História Photowall - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Kwoni, Photowall, Taekook, Vkook
Visualizações 618
Palavras 5.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Photo 2: Napkin and Memories


 

Photo 2 — Napkin and Memories

 

O meu coração ainda está batendo acelerado quando eu puxo a cordinha solicitando a parada do ônibus no ponto em frente ao meu prédio. Eu desço as escadas até a calçada de concreto sentindo minhas pernas trêmulas enquanto ajeito a alça da bolsa no meu ombro direito. Eu levo minha mão livre até o bolso em busca do celular que havia colocado ali durante a viagem e, após conectá-lo ao meu ouvido pelo fone, trago-o até o meu campo de visão e fito o bloqueio de tela com o relógio grande bem no centro deste. Solto um suspiro aliviado por já passar das sete e meia da noite, horário que minha mãe já chegou em casa cansada do trabalho, ou seja, não precisarei vasculhar toda a minha bolsa atrás das malditas chaves que sempre perco entre meu material da faculdade.

Eu giro os meus calcanhares para o veículo azul marinho de que acabei de descer e assisto conforme a porta por onde passei se fecha quando este toma velocidade, afastando-se aos poucos e revelando a fachada intercalada em marrom e bege do prédio de dez andares, parcialmente escondido pelas Oitis¹ enormes plantadas na calçada, o que dá um charme a mais. Eu devolvo o celular para o seu lugar e estico o pescoço para espiar o tráfego quando a preguiça de caminhar até a faixa de pedestres me mantém no lugar. Espero meia dúzia de carros e ônibus passar antes de correr pela rua larga até o seu outro extremo, ignorando as buzinas dos carros em alerta já que eles estavam longe o suficiente para não me acertar.

Eu paro de correr em frente ao número 1295 suspenso na parede do lado de dentro do portão de ferro onde está o interfone do prédio e onde eu levo meu dedo indicador, logo tocando os números seis, zero e dois que correspondem ao meu apartamento. Eu ouço o som da primeira chamada soar abafada através do aparelho.

Quem é? — pergunta uma voz feminina que reconheço ser a minha mãe após a segunda chamada.

Aproximo-me mais do interfone para que ela consiga me ouvir assim que respondo:

— Sou eu, mãe.

O portão é imediatamente destravado e eu não perco tempo ao empurrá-lo para frente, adentrando o estreito caminho de pedras que impede os moradores de pisar na grama tão bem cuidada do síndico do 101 — um idoso viúvo que ama jardinagem. Eu alcanço o hall ao empurrar a porta de vidro e espero encontrar o porteiro sentado na sua cadeirinha de costume, porém ela está vazia e sei que ele deu uma das suas saidinhas básicas para um café. Eu continuo o meu caminho até o elevador, toco o botão redondo com a seta para cima e sem demora as portas metálicas se abrem para mim, sugerindo que o elevador já estava parado no andar. Em seguida, se fechando, assim que eu, desta vez, toco no botão de número seis do painel de andares.

A vertigem costumeira que sinto com a caixa de metal se movendo para cima me causa um pequeno desconforto, mas eu ignoro. Eu solto um suspiro e encosto-me à parede do fundo, de frente para a porta, levando minha mão até o meu bolso livre. Assim que enfio a mão no forro da calça, sinto a maciez do guardanapo que Kim Taehyung havia me dado, e imediatamente, puxo o papel dobrado para fora da calça, fitando-o na palma da minha mão ainda dobrado. O meu coração volta a acelerar, de repente, me sinto claustrofóbico e o suor brota e escorre pelo meu corpo por baixo das minhas roupas, grudando-as na minha pele.

Preciso sair daqui antes que eu morra.

Ergo o rosto para o visor preto com números em vermelho e respiro, aliviado, ao notar o número seis que acaba de aparecer, anunciando que finalmente cheguei ao meu andar. Eu volto a guardar o guardanapo no bolso e me apresso já em frente à porta, passando por ela antes que se abra por completo. As luzes do corredor se acendem ao reconhecer a presença de um ser humano — mesmo que muitas das vezes elas se acendessem para o vento — assim que eu caminho em passos trêmulos até a porta da sala onde fica a campainha.

Ouço o ding-dong soar dentro do apartamento quando a toco. Um minuto depois, o barulho das chaves ao destrancar a porta atrás de mim me faz virar para a segunda entrada que dá diretamente à cozinha do apartamento.

— Você não levou a sua chave? — questiona mamãe com uma careta e as mãos no quadril.

Eu sorrio amarelo, tiro o fone do meu ouvido jogando-o para minhas costas e me aproximo da mais velha, beijando-a na testa.

— Boa noite, mãe. Como foi no trabalho? — Eu disfarço para que ela não brigue comigo por ser um menino preguiçoso, como geralmente faz.

— Foi cansativo como sempre — queixa-se, após fechar a porta. — E a faculdade?

