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História Pink and Dark - Capítulo 1


Escrita por: e Bra131


Notas do Autor


Olá! Lyinni falando!
Para quem não me conhece, podem me chamar de Karol. É bem mais fácil, não?
Levou muito tempo para concluir o planejamente desta maravilha. Eu me diverti muito escrevendo esse capítulo!
Ah, acreditem, esta vai ser uma fanfic longa. Mas, tudo bem! Vamos lá, antes de qualquer coisa, há alguns avisos e observações que devo fazer.
Primeiro: originalmente, nós postamos Pink and Dark na categoria de The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai). Porém, resolvemos adaptar todo o enredo e os personagens, e passar a postar por aqui.
Segundo: os híbridos que tanto mencionamos, são nada mais, nada menos que pessoas metada animais (humanos com orelhas e cauda de gato, por exemplo.) Cada um tem a característica de seus devidos animais, como por exemplo: híbridos de leões têm cabelos muito longos e podem rugir, lobos e cães podem uivar e ganir, felinos podem ronronar, coisas assim. Pode parecer um pouco bizarro no começo, mas vocês se acostumam!
Terceiro: aqui, nós modelamos o omegaverse ao nosso modo. Para quem não conhece ou não entende muito bem, vou explicar brevemente:
Cada híbrido é dividido em classes. Ao todo, existem duas classes bases, que é ômega e alfa, mas nisso também há outras três, que são beta, ômega original e alfa lúpus.
Ômega: são os híbridos mais frágeis. São muito fraquinhos fisicamente. Na sua maioria, são muito sensíveis e chorões, não têm segundo tom, têm cios e seu par perfeito são os alfas, pois ômegas se sentem atraídos pela força e pela autosegurança destes. Em sua maioria, são mulheres, mas também existem muitos ômegas machos. Observação: ômegas machos têm útero e podem engravidar.
Alfa: são híbridos muito fortes e resistentes. Têm segundo tom, têm cios e, em sua maioria, possuem personalidades dominadoras e autoconfiantes. Seu par perfeito são os ômegas, já que alfas adoram estar no comando, e ômegas amam a submissão. Em sua maioria, são homens, mas também há muitas mulheres alfas.
Beta: é uma classe fraca. Não possuem segundo tom, não possuem cios, e podem ser tanto homens quanto mulheres. Costumam ter personalidades mais neutras. Normalmente, betas só se relacionam com outros betas.
Ômega original: são muito parecidos com ômegas comuns, com a diferença de que os machos desta classe não engravidam, e eles têm um segundo tom — um segundo tom bem fraco, na verdade, que só funciona em ômegas comuns. Ômegas originais são considerados um erro genético, e não são muito fáceis de encontrar.
Alfa lúpus: esta é a classe mais alta. São líderes natos, têm uma força física extraordinária e uma resistência de outro mundo. O segundo tom dos lúpus é extremamente poderoso, e funciona sobre todas as outras classes. Lúpus também têm cios bem intensos. Eles também têm o poder de dominar um território inteiro. Na verdade, lúpus lutam uns com os outros por território. É uma classe muito rara, e também a mais poderosa de todas.
Agora, sobre o segundo tom: é como se o híbrido pudesse moldar sua voz, de tal forma que ela é capaz de apavorar e desestruturar totalmente por segundos ou minutos a sanidade das classes inferiores. Serve como uma técnica de dominação, e é muito poderosa, portanto, deve ser usada com cuidado.
Também saibam que, no mundo híbrido, incesto e relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo são muito comuns.
Bem, acho que é isso. Em caso de dúvidas, perguntem nos comentários!
Ps: agradeço ao @projnaruto por essa capa LINDA! Vão lá dar uma olhada, gente! É incrível!

Capítulo 1 - Cicatrizes


Fanfic / Fanfiction Pink and Dark - Capítulo 1 - Cicatrizes

Desde que se lembrava, era cercado por aquele muro. Um muro gigantesco, tão alto que nem ao menos conseguia enxergar o topo. Precisava erguer a cabeça, com os olhos apertados por causa do sol que iluminava o seu rosto, e mesmo que ficasse nas pontas de seus pés, tudo que conseguia ver era um brilho resplandecente lá no alto. 

Papai dissera que outros híbridos já haviam tentado escapar dos limites dos muros, mas graças a arames elétricos que foram posicionados lá em cima, nunca conseguiram. O choque que tomavam era forte o suficiente para fazê-los cair para trás, e quando isso acontecia, costelas quebradas não pareciam ser castigo o suficiente para os seus carcereiros. 

Papai nunca contou a ele qual era a tal punição que híbridos rebeldes recebiam. A única coisa que ele falou, pelo que lembrava, foi que não importava a idade, a classe ou quaisquer circunstâncias, o rebelde sempre sofreria o pior de todos os castigos. Algo que o traumatizaria pelo resto da vida, que o faria repensar duas vezes antes de cometer alguma rebeldia novamente. Ou melhor: algo que o faria nunca mais querer ser desobediente. 

