História Pictures of you; Letters for you - VHope - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan Boys (BTS), Ed Sheeran, Hoseok, Jhope, Jung Hoseok, Kim Taehyung, Tae, Taehyung, Taeseok, Vhope
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Palavras 3.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


♧Boa leitura♧

Capítulo 9 - Capítulo IX


Kim Taehyung


Daqui exatamente um mês tem o tão esperado baile de 100 anos da escola.
E daqui exatamente um mês, vai fazer 3 meses que eu venho recebendo lindas cartas misteriosas, sem a mínima ideia de quem seja o remetente. 

Já pensei em sair perguntando por aí, mas creio que a pessoa não seja burra, tanto é que eu ainda não descobri quem é a tal pessoa. 

Fui para casa várias vezes antes das aulas acabarem, para tentar ver a pessoa chegando, mas falhei. Aparentemente ela fica esperando o momento em que eu estou dentro de casa para colocar a bendita carta lá 

As vezes eu paro e penso em como o jovem é complicado. Não é mais fácil dizer que gosta de mim? Ela deve saber que não sou como esses adolescentes bobos. Tudo bem, ela pode ser insegura ou tem medo desse sentimento não ser recíproco. Pode ser isso, não pode? E infelizmente é, a não ser que seja o Hoseok mandando essas cartas, porém o mundo inteiro sabe que não é ele. 

Eu também nem posso falar nada, afinal não falei e nem vou falar sobre meu amor por ele. Prefiro manter em sigilo e continuar a mandar as fotos do que ser humilhado pela escola inteira e ter o meu coração quebrado, mais do que já é.

— Tae, já sabe que dia é o baile? — Soobin perguntou-me, enquanto recortavamos algumas letras para decorar o salão. Fazíamos parte do grupo de decoração por causa dele, que ama decorar os lugares, já eu, não gosto tanto... prefiro ficar com minhas fotos, mas tudo bem. O que não fazemos por um amigo? 

— Uma ou duas semanas antes do baile de Halloween. Não sei a data exata, ainda estão decidindo, mas provavelmente que seja no dia que fizer exatos 100 anos mesmo, ou seja, daqui um mês — Respondi, concentrado no recorte do E.V.A azul, em formato do número um. 

— Já sabe com quem vai? Já te chamaram? Ou vai fazer parte dos sozinhos? — Neguei com a cabeça. Eu queria ir com o Hobi, mas o "felizardo" provavelmente irá com a Sun Hee, já que os dois iniciaram um belo relacionamento. Pelo menos é o que estão dizendo pela escola, não sei se é realmente verdade. 

Quando ouvi isso pela primeira vez, confesso que fiquei triste, muito triste, mas nem sempre as coisas são como queremos, não é? Mas, se isso for verídico, duvido que ele de fato quer. Tenho certeza de que aquela humana obrigou-o a namorar com ela, somente para ganhar mais popularidade. Patético

— Vamos sozinhos, então. Falando nisso, Tae... Nunca disse se tem alguma quedinha por alguém. E então? Tem? Alguém roubou seu coração? — Quedinha? Eu tenho um precipício. Um buraco negro.

— Ah... não. Ninguém — menti. Ninguém pode saber disso, nem mesmo meu melhor amigo — Ainda bem. Não quero ficar "sofrendo" por alguém — Ri forçado. — E você? Com certeza sim, acertei? Pensa que não vejo seus suspiros apaixonados — Quando Soobin não está ocupado fazendo algo ou prestando atenção na aula, está suspirando por aí, com um ar romântico exalando dele. 

— Eu não sei se estou apaixonado, na verdade. Mas prometo, que quando tiver certeza, eu falo para você — Não sendo pelo Hobi, está ótimo. 

— Mudando de assunto, que roupa vai no baile? A cor do seu terno. Que cor? — perguntei.

— Não sei se usarei um verde escuro ou um azul marinho ou um azul cinzento — Quando ia responder, o organizador do álbum de memórias entrou na sala, chamando por mim. 

— Já volto. — Deixei os papéis e a tesoura com Soobin e fui com o organizador. 

