História Pintarme - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Tags Amor, Baekhyun, Romance, Sebaek, Sehun
Visualizações 15
Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero mesmo que gostem da minha história. Estou bem insegura com isso e quero mesmo que se sintam bem lendo algo que eu escrevo. Os próximos capítulos vão ser bem maiores, espero que compreendam.

Capítulo 1 - Prólogo


Eu olhava para o quadro de forma sutil. Já deveria ter decorado cada pincelada da arte de tanto que a admirava, mas sempre que eu a via sentia uma certa calma dentro de mim e isso me fazia voltar todos os domingos para vê-la.

   Byun Baekhyun

   Era o nome para quem creditavam a tão brilhante obra. Só surpreendia, em meio a exposição, o tal pintor nunca ter ido se apresentar, mesmo tendo em vista o sucesso que aquele quadro estava fazendo em Seul.

— Você vem muito aqui e sempre olha para essa obra em específico. Por quê? — Um homem, aparentemente mais velho que eu, disse parando ao meu lado com os braços para trás, olhando para a pintura.

— Não sei... — Suspirei — É cativante... Gosto de como as cores se misturam e o jeito que a arte pode ter vários significados. O menino pode estar emocionado com a beleza das estrelas, ou até mesmo lamentando por um amor, ou pela perda de algum ente querido. O jeito dele olhar pela janela pode ser de emoção ou de tristeza, nunca irei saber, acho que por isso é tão maravilhoso, gostar do desconhecido, almejar saber mais e observar mais afim de descobrir o que o autor da obra pensou quando a fez.

— E se você descobrisse o significado dela? — O homem disse, dessa vez me encarando.

— Aí, talvez, ela perca toda a graça. 

    Respirei fundo e lhe dei as costas, seguindo para ver o resto da exposição. Eu mal tinha notado que semana passada um lote novo de pinturas tinha chegado, muito menos que no museu de Seul tinha uma obra de Park Sungun, mesmo ele sendo coreano.

   Alguns pintores é estavam reunidos, autografando biografias e até mesmo tirando fotos com os fãs, no fundo da galeria. 

   Me surpreendi quando vi o cara que eu tinha conversado

   Pela primeira vez senti meu peito solavancar. O olhei e senti seu olhar, também, sobre mim, e aquilo me deu um misto se sensações desconhecidas, mas que talvez fossem as melhores que eu já tive.

  Ele andou até mim, acenando para os outros pintores, e ficou parado na minha frente, me encarando por poucos segundos antes de direcionar o olhar para os próprios pés.

— Eu tenho te observado todos os dias, olhando para o meu trabalho, e é de certa forma gratificante saber que uma pintura, de alguém tão novo, tem chamado atenção por aqui — Retomou a olhar o meu rosto — Também gostei muito do jeito que falou sobre a minha obra, me desculpe por não ter me apresentado antes — Estendeu a mão e eu a apertei logo em seguida, ainda perplexo.

— Não tem motivo algum para se desculpar — Sorri de canto.

— Mas, eu não vim aqui só para falar sobre isso, também te observei, por um tempo, e gostaria de falar sobre um projeto que tenho em mente. — Concordei com a cabeça, pedindo para que prosseguisse — Essa é a primeira vez que tenho vontade de pintar alguém, gostaria que você fosse meu modelo.

  Eu o encarei surpreso, até mesmo desacreditado e talvez um ponto de interrogação estivesse estampado em minha face.

  Nunca tinha feito um ensaio fotográfico, mal tirava fotos, porém acabei fazendo a loucura de concordar, envergonhado, com a cabeça, recebendo de si um dos melhores sorrisos que eu já tinha visto.

— Podemos começar amanhã? — Me entregou um cartão — Aqui tem meu telefone e até mesmo meu endereço, apareça no horário que quiser, eu estarei lhe aguardando. — Concordei, ainda confuso — Agora acho que eu devo ir, mas antes disso me diga o seu nome.

— Oh Sehun.

— Oh Sehun — Ele repetiu de forma melodiosa, quase me arrancando um suspiro.  

                             ...

    O papel em minhas mãos parecia cada vez mais assustador, mal acreditava no que eu tinha aceitado fazer. Joguei meus cabelos para trás, afim de aliviar a tensão e respirei fundo, não tinha motivos para eu me sentir tão estranho e ansioso.

   Conferi meu reflexo no espelho, três ou até mesmo quatro vezes, é, eu estava bonito, talvez não belo o suficiente para ser pintado, mas estava considerável.

  Peguei o punhado de chaves em cima da mesa e sai do meu apartamento, entrando no elevador e seguindo para o estacionamento, aonde a minha moto se encontrava estacionada, dando  partida na mesma logo em seguida.

  O tempo pareceu voar e quando eu vi já me encontrava em frente a enorme casa. Ela era sofisticada e remetia mesmo a aparência do dono. Era tão linda, um colírio para os olhos de qualquer estudante de arquitetura e comigo não seria diferente.

  Suas janelas eram grandes, a varanda tinha um acabamento perfeito emadeirado, as plantações do jardim eram muito bem cuidadas e exalavam paz para o ambiente, tudo parecia minimamente pensado e feito com total dedicação.

  Andei em direção a porta, tocando na pequena campainha esperando alguma resposta, a obtendo depois de poucos segundos.

