História Pilares da sobrevivência - Capítulo 1


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Palavras 768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é uma história sem compromisso com descrição, portanto, a aparência dos personagens fica a seu critério. Boa leitura!

Capítulo 1 - Evacuação (Pedro)



[Três dias depois das primeiras infecções] 

 

 Pedro já estava cansado do balançar do caminhão. Desde as cinco últimas horas, ele, sua família e outras famílias eram escoltados em um comboio militar. Atrás e à frente do caminhão que os transportavam, estavam outros transportando dezenas, talvez mais que uma centena de famílias. O caminhão se movia lentamente para que os militares que estavam a pé pudessem acompanhá-los.

O comboio seguia por uma avenida cercada de uma densa floresta. No horizonte era possível ver os prédios da cidade que estavam abandonando. Eventualmente tiros eram disparados, os militares tentavam impedir que os infectados chegassem ao comboio. Bom, estava funcionando.

Mas Pedro já não ligava mais para aquilo fazia um tempo. Com o olhar fixo ao chão e escutando o choro das outras famílias enquanto rezavam por sua segurança, ele tentava processar tudo o que estava acontecendo.

Três dias passados depois das primeiras infecções, as informações já eram muitas. Se tratava de uma doença sem cura e contagiosa. O indivíduo infectado era morto e, por algum motivo, voltava a vida. Desde então, qualquer contato com o sangue ou saliva do infectado em seu organismo, você seria infectado, sem salvação alguma. Em menos de seis horas você estaria morto e, logo em seguida, voltaria a vida sem consciência nenhuma, apenas sedento pelo gosto da carne humana.

As mortes foram rápidas, a infecção se espalhou numa velocidade inexplicável. E o pior é que tudo aquilo começou em sua cidade. E é por isso que existia aquele comboio. O plano era simples, evacuar a cidade e mantê-la em quarentena. Fazia sentido, claro. Mas haviam casos de infecção por todo o país, ou melhor, por todo o mundo. Nenhum lugar era salvo, não adiantava mudar de cidade.

Foi então que ele encostou as costas nas barras de segurança da caçamba do caminhão. Olhou para o céu e viu que estava nublado. Aquilo realmente estava a cara de um apocalipse. Psicologicamente perdido, ele suspirou profundamente. Depois disso olhou para sua família.
 Diferentes das outras famílias que estavam no mesmo caminhão que eles, ninguém chorava. Estavam todos calados e com expressões inquietas no rosto. Pedro pensou no quão sortudo ele foi de conseguir juntar toda a família e mantê-los a salvo com a ajuda de seu pai. Sua irmã Sara, Rakel e sua mãe já estavam em casa. Ficaram lá enquanto ele seu pai dirigiam em busca de seu irmão Lucas que estava na casa de um amigo.

 Estava tão preso nos próprios pensamentos que quase não notou a frequência de disparos ficando maior. Até que, o caminhão que já se movia de forma lenta, parou. Curiosos, quase todos em seu caminhão levantaram-se e olharam para o resto da avenida. Foi quando escutaram disparos em uma sequência rápida vindo do final do comboio. Militares começaram a correr em direção ao local, abandonando o início do comboio.

 

 - Esse comboio não é mais seguro - ele murmurou enquanto observava a direção em que os disparos vieram. - As coisas estão ficando pior.

- Você tem razão - disse seu irmão Lucas. Pedro assustou-se, sua atenção estava tão presa a aqueles disparos que nem o notou ali. - Se fôssemos a pé, chegaríamos mais rápido no aeroporto do que esse maldito comboio.

 - Tá ficando maluco, Lucas? - sua mãe refutou seu irmão. - E quanto a nossa segurança? Estamos mais seguros aqui!

 - Ele tem razão, querida - seu pai concordou. - Só precisamos ser cautelosos.

 - O quê?! - sua mãe reagiu surpresa. -

 - Mesmo que quisessemos, os militares não deixariam a gente sair - disse sua irmã Sara. -

- Eles estão tão distraídos correndo para o final do comboio que nem nos perceberiam indo embora - disse Pedro. -

 - Mais um motivo para irmos - disse Lucas enquanto se preparava para pular do caminhão. - Eles estão deixando essa parte do comboio para proteger o final, já estamos inseguros, mãe.

 - Dane-se essa merda - reclamou sua irmã enquanto pulava do caminhão. Seu pai pulou logo em seguida. -

 - É o seguinte, não é seguro com essas coisas andando por aí - seu pai levantou o tom de voz, forçando-os a prestar atenção nele. - Nós estamos por conta própria, então fiquem juntos e evitem ao máximo o contato com essas coisas. Nós vamos seguir a avenida, mas por dentro da floresta, assim evitaremos que os militares nos vejam. E se as coisas ficarem feias para nós, correremos de volta para o comboio - eles concordaram e os que restavam pularam do caminhão. Logo em seguida, eles correram em direção à floresta. -
 



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