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História Pinte-Me: Amor - Capítulo 59


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Notas do Autor


Hello, olha quem chegou, atrasada mas ainda sim, estamos de volta com mais um capítulo! (espero que vocês não estejam querendo me matar por estar intercalando os casais).

Bem hoje vou ser breve então eu espero que gostem do capítulo de hoje. Tenham uma boa leitura ❤

Capítulo 59 - Uma Unica Rosa Vermelha.


Fanfic / Fanfiction Pinte-Me: Amor - Capítulo 59 - Uma Unica Rosa Vermelha.

Roselyn estava voltando para casa, estava no fim da tarde, pouco mais de 17 horas, ela estava começando a sentir um pouco de fome e já estava se arrependendo de sair do shopping sem comprar nada para comer. Mas não é como se ela tivesse se preocupado com alguma coisa, Roselyn passou a tarde com Yairan e a despedida deles fora bem desanimada já que nenhum deles queria de fato se despedir; os dois acabaram marcando de se encontrar naquele domingo, na verdade ela acabou chamando o jovem a sair, eles estavam conversando direto desde o dia que eles acabaram ficando na noite da quinta, e eles também não se viram depois desse dia, afinal ela faltou na sexta, e no sábado ela ainda estava se recuperando, então como ela estava se sentindo melhor, e precisava sair e comprar algumas coisas Roselyn achou que seria uma boa oportunidade para eles se verem.

No banco do passageiro, ao lado dela, suas sacolas estavam bem acomodadas, dentro de uma delas, uma pequena rosa vermelha, com um pequeno bilhete pendurado no caule a fazia lembrar de como tinha sido sua tarde, Roselyn riu ao se lembrar de se encontrar com Yairan em um dos acessos ao estacionamento, como eles haviam combinado antes, e ele a surpreendeu com aquele pequeno mimo.

 

- Espero não ter feito você esperar. – Yairan estava com uma blusa de moletom preta, calça jeans da mesma cor, e uma camisa de malha mais folgada vermelha bem forte, assim que chegou ele foi direto até onde Roselyn estava, e assim que eles chegou até ela, mesmo um pouco tímido, ele lhe deu um rápido selinho lhe entregando a flor logo em seguida.

 

- Não se preocupe, eu tinha que comprar algumas coisas, então vim um pouco antes do que a gente combinou… – Roselyn pegou a rosa e sorriu, ela tinha saído de casa pouco antes do meio dia, na verdade ela saiu assim que acordou, ela apenas se trocou e já saiu, por mais que ela tenha combinado de se encontrar com Yairan por volta das 13 horas, ela tinha que comprar algumas coisas pra sua mãe, e Levi também a pediu algumas outras, ela não queria ter que obrigar Yairan a acompanhá-la, então ela aproveitou o tempo que teria para comprar tudo o que precisava, apenas para ter mais tempo para ficar com o rapaz. – Obrigada.

 

- Por nada, achei que iria gostar. – Yairan parou para comprar a flor no meio do caminho, ele queria a impressionar de alguma maneira, como o nome dela lembrava o nome da flor, nada melhor do que ele dar a ela uma pequena lembrança, ele pensou em comprar um boquete, mas como ele pensou que eles ficariam um bom tempo no shopping ele acabou pendendo para algo mais simples, apenas uma flor, tão única quanto ela mesmo era. Yairan ofereceu a mão para Roselyn, que sem muita cerimônia a pegou e entrelaçou seus dedos nos deles, pegando as poucas sacolas de suas compras e logo os dois estavam caminhando lado a lado pelos corredores. – E então como está?

 

- Bem melhor, nada que um dia de paz não resolva. – Roselyn e Yairan caminhavam bem devagar, Roselyn ainda estava com resquícios de sua crise, mas em comparação com seus dois últimos dias ela estava excelente, ela perdeu a sexta inteira na cama, sábado ela pode dizer que também não saiu do seu quarto, mas ela já conseguia sair da cama e fazer outras coisas embora ainda estivesse sentindo uma dor de cabeça bem incomoda, ela conseguiu descansar bem, sem se entupir de remédios, o que fez com que ela estivesse muito melhor depois disso.

