1. Spirit Fanfics >
  2. Pills >
  3. Videogame

História Pills - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Videogame


Law o observou em silêncio por algum tempo. Realmente observou.

A cicatriz embaixo dos grandes olhos castanhos. Os leves músculos. O rosto rosado. O cabelo tão macio. Luffy era de fato atraente.

Sim, às vezes ele esquecia aquilo quando ele abria a boca e não parava até o final do dia, mas...

Era a terceira vez na semana que Luffy estava ali. Se ele dissesse que não estivera pensando naquilo desde a primeira vez que o viu ele estaria mentindo.

Desde que se conheceram no dia em que a amiga de Luffy apareceu ali desesperada por uma pílula, Luffy esteve vindo visitar Law em sua farmácia todos os dias depois da aula, quando ficava conversando com ele sobre qualquer coisa estúpida que havia acontecido com o colégio, sua família, amigos, festas e etc. Ele até mesmo já se dava bem com seu pai, com quem trocava um papo de vez em quando.

E, para a sua surpresa, Law não achava a presença dele tão irritante, apesar de ele ser muito energético para o que ele estava acostumado, ele meio que já havia se habituado com Luffy por perto, apesar do pouco tempo. Law suponha que um rosto e um sorriso tão bonitos ajudavam naquilo também.

Quando Law o perguntou diretamente por quê ele ficou tão interessado em si, ele afirmou não saber explicar por quê, ele só sentiu a necessidade se aproximar mais e Law pode apenas comtemplar aquelas palavras no momento. Ele não queria pensar muito naquilo na hora. Ele era um adolescente. E era incrivelmente inocente para um garoto de 17 anos. Era simplesmente errado só pensar naquilo, mas... de novo, seria uma mentira dizer que ele não pensou.

Mas, não só aquilo era um obstáculo para qualquer merda que Law estava pensando, a família de Luffy... Oh, deus. Os irmãos dele viviam se metendo em brigas no bairro e Law era só um estudante de Biomedicina magricelo. Se ele se metesse com Luffy, ele seria quebrado em dois. Ele tinha certeza daquilo.

Ele não poderia. Definitivamente não.

Ainda.

Ele queria.

Queria tanto que passou a noite passada em claro só pensando naquilo, mas ele se recusou a descer a mão para suas calças tentando se manter firme em sua decisão.

Ter o garoto tão perto também não ajudava em nada, da forma que Luffy era extremamente pegajoso. Sempre abraçando Law e passando as mãos por ele como se não fosse nada demais. Bem, talvez não fosse realmente nada demais, era Law quem estava pensando em coisas sujas.

Ele simplesmente tinha que parar de pensar naquilo e resolver seu problema lá embaixo com alguém menos problemático. Aquilo podia ser facilmente arranjado então não havia porquê se estressar.

“Traffy”, Luffy chamou, um pouco distante, de onde ele estava sentado em uma banqueta, os olhos focados no jogo que ele estava jogando no seu celular.

“Hm?”, Law deu um sobressalto, sendo acordado de seu devaneio.

“Eu estava pensando... Posso dormir aqui hoje?”

Porra.

Sim, por favor.

Na verdade, não.

A garganta de Law se apertou antes que ele perguntasse.

“Bem, por que você quer-“

“Sabe aquele jogo que você comprou ontem? Eu realmente queria jogar. Tipo, tudo, mas meu console está quebrado faz um tempão. Então estava pensando que podíamos virar a madrugada e zerar ele desde que amanhã é sábado. É curto, não é? Tem só 10 horas de jogo.”

Law engoliu em seco. Claro. Era por causa do maldito jogo. Law era quem já estava pensando em outras coisas.

Mas aquilo seria muito arriscado. Luffy em sua casa aquela hora da noite, bem a seu lado, tão próximo de seu quarto. Ele deveria inventar alguma desculpa logo.

“Então... por favor?”, Luffy pediu, abrindo um sorriso para ele, os olhinhos brilhando.

“Sim, claro. Talvez, se quiser ficar até domingo.”

Não. Não. Qual era a merda do problema dele?! Por que ele havia acabado de falar aquilo?!

