História Photograph - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Chouji Akimichi, Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Amizade, Cegueira, Comedia, Deficiência Visual, Drama, Hentai, Naruhina, Naruto, Nejiten, Primeira Pessoa, Romance, Saino, Sarada, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Shikatema, Superação, Universo Alternativo
Visualizações 219
Palavras 2.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu voltei!
Tem capa de capítulo nova, tem muita lágrimas nessa parte, mas podem ficar tranquilos que termina com um sorrisão!

Eu não escrevi as 3.000 palavras dessa vez porque achei que o capítulo já tinha ficado pesado demais, então, espero que fiquem satisfeitos.

Obs: Contém gatilhos.

Obs 2: Breve farei uma revisão.

Capítulo 6 - Lágrimas


Fanfic / Fanfiction Photograph - Capítulo 6 - Lágrimas

Photograph.

 

 

 

 

Capítulo VI: Lágrimas.

 

 

 

 

“Apenas as palavras machucam”

 

 

 

 

Os meses passaram rápido o suficiente para que pudéssemos nos livrar do ensino médio e nos preparar para os vestibulares, os quais viriam como avalanches em cima de cada um de nós. Sakura parecia mais preocupada que o normal, vivia com sono pelos cantos, mas sempre com um livro nos braços.

 

―O que acham de irmos a um restaurante mais tarde? Comemorar um pouco? Dar risada? ―Naruto sugeriu ao perceber o clima de tensão no ar. Ele ainda não havia contado para os garotos sobre sua condição, até porque não ficara tão perceptível.

 

―Hn. ―Dei de ombros e estiquei o braço para puxar Sakura um pouco mais para perto, mesmo que nos encarasse, sua mente parecia distante demais. Aquilo me incomodava profundamente.

 

―Claro. Acho que todo mundo precisa relaxar. ―Ino se pronunciou, até mesmo ela, sempre tão desinibida e ousada com as palavras acabou por soar apática. ―Galera, tem certeza que não estão nos escondendo nada?

 

―’ttebayo! O que poderíamos estar esc... ―Eu lembro exatamente daquele momento, o instante exato em que o sorriso enorme se fechou nos lábios, o minuto em que os olhos se fecharam e o corpo de Naruto foi ao chão, como uma folha seca caindo do galho.

 

―Naruto! ―Sakura gritou, horrorizada, preocupada como mais ninguém naquela sala. Ela me empurrou para afastar meu braço e se jogou na direção dele, caindo de joelhos sobre o chão apenas para que nosso amigo não batesse a cabeça.

 

Eu não sabia o que fazer, para onde ir ou o que dizer. Aquele fora o instante em que eu mais me senti incapaz. Lembro também do modo como agi, sequer me aproximei, muito pelo contrário, meus pés foram se distanciando da cena, eu fui covarde e não dei o apoio que eles mereciam.

 

Aquela fora uma tarde dolorosa demais para ser relembrada, mas eu faço questão de me torturar, a cada segundo mais. Os olhos de Sakura vermelhos pelo choro, o modo como ela soluçava, seus dedos agarrando a camiseta de Naruto, não soltara por um segundo que fosse, nem quando os enfermeiros o colocaram na maca.

 

Eu não a segui, eu não consegui sair do lugar. Vi meu mundo desmoronando em um único instante em que me distraí. Se eu tivesse sido um amigo melhor, teria percebido que Naruto se recusara a tomar os medicamentos e que faltara em muitas das sessões de quimioterapia. Era eu quem deveria estar sofrendo, não ele.

 

―Ele vai ficar bem... ―Ouvi a voz embargada de Sakura pelo corredor. Afastei a cabeça um pouco para o lado, o suficiente para ver com quem conversava. Hinata estava desolada com as notícias que vieram do hospital.

 

―Por que não nos contou? ―Hinata se soltou dela, como se Sakura tivesse alguma culpa no que estava acontecendo, mas eu a compreendia. ―Você traiu a nossa confiança, sua mentirosa! Nós poderíamos ter ajudado.