 

- Sem dores hoje? – Yairan puxou Roselyn para mais perto, ele pegou alguma das sacolas de Roselyn para a ajudar a carregar, aproveitando para também lhe dar mais um beijo no rosto.

 

- Sim, se tivesse não teria saído hoje. – Roselyn riu e decidiu mudar um pouco as coisas, ela entregou todas as suas sacolas, ficando apenas segurando a rosa, depois ela soltou a mão do rapaz, na verdade ela puxou o braço dele o colocando por trás de sua cintura fazendo assim com que eles andassem praticamente colados enquanto ele a abraçava pela cintura. Roselyn não queria dizer que estava ainda com um pouco de dor, mas para ela era uma dor tão fraca e até muitas vezes tão corriqueira que ela nem se importava em estar sentindo, mas aquilo poderia preocupar Yairan, que já parecia bem preocupado então ela apenas se poupou em dizer que estava bem. – Não se preocupe eu estou bem...

 

- Ok, então o que quer fazer? – Ele riu apertando Roselyn e tentando achar um ritmo para conseguir andar daquele jeito com a jovem, ele também percebeu que eles estavam seguindo muito sem rumo, ele não sabia o que ela queria fazer, nem se tinha algo que a jovem ainda não tinha feito, ele estava a seguindo, e começou a perceber que talvez ela estava fazendo o mesmo.

 

- Comer, estou com muita fome…

 

Roselyn mal tinha tomado café, e ela costumava a almoçar cedo, Yairan por sua vez havia acordado um pouco mais cedo do que gostaria, e acabou optando por não comer muito pela manhã já imaginando que Roselyn talvez o convidasse para almoçar, embora mesmo assim ele não estivesse com tanta fome quanto a jovem. Os dois tiveram que refazer uma pequena parte do caminho para chegar à praça de alimentação, e lá eles chegaram em um pequeno impasse, cada um queria comer uma coisa diferente, Roselyn queria pegar alguma refeição pronta enquanto Yairan pretendia pegar alguma porção de frango, havia também o problema que cada um escolheu uma franquia diferente que acabava ficando muito distante da outra, fora que pelo horário boa partes das mesas estava ocupada, eles chegaram a pensar em como resolver o problema, e no fim eles decidiram fazer o seguinte: Yairan acompanharia Roselyn enquanto a jovem comprava seu almoço, depois eles achariam uma mesa para os dois, assim que a jovem estivesse acomodada Yairan sairia para ir atrás de algo para si; e assim foi feito, Roselyn escolheu uma de suas franquias preferidas, decidindo pegar um prato de purê que vinham acompanhado de arroz salada e alguns pequenos pedaços de carne, os dois ficaram um tempo na fila até que a jovem conseguisse fazer seu pedido, eles receberam o recibo e um pequeno aparelho que vibraria assim que o prato da jovem estivesse pronto, logo eles foram atrás de uma mesa, e por sorte eles conseguiram achar uma que tinha sido recém desocupada, Roselyn se acomodou em uma das cadeiras, Yairan deixou as sacolas nos pés da mesa, beijou a testa de Roselyn e saiu apressado para comprar algo para que ele pudesse comer, tentando não esquecer a localização da mesa, e ele acabou demorando a voltar, trazendo consigo uma porção de frango empanado e batata frita, Roselyn já tinha buscado sua comida e estava apenas esperando Yairan para que ela começasse a comer.