— Então, Namjoon comentou que você é apaixonado por fotografia. Ele acertou? — Namjoon sempre conhecendo bem os alunos. 

Namjoon é um dos poucos professores que eu admiro muito. Seu modo de pensar é encantador. Algo que chamou minha atenção, é que ele é novo. Filosofia para mim é matéria de gente velha, mas tudo bem. 

— Sim... É verdade, sim. Por que? 

— Bom, o fotógrafo que contratamos não poderá comparecer, então pensamos em você substituí-lo. O que acha? — Wow! Isso seria ótimo! Pra começar, poderia fotografar livremente por aí, inclusive o Hobi. Que merda, eu estou apaixonado demais nele 

— Sério? Isso seria uma honra, de verdade. Mas... Por que chamaram-me? Ninguém nessa escola gosta de mim e há muitos outros que gostam de fotografar. 

— Nós chamamos outros, mas nenhum aceitou. Perguntamos aos professores e o Namjoon falou sobre você. 

— Ah, entendi. Tudo bem, então. Vou ser o fotógrafo, sim. Obrigado — Sorri sutilmente 

— Nós que agradecemos — Voltei para sentar junto com Soobin. — Eles chamaram-me para ser o fotógrafo do baile. 

— Você aceitou? 

— Sim! Sempre tive vontade de ser fotógrafo dos bailes

— Viu? Conseguiu! 

— Estou me sentindo importante agora — rimos — Termina logo isso. Daqui a pouco temos que ir para a aula. 

Passaram-se alguns minutos e o lerdo do Soobin finalmente terminou de recortar e pintar as folhas. 

— Isso vai ficar incrível! — Soobin exclamou 

— Realmente, está lindo. 

Organizamos os materiais que usamos e corremos para não nos atrasar. 

E o tão esperado dia do baile chegou. 

Usava um terno azul marinho, com a gravada em um amarelo pastel e de acessório, uma bolsa com os equipamentos da câmera. 

Aos poucos os alunos, professores, diretores e funcionários da escola iam chegando. 

Devo dizer que não estou tão animado com esse baile, e o Hobi com aquela garota é o verdadeiro motivo disso. Acho que nem deveria ter aceitado ser o fotógrafo, afinal, só aceitei por poder fotografar principalmente o Hoseok sem ser flagrado ou coisa do tipo. Paranóias minhas

O coordenador da festa apareceu do meu lado, já dizendo: — Taehyung, vem. Tens que tirar a foto dos casais para o álbum do ano — Não vejo lógica nenhuma nisso. E se os casais terminarem antes? Escola estranha, eu hein 

— Certo — respondi sutilmente e fui com ele até o local dos casais. 

Uma cortina azul com detalhes brancos em forma de flocos de neve era o fundo de imagem. Combinava perfeitamente com os vestidos de algumas estudantes.

— Taehyung bobão de fotógrafo? Vê se tira certo — Um dos amigos do Hoseok disse, apenas para me irritar. Pena que não conseguiu 

— Eu sei fazer algo de útil, diferente de você, obrigado. — Tirei a foto, me segurando para não rir. O cara ficou com cara de tacho, ao lado da sua acompanhante. — Próximo! — Chamei

Os casais foram passando, alguns zoando com a minha cara, mas não dei a mínima.
Faltava fotografar só alguns casais, e nada da Sun Hee aparecer com o Hobi. Será que eles virão? 

Próximo... próximo... próximo... Dizia sem parar, "click. Próximo". Já estava cansado de repetir as mesmas coisas, mas eu escolhi isso, então não posso reclamar. 

— Não vai sair daí nunca? —Soobin perguntou, quando se aproximou de mim 

— De acordo com a lista... Próximo! Falta poucos. — Falta os dois pombinhos amáveis, também. Haha 

— Tudo bem, então. Não vou te atrapalhar, qualquer coisa me chama ou vai até mim. Estarei no bar — Assenti e continuei com as fotos. 

