História Piece Of Me. - Capítulo 18


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii VOLTEI CABADA! Eae quem sentiu minha falta? Ok né, gente desculpa pela demora, é que eu estou apaixonada, sim essa é a minha desculpa, tava com a mente a mil - Ainda estou kkkkk - Mas está ae mais um cap dessa novela mexicana que vai fazer vocês chorarem e quererem me bater e bater no teclado ao mesmo tempo. Amo vocês, beijos e POR FAVOR LEIAM AS NF.
B
O
A
L
E
I
T
U
R
A!

Capítulo 18 - Young.


Fanfic / Fanfiction Piece Of Me. - Capítulo 18 - Young.

KONOHA – CAPITAL.

HARUNO SAKURA:

Meu lugar... Estou agora no que designaram como meu lugar: Ao lado direito do rei, em pé como sua princesa regente, a coroa brilhando forte no topo da minha cabeça, com Tenten e o primeiro ministro degraus abaixo de mim, do lado esquerdo do rei, sentado em seu trono está Uchiha Fugaku, o potente, inigualável, amado, poderoso e idolatrado rei de Akatsuki.

Kizashi olha atentamente e sorridente para Fugaku, que apenas o encara serio, ora ou outra troca olhares com sua rainha e sorri de forma minuciosa. 32 degraus abaixo de mim, quase largada pelas laterais, está Kurenai, seu vestido brilha mais do que qualquer vestimenta de uma das mulheres nobres da corte, o que fazia a atenção ir para ela mesmo o objetivo sendo “escondê-la”.

Ter a concubina real tão próxima e presente pode ser visto como uma ofensa ao reino de Akatsuki, já que nem o rei nem a rainha possuem amantes reais ou não em seu palácio. E Kizashi com certeza deve estar odiando a atenção que Kurenai está recebendo.

E eu estou odiando receber a atenção que estou recebendo agora. Como a princesa que subiu de cargo ás custas de sua irmã mais velha, a coroa pesa na minha cabeça enquanto as palavras de Sasuke pesam no meu peito. Ele está realmente apaixonado por mim?

O toque da sua mão no meu braço, seu olhar quase que vendo além dos meus olhos, a fala saindo de sua boca e seu rosto levemente vermelho, essas lembranças de minutos atrás me atingem como um raio, meu coração se acelera ao ponto de eu temer que os demais possam escuta-lo.

Me mexo impaciente tentando disfarçar o rubor em minhas bochechas. Temo que alguém perceba, mas sou extremamente péssima em disfarçar já que Itachi e Konan olham atentamente e diretamente para mim.

A proposta de deixar o salão real em forma oval, com os palanques dispostos na parte superior deu um completo destaque aos monarcas, facilitando a vista de todos á eles, e de eles há todos. Konan praticamente brilha em seu vestido turquesa, nunca havia a visto usando sua coroa de forma tão onipotente. Todas as damas que circulam para se sentarem em seus lugares olham atentamente para Konan.

A única nobre sentada no local destituído para os reis de Kirigakure.

Será que ela sabe o que aconteceu entre eu e Sasuke? Será que alguns dos seus irmãos sabem? Sua mãe? O que estou pensando? Que Sasuke simplesmente largaria tudo para o alto no dia mais importante para seu reino em 11 anos? Não, contenha-se Sakura.

Esqueça-o.

Reprima-o.

(Sasuke) Eu estou apaixonado por você Senju Sakura!

E o baque acerta meu peito mais uma vez, dessa vez acompanhada de uma pontada de dor na cabeça. Alegria? Surpresa? Pânico? Desespero? São tantas coisas que está difícil processar, está difícil até mesmo de respirar.

Sasuke está apaixonado por mim. Uchiha Sasuke, o mesmo que subirá ao altar com minha irmã mais velha, ele está apaixonado por mim, disse isso com todas as suas letras, com todo o olhar e coragem que lhe restou. Por que ele fez isso? Por que complicar ainda mais as coisas Sasuke?

Por que eu sai correndo? Por que também não abri minha boca e me declarei? Se eu não tivesse me desvencilhado de si, como estaria as coisas agora? Não se iluda Sakura, isso apenas pioraria as coisas... Ainda mais.