Eu dou de ombros e farejo o ar assim que reconheço o cheiro maravilhoso de Japchae² vindo das panelas em cima do fogão e não hesito em vasculhar todas elas ao abrir as tampas.

— Você está fazendo Japchae?

— Está quase pronto. Você vai jantar agora?

— Eu vou tomar banho primeiro — informo já caminhando em direção o corredor que me levaria até o meu quarto.

— Jeongguk, você está bem? Você está parecendo agitado.

— Eu estou bem — eu minto.

— Tire os sapatos! — adverte a mais velha e eu paro antes de pisar no chão de madeira do corredor dos quartos e me viro para ela, lançando outro sorriso amarelo, conforme me dobro para desamarrar os cadarços do meu Yellow Boots, Timbaland.

— Desculpa, mãe. Eu esqueci. — Eu deixo as botas de lado, próximo aos outros sapatos dentro de uma caixa improvisada. — Pronto. Já posso entrar em casa?

— Você está mesmo bem? — Ela estreita seus olhos na minha direção, claramente desconfiada.

— Ótimo.

— Uhum. — Ela me lança um olhar que diz “Você não me engana.” e se vira para as suas panelas.

Eu solto uma risadinha sem graça e escapo para o corredor pequeno com quatro portas, sendo: a do meio, o quarto dos meus pais; a do lado esquerdo, o meu e as outras duas da direita o banheiro e uma saleta que uso para estudar ou jogar vídeo game, respectivamente. Alcanço o meu quarto sem demora que é iluminado apenas pela luz da rua que passa através da janela, fecho a porta atrás de mim e acendo a luz fluorescente.

Os meus olhos percorrem pelas inúmeras fotos que ocupam cada pedaço da única parede cor de chumbo ao lado da cama, que já não me recordo mais como ficaria livre daquelas memórias colhidas durante anos e anos com Taehyung, ainda um pouco zonzo e amedrontado pelo recente acontecimento envolvendo o garoto que sorria para mim na maioria dos clicks por ali espalhados. Eu me desfaço do peso da minha bolsa colocando-a em cima da cama e sento na ponta desta, coloco apenas um dos lados do fone de volta na minha orelha e me arrasto sobre o lençol bege que forra o colchão. Eu descanso a minha cabeça no travesseiro azul, suspirando aliviado por finalmente poder esticar meu corpo numa superfície macia.

A melodia de Mannequin da cantora Yuna, que adicionei recentemente na minha playlist nomeada ‘I am Listening to It Right Now’ no Spotify, me relaxa devido ao timbre calmo e doce. Fecho os olhos e me transporto de volta para a sorveteria com Taehyung, no momento que me abraçou. Eu sinto meu corpo inteiro arrepiar e sorrio.

Ele estava lindo. Ainda mais bonito agora sem seu semblante infantil e com os traços mais marcados, porém sem mudar aquele sorriso fofo e quadrado que eu sempre amei. Eu viro meu rosto para o lado e abro meus olhos, fitando o mural de fotos outra vez, sorrindo ainda mais largo ao passar meus olhos pelas inúmeras fotos do seu sorriso até aquela foto em especial, presa com um prendedor em formato de coração na cor vermelha, que Taehyung estava sentado na mesa da The Fifties com duas batatas fritas presas nos cantos dos seus lábios fingindo ser dentes de vampiro.

 

— Ok, definitivamente é minha foto favorita do momento — conto para Taehyung e sua folga sobre a minha cama, assim que desvio o meu rosto do mural. Ele suspira em resposta, deixando claro que discorda totalmente e que provavelmente está me xingando em silêncio. — Você ficou fofo, Tae. Não fica bravo.

— Fofo? — Taehyung questiona, incrédulo. — Até parece.

Eu reviro os meus olhos sem conseguir me conter.

— Não ficou tão ruim assim! Para de exagerar, vai? — eu peço manhoso conforme me aproximo da cama, logo passando minha perna direita por cima do seu quadril que sustenta o peso do meu corpo quando me sento sobre ele.

Taehyung adota um bico emburrado e desvia o rosto para longe do meu, sem querer me encarar. Eu solto uma risadinha baixa e me aconchego em seu peito, deixando que ele suportasse todo o meu peso sobre si.

— Claro que não está ruim, está pior que isso. Está péssimo!

— O que tem de mais ali, Tae? — pergunto pacientemente. Eu deposito um beijo na sua bochecha. — Você está fofo como sempre.

— Fácil para você falar. Você não está parecendo uma pessoa que acabou de fazer uma cirurgia facial que não deu certo! — Eu solto uma gargalhada alta com o seu comentário. — Para de rir e sai de cima de mim, Jeon Jeongguk. Seu puxa saco! Seus carinhos não irão me comprar hoje!

— Rancoroso — resmungo em seu ouvido e deixo um selar no seu pescoço, seguindo uma trilha de beijos até sua boca. — Você é bonito sempre — digo e ele me olha como se eu fosse maluco por elogiá-lo dessa maneira. Deixo um selinho demorado nos seus lábios. — E é meu.