Naruto achava que era a morte. Não conseguia imaginar algo pior do que fechar os olhos e nunca mais acordar. Sasuke achava que era pior. Que sentido faria? Nem haveria formas de um defunto pensar em ser desobediente. Não, só poderia ser uma surra, ou algo assim. 

Todos os dias, quando os funcionários do local os deixavam sair para o pátio, aqueles filhotes aproveitavam aquele curto período que tinham para brincar, correr por aí, tentar se enturmar, deitar debaixo do sol quentinho, ou em caso de fome — quando não estavam com fome? — caçar alguns ratos por aí, já que haviam muitos pelo lugar. Os bichinhos corriam e se enfiavam nos buracos da parede, era difícil pegá-los, ainda mais sem ter nada para atraí-los, como um pedaço de queijo ou biscoito. Era necessário ser rápido quando algum resolvia ser destemido e colocar o nariz para fora, pegá-lo com as presas afiadas e apertá-las com força no pescoço!

Esquilos eram mais difíceis ainda. O chão de lá era feito de concreto, apenas uma parte não muito grande era terra, e lá havia uma árvore, mas nem mesmo um esquilo seria tão burro ao ponto de ir viver numa árvore no meio de tantas criaturas famintas. Por sorte, às vezes, um esquilinho caía de cima do muro. 

Ah, os alfas carnívoros brigavam até por um esquilo! Pareciam um bando de crianças esfomeadas! 

Tudo bem. Quando se convive tão de perto com a fome, isso é fácil de compreender. Ninguém ali estava bem nutrido, afinal. Nem mesmo o maior dos alfas. 

— Eu não vejo arame nenhum! 

— Karin-chan, ali, olha! — O raposinho loiro apontou o indicador para o alto, direcionado para o topo do muro. — Dá pra ver um pouquinho sim! Parece até que brilha no sol! — Virou o rosto para o lobinho ao seu lado. — Você consegue ver, né, teme? Olha! Tem arame mesmo! 

— Sei lá… é, acho que é arame sim. — O moreninho concordou. Ele virou a cabeça de lado, com as sobrancelhas negras juntas, uma feição de dúvida em seu rosto fofinho, como se nem mesmo vendo pudesse acreditar. 

— Eu… acho que tô vendo também. Tem arame lá, sim. — Um tigrinho de olhos bem delineados que estava ali junto também concordou. 

— Que estranho, nunca consigo enxergar do jeito que vocês três enxergam. — A ruivinha lamentou, chateada, ainda tentando forçar os olhos vermelhos, querendo ver os tais arames elétricos que o pai de Naruto mencionara. — O tio Minato não inventaria essa história dos arames que dão choque para nos assustar, não é?

— Meu pai não é um mentiroso! — O raposo loiro afirmou, irritado. 

— Eu não quis dizer isso, seu bobalhão!

— O que o Minato-sama disse exatamente? — O tigrinho perguntou.

— Que há anos atrás, os humanos colocaram arames de choque lá em cima, e híbridos rebeldes que tentam fugir são eletrocutados. — Ela explicou. 

— Ah! — O pequeno tigre arregalou os olhos bem delineados. — Meu tio falou sobre isso uma vez! Ele contou que uma vez, alguns leões armaram um plano de fuga, mas não sabiam dos arames! Eles tomaram um choque enorme, caíram no chão, e um deles até quebrou o pescoço! 

— Quer dizer que ele morreu? 

— Óbvio, né, dobe! — Sasuke revirou as íris ônix, até meio indignado pela lerdeza e pela burrice dele. Como aquele raposo idiota podia ser seu melhor amigo e irmão? — Naruto, qualquer pessoa que quebre o pescoço acaba morrendo! 

— Ah, e como eu ia saber? Sei lá, achei que talvez o pescoço da pessoa fosse engessado e depois de um tempo melhorasse, igual quando alguém quebra um braço ou uma perna, sei lá! 

— Tu é burro! 

— BURRO É VOCÊ! — Com raiva, o loirinho gritou, curvou as orelhas de pontas marrons escuras para trás e mostrou os caninos afiados, a fim de brigar.

— Você grita demais! CALA ESSA BOCA, DOBE! — O moreno gritou de volta, com as orelhas curvadas da mesma maneira, e também ostentando seus dentes.

Mesmo que ainda fosse um lobo novinho, que não completara nem sete anos direito, as presas de Sasuke já eram bem grandes e pontiagudas. A mordida dele poderia causar um belo estrago! 

— Vocês são beeeestas! — A ruivinha ria da situação. — Vamos, então! Briguem! Se batam! Caiam na porrada! Eu e Gaara-kun vamos ficar só vendo, enquanto os dois se matam! 