“Obrigado, Traffy, mas não acho que Ace e Sabo vão deixar dois dias, sabe? Mas talvez outra vez.”

Oh, ok. É claro. Eles não deveriam confiar nele ainda. E eles estavam totalmente certos naquilo.

Law tentou não parecer muito apavorado, se recuperando quando viu um cliente entrar.

Seria uma longa noite.

 

^^^

 

Sua casa ficava bem ao lado da farmácia dele e de seu pai. Não era nada demais. Era uma residência simples de somente um piso, com cômodos humildes, porém confortável o suficiente com o dinheiro que eles faziam com o estabelecimento.

Luffy ficou muito empolgado quando explorou por lá e se divertiu investigando as coisas de Law, como suas fotos mais jovem e suas coleções de quadrinhos da DC.

Agora, alguns minutos depois de eles terem jantado – É, “jantado” por quê Law preparou um miojo para eles desde que seu pai ainda não tinha feito as compras daquela semana por estar ocupado demais com a farmácia. Ele inclusive ainda não tinha chegado justamente por estar no mercado, então Luffy e ele estavam sozinhos ali. Law tentava não pensar muito sobre aquilo também.

Luffy estava esparramado sobre seu sofá enquanto jogava o jogo e Law estava nervosamente sentado embaixo dele, em cima do tapete, enquanto o dava instruções sobre o jogo uma vez ou outra. Luffy, claramente, muito mais focado do que ele.

Ele estava tão distraído que as vezes tinha que perguntar para Luffy o que havia acontecido no jogo há cinco minutos atrás, por que ele não conseguia pensar em mais nada. E eles já estavam jogando há 3 horas.

“Traffy?”

“Hm?”

“Pode me ajudar com esse combo? Não consigo fazer de jeito nenhum.”

“Claro.” Law concordou, dando um sorriso hesitante para Luffy antes de subir no sofá ao lado dele. Luffy o abriu algum espaço e fez um sinal para que se aproximasse. Quando Law o fez, Luffy de repente agarrou em suas mãos.

“Não quero te ver fazendo, quero que me ensine, ok? Para eu conseguir fazer depois!”, Luffy sorriu animado para ele, guiando as mãos de Law para acima das dele, que estavam em volta do controle. A garganta de Law oscilou. As mãos de Luffy eram tão pequenas e tão macias.

“Ok...” Law respondeu, baixinho.

Ele se posicionou bem mais perto de Luffy, com os braços em volta dele para conseguir fazer aquilo apropriadamente e, dessa forma, com sua cabeça posicionada bem ao lado da dele, onde ele podia sentir seu cheiro, sua respiração e seu corpo, antes relaxado, agora levemente tenso.

Law olhou melhor para ele. – Os olhos de Luffy agora estavam levemente arregalados e seu peito subia e descia muito mais rápido que antes. E seus lábios, tão perto dos deles.

Oh, Deus.

Ele também.

Ele queria aquilo. Não queria?

Ele se propôs a dormir na casa de Law pensando naquilo?

Law tentou, ele realmente tentou.

Ele engoliu em seco, fazendo esforço para concentrar seu rosto na tela da televisão.

“Bem, primeiro você-“

Mas fora Luffy quem fez o primeiro movimento. De repente, unindo suas bocas em um beijo apressado que durou cerca de uns 10 segundos. Depois, muito ofegante e com o rosto queimando, ele se afastou um pouco.

“Me desculpe... Eu só-“

Law não conseguia aguentar mais.

Ele puxou Luffy pelo rosto e o beijou novamente, ardentemente, de verdade. Fazendo com que o menor tivesse um leve susto, agarrando em seus braços por amparo.

Law não dava a mínima que ele não sabia beijar. Ele estava tão extasiado com a sensação que continuou forçando seus lábios contra o dele, na esperança que ele pegasse o ritmo alguma hora. E ele conseguiu, fazendo com que Law gemesse satisfeito ao passear a língua por dentro de sua boca. Luffy gemeu também, sentindo as mãos de Law o explorando em conjunto a tudo aquilo. Em seus ombros, cintura e cabelo. Luffy se sentiu tão leve com tudo acontecendo.