Ele acaba sorrindo, mesmo a contragosto e sem mais evitar, rodeia a minha cintura com os braços ao render-se.

— Seu idiota, para de me beijar! — ele resmunga, conforme me aperta num abraço e me beija nos lábios outra vez.

Eu solto um riso soprado.

 

Eu me inclino na direção da parede e com as duas mãos eu tiro a foto do lugar e trago-a para próximo de mim. Em seguida, me viro de bruços, abraço o travesseiro com um braço enquanto o outro permanece esticado segurando a foto.

— Eu também senti sua falta, babo — sussurro para a versão mais nova e estática na 10x15. — Eu queria ter te dito isso também, mesmo que você provavelmente não fosse acreditar em nenhuma palavra. — Sorrio fraco e aproximo a foto e deixo um beijo nela antes de colocá-la de volta no lugar.

Som de batidas na porta do meu quarto me assustam e eu largo bruscamente o travesseiro, virando parcialmente de lado para encarar a madeira.

Jeongguk, vai tomar banho logo que seu pai vai chegar e vai querer usar o banheiro.

Eu me sento na cama e coço minha nuca enquanto faço uma breve busca pela minha toalha pelo quarto.

— Já vou — digo ao encontrar a toalha pendurada no cabideiro ao lado do guarda roupa.

Levanto-me espreguiçando com os braços para cima da cabeça, solto um bocejo e inicio meus passos até o cabideiro de onde tiro a toalha que logo ocupa meus ombros.

Vai logo que ele já está chegando.

Reviro os meus olhos com a necessidade que minha mãe tem de sempre me apressar para usar o chuveiro por causa do meu pai. Solto um suspiro irritado e deixo o quarto ainda a tempo de vê-la desaparecer pela porta da cozinha.

Eu me livro das minhas peças de roupa e em seguida jogo-as dentro do cesto de roupa suja, já dentro do banheiro. Penduro a toalha no gancho de metal ao lado do cubículo de vidro que imediatamente passo a ocupar, completando aquele típico ritual que antecede a hora do banho. Eu toco o registro, girando-o com a mão direita enquanto a outra se mantém erguida em concha a espera das primeiras gotas de água, a fim de medir a temperatura da mesma, que não tarda a cair num fluxo que aos poucos vai se intensificando.

As primeiras gotas arrepiam os pelos do meu corpo, no entanto, logo a temperatura se ajusta, fazendo-me sentir o corpo se aquecer com as mornas gotículas que formam uma pequena poça na minha mão. Finalmente, entro completamente embaixo d’água e, aos poucos, sinto todo o caminho que ela percorre entre o meu cabelo até o meu dedão de ambos os pés.

Eu afasto a água dos meus olhos com a ponta dos dedos e giro o meu rosto para o lado em busca do shampoo. Trago o frasco transparente para minhas mãos, reparando que ele está pela metade, apesar de ter sido comprado a menos de duas semanas, e despejo uma quantidade pequena na palma da minha mão que segue para os meus fios encharcados logo depois. Esfrego meus fios com as duas mãos, fazendo bastante espuma enquanto afago meu couro cabeludo e em seguida devolvo o frasco ao seu lugar.

Não demoro a enxaguar o meu couro cabeludo, retirando todo e qualquer resquício do produto. Por fim, inclino minha cabeça um pouco para o lado para que eu possa abrir meus olhos e reparo que a água bate no meu ombro, respinga no blindex a minha frente, criando o mesmo aspecto de vidro em dia de chuva. Uma risada escapa e eu abano a cabeça zombando de minhas próprias ideias. Alcanço o sabonete desta vez, continuando, agora, com o típico ritual da hora do banho.

Sinto o sabão percorrer cada canto do meu corpo úmido, enquanto ensaboo-o completamente, ainda sustentando o sorriso nos lábios que vai automaticamente sumindo aos poucos conforme olho novamente para os respingos no blindex, retomando a ideia que tive a pouco de que tais respingos muito se assemelhavam à chuva e sou imediatamente transportado para dois mil e quinze outra vez.

 

Eu observo as aeronaves da Cathay Pacific — companhia aérea que levará a família Kim para a Tailândia — através da grande janela do corredor em frente ao Check-In da mesma, apesar de que a chuva que cai do lado de fora sem dar qualquer indício que vai parar, também embaça levemente o vidro a minha frente, mas não impede que eu consiga ver com clareza o pássaro gigante de cores branco e verde cobalto com o seu nome impresso em letras garrafais na lateral. Um dos mais bonitos aviões entre seus amigos concorrentes distribuídos pelo estacionamento. Abro um sorriso melancólico quando me dou conta de que aquela faísca que costumava acender o meu peito com todo o clima de viagem sempre que vinha buscar meu tio, já não está aqui. Pelo menos não agora.