Os dois aproveitavam a comida sem pressa, e enquanto comiam eles aproveitavam para conversar, ambos queriam saber um pouco mais sobre o outro já que não tiveram oportunidade de se conhecer melhor – antes deles acabarem indo para cama. – e então nada melhor que aproveitar o tempo juntos para isso. Yairan contou um pouco sobre sua vida, ele vinha de família de descendentes coreanos, sua avó e seu avô se conheceram enquanto faziam a migração, ela vinham com a família já que seu pai iria começar a trabalhar no país, ele vinha com um tio ambos tentando conseguir uma vida nova, eles se tornaram amigos, e muitos anos depois se casaram, em um relacionamento que lembrava muito algumas novelas, onde duas pessoas se conhecem pouco antes da adolescência, sendo o primeiro e único amor que tiveram na vida; ambos tiveram muitos filhos, Yairan tinha cerca de cinco tios ainda vivos, fora dois que haviam morrido jovens, sendo que sua mãe foi a única das filhas que não seguiu os passos da mãe tendo apenas dois filhos, ele e sua irmã mais velha, seus outros tios tinham três filhos ou mais. Sua mãe não se casou com um descendente asiático, ela se apaixonou pelo filho de um homem que arrumou um dos móveis da casa de sua mãe uma vez, ele era americano, de uma família que a pelo menos quatro gerações trabalhava com marcenaria, um homem loiro de pele branca e olhos azuis, sua irmã era mais parecida com sua mãe, puxando os traços da etnia coreana bem mais que ele próprio, que fora os olhos puxados e a pele mais amarelada, ele acabou puxando mais o pai. Sobre sua irmã, ela estava noiva de um rapaz que era também neto de coreanos, e eles já estavam começando a planejar o casamento, e sobre ele mesmo Yairan disse que sabia o que contar, afinal a parte mais importante de sua vida foi o fim do ensino médio, quando sua família entrou em um grande impasse, sua mãe queria que ele seguisse os passos do pai, assim herdando o negócio da família, já seu pai era completamente contra, mesmo que eles mesmo tenha aprendido a profissão com o pai, seguindo o mesmo caminho, foi uma escolha dele, nunca sendo obrigado a isso, e queria que o filho tivesse a mesma liberdade que ele teve um dia, assim ele passou um ano apenas estudando para o vestibular enquanto seus pais viviam em uma guerra dentro de casa, até que sua avó se cansou de tanta discussão e resolveu interferir, reiterando que a escolha deveria ser de Yairan, que por mais que não quisesse seguir a profissão do pai, era muito interessado em o ajudar de alguma forma, ele não queria trabalhar com as finanças do lugar, mas queria entender como tudo era administrado, no fim ele escolheu seu curso, passou no vestibular, e sua avó como presente lhe deu sua moto, moto essa que ela ainda estava pagando aliás, Yairan tinha consigo tirar carta assim que completou dezoito anos, mas nunca pensou que conseguiria um veículo antes de começar a trabalhar.

 

- No dia que minha avó me levou até uma concessionária, dizendo que nós iríamos comprar uma moto pra mim acho que foi um dos dias mais felizes que tive.

 

Roselyn ficava o admirando de certa forma enquanto ele falava de como foi ter sua moto, que não era a moto do ano, nem a mais cara, era uma Honda PCX 150, de 2016, mas era nova e para ela era o que importava, a jovem achava fofo a forma animada que ele contava, como uma criança que recebeu de natal o presente que tanto queria, ele parecia sempre animado e durante a conversa parava de vez em quando para lhe perguntar se sua comida estava boa ou se ela queria algo que ele estava comendo. Quando chegou a vez de Roselyn falar sobre sua vida ela decidiu ser breve, até porque ela não gostava muito de se prolongar em suas conversas, ela teve uma vida boa, mas durante boa parte de sua infância seus pais a obrigaram a fazer de tudo, de aulas de desenho, balé, canto e até teatro, todos os dias ela tinha algo para fazer, sendo que até nos fins de semana ela tinha algum curso, ela mal tinha tempo com seus pais e isso durou até próximo de seus 10 anos, quando ela começou a sofrer com dores de cabeça que eram frequentes, e muitas vezes eram muito fortes, depois de ir parar no hospital algumas vezes, e de ser submetida a vários tipos de exames diferentes, a jovem descobriu que tinha dores de cabeça crônica, sem cura e que a obrigaria a fazer um tratamento para o resto da vida, que não iria tirar suas dores mas as reduziria drasticamente; para o tratamento fazer efeito ela precisava ter uma rotina mais leve, e ter uma redução de estresse muito grande, então seus pais a deixaram sair de alguns de seus cursos dando a ela mais tempo para ser uma “criança normal”. No ano que completou 10 anos ela e seus pais se mudaram, pro condomínio que ela morava até hoje e que seu pai havia ajudado a planejar, lá poucos meses depois ela conheceu a família de Levi, e eles basicamente começaram uma amizade que já durava quase 10 anos. Sua vida seguiu tranquila, até seus quinze anos, quando sua mãe engravidou e ela ganhou uma irmã não planejada.

 

- Eu era filha única até meus 15 anos, depois disso minha vida virou de cabeça pra baixo, eu ganhei uma irmã, uma mãe de 40 anos um tanto problemática e um pai hipertenso de uma vez só.

