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História Photograph - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Lerdeza, Paixão e Trabalho Em Equipe


— E aí você acha que a solução é andar para casa sozinha enquanto anoitece?

Jinsoul claramente estava brava, andando em círculos pelo meu quarto enquanto falava tudo que eu vivia fazendo de errado. Eu apenas continuava deitada na cama, observando o teto e a deixando falar. Eu que havia feito a merda, de qualquer forma, então acabava merecendo todo aquele sermão.

— Depois disso tudo, ainda fica pegando carona com gente qualquer que acha na rua. Sinceramente Sooyoung, você… Você por acaso está me ouvindo, sua vagabunda?! — Ela interrompeu sua própria fala, parando de perambular pelo quarto e se aproximando de mim. Continuei a olhar o teto, e ela decidiu pular em cima do meu corpo em busca de respostas.

— Ai! Sim, sim! Eu estou ouvindo! — reclamei, com ela estapeando meus braços e barriga. — Eu só estou quieta. 

— Pois trate de não ficar, parece que está me ignorando. — Fez um bico gigantesco nos lábios, sentando-se em minha cintura.

— Queria que eu dissesse o quê?

— Que concordasse em como foi burra por vir num carro desconhecido, talvez?

— Não foi desconhecido… — murmurei, sendo praticamente inaudível.

— Fale direito e alto, Sooyoung!

— Não foi desconhecido, que saco. — Me ergui um pouco na cama, olhando bem em seus olhos — Aquela garota do depósito que desmaiou o assaltante e me jogou dentro do carro do irmão dela. Eles que me ofereceram carona para chegar segura aqui antes de irem para a casa do Sr. Kim.

— Sr. Kim? — Fez uma expressão claramente confusa.

— O avô deles. Os dois são órfãos e cuidados por esse velhinho que parece muito gente boa, pelo que dizem.

— Eles estudam conosco? — O tom de Jinsoul subitamente havia mudado, agora agora curiosa de forma genuína.

— Jiwoo sim, Hyeongjun é de outra turma. — De repente, minha loira arregalou os olhos de uma maneira que eu achei que suas órbitas fossem saltar para fora. Colocou as mãos à frente da boca, em choque. — Ei, o que foi? O que aconteceu?

Ela não respondia, apenas olhando para um ponto da parede que não havia nada, só a tinta azul bebê. Me sentei de vez, ficando cara a cara com ela e tentando chamar sua atenção.

— O nome dela é Jiwoo, certo? — Indagou, meio rindo e meio estranha. Eu assenti, esperando que ela chegasse em algum lugar com sua linha de pensamento. — E você disse que o avô deles é o Sr. Kim, certo?

Jinsoul me olhava como um mestre olharia seu pupilo dar os primeiros passos. Tinha a informação do nome da garota e do bem possível sobrenome, e o que aquilo significava? Eu não tinha ideia.

As caretas de Jinsoul não ajudavam a me concentrar. Comecei a rir enquanto ela tentava demonstrar por gestos o que queria que eu descobrisse, e ela me bateu, claramente muito frustrada.

— Você é muito burra, não dá.

— O que você quer?

— Sooyoung, você tem o sobrenome dela, Kim, e o nome, Jiwoo. — a loira começou a mostrar nos dedos, tentando me fazer seguir a linha de raciocínio. — Logo, se juntar, você tem…?

— Kim Jiwoo, óbvio.

A loira bateu palmas, como se eu houvesse descoberto o segredo da vida.

— Mas, e daí?

Então sua expressão se fechou.

— Entre nós duas, eu tenho todos os neurônios, claramente. — Se levantou, indo até minha mochila jogada no chão e tirando de lá um envelope. Aquele mesmo envelope com os nomes dos grupos de fotografia, filmagem e edição. Voltou até mim, praticamente esfregando a folha impressa em meu rosto. — Te lembra alguém?

Ao ler os nomes, finalmente meu cérebro deu alguns cliques, juntando informações.

E eu mal podia esperar para as aulas que teria no dia seguinte.


***


— Agora eu deixo vocês livres para se conhecerem melhor e articularem como irão fazer as filmagens das apresentações de Halloween. — Com as poucas palavras ditas, o diretor se retirou da quadra. Quase que imediatamente procurei Jinsoul com os olhos, para encontrá-la agarrada na mesma garota do dia em que ela me fez perder os informes.

