História Phases Of Love - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Bottom!yoongi, Hard Lemon, Jungkook, Sugakookie, Taehyung, Tegukie, Top!jungkook, Vmin, Yoongi, Yoonkook
Visualizações 669
Palavras 4.100
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi menines tudo bom? Bem, nesse belo feriado dia da nossa eterna criança vulgo Jimin, eu trouxe essa estória que está guardada comigo há meses, e sim, eu já havia postado ela como longfic, mas aí excluí por falta de tempo. PORÉM eu amo muito o enredo de phases of love e não pude deixar de editá-la, no final deu um capítulo gigante que eu dividi em dois. Quem me conhece sabe que se não tem hard lemon então eu nem escrevo, então mesmo que vocês pensem que não caiba um lemon nessa estória eu digo que vai sim porque eu gosto e quero, but, só no próximo rsrsrs
Já falei muito, vamos ao que interessa... Até lá em baixo!

Capítulo 1 - Part I


Ah, o primeiro dia de aula de nossas vidas...

Mesmo que Yoongi esteja “atrasado” e já tenha seus sete anos, é sua primeira vez na escola e aquela sensação de curiosidade que todos conhecemos era nova para ele.

Estava no banco de trás do carro de sua mãe que passeava devagar pela cidade, já que estavam com tempo de sobra devido ao menino que levantou cedo pela ansiedade. O uniforme escolar caía bem em seu pequeno corpo, estava parecido com aqueles estudantes que via passar pela sua rua enquanto sonhava estar entre eles, e agora estava mesmo, sorriu alegre em expectativa.

Em pouco menos de cinco minutos sentiu sua mãe parar o carro num estacionamento que logo percebeu ser de sua nova escola, já havia diversos automóveis no local, e podia ver crianças de idades diferentes e lembrou-se que aquele colégio também possuía creche, então havia desde crianças pequenas até bebês.

— Yoongi, querido, vamos – Ouviu sua mãe dizer, o tirando de seus pensamentos.

Apenas concordou e saiu do carro, saltitante por sua alegria, mesmo que esteja de mãos dadas com sua mãe, ainda conseguia dar pequenos pulos pelo caminho, típico de crianças.

— Mamãe, e se eu não conseguir aprender nada? – Perguntou inocente ouvindo uma leve risada de sua mãe.

— Querido, é seu primeiro dia, você terá muitos anos para aprender muitas coisas e fazer muitos amigos, tenha calma.

Yoongi apenas murmurou um “tudo bem então” e ouviu a voz de uma senhora dizendo para acompanhá-la até a sala de aula, abraçou sua mãe e ouviu um “boa sorte querido” antes de segurar na mão da senhora e entrar no tão desejado lugar.

Passou pelos corredores com salas lotadas e observou crianças chorando, algumas até mesmo se segurando na porta para não entrar, se perguntou por que estavam assim se para ele era o melhor dia de sua vida. Adentrou a sala que seria a sua de agora em diante, sendo recebido pela professora que estava com um sorriso tão cativante que sorriu de volta com aquele típico sorriso infantil – que no caso de Yoongi um sorriso com a famosa "janelinha" já que estava na fase de trocar os dentinhos – para a moça que parecia um tanto nova. Durante a aula a professora fez os alunos se apresentarem uns para os outros na frente da sala, sugerindo que cada um falasse o que sonhava ser quando crescer.

Yoongi hesitou, nunca havia feito essa pergunta para si mesmo, pois se achava novo demais.

Quando eu crescer quero ser policial;

Um pirata;

Uma princesa;

Um médico;

Uma sereia.

Ouvindo as respostas de seus colegas de classe, pensou seriamente em dizer qualquer coisa e voltar para seu lugar, acabou por escolher uma resposta óbvia demais, que soou como uma brincadeira:

“Meu nome é Min Yoongi, eu tenho sete anos e quando crescer eu quero ser alto.”

Acabou por tirar altas gargalhadas de sua turma e sua professora, agora carinhosamente apelidada de tia, já estava prestes a dar uma bronca no pequeno menino, se não fosse pelo olhar inocente que dizia que ele não tinha outra ideia melhor, a moça riu junto das crianças e pediu para que Yoongi voltasse para seu lugar para que assim as aulas se iniciem de verdade.

° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °

As primeiras três aulas passaram e o sinal do intervalo tirou a atenção de todas as crianças, fazendo-as saírem uma por uma da sala de aula, as vozes faziam um coro alto de conversas aleatórias. Yoongi decidiu caminhar pelo colégio ao invés de se sentar com seus "colegas" se é que pode se chamar assim. Passou por todas as mesas observando tudo, até que parou na quadra da escola vendo crianças de uma sala qualquer jogando um jogo ainda mais desinteressante, passou os olhos pelo lugar até para-los em um menininho sentado sozinho, observando os outros, parecia uma daquelas crianças que os adultos todos ficam babando dizendo que era lindo e fofinho, devia ter seus cinco anos e talvez nem falar direito soubesse, Yoongi se perguntava o por de ele estar ali sozinho e não com os outros brincando, crianças devem brincar, certo?

Não se aguentou e quando viu já estava andando até o lugar onde o menino estava, tomando cuidado para não ser acertado pela bola usada no jogo. Quanto mais chegava perto do garotinho mais via seus detalhes, tinha os cabelos pretos e lisos caídos em seus olhos em uma perfeita franja; a pele era clara e parecia macia como de um bebê – até porque ele era um – os olhos escuros e puxados porém expressivos; e os lábios levemente vermelhos, de fato uma criancinha linda.

— Olá, por que está aí sozinho? – Perguntou o menino mais velho.

Não obteve resposta.

— Me chamo Min Yoongi, e você?

O garotinho sorriu sem mostrar os dentes, mas não o respondeu.

— Não quer falar comigo? O que houve?  Eu fiz algu...

— Ele não fala com ninguém – Ouviu a voz de outra criança aparecer do nada — Ele não gosta de falar, não sei por que, mas ele só fala com a professora e quando é muito necessário.

— Ah, sim – Abaixou a cabeça, sendo que nesta só havia perguntas.

— Min Yoongi, certo? Eu ouvi o que disse pra ele – O outro garoto continuou o assunto — Sou Kim Taehyung e já que perguntou, o nome dele é Jeon Jeongguk. Quer vir jogar também?

— Não, não. Irei ficar aqui.

— Tudo bem. Foi legal te conhecer, Yoongi.

O menino saiu correndo para o jogo e Yoongi voltou seus olhos para o outro que ainda estava ali. Sentou ao lado e o viu abaixar a cabeça demonstrando timidez, sorriu internamente, então talvez o problema dele seja apenas timidez.

— Não tenha vergonha de mim, Jeongguk, eu sou apenas uma criança, assim como você.

O menino sorriu e se assustou com o sinal indicando o fim do intervalo.

— Ah, já acabou.. Tchau Jeongguk, até amanhã.

Saiu em meio as crianças e seguiu em direção a sala de aula.

— Tchau, Yoongi Hyung – Jeongguk respondeu ao nada, suspirando e levantando-se para fazer o mesmo.

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Passaram-se dois meses, e Yoongi ia todos os dias até Jeongguk para vê-lo, não sabia direito o porquê, mas queria saber cada vez mais daquela criança que mais parecia mudo, cercado de todas aquelas pessoas, queria apenas a amizade do garotinho tímido. A não ser por Taehyung, os dois se aproximaram durante os dias e acabaram por ter uma “amizade”, Yoongi até chegava a jogar com o menino quando Jeongguk faltava na aula, e se divertia bastante. Sobre Jeongguk, o garoto ainda sequer falava, mas já era capaz de abrir sorrisos lindos para Yoongi, buscando se expressar, ou às vezes por rir do mais velho, pois neste faltava um dente de leite que era parcialmente substituído por um permanente maior que todos os outros. Já conseguia também sair de seu cantinho, e ir caminhar junto de Yoongi pela escola, se esforçava o máximo para ser legal com o garoto mais alto, afinal se sentia confortável com o mesmo.

— Jeongguk, você quer vir jogar comigo?

O garotinho hesitou.

— Vamos, só eu e você vamos jogar agora.

O menino sorriu e pegou na mão do mais velho em direção a quadra, pegaram a bola e iniciaram um jogo qualquer onde misturavam regras apenas por diversão. Em meio ao jogo os meninos corriam para lá e para cá, rindo um do outro como se fosse a coisa mais engraçada, Jeongguk gargalhava com aquela risada de bebê, gostosa e divertida junto de seus cabelos voando pela velocidade em que corria, e Yoongi fazia o mesmo, mas as vezes parava apenas para observar o garotinho, seria essa a primeira vez que ele brincava com alguém?