Sinto a dor de cabeça cutucar meu cérebro como se fossem espetos bem afiados. Sinto-me exausto. Cansado. Magoado. Com raiva por Taehyung ter que me deixar. Raiva por sermos apenas duas crianças que acabaram de concluir o Ensino Médio e ainda precisam do sustento dos pais e, principalmente, por ter que imaginar minha vida daqui para frente sem ele ao meu lado. Eu sopro o ar pela boca e foco a minha atenção para o finger conectado a porta do avião, por onde pequenos grupos de pessoas passam aos poucos. Imediatamente, o meu lado masoquista, enxerga meu namorado num daqueles corpos antecipando o meu sofrimento e então, as lágrimas que venho segurando desde que acordei, escorrem pelas minhas bochechas.

— Atenção! Voo CX411 com destino a Hong Kong, China. Embarque no portão seis — anuncia uma voz feminina e robótica pelos alto-falantes.

Limpo as lágrimas com as costas das mãos e giro o meu corpo para trás na intenção de ver o painel eletrônico com todos os próximos voos preso no alto da parede no final do corredor, mas, ao invés disso, dou de cara com Taehyung se aproximando.

— Com licença? Desculpe-me perguntar, mas você tem namorado? Nunca vi alguém tão bonito assim — diz ele com um sorriso pequeno.

Retribuo o sorriso dele, mas as lágrimas voltam a escorrer, teimosas. Taehyung desmancha o sorriso e caminho até envolver meu corpo num abraço. Eu fungo baixinho com o rosto enfiado na curvatura do seu pescoço.

— Não chora — sussurra. Eu apenas concordo com a cabeça, incapaz de sequer dizer uma palavra. — Eu vou arrumar um emprego lá e eu vou voltar antes de você notar. Eu prometo… — Eu sinto uma das suas mãos acariciando minhas costas com carinho.

— Vou sentir tanta saudade de você.

— Eu vou sentir muito mais — diz e força um sorriso, como se quisesse me confortar e ao mesmo tempo fingir que estava tudo bem. — Promete que não vai me esquecer?

Eu me afasto um pouco, mas sem largá-lo e o encaro com a testa arqueada.

— Que pergunta é essa? Seria impossível esquecer você, Tae.

Ele me olha desconfiado e ergue a mão direita entre nós, esticando seu dedo mindinho para que eu faça o Pink Promise.

— Prometo. — Eu envolvo o meu dedo no dele. — Mas confesso que queria um feitiço igual aqueles em The Vampire Diaries para dormir até o momento que você volta e me acorda de novo.

— Você é tão bobo! — Ele ri e limpa minhas lágrimas com a mão antes de beijar a minha bochecha. — Eu te amo.

— Eu te amo mais.

— Posso te beijar?

— Aqui? — respondo, sem graça conforme desvio meu olhar para o lado e reparo nas pessoas lançando olhares discretos na nossa direção. — Tem um monte de gente olhando, Tae.

— Eu tenho pouco tempo com você e não vou me inibir por causa do que os outros pensam sobre isso ou aquilo. — Eu volto a olhar dentro dos olhos castanhos dele. — Que se dane as pessoas, Jeonggukie, só a gente importa.

Eu contorno meus braços no pescoço dele e concordo com a cabeça abrindo um sorriso sincero, mas não menos cheio de saudade, para ele, que retribui.

Taehyung morde meu lábio inferior, puxando-o levemente antes de grudar os nossos lábios num selinho, logo pedindo passagem com a língua para adentrar a minha boca. Eu sinto quando a minha semelhante roça na dele, trazendo aquela sensação gostosa no peito que sempre tenho ao beijá-lo e nesse segundo, eu só quero que o mundo pare para nós dois.

— Meninos? — A voz suave de Kim Hyorin, mãe do meu namorado, faz com que nos afastemos num rompante. — Desculpa interromper, mas já estamos indo para o saguão.

Eu olho para os pais de Taehyung a nossa frente e minhas bochechas queimam pela timidez. Apesar de ambos terem conhecimento da nossa relação, ainda é estranho quando algum deles nos pega num momento tão íntimo assim, pois o olhar de desconforto no rosto dos mais velhos é notável. O que meu namorado faz questão de ignorar e fingir que não está vendo nada.

— Vocês podem ir na frente? Porque ainda vou me despedir do Jeonggukie.

— Vamos sim. — A senhora Kim concorda com um aceno. Eu lanço a ela um sorriso pequeno de agradecimento.

— Obrigado — Taehyung agradece.

Ela suspira como se estivesse odiando tudo aquilo e então me envolve num abraço apertado.

— Bom, até mais, Jeongguk. Cuide-se, ok, querido? — Ela se separa tão rapidamente quanto se aproxima, eu concordo com a cabeça já sentindo as lágrimas querendo escorrer pelos meus olhos novamente. — Fica com a sua mochila, filho. O passaporte e o ticket estão na parte da frente, ok? — informa virando sua atenção para o meu namorado conforme entrega a mochila para ele. — Youngbae, se despeça do menino e vamos deixá-los se despedir.