Mas saber que ele está apaixonado por mim, que sente o mesmo que eu... Isso é tão libertador, tão bom, bom, bom, bom demais para que apenas eu saiba disso. Bom demais para que possa ser verdade, mas tão sufocante. Eu jamais poderei estar perto dele e demonstrar isso, jamais poderei comemorar ou comentar sobre isso.

Eu simplesmente não posso tê-lo.

Os sons dos violinos tomam conta do local, o inicio da marcha nupcial. O som das teclas do piano começa a tomar forma e conforme isso acontece os convidados se ajeitam, reverenciam e grudam seus olhos na entrada do salão.

A musica avança, mas para uma parte que jamais escutei antes... Olho um pouco perdida para lady Anko que está junta dos convidados, mas ela não devolve meu olhar, continua tão atenta a entrada quanto os demais. Até que as vozes do coral começam a ter espaço e eu enfim lembro das aulas de meses atrás.

É o hino de Akatsuki sendo cantado e tocado.

“Nuvens vermelhas os cercam, trazendo o vermelho quente da vitória e do poder, banhado em esperança e união, a mais bela das nações vem junto ao nascer do sol.”

“Akatsuki oh meu reino, seja tu esplandecido.”

O som da nossa língua enrolada junto aos cantares do povo de Akatsuki preenche o salão. O rei e a Rainha Uchiha se levantam, com a mão no peito praticamente gritam os louvores de seu reino. Kizashi e os demais Konohianos repetem o ato, mesmo sabendo pouco do hino estrangeiro.

Faço o mesmo prestando meu respeito ao reino das nuvens vermelhas, mesmo quando outras cores mais quentes estejam passando pela minha mente. Até o momento em que travo... Minha boca permanece entre aberta no que deveria soar como um “Mares de aventureiros”, mas não consigo pronunciar mais nenhuma palavra.

Ele está lindo. Pelos céus como Sasuke está lindo! Ele cruza o salão que agora disputa entre cantar o hino Akatsukiano e suspirar pela beleza do quarto príncipe. A capa negra se arrasta ao redor do seu corpo e pelas suas costas o deixando com um ar mais maduro e serio.  A coroa pesada no topo do seu cabelo deixando ele ainda mais espetado. O olhar serio e franzino.

Ele de longe brilha como um monarca que é. Como o rei que nasceu para ser. E isso aperta ainda mais meu peito, pois não serei eu quem estarei dividindo o altar com ele esta noite. Sasuke me encara discretamente, mas eu desvio o olhar. Tento prestar atenção nas palmas desajeitadas do primeiro ministro Guy. Ou no olhar arisco da princesa de Iwagakure.

Mas eles não seguram minha atenção, Sasuke é como um imã para mim e assim eu o encaro de volta, mas já é tarde demais. A marcha nupcial volta a tocar ganhando espaço no hino de Akatsuki e então ela entra. Minha irmã, minha princesa e futura rainha. A esposa de Sasuke.

Dou um passo para trás e para mais próxima de Tenten, a coroa pesa mais do que tudo em minha cabeça, vamos lá Sakura, você pode aguentar isso. Por que está preocupada com tamanha idiotice enquanto seu povo sofre as custas desse casamento pomposo – Que por ora fora feito com o dinheiro deles, sendo que eles não podem nem ao menos se aproximarem do palácio – Desde quando seus sentimentos ocuparam tanto sua mente que nem se lembrou de Ino trancada no calabouço, sem poder ver a cerimonia de Karin?

Desde quando eu pareço tão fraca?

Sinto dedos tocarem minhas costas, olho para o lado e vejo a Tenten colocando a mão em minhas costas, elas sobem até minha cabeça e enfim ajeitam minha coroa. Sou obrigada a olhar para frente, para Karin belamente de branco e vermelho se aproximando sorridente de Sasuke, pronta para recebe-lo como marido, e ele de costas para mim estendendo a mão a ela, pronto para recebe-la como esposa.

Isso é mais um pedaço que essa coroa, que essa maldita coroa tirou de mim.

HARUNO INO:

(Ino) “Flamejantes como o fogo mais ardente é a nossa honra, jamais cairemos, o povo sempre vencendo pelas terras conquistadas pela paz...”.

(Sai) Por que a princesa herdeira de Konoha saberia o hino de outro país?

