História Pic Toc - Capítulo 26


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Categorias Justin Bieber, Kendall Jenner
Personagens Justin Bieber, Kendall Jenner
Tags Houston Parker, Justin Bieber, Kendall Jenner
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Palavras 3.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


espero que gostem desse POV completo da Houston!!!!

Capítulo 26 - Hope


Fanfic / Fanfiction Pic Toc - Capítulo 26 - Hope

                               Houston Parker

 

                Medi exatamente o contorno do meu lábio e, assim, o preenchi com o vibrante batom vermelho. Eu ainda não havia me acostumado exatamente com essas maquiagens, mesmo depois de um ano. Porém, prefiro mil vezes esconder meu rosto, por mais que seja quase impossível encontrar algum conhecido aqui da minha antiga vida, do que ir plena e com o rosto lavado para satisfazer os clientes. Além do mais, a maioria deles, inclusive Kieran, preferia desse jeito.

                Quando me deparei, eu estava me encarando imóvel no espelho. Balancei minha cabeça, voltando com a minha postura.

                -Hope? Está tudo bem? –Britt perguntou da cadeira ao meu lado.

                Forneci-lhe um sorriso.

                -Esse batom não é lindo demais? –perguntei, mudando completamente de assunto.  

                Antes mesmo de Britt responder, uma morena alta, que eu tenho quase certeza  que se chama Mackenzie, saiu da sala de Benjamin fechando com força a porta e chamando a nossa atenção.  Não demorou muito para ela me localizar e me fitar por alguns segundos.

                -Você mesma. Ben está te chamando.

                Arqueei as sobrancelhas pelo fato de Ben querer falar comigo. Ele nunca havia me dado muita atenção, fui no máximo três vezes à sua sala, e todas as vezes com as outras garotas do meu bloco para ouvir alguma regra nova ou alguma coisa do tipo.

                Levantei-me, olhando mais uma vez para Britt. Ela me fitou com um olhar que carregava uma preocupação tímida, mas que ainda dava para ver que até ela havia achado estranho.  Enfim, deixei de lado todo o receio e fui até à porta, batendo antes de entrar.

                -Queria falar comigo? –perguntei em um tom baixo.

                -Sim. Entre logo. –respondeu com prontidão.  –E feche a porta.

                Assim que fiz o que ele mandou, pude olhar exatamente em seus olhos. Droga, ele tinha um ar tão superior que chegava a me dar medo do que poderia acontecer.

                -Eu não sei se você sabe, mas seu trabalho aqui dentro tem um valor alto.

                -Tem? –perguntei confusa.

                Ele arqueou uma sobrancelha e me olhou, de cima a baixo em lentidão, para ser mais exata.

                -É claro que sim, querida. Normalmente, as meninas que fazem um trabalho bom não sabem. Mas quase sempre são aquelas que vieram poucas vezes aqui. –nesse momento, ele soltou um riso. –Na maioria das vezes.

                Entendi a referencia, e pela primeira vez, me senti um pouco desconfortável. Fazia tempo que eu não me sentia desse jeito, por essas e outras que era até estranho sentir esse frio na barriga e a garganta seca.

                -Mas, Hope, eu não te chamei aqui para isso. Pode ficar tranquila. Por enquanto.

                O encarei com um olhar de desafio.

                -Não? –perguntei, apenas para confirmar.

                -A verdade é que temos outro assunto para tratar primeiro. Talvez depois. –deu de ombros, com uma feição um tanto maliciosa.

                -E qual seria esse assunto?

                Ele bateu a caneta, a qual segurava desde que entrei na sua sala, na mesa algumas vezes em algum ritmo qualquer. Demonstrando que ele estava um pouco ansioso para falar seja lá o que ele precisa falar.

                -Nós temos uma politica que é de informar quando o seu remetente morre, ou em outros casos, assassinado. E esse é o seu caso. Antes que você pergunte, remetente é quem lhe trouxe até nós.

                -Nós você diz “você”, né? –questionei em um tom cínico.

                Ele abriu a boca para falar, mas fechou-a logo depois. Ainda bem que ele decidiu não responder.

                -Enfim, você está livre. Qualquer merda que você fazer ou acontecer com você, a única e total responsabilidade será sua própria.

                Benjamin se jogou na cadeira, como se fosse isso que ele precisava falar e que agora eu poderia sair. Mas eu tinha tantas perguntas que sair pela porta naquele momento era a ultima opção.

                -Livre você diz que posso ir embora?

                Ele gargalhou alto, como se eu tivesse falado alguma piada.

