História Pines in the Attic - Capítulo 14


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Categorias Gravity Falls
Personagens Dipper Pines, Mabel Pines, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines
Tags Gravity Falls, O Jardim Dos Esquecidos, Pinecest
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Palavras 2.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláááá! Aqui está mais um capítulo e espero que gostem, obrigada a todos que acompanham. <3

Capítulo 14 - O Que Realmente Importa


Dipper

Eu me sentia confuso, com raiva e ao mesmo tempo extremamente triste, mas não podia deixar Mabel saber disso. Eu tinha que ser a ponte, de nós dois eu teria que ser o mais forte e por isso não podia desabar. Boa parte da confiança de minha irmã estava depositada no quanto eu consigo aguentar, no quanto o seu porto seguro pode se manter firme. Eu sabia que se mostrasse como eu realmente me sentia ela desabaria comigo, e duas pessoas tristes e com raiva não resolvem nada...

Apesar do medo que eu sentis em mim e da tristeza e com certeza toda a raiva reprimida, eu não ia mostrar a ela. Ela é tão positiva, como eu poderia acabar com isso?

- Dipper, Dip, Dipster? – Ela me chamou do quarto.

Demorei um pouco para descer as escadas, mas como sempre ela me esperava.

- Tivô Stan entrou a alguns minutos trazendo alguns donuts cobertos de açúcar para nós, ele disse que a mamãe mandou. Apesar de não querer nada que venha dela, eu estava com tanta saudade de comer algo verdadeiramente doce. Não sente falta da grande quantidade de balas e jujubas que ganhávamos? Pois eu sinto.

Ri dela por alguns segundos, a boca coberta de açúcar e os dedos todos sujos, mesmo assim para mim ela estava mais bonita do que nunca, com o cabelo todo espetado pra cima e a roupa amassada.

Não fizemos nada além de alguns beijinhos no sótão, no entendo significava tudo. Claro que tenho minhas divergências sobre isso, mas como Deus pode me castigar apenas por ama-la? Olhe para ela! É impossível não sentir seu coração encher de alegria apenas por vê-la sorrindo.
Todas as coisas que nos acontecem nos faz mais fortes, e eu quero ser forte por ela e por nós. O que mais me preocupava era quando a gente saísse daqui, porque não é todo mundo (ninguém) que aceita esse tipo de coisa, mas decidimos não pensar no futuro quando o presente e estar com ela é muito melhor.

Uma coisa ruim é que eu não sei as consequências para o nosso relacionamento, qual é a pena do incesto? Não tinha como saber disso, aqui só tem livros velhos, alguns ótimos, mas nada sobre isso. E também por que teriam livros sobre incesto aqui? Isso não faz nenhum sentido.

- Eu sou tentado a aceitar, Mabs, se já não tivesse acabado de comer. – Sorri para ela e ela para mim em resposta.

- E daí? Poxa vida, você ainda pode comer o que quiser! Não comemos algo tão gostoso desde que papai morreu. – Disse ainda comendo.

Aquele assunto era delicado para mim, fala da morte de nosso pai era algo que me deixava mexido, uma das poucas coisas que eu me importava hoje em dia.
Eu não me tornei “frio”, com certeza não. A amargura de tudo o que está acontecendo me deixa frustrado e agora pouco me importa se mamãe vem ou não vem, se ela se importa ou não... No entanto não deixo de pensar no que poderia ter sido se ainda vivesse na Califórnia com meus pais e minha irmã. O amor de nossa mãe havia ficado na Califórnia, juntamente com nossa casa e pertences que o banco deve ter levado a muito tempo.

- Mabel, você já pensou no que poderia ter acontecido se papai não tivesse nos deixado? – Pergunto ao me sentar em minha cama e a observo lentamente.

- Muito mais vezes do que gostaria... – A ouço dizer, ela limpa a boca e as mãos com um pano que estava em cima da mesa e vem até mim, se sentando ao meu lado. – Mas sabe, a gente não tem que ficar pensando no “e se”, Dipper, temos que dar valor ao que nós temos agora.¹ Um dia isso tudo aqui vai ser passado, as coisas e talvez até algumas pessoas.

- Não vejo a hora de isso acontecer. – Quase rio.

- Sério? Bom... Eu ainda quero estar com você no futuro e...

- Por favor, combinamos de não falar sobre o futuro, vamos viver o agora. – Digo me aproximando dela. – Afinal o que seria do futuro sem o presente?

- Mesmo assim, eu sei que falei sobre não ficar se perguntando o que iria acontecer – começa ela. – Mesmo assim não posso deixar de pensar que poderíamos viver de uma maneira diferente. E se talvez toda essa situação nos deixou loucos a ponto de – ela me olha com os olhos profundos, os detalhes de seus rosto eram impressionantes, as pequenas manchas do açúcar que sobraram no cantinho de sua boca, as bochechas rosadas e o nariz tão bonitinho. – você sabe.