  Baekhyun me encarou surpreso, mas parecia feliz e até mesmo aliviado. Estava com vestes que pareciam feitas para dormir e pantufas turquesas. Já se passavam das 22 horas, não seria surpresa alguma se ele tivesse ido dormir, ainda mais considerando que seu dia pode ter sido tão exaustivo quanto o meu, já que eu tinha comparecido ao seminário da faculdade por um período quase que integral.

— Estava o aguardando. 

  Sorri com o comentário e comecei a o seguir, contemplando a casa.

                      ...

  Byun me levou até um quarto colorido, as paredes eram dos mais variados tons, do vermelho ao azul, e talvez feitas por ele, já que continha desenhos tão bonitos em algumas partes. 

— Sente-se ali, faça a pose que desejar, você fica uma graça de qualquer jeito — Me lançou um sorrisinho, fazendo meu estômago revirar.

  Aquilo era uma cantada? Se não fosse estava no mínimo soando como uma.

  Me sentei, ainda nervoso, cruzei as pernas e o encarei, era tão vergonhoso, eu mal sabia o motivo de eu ter aceitado aquilo, eu não ganharia nada em troca, não faria sentido.

  Ele andou até mim, dando um carinho no meu queixo, antes de me fazer o encarar.

— Parece tenso, quer tentar fazer isso em um outro dia? — Eu neguei.

— Só não sei como fazer isso, é novo para  mim — Respirei fundo, em uma tentativa falha de me recompor, a aproximação repentina de Baekhyun fez o meu coração bater forte e eu não sabia como fazê-lo parar.

   Ele me lançou um sorrisinho, se afastando e se sentando no chão com a tela apoiada em uma das pernas.

                          ...  

   Havia se passado um bom tempo desde que Byun começou a obra, minha perna doía de tanto tempo que eu estava na mesma posição e eu me amaldiçoava mentalmente por ter negado todas as vezes que ele me ofereceu uma pausa para comer.

   De repente o vi largar a tela, como se lesse a minha mente, e andar até mim, segurando a minha mão entre as suas e me olhando com carinho.

— Você tem que comer, não vou aceitar um não dessa vez — Eu concordei com a cabeça — Escolha o que quiser, é sério, estou muito grato por ter me ajudado.

— Escolha você, me surpreenda Byun Baekhyun.

   Vi um sorrisinho bonito crescer em seu rosto.

                      ...

  Já se passavam das 23:00 quando Baekhyun terminou de fazer o jantar, o avental e os cabelos bagunçados o davam uma aparência diferente e despojada, bem contraria de quando ele usava as roupas mais sociais.

  Olhei o ravioli em cima da mesa e o olhei surpreso.

— Parece que você é mesmo bom em tudo — Digo me sentando e o observar fazer o mesmo. 

— Sério?

— Sério.

— Pensei o mesmo sobre você — Resmungou, dando uma piscadinha.

— Eu não sou bom em quase nada, não sei nem o que faço na casa de um pintor famoso como você — Apoiei a cabeça em um de minhas mãos e o encarei, balançando as pernas.

— Sua personalidade é fofa e você é muito bom ajudando os outros, Oh Sehun.

— Nem nos conhecemos direito.

— Não preciso te conhecer para saber o óbvio.

   Suas mãos se encontraram com as minhas e um arrepio percorreu o meu corpo.

   Merda

    Eu me sentia sem estabilidade, Byun Baekhyun era perfeito de mais.

    A conversa se cessou, mas eu continuava sentindo seu olhar sob mim.

— Acho injusto só você saber sobre mim, me conte mais sobre você Baekhyun. — Pedi e ele sorriu satisfeito, me analisando com cuidado.

— Eu pinto desde os 16 anos, não fui apoiado pela minha família em momento algum e o pouco contato que eu tinha com eles se perdeu por conta de descobrirem que eu sou homossexual — O olhei surpreso.

— Sinto muito... Acho que nem todos tem a sorte de ter a mãe que eu tenho. Ela ficou tão feliz quando eu me assumi, disse que desconfiava desde o começo e que me apoiaria — Cocei meus cabelos envergonhado, me lembrando da cena — Aquela mulher é tudo para mim.

— Oh, fico feliz por um de nós ter se dado bem nessa fase da vida.

— Espero que se reconciliem... Deve ser péssimo passar as datas especiais sozinho — Resmunguei baixinho.

— Nem tanto, já me acostumei, mal tenho amigos, se tornou normal para mim.

  O olhei surpreso. Um cara como Baekhyun deveria ter vários amigos, mas talvez a fama precoce tenha os afastado.

  Sua mão pairou em cima da minha e ele me olhou com um tanto de seriedade. Naquele momento eu quis proteger Byun de todo o mal que o aguardava.

  Nós dois ficamos em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro. 

  Assim que voltei a sala me direcionei a tela, sendo impedido de visualizada por um Byun de rosto vermelho e aparentemente desesperado, me trazendo certa confusão e desconfiança.

— Você não pode olhar... — Resmungou e eu dei de ombros, o tirando de minha frente e vendo a tela com uma figura minha...

Nu 

   Engoli em seco um tanto incrédulo.  Mal sabia como reagir. 

  Olhei para Baekhyun envergonhado e segurei a tela com as mãos.

— Não imaginava que era assim que me via.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...