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História Pintor Privado - Painter of the Night - Capítulo 10


Escrita por: F_kk

Notas do Autor


Oi, meus amores!

Olha quem está chegando! Isso mesmo, o pintor mais amado dos manhwas! Junto com ele, um CEO que é de parar o trânsito!

E uma noite com esse homem poderoso pode tirar qualquer um fora do eixo...

O que será que esse empresário vai aprontar?

Vamos descobrir?

Capítulo 10 - Paisagem


Fanfic / Fanfiction Pintor Privado - Painter of the Night - Capítulo 10 - Paisagem

“Papai! Papai chegou!” As duas crianças viram a chegada de seu pai e se levantaram, deixando para trás os bonecos de neve, atravessando o pátio coberto pela fria e fofa camada de gelo, se jogando nas pernas do recém chegado. 

 

“Estávamos sentindo sua ausência...” Na-kyum andou calmamente até o Lorde, sorrindo discretamente enquanto Seungho pegava as duas crianças em seus braços, levantando-as. 

 

“Eu já resolvi todos os assuntos com o ministro enviado pelo Imperador. Não precisarei mais vê-lo por um bom tempo!” Respondeu, sendo abraçado pelos seus dois filhos. “Agora já está quase escurecendo. Não fará bem para vocês continuarem brincando aqui fora...” ele sugeriu, voltando-se às crianças. 

 

“Papai, amanhã o senhor pode fazer mais bonecos de neve conosco?” A pequena menina de olhos negros pediu manhosamente. 

 

“Claro! Amanhã eu passarei o dia todo brincando com vocês dois!” Respondeu, lhes sorrindo e recebendo mais abraços apertados em comemoração.

 

“Meus lordes...” uma serva se aproximou, inclinando-se para falar-lhes. “Os banhos do pequeno lorde e da pequena lady já estão prontos...” ela comunicou. 

 

“Oh, sim! Leve-os e depois do banho, sirva o jantar e os coloque para dormir!” Na-kyum orientou e as duas crianças se despediram dos pais, sendo acompanhados pela serva para dentro do palácio. 

 

“Senti sua falta...” Yoon Seungho levou seus braços à cintura de seu amado, puxando-o para si. 

 

“Eu também...” Na-Kyum se entregou ao beijo que seu lorde lhe dedicara, ali, em meio ao pátio coberto de neve, enquanto os servos ao redor acendiam as luzes das lanternas noturnas. 

 

“Vamos? Pedi para prepararem um banho quente e uma refeição. Esta noite, eu não pretendo me separar do meu lorde...” Seungho chamou ao seu amado e os dois retiraram-se para o aposento privado, já aquecido e preparado para o casal. E eles se amaram a noite toda. 

 

Na grande tina de água quente, se entregaram ao desejo e a luxúria, amando-se incontáveis vezes e quando a água já não era suficiente para aquecer seus corpos, Seungho retirou em seus braços o corpo frágil de seu lorde e o levou todo envolto em tecidos quentes e serviu-lhe a refeição, aquecendo-o com um pouco de licor e por fim, dormiram juntos, na cama que dividiam todas as noites, abraçados, sentindo seus corações batendo em um mesmo compasso. 

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Seo Seung levou a mão aos olhos, massageando as têmporas, percebendo que o dia nem havia clareado ainda. 

 

- Eu estou ficando louco... – resmungou, virando-se para o lado e percebendo que o pintor ainda dormia calmamente em sua cama. 

 

O sonho que acabara de ter parecia tão real, como se ele estivesse vivendo aqueles momentos, mas apenas uma coisa diferia dos seus sonhos anteriores com o Lorde Na-kyum. Desta vez, era o rosto de Min Jae que estava naquele corpo frágil. Era aquele rosto inocente e gentil lhe falando carinhosamente. Era aquele rosto transfigurado em luxúria e desejo se entregando nas mãos do Lorde Seungho. 

 

- Você está me deixando louco... – afastou a franja daquele rosto angelical que dormia serenamente. 

 

Seo Seung puxou o lençol vermelho sobre o corpo do pintor, cobrindo até o seu ombro e acariciou gentilmente aquelas bochechas.

