História Photograph - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens Chuu, HaSeul, JinSoul, Kim Lip, Yves
Tags Chuuves, Lipsoul, Viseul
Visualizações 13
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uma ideia qualquer que veio do nada. Não prometo atualizações frequentes, depende meu humor. Isso aqui não é bem focado num enredo, são somente experiências de colégio contadas por Ha Sooyoung.

Se quiser um roteiro bem trabalhado, tem uma outra fic minha, "As Doze Escolhidas", que puxa bem essa meticulosidade.



Boa leitura💙

Capítulo 1 - Estantes e Fabrício Quebrado


É a fase mais feliz de toda a sua vida!”.

Você já escutou essa, certo? Se não, vai por mim, ainda vai escutar.

A juventude sempre é e sempre será tratada como um período de festas, amigos, relacionamentos e felicidades. Mas sabemos todos que não é bem desse jeito, e que qualquer mínimo detalhe pode mudar tudo drasticamente.

Então eu vou apresentar a vocês como tudo que eu conhecia fora despedaçado e reconstruído por um simples “sorria!”.


***


Era uma manhã de início de Outubro, e eu estava inutilmente tentando acordar minha melhor amiga, que havia passado a noite no meu quarto.

— Jinsoul! — chamei, espirrando água de minha garrafa em seu rosto — Fala sério, nós temos aula!

A recém loira acordou no susto, me xingando de todos os nomes possíveis enquanto eu fazia meu caminho para o banho matinal.

A sensação da água quente batendo em minhas costas e escorrendo pela pele era relaxante, quase me fazendo querer dormir ali mesmo.

Mal saíra do banheiro e Jinsoul entrou, ainda me xingando e levando seu uniforme consigo, embaixo do braço. Relevei, me vestindo e penteando o cabelo ao passo que minha playlist favorita tocava.

Por causa do atraso, nem tomamos café da manhã, apenas nos despedindo rapidamente de minha família e entramos no carro de Jinsoul.

— A água era realmente necessária? — indagou, com uma feição azeda.

— Se você não se importa com seu futuro, lindinha, eu me importo por nós duas — respondi, desbloqueando o celular e lendo as mensagens do grupo de salas do Ensino Médio.

Sério que são hoje as fotos?” - Taehyung

“Você é muito desligado.” - Jackson

“Tinha que ser aborrecente…” - Siyeon

“Esclarecendo para os que não se lembram ou não sabiam: a partir de hoje começam a ser tiradas as fotos do anuário na parte de Halloween; dos Jogos Internos do Ensino Médio; das competições interescolares e outros eventos que podemos criar/participar até o fim do ano. Ou seja, não necessariamente nós vamos ter a foto de turma tirada hoje. Então aquietem esses rabos.” - Haseul

— O que está vendo aí? — Jinsoul esticou um pouco o pescoço para tentar ler em meu celular.

— Foca em não bater esse carro e eu vou te falando, sua irresponsável. — Continuei lendo, dessa vez em voz alta, as mensagens seguintes às da presidente do conselho.

Logo chegamos ao colégio, e eu ainda lia os comunicados passados, ficando confusa em um ponto.

— Não vamos ter uma equipe de fotografia de fora? — Peguei minha mochila, fechando a porta do carro e andando até a loira — Porque acho que falo por todos quando digo que nós não temos um pingo de capacidade para isso.

— Sou obrigada a concordar. — Ela pôs uma bala de menta na boca, logo dando um tapa em meu braço e andando para dentro do colégio. — Vai dar tudo certo, e se não der, são só umas fotos, Soo. Você se importa demais.

— Você que se importa de menos, otária.

— E desse jeito ando com uma vida bem mais feliz e sexualmente ativa. — Ela correu para dentro dos blocos de salas, antes que eu a espancasse no meio de todos.


***


— Como espero que os líderes do conselho estudantil devem ter passado para vocês, teremos leves alterações quanto à equipe de fotografia esse ano — iniciou um homem, provavelmente alguém da área de finanças do colégio, que nunca era visto pelos alunos.

