História Pictures of you - Capítulo 22


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Categorias Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo, Lisa, Rosé
Tags Chaelisa Jensoo
Visualizações 185
Palavras 2.193
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei pra crlh kkk mas queria acabar a outra fic pq tava ficando mt apertado rsrs, espero q ainda tenha leitores aq...

BOA LEITURA MORES

Capítulo 22 - He's dead


Fanfic / Fanfiction Pictures of you - Capítulo 22 - He's dead

  

 Lisa  

Eu estava com raiva, e com medo. Ele pode estar certo. Ela vai se cansar de mim, ou eu vou fazer algo bem estúpido e ela vai me deixar. Eu nunca entendi o porquê de ela estar comigo afinal. Caramba, ela já me garantiu que me ama. Como eu ainda tinha dúvidas? Eu era uma idiota, ou por desconfiar, ou por acreditar que ela me ama. Eu estava confusa, e agora com dor de cabeça. Percebo que fiquei com o copo de bebida na mão esse tempo todo. Eu engulo o choro e bebo todo o resto, deixando o copo na mesinha em seguida.   

Meu celular apita, há um e-mail novo, mas eu me distraio com a foto de papel de parede. É de Rosé dormindo. Ela é tão linda, tão serena e preciosa. Eu era a garota mais sortuda do mundo. Acho que era por isso que eu era tão insegura. Ela era boa demais pra mim.   

Ouço resmungos do lado de fora, mas a porta está fechada. Espero que não seja algum casal tentando ficar sozinhos. A porta se abre e eu estou pronta pra expulsar quem quer que seja, então Nick entra no quarto.  

-Ai está você. -Ele diz, e seu tom não disfarça seu descontentamento.  

-O que você quer?  

Eu detesto a presença dele, me dá calafrios e asco. Eu me levanto, pronta para mandar que ele vá embora logo. Por que ele ainda está aqui?  

-Eu quero de volta o que você tomou de mim. Rosé devia ver que você não é boa pra ela.  

-Eu estou cansada dessa merda. -Eu me irrito. -Você não sabe nada sobre nós. Quem você pensa que é pra dizer o que é bom pra ela? 

-Eu sou o melhor amigo dela. -Sua voz está baixa, quase como num rosnado. -Desde que você apareceu ela me esqueceu completamente. Mas eu vou acabar com isso e ela vai voltar pra mim. -Ele sorri, e eu finjo que isso não me afeta.  

-E o que você vai fazer? Mais uma das suas armadilhas com alguma ex dela?  

-Não, eu estava pegando muito leve.  

Nick passa a mão no cabelo, empurrando as mechas escuras e espessas para trás, mas o mesmo retorna para seu rosto, cobrindo ainda mais seus olhos. Ele parece assustador. 

Eu olho acima de seus ombros, a porta está praticamente fechada. Eu quero sair daqui. Meu cérebro está apitando, me alertando de que não é uma boa ideia ficar sozinha com ele. Eu me afasto da cama, assim indo um pouco em direção a mesinha onde o abajur treme quando eu encosto. Era pra ser um movimento que ele não percebesse, mas ambos estamos em silêncio.  

-Eu sei que ela ainda te quer por perto. -Digo, tentando distraí-lo.  

Nick dá um passo para frente e eu paraliso.  

-É, talvez você esteja certa. -Eu quase suspiro de alívio. -Mas você não vai mais nos atrapalhar.  

Então ele avança na minha direção, eu tento inutilmente correr, passar por ele e chegar até a porta, mas ele agarra meu cabelo e me puxa com força. Eu gemo de dor, e minhas costas e minha cabeça batem contra a parede. Eu fecho os olhos, sentindo o impacto. Eu os abro e Nick está sorrindo pra mim.  

-Mas que falta de educação, eu ainda não acabei. -Sua voz se mistura a sua risadinha.  

Eu tento alcançar algo e meus dedos tocam o abajur. A adrenalina corre pelo meu corpo, eu tento bater no rosto dele com o objeto, mas a tomada impede a maior parte do impacto, e tudo o que eu consigo é bater em seu ombro. Ele me olha com raiva e sua mão direita se agarra em meu pescoço com tanta velocidade que penso não ser humana.  

Ele me aperta sem dó, eu automaticamente tento puxar o ar, mas não tenho êxito e eu entro em pânico. Eu empurro seu braço, dou socos e tento me soltar, mas ele me afasta no cumprimento de seu braço e me ergue pra cima. Fecho meus olhos, quando sinto que eles vão sair de meu rosto, e sinto todo o meu sangue preso ali.  