 

Yairan estava um tanto pasmo, enquanto Roselyn ria de sua própria vida, a chegada de sua irmã abalou as estruturas da família, mas reforçou os laços entre eles e a família de Levi, os Mullen acabaram sendo um grande suporte para todos. Fora isso Roselyn não tinha muito a contar, ela só comentou por cima sobre suas tatuagens, a primeira ela fez com dezessete anos, depois disso ela não parou mais, embora já estivesse a alguns bons meses sem fazer nada em seu corpo. No fim da conversa os dois já tinham terminado de comer, na verdade Yairan acabou um pouco antes de Roselyn e acabou basicamente se apoiando na mesa doando toda sua atenção a sua companheira, ela por sua vez quando acabou se espreguiçou um pouco cansada depois de comer, e sem muitas ideias do que fazer, Yairan então a convidou para mais uma caminhada, para ajudar na digestão e para que eles pudessem achar algum lugar mais confortável para que pudessem ficar e ter um pouco mais de tempo para ficarem juntos.

Roselyn e Yairan rodaram por quase uma hora, depois acharam alguns sofás vagos e se sentaram juntos, conversaram mais um pouco, trocaram alguns beijos, e ficaram ali por mais um longo tempo, antes de saírem e voltarem a passear pelo shopping por mais um tempo antes de ambos decidirem que já era hora de ir embora.

 

- Obrigado por passar o dia comigo. – Roselyn e Yairan estavam no estacionamento, parados e abraços ao lado do carro de Roselyn, aproveitando que não havia ninguém por perto para poderem trocar mais alguns beijos antes que eles tivessem que ir embora.

 

- Será sempre um prazer… – Yairan estava feliz por poder estar mais uma vez com a jovem, e esperava que eles pudessem ter mais momentos como aquele. Naquela altura, não se recusaria a levar Roselyn para algum outro lugar, onde eles pudessem passar mais tempo juntos, de preferência algum lugar só para os dois, mas ele prometeu a si mesmo que iria fazer as coisas do jeito certo (ou pelo menos do jeito que ele considerava certo) e não faria nada a não ser que Roselyn propusesse.

 

- Bem vou almoçar na faculdade amanhã, quer me fazer companhia? – Roselyn apoiou os braços no ombro de Yairan, encostando as costas na porta do motorista e o puxando para que ele ficasse mais perto dela. 

 

- Como eu disse será sempre um prazer. – Yairan a abraçou a beijando de forma intensa, e eles só foram interrompidos pelo barulho de um carro freando bruscamente quando olharam viram um quase acidente, onde um motorista não deu sinal de que estava saindo com o carro da vaga, e outro distraído quase bateu nele. Uma pequena discussão começou, e acabou chamando a atenção de alguns seguranças, acabando um pouco com o sossego dos dois. Roselyn abriu a porta do carro, e colocou as sacolas no banco sobre o do passageiro, Yairan esperou paciente do lado de fora, até ela terminar de ajeitar tudo e voltar a abraço dizendo que esperava o ver no dia seguinte. – Você não se incomoda de estar comigo?

 

- E por que me incomodaria? – Roselyn mais uma vez jogou os braços no ombro de Yairan, ignorando a discussão de fundo enquanto notava a aparência dele mudar um pouco.

 

- A bem, sei lá… não é como se eu tivesse muito a oferecer… – Yairan estava sem ficando sem jeito, o sorriso agora mais tímido deixava nítido que ele não se sentia tão bem quanto a um assunto, Roselyn estava indo embora, em sua SUV, para o condomínio onde morava, enquanto Yairan ia pegar sua scooter e ir para seu pequeno dormitório na faculdade, havia uma grande diferença entre os dois, e ele temia que isso em algum momento pudesse prejudicar a relação deles. Roselyn já tinha pensado sobre o mesmo assunto enquanto o jovem contava um pouco sobre ele, mas ela não se preocupava quanto à questão financeira de ambos, ela estava mais preocupada com a forma com que ele a trataria do que se ele tinha ou não mais dinheiro que sua família.