O pátio era bem espaçoso, na verdade. Ele era o único luxo que todos aqueles híbridos desafortunados possuíam. Uma hora por dia, eles podiam sair de suas celas apertadas e sujas para respirar um pouco de ar fresco. Era o momento ideal que os já crescidos encontravam para fazer suas rodinhas e interagir uns com os outros, enquanto seus filhotes brincavam. Era a única hora do dia em que viam o sol. O resto do tempo, permaneciam trancados, cercados por grades de aço, no escuro, abafados, sufocados. 

E ao que parece, os minutos passavam mais rápido do que aparentava. Antes, os humanos só rodeavam o local discretamente, encostados no muro, com armas carregadas e máscaras pretas, que ocultavam a metade de suas faces. Agora, eles estavam gritando insultos, dizendo que era hora de voltarem para as jaulas, volta e meia até metendo chutes em alguns ômegas mais lentos, ordenando que apertassem o passo. 

Era sempre assim. Aqueles homens xingavam, machucavam, humilhavam, davam ordens a eles. Malditos humanos!

O ódio que aqueles pobres prisioneiros sentiam por aquela raça vagabunda era imensurável. Aqueles homens horríveis!

Humanos eram todos injustos, impiedosos, mentirosos, manipuladores, vingativos, maldosos, uma espécie de sangue ruim. Um bando de idiotas, que só tinham poder por causa das armas de fogo que dominavam.

Um dia… Ah, um dia aqueles híbridos se rebelariam. Todos eles. Não teria revólver que fosse capaz de pará-los. Os alfas contavam os segundos para uma revanche! 

— VÃO, VÃO! — Os humanos berravam. — PRA DENTRO, SEUS NOJENTOS! ANDEM! VÃO! RÁPIDO! ACABOU A VAGABUNDAGEM! PRA DENTRO! 

E se fossem eles no lugar dos híbridos, por um dia? Eles suportariam todo aquele abuso calados?

— Queridos — uma adulta chamava, ali ao lado —, vamos, os humanos estão mandando todos voltarem para as jaulas. 

Aquela era a mãe de Karin, tia de Naruto. Assim como a filha, era uma mulher metade raposa com os cabelos vermelhos. Naquele dia, era ela quem vigiava os quatro filhotes, já que Kushina estava tremendamente gripada e Minato precisava cuidar dela. O tio de Gaara, Yashamaru, também não estava em suas melhores condições, já que há uma semana atrás, tinha tomado uma sova monstruosa dos capangas. O motivo? Ele tentou roubar um pouco de comida para o tigrinho. Não deu certo: ele foi pego e pagou pelo que fez. Acabou com os dois braços quebrados, e de brinde, um olho roxo. Lamentável. 

— Mamãe! — A raposinha foi para junto da mãe. — O Naruto e o Sasuke estavam brigando de novo!

— É mentira, tia! — O raposo loirinho afirmou, indo para o lado da mulher. — Era só brincadeira!

— Brincadeiras violentas, suponho. — Ela sorriu, sem se importar muito com as discussões infantis. Eram apenas filhotes agindo como… bem, filhotes. — Só não se matem, ou Kushina fará um berreiro! 

— Tá certo! — O pequenino abriu um sorrisão, e segurou a mão da sua tia. 

— Vem, Sasuke-kun! — Karin chamou pelo moreninho que estava ficando para trás. 

O sorriso no rosto do raposinho murchou assim que se aproximou do capanga que vigiava a porta-dupla.

Todos os quatro filhotes, Naruto, Sasuke, Karin e Gaara, se agarraram às pernas da adulta, que agora também estava séria, com as orelhas peludinhas baixas e uma clara feição de medo. 

Humanos eram imprevisíveis. Nem seria surpreendente se aquele cara resolvesse espancar todos os filhotes e a adulta ali mesmo, sem nenhum motivo. Se temiam isso, é porque já viram acontecer diversas vezes. Ou melhor: já sofreram isso. Se pedissem a eles que revelassem quantas surras sem motivo já levaram, eles nem poderiam contar. 

Ao todo, deveriam ser mais de cem híbridos adultos naquele local, das mais variadas espécies possíveis: cães, gatos, leões, raposas, pumas, coalas, ursos, coiotes, guaxinins, coelhos, lobos, cervos… enfim, uma grande mistura. Muitos ômegas e alfas, alguns betas, e pouquíssimos lúpus. 

Gaara e Naruto eram alfas lúpus, a classe mais alta do mundo híbrido. Isso garantia a eles um pouco mais de valorização por parte dos humanos, mas isso só na frente de "clientes" — o tipo de gente que estava disposto a comprar um filhote de tigre forte para colocá-lo para lutar em rinhas, ou um filhote de raposa rápido para participar de corridas clandestinas. No geral, eram tratados do mesmo modo que todos os outros ali: como lixo.