 

- Eu preciso fumar... – falou pra si mesmo, se levantando, vestindo um roupão e pegando um cigarro. Abriu a porta da sua varanda e avistou as luzes noturnas da madrugada em Seul enquanto tragava mais uma vez seu cigarro. As lembranças da noite com o pintor ainda estavam frescas em sua memória e talvez por isso seu subconsciente tivesse confundido Min Jae com o Lorde Na-kyum em seus sonhos. 

 

Min Jae entregara-se completamente em suas mãos, sendo intensamente envolvido pelo ar de sedução e luxúria dentro daquela banheira. E depois que Seo Seung se derramou em prazer dentro daquele corpo frágil, ele o abraçou demoradamente, fazendo seu peito por travesseiro para o jovem pintor. 

 

Mas eles não poderiam dormir dentro daquela água, então Seo Seung pegou o pintor em seus braços e levantou-se, o levando até o balcão gelado de mármore, colocando-o sentado ali. 

 

Min Jae o observou curiosamente. O que seu chefe faria agora? Suas bochechas ficaram ainda mais coradas, envergonhado pela situação, o fazendo baixar o olhar e apertar as bordas daquela pedra fria entre suas mãos.

 

Seo Seung abriu uma das portas do balcão e retirou de lá um roupão branco, talvez ficasse grande demais no corpo pequeno do pintor, mas era o que havia disponível nesse momento. Ele jogou o roupão nas costas de Min Jae, que surpreendeu-se com esse movimento, encontrando novamente com os olhos do empresário. 

 

Seo Seung retirou uma toalha daquele mesmo armário e passou ao redor do pescoço de Min Jae, secando delicadamente aqueles cabelos negros bagunçados pela água da banheira. 

 

Min Jae não conseguia se mover, paralisado sobre aquela pedra fria do balcão, observando seu chefe o tratando como se fosse uma criança que estava sendo cuidada pelo seu pai. Mas ele nem ao menos havia conhecido seu pai, então certamente essa figura ele não tinha em mente. 

 

O CEO terminou de secá-lo, pegando a toalha e passando por cada uma das pernas do pintor, fazendo uma leve massagem em casa um dos pés que foi secado. 

 

Min Jae continuava sem saber o que fazer, até perceber que Seo Seung levantou seu olhar novamente, encontrando com o seu. Aqueles olhos de predador estavam novamente o fitando e Min Jae sabia que não resistiria. 

 

Seo Seung pegou aquela mesma toalha e jogou sobre seus ombros, secando o seu próprio cabelo, sem retirar os olhos daquele rosto tímido e inocente. Um pequeno sorriso vitorioso se formou no rosto do empresário e ele se colocou entre as pernas do pintor, aproximando-se cada vez mais e seus lábios se encontraram com os do jovem. 

 

Mais um beijo. Mais desejo. Mais insensatez. “O que nós dois estamos fazendo? Apenas dois corpos nus se entregando aos prazeres da carne?” Min Jae mal conseguia raciocinar direito, ele só sabia que queria mais... muito mais do que já havia provado esta noite. 

 

 Seo Seung desceu suas mãos pela cintura do pintor, acariciando lentamente a pele ainda úmida, chegando a seu quadril e passando pelas suas coxas. A cada movimento de suas mãos, seus lábios se aprofundavam ainda mais nos do jovem, envolvendo suas línguas, que avançavam intensamente em direção ao interior da boca do outro. E assim, o ar começou a faltar, as respirações ficaram mais pesadas. 

 

Min Jae subiu suas mãos pelo corpo molhado do CEO, chegando a seu pescoço e jogando seus braços sobre os seus ombros. 

 

O empresário não seria capaz de se conter por muito tempo, sua excitação já estava no auge e seu membro implorava pelo contato íntimo do interior do pintor. Sem ao menos afastar suas bocas, Seo Seung afundou seus dedos da carne de Min Jae, o segurando com força pelas suas coxas e o levantando daquele balcão, fazendo-o envolver suas pernas na sua cintura, indo em direção ao quarto, jogando aquele pequeno corpo frágil na enorme cama. 

 

Seo Seung respirava pesadamente, encarando aquele rosto numa expressão que ao mesmo tempo refletia o medo e o desejo. Min Jae queria, ansiava por isso, ao mesmo tempo que assustava-se a cada atitude do homem sobre si. 