 

- Eu não quero que você me dê nada além do que você já está me oferecendo, não se preocupe… – Roselyn beijou de leve os lábios de Yairan, e olhou enquanto esboçava um sorriso doce. Ele a abraçou a puxando pra mais perto, sentindo um pequeno alívio no peito, ele mal podia dizer que tinha conquistado a jovem, e não queria perder a oportunidade de conseguir.

 

- Tem certeza. – Yairan afundou seu rosto no ombro de Roselyn fazendo uma voz mais infantil, como se quisesse comover a jovem, e conseguiu arrancar algumas risadas dela, que se ajeitou para que conseguisse fazer carinho em seus cabelos enquanto lhe dava suaves beijos.

 

- Sim… do jeito que estamos está perfeito pra mim. – Yairan ergueu o rosto, e ambos trocaram mais um beijo, eles não se empolgaram muito porque o movimento do lugar ainda estava um pouco agitado, e Roselyn precisava pensar em como ela iria sair com seu carro. Eles ficaram ali esperando, até que os motoristas de entendessem e saíssem, haviam mais outros dois carros esperando para passar, os seguranças pediram desculpas e logo abriram caminho para que todos pudessem seguir para a saída, foi a deixa que levou Roselyn a entrar no carro e se preparar para sair também antes que mais alguma coisa acontecesse.

 

- Então… nos vemos amanhã? – Yairan se apoiou na janela aberta com os braços, enquanto a jovem colocava os cintos e se certificava que as sacolas não iriam cair.

 

- Sim, eu te mando uma mensagem quando sair da aula…

 

- Você escolhe o lugar?

 

- Não, fica por sua conta. – Roselyn não se importava em eles poderiam comer, desde que ela não passasse fome, fora que ela achou que Yairan pudesse a levar em algum lugar diferente do que ela costumava a frequentar o que para ela soava como algo bom caso descobrisse um local diferente para que ela pudesse almoçar nos dias em que ela costumava a ficar mais tempo na faculdade.

 

- A, ok então… até amanhã 

 

- Até…

 

Yairan ainda conseguiu beijar Roselyn mais uma vez antes que ela ligasse o carro, não foi tão confortável como se ela estivesse em seus braços, nem tão demorado quanto Roselyn gostaria que fosse, a sensação do beijo dele, assim como cheiro do perfume que ele usava ainda estava na mente de Roselyn até o momento que ela chegou no condomínio. As ruas estavam desertas, mas todas as casas tinham pelo menos uma luz acesa, a jovem olhou em volto e antes de parar em sua casa ela decidiu parar na casa de Levi e lhe entregar logo o que ele havia a pedido para comprar, ela não queria ter que chegar em casa e sair logo em seguida, ela estava cansada demais para fazer isso.

Logo Roselyn estava parando o carro na frente da casa do amigo, ela desligou o carro quando viu as luzes da sala acesa, e já imaginou a Annette a convidando para ficar, Roselyn então fechou o vidro e pegou a sacola sem olhar muito e desceu, levando consigo apenas a chaves do carro. Assim que tocou a campainha ela pode ouvir passos apressados indo até a porta, e como esperado a mãe de Levi foi quem a atendeu, surpresa em ver a jovem ali, logo a convidou para entrar dizendo que Levi estava na cozinha mexendo no celular.

 

- Se precisarem eu estou no quarto… – Annette por algum milagre decidiu não ficar fazendo companhia para os dois jovens e assim que Roselyn entrou ela apenas anunciou sua chegada e subiu para o andar de cima, Roselyn então seguiu para a cozinha um pouco desconfiada, lá ela encontrou Levi se levantando da mesa para cumprimenta-la.

 

- Sua mãe está de bom humor? 

 

- Não me questiona, ela e meu pai estão bem estranhos e eu estou com medo de pergunta. – Roselyn e Levi trocaram um rápido abraço, e logo eles foram seguindo para a mesa de jantar, Levi se sentou primeiro e Roselyn colocou a sacola na frente do amigo antes de se sentar a seu lado.

 

- Tó, isso é seu antes que eu esqueça.

 

- De onde você tirou essa flor? – Levi olhava para a sacola, e dentro dela a rosa vermelha parecia decorar a caixa, ele sabia que Roselyn não teria comprado aquilo para ele, a primeira coisa que pensou foi que Roselyn tinha ganhado na loja e colocou na sacola. 