Estiquei meus braços, alongando-me. Minhas costas e meus braços já doíam

Olhei para o lado, para contar quantos casais faltavam, quando vi ele e ela no fim da fila, com os braços entrelaçados, trocando... carícias bobonas. Pelo menos são os últimos

— Tae? Oi! — Hoseok cumprimentou-me, quando chegou sua vez. Que estranho 

— Oi... — Sorri envergonhado e esperei os dois se posicionarem para tirar a foto. Por que eles atrasaram?

Ele estava lindo em um terno azul, escuro como a noite e com alguns detalhes verdes. Seus sapatos aparentemente eram novos.
Sun Hee não estava nada mal. Seu vestido era da cor escarlate, com brilhos que reluziam as luzes do salão.

Poderia ser eu e você, Hobi. 

Você de azul, eu de vermelho.
Poderia ser nós dois sendo fotografados
Nós guardariamos esse amor em uma fotografia
Fariamos essas memórias para nós mesmos
Onde nossos olhos nunca estariam se fechando
Nossos corações nunca estariam quebrados
E o tempo estaria congelado para sempre

Congelado nos nossos corações, nas nossas memórias. Mesmo que um dia nós dois esquecemos um do outro, algo nosso do passado, existiria. 

Mas ao invés disso... decidiu seguir outro caminho no amor. Um caminho sem mim, no qual eu me encontro sem a alegria da minha vida, ou seja, ele. 

— Podem ir, obrigado. — Por que estava com vontade de chorar? Isso é algo idiota demais para derramar lágrimas. 

Nunca chorei por causa dele antes. Nunca senti meu coração partido, como estou sentindo agora. 

Como os dois eram os últimos, tirei a foto deles e desliguei a câmera rapidamente, já guardando as lentes na bolsa. 

O que tá acontecendo comigo? 

Procurei pelo coordenador do evento, até o encontrar conversando com o Namjoon. 

— Licença... Desculpa interromper, mas eu não estou me sentindo bem e vou precisar embora. Será que consegue achar outro fotógrafo? Tenho receio de não conseguir tirar as fotos em boa qualidade... 

— Ainda bem que marquei com outro substituto caso você precisasse. Pode ir

— Quer que eu te leve para casa? — Namjoon perguntou-me 

— Não! Não precisa, Nam. Obrigado, posso ir sozinho. Minha casa não é tão longe daqui — respondi. É óbvio que eu queria carona, mas não poderia aceitar. Não queria que ele possivelmente me visse chorando do nada dentro do carro dele. 

— Vai a pé? Está doido? Já está tarde, pode ser perigoso. Eu te levo, vamos — Ele saiu andando na frente, eu, sem opções, fui atrás dele, sem me despedir de ninguém. 

Assim que saímos de todo aquele barulho por conta das conversas e músicas altas, atravessamos o grande jardim artificial, que decorava a entrada do salão de festas.


— Professor... quer dizer, Nam! — Ele odeia que alunos próximos deles o chamem de professor. Diz que ele não nos chama de "aluno", então não deveríamos o chamar de "professor"

— Sim?

— Não quero te atrapalhar... Não precisa me levar para casa.

— Não vai atrapalhar. Qual seu endereço?

— É na rua do lago de fogo, conhece? — Deram esse nome ao lago porque mesmo no inverno, ele não congelava, então fingiam que eram de fogo. Estúpido, eu sei.

— Tá brincando? Eu moro lá, também! Vamos, aproveito e já fico lá em casa. A festa está entediante, prefiro ficar lendo meus romances

— Ai professor... Tudo bem, tudo bem.  Vou aceitar sua carona

— Ótimo!

Tenho que parar com a minha mania de toda hora olhar para o lado. Na maioria das vezes, vejo algo que não queria ver.

Jung Hoseok e Sun Hee estavam aos beijos, encostados no muro cinza do salão, longe da vista de todos, exceto a minha. Para variar

Balancei a cabeça com os olhos fechados, tentado apagar aquela cena da minha cabeça e fui até o carro do Nam, entrando no banco da frente.

Ele deu partida no carro e eu encostei minha cabeça no vidro, pensando na minha vida inteira.

— Pensando em que? — Nam tirou-me do mar de pensamentos em que estava, fazendo a pergunta.

