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História Physics - Capítulo 2


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Notas do Autor


>>a imagem do capítulo não tem ligação com o título<<

primeiramente, a leitura pode ficar um pouco confusa, desculpa.
segundo, eu quis fazer um maior, só que a minha criatividade estava pouca kk
terceiro, eu vou colocar o que significa cada termo astronômico/astrofísico que aparecer no capítulo.

boa leitura, espero que gostem.
two kisses in your ass

Capítulo 2 - Paralaxe Estelar


Fanfic / Fanfiction Physics - Capítulo 2 - Paralaxe Estelar

Paralaxe estelar é utilizada na astronomia para medir a distância das estrelas. Sua alusão histórica foi designada pelo movimento da terra em relação as estrelas, fazendo parecer que os astros se movem.

John desejou não ter acordado naquela manhã. Sua cabeça doía como nunca e seu corpo aparentava estar em um estado de inércia, não queria se dar ao trabalho de sair de sua preciosa cama e encarar a triste e fria realidade. Seus músculos pareciam tão relaxados e entregues ao conforto de seu colchão, que se recusava a mover-se. “Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso. Ah não ser que uma força resultante aja sobre esse corpo“ Talvez com esse pensamento ele justifique sua preguiça.

O acobreado planejava não sair de casa até segunda, já que as dores causadas pela ressaca não iriam embora tão cedo. “Não deveria ter bebido tanto”. Logo lembrou-se da noite passada, dos amigos, da cerveja e dele. Sua mente o levou para o ontem, para aquele instante e naquele lugar, que John vira aquele rapaz de olhos tão atrativos e tão perfeitos. O Lennon com certeza nunca iria se esquecer daqueles olhos. Balançou a cabeça e se recompôs, não poderia deixar-se ser levado mais uma vez por um sentimento incerto. Não de novo.

Como as janelas do seu quarto possuíam cortinas, a luz solar não foi um problema para o mesmo, que jogou as cobertas em cima de seu corpo e decidiu permanecer lá. Seu telefone tocou, e assim como na noite anterior, atendeu com certa impaciência. Era George.

O quê?

Caralho, você tá' bem? Minha cabeça tá doendo muito.   

"Por que será, não? E eu tô' bem.

"Pelo visto gostou de sair conosco ontem, né? 

"É, até que não foi tão ruim...

Suas memórias daquele rapaz voltaram como um flash. Ele com certeza foi o único motivo de John continuar ali. Admirá-lo como se fosse a mais bela estrela que já tinha visto e estuda-lo com o olhar. Tão repentino, mas tão espontâneo.

John, porra!

O que foi?

Eu estava dizendo que pretendia sair mais tarde, aproveitar um pouco.

Não dá, cara, eu tô' morrendo aqui, nem levantei da cama.

Ah, tudo bem. Melhoras, bro. Até.

Desculpa. Se cuida e... Você e o Ringo fizeram alguma coisa ontem? Sabe que eu apoio...

Parou de falar quando percebeu que o Harrison havia desligado a ligação. Apenas riu com o ocorrido e descansou o aparelho na cômoda ao lado da cama. A solidão o fazia refletir sobre diversas coisas, seu passado e como isso influenciava em sua vida atual. Seus dois maiores amores, astronomia e física, sempre foram sua maneira de se divertir e passar o tempo. Então, por que agora um homem que nunca tivera contato antes (fora as trocas de olhares) estava invadindo sua mente e tomando posse de seus pensamentos? O Lennon não conseguia entender o motivo disso. Mas sabia que precisava vê-lo novamente, só não sabia onde. A distância entre eles não poderia ser tão grande.

“1 (uma) unidade astronômica equivale aproximadamente 150.000.000 (cento e cinquenta milhões) de quilômetros, que é a distância terra-sol. Quanto será a distância de UA em relação aos outros planetas?“

As ruas pareciam mais sombrias do que nunca, a temperatura estava baixa a ponto de fazer o acobreado utilizar um casaco antes de sair de casa. “Que se foda a minha ressaca”, era o pensamento que residia em sua mente. Precisava encontrar o garoto de cabelos escuros como a noite e os olhos verdes mais bonitos que já vira. Algo nele atraía John, algo além de suas análises físicas, era algo mais profundo.