 

―Hinata... ―Os lábios dela se fecharam de repente, a única coisa que pôde fazer naquele instante foi balançar a cabeça negativamente e se afastar aos poucos. ―Eu sinto muito...

 

Esperei a Hyuuga se afastar para que eu pudesse chegar um pouco mais perto da minha namorada. Não sabia o que dizer, eu não pensara sobre isso e também não achei adequado me programar para lhe dar consolo.

 

―Sei que está sendo difícil pra você... ―Comecei, mas ela apenas balançou a cabeça, não como antes, mas de um jeito que fez com que meus instintos me dissessem para ir embora.

 

―É melhor a gente não ficar mais junto, Sasuke. ―Ergueu a cabeça em minha direção, aqueles olhos grandes cheios de amor se transforaram em pura dor, foram destruídos pela falta de proteção, algo que eu fui incapaz de lhe entregar. ―Não consigo mais suportar essa situação.

 

―Sakura... ―Abri minha boca, mas decidi não dizer mais nada. Estaria mentindo se dissesse que nunca esperei por aquele momento. Eu a entendia, sabia pelo que ela estava passando, eu acompanhei tudo de perto e apenas deixei que o amor da minha vida fosse quebrado em pedacinhos cada vez menores. ―Espero que o Naruto fique bem.

 

Dei as costas para ela e segui meu caminho por aquele corredor que, agora, parecia mais vazio e mais frio do que antes. Algo em meu peito morreu, ressecou e foi arrastado pelo vento forte do outono. Eu não a tinha mais, minha última esperança foi arrancada de mim, e fui eu que contribuí para isso.

 

Muito tempo se passou desde então. Não havia telefonemas, não havia mais amigos. Ative-me a visitar Naruto quando sabia que não haveria mais ninguém. Ele continuava com aquele sorriso irritante nos lábios, aquela maldita esperança de que tudo ficaria bem pra nós dois. Por que era tão difícil de acreditar?

 

Um dia, foi a minha vez. Parei de ir ao médico, parei de buscar respostas para a minha doença ou para qualquer outra coisa que pudesse se relacionar com isso. Imergi na escuridão da minha própria dor e não enxerguei mais nada, nem materialmente, nem ideologicamente. Minha máquina fotográfica fora encoberta por poeira e lavada com as lágrimas da senhora Mikoto.

 

Fui para o hospital. Não havia previsão de transplante, não havia diagnóstico, muito menos esperança. Eu não os via, mas podia sentir as lágrimas de Itachi caindo sobre o colchão, eu queria poder consolá-lo como ele sempre fez, mas não pude, novamente fui incapaz. Eu os amava, mas não sobrara nada em mim mesmo para compartilhar.

 

―Teme! ―Ouvi a voz de Naruto, eu tinha a certeza de que era ele. Apenas virei a cabeça para o lado, de onde eu achava que vinha o som. ―O que está fazendo aqui?

 

―Não é óbvio? ―Respondi de mau-humor, contraindo os lábios e pedindo aos céus para que ele só calasse a boca. ―Estou cego, de vez...

 

―Ah, cara! Isso é ruim! ―Ele tossiu, algo de peito cheio e nada bom de se ouvir, mas logo voltou a sua risada habitual. ―Veja só, a vida nos colocou no mesmo quarto de hospital. Não é maravilhoso?

 

―Se você acha que isso pode ser maravilhoso... ―Resmunguei e arrumei minha postura sobre aquela cama. Sentia falta do meu quarto, do meu computador e das minhas fotografias. O tempo em que eu editava fotos acabara.

 

―Não seja chato, teremos que nos suportar por tanto tempo... ―Ouvi um leve rangido e um arrastar metálico. Esperei por mais alguns segundos até sentir a mão fria de Naruto tocar a minha. ―Senti a sua falta, velho amigo.