                -Livre quer dizer que alguém pode te comprar. Apenas isso. Mas se eu fosse você nem começaria a criar expectativas, já que é difícil alguém comprar uma puta particular.

                -Então continua tudo igual... a única diferença é que alguém qualquer pode chegar e pagar um preço por mim pra eu ir embora com ele. Isso?

                -Ainda bem que entendeu. Aliás, às vezes pode ser “ela.”

                Assim que terminou a frase, se levantou e andou em passos lentos até mim. A cadeira em que eu estava sentada era de frente para sua mesa, porém havia um grande espaço entre a cadeira e a mesa. E foi nesse exato espaço que Benjamin colocou todo o seu corpo diante de meus olhos em uma mínima distancia.

                -Agora podemos resolver o outro assunto. –disse com seus dentes cerrados enquanto pegava meus cabelos atrás da nuca. Assim que os teve na mão, apenas precisou de um puxão para deixar meus olhos rentes aos seus.

                -Finalmente. –falei, tentando parecer o menos forçada possível.

                Ben sorriu e aproximou-se de mim.

                -É verdade que putas não beijam? –sussurrou em meu ouvido.

                Olhei para sua nuca, que ficou toda arrepiada quando soltei o ar quente da minha boca em sua pele.

                -Descubra. –sussurrei de volta.

                Não precisou de nem mais um segundo. Sua boca grudou em meus lábios em um só movimento. Sentir sua língua na minha foi até que bom em alguma parte do beijo. Até que as coisas começaram a esquentar. Suas mãos começaram a deslizar pelo meu corpo que só estava coberto por uma mini saia, a qual ainda proporcionava visão da polpa de minha bunda, e um cropped de seda. Mas duvido que se continuássemos nesse ritmo eu ainda estaria com aquela roupa depois de mais um minuto.

                -Chefe... Ah, desculpa.

                Reconheci a voz automaticamente, e virei-me para olhar Kieran. Ele, mas do que obvio, ficou desconfortável quando viu que era eu quem o chefe estava pegando naquela hora.

                -Tudo bem, Kieran. Só fecha a porta. –disse Ben, ofegante e já voltando a beijar meu pescoço.

                -Na verdade, chefe, eu ouvi pelo rádio que as meninas do novo bloco começaram uma rebelião. Acho que não se acostumaram muito bem com a estadia.

                -Ah porra! –exclamou Benjamin, que logo se desfez de mim, com a menor delicadeza, e correu até a porta. –Vem comigo, Kieran.

                -Estou logo atrás de você. –afirmou.

                Olhei de relance para aqueles olhos verdes, os quais não desgrudaram de mim em nenhum momento.

                -Você está bem?

                Arrumei a alça do cropped e limpei um rastro de saliva que havia ficado ao redor da minha boca.

                -Você não foi o primeiro a me perguntar isso hoje. –respondi.

                -Ah é? E você respondeu das outras vezes?

                Dei de ombros, deixando claro que não.

                -Eu preciso ir lá. –disse em meio a uma risada. –Nos vemos mais tarde?

                -Te espero lá. –respondi, maliciosa.

                Com essa resposta, Kieran saiu da sala e me deixou sozinha no meio daquele escritório. Olhei para a cadeira que eu estava sentada minutos atrás, e decidi que eu ficaria ali por mais algum tempo. Na verdade, eu não sabia se era para eu esperar por Benjamin ou se era para ir até na boate. É, pensando melhor, acho que seria uma boa ir até na boate. Eu não estava muito a fim de transar hoje, então se eu tivesse sorte, eu só precisaria dançar.

                Levantei-me novamente da cadeira. E quando eu estava prestes a sair da sala, um som ecoou pelas quatro paredes de cor cinza concreto. O celular de Ben estava ali, e melhor, havia acabado de receber uma notificação.

                Voltei alguns passos para trás, sem tirar os olhos do camarim, a única entrada que dava até aqui. Ainda bem que não havia mais nenhuma garota se arrumando. Enfim, cheguei até à mesa e procurei pelo celular mais do que depressa. E juro que não foi difícil. A primeira gaveta que eu abri estava ele. Mas, infelizmente, havia senha e eu estava impossibilitada de vasculhar um pouco mais sobre Benjamin Walker. Por outro lado, a notificação que havia acabado de chegar ainda era visível na tela de bloqueio, e era uma mensagem de um “Número Desconhecido”

              -Agora que Jeremy Bieber já era, quem você acha que será o próximo? Não quero que minha família me encontre morto em uma porra de uma banheira!

