iria gostar sem dúvidas. Considerando tudo isso, aceitei. Ele sorriu pegou em minha mão e me levou para tal sala, entramos e trancou a porta, para garantir, colocou uma cadeira em frente, claro que se alguém abrisse, não iria impedir nada, mas o fez mesmo assim.

Voltamos a nos beijar, com um grande desejo, sentamos em cima da mesa. Enquanto me beijava, sentia suas mãos nas minhas pernas, cintura. Meu corpo loucamente fervia de vontade para senti-lo mais perto. Afastamo-nos rapidamente um do outro quando essa loucura foi interrompida com batidas bruscas na porta. Bryan olhou para mim, sorriu como se quisesse, me dizer que está tudo bem. Abriu a porta. Era Zoe, nos perguntou:

— Porque vocês estão aqui? Você está bem Taylla?

— Sim, está tudo bem. E você? Aconteceu alguma coisa?

— Taylla, precisamos ir embora, rápido! – Disse histérica.

Sem entender nada, perguntei o motivo e simplesmente respondeu que...

— Não temos tempo, só vamos – pegou em minha mão e me puxou apressada para ir embora.

— Esperem! O que houve? Vai me deixar aqui Taylla? – Disse sem entender nada também – NÃO SEI TEU NÚMERO! – Gritou quando já estávamos próximo ao barulho daquela festa.

Assim que saímos, quis entender o porquê Zoe estava daquele jeito. Ela olhou para mim e começou a chorar, sem dizer uma palavra, ambas nós duas, apenas a abracei. Quando percebi que ela havia parado de chorar, perguntei de novo o que tinha acontecido, ela tentando não chorar mais, respondeu apenas que não dava para explicar, que precisamos ir embora, pois ela não estava bem.

Zoe é uma pessoa de muitos segredos, nunca a vi triste, sempre de bem com a vida, mas parecia carregar muitos sentimentos ruins. Mesmo sem saber o que aconteceu, tentei ser compreensiva e fomos embora, como ela não estava em condições de pegar no volante, eu fui dirigindo até em casa.

Quando chegamos, falei a ela que quando quisesse conversar, era só me chamar que na hora, eu iria. Ela deu um pequeno sorriso, agradeceu, me abraçando e entrou em seu quarto. Então fui para o meu também.

Aquela noite, embora não tenha acabado bem, foi boa. Não fiquei muito tempo, mas aproveitei um pouco. Conheci um belo rapaz, que me fez ficar curiosa para saber mais sobre ele, me deixou com desejo de ter ele comigo outra vez, mesmo que por mais uma noite apenas. Ao pensar assim, lembrei que não tinha como encontra-lo de novo, nem perguntei se trabalhava lá na empresa que Zoe trabalha.

"Como vou ter ele outra vez? Estou louca, não o conheço, não posso fazer isso, é loucura. Provavelmente ele é só mais um homem que adora colecionar mulheres. Não é isso que quero, não estou à procura disso. Mas o queria tanto, e parece que ele queria também. Como pode isso? Acabamos de nos conhecer!"

Tendo em vista estes pensamentos e outros, conclui que: estava à procura de um suposto príncipe, porém precisava esquecer Welder, para poder focar melhor no que realmente queria, então se eu ficasse com Bryan, poderia ser que isso ajudaria, poderíamos nos conhecer de verdade, ele podia até ser o meu príncipe Philip que procurava.

Portanto, optei por considerar meu pensamento final, sairia com Bryan, para poder conhecê-lo melhor, mas para isso, precisava encontrar ele, e como poderia? Não sei nada sobre ele, nem ao menos tinha seu número de telefone. Bem, o jeito foi esperar a noite passar, para no outro dia, procurar saber se Zoe, estaria melhor, e se estiver... poderia me ajudar com isso.

Sendo assim, tomei um banho quente e demorado, deitei e com os olhos pesados, fui fechando-os vagarosamente, depois de noites após noites sem dormir, finalmente pude descansar. Zoe tinha razão, aquela pequena noite me fez muito bem.