 

―Eu também senti a sua. ―Permiti que aquelas palavras saíssem de minha boca, eu precisava recompensar todo o tempo em que eu fora frio para os outros, por todos os sentimentos ruins que proporcionei. ―Tem tido notícias da Sakura? Eu não a vejo desde...

 

―Desde que terminaram. ―Seu tom de voz mudou repentinamente, Naruto, o garoto que sempre parecia estar ligado na tomada, calou-se, ficou constrangido. ―Sakura-chan não está nada bem, Sasuke...

 

―Eu imagino, ela teve que suportar toda a situação calada, sozinha, sem o apoio de ninguém para chorar. ―Engoli em seco, espremendo os olhos para que as lágrimas não caíssem. ―Fomos egoístas e destruímos seu coração...

 

―Sakura-chan não merecia tudo isso... Ela acabou se sufocando com toda a dor, mesmo que não admitisse e sempre tentasse nos levar pra cima. ―Novamente o barulho metálico e um afundar de colchão ao lado de mim. ―Não sabe mesmo o que aconteceu?

 

―Não... ―Tentei não me prolongar, até porque a ansiedade em meu peito apenas crescia, queria ter notícias.

 

―Os pais dela a levaram pra fora da cidade... E pediram para que se afastasse de nós, pois estávamos fazendo muito mal a ela. ―Eu pude sentir aquele tom triste na voz do meu amigo, mesmo que ele tentasse disfarçar. ―Foi difícil fazer com que Ino me contasse.

 

―Deve estar sentindo a falta das visitas dela... ―Falei a esmo, sem saber qual reação colocar para fora após uma notícia tão forte como aquela.

 

―Sim, Sakura-chan sempre vinha me contar uma história ou falar como estavam as coisas lá fora. ―Meu peito ficou aliviado quando ouvi sua risada por mais uma vez. Naruto era meu único pilar, mesmo que estivesse deteriorado e pronto para desmoronar a qualquer momento. ―Até que um dia ela simplesmente parou de aparecer...

 

―Hn... ―Virei meu corpo para o lado, mas não sem antes tatear a cama para ver onde estavam os limites do colchão. ―Ela era uma boa companhia...

 

―Você ainda a ama, não é? ―Sua voz me trouxe tantas lembranças que eu sequer podia controlá-las em meu peito. ―Não precisa ter medo de admitir.

 

―Quem sabe? ―Deixei no ar, mas eu realmente ainda a amava. Depois do que Naruto me contara fiquei pensando de Sakura fora forçada a terminar comigo devido a sua partida ou simplesmente desistira de lutar por uma causa perdida, afinal, eu ficaria cego, de uma forma ou de outra.

 

“Eu quero estar aqui, te ajudando a superar esse momento difícil, te mostrando que ainda há uma saída.”

 

Mais uma vez naquela semana eu me peguei chorando como uma criança assustada longe dos pais. Eu precisava dela, eu realmente precisava da minha namorada, da garota que eu demorei anos para reconquistar, da mulher que seria mãe dos meus filhos e me ajudaria a reerguer os pilares derrubados pelo caminho.

 

Eu não tinha mais nada. Não tinha mais visão, minha garota, minhas fotografias, meus sonhos. Eu estava dependendo de um milagre de um Deus que eu sequer sabia se realmente existia, do diagnóstico dos médicos que nunca ouviram falar sobre a minha doença e da minha própria vontade de melhorar.

 

Mergulhei de cabeça naquela solidão existencial, vi a esperança voar para longe de mim e, até hoje me lembro de cada momento que vivi. Não irei adiantar a história aqui, até porque não teria graça, mas os momentos que se seguiram depois da minha internação mudaram o rumo do roteiro.

 

―Hey, Sasuke! Sasuke! ―Naruto me acordou de maneira brusca, fazendo com que eu me sentasse e acabasse me atrapalhando com os lençóis que se prenderam em minhas pernas. ―Você precisa ver isso!