 

- A isso é meu… presente… 

 

- Presente? De quem? – Roselyn rapidamente pegou a flor e a colocou em sua frente sobre a mesa, ela estava atenta em mandar algumas mensagens e não notou Levi a encarando de forma estranha apenas mais perdido com a situação.

 

- Aí L, quem mais me daria flores? – Roselyn terminou de digitar e colocou o celular sobre a mesa, olhando para o amigo que ainda a encarava sem entender nada, ele olhava para Roselyn e para a rosa, tentando pensar em algo, demorou até que algo passasse por sua cabeça e ele logo descobrisse quem tinha dado aquela flor a sua amiga.

 

- A, vocês se encontraram? – Quem além de Yairan poderia ter feito aquilo, Roselyn não estava saindo com outra pessoa, e ela não aceitaria presentes de estranhos, então aquela era a única opção, se bem que, quando pensou melhor ela poderia ter recebido em ao passear pelo shopping, talvez em alguma campanha de loja, ou alguma ação que estava acontecendo no lugar.

 

- Sim, chamei ele pra gente dar umas voltas no shopping hoje. 

 

- Maravilha… e aí como foi? Embora eu não sei se quero saber… – Levi era curioso até certo ponto, depois do que aconteceu entre Roselyn e Yairan ele tinha certo receio de ouvir da amiga o que eles tinham feito juntos.

 

- A gente conversou, ele me contou um pouco da vida dele, eu da minha…

 

- Entendi… vocês deveriam saber isso antes de, né… – Levi queria se sentir curioso sobre o que Roselyn havia descoberto sobre Yairan, mas para ele já não fazia tanta diferença.

 

- Calado! Porra você não vai parar de me encher não? – Roselyn achou um pano de prato esquecido sobre a mesa, e o usou para bater em Levi, desde que contou que ela e Yairan tinham transado, Levi parecia aproveitar cada oportunidade que tinha para relembrar do assunto, e de como ela simplesmente acabou indo parar na cama de alguém que ela mal conhecia.

 

- Não, quem mandou você sair dando pro cara sem nem conhecer ele. – Levi conseguiu tirar o pano das mãos de Roselyn e o jogar no balcão da cozinha, ele não estava tão indignado quanto parecia, só queria mesmo provocar a amiga, ele parou de se importar depois que eles conversaram mais um pouco na sexta, ele sabia que não haviam arrependimentos de nenhum lado, e que Roselyn sabia muito bem o que estava fazendo, se ela não se importava, não seria ele que iria se importar por ela.

 

- Cala a boca imbecil.

 

- Tá, tá qual sua “primeira impressão” dele? Se é que pode se dizer isso… – Era estranho ter aquela conversa, era algo que eles tinham quando Roselyn ainda estava literalmente conhecendo alguém que ela estava interessada em se relacionar, era a primeira vez que ele perguntava sobre alguém que ela já estava saindo.

 

- Bem, ele é bem atencioso, parece bem carinhoso e romântico… ele é bem… doce… – Roselyn não parecia uma garota apaixonada ao falar, na verdade havia sim um pouco de encanto ao falar, mas era misturado a um ar de estranheza e incredulidade do lado dela.

 

- Isso não é… bom? – Agora era a vez de Levi começar a se questionar, ela não falou nada que parecesse estranho, era todas qualidades boas para alguém, mas da forma com que ela falava tudo parecia ruim.

 

- A, ele é dócil demais sabe, se mostrou bastante preocupado comigo, foi carinhoso o tempo todo… – Se Roselyn pensasse não teve um momento que Yairan não tivesse sido minimamente romântico, sempre sorrindo, cada carinho que ele fazia era delicado, ele sempre parecia atento a tudo que ela falava, não era ruim de forma alguma, mas para Roselyn era uma situação um tanto incomum em sua vida.

 

- De novo… isso não é bom Rose?

 

- A L, sabe que eu não estou acostumada com isso, não é como se os últimos caras que eu saí na vida fossem assim. – Roselyn não se lembra qual foi o último rapaz que a tinha tratado daquela maneira, não que as últimas pessoas que ela ficou a trataram de forma ruim, mas nunca a chegaram a tratá-la da forma com que Yairan a tratou.