 

Mas logo o temor se dispersou enquanto Seo Seung percorria com sua boca toda a extensão da pele daquele pescoço totalmente vulnerável aos seus beijos e delicadas mordidas. 

 

Min Jae não era mais capaz de permanecer de olhos abertos e se contorcia de tesão a cada novo carinho daquele homem forte que o tomava com lascívia. 

 

Seo Seung foi descendo mais, passando por aqueles mamilos eriçados, lambendo cada gota d’água que ainda cobria aquele corpo frágil, segurando entre suas mãos aqueles músculos franzinos. 

 

O abdômen do jovem pintor foi inteiramente coberto de beijos até que a boca de Seo Seung envolveu completamente o falo rijo do jovem. 

 

Suas pernas se contorciam, enroscando-se no tronco do homem sobre si. O movimento de sucção fazia o pintor ficar a beira da loucura, tamanho prazer sentia e Seo Seung, por mais que estivesse ansioso por invadir o interior daquele corpo quente, ainda pretendia demorar-se ali, arrancado cada suspiro de deleite que conseguiria provocar naquele jovem. 

 

Por mais que não conseguisse compreender isso, Seo Seung sentia seu coração bater pesadamente em seu peito, numa mistura de dor e sofrimento. “Por que isso, se eu apenas estou dando prazer a esse garoto?” Ele não entendia esse misto de sentimentos que o envolviam cada vez que estava com o jovem, mas o fato era que ele perdia o controle sobre si e apenas conseguia agir de forma que seu prazer era ver as expressões de luxúria no rosto do pintor. Ouvi-lo gemendo e gritando era música a seus ouvidos. 

 

- Seo... Seo... por favor... – Min Jae resmungou manhosamente. – Eu não consigo mais segurar... 

 

Seo Seung soltou aquele falo de sua boca e sem retirar os olhos do jovem, o viu arfar, buscando por mais ar para seus pulmões enquanto o empresário brincava com a ponta da sua língua sobre a pele delicada da virilha do pintor. 

 

Min Jae conseguiu recuperar o controle sobre si, mas a sua sanidade ainda não havia retornado quando o seu chefe começou a subir, espalhando beijos por seu corpo até chegar a sua boca novamente e envolvê-lo demoradamente em um beijo excitante e que o fez perder o fôlego.

 

Quando os lábios se afastaram, Min Jae abriu os olhos e encontrou novamente a face de Seo Seung, mas dessa vez, a expressão dele não era de um predador. Era uma expressão de angústia. 

 

- Seo...!? – Min Jae não compreendeu. 

 

Seo Seung não conseguia fazer com aquele jovem o que fazia com qualquer outro homem. Normalmente, ele apenas queria se entregar a qualquer prazer que o fizesse esquecer o mundo lá fora, mas por que com ele não era a mesma coisa? Essa dúvida invadira sua mente e ele não encontrava formas de compreender tal poder que o pintor exercia sobre si. Será que estava apenas impressionado pelo talento do pintor, muito semelhante ao pintor que a séculos atrás caiu nas garras de um lorde inescrupuloso e devasso?

 

- Seo...!? – Min Jae o chamou mais uma vez, tirando-o de sua contemplação. 

 

As bochechas já vermelhas de Min Jae e a respiração voltando ao ritmo normal trouxeram uma estranha sensação de insatisfação ao empresário. Ele o queria ainda mais ofegante e delirando de prazer. E era isso que ele daria ao pintor. 

 

- Apenas relaxe... Somente aproveite, Min Jae...– Seo Seung enfatizou, voltando a beijar aquele pescoço delicado, girando o corpo frágil em suas mãos, fazendo-o ficar de lado, posicionando-se atrás do pintor. 

 

Min Jae aproveitava cada momento, cada emoção, cada toque que recebia e gemeu ainda mais manhosamente quando sentiu-se invadir pelo falo gelado do empresário. 

 

E nessa noite, Seo Seung fez o que jamais havia feito com outros homens. 

 

Nessa noite, ele amou. 

 

Amou Min Jae com todo seu corpo e alma. Amou-o com sua carne, seu sangue e seu coração. Amou-o de uma forma que jamais imaginou ser possível. 

 

Ele o amou. Tão somente e puramente o amou. 

 

Os dedos do pintor entrelaçaram-se aos seus e apertaram aquele corpo frágil em um abraço aconchegante e reconfortante. 