(Ino) Eu iria ser a rainha Sai. – Me acomodo no chão deitando minha cabeça sobre meus joelhos. – Deveria saber tudo sobre os países vizinhos, principalmente sobre uma potência como Akatsuki.

(Sai) Imagino se estaria com a mesma animação se cantasse esse hino lá dentro. – Ele aponta com o queixo para a escadaria. Sai estende a mão para seu lápis e volta a desenhar com agilidade.

Arrasto meu colchão surrado até as grades da cela, Sai levanta o olhar brevemente e logo volta a prestar atenção nas folhas, encosto minha cabeça nas grades ouvindo o farfalhar do meu cabelo em contato com as ferrugens.

(Ino) O que será que os historiadores do reino estão documentando agora?

(Sai) Que Konoha está dando a festa de casamento mais cafona em milênios.

(Ino) Cafona?

(Sai) As damas da corte estavam reclamando e falando da decoração pelas costas da princesa. Parece que ela quis acertar no luxo e acertou nas decorações de séculos atrás quando ainda éramos um reino com Namikaze e Akatsuki.

(Ino) Pelos céus... Não, o rei jamais vai deixar que escrevam isso. – Solto uma risada abafada. – Mas Karin sempre teve um gosto peculiar... Isso tenho certeza de que ela colocou adereços em dourado ou vermelho na festa.

(Sai) Em casa cortina e mesa.

(Ino) Que Kaguya-Sama tenha piedade desta decoração... Mas como está a festa em si? O que você achou dos convidados e dos visitantes reais? Eu nunca vi pessoalmente os reis de Akatsuki.

(Sai) Parecem felizes pela união dos reinos... Acho que mais pelo príncipe Uchiha se tornar rei. Ao todos eles terão três de quatro filhos sendo monarcas.

(Ino) Bem. É mais provável que eles estejam felizes por isso. Mas e quanto a festa aos outros nobres?

(Sai) Eu não sei.

(Ino) Como não?

(Sai) Eu vim o mais rápido possível para te ver.

Ele finalmente tira os olhos do caderno, levanto minha cabeça e passo um pouco da minha mão pela grade, tocando assim o joelho de Sai. Ele deixa cair o caderno e seus lápis e toca minha mão com sutileza, em sua mente ainda sou sua princesa, não uma prisioneira.

(Sai) Quando soube que fui escalado para olhar você essa noite.

(Ino) “Olhar” é o jeito carinhoso deles de dizer “vigiar”?

(Sai) Todos os guardas sabem do que você é capaz Ino, e sabem também que você jamais tentaria fugir.

(Ino) Isso facilita as coisas para Kizashi e sua corte. – Tiro minha mão do seu joelho e volto a me encostar nas grades da cela.

(Sai) Ele não pode omitir e esconder isso do povo para sempre.

(Ino) Sim ele pode Sai, porque o que chega nas mãos dos demais nobres e do povo, é de que a sua futura rainha vendeu seu país em troca de um singelo amor que no final se voltou contra o rei, e nisso ela escolheu destruir sua família e suas terras, atacou seu próprio rei e se revoltou contra seu povo. E agora está pagando por isso nas masmorras do palácio. Essa é a história passada pelos historiadores.

Nesse exato momento eles devem estar registrando os sorrisos alegres dos membros da corte e convidados, do orgulho estampado no olhar de Kizashi e dos reis de Akatsuki, nos gestos apaixonados e felizes dos noivos, no olhar agradecida e contente de Sakura. Que o povo está comendo horrores o primeiro casamento real da geração. Que a princesa traidora está se contorcendo em ódio e inveja no fundo de sua cela com os demais presos.

Porque essa é a história que querem que todos ao redor do mundo saibam. Que Konoha é um reino feliz, culto, de povo alegre e terra abundante, em que a realeza pode respirar com tranquilidade com sua nação em paz e estabilidade.

Sendo que o reino está em silencio, os moradores reclusos e em suas casas, alguns sem ao menos o que comer, não há ninguém comemorando uma união sem benefícios para nós que não seja na guerra, não há um Konohiano* sequer comemorando uma festa da qual ele foi excluído e proibido de entrar mesmo com ela sendo feita com o dinheiro do seu árduo trabalho.

