História Pietro Sol - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Segredos, Suspense, Teorias, Terror, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Rosas Amarelas


Consciente de minha solidão. Fiz ruínas de mim mesmo, esqueci todo o mal que eu havia passado. Para futuramente esquecer também quem me ajudou. Sorrir para amigos que riam de verdade, ansiava por aquilo, aquela felicidade gotejante; um lar e família.

O travesseiro no qual me deitava era inundado por minhas lágrimas, alguém como eu na idade que estou, fazendo o que faço, pode ser digno de pena, ou melhor, de vergonha, asco.

Não via saída quando olhava para a porta, perdido no limbo, após perder o prazer na vida. Complexo imaturo, de um homem tão velho.

Olhos profundos para enxergar os detalhes do dia, até que, em uma sexta-feira. Eu lembro todos os detalhes, como se tivesse aberto os olhos pela primeira vez em minha vida, exatamente naquela sexta de manhã.

Um aniversário na casa de amigos meus, a família Bourgeois, ficava a duas quadras de onde morava. Não tinha o que perder não os via há tempos, e a amizade deles foi algo que sempre prendeu minha atenção. Sempre fui alguém muito isolado, fechado em todos os âmbitos, não me passa na cabeça um por que deles manterem essa amizade, contudo, me senti acolhido por eles, e talvez, eles saibam disso. E possam ver através de meus olhos caídos. Mas, se for assim, terei que esconder bem o que se passa em minha mente. E principalmente meus “engatinhantes” sentimentos.

Celebrava-se naquele dia o nascimento do filho mais velho, que completava dezesseis anos, me lembro que foi em 89, dia 10 de novembro, um dia antes do feriado nacional: “Fête Nationale”, em prosa disso eu pretendia me manter em casa, divagando como sempre. Penso agora que se tivesse feito isso, – se não tivesse comparecido a festa-- não tardaria muito para um futuro suicídio. Nunca encontraria alguém como eu o encontrei. Tão especial...

Surpreendi-me e não quis aceitar que estava amando, eu havia feito parte da vida daquela família, de certo modo vi os filhos do casal crescer, mas em meio a afastamentos de minha parte perdi oito anos e meio sem notícias deles, foi um longo tempo que se passou, onde eu estava em outro país tratando de problemas familiares, não sei bem se posso usar a palavra “familiar” para definir isso, porém, será a mesma no qual o juiz usou nas acusações, sem mais prolongações.

Nesse meio tempo nasceu Pietro Sol Bourgeois, e eu só tive a ilustre chance de conhecê-lo quando o mesmo já tinha completado oito anos. Também nasceu a caçula Úrsula, a que provavelmente será a última filha do casal.

Eu olhava para ambos os filhos mais velhos e não sentia nada, olhava para a caçula, que tinha dois anos na época, e não sentia nada. Mas o Sol, ele sim me fazia sentir tudo, meu coração vibrar, sorrisos inexplicáveis surgirem em meus lábios, como se por extinto, e até mesmo uma temerosa sensação de dependência, vicio ao olha-o.

No dia em questão eu passei o resto do tempo observando-o, eu me sentia o pior dos doentes e queria morrer, e ao mesmo tempo eu me sentia vivo, como eu nunca estive.

(...)

 

Eu refletia sobre isso em quanto comprava rosas amarelas na floricultura, foi à solidão a culpada? Eu nunca tive certeza em nada, e posso afirmar que ainda não tenho, mas nele eu tenho certeza que amo. E certeza que nunca poderei tê-lo.

Já se faz um ano, e eu ainda não pude esquecer...

É imaturo o princípio de amar, mas não sei se posso categorizar isso que sinto como um romance ou até mesmo como uma “coisa”. O amor é complicado demais, eu penso demais. E às vezes eu não dou por mim, e já estou pensando novamente nisso, nele. Um inútil que está comprando rosas amarelas.

Havia tantas outras cores nesta paleta imensa com variados tipos de rosas, as de carmim, brancas, coral, lilás, roxas e azuis, rosas-chá e rosa champanhe, todavia, as amarelas, elas sim me prenderam a atenção. Eram lindas, não tinham o mesmo significado forte das azuis, ou o ardente amor das vermelhas, elas eram o amor platônico que eu tinha dentro de mim. Por isso as comprei.

Dizem que quando se apaixona tudo faz se lembrar da pessoa especial que ocupa parte de sua mente e coração, passei minha vida inteira ouvindo isso, sempre tão repetitivo, dos meus amigos que um dia se afastaram e foram construir uma família, e de todos ao meu redor. E a agora eu entendo, olhando o buque eu podia sentir algo diferente, que todo aquele calor instintivo da cor amarela envolvia muito mais do que apenas Pietro Sol, também me envolvia.

O amarelo é uma cor quente, trás ao ambiente mais calor e iluminação, que proporciona concentração e atenção, mas se posta em excesso, pode provocar distração e ansiedade.

 

Eu estou mergulhado em um mar amarelo, longe do ouro, esperando por um resgate, que se tardar chegar, eu posso me afogar.



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