             Eu li e reli aquela mensagem várias vezes, tentando processar o que estava escrito ali. Era mesmo o Jeremy Bieber? O cara que praticamente estragou minha vida agora estava morto?  Lembro bem da ultima vez que o vi, ele tinha vindo até aqui ver como eu estava, mas em nenhum momento pediu sexo ou algo do tipo. Ele foi um cara legal aquela vez. Mas isso não muda o fato de ele ter matado meu pai e arruinado toda a minha vida.

            Guardei o celular do jeito como eu achei e fechei a gaveta. Fazia sentido. Jeremy havia me escondido aqui, motivo qual eu não sabia. E ele era o meu “remetente”. Ele quem me trouxe aqui e tinha posse de mim. Agora que ele foi morto, eu estava livre para ser comprada. Além do mais, Jeremy estava sendo caçado, e aparentemente, alguém ou algo continua caçando pelo jeito que a mensagem foi escrita.  O que isso leva a outra questão. Benjamin e Jeremy estavam  no mesmo barco. E esse número desconhecido é a única ligação que eu tenho até agora entre eles.  Por que diabos eu não sabia desse negócio de remetente antes? Eu poderia ter tantas outras respostas, as quais agora eu terei que ignorar ou ir atrás.

           Saí do escritório e andei até o bloco de quartos, onde encontrei com algumas garotas injetando heroína no chão do corredor.

           -Ei Hope, é a ultima dose. Vai querer?

            Engoli em seco e adentrei o meu quarto, fechando a porta atrás de mim. Eu estava perdida demais para ao menos, me esforçar em responder a garota. Joguei-me na cama e encarei o teto. Nesse exato segundo, passavam mil coisas na minha cabeça mas também eu não conseguia pensar em nada. Era como se um vazio tivesse me preenchido.

           Olhei para o relógio em cima do batente da porta e percebi que faltava mais de meia hora até Kieran vir aqui. Ou seja, ia demorar pra caralho. Virei-me de costas para a porta e coloquei o travesseiro em cima do rosto, tentando encontrar algum meio de pegar no sono. Acho que fiquei nessa durante uns 20 minutos, até a porta ser aberta num estrondo.

                -Por que você não está trabalhando hoje, vadia?  

                -Eu não estou me sentindo bem. –falei abafado por conta do travesseiro tampando meu rosto.

                -Que azar o seu.

                O travesseiro foi retirado na maior grosseria de meu rosto, fazendo toda a luz do quarto e do corredor chicotear nos meus olhos.

               -Me deixa em paz Elliot. –tampei meu rosto com as duas mãos.

               -Tem um cliente novo que quer te conhecer. E agora que você pode ser vendida, você é obrigada a ver todos os clientes que pedem por você.

                -Porque um cliente novo quer me ver?

                -Eu também não sei o que alguém iria querer com você. Vamos lá.

                Senti a ofensa fantasiada entre as linhas da frase de Elliot, mas ignorei em compensação à minha paciência. Levantei da cama e dei uma encarada no rosto cômico desse guarda que parecia mais um tanso vestindo uma farda, e sai do quarto em direção à boate.
                                -Ele está no quarto 201.

                -Tanto faz. –o respondi de qualquer jeito.

               Andei em passos pequenos até na boate, tentando achar Kieran pelo meio do caminho. Até peguei o trajeto que passa pelo saguão principal, lugar que só posso passar por emergência ou pedir ajuda para alguma coisa,  mas ele também não estava lá. A partir dai comecei a torcer para que ele esteja cuidando da boate. Desci as escadas e avistei a grande porta de seda roxa, onde havia dois guardas em cada lado dela, mas nenhum deles era quem eu queria. Ok, Kieran simplesmente sumiu.

               -Atrasada, não? –um deles perguntou em tom de brincadeira quando cheguei mais próxima.

               -E a sua mãe? Já terminou de dar para o vizinho?

               -Cala a boca, sua puta imunda.

                Dei as costas para a porta e a abri com a perna, mantendo contato visual com aquele cara que eu sempre havia visto por aqui mas que eu nem fazia ideia de seu nome.

                -Foi a mesma coisa que ele disse quando a sua mãe gemeu.

                 Ele foi partir para cima de mim, mas se conteve quando lembrou que os guardas não podem encostar um dedo sequer nas garotas. Era outra politica daqui, a qual obrigava a manter o meu relacionamento com Kieran em segredo. Se Ben soubesse, eu não quero nem imaginar o que poderia acontecer.