 

- A esqueci desse ponto, mas você deveria estar feliz, pelo menos ele é diferente. – Levi apoiou as costas no encosto da cadeira e ficou observando Roselyn, ele de fato tinha se esquecido, do fato de que os últimos caras que Roselyn tinha se relacionado nunca foram tão amorosos ou carinhosos embora ela nunca se importou muito com isso. Levi até podia se dizer feliz por saber que ela finalmente estar se relacionando com alguém diferente.

 

- Sim, isso é verdade, mas até quando isso vai durar? – Se tinha alguma coisa que pudesse preocupar Roselyn era se Yairan seria esse homem carinhoso por muito tempo, ela sabia que não seria assim para sempre, mas tinha certo receio que durasse apenas poucos dias.

 

- É tem isso…

 

- A gente acabou de se conhecer, não vou me animar muito, já levei me ferrei muito, eu quero ver até onde isso vai claro, mas vou continuar bem pé no chão quanto a tudo isso.

 

- É concordo, não vou dizer pra você fazer diferente até porque nunca se sabe… – Levi viu Roselyn passar por muita coisa quando o assunto era se relacionar amorosamente com outra pessoa, ele não se lembra dela ter tido algum bom relacionamento, ou algum que ela pudesse levar consigo pra vida, todos ou eram frívolos demais ou desgastantes demais, tanto que já fazia um bom tempo que ele não a via apaixonada, e ele não a culpava por acabar sendo um tanto pessimista, no fundo ele só queria que ela não se machucasse, de novo.

 

- Mas sabe o que é pior? Joguei tanta praga em você, falando que tu ia se apaixonar por uma menina que não fosse rica só pra você pagar sua língua, que no fim quem acabou arrumando um fui eu. – Roselyn se lembrou de quantas vezes ela falou que Levi se veria apaixonado por uma garota humilde, e que iria se arrepender de ter dito que isso nunca iria acontecer, e no fim era ela que estava se relacionando com alguém assim e não seu amigo.

 

- Vai trouxa, feitiço virando contra o feiticeiro!

 

- Cala a boca idiota, você quase não ficou com Aya o imprestável. E outra, eu posso ter arrumado um cara que não tem muito dinheiro, mas pelo menos não to pagando a minha língua, eu nunca recusei ninguém, principalmente se for bonito e bom de cama.

 

- A vai te catar. – Levi não tinha muitos argumentos, até por que de fato ele pensou muito antes de decidir investir em Aya, e não era como se Roselyn estivesse tão errada, Aya podia vir e boa família, mas era tão humilde quanto qualquer pessoa que ele conheceu, não demonstrando nem exibindo o dinheiro que tinha. Os dois ainda ficaram ali por um tempo até ouvirem uma buzina de moto e alguns segundos depois a campainha tocar – Acho que é a comida, a gente pediu Yakissoba e sushi quer?

 

- Não, vou pra casa antes que minha mãe me mate.

 

Roselyn queria poder ficar e conversar, mas as coisas de sua mãe ainda estavam no carro, ela também sabia que tinha comida esperando em casa e que sua mãe odiaria saber que ela não iria jantar em casa, principalmente depois dela ter saído sem almoçar. Roselyn chegou a ir com Levi até a porta, aproveitando a deixa e se despedir, mais uma vez os dois se abraçaram, ela seguiu para o carro e foi embora para sua casa, cansada porém feliz, desanimada mas minimamente empolgada após o seu dia, no fundo, mesmo achando tudo um tanto estranho, e carregando com sigo receios do passado, ela não podia negar que estava curiosa em saber até onde o relacionamento de e Yairan chegaria.


Notas Finais


E aqui nós temos um pouco da vida de Yairan nosso descendente de coreano mais amado (ou não, não sei a preferencia de vocês) não sei se notaram mas ele teve uma vida bem menos agitada do que a de todo mundo, mas calma, afinal de contas a história dele ainda não acabou!

Não, vocês vão ter que esperar mais um capítulo para ver um pouco mais dele e de Roselyn, mas não se preocupem vocês ainda tem muito do que conhecer de Roselyn e Yairan ainda.

Bem sem falar muito amanhã a gente vai ter mais revelações sobre o passado de uma personagem ai. Nos vemos então semana que vem, com mais um capitulo pra vocês ❤.Beijos


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