Ele vai me matar. Eu nem sequer tenho força para chutá-lo. Eu agarro seu braço e tento implorar para que ele pare.  

-Solta ela agora. -ouço uma voz, alta, mas é estranha.  

Sinto o ar entrar em meus pulmões desesperados, eu caio no chão e tusso com força. Sinto o sangue circular pelo meu rosto de novo e eu puxo cada lufada de ar com bom grado. Nunca me dediquei tanto para respirar.  

-Você é louco, qual é a droga do seu problema? -Rosé grita.  

-Eu amo você, eu só quero ficar com você.  

-Sai da minha frente, agora. -Ela está muito zangada, e nunca pensei que ela pudesse usar um tom assim com qualquer criatura viva.  

Eu olho para cima, com medo de Nick resolver terminar o que começou. Agarro meu pescoço e acaricio. Está dolorido, como se uma roda de ônibus tivesse passado por ele.  

Nick e Rosé se encaram, ele abaixa a cabeça e passa por ela. Eu sinto raiva. Ela vai deixar ele ir embora assim, simplesmente? Ele vai pagar por ter encostado em mim. Isso não acabou.  

-Meu Deus você está bem? -ela vem até mim e se ajoelha na minha frente. Segura meu rosto e me olha melhor. -Me desculpa, me desculpa. Eu não tenho palavras pra dizer como eu me sinto.  

Como ela se sente? Ela sabia que eu não gostava dele, sabia que me incomodava... Eu não me importava mais se eles eram amigos. Ela não sabia o que eu estava sentindo. Eu pensei que ia morrer. Eu poderia imaginar várias formas em que eu poderia morrer, mas pelas mãos de um amigo ciumento da minha namorada, que na verdade era um maluco psicopata, não era uma delas.  

Eu empurro Rosé, para que ela saia da minha frente e vou em direção ao banheiro. Segurando minhas lágrimas de raiva, decepção e seja lá o que era isso que eu estava sentindo... Eu me tranco antes de vê-la se levantar e vir em minha direção. Minhas costas e minha cabeça doíam, além da minha garganta, agora irritada. 

-Lisa, por favor. Me perdoa. Eu não imaginei que ele pudesse.... -Ela suspira. -Por favor meu amor. Vamos conversar, me deixa te levar ao médico, qualquer coisa. Mas por favor não me ignora. -Ela bate levemente na porta. 

Eu encosto na mesma e me sento no chão. Fecho os olhos, esperando que a dor passe. Me sinto enjoada demais para ficar de pé e procurar algum remédio.  

Rosé continua do outro lado, pedindo e implorando para que eu abra, ou simplesmente responda. Mas eu não consigo. Começo a chorar, as lágrimas rolam sem parar, lágrimas que eu nem sequer sei do que são mais. Se é de raiva, ou por medo de ter quase morrido, ou por minutos atrás eu estar chorando com medo de perder Rosé. Eu levanto os joelhos e descanso minha cabeça nos braços.  

Quero que essa dor passe, mas só parece piorar.  

Depois de um tempo, eu não ouço mais Rosé. Ela deve ter desistido, ou só está sentada, esperando. Espero que não. Eu não sei se quero ver ela agora.  

Há mais uma batida na porta e eu estou prestes a revirar meus olhos e mandá-la ir embora. Apesar de ser a casa dela.  

-Lisa. -Jennie chama.  

Eu me levanto depressa, ignorando a dor de cabeça, abro a porta depressa e encontro minha melhor amiga do outro lado, seus olhos super preocupados. Eu puxo-a para dentro do banheiro e volto a trancar a porta. Pelo canto do olho estou ciente de que Rosé estava de pé a alguns metros atrás de Jennie e pareceu esperançosa quando abri a porta.  

Eu me viro para Jennie e ela me abraça, acariciando minha cabeça, milagrosamente a dor diminui.  

-Amiga, está tudo bem. Você está bem agora. -Ela repete, sua voz no mesmo ritmo que sua mão.  

Meu choro finalmente diminui, e eu começo a pensar melhor.  

-Eu quero ir embora.  

-Tudo bem. -Ela caricia minhas costas, como uma mãe faria, então abre a porta.  

Rosé da um passo em minha direção, mas Jisoo parece segurar a mão dela, impedindo-a. De qualquer forma eu ignoro-as e saio do quarto, descendo as escadas o mais rápido que posso.  

Depois de tanto chorar, eu imagino que meu rosto esteja inchado e que eu esteja com o nariz e os olhos vermelhos, então abaixo a cabeça e ignoro qualquer pessoa que eu conheça e consigo sair sem muito esforço.  