 

Seu corpo movimentava-se lentamente, sentindo cada espasmo de prazer que provocava no pintor que estava a sua mercê. 

 

Min Jae nunca sentiu um prazer tão intenso e duradouro. O corpo atrás de si o invadia lentamente provocando múltiplas sensações, entorpecendo seus sentidos e fazendo-o gemer a cada estocada que o penetrava, trazendo ainda mais deleite em cada ato. Parecia que seu corpo não era mais de carne e osso, apenas de prazer e esse prazer escorreu por seus olhos, em pequenas lágrimas de contentamento. 

 

Nem Min Jae, nem Seo Seung queriam que essa sessão de luxúria acabasse, mas seus corpos estavam nos limites de suas forças e o empresário não pôde mais adiar aquilo que por tanto tempo evitara, acelerando suas estocadas, apertando ainda mais seu abraço ao redor do pintor, tendo suas mãos agarradas intensamente pelas do jovem e então, ambos se derramaram em prazer e êxtase. 

 

E assim, eles dormiram. Nenhuma palavra, nenhum movimento em falso. Apenas abraçados, aproveitando o calor um do outro. 

 

Seo Seung voltou para dentro do quarto, fechando a porta de vidro da varanda e apagando a bituca do cigarro em um cinzeiro qualquer. 

 

Seu corpo precisava de mais descanso e voltou à cama, puxando o jovem, agora aquecido pelo lençol, junto a si, envolvendo-o em um abraço carinhoso. 

 

Pela manhã, Min Jae acordou vendo uma pequena fresta de luz do sol entrando por entre as cortinas. Abraçado a si, Seo Seung dormia pesadamente. O leve odor de cigarro exalando e suas mãos apertadas ao redor do pintor. 

 

Min Jae queria permanecer ali, admirando a face tão tranquila de Seo Seung enquanto este dormia, mas achou que fosse um incômodo continuar na mesma cama que seu chefe, já que tantas outras vezes, o próprio empresário o levou para dormir na sua pequena cama, no quarto ao lado da área de serviço. 

 

Min Jae sentiu uma grande dor em seu peito, sabendo que jamais poderia se dar ao luxo de imaginar que um tão homem poderoso e desejado iria ter por ele qualquer sentimento amoroso. No máximo, uma diversão passageira, refletiu angustiado. 

 

Ao ir para o banheiro da suíte, encontrou suas roupas, mas elas estavam encharcadas e não poderiam ser vestidas nesse momento, então não lhe restou outra alternativa se não vestir aquele roupão amassado que  caiu em algum momento ao lado da cama. Juntou as roupas molhadas, levando-as para lavar, inclusive as próprias roupas do seu chefe, que passaram a noite na água da banheira. 

 

Torceu internamente para que a Senhora Song e seu marido não estivessem na cozinha e quando passou pelo cômodo, percebeu o café da manhã sobre a ilha da cozinha, mas nenhum sinal do casal de funcionários, afinal, eles haviam sido instruídos a virem preparar a refeição matinal, mas foram dispensados pelo restante do final de semana.

 

Min Jae foi até a lavanderia e colocou as roupas de Seo Seung para serem lavadas e secadas, depois tomou um café da manhã rapidamente e por estar com todos os seus trabalhos da faculdade em ordem, resolveu fazer algo que a muito não se dava ao luxo de desfrutar. Resolveu pintar por prazer.

 

De uma das caixas guardadas no armário do quarto, retirou uma tela pequena, não muito maior que uma folha de papel ofício, algumas tintas e pincéis já velhos, mas que ele fez questão de trazer consigo. Apesar de ter materiais novos a disposição no ateliê improvisado no escritório de Seo Seung, Min Jae preferiu usar seus próprios materiais para desfrutar de um pouco de paz, desenhando a paisagem que seria capaz de reproduzir mesmo de olhos fechados. 

 

Seo Seung sentiu a ausência de Min Jae naquela cama enorme e acordou assustado, sentando-se repentinamente e correndo os olhos por todo quarto em sua busca. Foi até o banheiro e ele também não estava lá. Aterrorizado, vestiu um roupão apressadamente e desceu a passos largos escada a baixo. 

