História Pigmentos de Amor - ShinoKiba - Capítulo 18


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Categorias Naruto
Personagens Kiba Inuzuka, Shino Aburame
Tags Abo, Angst, Kiba, Kiba Omega, Mpreg, Naruto, Omegaverse, Shino, Shino Alpha, Shinokiba
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Palavras 1.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Outubro sempre é um mês corrido! SOCORRO.

Vou att essa e ainda tenho uma história pra postar sobre o tema do grupo ShinoKiba, mas vou esperar passar essa loucura das drabbles!

Boa leitura

Capítulo 18 - A cor de um... hormônio descontrolado


Depois da consulta o casal foi para a casa de Kiba, onde a mãe do garoto esperava para saber das notícias com detalhes, ato que ficou por conta do próprio filho realizar.  Enquanto ouvia o Ômega explicar tudo, Shino teve certeza que aceitariam a proposta de Haruno Sakura, pois a empolgação de Kiba ao repetir pela terceira ou quarta vez que escreveriam um livro sobre ele era contagiante. Além disso, Sakura era a primeira a mostrar interesse e coragem de seguir acompanhando a gestação perigosa.  Ela explicou sobre todos os recursos da clínica e do hospital associado: tecnologia medicinal de ponta. Kiba estaria tão amparado quanto possível. A essa altura enviaria o contrato para o advogado do pai analisar, apenas para garantir não ter nenhuma clausula que precisassem negociar.

Ter a história divulgada na comunidade científica era um pequeno preço se com isso conseguissem garantir a segurança do garoto e do filhote.

Tsume recebeu a notícia tão bem quanto uma mãe que amava seu filho poderia receber. A preocupação sobrou, mas ela fez de tudo para não transparecer. Conversaria com Hana para que estivesse sempre atenta ao irmão. Pela postura do Alpha compreendeu que atenção

ao namorado era algo que ele teria muito. Tinham que confiar na capacidade dos médicos, na força de Kiba e nas boas dádivas que os deuses com certeza lhes reservariam.

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Inuzuka Kiba não se deixou abater pela dificuldade da gestação. Ele captou muita firmeza emanando de sua futura obstetra. O lado Ômega sentiu que podia contar com ela, que teria o melhor tratamento. Também podia perceber a preocupação de Shino e seu lado Alpha. Assim como da família que incluía Uzumaki Naruto.

A gravidez não foi planejada, mas todos os envolvidos dariam o seu melhor para passar por aqueles quase sete meses que vinham pela frente. Tal disposição ficou muito clara nos

dias que se seguiram.

— Então você vai começar a sentir coisas estranhas...? — Naruto perguntou enquanto caminhavam para a sala de reforço. Mais uma semana chegava ao fim, o que podia ser considerado uma vitória.

Normalmente Kiba fazia o percurso sozinho, mas por algum motivo Naruto resolveu acompanhar. Coisa de instinto que nem o Beta sabia explicar. Não que fosse grande coisa, a sala de estudos extra ficava no mesmo caminho da sala em que seu Bukastu acontecia.

— Uma caralhada de coisas, pelo que a Sakura me explicou.

— Sakura-sensei! — Naruto corrigiu acertando um tabefe na nuca do amigo — Até eu sei que a gente precisa respeitar os... mé... di...cos... OE! Você tá chorando, Kiba?!

A brincadeira que sempre faziam entre si pareceu causar um efeito diferente no Ômega. Os olhos brilharam lacrimejantes.

— Porra! To sensível, cara. Não consigo controlar.

Meio desesperado por ter causado a emoção alheia, Naruto fuçou na mochila até achar uma barra de chocolates. Então entendeu para o Ômega.

— Foi mal, Kiba.

Pois as lágrimas desapareceram como mágica. E deram lugar a um sorriso isca para comercial de pasta de dentes.

— Valeu!! Adoro essa marca!

Recuperou-se tão rápido que deixou Naruto desconfiado.

— Oe...? — o Beta resmungou.

— Que foi? — Kiba indagou sorrindo enquanto abria a embalagem e dava uma generosa mordida — São os hormônios.

Naruto estreitou os olhos e não rebateu. Mas guardou aquela na caixinha da sua memória para dar o troco depois que o filhote nascesse. Kiba era um espertinho, isso sim!

No fim daquela tarde quando o Ômega saiu da escola encontrou o carro de Ino estacionada por perto, atendendo um pedido de Shino. O Alpha não poderia buscar o namorado por causa do estágio que só acabava as seis. Mas queria que Kiba fosse para o apartamento deles, para que discutissem as informações que o advogado tinha passado.

— Yo — o garoto foi cumprimentando ao sentar-se no banco do carona.

— Olá — a Alpha respondeu. Quase imediatamente sua essência animal envolveu ao Ômega, um cuidado quase carinhoso que surpreendeu Kiba — Não posso evitar. Se o Shino te reconheceu pra valer, então agora você é família.

Kiba não disse nada. Mas o peito estufado foi sinal de que ele gostou muito de ouvir aquilo. Ino era uma boa amiga de seu companheiro. Queria que fosse sua amiga também!

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— Fica a vontade — Kiba foi dizendo quando chegaram no apartamento de Shino. Ou melhor, no apartamento deles. Jogou a mochila sobre o sofá e rumou em direção a cozinha.

— Obrigada — Ino respondeu um uma sobrancelha erguida. Pensou em dizer que se sentia bem a vontade ali muito antes dele aparecer fedendo a leite (correção: de acordo com Shino, cheirando a morango...). Mas era bonitinho ver o adolescente bancar o anfitrião.

— Quer beber alguma coisa?

— Um café, pode deixar que eu preparo.

— Então eu também quero.

— De jeito nenhum. Café é restrição pra você. Pode ficar com um achocolatado.