— Até mais, garoto! — diz o senhor Kim ao apertar minha mão com firmeza enquanto me lança um sorriso simples. Ele desvia para o castanho ao meu lado. — Estamos aguardando você, Taehyung.

— Já estou indo me encontrar com vocês — afirma Taehyung para o seu pai.

Observo os dois mais velhos se afastarem de nós de mãos dadas, eu desvio para Taehyung que me olha com os olhos tristes que se enchem d’água rapidamente e eu sei que o momento que eu estava evitando finalmente chegou. Dessa vez sou eu que envolvo o castanho num abraço apertado que é retribuído na mesma intensidade.

 

Eu afasto a lembrança assim que termino de me ensaboar. Finjo que não noto a umidade dos meus olhos quando viro de costas para o vidro do box e me enxáguo rapidamente com a impressão que já demorei demais. Por fim, fecho o registro e enrolo a minha toalha ao redor da minha cintura antes de destrancar a porta para deixar o banheiro.

Assim que dou o primeiro passo para o corredor, ouço a voz grave do meu pai vir da sala falando alguma coisa com a minha mãe, mas não me dou ao trabalho de prestar atenção já me trancando no quarto. Livro-me da toalha que, devido à lei natural da gravidade, cai sobre meus pés e me dirijo até o guarda roupa, tiro o meu secador de uma das repartições, levando-o até a tomada próximo ao espelho pequeno e comprido que minha mãe me deu de presente para parar de invadir o quarto dela para secar o cabelo.

Após todo o ritual de secar e pentear, eu corro até a minha cômoda embaixo da única janela que possuo em busca de roupas de dormir limpas. Escolho uma cueca azul, bermuda de algodão cinza e uma das minhas camisetas branca que certamente é maior que eu. Suspiro alto e caminho até a toalha que deixei no chão, penduro-a na cadeira da minha escrivaninha e por fim, me jogo na cama.

Pego o celular que havia deixado de lado e desbloqueio a tela, levando um susto imenso com as dez chamadas perdidas do Yugyeom e as mensagens não lidas no KakaoTalk.

Eu estou morto.

 

[19:35, 18/04/2017] Yuggie: Cadê você?

[19:35, 18/04/2017] Yuggie: Se você não foi atropelado, estuprado, sequestrado ou morto, eu não quero saber mais de você.

[19:40, 18/04/2017] Yuggie: Eu precisava da sua ajuda sabia? Eu pensei que nós éramos amigos!

[19:41, 18/04/2017] Yuggie: Muito decepcionado, Jeon Jeongguk.

[20:00, 18/04/2017] Yuggie: Além de me dar um bolo, também não me atende? Meu Deus do céu, você já foi melhor.

[20:30, 18/04/2017 Yuggie: Nunca mais fala comigo.

 

Eu levo a minha mão livre imediatamente a testa e me dou um tapa assim que me dou conta que esqueci de avisar o Yugyeom que não iria encontrá-lo, e, julgando pelo que eu sei das reações exageradas do meu querido amigo, solto um choramingo antes de começar a digitar minha resposta.

 

[21:01, 18/04/2017] Kookie: Me desculpa. Aconteceram algumas coisas e eu acabei vindo embora direto para casa.

[21:01, 18/04/2017] Kookie: E o trabalho é para semana que vem. Não precisa esse escândalo todo, né? Podemos fazer amanhã.

 

[21:01, 18/04/2017] Yuggie: Não estou falando com você.

[21:02, 18/04/2017] Yuggie: Aliás!

[21:02, 18/04/2017] Yuggie: Eu preciso de um décimo para passar na matéria daquele demônio e minha última esperança me dá um belo de um bolo.

 

[21:02, 18/04/2017] Kookie: Nós fazemos amanhã?

 

[21:03, 18/04/2017] Yuggie: No sábado? Você me odeia mesmo.

 

[21:03, 18/04/2017] Kookie: O que você vai fazer amanhã? Além de coçar a bunda?

[21:03, 18/04/2017] Kookie: Isso mesmo - nada. Então podemos fazer.

 

[21:03, 18/04/2017] Yuggie: ‘Tá.

 

[21:03, 18/04/2017] Kookie: Para de ficar bravo comigo… Eu tô sensível.

 

[21:04, 18/04/2017] Yuggie: ‘Tá.

 

[21:04, 18/04/2017] Kookie: ‘Tá porra nenhuma! Fala direito!!!

 

[21:04, 18/04/2017] Yuggie: Já disse que ‘tá, já não disse?

[21:04, 18/04/2017] Yuggie: O que você tem? Espero que você esteja muito ruim mesmo para cometer um crime com a pessoa que mais te atura (depois da sua mãe) na Terra.

 

[21:05, 18/04/2017] Kookie: Taehyung.