Oh sim, eu sabia muito bem disso. Eu me questionei isso por muito tempo, antes dela me convencer de que o que fizemos não era de certa forma tão errado assim.

- Está se arrependendo de algo? Quer parar? – Digo apressado tentando o mais rápido possível obter respostas.

- Acalma o coração aí, maninho! – Ela desvia o olhar. – Jamais diria algo assim, já disse que quero disso. Não me arrependo de nada e nunca vou. O que estou querendo dizer é, você iria gostar de mim assim se ainda morássemos na Califórnia?

Eu não podia responder, porque não tinha uma resposta.

- Sem questionamentos, Mabel. Nos gostamos assim e ponto, essa é a realidade agora.

Ela se move para mim e acaricia meu rosto lentamente com a sua mão macia e cheirando a donut, passa os dedos devagar por toda a minha face me causando arrepios e um frio na barriga.

- Como eu poderia me arrepender disso? Como poderia me arrepender de nós dois? – Diz e continua acariciando o meu rosto, fecho os olhos ao seu toque para aproveitar mais o toque.

***

Mais tarde naquele dia eu resolvi passar as últimas horas do dia lendo, porque desde que Mabel e eu começamos eu não tinha lido, ou melhor relido, mais do que duas páginas por dia.

Enquanto sentado na poltrona coberto por um edredom azul marinho, minha irmã tricotava um novo suéter com as lãs que sobraram, era verde, azul e amarelo.

Aquele livro nunca foi um livro comum! Era um diário incrível com diversos contos, sendo reais ou não eram muito fantásticos. Eu queria testar algo dele, não custava nada, seria algo fácil. Pensei nisso por muito tempo e me decidi. É como quando eu era criança e assisti na TV o Peter Pan poder voar, e tentei, bom como o imaginado não deu muito certo. Também já tentei praticar alguns feitiços dos livros de Harry Potter, e novamente sem sucesso. Mas isso é quem sou, tenho que testar as coisas, faz parte de minha natureza. E mesmo que não de certo, pelo menos tentei, e além disso se tudo for um conto de fadas, o autor deste diário tem uma imaginação surpreendentemente fértil, e poderia me dar algumas ideias caso quisesse escrever um livro no futuro.

- Ei, vamos tentar fazer algo daqui? – Pergunto para minha irmã, que desvia a atenção para mim, aponto para o livro e ela revira os olhos em tom brincalhão.

- Sério mesmo?

- Claro! Olha só, provavelmente não vai dar nada certo. Eu só quero saber se o que está aqui é realmente verdade.

- Mas é claro que não é. – Volta a atenção para o suéter.

- Você não tem como ter certeza. – Bufo irritado e me encosto com força na poltrona.

- Ah, por favor, um livro velho que achamos em um baú? Não vai rolar. – Ela diz e morde o lábio inferior.

- Com pedras brilhantes! – Completo. – Essa é mais uma razão para tentarmos praticar alguma dessas coisas.

- Dipper, eu não quero fazer feitiçaria, isso atraí maus olhares, como um agouro ruim! Os espíritos podem não gostar.

O quê? Penso.

- Por favor, só um pouco, vamos escolher algo simples. – Tiro o edredom e o jogo no chão e vou até ela. – Por favorzinho, Mabel...

Ela fica me encarando por alguns minutos antes de finalmente ceder.

- Tudo bem, mas você vai escolher algo bem simples.

- Se dúvida do que vai acontecer por que quer algo simples? Como você disse não vai rolar.

- Porque... Porque... – Ela tenta achar alguma resposta olhando para os lados. – Ah, esquece. Só escolha algo simples.

Sorri vitorioso, amanhã eu passaria todo o dia procurando qual dessas incríveis artimanhas iriamos usar.

- Agora vai escovar os dentes para a gente dormir, eu já escovei. – Ela se levanta para guardar a lã e o suéter não pronto.

Eu sabia exatamente o que isso queria dizer, traduzindo: “Se apronte para deitarmos na cama e darmos uns beijos antes de dormir.”, e é a minha parte preferida do dia. Na hora em que tínhamos quase certeza de que tivô Stan não iria aparecer de surpresa, a menos que fizesse isso estaríamos seguros.

Depois de escovar os dentes e por um pijama confortável vou até a cama dela, que era melhor para ambos.

- Estou feliz por ter aceitado. – Digo depois que as luzes estão apagadas e juntos estamos deitados na cama dela, com apenas a luz do abajur novo que ganhamos de nossa mãe muito tempo atrás.

- E eu estou feliz por ter você. – Ela se aproxima mais de mim e meu corpo inteiro fica quente. – Já que topei algo que você queria, vamos fazer algo que eu quero, pode ser? – Eu apenas dou um aceno em reposta e ela sorri muito animada. – Eu vi na TV, espero que não se importe.