Em meio aos pensamentos, ouviu a risada parar, assim como o barulho dos pés correndo, procurou pelo pequeno e o viu no chão, correu até ele e o viu chorar.

— Você caiu? – O menino assentiu — Machucou muito? Não chore.

— Hyung.. Está doendo muito – Ouviu a voz chorosa e doce de Jeongguk pela primeira vez e por mais que estivesse com dó do menino, sorriu por ser o primeiro a ouvi-lo.

Surpreendeu-se mais ainda quando o garoto o puxou para um abraço apertado, chorando em seu ombro. Havia se certificado que não tinha machucado sério, apenas um susto e então decidiu não chamar nenhum adulto, para não calar Jeongguk novamente e nem acabar com a brincadeira. Separou o abraço para dar um beijinho no joelho arranhado do menino.

— Vai passar Jeonggukie, minha mamãe sempre me diz que um beijinho cura tudo. Vem, vamos jogar mais.

— Obrigado por cuidar de mim Yoongi Hyung, você é o melhor amigo do mundo.

Yoongi sorriu abertamente para o garotinho, antes de prometer o que na cabeça dele seria em vão naquela idade. Mal sabia que estava dizendo a maior verdade de sua vida.

“Eu serei seu melhor amigo para sempre, Jeonggukie.”

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Alguns anos se passaram, e após o acontecido na quadra da escola, Yoongi e Jeongguk nunca mais se separaram, mesmo agora que Yoongi já tenha seus treze anos e é um pré-adolescente – como ele mesmo prefere ser chamado – e Jeongguk, agora é uma criança saltitante, barulhento e ao mesmo tempo tímido, se possível, de onze anos.

Yoongi caminhava pela escola sozinho, já que o mais novo tinha horários diferentes dos seus, por ainda estar no primário, sentou-se no banco mais escondido do lugar, se xingando mentalmente por concordar com a ideia arriscada do menino. Matar aula não era uma de suas habilidades e se perguntava como Jeongguk tão novo, e que alguns anos atrás sequer falava, havia desenvolvido tal dom.

— Hyung, vamos ao cinema esse final de semana? – O garoto apareceu do nada falando alto demais para quem estava se escondendo, era rotina o garotinho matar aulas para ter alguns minutos a mais com Yoongi.

— Jeon, não grita seu moleque, se nos acharem vamos ser suspensos.

— Se acalma Yoongie, não vão nos achar, e se acontecer é só inventar uma desculpa.

— Eu espero que você preste pra inventar desculpas – Ironizou.

Jeongguk apenas sorriu, ah, o sorriso, agora quem estava na fase de troca era ele, os dentinhos de leite agora davam lugar a uma janelinha e um dente permanente, mas, mesmo assim continuava fofo, tão lindo, pensava Yoongi.

— Podemos ir ao cinema, Jeongguk, mas você vai me prometer que não vamos ver desenhos chatos.

— Mas Hyung! – Gritou — Qual o problema com meus desenhos?

— Nenhum Gukkie, mas no cinema não, eu imploro. E pare de gritar também.

—Tudo bem, podemos decidir depois. Você volta comigo pra casa hoje, né?

— E eu tenho escolha? Você não consegue ficar longe de mim nem um segundo – Brincou

— Mas foi você que se pronunciou pra ir, quem não consegue ficar longe aqui é você, Yoongie hyung.

Yoongi apenas riu alto, de fato, a presença de seu melhor amigo o deixava muito feliz.

— O que fizeram com o pequeno Jeongguk?

— Ah, de novo essa história, eu vou voltar Hyung, me espera na saída – Beijou o rosto do mais velho e seguiu para sua sala andando calmamente, como se não quisesse voltar nunca.

— Até Gukkie.

As tardes na casa de Jeongguk eram sempre as melhores, por mais que os meninos faziam as mesmas coisas de sempre, jogar video game, assistir filmes ou brincar de correr na varanda, sempre tinha algo novo que os davam momentos de pura risada e memórias boas para comentar depois. Outra coisa que agradava muito Yoongi é a comida da mãe de Jeongguk, que sempre paparicava o menino com bolos e biscoitos, fora os almoços maravilhosos.