Quando amanheceu, ao despertar me peguei pensando em Bryan, será que já tinha esquecido Welder? Ainda que a resposta fosse sim, tinha que tomar cuidado, para não me apegar demais aquele rapaz, pois não queria amar o incerto para não sofrer depois. E como podia pensar nisso, se não tivemos nem uma conversa descente ainda. Eu não queria e nem podia gostar de outra pessoa, pois o que sentia por Welder, não tinha passado.

Nesta mesma manhã, fui até o quarto de Zoe perguntar se estava melhor. Bati na porta, bati! ”mas onde está Zoe agora?”. Havia saído com certeza, não estava em nenhum lugar da casa. Não entendi porque não me avisou que sairia. O fato de ser sábado de manhã, fez com que eu ficasse ainda mais receosa, pois não costumava sair esse horário. Tentei não me preocupar tanto. Estava me sentindo bem e eu queria aproveitar essa sensação boa de alívio, ou liberdade. “Nada melhor que uma boa caminhada sábado de manhã”.

— Bom dia minha princesa.

Ao sair do elevador, ainda na portaria, me deparei com as mais lindas rosas que já vi.

— Sr. Emanuel, que rosas lindas são essas?

— São mesmo muito lindas não é? Elas são para uma pessoa muito especial. Uma mulher, mais bonitas que essas flores.

— Que inveja eu tenho dessa mulher. Ela deve ser mesmo muito especial para ti. Hunm... Que bom! Sinto o doce aroma dessas rosas.

— Que bom que gostou. Ela também ama o cheiro delas. A rosa é o símbolo do amor, da paixão, do desejo... Certamente quem lhe der rosas, te ama como amaste teu primeiro amor. Puro, verdadeiro e inocente. Agora, se me permite, vou indo. Tenha um bom dia minha princesa.

— Bom dia para ti também!

Deixei aquela manhã para caminhar, porém nada impediria de segui-lo, assim descobriria para quem eram aquelas lindas e perfumadas rosas. Então assim fiz. Fui o seguindo e a cada esquina, me escondia atrás de postes e qualquer outra coisa que encontrava no caminho, para que ele não me visse.

Não andamos muito e logo parou em frente do cemitério que ficava poucos quarteirões depois do prédio que morávamos. Entrou. Cuidadosamente me aproximei até a entrada, observei de longe, o senhor Emanuel ajoelhando-se ao lado de um túmulo, colocou as rosas sobre a lápide e sentou-se.

Seu olhar de tristeza me comoveu, lembrei-me de meus pais que também estavam enterrados lá. Fui até os túmulos deles, sentia muita saudade, mas naquele momento, foi como se eles ainda estivessem comigo... Estava concentrada com pensamentos longe, quando me assustei com o chamado:

— Princesa? – Senhor Emanuel, parou ao meu lado. – Não sabia que viria para cá.

— Ah É... É... Eu vim...

— São seus pais?

— Sim.

— Sinto muito! O que aconteceu?

— Foi um acidente, prefiro não falar sobre isso. Foi há cinco anos. Sou filha única, por isso foi muito difícil, tinha 17 anos, minha vida mudou muito depois.

— Imagino. Deve ter sofrido muito.

— Sim, se não fosse pelos meus tios... Eu tive que ir morar com eles na França, é um país lindo, mas não fiquei muito tempo por lá. Eu quis fazer faculdade e continuar morando por aqui. E o senhor? Quem veio ver?

— Minha esposa. – Respondeu dando um profundo e forte suspiro. — Minha falecida esposa. Morreu há oito anos, mas eu nunca a esqueci. Ela amava rosas, por isso às vezes trago para mostra-la que ainda a amo.

— Sinto muito! Vocês devem ter sido muito felizes juntos.

— Sim. Foram 17 anos de intensa felicidade. Desse amor nasceram meus filhos.

— O senhor tem filhos? Não sabia. São quantos?

— Tenho dois filhos. – Dizia com os olhos lacrimejando – O mais velho, tenho muito orgulho do homem que é. Porém, não somos muito unidos. Depois da morte de Isadora, ele não me considera mais como pai. E o mais novo, devia ter 14 anos, hoje ele tem a sua idade. Nunca aceitou a morte dela, desde então, nunca mais falou comigo, por achar que sou o culpado.