– Será que você também estaria me procurando agora? – analisava as pessoas que passavam e colocou as mãos no bolso de seu sobretudo.

Na verdade, John não sabia para onde ir, seus instintos apenas o faziam caminhar a procura dele. Logo constatou o óbvio. “A Choperia!”. Um sorriso surgiu em seus lábios, mesmo havendo a possibilidade do outro não estar lá. O Lennon estava ansioso, a procura do rapaz que o conquistara num piscar de olhos.

Quando avistou a construção já conhecido por si, não hesitou em se aproximar, porém, ao estar bem próximo da porta, parou por alguns instantes, lutava internamente sobre o que iria fazer em seguinte. Entrava ou não? John costumava ser bastante direto em seus objetivos, por que estava tão receoso daquela vez?

– É só entrar – murmurou. – Porra, não é possível que eu esteja me submetendo a isso – puxou o ar com força para seus pulmões e o liberou pela boca suavemente. Resolveu, por fim, entrar.

O local não estava muito cheio, havia a presença de alguns clientes e funcionários dispersos pelo ambiente, nada muito atrativo dessa vez, o que fez o acobreado suspirar. Ocupou a primeira mesa que havia visto e começou a procurar por ele com o olhar, se sentindo frustrado quando não o encontrou. Quando menos percebeu, um garçom estava ao seu lado, com um bloco de anotações em mãos.

– Bom dia, senhor! Deseja algo? – sorriu amigavelmente na direção do acobreado.

– Na verdade, não, estou apenas esperando uma pessoa... – retribuiu o gesto e viu o outro acenar positivamente com a cabeça e se retirar.

O Lennon se sentiu incerto sobre o que estava fazendo, procurando por uma pessoa que mal lembrava o nome e não tem muito conhecimento. John se sentia um idiota. Suas lembranças sempre retornavam para ele. “Mas que porra é essa?” . Quando planejava desistir e ir embora, seu celular vibrou e ligou o aparelho, era uma mensagem do Brian, este que também trabalhava consigo na Universidade. O May era uma pessoa tranquila e atenciosa, John e Brian conversavam poucas vezes, mas isso nunca comprometeu de maneira negativa em sua amizade.

“- George me disse que você estava gostando de alguém, quem é?

John revirou os olhos, é óbvio, tinha que ser o Harrison.

“- Estou gostando de ninguém, Bri.

“- Acredito... Enfim, queria saber se você estava bem e confirmar esse rumor. Quase todo mundo tá acreditando que você tem um crush.

“- Manda o George pra' casa do caralho. E eu tô' bem, sim.

“- Ai, ai Lennon, só você. Adios, nos vemos na segunda!

“- Adios, Bri!

O Professor de física riu com a despedida, Brian conseguia ser bem inusitado em certos momentos. O sorriso que havia em seus lábios foi sumindo aos poucos ao lembrar-se do real motivo pelo qual estava ali, um suspiro escapou de seus lábios e percebeu a idiotice que estava cometendo por um desconhecido. “Ah que ponto eu cheguei

Residiu naquele ambiente por mais alguns minutos antes de desistir e sair daquele local, de fato, John achava que encontra-lo de novo seria extremamente difícil, porém, não impossível. Mas o Lennon estava cansado demais para procurar por alguém. Ainda viu o cartaz anunciando o show do moreno na parede do estabelecimento. Paul McCartney. Um belo nome, tanto quanto a aparência do mesmo. John estava encantado por Paul. Algo rápido demais, o acobreado encarava isso como uma paixonite, logo iria passar, assim esperava.

John conseguia se lembrar perfeitamente de cada detalhe daquele rosto etéreo e se sentia bem com isso.

Lennon estava tão absorto em seus pensamentos que não percebeu a pessoa que caminhava em um sentido oposto ao seu, igualmente distraída. Foi inevitável o choque entre ambos, levando-os a uma queda.