— Hyung vamos brincar lá fora? Por favorzinho?

— Mas está muito sol lá fora Gukkie, por que não ficar aqui esperando os biscoitos da sua mãe ficar prontos?

— Pare de frescura Yoongi, vamos logo senão nem comer você vai.

— Jeongguk...

— Anda Hyung! – Berrou alto, tanto que Yoongi se assustou.

Dizem que o tempo voa, e para Yoongi parecia ser verdade quando estava com Jeongguk, as horas passavam semelhantes a minutos, e quando o mais velho percebia, sua mãe já estava na porta da casa do menino para lhe buscar, sorte dele que o garoto o chamou para ir ao cinema, ou então só o veria na segunda feira. Por mais estranho que pareça, Yoongi sentia saudades de Jeongguk.

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Era sábado, Yoongi estava se “arrumando” – se tomar um banho e pôr uma roupa qualquer vale para a expressão “se arrumar” – para ir buscar Jeongguk, tinham decidido assistir um filme de ação com um nome em inglês que Yoongi sequer conseguia pronunciar, mas a sinopse era boa, e deve-se dizer que mal irão prestar atenção no filme e sim ficar fazendo piadas e atrapalhar as pessoas ao redor. A mãe de Yoongi o apressou, caso o contrário não iria dar tempo de pegar Jeongguk e chegar a tempo do filme, o garoto tinha total liberdade para se sentar no banco da frente, mas optou pelo de trás, apenas para ficar ao lado do melhor amigo, alguns minutos depois o mais novo já estava no carro, que seguia em direção ao cinema.

— Jeon, ainda temos vinte minutos, quer comer alguma coisa?

— Comer de novo? Mas nós compramos comida para comer no filme.

— Qual o problema? Nós vamos comer depois mesmo, que mal tem comer antes também?

— Para onde vai isso tudo que você come, Yoongie? Cruzes você come mais que meu pai – Nem deu tempo do outro responder, pegou em sua mão e seguiram para a praça de alimentação, afinal os dois faziam tudo o que o outro pede, mesmo se não for da própria vontade. A cena vista era de duas crianças andando de mãos dadas por aí, felizes e sorridentes. Ao longo do filme, haviam cenas de suspense onde Jeongguk se assustava muito facilmente, se encolhendo na cadeira ou encostando a cabeça nos ombros do mais velho, e em momento nenhum soltava sua mão, o fazendo das várias gargalhadas, “você sempre será meu pequeno e indefeso Jeongguk”, pensou.

— Hyung você viu aquilo? O pobre do moço morreu, ele nunca mais vai trabalhar em filme nenhum – Tinha um olhar triste, que fez Yoongi rir alto.

— Gukkie, ele não morreu de verdade, bebê, foi só uma cena — Disse entre risos escandalosos.

— Sério? Menos mal então, vou até te perdoar por ter me chamado de bebê, mas não faça mais.

— Tudo bem então, bebê — Enfatizou o apelido e saiu correndo em seguida, pois sabia que o pequeno ia querer brigar consigo.

Pararam em uma mesa da praça de alimentação, para terminar de comer os salgadinhos que compraram, Jeongguk observou na mesa da frente, um grupo de pessoas apontando e para dois homens adultos de mãos dadas, como se estivesse alguma coisa errada, mas o que era?

— Hyung, por que estão rindo deles? — Apontou para o casal e viu Yoongi sorrir.

— Porque estão de mãos dadas, não é normal para essas pessoas maldosas, não se incomode com isso Jeon.

— Mas Hyung, eu e você andamos de mãos dadas e ninguém ri – O garotinho estava tão confuso que seu rosto tinha uma expressão engraçada. Principalmente depois da risada do mais velho.

— Mas nós somos crianças e amigos, eles são um casal, entende?

— Estão rindo deles por que eles se amam?

— Quase isso, Jeon.

— Mas Hyung, nós também nos amamos, não é?

Yoongi sentiu tremer dos pés a cabeça, não sabia explicar como e nem o porquê, devia estar doente, o coração batia forte, tem alguma coisa errada? Será que comeu muito mais do que devia? E por que Jeongguk está com lágrimas nos olhos?

— Hyung, você não me ama? Nós não somos melhores amigos?