Os nobres estão sorrindo obrigatoriamente vendo que as “sombras” do rei estão por toda parte, Karin está devastada e se casando de forma obrigatória, ela não queria isso, é um sacrifício que jamais faria ela sorrir, príncipe Sasuke é alguém serio e freio, jamais mostraria seus afetos em público e tão pouco com Karin, Sakura pode estar tudo, mas contente não é uma delas, ela quer sair correndo daquele lugar, ela quer chorar, quebrar, gritar, destruir, mas não pode. Não deve!

A princesa traidora que eles descrevem na verdade é a que foi traída, por seu pai, por seu reino. E eu não estou me correndo em ódio e inveja em minha cela, tão pouco estou com os demais presos, mas sim excluída e trancafiada na pior das celas, no pior lugar que nem ao menos assassinos e estupradores são colocados, condenada a não ver amis um raio de sol sequer... Me corroendo sim, mas não de ódio.

(Sai) Alteza... Ino?

É isso. É isso que eles, não que ele vai sempre fazer.

Esconda.

Minta.

Encubra.

As palavras da finada rainha Kana parecem fazer eco na minha mente.

Ela cruza as pernas, o som do piano desafinado mais alto do que a voz de qualquer pessoa. Ela jamais soube tocar piano, é simplesmente uma tragédia para os ouvidos quando ela põe suas mãos sobre as teclas, mas mesmo assim ela o fazia, por que era fora das normas, das regras e irritava o rei.

Vossa Majestade Kana amava irritar o rei. Ela para e roda a saia do vestido bufante para nos ver, as joias exageradas e as mangás compridas para esconder o sangue em seus braços, depois que eu descobri e vi tudo o que acontece com minha “mãe” não consigo mais encara-la sem fazer uma analogia a algo.

Será que ela usa vestidos com o dobro de tamanho do seu corpo para encobrir os dias em que meu pai ordena que a deixem com fome? Será que ela deixa uma grande mecha de seu cabelo cair sobre os olhos, ou usa maquiagem em exceção para esconder as marcas e roxos que meu pai deixa em seu rosto? Será que ela usa sempre vestidos de gola longa para esconder as marcas de seus enforcamentos? Ela engana a todos da corte, ela esconde o que sente, menti o que vê e o que acha, encobre os fatos... Ela sobrevive e repassa isso.

Por que meu pai a maltrata tanto? Por que a rainha ainda sorri quando até mesmo eu quero estar chorando?

(Kana) Meninas? Venha cá.

Karin solta minha mão e corre até o piano contemplando sua mãe. A rainha sorri e gesticula para que eu me aproxime, e assim timidamente eu vou.

(Kana) Ino querida, seu cabelo coque está torto, venha para que eu posse arruma-lo.

(Ino) Ah não precisa... As damas irão...

Ela me agarra antes que eu pudesse terminar de falar e se põe a arrumar meus cabelos.

(Kana) Que tipo de mãe deixa até as damas reais arrumar o cabelo da filha?!

(Karin) Mãe... Podemos comer aqueles cookies de antes?

(Kana) Os cookies? Hunm, bem temos que ver se as cozinheiras fizeram eles hoje, mas meninas eu tenho um plano de diversão melhor para nós. Ah prontinho Ino. – Ela solta meus cabelos e me vira de frente para si.

O olhar que ela dirige para mim é terno, carinhoso e orgulhoso. O mesmo olhar e sorriso que ela dá á Karin... Ela me trata como se eu fosse sua filha, a filha saída de seu ventre assim como Karin. Eu não conheci minha mãe... Mas Majestade Kana age como uma mãe agiria comigo...

(Ino) Que tipo de lazer... Mãe?

Essa palavra tem um som doce nos meus lábios e a reação dela me deixa amais alegre e tímida ainda.

(Kana) Bem, estava pensando em um passeio pelos cais, o que acham?

(Karin) Eu quero ver o mar! – Karin vibra sorrindo, sorrio de lado e a rainha se levantam nos encarando.

(Kana) O sorriso das minhas filhas são capaz de alegrar qualquer dia.

Mãe... Sim, somos totalmente diferentes fisicamente e biologicamente, mas ela é minha mãe. Eu tenho que proteger a minha mãe.

...

Mal a enterramos, seu corpo mal se misturou a sujeira d aterra, e já tem outra usando sua coroa, mas a culpa não é desta dama que se uniu com meu pai, desta nova rainha, Vossa Majestade Mebuki. Ela é belíssima, elegante e extremamente inteligente. Não é atoa que meu pai a quis ao seu lado... E ele é o real culpado por isso.