Levantei-me, dirigindo meu corpinho cansado até as duas. Talvez eu ficasse de vela, mas ainda era melhor que ficar sozinha no meio de todas aquelas pessoas. Havia passado tempo demais esperando que Jiwoo aparecesse, então não tinha porquê não começar os trabalhos.

Enquanto Jinsoul e a garota, que descobri ser Kim Jungeun, faziam anotações sobre a iluminação para o palco, eu esboçava num papel a decoração que ficaria melhor para um tema arrepiante.

— Algumas abóboras de papelão, papel laminado e tinta fluorescente? — sugeri, e ambas pararam para pensar.

— A tinta é cara demais, não iríamos conseguir cobrir a quadra inteira  — ponderou Jungeun.

— Não precisa ser a quadra inteira… — Jinsoul pôs a mão no queixo, olhando para o espaço ao nosso redor. — Só nas paredes, até que consegue. Por exemplo, se mergulhar um pincel e respingar ele com força, uma lata deve ser suficiente. Mas tem de ser daquela de longa duração, pelo menos mais de três horas brilhando.

— Realmente… — Anotei no canto do papel, e iria voltar a desenhar, se não fosse uma voz conhecida se fazer ouvir.

— Para variar, sua opinião foi invalidada, Jungeun. — Jiwoo apareceu por detrás da amiga, pondo o queixo em seu ombro. — Eu até diria que é triste se não fosse cômico.

Jungeun se soltou dela, a empurrando de lado e pondo as mãos na cintura.

— E o que você faz aqui agora? Duas horas depois de o projeto ter começado?

— Estava ocupada. — Deu de ombros com o olhar irritado da outra Kim, estendendo a mão para minha amiga. — Você deve ser a tal Jinsoul que ela fala tanto. Como era mesmo…? Mãos de ouro?

Um tapa estalado veio nas costas da garota, atraindo a atenção dos outros alunos na quadra e a fazendo rir alto.

— Mais vermelha que um pimentão, Kimmie! — A loira ameaçou correr atrás de si, então ela começou a rodar a mesa, fugindo. Passou a mão em um óculos de festa que estava em cima, colocando-o.  — Você não se atreveria a bater numa garota de óculos, certo?

Jungeun jogou um grampeador na direção da mesma, que se abaixou a tempo e pulou para trás de mim.

— Qual é, Jungie? Sem bater em inocentes! — Ela tinha as mãos segurando meus ombros, me impossibilitando de sair. Tentei me soltar, e ela sussurrou em meu ouvido: — Eu te salvo de um assalto e é assim que você retribui? Se eu soubesse, não me arriscava.

A empurrei de leve, com a mesma se acabando de rir. Jungeun somente bufou e voltou ao seu trabalho, e Jinsoul sorria igual uma boba apaixonada para ela.

— Então você é a tal Ha Sooyoung, certo?

— Sim, Kim Jiwoo.

— Ah, olha só! Finalmente juntou os pauzinhos e descobriu meu nome! — Se encostou de lado à mesa, com um sorrisinho sarcástico que eu quis tirar na base do soco. — Uma pena que agora não sou mais sua "garota do depósito esportivo".

— Como você sabe disso? — Interrompi o desenho para olhá-la, inquisitivamente.

— Jinsoul é linguaruda e Jungeun nem se fala. Foi legal brincar enquanto deu.

— Você normalmente faz as pessoas quererem te bater? — Ergui as sobrancelhas, e ela deu de ombros.

— É o que dizem, mas a maioria das vezes nem é proposital. Talvez seja um dom. — Arrancou o desenho de minhas mãos, o analisando e virando-se de costas para mim, enquanto seus olhos vagueavam do palco ao esboço. — Então… Eu vou trabalhar contigo? Parece interessante. Você bem que precisa de ajuda com esse esquema mesmo.

Nisso, vi minha brecha perfeita para tirar aquele sorriso babaca do rostinho lindo dela.

Me aproximei por trás, abraçando sua cintura e a forçando contra mim, ao passo que apertei e arranhei um pouco sua cintura por debaixo daquele cropped branco. Senti seu corpo enrijecer e ouvi Jinsoul arquejar de surpresa, atrás de nós. Não liguei se houvesse mais pessoas olhando, eu tinha que calar a boca arrogante dela logo.

Sua pele se arrepiou quando aproximei minha boca de seu pescoço, sussurando:

— Vai ser um prazer trabalhar com você.


Notas Finais


Historinha curtinha para ler num tempinho livre curtinho☺

Obrigada pela leitura💙


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