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História Pior que Gojo Satoru - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Parte1 -Encontro


Fanfic / Fanfiction Pior que Gojo Satoru - Capítulo 3 - Parte1 -Encontro

-Ei, Satoru-San... acorde. -Uma voz suave começava a penetrar a escuridão por trás de seus olhos, o jogando lentamente na consciência.

-Hun... -Sentia a mão suave em seus cabelos, o chacoalhando de leve, era quase fofo a gentileza que Megumi estava utilizando para acordá-lo, um pequeno sorriso cruzou seus lábios.

-Ei, eu sei que está acordado, Satoru. -Era sempre assim, o albino sempre enrolava para abrir os olhos, não que estivesse reclamando, afinal, graças a isso ganhava a oportunidade de acariciar os fios macios por mais um tempo, os cabelos de Satoru eram tão fofos, realmente pareciam o pêlo de um gato felpudo.

-...Hum...aposto que está pensando que pareço um gato felpudo agora...

-Hã? -Duas belas joias azuis brilhantes o encaravam sonolento, como sempre o coração do moreno falhou numa batida.

  Gojo Satoru, o homem que tinha a habilidade de fazer o coração de qualquer um falhar com apenas um olhar. Era bom que não trabalhasse num asilo.

-Megumi...

-Hum? -Observou o mais velho se remexer no colchão, abrindo espaço a seu lado e levantando o cobertor num convite.

-Deite um pouco comigo. -Ah seu pobre coração.

-O café da manhã vai esfriar se demorar pra levantar.

-He... já preparou o café da manhã?

-Sim, eu disse que estaria vindo aqui pra isso.

-Hum...Minha cozinha está bem não é? -A voz manhosa do outro não fez nada para disfarçar a ofensa.

-Ei, eu não queimo com tanta frequência. -Apesar de que admitia não ser muito bom cozinhando. -Sabe que o Itadori está me ajudando a melhorar.

-Sim, o Yuuji-Kun é um bom garoto.... -Segurou o pulso do menor, o acariciando suavemente. -Você também vai ser um bom garoto e se deitar um pouco comigo não é? M.e.g.u.m.i.

-... -A tonalidade rosa escura que se apossava das bochechas alheias era adorável, Gojo amava as reações do outro a si. -N... não diga essas coisas idiota...

-Huhu. Venha, está quentinho aqui.

-... Não me culpe se o misoshiro estiver frio. -A única resposta que obteve foi um dos típicos sorriso convencido.

-Hai!

-Hum. -Finalmente cedeu e entrou debaixo do cobertor, se aconchegando ao lado do albino.

  "É quentinho..." -Ou talvez fosse por causa de seu coração estar batendo acelerado e enviando muito sangue para seu corpo.

-Quentinho não é? -Abraçou o corpo do moreno, aconchegando sua cabeça no topo dos fios negros. -Ahh...eu poderia me acostumar com isso...

-A não ter nada pra fazer de manhã cedo?

-Sabe que não é disso que estou falando. -Apesar que também poderia se acostumar a levantar depois das nove, quando assumisse a empresa de seu pai faria isso com certeza. -Estou falando de tê-lo nos meus braços todas as manhãs.

-E as noites?

-Claro que as noites também. Por mim você não sairia daqui.

-Isso soou assustadoramente romântico. -Satoru riu.

-Estou falando sério Megumi.

-...Eu sei.

  Ambos ficaram deitados, aproveitando o calor um do outro. Era raro que Megumi pasasse as noites na casa alheia já que seu pai tinha uma política bem severa, apenas dormia ali quando Toji estava trabalhando (mesmo assim era raro porque Megumi não gostava de deixar seus cachorros sozinhos, o que resultava em ter que levá-los também), mas costumava aparecer nos fins de semana para acordá-lo e passarem o dia juntos se estivessem livres, o que terminava com ambos deitados na cama grande e confortável que estavam agora.

  Satoru morava sozinho numa casa grande e espaçosa, apenas alguns empregados apareciam duas ou três vezes na semana, ele não se sentia sozinho no geral, mas estaria mentindo se dissesse que não queria que Megumi viesse morar consigo, sim, seus sentimentos estavam um pouco intensos para dois anos de relacionamento. Nunca havia pedido ao outro para se mudar, talvez porque sabia que ele não queria deixar seu pai sozinho, e principalmente porque não queria fazer Megumi se sentir mal por dizer-lhe não. Bem, teria que se contentar com o que tinham agora, mesmo que fosse um homem guloso, se seguraria pelo bem de seu querido e fofo namorado, com sorte logo Toji sairia para trabalhar por uma semana ou mais e ele viria para sua casa, e então teriam muuuuuuuuuuuuuito tempo para serem pegajosos.

-Gojo-San...se não levantarmos logo vou acabar dormindo... -Aquilo fez o mais velho rir.