 

―Você está falando sério? ―Levei a mão ao meu rosto, deslizando-a até que eu pudesse realmente “acordar”. ―Eu estou cego, seu maldito idiota.

 

―Oh, eu tinha esquecido. ―Uma risadinha malvada soou ao fundo e eu tentei acertá-lo com o travesseiro, mas a única coisa que fora atingida se partiu em pedaços ao cair no chão. ―Agora pare com esse mau-humor e ouça.

 

―Hn? ―Arqueei uma sobrancelha e virei a cabeça na direção de sua voz, um clarão invadiu meu rosto e eu me recusei a continuar “encarando-o”. ―O que é?

 

―Está acontecendo algo na praça. ―Disse com entusiasmo, mas eu não conseguia sequer imaginar o que poderia estar havendo. ―Tem um cara com flores nas mãos indo em direção a uma mulher sentada no banco.

 

―E o que nós temos a ver com isso? ―Questionei, mesmo sabendo que ele não responderia ou calaria a boca até ter narrado todos os fatos.

 

―Cale a boca e escute! ―Repreendeu-me, dando batidinhas no colchão para mostrar que ficara irritado com a interrupção. ―Ele se ajoelhou, parece estar fazendo um pedido... Entregou as flores e...

 

―E? O que acontece agora? ―Acabei por me deixar entrar naquele jogo de detalhamento, talvez Naruto pensasse que eu poderia gostar de saber o que andava acontecendo do lado de fora do hospital.

 

―Oh, ela está balançando a cabeça em forma de um “não”. ―Senti que ele segurava uma risada, podia ouvir os pés se arrastando no colchão. ―Ele não levou um anel. Que tipo de idiota faz um pedido sem um anel?

 

―Foca no que está acontecendo, dobe. ―Disse de maneira irritada, deixando-me envolver pela história que era contada. ―O que eles estão fazendo agora?

 

―Ela foi embora e deixou as flores sobre o banco... ―Sua voz soara melancólica, mas nada que uma pitada da autoestima Uzumaki não desse jeito. ―Mais sorte da próxima vez, amigão.

 

―Você está certo, ninguém pode ser levado a sério ao se ajoelhar sem um anel. ―Dei de ombros e empurrei meu corpo para trás, aos poucos, até que pudesse sentir o travesseiro tocar na parte traseira de minha cabeça.

 

―Depende do motivo pelo qual se ajoelha. ―Uma risadinha maliciosa foi ouvida e eu acabei me entregando àquele momento. Naruto realmente era um bom colega de quarto.

 

―Hey, dobe. ―Chamei, mesmo estando um pouco receoso em fazê-lo. Não era de meu feitio promover interações ou puxar conversa, mas eu senti que precisaria retribuir de alguma forma. ―Será que pode vir até aqui?

 

―Oh... Levantar? Sabe, meus ossos não são mais tão firmes como antes. ―Brincou e eu senti algo me atingir diretamente no peito. Lembrava de como Naruto era apaixonado por esportes e um dia quase virou o astro do basquete.

 

―Então eu irei até aí. ―Disse de maneira decidida, afastando qualquer coisa que pudesse atrapalhar meu trajeto. Estendi os braços a frente do corpo e toquei os pés no chão frio. Aquele camisola ridículo do hospital provavelmente deixara minha bunda para fora. ―Avise se eu tropeçar em algo.

 

―Por quê? Se você caísse ia ser muito divertido. ―Dera uma risada longa, seguida de uma tosse insistente. Fiquei preocupado. ―Estou brincando, are.

 

Senti meus joelhos tocarem a borda de sua cama e, aos poucos, movimentei minhas mãos até o rosto dele, sentindo seus olhos sob meus dedos, suas maçãs do rosto salientes. Naruto estava mais magro do que eu me lembrava. Não tinha mais sobrancelhas e os cabelos caíram com o tempo.