Sasuke era um alfa comum. Sabe-se lá o que o destino lhe reservava. Alfas podiam se tornar absolutamente qualquer coisa. Ele podia ser um escravo pelo resto de sua vida, ter que cortar lenha, carregar sacos de cimento muito pesados, virar um assassino de aluguel, um objeto de tortura, cobaia para experimentos científicos e testes de toxinas e remédios, ou, após o primeiro cio, ser transformado em um "fazedor de filhos". Filhos estes, que mais tarde seriam separados do pai e vendidos por preços altíssimos no mercado negro.

Ah, e pobre Karin. Ômega original. Uma classe baixa. Ela não era forte como um alfa. Já estava certo… seria uma escrava sexual pelo resto de seus dias, assim como sua mãe.

Caminharam por um corredor bem longo. 

Os humanos ficavam encostados nas paredes, todos mascarados, armados, contando para garantir que todos estavam indo para dentro. Depois, um deles ainda circulava o pátio para garantir que nenhum engraçadinho tivesse tentado passar a perna neles.

Voltando às realidades deploráveis em que viviam, lá estavam novamente… 

Era um cômodo muito grande, mas sem nenhuma janela, e com uma porta de aço na entrada. Era bem escuro, com apenas uma lâmpada de luz branca no centro, que não iluminava quase nada e estava sempre piscando. 

Várias jaulas estavam espalhadas pelo lugar, com capacidade de suportar até cinco híbridos adultos, caso se apertassem bastante. 

— Papai, mamãe, voltamos. — Naruto disse quando a porta da sua jaula foi aberta por um capanga, que o empurrou para dentro. — EI! Isso doeu! 

— Quieto, pirralho! — O humano vociferou, empurrou Sasuke para dentro também e fechou a porta com um estrondo. 

Em seguida, cadeou, tudo enquanto outro homem mantinha uma espingarda apontada para a testa de Minato, para garantir que ele não tentaria nada enquanto seu parceiro estava vulnerável, trancando a porta. Quando, enfim, o possuidor da chave se afastou, a espingarda também baixou. 

— Mamãe… — O pequeno lobinho andou devagar até estar ao lado da mulher meio raposa deitada no chão, e se ajoelhou ao lado dela — você está melhor? 

Kushina sorriu para ele, mas o moreninho pôde reparar em como os olhos dela pareciam sem vida, opacos, entristecidos. Isso também o deixou triste. 

Sasuke não gostava de admitir, mas… Kushina não era sua mãe de verdade. Sua mãe biológica tinha morrido no parto, e desde então, ele era criado por Kushina e Minato, junto de Naruto. 

Não importava! Kushina era sua mãe, Minato era seu pai e Naruto era seu irmão! Não precisava ter traços parecidos com eles, ou qualquer coisa assim. Aquela era sua pequena família.

Com Gaara também! 

Gaara era como um irmão. Karin… talvez nem tanto. Ela parecia mais distante nesse quesito de irmandade, pelo menos para com Sasuke — ela sonhava em ser mais que apenas a irmãzinha dele. Mesmo assim, Karin não deixava de pertencer a família. 

— Ainda não me sinto muito bem, mas vou melhorar. — Respondeu.

— Amanhã, Sasuke e eu vamos caçar alguma coisa para você! — O loirinho garantiu. — Eu prometo! 

— Minato-san — na jaula ao lado, mais especificamente, à direita, a mãe de Karin chamou —, é melhor não deixar os filhotes muito próximos dela. Você sabe… essas coisas podem passar de pessoa para pessoa. 

Ele juntou as sobrancelhas loiras e mordeu o lábio inferior, meio nervoso. Em seguida, tratou de se levantar do chão, de onde estava sentado, para puxar os dois para o mais distante que podia da sua mulher. Não havia formas de afastá-los muito, porque a cela era pequena, mas os deixou encostados nas grades. 

— Eu sei, mas é difícil. Essa… essa gaiola não tem espaço pra isso! 

— GAIOLA! — O raposinho acabou rindo. Nisso, ele deu um tapa estalado no braço do lobo. — NÃO É ENGRAÇADO, TEME? O JEITO QUE ELE FALOU!

— NÃO ME BATE, DESGRAÇA! — Deu um tapa na cabeça do irmãozinho. — Naruto, seu idiota! 

— Isso doeu! 

— Shiu! — O pai repreendeu. Não estava irritado, apenas preocupado com o bem estar da sua ômega. — Kushina precisa descansar. Ela ainda não está bem, meninos. Vocês precisam ficar quietos! 

Minato era um híbrido de guepardo. Bem semelhante a Naruto, poderia até ser dito idêntico, se não fosse pela diferença no corte de cabelo, na cauda e nas orelhas.

— Foi mal.