[21:05, 18/04/2017] Kookie: Ele voltou.

 

[21:05, 18/04/2017] Yuggie enviou uma mensagem de áudio: “— O quê?”

[21:05, 18/04/2017] Yuggie enviou uma mensagem de áudio: “— Eu não acredito que Kim Taehyung está de volta para  Coréia do Sul e você não me contou nada! “

[21:06, 18/04/2017] Yuggie: Você estava com ele? Onde você o viu?

 

[21:06, 18/04/2017] Kookie: Nós nos encontramos na sorveteria.

 

[21:07, 18/04/2017] Yuggie enviou uma mensagem de áudio: “— Jesus! O meu shipp tava junto no mesmo lugar, ninguém me toca! Quero relatório completo agora mesmo e você já pode começar. Eu mereço isso depois de tanta falta de consideração.”

 

[21:07, 18/04/2017] Kookie: Confesso que ainda não caiu a minha ficha.

[20:08, 18/04/2017] Kookie: Ainda sinto o abraço dele.

 

[20:08, 18/04/2017] Yuggie enviou uma mídia com a legenda: “Foto das minhas apostilas que eu acabei de tacar no chão.”

[20:08, 18/04/2017] Yuggie: Tô nervoso.

 

[20:08, 18/04/2017] Kookie: KKKKKK

[20:09, 18/04/2017] Kookie: Retardado.

 

[20:09, 18/04/2017] Yuggie: Me conta isso direito, Jeon Jeongguk.

 

Eu sorrio com a ansiedade do meu amigo em saber as tragédias gregas dignas de um filme Hollywoodiano de minha vida e me coloco a digitar, no entanto, ao começar a organizar as palavras, sinto-me preguiçoso diante da quantidade de informações e sentimentos e então decido me valer do moderno recurso de enviar áudio e toco no microfone com o dedão para iniciar a gravação do áudio.

Conto tudo nos mínimos detalhes, sem deixar que nada escape para que depois ele não fique enchendo o meu saco por “ocultar” informações. Mas assim que chego à parte do bilhete, dou um pulo da cama, finalizando o áudio de forma abrupta ao jogar o celular para o lado e saio em disparada em direção ao banheiro. Porém, encontro a porta fechada e o barulho do chuveiro ligado, lembrando-me então que meu pai já estava em casa e agora ocupava o cubículo de vidro outrora ocupado por mim.

Volto para o quarto, mas dessa vez deixo a porta aberta para que assim que meu pai desocupar o banheiro, eu recupere o meu bilhete.

Desbloqueio a tela de celular que continua na conversa do meu melhor amigo. Meu coração bate rápido dentro do peito em agonia.

 

[20:11, 18/04/2017] Kookie enviou um áudio.

 

[20:15, 18/04/2017] Yuggie: Você é retardado, Jeon Jeongguk?

[20:15, 18/04/2017] Yuggie: OK, não precisa responder, eu sei que você é.

[20:16, 18/04/2017] Yuggie: Por que você não beijou a boca dele?

[20:16, 18/04/2017] Yuggie: Espera aí! Que bilhete?

[20:16, 18/04/2017] Yuggie: Jeongguk! Como você termina o áudio assim?

 

Abro o campo de digitar a mensagem para enviar para ele, sentindo meus dedos formigarem conforme digito.

 

[20:16, 18/04/2017] Kookie: Eu esqueci o guardanapo dentro do bolso da calça que coloquei para lavar! E agora meu pai está tomando banho.

 

[20:16, 18/04/2017] Yuggie: Você vai me obrigar a pegar um ônibus para ir na sua casa te dar três tapas na cara?

[20:16, 18/04/2017] Yuggie: Porra! Não acredito que é tão burro!

 

[20:17, 18/04/2017] Kookie: ...

 

[20:18, 18/04/2017] Yuggie: Ya~ ya~

[20:18, 18/04/2017] Yuggie: Agora falando sério…

[20:18, 18/04/2017] Yuggie: Quem precisa de MCOT³ quando se tem uma história romântica homossexual acontecendo com o meu melhor amigo? Jeongguk, quando eu conheci você eu não sabia que você protagonizava um dorama boy love.

[20:19, 18/04/2017] Yuggie: Você é tão gay!

 

[20:20, 18/04/2017] Kookie: Ah tá, hétero

 

[20:20, 18/04/2017] Yuggie: Eu sou mesmo, querido.

 

[20:20, 18/04/2017] Kookie: Pfff

[20:20, 18/04/2017] Kookie: Ah tá.

 

[20:21, 18/04/2017] Yuggie: Vou te ignorar.

[20:21, 18/04/2017] Yuggie: Quero saber o que tem no bilhete!

[20:21, 18/04/2017] Yuggie: Ô Jeon. Já desbloqueou ele do Kakao?

 

[20:22, 18/04/2017] Kookie: Claro que não!