Kiba hesitou, parado na porta que separava os dois ambientes.

— Por causa do filhote? Não sabia.

— Sua médica deve fazer uma lista de restrições. Café, chá de camomila, condimentos… — Ino o alcançou e apertou-lhe a bochecha de leve — Pesquisei um pouco na Internet.

O garoto balançou a cabeça aceitando a recomendação. Acomodou-se na ilha de mármore, sentando num banquinho e cruzando os braços sob o tampo. Ficou em silêncio assistindo enquanto Ino movia se de um lado para o outro, colocando água para esquentar, preparando o coador, esquentando um pouco de leite.

Ela abria os armários e encontrava os itens com facilidade, o jeito de quem está acostumado a fazer coisas assim. Muito similar ao modo que Naruto agia na casa dos Inuzuka: um membro integrado à família, com a liberdade de sentir-se na própria casa.

— Você e Shino se conhecem há muito tempo? — a pergunta saiu curiosa. Desde que começaram a namorar, Kiba nunca investigou a relação de ambos os Alphas. Aceitou Ino como parte da família de Shino, muito mais do que o pai que ainda não encontrara.

— Nos conhecemos no primeiro ano da faculdade. Nossos Alphas simpatizaram de primeira, foi amizade instantânea.

— Sei… põe mais chocolate — pediu ao notar que Ino adicionava duas colheradas de chocolate em pó ao seu leite quente.

— De jeito nenhum! Vai te dar uma caganeira… — Ino parou a reclamação ao notar-se fitada por um par de olhos enormes e lacrimejantes.  Seu lado animal se expandiu sem que pudesse controlar, a essência Alpha preenchendo o espaço da cozinha e envolvendo o Ômega, querendo protegê-lo de qualquer tristeza. Acabou colocando mais duas colheres generosas e transbordantes de chocolate em pó no leite, transformando a mistura em algo escuro e denso. Depois empurrou o copo na direção de Kiba, que o segurou com as duas mãos. Um sorrisão iluminado e cheio de gratidão eliminou as lágrimas tão rápido que elas até pareceram uma ilusão.

— Obrigado! Está perfeito — ficou muito satisfeito com o resultado. Surpreendeu-se um pouco com a reação Alpha de Ino, mas o que o envolveu foi uma preocupação tão quentinha, uma sensação de “família” que o fez se sentir muito querido — Meus hormônios estão uma bagunça, coisa da gestação, sabe...?

— Pilantrinha — Ino resmungou mal-humorada. Foi terminar de preparar o café para si, prometendo com veemência que nunca mais cairia naquele truque!

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Shino chegou em casa quando a noite se aproximava mansinha. Precisou terminar alguns papeis, também aumentava o banco de horas sempre que possível, para ter uma reserva quando as consultas regulares de Kiba começassem. Iria acompanhá-lo em todas!

— Tadaima — anunciou-se assim que abriu a porta, deparando-se com uma cena inusitada. Kiba todo acomodado no carpete, com um pote de sorvete de creme e um generoso pedaço de torta de morangos sobre a mesinha de centro.

— Okaeri! — respondeu tentando engolir ao mesmo tempo — Experimenta. A Ino comprou pra mim.

Levantou a colher com um bocado de sorvete e foi atendido. Shino sentou ao lado dele e abriu os lábios para receber a oferenda. Não gostava de doces, mas amava o sabor de felicidade que fluía pelo vínculo.

— Chegou bem na hora — a Alpha apareceu na porta, secando as mãos em um pano de pratos — A comida tá pronta. Se alimentem bem.

— Não vai jantar com a gente? — Kiba indagou — Eu já comi a sobremesa, mas ainda sobrou espaço pra coisa salgada.

Ino torceu o nariz.

— Não, muito obrigada. Já tive o bastante de descontrole de hormônios por hoje. Passo a tocha olímpica pro seu companheiro manter acesa. Boa noite!!

Despediu-se rápido. Na verdade ela sabia que o casal conversaria um assunto particular. Devia dar espaço para que fizessem isso. Também estava meio abalada, pensou que tinha superado a imagem de um Ômega triste, todavia acabou cedendo aos pequenos caprichos de Kiba sem que pudesse evitar! Desse jeito passaria a gestação toda mimando o garoto com comida!

— Não faço de propósito — Kiba explicou quando ficaram sozinhos.

— Os seus hormônios... — Shino soou condescendente antes que uma nova colherada de sorvete fosse enfiada em sua boca.

— É. Os hormônios... e a questão do advogado? Quer conversar antes ou depois do jantar.

— Talvez seja melhor depois. Ele me explicou bem todos os itens. Apenas um talvez fosse melhor mudar. A questão de autorizar a publicação sob qualquer circunstância. Inclusive um...

Shino interrompeu a frase. Estava começando a explicar a questão apesar de terem concluído que era melhor conversar depois.

O Ômega captou a relutância e sorriu. Às vezes o tratavam como criança e era extremamente vantajoso quando rendia comida. Outras vezes o irritava. Aquela foi uma delas.

— Inclusive se acontecer um aborto — ele falou um tanto brusco — Sei disso, Shino. A médica deu muita ênfase pro lado perigoso da coisa toda. Não se preocupe: eu sou muito forte. Vou me cuidar. E tenho vocês comigo nessa. Não vou sofrer um aborto. Sou meio foda, sabe? Um partidão.

E recostou-se no ombro do Alpha, oferecendo não apenas um pedaço de torta. Também fluiu conforto vínculo, para acalmar os anseios que sentiu vindo de seu companheiro.

Shino aceitou ambas as coisas. O garoto tinha razão: era um dos Ômegas mais fortes que conheceu. Um verdadeiro partidão.


Notas Finais


Estão gostando?

٩(。•́‿•̀。)۶


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