História Pilares da sobrevivência - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Isolados (Danilo)



[No mesmo dia das primeiras infecções]

 Danilo terminava de abrir a porta de casa quando sua mãe o puxou desesperadamente para dentro. A face dela demonstrava expressão de medo e agonia. Seu irmão, Bruno, desceu as escadas logo em seguida segurando um pedaço de cano de metal na mão. Temia quem tivesse entrado em sua casa. E quando viu o irmão, ele relaxou e abaixou o cano.

 Sua mãe o abraçou forte enquanto chorava de alívio sabendo que seu filho chegou são e salvo em casa. Danilo tentava processar o que estava acontecendo enquanto seu irmão passava por ele e trancava a porta.

 Depois que sua mãe se acalmou, ela o explicou tudo. Ataques estavam acontecendo por toda a cidade. Pessoas estavam mordendo, ou melhor, devorando as outras pessoas. E mesmo mortas, elas voltavam a caminhar e procuravam outras pessoas para devorar. Danilo não acreditou naquilo de primeira, logo assimilou com os apocalipses zumbis que via em vídeo games, séries e filmes. Uma coisa daquelas não podia ser possível, não é?

 Enquanto sua mãe o explicava tudo, seu pai desceu as escadas com diversas tábuas de madeira, pregos e um martelo na mão. Sem sequer trocar olhares com o filho por conta de tanta pressa, ele e Bruno caminharam até uma das janelas da casa e começaram a barrica-la.
 

 - O que eles estão fazendo? - perguntou Danilo ainda perdido naquela situação. -

 - Foram sugestões do governo - sua mãe o respondeu enquanto limpava a lágrima dos olhos. - Disseram para ficarmos em casa e nos protegermos até tudo se acalmar.

 

Danilo então, esperou sua mãe se acalmar e logo depois foi ajudar o pai e o irmão. Achava aquilo tudo que estava acontecendo um absurdo. Como algo do tipo aconteceria tão rápido? E ficar trancado em casa era realmente uma boa ideia? Bom, se aquilo fosse verdade, sair na rua seria suicídio, então não havia outra escolha. Antes mesmo que a noite pudesse cair, todas as janelas e portas da casa estavam barricadas.

 E conforme o tempo passava, aquele dia, o primeiro dia de infecção mostrou-se um inferno. Toda a suspeita de Danilo tinham sido aniquiladas, pois viu aquilo acontecer com os próprios olhos. Pessoas eram atacadas e devoradas por outras pessoas bem do lado de fora da sua casa e tudo o que ele podia fazer era observar aquela cena. Não demorou muito para que ele e sua família começassem a chamá-los de zumbis.

 Na madrugada daquele mesmo dia, as pessoas que tinham sido atacadas voltavam a levantar-se, exatamente como sua mãe tinha dito. Algumas, vinham até sua janela e batiam na mesma, tentavam desesperadamente entrar. Seus rostos devorados e ensanguentados amedrontava a todos. Ninguém na sua casa dormiu naquela noite.

 O segundo dia de infecção amanheceu com sons de disparos e, por conta deles, os zumbis pararam de bater em suas janelas e caminhar em direção aos sons. Naquele dia, Danilo e sua família notaram que o som tinha grande influencia sobre eles.

 Na tarde daquele mesmo dia, a maioria dos canais de TV cancelou qualquer outro tipo de programa para cobrir tal infecção. Segundo os números, mais de 20% das pessoas da sua cidade já estavam infectadas. Até o próximo dia, esse número aumentaria para 55%.

 Na noite daquele mesmo dia, em meio aos disparos que não paravam de surgir, sua família começou a racionar água e comida por sugestão dos noticiários e governo. Só na madrugada daquele dia, quando não havia mais nenhum zumbi em sua rua, eles finalmente conseguiram pregar os olhos.
 



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