Na mesma jaula que sua mãe, a pequena Karin se deitava no chão gélido, com os braços atrás da cabeça e as pernas erguidas, apoiadas nas grades. Estava entediada.

Enquanto isso, na jaula à direita, Gaara afiava as garras no chão de concreto, enquanto seu tio cochilava. 

Não, nem sempre era assim. Era um momento raro. Na maioria das vezes, Minato e Yashamaru precisavam cortar e carregar lenha, colher fumo, fazer todo tipo de serviço braçal que se possa imaginar. E Kushina e sua irmã? Talvez seja melhor nem comentar. Elas sofriam muito nas mãos daqueles homens… todos os dias. 

Aquela era a primeira tarde calma em semanas! 

Ou deveria ser.

Pouco tempo depois, a luz daquele sol lindo e brilhante foi coberta por nuvens de chuva. Vieram trovões muito altos, que deixavam os filhotes assustados, e também uma ventania apavorante. 

— AH! — Karin gritou de novo, abraçando a perna da mãe. — O que foi isso?

— É só um trovão, guria! Não precisa ter medo de trovões! — A mãe a afastou, revirando os olhos.

— Não gosto de trovões… o barulho é muito alto. — Agora, o raposinho estava encolhido no colo do pai, enquanto Minato afagava suas costas, tentando consolá-lo. 

— Já vai passar. — Repetia.

A porta de aço foi aberta. Todos aqueles dezenas de híbridos entraram em alerta, olhando fixamente para quem entrava no recinto. 

Kabuto. Um dos homens mais cruéis que a ANBU já conhecera. Cabelos acinzentados, olhos escuros, óculos redondos. Ele era o mal em pessoa. 

— Sakumo! — Exclamou. — Tá fazendo o que aí, seu preguiçoso?

O funcionário se assustou. O tal Sakumo levantou rápido da cadeira de praia em que repousava enquanto assistia TV — uma televisão pequena e muito velha, de tubo, cheia de botões, com um áudio quase impossível de entender e a imagem cheia de fantasmas e chuviscos. 

— Eu só estava… err… eu só estava…

— Cala de uma vez essa boca! Já estamos bem atrasados com isso, sabia? Tem uns quinze filhotes aí que já estão grandes e nem foram marcados ainda! Uns já têm até comprador! Daqui a pouco, vai ficar difícil organizar todos eles! 

Impaciente, o acinzentado andou até estar cara a cara com o funcionário.

— Eu vou chamar o Gozu pra ajudar, vai logo aquecer os ferretes na lareira! Anda! — Mandou.

O guepardo estava segurando firmemente os dois filhos em seus braços, com os olhos azuis arregalados. As mãos tremiam e suavam, ele estava entrando em pânico! 

— Minato-kun! — No desespero, até a híbrida adoentada conseguiu se sentar. — E-Eles vão… e-e-eles vão marcar os filhotes com aqueles ferros quentes, Minato! — Os olhos dela já se enchiam de lágrimas. 

— O que? — Os dois menininhos estavam apavorados e confusos também, espremidos no colo do pai sem entender direito o que estava acontecendo.

— Tio Yashamaru! Tio Yashamaru! — Gaara balançava o cão-guaxinim. — Como assim? Eles vão nos marcar com ferro quente? O que são ferretes? Tio Yashamaru! 

— Mamãe! — Karin chorava, abraçada a adulta. 

Gozu era um homem robusto, de olheiras profundas e cabelos castanhos, que trabalhava quase como um segurança ali na ANBU. Uma das funções dele, por exemplo, era segurar filhotes e impedir que eles escapassem. Um serviço que ele sabia muito bem como executar. 

Ele abriu a porta carregando correntes, que faziam bastante barulho. 

E mais um trovão!

Os filhotes começavam a ganir e choramingar, enquanto Gozu andava de cela em cela, abrindo as portas e arrancando filhotes dos braços de mães que lutavam para protegê-los, mas eram violentamente jogadas para o chão e tinham seus preciosos tesouros tirados de si. Gozu desaparecia com as crianças pela porta, e por minutos, só era possível escutar gritos infantis de dor e agonia.

— Puta merda! — O pai xingou, apertando cada vez mais os filhotes em seu abraço protetor. 

O lobinho começava a ganir. Não era intenção de Minato machucá-lo, mas numa onda de medo, onde sabia que nem mesmo haveriam formas de defender os próprios filhos, ele acabava os esmagando em seus braços fortes. Kushina estava com as duas mãos sobre a boca, chorando copiosamente, já ciente de que era impossível impedir aqueles humanos cruéis!

— Papai, mamãe, o que vai acontecer? O que eles vão fazer com a gente? — Naruto questionava, já eufórico. 