Ele odiava aquilo, mas ele tinha de se afastar por alguns segundos para recuperar fôlego, os dois estavam muitos frenéticos e desesperados então toda a sessão de amassos ficava muito mais cansativa do que deveria ser.

Certo. Ele iria se acalmar um pouco. Ele era o mais velho ali.

Ele colou o rosto de Luffy no dele, vendo as bochechas rosas e as orbes chocolates confusas e apavoradas de desejo o encarando de volta, sentindo sua respiração descompassada.

“T-Traffy”, foi o que Luffy conseguiu falar.

“Luffy, você nunca beijou antes, beijou?”

“Não.”

“Ok...” Law lambeu os lábios, segurando suas mãos, mas ainda com os olhos focados nele.

“Escute...”

Ele não escutou. Luffy avançou sobre ele de novo. Agora, debruçando-se sobre ele e atacando seus lábios, cabelos, braços, peito e tudo o que ele sentia pela frente.

Law não conseguia resistir aquilo. Não duas vezes.

Ele fora obrigado a corresponder o beijo e passar as mãos por Luffy também. Ah, ele era tão gostoso. Law esteve pensando naquilo por tanto tempo. O quão errado podia ser se era tão bom? Se ele se arrepiava tanto só com um beijo? Se a bunda de Luffy era tão apertada e se ele gemia daquele jeito quando Law a apertava.

Se ele se contorcia todo só por um chupão no pescoço?

Ele estava gostando daquilo. Luffy estava tão duro e molhado. Ele gostava muito daquilo. Não podia ser errado. Não quando ele fazia aqueles barulhos. Não quando ele se roçava em Law daquele jeito.

Luffy queria tanto quanto ele.

Esteve querendo todo esse tempo. Pobre coisinha.

Law tinha que ajudar ele.

Law então meteu as mãos na bermuda de Luffy, agarrando seu membro de lá e o puxando para fora.

Luffy choramingou com o contato repentino, assistindo com os olhos arregalados.

“O-O que- AH!”

Em menos de cinco segundos, Law abriu sua bermuda também e juntou o pênis dele e o do Luffy em sua mão, começando a masturba-los com veemência.

Luffy ficou apavorado no começo, olhando espantando para a mão de Law subindo e descendo e apertando, mas não demorou muito para que ele ficasse extasiado com o prazer e começasse a gemer e chamar por seu nome em alto som. Law era bom naquilo. Ele sabia. Luffy parecia estar no céu, enquanto se agarrava a ele e se remexia todo.

Então, ele continuou, com mais força e mais rapidez dessa vez.

“Ah, ah! E-Eu vou... Tem algo...!”

“Sim.” Law murmurou, lambendo a orelha de Luffy e a mordiscando agora. “Faça.”

“Ahnn, Traffy, você...”

Law exalou fortemente quando Luffy gozou junto com ele em sua mão. Ele levou seus dedos para cima, os chupando bem em frente de Luffy que gemeu de novo com a visão.

“Isso... Ah, foi tão bom. Eu nunca pensei que podia me sentir assim”, Luffy confessou, enquanto seu corpo se acalmava. O peito indo para cima e para baixo novamente.

“Sim, eu também..”

Ele estava prestes a sugerir que eles terminassem aquilo no quarto até que seu pai irrompeu pela porta de repente, com o barulho das sacolas de mercado e seus passos ecoando pelo cômodo, fazendo com que ele e Luffy puxassem as bermudas para cima e se separassem em um brusco movimento. Os dois espantados com sua chegada, sentando adequadamente do sofá, bem longe um do outro, tentando fingir que não acabaram de ter um orgasmo bem ali.

Corazon sorriu ao ver os dois.

“Luffy! Bom te ver! Law me mandou uma mensagem dizendo que você viria. Comprei panquecas para fazer para vocês amanhã!”

“Ah, legal”, Luffy sorriu animado, ainda que um pouco nervoso.

Law grunhiu, irritado e constrangido.

“Não somos crianças, pai.”

“Bem, vocês se divertiram jogando videogame?”

Os dois se entreolharam com exaspero, mas responderam com um sorriso silencioso.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...