Todo o Ensino Médio estava reunido na quadra poliesportiva, esperando que os anúncios fossem feitos para que se pudesse ir embora.

— Acha que vai demorar muito ainda? — Jinsoul me cutucou por trás, e torci o corpo na cadeira em busca de responder, somente para encontrá-la com uma garota qualquer a abraçando e passando a mão por dentro de sua jaqueta.

— Vai logo — ordenei, balançando negativamente a cabeça. Era mais que óbvio o motivo pelo qual ela queria saber os horários: poder ter uma boa diversão com uma garota aleatória antes de ir para casa.

Assim que me voltei para frente e elas já tinham sumido, o homem voltou ao seu discurso:

— Logo, temos o prazer de apresentar as prodígios da fotografia, treinadas por fotógrafos famosos, até mais do que os que já trabalharam por aqui... — os gritos e aplausos começaram, e não pude escutar seus nomes.

Uma vibração em meu celular me tirou a concentração.


Soullie: Se eu te deixasse sozinha para a arrumação da sala esportiva seria uma coisa muito ruim?

Yves: Ah não, nem fodendo…

Soullie: Bem irônico dizer essa frase considerando o que eu estou prestes a fazer, gata.

Yves: Sério, Jinsoul?

Soullie: Pleaaaase…

Yves: Você fica com o laboratório de Química amanhã.

Soullie: Eu não quero...

Yves: Isso não é uma pergunta.

Yves: E você não dorme na minha casa de novo se estiver cheirando à mulher desconhecida.

Soullie: Okay, okay. Entendido. Te amo, Soo! Melhor pessoa de sempre!


Quando guardei o celular e voltei meu olhar para o lugar onde o homem falava, ele já estava dispensando todos.

E eu perdi qualquer recado importante…

Em minha mente eu marcava um lembrete rápido de estrangular Jinsoul na primeira chance que tivesse.


***


Eu empilhava os tapetes de ginástica dentro de uma sala que ficava no canto do ginásio, com os músculos doendo de tanto pegar e levar coisas de um lado para outro.

A cada fisgada sentida, era um xingamento a mais que deveria pesar nas costas de Jinsoul. Ergui de leve uma mesa empoeirada, que tinha bambolês e redes de vôlei sobre, em busca de achar uma bola de ginástica faltante.

Nem bem soltei a mesa, frustrada por não achar a tal bola, e uma mão me puxou para trás com força.

No susto, bati em alguma caixa com panos e caí sobre a pessoa, sendo esta a que me puxara. Depois de cairmos, escutei o som alto de metal contra cimento.

Com um certo esforço, tirei as bandeiras do colégio de cima de mim, encontrando parte de uma estante de ferro caída à minha frente e equipamentos espalhados por todo o chão.

— Minhas costas… — a pessoa que me puxou, uma garota, reclamou de dor embaixo de todo aquele pano.

Tirei as bandeiras de cima dela, que tinha uma expressão nada boa enquanto uma mão acariciava suas costas.

— Você está bem…?

— Hã… Claro, só doeu um pouco — explicou, aparentemente bem dolorida. Ela levantou-se, olhando em volta — Acho que você tem um longo trabalho pela frente…

— Espera, você não vai me ajudar? — indaguei, descrente. Ela balançou a cabeça — Nem mesmo se oferecer?

— Eu não derrubei nada. Vim aqui pegar umas coisas minhas e só te puxei quando vi que aquela estante iria cair em cima de você — deu de ombros, mexendo nos panos derrubados e pegando uma caixa preta relativamente pequena — Te vejo por aí, menina do depósito esportivo.

E assim saiu, rindo, enquanto me deixava com muita bagunça para arrumar durante aquele início de noite e dores que virariam umas boas manchas roxas nas costas.


***


— Então você teve um dia e tanto ontem, hein? — a loira ria enquanto eu me queixava das costas doloridas.