 

O café da manhã ainda estava posto na ilha da cozinha, mas o sol já estava alto no céu quando Seo Seung atravessou o lugar, passando pela área de serviço e encontrando a porta do quarto do pintor aberta. 

 

Min Jae estava sentado no chão, tela já ganhando cores em tons quentes e primaveris. Algumas tintas espalhadas ao redor do pintor e uma roupa com algumas manchas frescas. 

 

Um suspiro de alívio escapou aos lábios do empresário, que sentiu um enorme peso sair de seu peito. Por breves instantes, temeu que o pintor tivesse o abandonado, partido sem deixar vestígio algum, mas não. Ele estava bem ali, diante dos seus olhos, compenetrado fazendo aquilo que mais amava, pintando distraidamente uma tela qualquer no chão, mas quando Seo Seung deixou seus olhos observarem o que aquela tela continha, seu corpo inteiro tremeu e por alguns segundos seu pulmão nem ao menos respirou. 

 

- Min Jae...!? – ele chamou quase num sussurro, tirando o pintor de sua concentração. 

 

- Senhor... Presidente Seo...!? – Min Jae deixou o pincel e a tinta de suas mãos caírem ao chão e virou-se prontamente para a porta onde o empresário o encarava, atônito. – Eu só... só estava... 

 

- Pintando... – Seo Seung completou, dando dois passos para o interior do quarto e volvendo seus olhos para se concentrar na pintura da pequena tela. 

 

- Presidente Seo... – Min Jae vacilou ao ser pego fazendo uma pintura que não lhe foi solicitada e temeu pela reação do seu chefe. – Eu já conclui a terceira tela... eu só estava pintando por distração. Eu... eu posso parar imediatamente... – recuou, sem ter forças para se levantar.

 

- Essa paisagem...? – Seo Seung levou os olhos até a face assustada do pintor. – Onde você a viu? 

 

- Eu... eu não sei... – respondeu hesitante.

 

- Como? – O empresário queria saber mais. 

 

- Eu não sei... – esforçou-se para responder - Desde que eu me lembro, eu desenhava essa paisagem. Eu só fui aperfeiçoando com o tempo, pintando em várias versões, mas eu... eu não sei se eu já fui em algum lugar assim ou... ou se vi na tv ou em alguma revista...

 

Seo Seung concentrou-se mais uma vez na pintura. Ele tinha certeza, era a mesma paisagem que tantas vezes viu em seus sonhos. O mesmo pátio que esta noite estava coberto de uma fina camada de neve branca, porém agora, nessa tela, estava numa estação mais calorosa e acolhedora. Mesma cerejeira ao centro do pátio, nessa versão toda coberta de flores cor de rosa. As mesmas construções ao redor, a mesma arquitetura... tudo exatamente igual via seguidamente em longos sonhos que mais pareciam lembranças. 

 

- Senhor Presidente... – Min Jae estava ansioso, não entendendo tal reação. Temeu que seu chefe estivesse bravo pela pintura, mas percebeu que sua expressão era mais de choque do que de fúria. – Se o senhor quiser que eu trabalhe em outra tela, eu não perderei mais tempo com essa... – sugeriu. 

 

- Não! – Seo Seung virou-se instantaneamente para o pintor um tanto quanto ríspido, mas ao ver a expressão assustada dele, acalmou sua voz. – Conclua essa pintura. Não tenha pressa, eu a quero para mim! 

 

Min Jae não conseguiu entender o interesse súbito numa pintura tão banal, tão comum, que qualquer artista de rua poderia reproduzir casualmente. Nenhuma paisagem, nenhuma pintura semelhante havia na casa de seu chefe, muito menos em sua empresa, então qual o motivo por trás dessa ordem? 

 

Contudo, Seo Seung sabia que ninguém seria capaz de reproduzir aquela imagem tão bem quanto Min Jae estava o fazendo agora. Nem mesmo ele, quando ainda estudante de arte conseguira reproduzir tão perfeitamente cada traço, cada proporção, cada mínimo detalhe como agora. 

 

- Até o final da noite, ela estará pronta... – Min Jae baixou o olhar, confuso. – É uma tela pequena e eu já pintei essa paisagem inúmeras vezes... será fácil concluí-la... 

 

Seo Seung deu uma última olhada para a tela, demorando-se um tempo que pareceu infinito e saiu, sem mais palavra alguma. 

