História Photogarph - Capítulo 8


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Categorias Glee
Personagens Finn Hudson, Noah "Puck" Puckerman, Quinn Fabray, Rachel Berry, Sam Evans, Santana Lopez
Visualizações 11
Palavras 2.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sem nada pra faser

Capítulo 8 - Um passado amargo


Quinn não queria acreditar naquelas palavras, não podia ser verdade. Rachel não podia ter pedido seu filho, ela tinha certeza em seu coração Beth era dela, e não deixaria Rachel engana-la e levar ela para longe.

— Eu não acredito em você. Sei que a garota é minha. — Quinn disse socando a mesa.

— Pense o que quiser, irei negar ate o fim, ela não é sua filha Quinn Fabray. — Rachel respondeu de forma acida.

— Você nunca se arrependeu de me afastar dela Rachel?

A morena se ergueu de raiva e apreensiva diante daquela acusação, e da reação violenta contra ela. Ela encarou os olhos azuis flamejantes cheios de raiva e quis dar um passo para trás, mas Rachel estava cansada de recuar e não permitiria que Quinn percebesse que ela estava na defensiva. Iria lutar com todas as forças para proteger sua filha. E em vez de se afastar, ela deu um passo à frente, mesmo com coração aos pulos dentro do peito, Rachel plantou ambas as mãos sobre a mesa e encarou Quinn com toda sua firmeza.

— Nunca. Não tive o menor remorso. — Ela balançou a cabeça furiosa. — Não pensei em você nenhuma vez, Quinn porque eu tinha outra pessoa. Então porque voltaria a pensar na pessoa que destruiu minha vida? Eu fui só mais uma na sua cama, e depois que teve o que queria você me descartou. Eu segui minha vida não havia porque viver do passado.

— Você não foi embora. Eu te expulsei.

— E não ficou feliz por ter ido? Não entendo porque desse show agora. — Rachel retrucou. — Talvez você mesmo tenha mandado aquele maldito do Sam me assediar para que tivesse uma bela desculpa para me expulsar da sua vida!

— Você ao menos podia ter se recusado a transar com aquele desgraçado. — Quinn mais uma vez acusava Rachel sem deixar que ela se explicasse.

Foi o ponto de partida para Rachel não negar aquela mentira, talvez fosse a solução para se livrar de Quinn. — E estragar a diversão dos Fabray? Nunca Quinn. Eu sou uma vagabunda? Não foi o que me disse naquele dia, quando me expulsou com sua filha no meu ventre? — Rachel acusava Quinn com repetidas perguntas. — E bem ao menos Sam foi honesto ele me disse na minha cara que tudo que queria de mim era sexo!

Quinn ficou pálida, mas Rachel estava mais pálida ainda, e a raiva pairando entre as duas estava funcionando como bolha que as envolvia em espaço pequeno e estreito que permitia apenas contato visual.

 — Você esperava que fosse igual àquele miserável, e agisse de forma tão baixa dizendo isso a uma mulher. — Quinn respondeu, cheia de veneno. Aquilo a atingiu profundamente.

 — Acredite Quinn Fabray desse lado da mesa você se parece tão grossa e miserável como dizem seus inimigos.

 E depois de dizer o que achava Rachel lhe deu as costas, os braços cruzados enquanto apoiava na ponta da mesa, Rachel sentia-se fraca e confusa porque tinha ficado tão turbulenta quando o que queria mesmo era... Era se jogar nos braços daquela morena selvagem que lhe tirava o sono e deixava completamente louca. Quinn se moveu bem atrás de Rachel. Os pelos de sua nuca se arrepiaram enquanto esperava em silencio o próximo passo de Quinn ou o que ela faria a seguir. Rachel sentiu raiva por sentir as lagrimas se acumulando em seus olhos ameaçando cair, sua garganta se fechando e aquele sentimento vindo à tona novamente.

Rachel tinha amado aquela mulher com tanta intensidade que acreditava que nada que ela fizesse um dia poderia destruir aquele amor. Mais a verdade era que aquele sentimento não estava morto, Rachel pensava. E seu estúpido coração se contraia ao se lembrar de que ainda amava Quinn. Um amor ferido, que subitamente ameaçava sufoca-la de tão forte que era. Rachel olhava para os próprios pés, seus sapatos estavam bem gastos e notou que tinha se esquecido de engraxa-los quando tinha saído de casa. E sua saia estava terrivelmente amassada.

Com a ponta dos dedos tentou alisar as dobras, mas estava tremendo tanto que desistiu e voltou a cruzar os braços. E mesmo com olhar baixo notou que Quinn se aproximava dela. Um longo par de pernas femininas envolta, em uma saia lápis preta caminhava pelo escritório. Os saltos impecáveis lhe davam um ar altivo e deixa Quinn ainda mais linda e Rachel não deixou de notar. A blusa social quase escura que não ousaria ficar amarrotada.