                  Adentrei a boate, onde de fato a música invadiu meus ouvidos. Por mais que ela não fosse muito alta, era o suficiente para você entrar em um clima de “tesão”. Principalmente quando você olha para a pista de dança e observa as meninas dançando semi ou até mesmo nuas. Inclusive, Candy estava lá agora, descendo pelo cano e trançando sua perna no alto para ficar de ponta-cabeça. E é obvio que vários homens, os quais observavam, começaram a jogar várias notas de dinheiro no chão do palco.

                  -Ei Hope, você viu a Mackenzie? –uma menina me parou, parecendo bem preocupada.

                  -Eu a vi quando estava me arrumando. Ela tinha acabado de sair da sala de Ben.            

                  A menina colocou a mão na testa, agora parecendo mil vezes mais preocupada do que antes.

                  -Merda. –resmungou.

                  A garota saiu andando até a saída. Digo, ela saiu praticamente correndo.  A olhei enquanto podia, e acabei percebendo que essa garota dormia no quarto ao lado do meu. Parecia que era bem jovem, diferente de Mackenzie. De qualquer jeito, esse não era o meu foco.

                 Cheguei até os quartos e procurei o 201, o qual já estava com a placa de ocupado. Ótimo, ele é novo e provável nunca ter ido a uma casa de prostituição antes para saber que se coloca a placa de ocupado depois que a mulher entra. Todavia, adentrei o quarto e fechei a porta, observando o homem sentado de costas para mim na cama. Já aproveitei e tranquei a porta, outra politica daqui. Sempre satisfazer o cliente com a porta trancada.

                 -Na próxima, amor, deixa que eu coloque a placa de ocupado. –falei, forçando a voz para parecer mais rouca e sensual.

                O homem não respondeu nada, só continuou a puxar do baseado que seus dedos serviam de apoio para segura-lo.  Aproximei-me dele e nesse momento, percebi uma tatuagem em seu corpo, algo ali desenhado me pareceu familiar. Mesmo assim, taquei a chave ao seu lado no colchão.

                -Você já deve me conhecer... –comecei.

                Ajoelhei-me atrás dele e deslizei suavemente minhas mãos pelos seus ombros, até chegar ao abdômen, que por sinal era bem definido.

                -Parker.  –a voz rasgada cortou-me.

                -Desculpe? –perguntei, agora já começando a estranhar a situação.

                -Eu te conheço melhor do que ninguém.

                Justin Bieber colocou-se de frente para mim, olhando diretamente para os meus olhos. Ele umedeceu seus lábios e esvaziou todo seu pulmão.

                -Admito que se escondeu bem aqui. Foi difícil de te achar.

                A minha boca se abria em vários tipos de formas diferentes. Eu simplesmente não acreditava que aquela cena era real.

                -O que você está fazendo aqui, Justin? –foi a única coisa que saiu de mim.

                Ele sorriu, me deixando mais confusa ainda.

                -Te levando de volta para casa.

                -Eu não tenho mais casa.

                Sai de perto dele, indo para longe da cama.

                -Houston...

                -E meu nome é Hope agora. –o cortei de imediato.

                -Olha que irônico, a sua esperança está aqui agora.

                Meus olhos começaram a encher de lagrimas, sendo que eu havia acabado de entrar no quarto.

                -Você acha que isso aqui é alguma piada?! O que você está fazendo aqui, porra?

                Por um momento, vi seu corpo estremecer. Eu nunca imaginaria colocar medo em Justin.

                -Eu voltei para te buscar Houston. Você e o nosso filho.

                -O quê?

                Arqueei as sobrancelhas.

                -Você não os deixou pegar, né?

                -Justin, do que você está falando? Que filho?

                -Você não lembra do que aconteceu na festa da Dorothy?

                Quando ele disse esse nome, uma bomba de lembranças veio em minha mente. Durante todos esses meses eu tentei esquecer e superar minha vida passada na Califórnia, mas todo esse esforço pareceu virar uma ilusão.

                -Eu não tenho nenhum filho. Eu não sei do que você está falando. Na verdade, eu acho que você ficou louco e eu também acho que você precisa voltar para casa.

                -Eu não vou embora sem você. –disse.

                Virei-me de costas para ele, decidida que eu sairia daqui. Andei apressada até a porta e tentei abri-la, e assim que a fechadura emperrou lembrei que eu havia deixado a chave ao lado dele. Merda, como eu sou burra.

                -Acho que você quer isso aqui.               

                Olhei para Bieber, o qual estava com a chave na mão.

                -Sim, por favor.

                Quando fui até na cama, ele levantou sua calça junto com a cueca e jogou, em um movimento rápido, a chave ali dentro.

                -O que você está fazendo?! –indaguei, nervosa.

