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História Piece by Piece - Capítulo 3


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Notas do Autor


Ok, eu sei que estou lançando isso muito cedo mas quando joguei aqui a data de estréia não contei os meus estudos. Esqueci completamente do meu EAD. E eu tenho muitas coisas pra fazer.
O capítulo estava escrito a um mês ( sim, bem antes de eu publicar aqui) mas eu não gosto de publicar algo e ter apenas um capítulo.
Sim, ele não é muito grande mas pra vocês terem noção ele foi escrito e reescrito pelo menos seis vezes com muitos finais diferentes. Sou muito indecisa.
Prometo que o outro é maior, ele já está quase lá.
Eu escrevi mas fico insatisfeita e mudo algumas coisas.
Bem... Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo 1



      Ichigo arqueou a sobrancelha com um olhar questionador. Essa foi a terceira vez que ela trocou de posição em menos de cinco minutos.
Ele sabia que ela estava fazendo isso inconscientemente, o que significava que estava incomodada mas não diria nenhuma palavra. A menos que ele perguntasse.

Com o passar dos meses Ichigo percebeu que a namorada tinha diversas manias. Algumas delas o irritavam profundamente, e o que ela estava fazendo agora era a pior delas.
Ele sabia que Inoue Orihime, sendo quem era, jamais gostara de causar preocupação a qualquer ser vivo na face da terra, ou seja, ela preferia aguentar qualquer coisa do que incomodá-lo.

Ele suspirou.

—Qual o problema?— ela ergueu os olhos e deu um sorriso amarelo. 

 —Nenhum.

Ichigo estreitou os olhos.

—Orihime... você chegou quinze minutos atrás e desde então não consegue ficar quieta. Você já trocou de posição três vezes em menos de cinco minutos. O que há de errado?

Orihime sentou e abaixou os olhos, as mãos juntas de repente pareciam muito interessantes para ela.
Ela sentiu as bochechas esquentarem e agradeceu que seus cabelos estivessem cobrindo o rubor. As vezes a garota sentia-se ridícula por se sentir assim perto dele, os dois estavam namorando a seis meses mas a timidez fazia parte dela. Uma grande parte, na verdade.
         No início do namoro, quando ele a trouxe para apresenta-la oficialmente à família Kurosaki, ela estava com um grande receio de que eles não iriam aceita-la— apesar de conhecer o pai e as irmãs dele a um tempo.
Naquele mesmo dia Ichigo a convidou para entrar em seu quarto e Orihime quase desmaiou de nervosismo.

Ela ainda sentia-se assim, mesmo que em menor grau.

Mas esse não era o único motivo.

—Bem, eu... sei que disse que iria esperar você terminar o seu livro e é realmente bom que você faça isso, suas provas estão perto, não é? Eu me sentiria muito mal se você reprovasse na faculdade por minha causa e...
          —E você está divagando. De novo.
    —Oh, desculpe! É que quando estou nervosa eu sempre acabo falando demais e isso irrita a todos mas eu já estou envergonhada então...
      —Orihime! Tenha calma! Sou só eu, lembra? Por que está tão nervosa?
       —Eu só... tenho visto você tão pouco! Você está sempre na faculdade ou estudando e eu sempre estou no trabalho ou ocupada no meu curso de culinária!— ela abaixou a voz até que fosse apenas um sussurro —Eu sinto a sua falta, Ichigo, mas não queria atrapalhar você então...

Ichigo arregalou os olhos por um momento e depois suspirou.

—Eu sei... eu... também sinto a sua falta. É só que esse semestre ficou mais difícil e são tantas coisas pra estudar. Eu quero passar mais tempo com você mas também tem o meu trabalho e...

A voz dele sumiu. Faziam duas semanas que eles dois não ficavam sozinhos e conversavam de verdade, ou davam sequer um beijo adequado.
Eles descobriram cedo que ser adulto tinha suas grandes desvantagens.

—Olha... eu só preciso estar no trabalho às cinco, ainda temos três horas.
       —E o livro?
      —Posso terminar durante a noite, não falta muito.