— Ah... idiotices de um adolescente bobão e apaixonado. Adultos não dão a mínima, então pode ignorar.

— Não vou ignorar. Vai, me fala o que está passando na sua mente brilhante — Brilhante? Não sei onde

— Só estou triste, eu acho. Coração partido, sabe? O garoto que eu gosto namora

— Uhm... deixa eu adivinhar? Ele namora com uma garota?

— Sim, infelizmente. Ainda se gostasse garotos, eu teria chances mínimas, mas melhor que nada.

— Te entendo perfeitamente bem.

— Como? O senhor é casado com uma bela mulher. Então não entende o coração partido de um gay apaixonado.

— Que mulher? — Ele começou a rir? Por que?

— Aquela que não é asiática, de olhos castanhos, cabelos quase negros e levemente cacheados, boca perfeitinha, dentes alinhados e brancos, vive de roupa preta, branca e vermelha e sempre está com um converse nos pés. — Sou observador, então reparo em absolutamente tudo.

— Não, Tae. Está se confundindo — Paramos no farol vermelho e ele pegou seu celular, mostrando a foto da mulher — Está dizendo dela? 

— Sim! Ela mesmo. Não é a sua esposa? 

— Não, Tae — riu — Ela é minha amiga, que está mais para irmã. 

— Mas... e essa sua aliança? — Não estou louco. Ele é casado sim 

— Eu sou casado, Tae. Mas não com uma mulher — Arregalei os olhos e o encarei

— O que? Como assim? Espera, está me dizendo que... você é casado com um homem? 

— Sim. Exatamente isso 

— Então você é gay? — Ele concorda com a cabeça, ao mesmo tempo que o sinal ficou verde — Professor! Meu gaydar nunca falhou tanto, nossa. Mas quem é? Nunca vi o senhor com nenhum homem

— Não vou te dizer quem é. Algum dia você descobre 

— Que chato. Falando em chato, sabe quem eu acho muito chato? O professor de história. 

— O Jin? 

— É. Ele me odeia, odeia o Hoseok, odeia a sala inteira, odeia a escola inteira. Deve odiar você, também. Ele parece um velho rabugento! Nunca vi igual — Elevei minha voz — Qual a necessidade de dar bronca nos alunos que estão quietinhos, no canto? 

— Ele da bronca em você? 

— As vezes sim. Quando eu estou olhando para o teto pensando no Hos... no garoto que eu gosto. — Corrigi rapidamente 

— Ele não é nada disso que está dizendo. — Disse sério para mim, enquanto mantinha os olhos na rodovia. Estávamos chegando em casa, ainda bem 

— Claro que é! Ainda bem que não foi no baile, se não ficaria colocando erro em qualquer coisa que visse fora de lugar 

— Claro, as coisas necessitam estar perfeitamente posicionados. E isso é falta de respeito com o professor, Taehyung. Pode parar, ok? Garotos como você são educados o bastante 

— Tá bom! Tá bom! Saco — Murmurei — Mas, voltando ao assunto anterior, como me entende perfeitamente bem? Já teve o coração partido? 

— Já. Várias vezes, até eu encontrar meu adorável marido. Alguém que não é rabugento, não é perfeccionista, é amável, lindo e suficiente o bastante para mim. 

— Ah... espero que isso aconteça comigo. Não estou com vontade de ficar sofrendo por alguém hetero — Chegamos na rua e ele parou o carro quatro casas depois da minha — Passou um pouquinho da minha casa... 

— Eu moro nessa casa aqui. Aproveitei para estacionar, apenas. — Descemos no carro

— Sério? Como nunca te vi aqui antes? 

— Me mudei com o Jin faz uma semana... ops

— Namjoon? Amor, tá fazendo o que aí fora? Já voltou? — O professor Jin saiu de dentro da casa, vindo até nós — Eu te conheço de algum lugar... — Ele apontou para mim 

— Taehyung, amor. Seu aluno, meu aluno. 

— O que viaja na aula. É, lembrei. Infelizmente

— Espera aí, vocês dois são casados? 

