História Pines in the Attic - Capítulo 11


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Categorias Gravity Falls
Personagens Dipper Pines, Mabel Pines, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines
Tags Gravity Falls, O Jardim Dos Esquecidos, Pinecest
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Palavras 2.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, não me orgulho nem um pouco disso. :(
Mas espero que gostem do capítulo e boa leitura! <3

Capítulo 11 - Estranhas Sensações


Mabel

- Somos tudo um pro outro, eu só tenho você e você só tem a mim.

Dipper estava muito diferente, não o diferente esquisito de sempre, mas um diferente novo.
Suas roupas eram belas, uma camisa de botões azuis e um colete preto e para completar uma gravata com uma pedra azul brilhando, ele irradiava beleza.

Eu me via, mas não me controlava. Parecia que estava assistindo ao meu irmão e a mim de longe, e de fato é isso.

- Queria poder mudar tudo.. - A Mabel que eu assistia, tinha os cabelos um pouco mais curtos que o meu atual, sua vestes bonitas e azuis, fazendo par com o de Dipper, a tiara ainda brilhava sobre a sua cabeça.

- Mabel, com diário ou sem diário, eu estou com você até o fim. - O quarto ainda era o mesmo, escuro e amedrontador. Eles estavam ajoelhados sobre o chão, com um livro ao lado, aberto em uma página.

- Por que será que eu te amo tanto?¹ - Aquela Mabel murmurou, com lágrimas nos olhos, olhando para os lados. Dipper colocou a mão em seu rosto, limpando as suas lágrimas.

- Eu te amo demais. - Ele a abraçou e ela retribuiu o abraço.

- Vamos ter um bebê, sabe o que é isso? - Ela colocou a cabeça em seus ombros e o apertou forte nas costas. - Eu já o amo, Dipper, eu o amo mais do que mamãe jamais nos amou! Eu não posso o perder, não suportaria...

- É exatamente por isso que temos que executar o plano, ele é a nossa única chance de sair daqui, de sobreviver. - Dipper disse baixo.

- Eu entendo, mas se der alguma coisa errada eu jamais vou me perdoar por isso.

- Não vai dar nada errado, eu prometo.

- Dipper, você não pode prometer uma coisa que não está sobre o seu controle. - Disse ela entre soluços.

- Foda-se, Mabel! Eu prometo que vou fazer de tudo para que dê certo. - Ele se afastou da outra Mabel, e a olhou nos olhos. - Eu tenho medo, muito medo. Mas por favor, vamos deixar tudo isso para trás, deixar essa vida de sofrimento... Vamos fazer isso e nunca mais olhar para o passado, vamos seguir em frente, só você, eu e o nosso filho... Juntos.

Aquela Mabel deu um olhar ao Dipper que eu nunca pensei ser possível, um olhar de determinação, medo e fúria, tudo misturado á sensação de amor verdadeiro.

***

Acordei em um sobressalto, o coração acelerado e o corpo mole. Os meus olhos estavam turvos, tentando se acostumar a leve primeira luz da manhã, coberta pelas cortinas feias e pesadas.

Um sonho, ainda bem, apenas um sonho.

Me virei e ainda não vi o meu irmão, caramba! Ele ainda não voltou...

Merda, merda, merda...

Por debaixo das cobertas eu senti a pedra que roubamos de Stanford, estava quente.

Roubar aquele artefato por incrível que pareça não foi tão difícil quanto pensávamos, foi até fácil demais...
Esperamos a festa acabar, e digo que eu nunca fiquei tanto tempo sem ir ao banheiro quanto naquela noite, Stanford foi (ainda bem) um dos primeiros a sair, mas infelizmente Dipper e eu não podíamos sair até que tudo fosse resolvido com a nossa mãe.

Passou-se da meia noite, e todos ainda aproveitavam a bela festa. Passou-se de uma da manhã e finalmente a nossa mãe apareceu para nos tirar de lá.

- Não posso ir com vocês até o quarto, Stanley vigia cada movimento que dou aqui, mas espero que se comportem e assim que saírem daqui vão para o quarto dormir. - Ela beijou nossas testas assim que saímos do esconderijo de bebidas. - Confio muito em vocês, meus amores.

Mamãe nos deu espaço de saímos.

- Onde acha que é o quarto dele? - Perguntei, tendo certeza de que a nossa mãe não iria ouvir.

- O maior da casa com certeza! - Diz convicto.

- Certo... E onde seria isso, GPS?

Parramos por um momento para pensar, o silêncio dominou.

- Nos andares mais altos? - Sugeriu ele com a voz baixa. - Desculpa, Mabel, não faço ideia alguma.