-Ora, ora, meu despertador está com sono?

-É culpa sua... -Esfregou o rosto contra o peitoral coberto pela blusa fina, simplesmente era tão confortável estar ali.

-Hum...Sabia que você se sentiria sozinho já que estive ocupado essa semana.

-Não me senti sozinho.

-Mesmo? -Abraçou a cintura fina, descendo sua mão e pousando-a sobre a bunda do menor. -Não sentiu minha falta?

-E...ei, onde está colocando a mão?

-Hum...sempre acordo excitado. -Claro, não estava exitado apenas quando acordava.

-Não está falando sério.

-Não? Por que não checa por si mesmo?

-... -Checar? Satoru estava mesmo lhe dizendo para... aquela hora da manhã?

-Não? Me dê sua mão. -Não resistiu quando dedos longos puxaram sua mão para frente, levando-a até uma protuberância na calça de moletom que o albino vestia.

-... -Seu rosto corou totalmente, os olhos azuis divertidos não ajudavam sua timidez a diminuir. -Pervertido...

-Eu? Você é o único que entrou na minha cama. -Sussurrou provocantemente na orelha exposta, vendo-o se arrepiar. Era tão divertido mexer com Megumi, era tão fofo! Só o deixava com mais vontade de provocá-lo. -E é o único que ainda está me tocando.

-Hã? -Nem reparou que sua mão havia sido solta, e que era o único mantendo seu aperto frouxo contra a ereção. -E...eu...!

-Shhh, não fique tão nervoso, Deus, já faz dois anos que estamos juntos, por que ainda fica tão envergonhado em me tocar?

-... -Bem, se ele estivesse saindo com Gojo Satoru saberia do porquê.

  Como poderia não ficar tímido tocando em alguém tão... tão perfeito? Ahh, o mal de estar apaixonado.

-Estou triste Megumi-Chan. -O tom de voz deprimido não era muito convincente. -Você disse que não sentiu minha falta, e só nos vimos três vezes essa semana.

-...Cale a boca... você sabe que eu senti...

-Não sei de nada. -Apertou a bunda onde suas mãos estavam e mordiscou o lóbulo de sua orelha, sentindo o corpo ao seu lado estremecer. -Por que não me mostra?

-... -Aquele imbecíl era mesmo mimado. -...Ok...

-Hum? -Num movimento rápido Megumi o empurrou para o lado e se sentou sobre suas coxas, o cobertor caindo atrapalhadamente do outro lado do colchão. Sorriu travesso e apertou a cintura de Fushiguro. -Vai me montar Megumi-Chan?

-Já falei pra não me chamar assim... -Deus, Satoru sabia ser irritante mesmo sonolento. -Não estamos fazendo sexo matinal.

-Não? -A posição parecia dizer outra coisa.

-Não, se fizermos isso agora eu... -A frase não foi terminada, mas a coloração vermelha em suas bochechas foi tão forte que tinha certeza que o outro havia entedido, e a risada descarada que este lhe deu provou que sim, havia entendido muito bem.

-Há Megumi, Megumi, você não deveria dizer essas coisas. -Esfregou descaradamente sua ereção contra as bochechas da bunda alheia. -Ou não vou me responsabilizar se te deixar mancando o dia todo.

-...! -Claro que era exatamente por esse motivo que não queria fazer sexo matinal, mas aquele bastardo não precisava dizer com todas as palavras! -Só cale a boca...

-Por que não faz isso por mim?

-Idiota... -Satoru realmente o tirava do sério, mesmo assim cedeu e se inclinou para beijá-lo.

  Suas bocas se encontraram num beijo preguiçoso, ou era o que Megumi esperava, mas deveria esperar que Gojo não fosse fazer isso. As mãos em sua cintura o puxaram mais para frente, deixando-o praticamente deitado contra si, um de seus joelhos se levantando para roçar entre suas pernas, e sua língua devorava a boca do menor, como alguém poderia acordar já com tanto fôlego para beijar? Um gemido baixo escapou de sua garganta a medida que os movimentos de seus lábios ficavam cada vez mais afoitos e seduzendes, seu próprio corpo esquentando mais rápido do que deveria, e o joelho pressionando contra si não ajudava em nada. Se as coisas continuassem naquele ritmo logo o albino não seria o único com uma ereção. Sem saber o que fazer com a falta de ar em seus pulmões e com o aperto em seu corpo não deixando-o se afastar, só podia dar tapinhas ridiculamente fracos contra o peitoral musculoso de Satoru, aquele bastardo sempre se aproveitando que tinha o fôlego ridiculamente longo, e o beijando até que sua cabeça rodasse, daquela vez não foi diferente.

-...un...ah... -Finalmente seus lábios (que certamente estavam vermelhos) foram libertados, Megumi deixou sua cabeça cair contra o outro enquanto tentava recuperar o ar. -Arf...arf...m...maldito...

