História Peter's Company - Capítulo 4


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Categorias American Horror Story, Crystal Reed, Dylan Sprayberry, Emma Roberts, Evan Peters, Jessica Capshaw, Sarah Paulson, Taissa Farmiga, Teen Wolf, The Crown, Tyler Posey
Personagens Crystal Reed, Dylan Sprayberry, Emma Roberts, Evan Peters, Jessica Capshaw, Princesa Margaret, Rainha Elisabeth II, Rainha Elizabeth, Rei George IV, Sarah Paulson, Taissa Farmiga, Tyler Posey, Winston Churchill
Tags 1937, Billie, Drama, Dylan, Ellen, Emma, Época, Evan, Evan X Dylan, Histórico, Jessica, Monarquia, Nobres, Retrô, Riqueza, Romance, Sarah, Taissa
Visualizações 65
Palavras 2.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - Autumn


O outono londrino com certeza era uma das atrações de destaque não só da cidade, mas em todo o território britânico. Era comum ver as ruas um pouco mais movimentas nessas épocas, já que as pessoas se preparavam para o futuro inverno, comprando ou extraindo lenhas das florestas, extremamente uteis para a queima e aquecer vários lares durante os dias de frio intenso.

- É um absurdo o preço das lenhas – Dylan reclamou enquanto carregava três troncos de madeira em seus braços, com certa dificuldade. Seu amigo Tyler fazia o mesmo, só que ele tinha ajuda de sua esposa Crystal, uma bela moça católica, com a pele esbranquiçada e os cabelos castanhos escuros e lisos. Tyler e Crystal eram casados já havia dois anos e moravam em uma casa própria perto da pensão em que Dylan vivia. Frequentemente Dylan os visitava em alguma ocasião especial, como um jantar.

- Parece que este ano vai ser pior que os anteriores – Disse Tyler levando os troncos para o pequeno jardim de sua casa, que era espremido entre a parede a calçada – Soube que hoje vai ser lua cheia, então vai haver frio mesmo – Tyler tinha uma implicância profunda quando era confirmado que haveria lua cheia, o que irritava Dylan com aquele costume idiota que o amigo tinha.

- Vai começar com essa idiotice – Crystal revirou os olhos, ela e Dylan concordavam plenamente quando Tyler vinha com aquele papo – Ele fala de lua cheia como se fosse virar uma espécie de lobisomem. É tanta bobagem para uma pessoa só – Caçoou do marido, fazendo Dylan rir com a gozação.

- Eu ainda estou aqui – Tyler cruzou os braços, levemente emburrado com a esposa.

- Nós sabemos, Tyler – Dylan bateu nos ombros do amigo e então riu novamente.

Dylan se despediu de Tyler e Crystal, que agora iriam em uma cerimônia católica na única igreja da religião no distrito. Continuou carregando algumas lenhas até o seu apartamento e também de uma senhora de idade, subindo aquela enorme escadaria várias vezes, o que se tornava cansativo com o tempo. Parou na entrada principal da pensão e suspirou, esfregando suas mãos, vestidas pelas luvas pretas. Não havia ido trabalhar hoje, já que uma máquina da fábrica havia tido um defeito devido uma fiação elétrica, e para o bem da própria empresa, hoje as atividades daquele setor estavam paradas.

Enquanto tentava se esquentar, viu o mais moderno Ford daquela região parar em frente ao pequeno prédio. Como de costume, Dylan inclinou levemente a cabeça ao ver o rapaz de terno, mesmo naquele frio, sair de seu luxuoso carro e para em frente deste. Evan nunca havia ido no endereço onde Dylan morava, apesar de conhecer o lugar.

- Evan? Que surpresa! – Dylan foi até o chefe e estendeu a mão para ele.

- Bom dia – Evan se recusou a apertar a mão de Dylan e estendeu seus braços, pedindo um abraço. Dylan ficou parado em frente a Evan – Qual é? Não vai me abraçar? – Perguntou fazendo uma cara de reprovação, não estava se importando com as pessoas presentes ali, ao contrário de Dylan. Afinal, todos ali estavam mais preocupados em se prevenir do frio do que prestar atenção em dois rapazes se abraçando.

Dylan se aproximou lentamente de Evan que o apertou fortemente com um abraço, quase que o sufocando no processo. Sprayberry cedeu aos toques de Evan, pois ele incrivelmente o aquecia do vento gelado, mesmo que suas grandes mãos lhe davam um certo arrepio pelo corpo. Ficaram um tempo naquela posição até se soltarem.