- Tudo bem, podemos procurar.

- Isso vai levar tempo demais, e eu nem sei se vamos conseguir!

- Calma, daremos um jeito, juntos. - Sorri o puxando e voltamos a andar. - Vamos começar por aqui e depois seguir para os outros andares.

- O primeiro andar por último?

- Com certeza, maninho!

Andamos por quartos a fim, e parecia que nunca ia acabar, e não eram quartos pequenos não, eram enormes! Quarrtos de hóspedes vazios, mas nada simples: camas grandes, teto iluminado e catedral, banheiro com banheira grandes e também box separados.

- Nada aqui, Mabs... - Ele concluiu depois de terminarmos os andares superiores.

- Então vamos pra baixo.

Ao chegarmos lá, encontramos mais portas, que beleza!
Uma delas nos chamou a atenção, grande, maior que as outras, marrons escuras, estilo francesa e maçaneta dourada.

Meu irmão foi esperto e olhou entre uma das frestas e eu fiquei com a outra.

Estava escuro, e parecia vir um vento leve daquele comodo, deduzimos que estava vazio.

- Vou abrir. - Dito e feito, abri a porta e ela não fez barulho algum, escuro e escuro era tudo. - Não tem nada aqui, vamos embora.

- Calma, maninha, vamos ver se tem alguma coisa aqui, um interruptor de luz.

Adentrei naquele cômodo com receio, mas meu irmão foi todo confiante.

Arrastei meus dedos pelas paredes em busca de um interruptor de luz, ou alguma coisa que iluminasse aquela escuridão.

As luzes se ascenderam muito rápido, olhei assustada para Dipper que sorria.

Era uma biblioteca! A maior biblioteca que eu já vi na vida!
Prateleiras incontáveis, de madeira de pinheiro eu acho, cheias de livros. Organizados pelo que parece por gênero. O teto alto daquele lugar, agora iluminado, mostrava um teto catedral, que dava uma visão linda das estrelas no céu. Alguns sofás e poltronas espalhados pelo cômodo imenso.

- É linda! - Dipper diz admirado. - Seria meu sonho?

- O maior sonho nerd que já vi.

Juntos mais uma vez, espiamos a biblioteca e o cheiro de livros invadiram minhas narinas.

- AH! A versão mais antiga de Nárnia! Eu não acredito, isso foi publicado há séculos, Mabel! Dá para acreditar?

No final daquele lugar tinha uma porta, não tão grandiosa quanto a de entrada, mas ainda sim bonita.

- Entramos? - Perguntei.

Ele olhou na fresta da porta.

- Shhh - murmurou.

Depois de um tempo se virou para mim.

- É aqui. - Concluiu sozinho.

- O quarto dele?

- Exato, parece que ele está dormido, mesmo assim acho arriscado entrar agora.

- O que mais você esperava, Dipper? É claro que ele estaria dormindo, são altas horas da manhã! Fizemos tudo isso pra nada? Agora que estamos aqui temos que concluir o plano.

- Fala mais baixo! - Sussurrou nervoso. - É perigoso demais...

Aquilo me irritou profundamente. Todo esse trabalho pra que então? Não era ele que estava ansioso para roubar a pedra? Por que desistir agora?

- Não vamos desistir, Dipper.

- Mas você nem queria fazer isso.

- Olha aqui, estou me arriscando por você, estou arriscando chatear a mamãe por não estarmos no quarto como o combinado... Se você não entrar comigo eu vou entrar sozinha, e se eu conseguir pegar aquela pedra ela vai ser só minha, e você não irá tocar um dedo nela! - Apontei para ele.

Eu sabia como convencê-lo a fazer alguma coisa, eu conheço meu irmão como ninguém.

- Você não pode fazer isso!

- Experimenta pra ver. - Segurei a maçaneta da porta, olhei para ele profundamente antes de dar um giro na maçaneta.

Abri a porta, nenhum barulho. Estava tudo escuro a não ser pela luz da lua que refletia o quarto todo. Era grande e organizado, a cama grande que Stanford descansava estava coberta por cortinas grossas e escuras. Um closet talvez, e uma outra porta. Tinha uma mesa comprida com vários papéis, folhas usadas e novas, cadernos, livros e um computador não muito grande. No chão um tapete/carpete que parecia ser azul e fofo.

Entrei com passos leves e senti a respiração de Dipper em meu pescoço. Eu sabia que daria certo!

Apontei para o criado mudo perto da cama e depois para mim, depois apontei para o que achava ser o closet. Aquilo foi um sinal de que eu olharia no criado mudo e ele no closet.