 — Quer beber alguma coisa? — Quinn ofereceu. Rachel ouviu o barulho de copos e balançou a cabeça em negação.

— Eu preciso voltar ao trabalho Quinn.

— E o que interessante tem o trabalho de tirar copias? Acho que seu trabalho pode esperar. Isso fez Rachel erguer a cabeça em alerta, mesmo assim dignidade flamejava naqueles olhos verdes.

— E o que paga meu salário senhora Fabray.

 — Seu magro salário quer dizer. — Quinn afirmou. — Você ganhava umas dez vezes mais quando trabalhava para mim. Josh Honey não tem ideia da preciosidade que estava escondida no porão da sua empresa. Você poderia ter dirigido este lugar com mais eficiente que ate mesmo ele, e mesmo que estivesse de olhos vendados e com as mãos amarradas nas costas.

— Você me demitiu...

 — Eu fiz isso por você se aliar a meu primo para me dar um golpe. — A empresaria balançou a cabeça. — Eu lembro muito bem disso. Sam cometeu diversos erros na vida e em minha família por isso o expulsei do convívio com todos. E você foi expulsa apenas do emprego, seja menos dramática.

 — E da sua vida Quinn Fabray. — Rachel acrescentou silenciosamente. — Mais sem boas referencias foi impossível conseguir de novo um cargo semelhante.

Quinn tentou se controlar, para não perguntar como andava a vida de Rachel agora, levou o copo aos lábios e bebeu tudo de uma vez. Ela estava indiferente, insensível, fria e totalmente arrogante. Ao menos era isso que queria que Rachel sentisse. A verdade era que por dentro Quinn estava morrendo aos poucos por ter Rachel de volta a sua vida e ao mesmo tempo não tê-la mais. Estava, as voltas com adjetivos novamente, ela concluiu e respirou fundo tentando controlar sua emoções.

 — Eu não tive culpa em nada, eu lhe disse isso na época mil vezes Quinn. Eu peguei Sam te roubando e ameacei chamar a policia.

— Ameaçou mesmo Rachel? — Quinn a questionou erguendo uma das sobrancelhas cinicamente. Aquilo tinha sido sua ruína, Rachel pensou.

Sam era da família. Ele trabalhava e morava com Quinn a tempo suficiente para saber que não deveria dedurar a ninguém, especialmente a policia. Ou acha mesmo que sabia.

 — Eu achei que você deveria tomar essa decisão, por isso esperei você voltar para casa. Eu tinha acabado de sair do banho e Sam apareceu completamente bêbado. Disse que você tinha dado a chave a ele para que pudesse entra quando quisesse. Ele estava parado em nosso quarto sem roupas e rindo, dizendo que você tinha me oferecido para ele por que...

 — Eu não quero ouvir, porque insiste em me contar essa historia. Eu odeio ter saber detalhes da sua traição. — Quinn a interrompeu friamente.

— Por uma razão. — Rachel disse sem chão revivendo aquela cena horrível que a muito tempo dentro de si. — Eu tenho o direito de me defender dos insultos que você e sua família fizeram ao meu caráter.

— Se eu não quis ouvir a cinco anos atrás porque ouviria agora Rachel?

— Porque aquele maldito me estuprou Quinn, ele me estuprou grávida. E tudo que você fez foi me jogar fora feito lixo sem ao menos deixar contasse a verdade. E porque eu tenho o direito de me defender do mal que aquele maldito primo seu me fez.

A revelação de Rachel pegara Quinn totalmente de surpresa, Sam a tinha violado. O maldito desgraçado tinha feito mal a mulher que Quinn amava, ele fizera mal a mulher que carregava sua filha uma raiva descomunal tomou conta dela. Sam pagara com vida se Rachel tivesse mesmo perdido a filha por causa dele e Quinn não teria a menor misericórdia dele. Mas ainda a duvida sobre a filha persistia.

— Rachel não mente mais para mim a garota é minha filha?

— Ela não é sua filha. A tensão crescia novamente entre elas. Quinn se enrijeceu movida por todas as emoções que carregava no momento.

 — Ela é minha filha sim. — A loira insistiu.

— Eu quero que prove isso então Quinn.

— Perdón? — Quinn a encarou. — Eu acho que essa fala é minha e não sua Berry.

Rachel apertou os braços cruzados com maior força e se recusou a cair no sarcasmo de Quinn. — Eu devo nada para você Quinn. — Amorena blefou. — Beth tem pai e mãe, estou constando o a sua alegação. E tem mesmo grande certeza no que diz, prove que ela é sua filha. — Ela desafiou Quinn. — Quero um teste de DNA.

