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História Physical - Capítulo 2


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Notas do Autor


Eu realmente gostaria de pedir desculpas para todos vocês, leitores, por ter ficado tanto tempo sem atualizar, e como vocês podem vê, a fanfic passou por algumas alterações básicas, como a capa, a sinopse, e até mesmo o nome, mas o roteiro e personagens continuam o mesmo. O capítulo anterior foi editado, e acrescentei mais algumas informações, por isso, se puderem ler ele, até mesmo os que já leram, ficarei muito grata. Inclusive, como estamos em quarentena, estou produzindo os próximos capítulos - enquanto posto esse, estou escrevendo o próximo- e farei o possível para atualizar dentro desse período.

E atenção, todos vocês! Cuidado com o Corona Vírus, não brinquem com isso e lavem sempre as mãos, se mantenham hidratados e não saiam, jamais, em hipótese alguma de casa, somente se for urgente e necessário e isto e boa leitura.

Capítulo 2 - Parte II


Fanfic / Fanfiction Physical - Capítulo 2 - Parte II


   Durante os dias em que estive no aguardo do tão esperado dia da minha entrevista, no qual Duda arranjou para mim, trabalhei feito uma condenada na Chicago.  E durante aquele período,  não teve algum momento em que eu não estivesse pensando naquele homem. Eu só conseguia sentir e pensar no olhar daquele homem. Ficava observando todos os cantos do salão a procura do mesmo, e como não havia o visto mais na boate, chegava a pensar que havia acontecido algo de errado com ele, que nunca mais foi me vê dançar. Que isso Mia, você só o viu uma vez e quer simplesmente que ele esteja lá por você todas as noites em que fosse dançar. 
  
   Hoje, finalmente, depois de tantas esperas, iria a entrevista de emprego, e se tudo desse certo, sairia de lá empregada e finalizaria a minha dívida o mais cedo possível. 

   — Aonde pensa que vai arrumada desse jeito? - comentou Duda com a boca cheia de pão com alho — Certeza que conheceu algum macho, você não é de sair produzida assim, ainda mais de manhã cedo. 

    E com razão, já que estava vestida com uma calça jeans rasgada azul clara, um body preto aberto nas costas, e a minha famosa havaiana, já que eu ainda não perdi meus hábitos de carioca em sair pra todo lugar com uma havaiana no pé. 

   — Sim, eu realmente conheci um homem - respondi entrando na brincadeira da gaúcha — Ele que vai bancar nossas viagens, roupas e mimos de luxo. 

   — E quem é o sugar daddy? - perguntou. 

  — Que porra de sugar daddy, Eduarda - esbraveci, mas logo depois soltei uma risada pelo comentário da minha amiga. 

   — Eu sei que você tá indo pra sua entrevista - respondeu — inclusive, boa sorte lá com as crianças.

  — Ai amiga, obrigado - agradeci enquanto pegava minha bolsinha preta onde guardo meus pertences e documentos — Beijos e fica bem ok? mande mensagem se precisar e se cuida - depositei um beijo em sua testa e me despedi. 

                               ♤ 

                             Mansão García 

   Havia acabado de chegar no local em que Duda havia me mandado no GPS, e como eu poderia explicar. Era um condomínio, um fucking condômino de mansões de luxo. E eu mal podia acreditar que havia me metido naquela encrenca. 

   Imediatamente liguei meu celular e abri a agenda, fazendo questão de ligar para Eduarda, que estava salva como "meu amor". 

   — Duda? - perguntei esperando que a mesma me respondesse do outro lado da linha — Liga pra polícia, vão me traficar. 

   — O que? - perguntou — Mia, eu não tô entendendo. 

   — Eu tô dentro de um condomínio super luxuoso, com mansões, piscinas e carros de primeira linha - berrei no telefone, já estava ficando nervosa, não era acostumada com tal formalidade, e muito menos uma vida regada de luxo — É sério Duda, onde você me meteu? 

   - Primeiro pare de berrar no telefone, não sou surda, e segundo, você vai trabalhar cuidando dos filhos de um jogador de futebol - respondeu jogando a bomba - acostume - se a partir de agora, boa sorte e sucesso - comentou logo em seguida finalizando a chamada. 

   Confesso que queria muito chorar, pois a notícia me pegou de surpresa, haviamos esquecido totalmente de conversar a respeito desse trabalho, e a minha maior vontade no momento era voltar pra casa e deitar na minha cama o resto do dia.

    Já dentro da portaria da casa onde será realizado a minha entrevista de emprego - na qual essa altura do campeonato eu não faço ideia de como irá funcionar e nem se estou vestida adequadamente para uma, visto que a primeira impressão é a que fica, por isso, caprichei no visual e no vestimento, trabalharia cuidando de crianças por isso, não daria brecha e optaria sempre por vestimentos adequados; diferentes das minhas vestes na Chicago. 