 

―Continua feio, nenhuma novidade. ―Brinquei, imaginando que ele precisava daquilo, do seu amigo ali ao lado, mostrando que nada estava chegando ao fim, mesmo que eu não acreditasse em minhas próprias palavras.

 

O tempo passou arrastado, lento como uma corrida de tartarugas. Todos os dias, Naruto me contava alguma novidade sobre o que ocorria do lado de fora da janela. Isso se seguiu por uns dois anos, nenhuma novidade muito relevante sobre meu caso, mas o Uzumaki era movido o tempo todo do quarto.

 

―Espero não estar atrapalhando o sono dos justos. ―Uma voz veio da porta, eu apoiei meu peso sobre os cotovelos e fiquei sentado, movendo a cabeça de um lado ao outro para tentar identificar quem podia ser. ―Senti sua falta, Sasuke-kun...

 

―Sakura... ―Engasguei, quase jogando meu corpo para cima e correndo, mesmo que de forma débil, para abraçá-la. Naquele momento, pensei que eu pudesse enfartar.

 

―Desculpe ter saído da sua vida daquela forma... Foi minha única opção. ―Seus passos eram tão tímidos que eu quase não podia ouvi-los. ―Eu nunca quis deixar você, Sasuke-kun... Nunca quis abandonar o Naruto.

 

―Eu fiquei sabendo sobre os seus pais... Imaginei que nosso término fosse por esse motivo. ―Deixei meu corpo relaxar e apreciar sua voz tão suave.

 

―Agora eu estou na faculdade, moro sozinha e resolvi vir para perto das pessoas que eu amo. ―Seu toque quente recaiu sobre meu rosto e eu sorri, um sorriso aberto seguido de lágrimas quentes. Aquela era a mulher que viera me tirar da escuridão. ―Quer ser meu namorado, Sasuke-kun?

 

―Como eu poderia negar algo vindo de você? ―Rapidamente posicionei minha mão sobre a dela, tendo a certeza de que aquilo não era apenas um sonho, mas a vida real, o calor real e a felicidade real.

 

Beijou-me os lábios, sem pressa alguma. Eu senti a saudade transbordando por sua boca, sendo seguida por uma onda de amor, aquecendo ambos os peitos e corpos. Eu a amava e, em nenhum segundo que fosse, eu a havia esquecido.

 

―Bem... ―Ela começou após o beijo, ainda podia sentir seu hálito quente contra meu rosto. ―Naruto teve que sair para fazer alguns exames, encontrei com um médico no corredor e ele me disse.

 

―É, aquele cabeça de vento não para de falar... E a bexiga dele é do tamanho da de um esquilo. ―Tentei descontrair, afinal, nenhum dos dois estados era dos melhores. Eu ainda me encontrava um pouco melhor. ―Ah, pode me fazer um favor? Todas as tardes, Naruto me conta o que está acontecendo pela janela a minha direita. Será que pode fazer isso?

 

―Ah... ―Ela pareceu um pouco relutante, seus passos se afastaram aos poucos. Sakura coçou a garganta. ―A janela ao lado da cama dele? Tem certeza que...

 

―Sim! ―Respondi em pura ansiedade, queria muito saber o que andava acontecendo naquela tarde de domingo, onde a maioria dos casais resolviam se reunir. ―O que está havendo?

 

―É que... Não tem nada do outro lado da janela, Sasuke-kun... ―Tive dificuldade para ouvi-la, mas fui pego de surpresa ao ouvir aquilo. Respirei fundo e tentei manter um sorriso. ―Apenas um muro de tijolos.

 

―Entendo... ―Soltei o ar que há pouco prendi. Naruto, por todos os dias, me contara histórias inventadas, apenas para que eu não ficasse entediado ou perdesse a capacidade de imaginar. Naquele instante, eu me senti grato por tê-lo ao meu lado em todos os dias que fiquei no maldito hospital.



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