A coroa de Inory foi passada para Kana, e agora está nos cabelos de Mebuki. Por quanto tempo meu pai fará isso? Por que ele é tão ruim? Deve haver motivos para isso não é?

Karin cruza os braços e dá as costas para a garotinha a nossa frente. As ladys do palácio a acompanham, ela ainda está frágil pela morte de mamãe, e receber uma nova moradora da nobreza não é tarefa fácil, na verdade duas moradoras. A nova rainha possui uma filha.

A mais nova Haruno Sakura. A nova princesa de Konohagakure, uma pequena garota de quase 10 anos mais nova que eu, com os longos cabelos cor de rosa sendo ornamentados pela coroa na qual ela não está familiarizada a usar. Os olhos chorosos e a expressão assustada.

Sua mãe está nas mãos do rei agora, assim como a minha esteve antes de morrer, assim como minha segunda mãe esteve há meses atrás.

O que devo fazer, também estou assustada, também estou com medo, sou uma futura rainha de quase 15 anos, que ainda teme seu rei, que ainda teme sua posição. O que posso fazer? O que devo fazer? Pare com isso Ino! Olhe a situação ao seu redor, seja forte mesmo que você seja a mais fraca das fracas, se mostre forte, vai ficar tudo bem.

Mamãe... Rainha Kana passou por tudo aquilo, mas sempre se mostrou bem, ela sabia fazer o jogo do rei, ela sabia como vence-lo, eu posso enganar meu pai e vence-lo também não é? Meu pai também não pode ser esse monstro todo não é?

Engane Ino.

Encubra.

Esconda.

Minta.

Sobreviva.

(Ino) Olá. – Abro o maior dos meus sorriso e me agacho para olhar no rosto da garotinha, assim como minha mãe havia feito comigo quando chegou ao palácio. – Parece que serei sua nova irmã... Sakura!

...

Sai mostra desliza seu caderno para dentro da cela, escuto o som do seu corpo se levantando e dos seus passos se afastando de mim.

(Sai) Vou pegar o seu jantar Alteza.

Assim que escuto o som pesado da porta principal se fechando é que me viro para olhar o caderno. O desenho feito detalhadamente por Sai quase me obriga a chorar. É uma linda imagem minha de braços abertos no topo de uma das torres do palácio.