Eu ia falar algo, mas ela puxou as cobertas e subiu em cima de mim, se sentando em cima do final da barriga. Que tipo de programas ela estava assistindo ultimamente?

Sinto uma corrente elétrica passar por meu corpo no instante em que ela se sentou, os pelos de todo o meu corpo ficam arrepiados.

- O que vai fazer agora? – Sussurro fraco com ansiedade.

- Ah, então... – Ela faz um biquinho. – Acho que agora você tem que me dizer o que está bom.

- Você viu realmente isso na televisão? – Arqueio as sobrancelhas.

- Não, eu menti... Fiquei com vontade de fazer isso. Mas é algo que se pode ver sem problemas na TV. – Ela fica satisfeita com a própria conclusão.

Ela se abaixa para mim e beija. Assim que nossos lábios se encontram eu a sinto mais ainda perto de mim. O calor irradiando do seu corpo, muito mais quente do que o meu. As mãos delicadas passando por meus braços, e o cabelo cheiroso dela. Não sabia como tinha que agir nesses momentos, não era algo que tinha muita informação, mas algo na profundidade de minha mente já sabia o que tinha que ser feito.

Colei mais os nossos corpos colocando as minhas mãos em sua cintura, ás vezes subindo para as costas.

Era indescritível a sensação que sentia com ela. O jeito como suas pernas estavam tão juntas as minhas, e com as penas elas pressionava, me causando sensações que eu nunca tinha sentido antes.
Solto um suspiro pesado de prazer, e a sinto sorrir entre meus lábios.

- Você não precisa dizer se gosta disso se continuar a fazer esses sons. – Ela diz ao separar nossos lábios. – Sua boca levemente inchada e as bochechas mais rosadas do que nunca.

- Só se você fizer também. – A puxo mais uma vez para mim, e ela se ajeita em meu colo para ter um melhor acesso, porém quando faz isso encosta levemente em meu membro, que eu gostaria muito que não desse sinais agora, era muito difícil não “agir” depois que ela ia dormir.

A coloco embaixo de mim, ah era maravilhoso a ter sobre mim. Ela abre as penas e eu fico entre elas.

- Você é incrível. – Sussurro em seu ouvido e depois beijo seus pescoço. Eu não conseguia ter o máximo dela, eu quero a beija-la toda e mesmo que fizesse isso não seria suficiente.

Beijando seu pescoço eu vou descendo por instinto, Mabel solta um gemido baixo assim que chego a clavícula. Ela aperta as pernas ao meu redor e suspira alto, puxa meu cabelo e arqueia as costas.

- Eu preciso saber aonde você aprendeu tudo isso. – Diz baixo.

A beijo mais uma vez em resposta e ela me abraça colocando os braços ao redor do meu pescoço.

***

No outro dia já de noite, Mabel e eu subimos para o sótão de mão dadas e com a outra mão eu levava o diário. Dessa maneira parecia que íamos fazer algum tipo de culto, mas não era exatamente isso.

Quando estamos no fundo do sótão, Mabel decidiu pegar a gravata que tinha me dado com a pedra, já que ela sempre usava a tirara que dei de presente para ela.

- Acho que seria legal se usássemos já que tudo o que encontramos foi graças á elas, a minha no caso, mas tudo bem...

Juntos nos sentamos em frente ao armário com a estrela no meio.

- Já escolheu? – Perguntou.

- Sim, é bem simples, são só algumas palavras...

-  No nosso idioma?

- Pra ser sincero eu não tenho tanta certeza assim...

- Como assim não tem? – Ela quase grita.

- Shh, só não tenho. Vamos fazer isso logo.

Abro na página que tinha marcado, e Mabel olha para ela.

- Hum... – Murmura. – Com tantas coisas legais você escolhe logo um triângulo, Dipper? Poxa, poderíamos tentar aquela versão do Gasparzinho!

- Você disse que teria que ser algo simples, invoca-lo pelo que vi é bem simples.

- Tem certeza? Porque se é tão fácil assim é porque tá errado. – Diz ela, mas não acredito muito nisso.

- Só vamos fazer isso. – Digo e ela faz um movimento de confirmação.

Colocamos as pedras em cima do livro, porque era algo que Mabel achou “legal”.

Assim que repeti as palavras e de primeira nada aconteceu, olhei para Mabel e ela me olhou com o olhar de “Eu te avisei”.
Íamos parar com isso, então triste eu peguei a minha pedra e ela a dela. Mas por que a sensação de que iria dar certo? Eu sentia isso, mas nada aconteceu.

- Pois é... – Digo suspirando de frustração.

 

Continua...


Notas Finais


¹ Minha mãe que me disse essa frase, então crédito total á ela.

Obrigada por lerem, por favor comentem. :)
Kisses! <3 <3 <3


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