Abri ele com cuidado, tinha duas gavetas, a primeira com um óculos e uma caderneta e a segunda com um lenço cinza escuro. Puxei o lenço e a bela pedra azul caiu no chão fazendo um barulho. Dipper virou rapidamente seus olhos arregalados para mim, nos assustamos juntos e depois ao mesmo tempo olhamos para a cama, mas não aconteceu nada.

Quando Dipper saiu do quarto, eu fechei a porta e respirei mais aliviada que nunca.

- Foi fácil demais. - Ele diz enquanto olhava para a pedra brilhante em minhas mãos.

- Está questionando a nossa sorte? - Arqueei as sobrancelhas.

E daí se foi fácil demais? O importante é que conseguimos.

Meu irmão ficou calado.

Quando chegamos as escadarias que levariam ao nosso "quarto", ele parou e me olhou

- Leve a pedra com segurança para la. - Seus olhos tiniam de excitação. - Eu vou explorar a casa.

- Já não exploramos demais?

- Mabel, por favor...

- Okay... - Desviei meu olhar para os lados. - Só por favor tenha cuidado... - Quando ele estava prestes a sair eu o interrompi. - Ei...

- Sim?

- Eu amo você... Então por favor, sério mesmo, se cuida Dipper.

- Pode deixar, maninha. - Fez um sinal de escoteiro. - Eu também te amo. - Logo depois, saiu andando para longe.

***

Desde daquele momento eu não vi mais meu irmão.

Enquanto estava absorta em meus pensamentos, a porta se abriu com um baque, ainda bem que estava deitada.

Senti um puxão.

- Cadê o seu irmão,?!?! - Mamãe estava gelada quando me puxou da cama para olha-la, ela tremia. - Onde ele está, Mabel?!?!

- Eu não sei! - Meu coração se acelerou, parecia que ia falhar a cada batida. - Ele disse que ia explorar a casa.

- Mas eu não disse que pra vocês subirem depois da festa?

Antes que conseguisse responder, Dipper entrou no quarto, assim que viu mamãe ele se assustou e engoliu em seco.

Ela foi em direção a ele, o olhar de uma predadora.

- Por que fez isso, Dipper? - Ela quase grita desesperada. - Eu disse que não podia! E se alguém te pegasse? O que iríamos fazer? Agora que está tudo dando certo na minha vida, pela primeira vez depois que o pai de vocês morreu! Por que, Dipper? Por quê?

- Desculpa eu só... - Antes que ele conseguisse completar, recebeu um tapa forte no rosto.

- Nunca mais faça isso! - Ela foi em direção a porta. - Nunca mais deixarei vocês saírem desse quarto, olha o que me fizeram! Se alguém os visse eu estaria ferrada. Acabou. Se fizer isso de novo, Dipper, seu castigo será muito maior do que apenas um tapa. Deu sorte que não foi flagrado, garoto... Mas não haverá uma próxima vez. - Ela segurou a porta, os dedos brancos de tanto apertar. - Vocês dois me decepcionaram, como posso confiar em ambos depois disso? - Suspirou e fechou a porta a trancando em seguida.

Olhei para Dipper com o coração partido e comecei a chorar.

- Não devia ter feito isso! Devia ter voltado para o quarto! Ou ao menos voltasse mais cedo!

- Desculpa, Mabel... - Sussurrou com a mão na bochecha. - Mas eu vi algo que acho que precisa saber.

As minhas lágrimas pararam com isso, logo secaram no rosto.

- Mamãe estava se agarrando com um cara em dos corredores, não sei quem é, mas sei que é jovem e alto. Parece ser bem rico, mais do que os outros. Ele deu uma pulseiras de safiras laranjas para elas, muito raras!

- O quê?

Mamãe com outro homem? Não, isso não pode ser!

- Ele disse... - Dipper respirou fundo antes de continuar. - Disse que não via a hora de se encontrarem mais vezes, só que longe daqui. Para viverem uma vida, só os dois!

- Não acredito em você.

- Mabel, você tem que acreditar. Por que eu mentiria? - De certa forma ele tinha razão, mas doía demais pensar nisso.

- Ela jamais faria isso com a gente, ela nos ama!

- Nós a amamos, mas ela ama mesmo a gente?

Infelizmente eu não tinha argumentos, porque na realidade nem eu tinha mais certeza.

 

Continua...
 


Notas Finais


¹Referencia ao anime Yosuga No Sora.

Muito obrigada por lerem e espero que tenham gostado.

Um milhão de kisses! <3 <3 <3


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