História Pinguim (Hybrid) - Capítulo 36


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Categorias TWICE
Personagens Mina, Momo
Tags Fluffy, Híbrido, Híbrido!au, Hybrid, Hybrid!au, Mimo, Twice, Yuri
Visualizações 133
Palavras 1.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi ^-^
Voltei não querendo voltar.
Mentira, eu queria muito voltar :')
Boa [email protected]!

Capítulo 36 - A culpa é da Momo


 

•• Momo’s POV ••

 

Puxei Mina para o meu colo apertando um pouco sua barriguinha, a fazendo grunhir irritada. Ela odiava quando eu ficava a apertando, mesmo que fosse difícil de me controlar, eu tentava.

A soltei depressa, mas a pequena permaneceu nas minhas pernas, brincando com a gola da minha blusa. Estava tranquila, muito mais do que eu.

O doutor revirava alguns papeis sobre sua mesa, resultados dos exames. Eu batia meus dedos repetidamente contra o braço da cadeira, estava ofegante, suava frio.

— E então...? — minha voz saiu trêmula. — Deu certo?

A pequena levantou o rostinho, esperando também por uma resposta. O doutor nos olhou de relance logo voltando sua atenção para os papeis.

— Bem... — ele começou. — Pelo que vejo aqui está tudo certo sim. — assentiu. — Só tenho agora que dar os parabéns as novas mamães! — apontou sorridente para nós.

Meu coração falhou por um segundo, minhas pernas tremeram e se eu não estivesse sobre uma cadeira já estaria no chão há muito tempo.

[...]

— Momo? — ouvi a voz de Nayeon me chamar calmamente.

Abri os olhos vendo a mais velha ao lado de Jeong, ambas paradas na frente da minha cama com um sorriso sugestivo, bem sugestivo.

Olhei para o lado vendo a pequena encolhidinha entre meus braços, estava despida e coberta unicamente pelo edredom. Eu também.

Me lembrei na mesma hora que não havíamos ido para o quarto da Nayeon como o planejado. Por isso o sorriso maldoso das meninas, por isso as expressões de "nós sabemos o que aconteceu aqui".

Era a primeira de muitas vezes que eu iria querer desaparecer de vergonha naquele dia.

— Merda! Eu estava tendo um sonho tão bom. — lamentei dando um beijinho na bochecha da menor e me aninhando novamente atrás dela.

— É, nós podemos imaginar. — Jeong riu. — Aliás, vocês são bem barulhentas quando estão fazendo... Né... E também deveriam trancar a porta quando fossem...

— Que deselegante falar isso, Yoo Jeongyeon! — Nay repreendeu a namorada. — E já que tocamos no assunto, vocês estão perdoadas por não terem ido, agora que eu oficialmente sei o motivo.

Minhas bochechas coraram consideravelmente.

Mina abriu os bracinhos, arrastou os dedinhos pelo meio das minhas pernas, me causando um arrepio bem peculiar.

— Esposaaa? — chamou manhosa.

— A-ai... N-não faz isso agora, meu amor. — sussurrei baixinho em seu ouvido, segurando sua mãozinha pequena embaixo do edredom, enquanto me contorcia um pouco.

— Nós ainda estamos aqui, tá bom Mimo? — Nayeon sorriu.

— Mimo?

— É mais fácil do que falar o nome de vocês duas.

Só Nayeon para inventar algo assim. Mas eu não podia reclamar, ainda estava olhando toda apaixonada para a pequena, com um sorriso bobo nos lábios, repetindo mentalmente aquilo de "Mimo".

— Minari? — Nayeon foi correndo até meu guarda-roupa tirando um roupão de lá de dentro e vindo até a cama. Ajudou a pequena a se sentar, colocando o roupão na menor. — Você quer descer e beber um pouquinho de leite?

A baixinha sorriu animada, como se estivesse esperando por aquilo há um bom tempo já. Mas logo o sorriso fofinho sumiu da face angelical.

— Ei, o que você tem? — Nayeon perguntou toda boba envolvendo o rostinho da menor.

— Tia Nay? — chamou baixinho, fazendo a atenção de todas nós recair imediatamente sobre ela. — Pinguim tá com o bumbum dolorido, e a culpa é da Momo.

Nayeon arregalou os olhos, em seguida me lançando um olhar mortal, e parcialmente surpreso.

— Momo! — grunhiu entredentes. — Você bateu mesmo na minha filha, sua mula?

Jeong começou a rir e senti que minhas bochechas não tinham mais aonde corar. Fiquei em silêncio. Que vergonha!

— Bom, fica um pouco vermelho e dolorido mesmo, mas depois passa, Minari. — ela sorriu um pouco sem graça para a baixinha. — Algumas pessoas como a sua esposa, gostam de... Sabe, dar uns tapinhas e... Não julgo, gosto até, vez ou outra não faz mal.

Nay olhou para Jeong, que ouvindo aquilo se engasgou tossindo desajeitadamente, e desta vez fui eu que não consegui conter o riso.

— Mas esse não é o assunto em pauta. — Nayeon continuou.