— Nossa. – Sem saber o que dizer; abismada com tais fatos, procurei dizer poucas palavras – Que história triste. O senhor é um homem bom, não merece tudo isso. Seus filhos vão mudar, vão perceber a injustiça que estão cometendo.

— É princesa. Na vida, nos deparamos com várias surpresas, nunca sabemos o que vai ou o que pode acontecer. Algumas coisas nós temos que apenas aceitar. Bem, agora já estou indo. Foi ótimo conversar contigo. Seus pais teriam orgulho da pessoa que tu és.

— Obrigada! – Agradeci abaixando a cabeça me segurando para não chorar. – Tchau.

— Tchau.

Decerto, não foi uma boa ideia ter seguido o senhor Reviere. O que era para ser apenas uma distração trouxe na verdade mais lembranças, as quais me deixavam com o coração ainda mais apertado. Meus braços amoleceram repentinamente. Uma fraqueza tomou meu corpo, durante o caminho de volta para casa.

Ao chegar, me deparo com Zoe, largada no sofá, parecendo estar longe:

— Pelo jeito não sou a única sonhadora da casa!

— O que? – falou levantando-se rapidamente.

— Esquece! Diz-me como você está?

Sentando-se e de cabeça baixa me pediu desculpas pelo dia anterior. Me chamou para sentar ao seu lado. Ela nunca foi de contar segredos, muito menos de me pedir conselho, aquele dia, certamente seria diferente. Eu que sempre peço ajuda dela, desta vez, ela é quem estava precisando de mim.

— Amiga, venha, sente-se. Vou te contar.

— Está bem! – Sentei ao lado de Zoe. – O que você quer me dizer? E o que aconteceu ontem?

— Não é nada importante, eu exagerei. É que ontem, um colega que admiro muito estava lá. Ele falou comigo como sempre, mas toda vez é sobre uma pessoa que ele gosta, eu cansei, o mandei calar a boca e olhar para mim. Não sei como pude ser tão burra, você não imagina o que aconteceu depois.

— Me diz então! Começou, termina. Não me deixa preocupada. – Perguntei pasma imaginando algo ruim.

— Eu disse que gosto dele.

— E ele?

— Ele foi muito grosso, disse para esquecer ele, porque me via somente como amiga e que ama outra mulher.

— Ah Zoe! Você amando alguém, essa é nova para mim!

— Não deboche de mim! Não disse que o amo e sim que eu gosto! Mas isso foi mesmo uma loucura, como vou olhar para a cara dele depois de ter saído correndo daquele lugar, deixando ele falar sozinho?

— Sim, você não deveria ter feito isso, mas vocês são amigos, pode conversar com ele, pedir desculpas... e tudo vai voltar a ser como era antes. Eu sinto muito por isso amiga, tente o esquecer.

— Não queria que tudo continuasse como antes, mas você está certa. Agora me diz você, já deve ter esquecido Welder não é? O que estava fazendo com o Bryan, trancados naquela sala?

— Você o conhece? Que vergonha! Eu não estava fazendo nada, juro!

— Sei. – Riu.

— Eu não pude conhecê-lo direito, foi muito rápido. Você tem o número dele ou alguma coisa que possa entrar em contato com ele?

— Gostou mesmo dele, não é? Para ser sincera, não acho que Bryan te faria bem, mas... eu vou te passar o contato dele.

Não entendi porque ela disse que Bryan não me faria bem, mas não perguntei, estava feliz e há muito tempo não me sentia assim. Não queria estragar tudo, estava disposta a correr riscos.

— Obrigada amiga. Agora tenho que ir! – Falei rapidamente, pela pressa que estava.

— Para onde? Tudo por causa do Bryan? Vai lá amiga, boa sorte!

— Não é isso não. – Tentei disfarçar. – Preciso ir, tchau! – Corri para o meu quarto.

— Taylla, eu vou sair. – Gritou. – Não voltarei hoje. Então não precisa se preocupar, está bem?

— Cuidado em! Qualquer coisa me liga!

— Vou pensar duas vezes antes de te ligar. A noite promete ser boa para nós duas. – Riu.



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