- O que veio fazer aqui? – Dylan perguntou com certo tom de preocupação – Não fui trabalhar hoje por que eu li um aviso hoje mais cedo que o meu setor havia parado e... – Tentou se explicar incansavelmente como se fosse a coisa mais desesperadora do mundo.

- Não! Dylan! – Evan segurou nos braços do menor, tentando acalmá-lo – Eu que coloquei o aviso hoje durante a manhã, os técnicos já resolveram tudo e as coisas estão mais tranquilas – Explicou, até achando engraçado toda a preocupação do mais novo com o seu próprio emprego – Aliás, de qualquer forma você seria dispensado hoje.

- O que? – Dylan arqueou a sobrancelha. Estava pegando os últimos troncos de madeira para leva-los até seu apartamento, mas o deixou cair – Droga...

- Deixe que eu... – Evan se abaixou para ajudar Dylan, mas este negou imediatamente.

- Não! Eu só preciso levar isso para dentro – Falou pegando uma das toras, apenas para descobrir que Evan já havia pego as outras duas e as segurava sem problema nenhum – Vai sujar o seu terno desse jeito – Falou, insistindo que não precisava de ajuda.

- Dylan. Esse terno está ultrapassado já, não faço questão de entrar na sua casa e... – Evan disse e então parou onde estava – Está com vergonha que eu entre na sua casa? – Perguntou.

- Não é isso... – Dylan falou constrangido de certa forma – Você está bonito demais para... – Disse e então Evan revirou os olhos. Evan entrou no prédio e então subiu o lance de escadas, sem se importar com o peso dos troncos em seus braços.

- Qual é o apartamento em que você mora? – Olhou os números de cada porta, enquanto Dylan vinha logo atrás dele. Notou que alguns dos moradores o encararam com certo olhar de desprezo, sabendo que ele era membro da alta sociedade devido a roupa de alta costura que vestia. Dylan estava extremamente envergonhado de apresentar sua moradia simples para um rapaz tão poderoso que nem Evan.

Evan era teimoso demais e isso Dylan percebeu de longe. Havia contado uma vez para o mais novo sobre a sua família, principalmente sobre seu pai, que tinha um comportamento hiperativo e insistente, e agora, Dylan tinha certeza herdado que ele havia herdado isso de Phil.

Assim que abriu a porta de seu apartamento, Dylan revelou o local simples em que vivia. Evan ficou encantado com a simples arrumação e a organização que tinha, apesar das paredes estarem com a pintura desgastada, assim como alguns outros móveis. Evan até pensou em falar que os dois cômodos em que Dylan morava eram do tamanho de seu banheiro, mas ficou quieto para não fazer com que ele se magoasse. Evan conseguia ser irritante e inconveniente quando queria.

- É um belo lugar – Evan disse colocando as lenhas no chão, a pedido de Dylan – É aconchegante e... Com licença – Se sentou no sofá que servia como assento para a pequena mesa de jantar – Só precisa de uma reforminha, e tudo ficará perfeito. Um bom arquiteto faria daqui um pequeno palácio – Disse analisando todo o local.

- Se o meu salário desse ao menos para comprar uma tranca nova – Dylan disse se sentando em uma cadeira, ficando de frente para Evan.

- O que? Está dizendo que o salário não é bom? – Perguntou de forma séria e então Dylan congelou – É sério mesmo que...

- Não foi o que eu quis dizer – Tentou desviar do assunto. Sabia que Evan amigo e Evan chefe eram pessoas extremamente diferentes, mas na opinião do próprio, não parecia ser, ainda mais quando se dizia da forma de como ele administrava as coisas. O clima acabou por ficar tenso entre os dois, já que nenhum ousava falar nada.

- Dá para perceber que o salário é ruim. Não que eu esteja sendo grosseiro, longe disso, mas posso ver como você e a maioria dos rapazes que vão trabalhar sem vestem – Falou, abaixando a cabeça e encarando seus próprios sapatos – Eu nunca pensei em fazer algo a respeito, por que nunca reclamaram. Apenas há alguma mudança quando o sindicato intervê – Entrelaçou os dedos.

- A culpa não é sua – Dylan segurou as mãos de Evan e sorriu para ele, tentando fazê-lo não se sentir culpado. Haviam coisas que realmente não podiam ser mudadas e a empresa não estava no nome dele – Se alguém precisa mudar essa política, é o seu pai, não você – Falou.