Orihime olhou pra ele outra vez e deu um sorriso tímido. Ichigo estendeu a mão pra ela e puxou-a para perto dele.
O sorriso de satisfação dela quando passou os braços em volta do corpo dele foi suficiente para apagar qualquer outro sentimento ruim.
       —Desculpe, Orihime.
       —Hum?
       —Eu gostaria de poder passar mais tempo com você.

Ela sorriu contra o pescoço dele quando sentiu-o ruborizar. Ela amava que ele fosse tão tímido para algumas coisas também, embora ainda fosse o mais confiante dos dois.

—Eu sei... mas enquanto sua fase de testes não passar, teremos que aproveitar essas três horas raras na semana.

Ele sorriu e acariciou os cabelos dela. Esse foi um fato um tanto surpreende para Orihime no início. Ichigo era extremamente carinhoso. E também era muito bom nisso, talvez não houvesse nada melhor do que a sensação das mãos de Kurosaki Ichigo nos cabelos dela.

Na verdade, havia. Mas ela guardou isso no fundo da mente antes que ficasse envergonhada outra vez.

O relacionamento físico deles era sempre calmo. Ou foi, até que eles começaram a se verem menos.
Não era nada estranho que os dois sentissem falta um do outro quando ficavam um mês sem se tocarem.
Orihime admite o quão torturante foi aquele mês, não importa quanta vergonha sinta.

Quando tiveram a oportunidade de ficarem sozinhos, eles sentiram, pela primeira vez, a tensão sexual. Ela esteve lá desde o início, reprimida e amarrada dos dois lados.
Nenhum deles pensou que seria um tanto desesperador estar assim.

E aquilo fora um único beijo, não haviam mãos bobas ou toques indecentes, eles não chegaram ali. Sempre teve e sempre teria a timidez quanto a isso.

O telefone de Ichigo rompeu o silêncio do quarto e ele amaldiçoou quem quer que estivesse ligando.
      —Alô? Não... eu vou trabalhar hoje, foi mal. Amanhã eu te ajudo com isso.

Ele desligou e bufou irritado. Orihime levantou-se, apoiando o corpo em cima dele.
      —O que foi?
    —Um amigo queria que eu ajudasse com literatura hoje.
      —Você não quer ajudá-lo?
     —Sim, mas com ele eu tenho que ser muito paciente.
    —Oh, bem, então tenha paciência, você está estudando para ser professor.
  —Obrigada pelo apoio.— ele fez uma carranca.

Orihime riu e se inclinou para beija-lo na testa. Ela amava quando o namorado franzia a testa por que se tornava um lugar bom para beijar.
   —Porque você sempre faz isso?— ele questionou franzindo outra vez.
    —Isso?— ela beijou e Ichigo acenou de olhos fechados— Por que quando você está pensando em algo você cria sulcos bem aqui, entre as sobrancelhas. E fica muito macio para beijar.
        —Você é bem louca, sabia?— ele sorriu e a mão que estava ao redor dela acariciou a cintura acidentalmente descoberta.
As costas dela arquearam sem permissão e sua respiração travou.

Ichigo abriu os olhos surpreso com o movimento. Ela é tão sensível assim ao toque dele?
         —Ichigo...

Ela estava perto dele, seria tão fácil inclinar-se um pouco mais e tocar os lábios nos dele. Mas ela tinha medo daquele sentimento louco que não a permitia ter controle sobre suas próprias ações. Kami, me ajude. Por isso, Orihime agradeceu em uma prece silenciosa quando Kurosaki Isshin entrou no quarto com a sua extravagância de sempre.

Ichigo resmungou quando o pé de seu pai atingiu-o no rosto mas estava levemente agradecido pela interrupção, ele ainda não sabia lidar com aquilo.

—ICHIGOOOO! Como você pode fazer isso com o seu próprio pai? Os anos passam e você fica mais frio comigo! Você está se tornando um adulto e...
        —Acabou a nossa paz.— ele sussurrou no ouvido dela e os dois riram.
      —A gente pode sair? Eu adoro o seu pai mas...
       —... eu criei filhos em um lar amoroso! E olha como me tratam! Masaki...