 

[20:22, 18/04/2017] Yuggie: Entendi. E está esperando o que mesmo?

 

[20:22, 18/04/2017] Kookie: Esperando você dar meia hora de bunda.

 

[20:22, 18/04/2017] Yuggie: Cruzes! Que grosso!

 

[20:22, 18/04/2017] Kookie: Estou com medo de me iludir achando que ele voltou por mim e descobrir que ele namora o bonitinho das fotos.

 

[20:23, 18/04/2017] Yuggie: Que história é essa? Você não me contou isso no áudio, seu traíra!

[20:23, 18/04/2017] Yuggie: Por que você tá ocultando informações de mim?

 

Eu reviro os olhos ao ler essas mensagens tão típicas do outro. Acabo rindo.

 

[20:23, 18/04/2017] Kookie: Foi mal. Esqueci de mencionar, mas quando ele me mostrou a câmera dele, tinha várias fotos dele com um garoto agarrado no pescoço.

 

[20:23, 18/04/2017] Yuggie: Ele não comentou nada sobre relacionamentos?

 

[20:23, 18/04/2017] Kookie: Não.

 

[20:24, 18/04/2017] Yuggie: Tenho certeza que é só um amigo.

[20:24, 18/04/2017] Yuggie: Não vê a gente? Parecemos um casal bem gay, mas a verdade é que nosso amor é unilateral. Só dá sua parte para a minha, já que eu sou hétero.

 

[20:24, 18/04/2017] Kookie: kkkkkkk Ridículo.

 

Eu toco a seta para voltar e sair da conversa de Yugyeom e em seguida, rolo a barra de rolagem até o final onde a conversa bloqueada desde 2015 com Taehyung continua intacta, logo acima da conversa de boas vindas do KakaoTeam.

Um pouco hesitante e muito ansioso, abro a conversa que tanto tentei esquecer. Fito o aplicativo amarelo e preto e me arrependendo logo em seguida quando leio sua última mensagem enviada alguns dias depois do nosso término forçado por mim.

Olhar aquela conversa, trazia o passado para o presente, fazendo-me questionar minhas atitudes, deixando-me ao mesmo tempo inseguro e orgulhoso, afinal eu quis que a nossa história tomasse esse rumo, não!?

 

[12:15, 01/05/2015] TaeTae: Me desculpa? Eu não deveria ter desligado daquele jeito aquele dia.

[12:15, 01/05/2015] TaeTae: Podemos conversar?

 

— Diz que você está brincando? — Taehyung questiona com a voz embargada assim que eu atendo a ligação no KakaoTalk. Eu permaneço em silêncio, incapaz de abrir a boca sem chorar como uma criança. Eu não quero que ele me ouça chorar. — Por favor, baby, fala comigo. — Ele continuava insistindo. Eu aperto meus olhos, sentindo as lágrimas escorrendo em abundância pelo meu rosto. — Não faz isso com a gente…

— Você está tornando tudo mais difícil, Tae — eu finalmente me pronuncio, minha voz tão engasgada que quase não sai direito.

— Isso tudo vai passar, Jeongguk. Essa distância, eu sei que é uma merda, mas saber que você me ama me faz suportar. Amor supera tudo… não é?

Eu explodo sem mais conseguir me conter, chorando e fungando como uma criança desamparada. Abraço-me ao meu travesseiro e afundo meu rosto sobre ele, convencendo o meu cérebro a parar com aquilo.

Eu preciso ser forte.

— Amor nem sempre é o suficiente, Tae. Eu te amo, amo muito mesmo, mas eu não consigo lidar com isso. Eu pensei que seria fácil, mas não é nada fácil. Você não entende…

— Não mesmo — sua resposta é curta e grossa. — Eu não entendo. Você está me punindo por ter ido embora sem poder opinar sobre? Você acha que eu queria estar aqui? Longe de você?

— Claro que não! Eu não estou punindo você.

— Isso não faz sentido.

— Eu não quero passar por isso.

— Você fala como se eu quisesse passar por isso! Você não quer nem tentar, nem por nós? Não vale a pena, Jeongguk? — ele questiona e posso perceber sua voz chorosa. Eu permaneço em silêncio, segurando as lágrimas. — Está aí uma coisa em que somos diferentes, Jeongguk. Você para mim vale muito a pena.

Eu sinto vontade de desaparecer.

— Me desculpa… — Silêncio. Eu tiro o celular do ouvido e checo se a ligação ainda está ocorrendo. Suspiro. — Por favor, Taehyung, me desculpa.

— Não! Eu não te desculpo. Mas o que isso muda? O que muda eu te desculpar ou não? Sua consciência limpa? — Ele funga. — Não muda nada. Mas tudo bem, eu não posso te obrigar a ficar comigo. Enfim, eu vou desligar.

Não. Eu quero gritar, mas não tenho tempo nem de respondê-lo já que a chamada é imediatamente finalizada.