- É algo muito complicado – Evan disse sentindo o toque da mão de Dylan na sua. Os dois fitaram os olhares um do outro, sentindo os rostos muito próximos, até que cortou o clima que estava rolando de forma quente naquele apartamento que Dylan sempre descrevia como gelado – Eu não vim aqui por isso, vim te chamar para me acompanhar em um jantar.

- Jantar? – Dylan perguntou, se afastando de Evan, mas este o segurou, fazendo-o ficar perto dele – C-Como assim? Vamos naquele restaurante novamente?

- Não, é uma ocasião muito mais especial. Te garanto – Falou sem dar mais detalhes, o que irritou Dylan de certa forma.

- Aonde é esse jantar? – Perguntou, extremamente curioso e então Evan riu com toda aquela insistência que o mais novo tinha – Poxa Evan, pode ao menos me contar aonde é? – Começou a criar várias teorias sobre onde iria – É num lugar chique, que eu sei.

- Mais que isso – Completou e então Dylan revirou os olhos.

- Como pode ser ‘’mais que isso’’ – Perguntou, fazendo aspas com os dedos.

- Dylan – Se ajeitou no sofá, repousando sua perna esquerda neste, encarando o amigo – Estou te convidando formalmente e sem nenhum tipo de interesse – Disse de uma forma que fez Dylan segurar a própria risada – Para me acompanhar até o jantar da família real em Windsor, mais especificamente no castelo real deles – Disse e então Dylan levantou as sobrancelhas, surpreso – Eu esperava que essa fosse a sua feição.

- Está falando sério? – Dylan perguntou um pouco incrédulo. Não, não estava sendo convidado por um dos maiores nomes da indústria britânica, para ir até um jantar extremamente chique da monarquia britânica. Era surreal.

 - E por que eu estaria brincando? – Evan perguntou de volta.

- Evan, o que eu vou fazer em um lugar daqueles? – Dylan disse como se fosse a coisa mais óbvia e impossível do mundo – Olhe para mim, eu nem devo ter essa tal de etiqueta para ir nesses lugares. E mais, sei que vão não só pessoas daqui, mas também de outros países! – Continuou e então Evan bocejou – Imagine se aquele nojento do Hitler aparece ali.

- Hitler não teria essa coragem – Disse com certo repúdio do nome que Dylan havia citado – George deve odiá-lo tanto quanto eu – Tirou sua própria conclusão, mas voltou ao assunto assim que Dylan continuou suas 95 teses contra sua ida ao jantar.

- Imagine só se o seu pai desconfiar que há um funcionário dele numa festa daquelas – Dylan disse agora preocupado consigo mesmo – Vou ser linchado em praça pública. Te garanto que ficar sossegado é a melhor coisa a se fazer.

- Escuta – Evan colocou sua mão no rosto de Dylan, tentando convencê-lo a todo o custo – Se você não for, aquilo vai ser um completo tédio e eu apenas causarei mais vergonha para o meu pai. Estou tentando melhorar minha relação com ele e eu estou fazendo um amigo maravilhoso que é você, então como agradecimento, venha comigo ao jantar – Falou – Meu pai já está ciente que uma pessoa irá comigo, mas não disse quem seria. Te garanto que não haverá ninguém relacionado a fábrica ali, apenas a Bebe, que ficará responsável pelos nossos trajes.

- Nossos? – Dylan perguntou.

- E você acha que eu não planejei tudo – Evan disse convencido de si próprio – Está tudo preparado para nós irmos para lá, e eu não aceito um não como resposta. Até vim com o carro para passarmos na minha casa e provarmos as roupas.

- Evan – Dylan suspirou – Tem certeza mesmo?

- Absoluta – Assentiu e se levantou do sofá – Tranque bem seu apartamento, nós vamos demorar para voltar – Dylan não teve outra alternativa senão acompanha-lo.

- E pensar que isso tudo está acontecendo por que você me atropelou – Falou com um leve tom de sarcasmo, que fez Evan rir enquanto saia do apartamento.

- É realmente estranho – Evan concordou – Mas parece que isso é culpa do...

- Destino – Dylan afirmou – E sim, ele é estranho – Tentou trancar a porta de seu apartamento, mas não conseguiu por defeitos técnicos – Esse lugar é muito atrasado – Bufou.

- Você não vai ficar aqui para sempre, posso ter certeza disso – Evan disse bagunçando os cabelos de Dylan. Logo depois, saíram da pensão e então entraram no carro Ford, rumo a residência oficial de Evan, antes da noite que viria a seguir.


Notas Finais


Até o próximo!


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