Ichigo revirou os olhos e levantou-se puxando Orihime com ele.
       —Estamos saindo, velho. Volto depois do trabalho.
   —Tudo bem— ele suspirou com falsa tristeza.

°°°

—Eu preciso ir, sabe? Você não pode me prender pra sempre aqui.
    —Quanto você quer apostar?— ela o apertou com mais força.

Ichigo riu. Ele conseguiu passar as três horas com ela sem nenhuma interrupção mas agora eles estavam na porta do apartamento dela, se despedindo.
     —Você pode vir ficar lá em casa no sábado. Eu venho buscar você.
           —Tudo bem— ela se afastou e sorriu.
       —Eu ligo mais tarde pra saber se você trancou a porta.— ele desviou os olhos, escondendo o rubor enquanto ela soltava uma risadinha—Alguém tem que fazer isso! Eu já vi você com a janela aberta de madrugada, isso não é engraçado.

Ela estava rindo dele, apenas um pouco, provoca-lo assim era divertido.
   —Oh, então você fica me espionando durante a noite? Que feio, Ichigo!
       —Você está se divertindo, não é? Tch, você é chata.
         —Você parece fofo emburrado assim!
    —Pare com isso! Eu só faço patrulhas durante a noite e passo aqui para ver se você está bem.

Ela parou de rir. Lembrou-se da vez em ela mesma lhe fizera uma visita noturna enquanto ele dormia tranquilamente. Um tempo atrás a garota chegara a conclusão de que Ichigo não gostava de conversar sobre a ida dela para o Hueco Mundo. Ele evitava o assunto constantemente e ela nunca o forçava a falar.
Aquilo não fora bom para ninguém no passado e também não seria agora.
Orihime ainda lembrava de como se sentiu quando o viu morrer e depois voltar à vida.

A lembrança fez seus olhos marejarem então ela virou de costas rapidamente e fingiu procurar as chaves.
         —Orihime? Você está chorando?
         —Não, eu... caiu um cisco no meu olho.

Ele revirou os olhos e virou-a para si outra vez.
      —Por que está chorando? Eu fiz alguma coisa...?
        —Não! Não é você... eu sou uma chorona. Não devia se preocupar com isso.
      —Ei, você devia me contar. Eu estou aqui pra isso, afinal.

Uma lágrima solitária deslizou pela bochecha esquerda dela enquanto se aproximava o corpo do dele.
        —Eu amo você, Ichigo.— ele arregalou os olhos com a confissão repentina.
       —Amo você— ele respondeu depois de um longo momento. As palavras soavam estranhas vindas dele mas isso não tornava os sentimentos menos reais.
Haveria alguém que olharia de fora e pensaria que era uma conversa banal. Mas aquela foi a primeira vez que disseram as palavras em voz alta. Eles aprenderam com o tempo que não precisavam estar em um lugar extravagante ou a luz de velas em um restaurante caro.
Eles estavam simplesmente parados na frente da porta dela, foi... normal. A felicidade estava bem contida por eles, expressões como: "borboletas no estômago seriam bem vindas agora".
Mas não havia nervosismo ou hesitação de nenhum dos dois lados. Foi instintivo e natural.

Orihime sorriu ao ver que o rubor dela refletia o dele.

O celular dele apitou.
     —Você precisa ir.— ele acenou e, quase dolorosamente, se permitiu soltar as mãos dela.
         —Mais tarde, Orihime.
         —Vou esperar você me ligar.

Parecia um tanto impessoal a despedida mas quando Ichigo virou as costas, nenhum deles conseguiu conter o sorriso bobo.


Notas Finais


Não sei se vocês estão diabéticos com isso, se sim, me perdoem mas eu estava extremamente carente quando escrevi isso.
Eu não sei se vocês acharam eles um pouco impessoais um com outro mas vale lembrar que não é muito comum casais japoneses se agarrarem por aí.
Eu não sei se é uma cultura deles mas eu não vejo muito.
Enfim... Me digam se eu estiver errada.


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