— Eu juro que não fiz por mal, só achei que... — olhei um pouco decepcionada para a baixinha. — Eu não pensei muito antes de fazer pra falar a verdade.

— Se a Jihyo fica sabendo, ela te processa, não, ela te mata.

— Jeong, cala essa boca! Você não fala nada de útil. — Nayeon falou tentando controlar a situação com sua educação de sempre, levantando-se e estapeando a namorada ali mesmo.

— Por isso tantos barulhos, não é Momo? — Jeong perguntou, continuando com as provocações, sorrindo daquele jeito para mim.

— E-eu quero sumir. — cobri meu rosto, mas logo voltei a encará-las. — Espera, vocês estavam na porta ouvindo tudo?

Nayeon abriu a boca para responder, mas ficou em silêncio, possivelmente pensando em uma desculpa descente.

— Eu não acredito nisso.

— Pinguim não tá conseguindo andar, tia Nay. — a pequena esticou os bracinhos para Nayeon, para que ela a pegasse.

— MOMO! — a mais velha esbravejou. — Que maldade! — segurou a híbrida com todo cuidado do mundo.

— Meu Deus, a Jihyo vai matar você, Momo. — Jeongyeon não parava de rir, o que só fazia meu pavor crescer a cada segundo.

Jihyo não podia me odiar, eu estava fazendo de tudo para que ela gostasse de mim, de tudo mesmo. Definitivamente não era um bom momento para que ela soubesse das coisas que aconteciam com a Mina e eu no quarto.

— Jeong, já chega!

— Será que vocês podem não brigar na frente da pequena? — perguntei baixinho.

Nayeon colocou Mina sobre a cama, puxou Jeong até o corredor e eu soube na mesma hora que uma briga daquelas viria. Obviamente eu não estava errada, mas talvez se eu desse sorte, eu não teria que chamar a polícia como da última vez em que elas saíram do quarto para "conversar".

Me joguei na cama novamente, querendo me esconder entre os lençóis e não sair dali nunca mais. Eu não sabia lidar muito bem com essas situações.

Vi a híbrida rolar por cima de mim, logo sentindo seus dentinhos fincarem na minha orelha com força.

— Ai ai, meu amor. Não faz isso. Machuca. — reclamei baixinho.

— Momo, leva pinguim pra beber leite, agora. — mordeu mais uma vez, e mais uma vez.

— Tudo bem, tudo bem, eu já vou. — arrastei os lençóis para trás, a puxei para mim beijando com desespero os lábios gordinhos. — Você dormiu bem? — perguntei toda derretida, a vendo balançar a cabeça fazendo que não. — Não? — a olhei um pouco triste.

— Não, a Momo bateu no bumbum e agora ele tá doendo muito. — fez uma carinha de choro e meu coração ficou partido.

— E-eu não vou fazer isso mais, é só que... Eu não resisti. — beijei a boquinha da menor. — Me perdoa?

Ela pensou por alguns segundos, e algo assim me colocava em total desespero.

— Só se a Momo der leite pra pinguim. — colocou as mãozinhas em meus ombros, os apertando. Uma tentativa convicta e certeira de me chantagear. — A esposa vai ou não?

Além de mais impaciente, a minha pequena estava mais oportunista também. Tudo isso depois de passar uma semana direto com a Omma dela em casa. Talvez fosse essa a educação que a Jihyo dava a ela, ou talvez ela a ensinasse a ser assim, mas apenas comigo.

— Claro, claro, vou te dar leite agora mesmo. — fui tirá-la do meu colo para me levantar, mas a baixinha se recusou a sair.

— A tia Nay disse que a Momo gosta de bater, a esposa vai fazer isso sempre?

O tom de preocupação na vozinha doce me deixava atordoada.

— Não, não! Quer dizer, só se você deixar. Mas eu nunca vou fazer nada que você não queira que eu faça. Tá bom?

Fiz carinho na bochecha gordinha e ela apenas sorriu, deitou a cabecinha em meu ombro enquanto deslizava os dedinhos frios pelos meus seios.

— Pinguim ama tanto a Momo. — as bochechas da menor coraram, e as minhas também. Eu queria apertá-la, mas me controlei.

Mina encostou os lábios nos meus, ficando quietinha. Coloquei minhas mãos nas pernas da pequena a segurando bem pertinho de mim, ouvindo um gemido fraquinho e rouco soar quente contra minha pele.

— O que foi?

— Pinguim não quer ir.

— Ir embora com a sua Omma? Ou ir lá embaixo beber leite? — olhei para o rostinho perfeito esperando por uma resposta, e nada. — É isso?

Passei os bracinhos da híbrida ao redor do meu pescoço, e pude ouvir a pequena desmontar em um choro tristonho. O que foi demasiadamente estranho.

 

 

 

 

E meu pavor de dias acumulados voltou dentro de alguns míseros segundos.

 

 

 


Notas Finais


Omg tá quase acabando, meu povo! :'(
Mas isso é bom aaaaaa ^-^
Até o próximo, anjinhos <333


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