    Assim que passei pela porta, não me contive e soltei um suspiro vindo acompanhado de um "uau". Pois para a minha surpresa - já que nunca havia entrado em uma - a mansão era extremamente enorme, a sala de estar é bem sofisticada, grande e espaçosa. Logo julgo ser maior que o apartamento em que vivo, e aposto todas as minhas fichas que aquela mansão é mil vezes maior que a Feira de São Cristovão. 

    — Eu também abri a boca quando comecei a trabalhar aqui - disse uma mulher jovem que vinha ao meu encontro me cumprimentar — Eu sou a Manuela, a chefe, pra ser mais exata, a cozinheira dessa mansão. 

     — Oi, eu sou Mia, Mia Collins, vim para a entrevista - entreguei meus documentos e meu curriculo para a mesma, que logo o pegou e me convidou para se sentar em um dos sofas. 

      — Mas que casa grandona! Parece até um castelo - não me contive e deixei escapar, afinal, aquela casa era realmente muito grande, facilmente caberia mais de mil planetas Jupiters ali dentro. 

     — Ae - comentou Manuela — É uma coisa elegantissima - ela se virou para mim e me olhou com ternura. 

     — E não é um, nem dois ein, são três - comentou fazendo a numeração com os dedos — So pra você se acostumar com a ideia.  

     — O show? - perguntei curiosa
 
     — Ai se você visse o show que acontece por aqui - respondeu e passava a mão pela testa com o gesto de cansada. 

     — Eu já fiz shows pra mais tá, eles ficam assim, babando por mim - pus a mão na minha cintura  enquanto encarava a mulher a minha frente com uma expressão de sedutora, e a mesma me encarava com um riso entre os labios. 

     — E mais uma coisa muito importante - disse se aproximando de mim e apontando o dedo em meu rosto — O Bruno é intocável - concordei com a cabeça, não fazia ideia de quem era Bruno — Esse homem é o meu bombonzinho. 

     — Não se preocupe minha filha. Nem eles me tocam e nem eu toco neles. - sorri simpatica para Manuela que logo em seguida fez questão de me envolver em um abraço bem apertado. 

    Ouvimos passos e um pigarreio atrás de nos duas e demos um pulo de susto, fomos pegas de supetão e não esperavamos que alguém estivesse espiando nossa conversa. 

     — Essa é a nova babá, Bruno - então esse era o partidão da Manuela, cumprimentei o suposto Bruno, que em seguida apertou minha mão — E eu to te vendo, estou observando tudo - disse enquanto se retirava da sala e caminhando para um local ainda desconhecido por mim. 

     — A-A senhora foi indicada? - perguntou. 

     — Exatamente, olha aqui o meu curriculo - entreguei a pasta que Manuela deixou encima da mesa antes de se retirar para ele.

     O homem de cabelos grisalhos encarava o meu curriculo com uma expressão rigorosa, aquela que me causava uma tremenda tremedeira na barriga. Estava com medo da sua resposta e até mesmo sobre o que ele acharia da minha falsa experiencia, já que eu e Duda supostamente sabotamos o curriculo com informaçoes de outra candidata. 

      — São suas referencias? - perguntou. 

     — As medidas? Então, o busto a mesma coisa mas já tá certinho sim - respondi entre risos. 

     — Essas são as recomendaçoes dos seus patroes? - perguntou enquanto me encarava confuso. 

     — Não, mas eu posso pedir lá na Chicago, tá? - respondi e logo fui pega com uma expressão de surpresa e curiosa do mesmo. 
 
     — Voce já trabalhou em Chicago? 

     — Sim. O senhor conhece? - perguntei curiosa, nunca havia conversado com alguém que frequentasse a Chicago. 

     — Eu adoro - comentou 

     — Eu imagino - respondi — O senhor nunca me viu por lá ? - perguntei, nesse momento minha curiosidade estava tão alta que era capaz de ter matado um gato. 

     — Não, nunca vi não. Chicago é muito grande. 

     — É mais pelos espelhos, é so a sensação - ri com o meu comentário. 

     — Mas você tem experiência com crianças? - perguntou. 

     — Não, esse tipo de show eu não faço - afirmei.

     — Bom, imagino que goste de crianças, não? 

     — Não meu senhor, eu já disse que não - aumentei o tom de voz — E olha so, eu vou dizer uma coisa, isso não é so um pecado,é um crime e eu vou denunciar. - digo enquanto me retiro o mais rapido possivel da presença desse pedofilo. 