A vontade de abraçar o menino foi desesperadora, não sabia nem o nome do que sentia e chegou a pensar que iria morrer do coração no meio daquele abraço apertado.

— Eu amo você, bebê.

Sorriram um para o outro, jogaram as embalagens vazias no lixo e se foram, ainda de mãos dadas, até a saída esperar a carona.

° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °

Foi preciso se passar mais quatro anos para Yoongi, agora de dezessete, entender o que aconteceu – e ainda acontece – com seu coração sempre que está na presença de Jeongguk, ou até mesmo quando este fala que o ama e mesmo com quinze anos, algumas vezes – normalmente quando se encontravam sozinhos – segurava sua mão, fazia carinho em seus cabelos e beijava seu rosto, mas, infelizmente, esses atos se tornaram cada vez mais raros, chegando ao ponto de quase não existirem mais, já que Jeongguk começou a entender o outro lado desta demonstração de afeto.

Mas Yoongi sentia-se diferente com isso, sentia falta do carinho do pequeno – agora não tão pequeno mais – mas sempre que tentava algo o mais novo se afastava, nem mesmo olhar nos olhos fazia mais. Mas por quê?

Perguntava-se quando foi que tudo isso começou a acontecer, quando foi que se apaixonou por alguém que conhece desde criança? E o pior... Que ainda é uma criança, e se possível: pior ainda, um garoto. Culpava-se em todos os sentidos, desde sentir falta da amizade que tinham na infância, até a vontade estranha de beijar Jeongguk desde o rostinho até lugares que não deveria nem pensar sobre uma criança de quinze anos. E aí chegam as lágrimas, por passar o dia com o garoto que lhe chama de melhor amigo, e depois quando a noite cai, o imaginava de jeitos românticos – ou não – e chorava abraçando o travesseiro imaginando o garoto em seus braços, chorava ainda mais no chuveiro depois de sentir as ondas de prazer devidas de uma masturbação inevitável. Mas Jeongguk tinha culpa também, como pode ser tão maravilhoso? Tanto físicamente quanto sua personalidade forte, era perfeito e por mais que fosse total e completamente errado, Yoongi sabia que estava apaixonado pela pessoa certa, quem não seria? O sorriso doce que mais parecia um coelho; o nariz que muitos dizem ser enorme, mas caía perfeitamente bem em seu rosto; os olhos continuam expressivos, Jeon Jeongguk era um adolescente lindo.

Yoongi já estava em seu penúltimo ano do colégio, ou seja, logo iria se distanciar  completamente de Jeon, sentia medo, mesmo crescido Jeongguk ainda era muito tímido e todos os seus problemas era o mais velho que resolvia, ele conseguiria se virar, né? Por pensar nele, o viu com seus colegas novos – e odiados pelo Min – rindo de alguma coisa que não o interessava em nada. Percebeu uma presença a mais ali, mas não pode ver o rosto.

— Bom dia Hyung — Jeongguk disse sorrindo. Ah, não sorria assim Jeonggukie.

— Bom dia Jeon — apenas sorriu de volta evitando muito contato.

— Yoongi Hyung como assim você não lembra de mim? — A presença não identificada se pronunciou e Yoongi se assustou quando o viu.

— Taehyung! - Disse alto, recebendo o abraço do menino, sentia falta de abraços — Onde você estava o tempo todo? Que falta você fez, finalmente não vou mais ser sozinho — Foi sincero, mas só disse alto para provocar Jeongguk.

— Mas Hyung, eu sempre estive com você enquanto TaeTae viajava.

— Você me largou por outros, Jeon, você é um melhor amigo falso — Brincou, mesmo que tenha um pouco de verdade no meio.

— Que calúnia — Riu alto, mas seu sorriso sumiu quando viu Yoongi e Taehyung saindo do lugar juntos.

— Yoongie? — Disse para si mesmo, virando para seus colegas fingindo não estar deveras magoado.

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— O que? Yoongi, você? Apaixonado por Jeongguk? Tem certeza?

— Para falar a verdade certeza absoluta não, não sei exatamente o que sinto, nunca senti antes.

— Você tem dezessete anos e nunca se apaixonou? Caramba Hyung, você é todo bonitão, eu jurava que você tinha passado o rodo nesse colégio inteiro.

— Não seja bobo Kim, além do mais “passar o rodo” não é amor. Mas obrigado pelo elogio.