                -Se você quiser a chave, vai ter que pegar.

                Ele abriu mais suas pernas, me deixando exatamente no meio.  Seu olhar desceu até seu membro intimo, fazendo um sinal de como se estivesse me desafiando para pegar a maldita chave.

                -Eu não vou cair nesse seu joguinho estupido. Ou você me dá a chave ou...

                -Ou o que? –me cortou, mais uma vez. –Eu paguei para te comer, eu tenho o direito de fazer o que quiser com você aqui. Pegar uma chave na minha cueca não é muita coisa comparado ao que você já fez aqui, não é?

                Bufei alto, me afastando dele. Fui até na cadeira que havia próxima da parede de cor vinho, e me joguei ali. O que caralhos estava acontecendo aqui? Justin estava ali, na minha frente, me fitando com um olhar semicerrado. Depois da porra de um ano inteiro, ele surge do nada dizendo que quer levar eu e “meu filho” para casa. Definitivamente isso é um sonho.

                -É o seguinte Justin.

                -Hum? Diga Houston.

                -Hope. –o corrigi.

                Ele riu cinicamente, me dando mais raiva ainda.

                -Eu não vou com você. Nem hoje, nem amanhã, nem depois de passar mais um ano. Então, não adianta voltar aqui. Nunca mais.

                Ele assentiu com a cabeça, parecendo compreender cada palavra.

                -E por que não?

                Apoiei meu queixo no braço, olhando para Justin que estava há alguns metros de mim.

                -Porque eu já construí uma vida aqui.

                -Isso aqui você chama de vida?! –questionou.

                -Tenho certeza que tenho mais vida aqui do que em Villa Park. Todos já devem ter me esquecido ou pensado que estou morta. Do que adianta voltar agora?

                -E importa o que eles acham? A real é que eu sei que você está viva e eu não vou me perdoar se você continuar aqui, sendo obrigada a todas essas baixarias.

                -Então isso tudo é porque você não se perdoa?

                Ele negou com a cabeça, parecendo logo arrependido.

                -Eu não quis dizer isso.

                -Sei. –revirei os olhos.

                O som baixo vindo da boate era a única coisa que soou pelo quarto durante algum tempo. Parecia que nem eu muito menos Justin tinha coragem de falar o que pensava depois de toda essa cena.

                -Seria muito pedir para você vir comigo? –sua voz saiu tão rouca que quase não ouvi direito.

                -Espero que algum dia você me entenda. –respondi, já sentindo o nó na garganta se formar.

                Me levantei e andei, sem tirar um segundo sequer meus olhos dos deles. Cheguei até seu corpo, o qual estava incrivelmente quente, e o puxei pelo braço para levantar. Ele logo se levantou, ficando alguns centímetros razoáveis mais alto que eu . Passei minha mão pelo zíper da calça e o abri, depois formei uma pequena passagem pela cueca com um dedo e com a outra mão fui em busca da chave. A partir do momento que toquei seu membro, ele puxou meu rosto com seu polegar e me deu um selinho. Foi demorado o suficiente para até eu me perder nos pensamentos e esquecer o que eu estava fazendo.

                O selinho logo se transformou em um beijo calmo e lento, que foi aumentando a intensidade. Até alguém bater na porta.

                -Faltam cinco minutos.  –uma voz soou do outro lado.

                Desfizemo-nos do beijo, sem antes de ele me dar mais um selinho.

                -Eu não vou te deixar aqui Houston. Eu simplesmente não posso.

                Ele segurou minhas duas bochechas e colou nossos rostos, fazendo a ponta do meu nariz encostar ao seu.

                -Por que não? –sussurrei, ainda de olhos fechados.

                -Aqui é perigoso. E receio que daqui há pouco isso aqui não existirá mais.

               Engoli em seco, tentando transparecer que isso não havia me preocupado. Enquanto isso, tirei minha mão de dentro da sua cueca e cheguei uns dois passos para trás. Justin falaria qualquer coisa para ter o que quer.

                -Até mais, Bieber.

                Mostrei a chave na palma da minha mão, fazendo isso ser uma despedida tão clichê que chegava a dar enjoo. De qualquer forma, andei até a porta e a destranquei. Olhei para trás, onde Justin ainda estava no mesmo lugar. O permiti ao menos um sorriso, um tanto quanto forçado. Eu não estava alegre e não tinha nenhum motivo para sorrir. Eu apenas achei que era certo aquela hora. Na verdade, Justin me fazia sorrir. Porém, dessa vez, eu quis chorar. 


Notas Finais


Até a próxima!


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