 

“Como? Como ele sabe?” Seo Seung sentiu-se atordoado, apoiando-se na ilha da cozinha ao sair do quarto do pintor. “Por que ele se parece tanto com o Lorde Na-kyum dos meus sonhos?”

 

Seo Seung visitou pessoalmente a antiga propriedade da família Yoon, a muito tempo destruída e que em seu lugar fora construído um enorme bairro em uma cidade do interior da Coréia, então, se não havia nenhum registro gráfico feito pelo próprio Lorde Na-kyum, como poderia alguém saber como era aquela propriedade? Como alguém poderia saber o que estava dentro da mente de Seo Seung? 

 

O empresário carregou uma enorme angústia em seu peito, não saindo de seu escritório durante todo o dia, pois se assim o fizesse, não resistiria e acabaria indo até aquele quarto e observando o pintor trabalhando naquela pequena tela. 

 

Min Jae acabou se concentrando na pintura e apenas saiu para buscar uma maçã, a comendo em seu quarto, enquanto refletia sobre tudo que aconteceu na noite anterior e pela manhã. 

 

Ele se sentia cada vez mais confuso diante de todo comportamento de Seo Seung. Aquele homem sedutor e controlador o tratava como um pequeno animal de estimação, como alguém disponível a cumprir todos os seus desejos prontamente, seja carnalmente ou profissionalmente e em nenhum desses dois quesitos Min Jae se sentia confortável. Até mesmo ao estar hospedado nessa casa não se sentia bem, afinal, era como um prisioneiro tendo as portas abertas para ir e vir, mas sempre voltando e estando a mercê dos desejos de seu carcereiro.

 

Voltou a dedicar-se a pintura que começou a fazer distraidamente e que agora se tornou mais uma responsabilidade, trabalhando nela com todo seu talento.

 

Já escurecera e as luzes da capital acenderam-se para iluminar o breu da noite sem lua. Min Jae finalmente terminou sua tela, deixando-a secando sobre a pequena escrivaninha e se espreguiçou, fazendo todo seu corpo alongar-se depois de passar o dia pintando no chão. 

 

Resolveu tomar um banho e tirar toda a tinta que sujava suas mãos e braços. Após se banhar e se vestir, foi até a cozinha, desejando saciar a fome do dia inteiro, quando encontrou Seo Seung diante de várias porções de comidas ainda quentes. 

 

- Senhor Min Jae, achei que não sairia de seu quarto hoje... – Seo Seung comentou, pegando uma pequena porção e servindo no prato que estava diante de uma cadeira vazia. 

 

- Eu... eu acabei de terminar a tela. Ela está apenas secando... – Min Jae respondeu, sentindo suas bochechas avermelharem-se. 

 

- Venha. Sente-se e aproveite a refeição... – Seo Seung puxou a cadeira ao seu lado. 

 

Min Jae não negou. Não seria respeitoso negar o convite para a refeição e atendeu ao chamado de seu chefe, sentando-se e acompanhando Seo Seung no jantar. 

 

Memórias da noite anterior iam e vinham da mente do pintor e ele sentia-se cada vez mais constrangido ao notar cada olhar de Seo Seung sobre si. 

 

O silêncio se estabeleceu ao longo de toda refeição, mas Min Jae não aguentava mais a angústia de toda situação e tomou toda coragem que tinha para levantar os olhos e encontrar a face de Seo Seung. Apesar do temor de ver seu contratante tendo outros homens em suas mãos, Min Jae precisava saber até quando iria ser útil ao empresário. 

 

- Presidente Seo... – Min Jae vacilou, mas respirou profundamente e conseguiu prosseguir. –  A terceira tela que pintei a seu pedido já está pronta e a paisagem que eu fiz hoje também, então, se o senhor não quiser mais seus serviços como pintor, o nosso contrato pode ser encerrado e eu me retirarei deste apartamento..


Notas Finais


Hum... que sonho maravilhoso do Seo Seung... só pra deixar ele ainda mais perdidinho 😅

E esse lemon? Que coisa mais linda 🥰

Pena que Min Jae não consegue ver o amor que Seo Seung está lhe dedicando a cada dia mais 🥺

E o que será q esse finalzinho nos reserva?

Aguardo os comentários e nos encontramos no próximo capítulo ou então lá no Instagram 😉


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