Por algum milagre, minha mãe não está em casa, ela deve ter ficado na minha avó depois que levou Noah ao acampamento. Ainda bem, pois eu não queria ter que explicar o porquê do rosto inchado e graças ao espelho do carro vi que meu pescoço está ligeiramente vermelho. Jisoo ficou com Rosé e Jennie me trouxe com o carro dela.  

-Você quer que eu fiquei? -Ela pergunta quando eu entro em meu quarto. 

-Não, pode voltar pra festa se quiser.  

Ela bufa.  

-A verdade é que eu quero ficar um pouco sozinha.  

-Tudo bem, me ligue se precisar, a qualquer hora.  

-Okay, obrigada.  

Ela me observa por alguns segundos, morde o lábio inferior, pensativa e vem até mim, me abraça e beija minha bochecha.  

-Tchau. -Sussurra ao se afastar. 

Eu encaro a porta pela qual ela saiu e ficou ali parada até ouvir a porta da frente. Quando ouço o carro se afastar me jogo em minha cama, me encolho em uma bola e choro de novo.  

Por que isso aconteceu comigo? Eu sabia que estava feliz demais pra acreditar. O que vou fazer agora? Eu vou denunciar aquele babaca com certeza, mas ai vou ter que contar tudo pra minha mãe, ela vai surtar. E quanto a Rosé? Eu estava tão brava por ela não ter me dado ouvidos, e de certa forma eu a culpava por isso ter acontecido, eu sabia no fundo que não era algo que ela podia prever e impedir, mas minha mente cega de ódio não se importava com isso. Eu sabia que era inútil ficara aqui pensando no que fazer, quando minha cabeça doía cada vez mais.  

Eu me levanto e vou até o quarto da minha mãe, onde em seu banheiro sei que vou encontrar alguns remédios. Eu encontro alguns analgésicos e viro o pote em minha mão, cai três e eu os coloco na boca, me abaixo e encho a boca de água. Quando me levanto minha cabeça gira. Eu não faço ideia se é o apropriado, mas minha cabeça está explodindo e eu não me importo.  

Volto ao meu quarto e tiro minhas roupas, entro no chuveiro, a água quente relaxa um pouco meus músculos, estranhamente tensos. A água desce pela minha cabeça, encharcando meu cabelo e eu ouço meu celular tocar. Ignoro e o som vira um zunido no fundo. Quando decido sair do banho, estou sonolenta e um pouco tonta, então desisto de secar o cabelo e me deito de roupão.  

[...] 

Eu não sabia quando exatamente eu dormi, mas sabia que foi obra do álcool e remédio juntos. Eu me levanto e vejo que já é de dia, olho meu celular, ignorando todas as chamadas perdidas eu vejo que são quase duas da tarde. Eu dormi demais. Minha dor de cabeça voltou, então eu levanto e decido ir tomar um chá. Quando desço a escada, minha mãe está sentada no sofá, virada para a indesejada visita.  

-O que está fazendo aqui? -Pergunto, sem me preocupar com o tom.  

-Lisa, podemos conversar, por favor? -Rosé pede, e eu felizmente percebo que a noite dela deve ter sido ruim também.  

-Lisa, filha, não seja má, senta e conversa com ela. -Minha mãe pede.  

Eu não respondo, passo por elas, do outro lado da mesinha de centro e sigo até a cozinha, onde eu descubro que minha mãe já havia esquentado água para o chá, eu encho um copo e espero. De costas para a sala, eu estou ciente de que minha mãe está saindo de casa. Ela estava vestida demais para quem vai ficar em casa em um domingo.  

Sinto Rosé atrás de mim, e eu respiro fundo. Eu não quero gritar com ela, eu não quero dizer coisas que na verdade não sinto, então decido ficar quieta, mas ela corta o silêncio.  

-A mãe de Nick me ligou a algumas horas. -Ela murmura cautelosamente, e eu tremo ao ouvir o nome do cara que quase me matou. -Eles o encontraram essa manhã, enforcado. Ele se suicidou ontem. Ele está... Morto. 

Meu corpo fica mole, eu apoio minhas mãos na pia e encaro um objeto qualquer na pia.  

A culpa é minha, eu causei isso, eu tirei Rosé dele, e ele era louco por ela, tão louco que quando ela lhe deu um fora ele saiu da casa dela e quando não suportou mais a dor... Não, eu não fiz isso.  

Eu sinto os braços de Rosé a minha volta, e eu sucumbo em lágrimas, e percebo que ela está chorando também, com o rosto enterrado em meu cabelo. 


Notas Finais


Como você se sentiria se passasse pelo que Lisa passou??

Comentem pls
ps: prometo n atrasar com o próximo!!


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