— Vá tomar no seu cu, Jinsoul — reclamei, pegando o caderno e o abrindo na matéria da próxima aula — Pelo menos valeu a pena me largar sozinha, traidora?

Minha amiga travou um pouco, antes que um sorriso travesso cruzasse seus lábios.

— Nem te conto, viu — se espreguiçou na cadeira, estalando os dedos — Além de uma fera na cama, é ótima para conversar. Se ela aceitar, pode ser uma ótima amizade colorida.

— Você não pensa demais nisso? — eu respondia enquanto tentava, de maneira claramente frustrada, fazer minha caneta azul funcionar.

— Você que pensa de menos nisso. Sexo faz bem, traz paz, prazer, relaxamento muscular... — Soul enumerava nos dedos as razões boas pelas quais eu deveria ser mais sexualmente ativa, mas eu só me ocupava em passar minha caneta favorita em qualquer coisa e fazê-la funcionar — O Fabrício está te incomodando?

— Ele é pirracento — Nós, com o salário minúsculo tirado dos turnos vespertinos numa sorveteria, tínhamos comprado nosso próprio material escolar. Dentro da papelaria ainda, havíamos "dado à luz" aos nossos filhos Fabrício e Renato, duas canetas azul e preta, respectivamente. — Acho até estranho que não tenha nascido de você.

— Aperta um pouco e roda a bolinha, se friccionar bastante uma hora a tinta sai por causa do calor — deu a dica, e eu tentei seguir.

Aparentemente forcei demais, pois a caneta estourou, manchando minhas mãos, a mesa e o uniforme branco com a tinta azul escura.

Jinsoul obviamente caiu na risada, enquanto eu tristemente levava minha pobre caneta, comprada com meu suado salário, ao seu enterro no lixeiro.

Estava para jogá-la quando algum aluno passando pela porta esbarrou em mim com força, me fazendo tropeçar e cair sobre uma aluna que entrava logo atrás.

Assim que vi a bendita, tratei de suspirar.

— Me desculpe, me desculpe mesmo… — tentei me levantar, porém onde eu tocava, ficavam as marcas da tinta na camiseta branca — Sério, eu sinto muito…

Ela me encarou profundamente, e eu estava crente de que ia levar uma boa surra.

Então ela começou a rir.

— É só um uniforme, relaxa — tranquilizou, enquanto se levantava rindo — Você deveria ver a sua cara.

— Mesmo assim, me desculpe — pedi mais uma vez, de fato jogando a pobre caneta no lixo.

— Tudo bem, menina do depósito esportivo — ela piscou antes de sentar em uma das cadeiras da frente, fazendo meu coração pular junto.

Me dirigi quieta e suja ao meu lugar, penúltima da fileira, ao lado de Jinsoul, tentando fingir não ver os olhares dela.

— Então, "menina do depósito esportivo", hein? — as sobrancelhas arqueadas mostravam o comentário que estava por vir — Você simplesmente foi salva ontem por aquela gostosa? Isso que eu chamo de sorte.

— Jinsoul, você me dá nojo — desviei da pergunta, limpando ao máximo minhas mãos na jaqueta dela sem que ela percebesse.

— AH, HA SOOYOUNG, VÁ PASSAR ESSA PORRA PRETA EM OUTRA PESSOA! — gritou, fugindo de minhas mãos, bem no momento em que o professor entrava em sala e todos ficavam quietos.

— Sooyoung, Jinsol, para a coordenação. Agora. — o professor entrou em silêncio na sala, apontando para a porta. Encarei Jinsoul, que tentava não rir. Olhei para minha frente e encontrei dois olhos de tom castanho já rindo de mim. Por fim, a sala inteira tinha sorrisos, mas escondiam em seus braços ou moletons.

Saí de lá com uma provável suspensão me esperando, mas pelo menos sorrisos eu havia arrancado.


Notas Finais


Comentários e mensagens são sempre bem-vindos, mesmo se forem críticas. Sempre gosto de me aperfeiçoar.



Nos vemos no próximo💙


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