– Ah, me desculpe! Eu juro que não tinha te visto. Perdoe-me! – essa voz lhe era familiar, era doce. John balançou a cabeça tentando esvair-se desses pensamentos.

– Não se preocupe, eu... – o acobreado não poderia acreditar no que estava vendo, era simplesmente inacreditável. Seu coração estava acelerado e havia perdido a eficácia da fala. Era ele. Era Paul. John calculou mentalmente as possibilidades desse encontro ocorrer, e eram praticamente nulas, mas nem sempre ele poderia estar certo.

McCartney estava da mesma maneira, nervoso e sem voz, com certeza lembrava-se do homem da noite passada, que não tirava os olhos de si.

– E-Eu estou bem... Como você está? – questionou Lennon ansioso e inquieto.

– Estou bem, eu acho – queria perguntar mais, falar mais, entretanto, sentia que não poderia, afinal, estavam tendo seu segundo contato, sendo este mais longo que o anterior. – Eu já vou, até! – mas Paul não queria ir embora.

– Espera! – o acobreado pegou seu pulso suavemente. – Na verdade, eu queria falar com você – agarrou-se a uma ponta de coragem, esperava não se arrepender.

– Sim? – seus olhos se conectaram e John pôde ter certeza daquelas borboletas em seu estômago.

– Você... aceitaria sair comigo? – sua ansiedade o deixava aflito quanto a sua resposta. "Porra, John! Acabamos de nos encontrar, é claro que ele não vai...

– Aceito! – o moreno sorria, mas internamente estava com um misto de sensações, não conseguira esquecer o acobreado por nenhum milésimo de segundo desde que o vira. – Aliás, qual seu nome?

– Meu nome é John, John Lennon.

O Lennon sorriu, e que sorriso perfeito. Paul suspirou em felicidade por vê-lo daquela maneira.

– Eu estava te procurando, Paul – falou John após alguns instantes em silêncio.

– Me procurando? – "Eu também estava". – E como você sabe meu nome?

– é, eu... sei seu nome por causa da propaganda da choperia e... eu fiquei lembrando de você toda hora, perdoe-me o inconveniente – pressionava seus dedos contra seu enorme casaco e desviava o olhar envergonhado.

Paul também permanecia no mesmo estado, mas não poderia negar que não conseguia se esquecer do acobreado durante esse curto tempo.

– Uau, estou meio surpreso – riu baixo. – Então, vamos sair da calçada, pode interromper os pedestres, não? – começou a caminhar sendo seguido pelo outro.

John não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, isso ia contra todos as suas teorias, talvez a distância realmente não fosse tão longe quanto imaginava que seria. Agora pensava que Paul era o sistema estelar de Alpha Centauri e John seria o sistema solar, não tão longe mas não tão perto. Ou que Paul fosse a galáxia Andrômeda e o Lennon a Via Láctea.

Seu olhar logo foi tomado pela cabeleira do McCartney, imaginava o quão macio seria tocar naqueles fios, porém, se conteve, achava que o moreno tinha uma má impressão de si por ser tão direto e o convidar para um encontro. Que loucura, não?

John queria poder dizer tudo á Paul, tudo o que pensava desde o momento que o olhou diretamente nos seus olhos verdes, ou quando ouviu sua voz angelical.

Paul McCartney poderia ser comparado com a mais bela estrela que John já vira, ou galáxias ou supernovas (que apesar de indicar o estágio final de uma estrela, não deixava de ser um evento caoticamente belo). Lennon ria com suas comparações, mas, no fundo, sabia que era verdade, McCartney era a pessoa mais perto da perfeição estelar que já conhecera.

E George iria lhe matar quando descobrir que John mentira quando disse que não ia sair de casa.


Notas Finais


Então, é issokk

andrômeda eh a galáxia mais próxima da Via Láctea, com a distância de 2,54 milhões de anos-luz. daqui a alguns bilhões de anos, essas duas galáxias vão se chocar👍

supernova indica o estágio final de uma estrela, que geralmente ocasionam explosões (q são as supernovas)

UA = unidade astronômica

espero q tenham gostado, babies


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