A porta da jaula de Karin foi aberta. Ela se prendia às pernas nuas da mãe, no entanto, foi puxada de um jeito brutal, violento, e foi tão rápido que a pobrezinha nem teve tempo de piscar. Suas garrinhas fizeram um pequeno estrago na pele da mãe, que não se importou com os arranhões, apenas implorava ao homem que não ferisse Karin. E como todos os outros pais, mães, irmãos, tios, avós… sua voz foi ignorada.

Com os olhinhos brilhantes marejados, o raposinho assistiu sua prima ser arrastada pelo braço para a porta de aço. Ela chorava muito, porém, o capanga nem ligava, até porque já estava acostumado àquele trabalho e às crianças fazendo birra. Naruto temeu. 

Nem tanto por ele: por Sasuke. 

— T-teme… — gaguejou — e-eu não quero que eles te machuquem!

— Dobe! Eles vão machucar nós dois, se é assim! Se preocupe com você mesmo! — Rosnou, mas não estava irritado de verdade. Estava mais nervoso que Naruto, só não demonstrava. 

Eles conseguiam escutar claramente os gritos da menina que fora levada. Ela berrava, chorosa, repetindo para que não fizessem aquilo, implorando, se enrolando em suas próprias palavras. Os humanos a mandavam calar a boca, mas ela não parava. Deve ter levado um soco no rosto, porque depois de um baque, ela acabou ficando em silêncio. 

Mais tarde, enfim, o brutamontes veio até a jaula do lobinho e do raposinho. Eles quase não faziam barulho, apenas fungavam. Eram lágrimas quietas que escorriam por suas faces. 

Minato tentou impedir. Ah, e como tentou!... mas, foi em vão. 

Os dois caminharam, cada um segurado por uma mão, pelo troglodita. Respiravam fundo, nervosos. A ansiedade estava à flor da pele. 

Quando passaram pela porta, subiram as escadas e cruzaram um corredor cheio de portas. Entraram na última, onde dois humanos esquentavam cabos de madeira com estruturas de ferro na ponta, numa lareira. Outros quatro humanos estavam ocupados dando uma surra na pequena Karin, que agora tinha várias marcas avermelhadas em seu corpo, um pouco de sangue escorrendo pela testa, e estava com um pano amarrado na boca, para que não gritasse mais.

— Nós te mandamos ficar quieta, cadela imunda! — Eles praguejavam, chutando-a em todas as partes do corpo possíveis. — Sua merda! Porra! Vagabunda! 

Gozu arrastou os dois filhotes para perto da lareira. Foi então, que Naruto e Sasuke finalmente entenderam bem o que aconteceria. 

O primeiro ferrete foi puxado do fogo; ele estava tão quente, que o ferro chegava a estar vermelho e brilhante. 

— Tirem a roupa. — Kabuto ordenou, com o ferrete em mãos. 

Trêmulos, os irmãos retiraram as camisas velhas e surradas que usavam. Eram tecidos amarelados e embolados, bem finos, estavam até mesmo ficando mofados. Primeiro, foi o raposinho: ele teve seu braço agarrado e puxado. Em seguida, sem cerimônias, o ferro quente foi colocado contra a sua pele. No susto e na dor, ele berrou e gritou, pedindo desesperadamente para que parassem. 

A dor era insuportável. Ardia, queimava, sua pele parecia estar sendo destruída, o coitadinho chorava alto, enquanto Sasuke assistia boquiaberto, paralisado pela surpresa e pelo pavor.

— NÃO, NÃO, PARA, POR FAVOR, ISSO DÓI! 

— PARE DE SE MEXER! — Gozu tentava segurá-lo, agarrando-o por trás. Aquele raposo não parava de se debater, queria que aquilo acabasse logo. — MOLEQUE BURRO, ASSIM A MARCA VAI FICAR TODA FODIDA! PARE DE SE MEXER!

— A MINHA PELE TÁ QUEIMANDO! TÁ DOENDO, EU NÃO AGUENTO MAIS, PARA! PAAARA! PAPAI! PAPAI! MAMÃE! PAREM! O QUE EU FIZ? O QUE EU FIZ? AH! MAMÃE! PAPAI! SOCORRO! PAREM! PAREM, POR FAVOR! — A criança gritava.

— ESTÚPIDO! — Depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, Kabuto finalmente retirou o ferrete.

Naruto foi jogado para a parede, perto de onde Karin chorava com o rosto escondido no meio de seus joelhos dobrados. O loirinho estava tremendo, agora encarando o próprio braço sem conseguir formular uma frase, sem saber como agir. Doía tanto! 

— Sasuke, não é? — O acinzentado chamou.

O moreninho se assustou e baixou as orelhinhas negras, erguendo a cabeça depressa para ver os olhos maldosos daquele carrasco. Engoliu em seco, dando um passo para trás.

— E-Eu… 

— Sasuke, pelo menos você vai ser mais esperto do que o seu amiguinho idiota, não é? 