— Então você assume ter pegado todo mundo?

— Taehyung, qual o seu problema?

— Desculpa, eu imaginei isso, do jeito que Jeongguk fala de você, parece que você é o maior gostosão, ou deve ser só as fantasias dele — Disse a última frase baixo, para Yoongi não ouvir.

— O que está dizendo, Taehyung?

— Nada – sorriu nervoso — Estou feliz em te ver de novo Yoongi. Você faz falta, e concordando com Jeongguk, está realmente muito bonito, se fosse eu no lugar dele não perdia tempo não.

— Taehyung, eu vou socar a sua cara se você não me contar agora o que está dizendo.

— Ok, eu vou dizer...

— Olá, vai dizer o que, TaeTae? — Jeongguk apareceu das cinzas sentando no outro banco, em frente ao que estavam.

— Vou dizer o quanto Yoongi Hyung está lindo e ia beijar os lábios dele, mas você adora atrapalhar as pessoas.

— Taehyung! — Os dois disseram juntos, mas Jeongguk tinha um tom irritado e Yoongi divertido.

— Que foi? Que mal tem? — Disse segurando a risada, ia ajudar seu Hyung, e o ciúme de Jeon era muito óbvio.

Yoongi foi abraçado por Taehyung, que fez carinho e beijando seus cabelos. O mais novo entre eles tinha uma expressão de raiva e dúvida, mas ao mesmo tempo de arrependimento, afinal tinha consciência de que se não tivesse se ausentado da vida de seu querido Hyung, não teria que ver esta cena. Ouviu Yoongi murmurar um “já volto” e deixou os dois garotos sozinhos, a risada de Taehyung soou no lugar.

— Jeon Jeongguk com ciúmes é minha nova coisa favorita! — Exclamou soluçando devido às gargalhadas.

— Taehyung, qual o seu problema?

— Eu já ouvi isso hoje, vocês dois até falam igual, cruzes. E não pergunte, estou apenas ajudando as coisas a darem certo.

— Tirando ele de mim? As vezes eu queria saber o que se passa na sua cabeça.

— Relaxa, Jeonggukie, eu não vou roubar seu homem...

— Taehyung, não diga isso tão alto! Não é assim que eu gosto dele, não é nada disso — O menino gritou, corado, mas, por que estava corado se tinha tanta certeza do que dizia?

— Não? Então por que tão nervoso Jeon? Ah, tão inocente. Não vejo a hora do meu casal favorito criar vergonha na cara e ser um casal. Você está apaixonado, ele está apaixonado, ah, o amor — Suspirou apenas para provocar o amigo.

— Não estou apaixonado por ele, e nem ele por mim. Espera, Yoongi Hyung não é apaixonado por mim, é?

— Eu não disse nada — Riu alto.

— Kim Taehyung, eu te odeio.

° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °

Taehyung e Yoongi esperavam Jeongguk sair da aula de educação física para irem tomar sorvete, óbvio que a contragosto do mais velho, a última coisa que queria ver era Jeon Jeongguk de shorts todo suado e ofegante, mas não tinha escolha, logo o garoto apareceu e saiu correndo com Taehyung na frente, deixando um Yoongi preguiçoso para trás, observando a bunda vantajosa demais para um garotinho de treze anos naquele shorts apertado, parecia até mesmo de propósito, e ao julgar o sorriso de Taehyung, deve ser mesmo.

— Hyung, anda do meu lado? — Jeon chamou-o, se soltando de Taehyung.

— Ah não, você anda rápido demais pra mim. Apenas continue, já estamos chegando.

— Chato — Os dois mais novos disseram em coro.

— Eu também amo vocês, agora entrem logo para irmos embora logo.

Por final, a vontade de Yoongi não foi feita, decidiram almoçar juntos, para depois tomar sorvete, e, por insistência de Taehyung, ficaram num parque o resto do dia, brincando, rindo e se divertindo como se fossem os melhores amigos do mundo. E de fato, eram todos amigos.

Afinal, Jeongguk nunca irá corresponder os sentimentos de Yoongi.

Continua...


Notas Finais


Isso aí nenês, obrigada quem chegou até aqui, não esquece do like, de se inscrever, comentar aqui em baixo e ativar o sininho hein menines ~to brincando~
Beijinhos e até o proximo, vulgo ultimo <3


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