História Photograph - Shawn Mendes - Capítulo 31


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Originais, Shawn Mendes
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Never be Alone


Toronto, Canadá.
Fim de Setembro.

Eu quero voltar para o Brasil.

Não, eu e Shawn não brigamos. Não, eu não estou infeliz – estou completamente feliz aqui com a minha vidinha canadense. O problema real é a saudade que eu tenho da minha família, parece que ultimamente tudo tem aumentado dez vezes: a saudade; as crises; os sentimentos. Peter nem sempre está aqui por conta da agenda corrida, às vezes se torna solitário. É um apartamento consideravelmente grande, então, vagar pelo corredor e cômodos vazios têm me deixado com a sensação de que estou só. E eu estou, mas não da maneira que a minha cabeça acha.

Às vezes eu só quero pegar o primeiro avião e ir para São Paulo. Me peguei vendo passagens esses dias, foi algo tão natural que eu só notei quando Shawn mandou mensagem perguntando o que eu estava fazendo. Chega a ser bizarro a maneira que ele lida comigo, sempre tão compreensivo e carinhoso. O mundo não merece Shawn Mendes, mas Shawn Mendes merece o mundo; essa é a realidade.

Estacionei o Jeep no estacionamento da Universidade, peguei a minha bolsa e a mochila pequena de couro marrom, com a câmera e afins. Mandei uma breve mensagem para a minha mãe e Shawn, uma foto do painel do carro no grupo dos meus amigos e no Snapchat, pra manter os foguinhos.

Naath: K E R I A UM NAMORANDO CANADENSE QUE ME DEIXASSE ANDAR DE JEEP

Eu: Não é assim Nathália. porém depende

Luuh: VOCÊ NÃO ME ENGANA GABRIELLA

Eu: rs"

Desliguei o celular e saí do carro com as mochilas, trancando em seguida. Caminhei lentamente até a porta dupla amadeirada, subindo as escadas me arrastando. A vontade de estudar nunca muda, continua zero. Sorri ao ver Julia caminhando em minha direção, o sorriso matinal de todos os dias estampado em sua face e os seus passos pulados – igual uma gazela –, denunciavam sua felicidade.

Julia foi uma das únicas pessoas sociáveis que eu encontrei nessa universidade, como é particular só encontra gente rica e extremamente nariz empinado. Gosto de acreditar que quando conheci ela, nossas almas infantis se encontraram e imediatamente viraram melhores amigas. É pra ela quem eu choro quando estou mal e sozinha em casa.

– G! – Ela pulou em mim. Me segurei na parede para não cair junto dela.

– July, oi – sorri, colocando-me em pé e em equilíbrio de novo.

– Eu estava pensando em fazermos algo inovador hoje! Tipo, você não vai nem acreditar!

Por que eu sinto que vou acabar bêbada, morta ou chorando no final disso tudo?

– Conte-me, minha pequena gafanhota – ela riu.

– Isso nem existe, Gabriella.

– Conta a ideia logo.

– Ok, preparada? – concordei. – FESTA DO PIJAMA! – ela não está falando sério.

– Você tá falando sério? – virei à direita, encontrando os alunos entrando na sala onde vamos.  

– Estou. Depois da faculdade. Eu e você. Na Mendes House – ela sorriu orgulhosa de si e eu gargalhei.

– Quando você vai parar de chamar minha casa assim?

– AWWWWWN, “minha casa”. Que linda. E, respondendo a sua pergunta: NUNCA! – July saiu correndo para dentro da sala, sua gargalhada alta e escandalosa poderia facilmente ser escutada do outro prédio se tudo estivesse em silêncio.

Julia denominou o apartamento de “Mendes House" na primeira vez que foi lá, quando eu contei pra ela que eu namorava o Shawn – de acordo com July, eu e Peter estamos casados já, só que sem a festa. Ela diz isso porque moramos juntos, e pessoas casadas moram juntas.

Entrei na sala e me sentei ao seu lado, como era o primeiro ano tínhamos matérias obrigatórias – como inglês, matemática e filosofia, entre outras –, em todas obrigatórias estávamos juntas, mas o resto não. Ela está cursando moda, então às vezes nos encontramos quando vamos fotografar as aulas da Senhora Hoechlin – ela tem por volta de cinquenta e de você chamá-la de professora ela corrige para “Senhora” –, usamos as meninas como modelos e tiramos foto pro anuário e jornal. Realmente achava que jornais escolares e anuários eram apenas para ensino médio e fundamental, aparentemente não.

O professor entrou na sala e começou a falar sobre Sócrates e Aristóteles, Buda e Jesus. Não vejo nenhuma ligação entre Jesus e Sócrates, mas ele falava com tanta convicção que eles eram a mesma pessoa que chegava a arrepiar. July e eu zombamos a aula toda dele, já que claramente Jesus e o filósofo não são a mesma pessoa – quase fomos expulsas, mas fizemos o professor repensar sobre isso com certeza.

Sexta era dia de apenas obrigatórias, então a manhã toda foi ao lado de July, e foi legal. Ela é uma ótima companhia e eu gosto dela, seu senso de humor combina com o meu e assim vamos conquistar o mundo – palavras dela –! Voltei para casa por volta da uma da tarde, passei no mercado e comprei algumas coisas para a noite com Julia. Enquanto arrumava, liguei para o meu namorado.

Mendes está em Las Vegas, para o IHeart Festival. Era pra eu ter ido junto, mas de última hora marcaram um trabalho de ensaio fotográfico para dois dias depois, então eu fiquei.

– Bom dia, Sweet – Peter tinha uma carinha de recém acordado, tão lindo.

– Boa tarde, Love. Aqui são uma e trinta da tarde, te acordei?

– Aqui são nove e meia. Acordou, mas valeu a pena. – Ele sorriu safado, revirei os olhos. – Você foi com essa roupa pra faculdade?

Eu estava com um short jeans curtinho e uma camisa social do Shawn, ela estava aberta e eu vestia apenas um top preto. Neguei com a cabeça e ele soltou o ar que segurava, em alívio.

– July vai vir aqui esta noite, vamos fazer uma noite do pijama porque temos cinco anos – dei de ombros. Escutei ele rir baixo, abafando no travesseiro.

– Ela é legal – concordei. – Por isso você gastou o dinheiro do mês em besteiras?

Ri dele, mas concordei: – São apenas algumas bebidas e besteiras, nem mexi no seu cartão Peter.

– Mas poderia, sabe disso.

– Sei – dei de ombros –, mas gosto de ser financeiramente independente.

Continuamos conversando enquanto eu arrumava o resto de coisas nos armários, enquanto eu fazia algo pra comer, quando chegaram pra tirar medidas dele e assim foi até July chegar – as quatro da tarde.

Ela chegou e nós começamos a arrumar a sala, onde vamos dormir, e fomos para cozinha – começar a preparar algo doce. O dia, o restante dele pelo menos, passou rápido e anoiteceu. Com a lua já brilhando nós logamos na Netflix e cinco minutos depois de muita discussão o início de Titanic já passava.

Vimos outros filmes de romance meloso e de chorar até desidratar, parando apenas para ir ao banheiro e fazer algo para comermos. A noite passou tão rápido quanto o dia, quando nos demos por si já estava clareando lá fora e nós ainda gargalhavamos alto sobre algo que July tirou sarro.



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