Observou o humano retirar outro ferrete do fogo, sempre com luvas especiais para não queimar os dedos. A estrutura de ferro na ponta era diferente da que marcou Naruto e Karin. Porém, estava rubro do mesmo modo. 

— Não se mova, ou vai doer ainda mais. — O humano avisou. — Gozu, segure o braço dele!

O capanga pegou o filhote por trás, com suas mãos fortes. Forçou o garoto a estender o braço, e segurou firmemente.

— Não se mexa! — Os dois advertiram. 

Só que, com aquela sensação agonizante, o ferro em brasa sendo pressionado contra sua pele sensível, foi impossível segurar o impulso de gritar, chorar e tentar se soltar. Doía tanto, que o pequeno até se esqueceu do que Kabuto dissera, só queria se soltar, fugir, queria que aquela dor parasse de uma vez!

Por fim, terminou.

O lobinho, ao ser solto, deu vários passos para trás, no impulso. Acabou tropeçando e caindo no chão, com uma mão no braço ferido, como se buscasse desesperadamente uma forma de aliviar a dor. Seus dentes estavam trincados, ele rosnava e gemia. 

Não entendia o porquê de ele e seus amigos terem sido machucados assim. Não fazia sentido…

— U-chi-ha — O cara de óculos disse separadamente.

— O… o que? 

— O nome dado a todas as aberrações que Madara criou. É o nome que vai te acompanhar pelo resto da vida, marcado bem aí, no seu braço, Sasuke Uchiha. 

À noite, estavam todos de volta às celas. 

Karin e Naruto tinham o mesmo símbolo, agora tatuado em suas peles. O significado era "Uzumaki". Segundo as explicações que receberam dos pais — conseguiram perguntar quando, enfim, pararam de chorar —, ali, cada família possuía um nome — como se fossem clãs. Uzumaki, Namikaze, Uchiha… dentre vários outros.

Saber disso foi um choque. Foi triste. Então, Sasuke não pertencia aos Uzumakis? Ele não pertencia a família em que cresceu? 

Minato o acolheu em seu colo e enxugou suas lágrimas. Disse que não eram laços de sangue que importavam, que acima de tudo, ainda era o seu pai. Isso aliviou o pesar que o lobinho carregava. 

Ele podia não ser da mesma espécie que Kushina — raposa — ou da mesma espécie que Minato — guepardo —, mas, biológico ou não, ainda era filho dos dois. Pensar nisso o acalmava. 

Gaara também fora marcado. Ele deixou de bom grado. Era um tigrinho até bem calmo, no final das contas. Sabia que, caso se debatesse e lutasse contra, a dor seria ainda pior. 

Já era bem tarde. A pequena Karin dormia no colo de sua mãe, porém, às vezes acabava acordando, incomodada com a ardência terrível que sentia. A coitadinha já tinha esgotado sua cota de lágrimas. 

Kushina dormia afastada dos filhotes, por precaução. Isso os atormentava. Queriam o calor do colo da mãe! 

De novo, às duas horas, a porta foi novamente aberta.

— Você não pode ficar entrando e saindo a hora que quer! — Sakumo brigou com alguém, sem ligar se atrapalharia o sono leve dos prisioneiros. — O que traz aí?

— São só saquinhos de gelo, pai! — Um pré-adolescente estava ali ao lado, de pé, de frente ao homem robusto. — Qual é, vários filhotes foram marcados hoje, devem estar morrendo de dor!

— Isso não é problema seu! Anda, volte já para o seu posto! — Empurrou o ombro do menino. — Se alguém descobrir, isso vai nos trazer problemas!

— Eu arco com as consequências depois, agora me deixe fazer alguma coisa! 

— Já te disse que nada disso é problema seu! 

— E se fosse eu no lugar desses filhotes? Iria me deixar assim? , você sabe o quanto essa merda deve doer! Eles nem têm culpa de nada que acontece! São crianças! Por que você não entende? 

— Tá, tá! Já entendi, caralho! — Coçou o couro cabeludo, nervoso, preocupado. Se fossem pegos naquela, não seria só seu filho que estaria em maus lençóis. — Vai logo, então!

— Beleza…

O rapazinho mascarado, com uma bacia de plástico, andou rápido em meio as jaulas, parando em frente aquelas em que sabia que estavam os filhotes que acabaram de ser marcados. De dentro da bacia, retirava saquinhos de gelo e entregava através das grades. Os pais dos filhotes examinavam, e então, com a intenção de diminuir a ardência, encostavam delicadamente o gelo sobre as queimaduras dos pequenos. 

— Ei, psiu! — Chamou, baixinho. — Minato-sama! Acorda! 