Como eu queria ter a graça de Sai agora e trazer esse desenho para a realidade.

~~~*~~~

UCHIHA SASUKE:

Eu disse certo? Eu falei com todas as palavras que consegui soltar naquele momento, eu disse que estava apaixonado por ela... Então por que me sinto tão frustrado? Por que sinto como se tivesse desperdiçado aquelas palavras? Por que ela correu de mim?

Bem, até entendo o fato de ela correr – Um pouco – Eu sou o futuro rei dela, estava me preparando para me casar com a irmã dela, até eu sairia correndo se fosse o contrario... Não, é obvio que se fosse Sakura se declarando para mim eu não sairia correndo.

Quando ela se soltou de mim e me deu as costas, foi como se tivesse me dado um tapa na cara. Eu fui rejeitado? Sim com certeza. Sinto Sakura devo ter tornado as coisas difíceis para você.

Eu tento encara-la, mas ela está tão concentrada em olhar para os convidados, não posso ficar a vendo muito, tenho que manter minha concentração no que estou fazendo, no meu braço enlaçado no de Karin. Esqueça Sakura por alguns minutos Sasuke!

Karin está linda, o vestido branco realça ainda mais os seus olhos e cabelos, o vermelho em alguns bordados – Detalhe esse que tenho certeza vir da bandeira de Akatsuki – A deixam ainda mais deslumbrante. Ela sorri da forma mais alegre que já vi, talvez por que para mim ela sempre sorriu assim.

(Padre) Então meus caros e nobres convidados. – Ele se vira para nos falando o mais alto que pode, para que todo o salão, todo o palácio possa nos ouvir. – Estamos aqui nesse momento histórico e único, para unir essas duas belas e bondosas almas em matrimônio...

Karin aperta sua mão no meu braço e olha atentamente para as palavras ditas pelo padre, atrás dele posso ver meus pais sentados em seus tronos, minha mãe permanece animada, quase a ponto de pular de seu trono e vir ao meu encontro, meu pai sorri de lado, mas sei que ele também está “contente” com essa união, mais pelos bens que o casamento trará do que por ele em si.

Itachi, Shisui, Obito e Izumi estão imparciais, Itachi sabe bem o quão difícil estar para mim permanecer nesse altar. Obito não faz ideia, mas percebe meu desconforto – E eu temo que isso seja evidente para o restante dos convidados – Izumi está mais entretida em olhar o vestido de Karin do que olhar para mim, já os olhos de Shisui vagam longe de mim, mas bem próximos dos nobres de Iwagakure.

E ela... Meu Deus como alguém pode ser tão linda quanto ela? Sakura brilha com seu vestido representando bem as cores de seu reino, sua coroa e seus cabelos simplesmente roubam toda a atenção, os olhos dela parecem tão distante, mas o sorriso ainda permanece em seus lábios.

Ela não me encara, por mais que eu a olhe, por mais que eu queira que ela me olhe.

(Padre) Temos a honra e graça de presenciar a união entre dois maravilhosos reinos: Akatsuki e Konohagakure através de nossos quarto príncipe Uchiha Sasuke e nossa princesa herdeira Haruno Karin. Essa é mais que uma aliança entre duas pessoas que se amam, é uma aliança milenar entre povos.

Pessoas que se amam? Desde quando isso se tornou um casamento de “fato”?

Izumi dá uns passos a frente para o lado do Padre, ela levanta a pequena almofada dourada com os anéis a mostra, duas alianças de ouro com uma pedrinha de perola e esmeralda em cada uma, sei que na parte interna delas há o escrito de Akatsuki e Konoha, representando o pacto entre as duas nações.

(Padre) Então, minha amada princesa Haruno Karin primeira de seu nome, aceita agora Uchiha Sasuke como seu legitimo esposo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, com seu povo e sem eles, até que a morte os separe?

Até que a morte os separe é precipitado demais... É tempo demais...

(Karin) Eu aceito, sua Alteza Uchiha Sasuke como meu legítimo esposo, até que a morte nos separe. – Ela se vira de frente para mim sorrindo, pega a aliança maior e segura minha mão, a colocando levemente no meu dedo anelar. – Eu lhe Aceito Sasuke.

A aliança pesa no meu dedo, assim como a minha respiração, inspiro fundo, abaixo o olhar e pego a aliança restante e espero pelas palavras do Padre. Quero acabar com essa merda o quanto antes.

(Padre) Meu amado príncipe, Uchiha Sasuke primeiro de seu nome, aceita agora minha princesa Haruno Karin como sua legitima esposa, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, com seu povo e sem eles, até a morte os separe? – Karin olha para mim ansiosa e posso sentir a atenção e anseio de todos em mim, tusso um pouco antes de prosseguir.

(Sasuke) Eu... Eu aceito... – E então eu levanto meu olhar para ela, para a princesa atrás de Karin. Sakura me olha com pesar, parece respirar fundo e prestes a chorar... Sakura. – Eu Uchiha Sasuke aceito...

É pelo o seu povo Sasuke, pelo o seu povo, pelo povo de Akatsuki, de Kirigakure, Iwagakure e agora pelo povo de Konoha, são milhões até bilhões de vidas em suas mãos agora, são quilômetros e quilômetros de terras devastadas que podem ser restauradas, de terras férteis que podem continuar férteis.

São coisas e pessoas demais em minha mãos para que eu me deixe levar por um desejo meu, pelo o meu egoísmo. O que é a minha infelicidade comparada a daqueles que não tem nada o que comer por dias? O que é a minha infelicidade comparada ao medo de ter sua casa invadida pelo exercito inimigo e de temer que os dias de pragas voltem?

Esse é o peso pelo seus olhos, pela sua graça, pelo seu clã, pela sua coroa. Não há outro que possa fazer isso que não seja eu, e eu preciso fazer direito.

(Sasuke) Eu Uchiha Sasuke a aceito como minha legitima esposa até que a morte nos separe Haruno Sakura... Karin.

(Karin) O que?

...


Notas Finais


Essa é uma nova fic que adicionei ontem e que literalmente tive a ideia e criei ela enquanto escrevia o cap acima kkkkk, bem espero que gostem:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/butterfly-17261935


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