 

[18:55, 01/05/2015] TaeTae: Pelo jeito não… Já entendi.

[03:55, 02/05/2015] TaeTae: Eu não consigo dormir, de novo. Não paro de pensar em você, de novo. Você vai me enlouquecer, não vai? Eu sabia disso quando te conheci.

 

Você me enlouquece também.

O som da porta do banheiro sendo destrancada me deixa em alerta. Eu imediatamente me coloco de pé para caminhar até lá. Tento controlar minha ansiedade e tento caminhar da maneira mais tranquila que posso e encontro meu pai vestindo shorts e camiseta assim como eu. O mesmo me lança um olhar surpreso ao me ver parado no corredor.

— Você me assustou filho — diz ele, soltando uma risada. — Como foi a faculdade hoje?

— Foi normal, como sempre — conto a ele, sem muita vontade, mas tento não parecer ansioso para passar por aquela porta que ele está bloqueando. — E o trabalho?

— O de sempre também. Você já jantou?

Eu nego com a cabeça.

— Não.

— Eu trouxe um pedaço de torta de chocolate para você. Está na geladeira — informa o mais velho já caminhando na direção do seu quarto.

— Obrigado, pai. Eu vou comer mais tarde.

Assim que o mais velho fecha a porta do quarto atrás de si, eu entro como um foguete dentro do banheiro e enfio meu braço inteiro dentro da cesta de roupa suja até alcançar a minha calça, de onde tiro o guardanapo que havia esquecido.

Suspiro aliviado.

Suspiro apreensivo.

Afinal, apesar da minha extrema curiosidade, eu não tinha tanta certeza do que poderia estar escrito naquele pequeno pedaço de papel devidamente dobrado e amassado. Antes de simplesmente correr em ansiedade em direção ao quarto, senti minha cabeça ser invadida por uma onda de pensamentos que me atiçaram a pior parte de minha personalidade, minha insegurança.

Tentando desvencilhar-me de meus péssimos pensamentos, volto para o quarto, dessa vez me trancando e me jogo na cama, agarrando o celular mais uma vez que ainda continua na conversa de Taehyung. Eu sorrio para a sua última mensagem. Mas não sei distinguir se meu sorriso trazia um sentimento nostálgico agradável, ou se trazia em meus lábios o sorriso do medo e da melancolia.

 

[15:56, 02/05/2015] TaeTae: Olha… Eu sei que você não vai responder, mas eu quero que você saiba de uma coisa: Você é a minha vida e a única pessoa que eu quero do meu lado pela vida inteira. Eu quero casar contigo, Jeon. Eu sei que somos apenas dois garotos que são sustentados pelos pais ainda, porém eu juro para você Jeongguk, quando eu te ver de novo, se você aceitar, eu nunca mais vou sair do seu lado. Eu amo você demais. Mais do que eu posso descrever em quaisquer palavras ou ações. Por favor, não esquece isso, ok? :( Te amo baby para sempre.

 

Após respirar fundo e tomar coragem, eu desdobro o guardanapo e reconheço a caligrafia fofa daquele que sempre faria meu coração saltar.

“Espero que não seja tarde demais para dizer que eu te amo e que eu nunca mais vou deixar você ir embora.”

CONTINUA

____

¹ Oiti: Espécie de árvore de fácil adaptação e já é conhecida dos projetos urbanos por gerar uma sombra boa e com crescimento mediano, que pode passar dos 10 metros de altura.

² Japchae: É um prato coreano feito de macarrão de batata doce com vegetais (e carne, se desejar), normalmente consumido como banchan (prato de acompanhamento), podendo também ser servido como prato principal. É um macarrão bem leve e cai muito bem em dias mais quentes, pois pode ser consumido gelado.

³ MCOT: Emissora de TV e Rádio da Tailândia, onde é exibido os doramas mais famosos do gênero yaoi. Por exemplo, Make It Right que está na sua segunda temporada atualmente.


Notas Finais


Olá pessoas que leram esse capítulo até o final, como vocês estão? Tudo em cima!? (pareço uma pessoa de 50 anos tentando dialogar com alguém de 10). Esse capítulo é o mais tristezinho de Photowall e espero que vocês tenha gostado.

Essa fanfic não tem NADA de bombástico, ok? Ela é uma nenemzinha que fala sobre um amor que nunca acabou mesmo, então não esperem por algo TCHAN! porque não terá. Só avisando mesmo :(

Alias, obrigada a Fláh por me ajudar com essa capítulo! Sua ajuda foi IMENSA e muito, muito, muito importante. Obrigada mesmo! Não sei nem como agradecer. PESSOAS, LEIAM 'ALIANÇA': https://spiritfanfics.com/historia/alianca-9329272

Só para não perder o costume: MILENA TE AMO! <3

Agora já chega de ler e é hora de ganhar comentários! Comentem o que acharam.

É isso, até a próxima atualização.

Beijos,
Monamoni @tawggukie


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...