O alfa abriu as pálpebras devagar, sonolento. Quando viu o garoto mascarado ali à frente, seus olhos azulados se abriram por completo, e um sorriso contagiante veio aos seus lábios. Sempre odiou os humanos, no entanto, tinha visto o crescimento e o amadurecimento daquele em sua frente de perto, e com toda certeza, sem nenhum receio, ele podia dizer: ele era uma das pessoas mais incríveis que já conhecera. Mesmo sendo um humano, mesmo tendo um pai que claramente desprezava os da sua raça, mesmo que tivesse crescido ouvindo de todos que híbridos eram como vermes ou pragas, aquele menino jamais menosprezou ninguém. Pelo contrário, estava sempre ali para ajudar, trazendo comida e água às escondidas, e por diversas vezes conseguindo livrá-los de situações frustrantes. 

Aquele era ninguém mais, ninguém menos que Kakashi Hatake, que com apenas treze anos, já provava ser alguém de coragem, senso de justiça aguçado e dono de um bom coração!

— Ah, garoto! Ainda bem! Você veio! O que traz aí? — Apontou com o queixo para a bacia que o mais jovem carregava. 

— Gelo para os filhotes. Ouvi dos outros capangas que eles marcaram uns quinze com ferro em brasa, então tô distribuindo alguns saquinhos de gelo pra todo mundo aqui. É o máximo que eu consegui fazer… —  retirou dois saquinhos de dentro do recipiente e passou o braço entre as grades.

O alfa se levantou, indo até o garoto que o entregou os paninhos que envolviam pequenos cubos de gelo, amarrados por um cordão.

— Obrigado, garoto. — Sorriu para ele.

O menino mascarado andou até a jaula ao lado, em que Gaara e seu tio dividiam, e entregou um saquinho também. Fez o mesmo com Karin. 

O gelo não seria suficiente para cessar o desconforto, mas ao menos diminuiria um pouquinho a sensação de queimação na pele das crianças. 

— Kakashi…

O menino mascarado já estava saindo, mas parou quando escutou a voz sonolenta do pequeno Naruto. Quando se virou para ver, o raposinho já estava sentado no chão frio de concreto, esfregando os olhinhos azuis, com um fio de saliva que escorria de sua boca e os cabelos amarelos bagunçados. 

— Kakashi… você trouxe comida? Eu tô com fome…

O coração do jovem humano apertou. 

— Eu não consegui. — Mesmo com a máscara preta que cobria metade do seu rosto, era possível ver que estava triste, já que juntou as sobrancelhas e seus olhos pareceram opacos. — Há quanto tempo você e o Sasuke não comem? 

— Dois dias. Quer dizer… conseguimos caçar um rato, mas foi só isso. Eu tô com muita fome, Kakashi! — Os olhinhos se encheram de lágrimas.

— Vou arranjar algo mais tarde, tá bem? Vou trazer escondido! — Prometeu.

Em meio às lágrimas, o raposinho sorriu, enquanto seu pai acariciava sua cabeça.

— Como se diz, Naruto? — O guepardo incentivou. 

Obrigado!


Notas Finais


E AÍ GALERAAAAAAAA! TUDO BOM COM VOCÊS?



É incrível como no meio duma pandemia global a pessoa pergunta se tá tudo bem… Mas okay, o surto tá ajudando a indústria das fanfics já que deixou todo mundo de quarentena em casa, então tem meu apoio! Se algum leitor aqui tiver com coronavírus bem, se não tiver amém 🤣
Booooom, pra quem não me conhece, eu sou a Bra/Renata (a gente volte e meia usa esses dois nomes, então foda-se é bom saber), diferente da Karol que deve ter colocado um moooonte de coisa importante sobre a fanfic nas notas dela, eu já aviso que não fazemos isso por aqui kkkkkkk minha função nesse negócio é só fazer comentário engraçado e sem futuro (e as vezes mandar indireta pra uma galera chata dos comentários)
Já aviso que o dia que eu escrever um capítulo dessa fanfic é o dia que um apocalipse zumbi se inicia, porque como diria a Lyinni: "a Bra acha um bicho de sete cabeças escrever PaD", e é isso aí eu acho mesmo! Mas quem me desmerecer leva mil anos de dor, tô avisando 🤣 eu ajudei a fazer grande parte da história e corrijo os erros ortográficos e de memória da Kah quando ela escreve, então eu também sou importante morô? 

Eeeeeee… cara eu acho que é isso 😂 capítulo já tá gigante, não vou estender isso. Só espero que vocês curtam a adaptação dessa fanfic (Lyinni deve ter explicado), se gostaram não se esqueçam de comentar o que acharam e deixar seu favorito! Nos ajuda bastante e nos anima muito ^^ (comentários produtivos nos animam, é isto)
Fiquem bem!
Até o próximo capítulo!
E não saiam de casa (viadagem, mas como tá tendo em todo lugar eu vou dizer também! Bobear até a Karol escreveu isso kkkkkk) e flw!


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