— Não era para você saber disso, mas sim, somos. — Namjoon respondeu-me 

— Meu Deus, então você também é gay? — Olhei para Jin — Não sei se estou indignado porque meu gaydar falhou ou porque os dois não aparentam serem gays ou casados. 

— Quem come quieto, come melhor, aluno. — Seokjin falou

— Vai me dizer que gays tem que andar desfilando, de bolsinha, falando com a voz fina e com roupas de mulher? 

— Não, não! Não penso isso, até porque eu não ando assim, mas... sei lá, os dois não pareciam ser um casal — Por que eu e o Hobi não somos assim? 

— Se ao invés de ficar olhando para o teto, prestasse atenção na minha aula, você talvez percebesse, porque inúmeras vezes eu já sem querer falei do Namjoon, na aula. 

— Tá vendo, Namjoon? Ele me odeia. Ou melhor, você me odeia — Cruzei os braços olhando para Jin

— Eu não te odeio, eu só não gosto quem fiquem brisando na minha aula. 

— Odeia o Hoseok, não nega. 

— Eu não suporto ele, apenas. O moleque chega atrasado praticamente todas as aulas e depois dorme. Como quer que eu não me irrite? E por que se importa com isso? Alunos como você não odeiam alunos como ele? — Não, eu amo ele, meu caro professor

— Eu não odeio ele, eu apenas convivo pacivamente 

— Sei, sei. Pensa que não vejo as coisas, né? Mas, não importa, vai para sua casa, vai. 

— Tá... Tudo bem... Estou saindo. Tchau, obrigado pela carona, Namjoon 

— Por nada — Despedi-me dos dois e caminhei até minha casa. 

Pensei que não teria cartas hoje, por conta do baile, mas enganei-me... Tinha sim, mas dessa vez, uma caixinha vermelha em formato de coração acompanhava a carta.  

Entrei, fiz minha rotina noturna e sentei em minha cama, abrindo a caixinha vermelha. 

Vazia? O que? 

Resolvi deixar a caixinha de lado e abrir a carta

"Taehyung... o ano letivo está chegando ao fim, percebeu? Em um piscar de olhos, mais de cem cartas foram entregues a você.
Se estiver pensando que eu perdi tempo, tire esse pensamento da sua cabeça agora. Está entendendo?
Meu passa-tempo é escrever, principalmente sobre você.
Hoje a noite tem o baile de cem anos da escola e fiquei sabendo que você será o fotógrafo.... Uma pena que vai me fotografar com uma garota. Queria que nós dois fôssemos fotografados
Seria lindo, com certeza.
Eu estou em uma mentira, namorando essa garota. Tenho vontade de gritar para todos que eu sou gay e te amo.
Mas não quero te envergonhar, sabendo que não és gay, como eu.
Nos últimos dias, venho sonhando com você, Tae. Deve ser o medo de nunca te ter em meus braços tomando conta da minha mente.
Infelizmente, esse medo é real. 

No momento, meu coração se encontra vazio, justamente como essa caixinha: Vazia e sem nada. 

Creio que ele permanecerá assim até eu cair na real e te superar... 

Eu te amo, Taehyung. Pena que nunca ficaremos juntos"

Terminei de ler a carta chorando. Que droga! Quem é essa bendita pessoa? 

Não sabia exatamente o verdadeiro motivo de eu estar chorando. Mas um deles é o fato de eu saber que um menino está apaixonado por mim, mas não posso corresponder a esse sentimento, porque amo o Hoseok. 

Por que o amor é tão estúpido, as vezes? Algo doloroso?
Deveria ser algo extremamente feliz, não algo devastador. 

Eu tirei foto desse garoto, mas não sei quem é. O cara que me ama estava com outra bem embaixo do meu nariz.
A pessoa que envia essas cartas para mim, foi fotografada por mim. 

Essa pessoa não é quem eu queria que fosse.
Na verdade, não faço a mínima ideia de quem seja, também. 

QUE INFERNO!
Minha cabeça doi.  

Boa Noite, população.
Boa Noite, coraçãozinho partido.
Boa Noite, Hobi.

Deitei na cama e logo caí no sono.






Notas Finais


Obrigada por lerem♡


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