    Estava pronta para meter o pé daquela casa e nunca mais botar os pés dentro daquilo mas sou impedida por um garotinho que aparentava ter entre quatro ou cinco anos, que se escondia atrás de uma mesa que mais parecia um banquete real. 

     — Oi meu amorzinho - me abaixei para ficar na altura da criança, que não foi muito difícil já eu possuía apenas 1,59 de altura. O menininho se encolhia ainda mais quando eu chegava perto dele — O que foi? O que você tem? - ele se encolheu mais ainda escondendo seus rostos entre as mãos — Ih, o rato comeu sua língua, é? - brinquei. Nesse estante o menino que ainda é um desconhecido para mim me encarava com os olhinhos brilhando e fazendo negação com a cabeça em sinal de não — Não vai me dizer o seu nome então? - mais uma vez ele balançou a cabeça em sinal de negação — Eu sou muito boa em adivinha, sabia? Se você fizer mimica comigo eu irei acertar - menti.

    E nossa brincadeira começou assim, ele fazia gestos estranhos e eu chutava qualquer nome que viesse na minha mente, e depois de mil tentativas falhas 

    — Já sei, seu nome é Sergio? - perguntei para o menino que segundos atrás me deu as costas e eu pude visualizar em sua camisa de futebol de um time que - acho eu, que seria o Real Madrid, já que a camisa é branca e azul, mas eu não acompanho muito o futebol europeu, na verdade, acompanho o futebol brasileiro, e torço para o Flamengo, sou uma Flamenguista doente de coração - assim que perguntei se o mesmo se chamava Sergio, ele pulou de alegria e isso era um confirmamento que finalmente eu teria acertado seu nome. 

    — Aaaaah, eu acertei - me levantei e bati palmas para mim mesma e dava leves saltos — Ala bim ala ba ala bim bum bá - cantei minha comemoração que costumava fazer quando criança — Eu sou Mia, muito prazer - puxei Sergio para mim e o abracei e logo fui surpreendida por um abraço bem apertado que o menino fez questão de me retribuir — Quantos anos você tem coração? - Sergio fez cinco com os dedinhos — Tudo isso anjinho? - perguntei enquanto afastava levemente Sergio de mim e fazia cosquinha na sua barriga. 

     — Eu vejo que a senhora é uma babá profissional - me assustei com a voz repentina, mas tranquilizei - me assim que vi que se tratava de Bruno, o governanta da casa. 

    — Então o senhor estava falando lá dentro sobre babá? perguntei enquanto erguia Sergio no meu colo. 

    — Sim - afirmou — O que estava pensando? - perguntou. 

    — Poxa, é que minha cabeça anda uma bagunça. - soltei um breve riso tentando tranquilizar a situação, ele estava falando sobre babás e eu boba com a mente voltada pra Chicago. 

     — Então so falta o senhor Sergio Ramos fazer a entrevista amanhã e está pronto. 

     — Ah, sim, obrigado.  

     — Você não é uma babá de verdade. - disse enquanto bebia uma xicara de café e me encarava. 

     — Como assim não sou? - perguntei enquanto colocava Sergio no chão, e o mesmo subiu as escada correndo saindo do nosso campo de visão. Eu tentava transparecer tranquilidade em minha face, que nessa hora já devia estar vermelha de vergonha. Mas o meu corpo entregava, eu estava tremendo que mal conseguia me manter em pé. 

     — Eu fui criado na rua, e eu sei  perfeitamente as intenções de pessoas como você. 

     — Como assim pessoas como eu? - perguntei com medo do rumo que aquela conversa tomaria — Olha aqui, eu não sou nenhuma ladra, olha essa carinha de quem roubaria as coisas dos outros, ein - apontei para o meu rosto com a melhor expressão que consigo passar — Eu não tenho todas essas experiências, e muito menos trabalhei em outros países. Mas eu realmente preciso desse emprego, Bruno - implorei com as mãos para que ele me entendesse — E como você foi criado na rua, vê se me entende, vai, as coisas não estão fáceis. E eu preciso desse emprego, estou quase indo direto pro olho da rua, tenha compaixão, por favor. 

      — Tá bom, senhorita Collins - comentou finalmente cedendo me uma oportunidade. 

     — Mas de qualquer maneira, você não dura aqui nem duas semanas - disse com um ar superior - As crianças irão fazer seu trabalho. Nenhuma babá aguentou mais de duas semanas nessa casa. 

    Poxa, mas por que será? As crianças são tão bagunceiras assim? Ou a poeira é mais em baixo? Não sei, mas estava a fim de descobrir.

     — Faz a apostar que essa eu ganho - disse entrando no seu jogo. 