— Você acha que tudo isso é algum tipo de brincadeira Rachel? – Perguntou Quinn. Não no que lhe dizia respeito. Rachel lhe deu os ombros.

— Ora eu não sou a vagabunda aqui que salta de Fabray para outro, a mulher que deu para seu primo e lhe traiu não isso que pensa de mim? — Pare de dizer meu nome como se fosse um insulto? — Quinn sibilou.

Mais para Rachel aquele maldito nome era um insulto.

 — Se sou uma mulher dúbia e suas acusações são verdadeiras, talvez nem mesmo Sam seja o pai da minha filha e talvez tenha mesmo te enganado. Portanto preciso de provas para se aproxime de Beth. — Rachel repetiu.

— Basta olhar para a garota para saber que ele é Fabray e que é minha. Você pode ter gerado ele e não nego que ele seja seu também, mas ele se parece comigo Rachel! – Quinn exclamou.

 — Ou do Sam, já que você disse que tinha um caso com ele maldito. — A morena disse e observou com satisfação o rosto bonito de Quinn ficar transfigurado. — A não ser que, que tudo que disse sobre mim não passe de despeito e queria se vingar afirmando que minha filha posso ser seu.

— Não há vingança alguma. — Quinn respondeu imediatamente.

— Então se coloque no meu lugar. — Rachel continuou, sem deixar deter pela interrupção de Quinn. — Nenhuma pessoa no mundo em sã consciência deixaria uma mulher que pensa coisas horríveis dela se aproximar de sua filha. E sua visão destorcida sobre mim iria envenenar minha filha contra a mãe que tanto o ama.

 — Eu nunca faria isso. Você é mãe dele isso nunca vai mudar.

 — Eu não acredito em você. Então vou continuar repetindo, prove que Beth é sua filha se quiser, porque não farei nada para ajuda-la. Quinn bateu o copo sobre a mesa com toda força e quase berrava.

— Mas você sabe que ela é minha filha diabos mulher!

 — Será mesmo? – Rachel debochou.

 — Pare com esse joguinho Rachel. — Quinn franziu a testa impaciente. — Isso já esta ridículo, e eu sei que ela é minha mesmo você negando e dizendo que o niña pode ser filha do Sam.

 — Oh essa é boa Quinn. — Rachel sorriu. — Eu faço acusações e você as rebate contra mim. Mais isso só pode ser uma piada. —Rachel declarou abertamente. — Tudo que você fez ate agora foi confirmar a sua insensibilidade e cinismo. Então me deixe te esclarecer algo... — Rachel se afastou da mesa. — Eu não quero que você tenha qualquer contato ou influencia na vida da minha filha, portanto farei o impossível para mantêla longe de você. Lutarei contra você, mesmo que tenha que ir para os tribunais. As palavras saíram amargas e Quinn sentiu o peso delas.

 — Você não tem dinheiro para isso.

 — Existe assistência jurídica publica nesse país caso não saiba. — Rachel afirmou. Fez isso e depois se virou em direção à porta. — Mande seu cão de guarda sair da creche. — Ela acrescentou enquanto caminhava para deixar a sala. — Faça isso ou direi às autoridades que esta perseguindo minha filha.

— Onde pensa que vai Berry? Rachel voltou sua cabeça para trás e olhou para Quinn.

— Estou saindo daqui, não tenho mais nada para falar com você Fabray.

— Esta deixando seu emprego Rachel? Quinn tinha acertado o alvo feito uma flecha certeira. Os pés de Rachel ficaram pesados feito chumbo e a impediram de continuar a caminhar.

— Não. — Rachel falou em sussurro.

 — Você precisa do emprego não senhorita Berry? — Quinn falou com voz arrastada. — Você precisa desse salário magro para sobreviver.

 — Sim. Eu preciso. — Rachel sussurrou novamente.

— Também precisa dos cuidados que creche da a minha filha? E o que faria se não pudesse mais contar com esse beneficio?

Rachel sentiu-se estremecer por dentro, e o significava cada uma daquelas palavras a deixaram, enjoada. O desafio só era uma arma eficiente quando se tinha recursos para resistir. E Quinn acabara de mostrar que ela não tinha recurso algum. Quinn estava péssima por ter usar aquele argumento, mas Rachel não lhe dava escolhas, o medo da morena desaparecer era grande e Quinn queria mantê-la por perto ate ter certeza que Beth era mesmo dela. E acima de tudo queria fazer o melhor por Rachel, e descobrir a verdade sobre Sam, porque não permitiria que ninguém mais ferisse a mulher que amava. Era difícil admitir mais ainda amava com tudo que tinha e descobrir se Rachel sentia o mesmo por cima de toda aquela rocha que havia se tornado, seria complicado, mas Quinn estava disposta a arriscar tentar mais uma vez.


Notas Finais


Amanha sai outro


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