     — Apostado, senhorita Collins - estendeu me a mão e eu apertei em um sinal de "que os jogos comecem" 
 
     Eu não costumo contar vitoria antes da hora, mas eu já me sentia vitoriosa nessa batalha, não só porque sou uma pessoa extremamente competitiva, mas sim, por aquele menino, o Sergio, aquela criança me transmitiu uma energia tão boa, me fez se sentir familiarizada, mesmo estando tão longe da minha família. Em duas semanas esse cargo será oficialmente meu, disso eu tenho certeza. 

Sergio Ramos point of view

Ultimamente andava muito ocupado devido aos jogos, e como se iniciava a nova temporada das Champions. O treinamento era ainda mais pesado, e o foco de todo o time era o mesmo: Sermos campeões.

Como havíamos terminado o treinamento no CT, ficávamos sentado na grama descansando e jogando conversas fora. Enquanto conversávamos, alguns meninos foram embora para sua residência. E o tempo passou tão rápido que nem havia visto que só sobrava eu e mais alguns garotos do time. 

— Depois de amanhã é quinta feira - Comentou Isco enquanto encarava eu e Toni, já que estávamos todos juntos na boate quinta passada. 

— E o que significa? - Me fiz de sonso, sabia muito bem no grande significado que as quintas feiras teriam a partir de agora. 

— Significa que depois de amanhã ela dança, e eu espero todos vocês lá. - Respondeu Isco e logo seguida ouvi um confirmamento de Toni que já deixava claro que iria. 

Nesse meio tempo, não apareci mais na Chicago, travava uma batalha comigo de ir ou não àquela boate. Não podia deixar que me vissem ali, o que iriam dizer? Já podia vê notícias em todos os jornais, tablóides e sites de fofocas sobre o acontecimento. O que já era de se esperar, confesso, os jogadores são os que mais frequentam esses locais, mas eu tinha uma reputação a zelar, era um homem responsável e ainda por cima, tenho que servir de exemplo pros meus três filhos. 

A vontade que eu tinha de vê novamente aquela dançarina era desmedida. Lia me afetou de tal forma e agora eu só penso em te lá para mim. Só pra mim. Pensei em comentar com os meninos e marcarmos de nos encontrarmos hoje novamente na Chicago, mas talvez eu devesse ir sozinho. 

Levantei me pegando minha mochila com meus pertences e minha garrafa de água, me despedi dos garotos que insistiram para que ficasse mas inventei uma desculpa qualquer. Saí do CT rumo ao estacionamento onde peguei meu carro e sai pelas ruas de Madrid. Andei por alguns quarteirões em volta da boate lutando comigo mesmo para me vê longe dali. Fazia tempo que eu não me permitia ter algo com uma mulher. Talvez pelo meu trabalho que ocupava tempo demais ou talvez, pele meu rompimento com minha ex esposa. Encostei a cabeça na janela pensando se deveria ir embora dali, mas meu corpo é traiçoeiro, fez exatamente o contrário. Ajeitei meu uniforme que nem havia trocado e saí do carro em direção a entrada. Paguei a entrada e fui à procura daquela mulher. 

Hoje a boate estava menos movimentada do que quinta feira passada. É claro, quem frequentava boates em plena quarta feira? Balancei a cabeça e afastei os pensamentos. Segui para o enorme balcão central e comprei algumas doses de de uísque e me sentei por lá mesmo. Algumas mulheres estavam dançando mas eu não pensava em nada a não ser a Lia, nenhuma mulher se comparava a ela. 

Havia avistado Eduarda, a garota que se encarregava em cuidar da carreira da Lia ali dentro. A mesma que havíamos procurado na quinta anterior para vê se conseguiamos informações da dançarina, e como eu não consegui nada, ofereci uma boa quantia de dinheiro em troca de que ela me aproximasse da dançarina, mas a mesma não saí com clientes. Logo me aproximei da mesma que estava de costa servindo drinks aos clientes. 

— Boa noite, Eduarda. Você podia me dizer se a Lia vai se apresentar hoje? - perguntei a morena que logo se virou na minha direção. 

— Lia não se apresenta hoje, os dias dela são somente quinta. 

— Certo, Eduarda. Obrigada, você me salvou de esperar a noite inteira aqui. - falei com meio sorriso, havia ficado desapontado por ter ido lá e não ve lá. Minha cara não escondia, e ela percebeu isso. 

— Escute, Senhor... 

— Sergio, Sergio Ramos - disse. 

— Bom, Sergio. Lia ensaia toda quarta, as 18:40. A boate fica aberta nesse horário, dá uma passada aqui e você consegue vê lá. 

— Você me ajudou muito, é serio. Realmente, obrigada - sorri para a mulher que me deu a melhor notícia do dia. 

Eduarda me lançou um sorriso que imediatamente retribui, e logo em seguida me despedi saindo dali, indo em direção à minha casa. 


 



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