-Arf... você sempre tem um gosto tão doce... gosto disso. -E gostava mais ainda de ver como um único beijo o bagunçava, oh droga, a expressão corada e ofegante do menor só serviu para deixá-lo ainda mais duro. -Tem certeza que não quer fazer sexo matinal?

-Argh...arf...se não calar a boca v...vou voltar pra casa.

-Desculpe, desculpe. Não é minha culpa se é tão fofo. -Levantou o queixo alheio, olhando em seus olhos, acariciou o lábio inferior com seu polegar. -Estou me contentando com sua boca por enquanto.

-... Você não tem vergonha mesmo não é? -Sorriu malicioso.

-Era seu plano desde o inicío, não deveria ser você a ficar com vergonha?

-E estou, imbecíl.

-Huhu.

  Sem mais delongas, Megumi ajeitou sua posição, até que estivesse entre as pernas longas de seu namorado, o mesmo lhe olhando atentamente com um sorriso enganosamente angelical, quase se sentiu tentado a pedir para que colocasse os malditos óculos escuros que estavam sobre a cabeceira da cama, mas respirou fundo para se concentrar no que faria.

  Chupar o mais alto era uma de suas coisas preferidas, não admitiria em voz alta nem sobre ameaça de morte, mas tinha certeza que este sabia disso. Enquanto estava engasgando com o pau grosso em sua boca, mesmo através das lágrimas em seus olhos, podia ver o jeito faminto que os olhos azuis brilhavam, e isso fazia o estômago de Megumi se apertar de uma forma incrível, seria capaz de gozar simplesmente vendo o quão deliciosamente sexy Satoru parecia enquanto recebia um boquete.

-Ah Megumi... você parece incrível assim... -Estendeu a mão para enxugar as lágrimas presas entre os cílios longos, sentindo-se pulsar de prazer. -... Tão lindo com meu pau na boca... ah... se continuar assim virei embreve...

-Ugh... -Gemeu abafado, podia sentir o gosto salgado do pré-gozo em sua língua, se afastou para tomar um ar. -Ah...

-Já cansado? -A voz rouca lançou arrepios em sua espinha.

-E...arf...experimente ch...chupar seu próprio pau e me pergunte de novo. -Não era fácil colocar algo tão grande em sua boca.

-He, por que eu faria isso se você parece gostar tanto? -Agarrou um punhado de fios negros e levou-o a envolver seu pau novamente, mantendo um aperto firme, cada parte de si lhe dizia para foder a garganta de Megumi até gozar o mais fundo que podia, apenas para vê-lo engasgar com sua porra e pintar seu rosto, oh droga, queria tanto fazer aquilo.

-...shat...hou...hun... -O nome do outro saiu abafado, o jeito selvagem com que era olhado simplesmente fazia seu próprio pênis doer dentro da prisão de tecido que era sua calça. Satoru era um pervertido, sabia muito bem o que aquele olhar malicioso significava.

-Megumi-Chan, relaxe a garganta pra mim okay? -Suavizou o aperto nos fios por um instante, o retomando rapidamente. -E respire fundo.

-... -Mesmo com o aviso não estava preparado totalmente.

  Gojo firmou sua mão de uma forma que pudesse controlar a cabeça alheia como quisesse e então começou a foder sem piedade. Seu pau sumia e reaparecia dentre os lábios inchados, a cabeça gorda atingindo profundamente a garganta do menor, sons molhados de sáliva e engasgos apenas o faziam ir mais rápido, agora lágrimas caíam livremente dos olhos verdes, seu rosto completamente corado  simplesmente parecendo tão... tão lascivo e disposto para que pudessse fazer o que quiser, oh Deus amava tanto aquele garoto que poderia enlouquecer.

-Ah...un...Megumi, eu...estou perto. -Seus movimentos começando a caquejar. -Engula tudo o que puder okay?

-...Hum...

-Ah...ah! -Parou de se mover quando atingiu o orgasmo.

  Megumi sentiu o gosto amargo preencher sua boca, o pênis grosso pesando contra sua língua enquanto disparava jato após jato em sua garganta, gemeu com o quão perto estava de seu proprio orgasmo, era incrível como simplesmente chupar alguém podia deixá-lo assim, claro, quando esse alguém era Gojou Satoru não era tão inacreditável.

-... -Finalmente o pênis foi retirado de sua boca, mal teve tempo de tossir antes que outros jatos de esperma disparassem contra seu rosto, fechou os olhos por pouco enquanto o liquído pegajoso lambuzava suas bochechas, se sentiu ainda mais excitado e envergonhado com isso. -...Seu...

-Arf...arf...perfeito Megumi... -Esfregou a cabeça de seu membro contra os lábios maltradados, vendo o estado em que o deixara, se sentia muito satisfeito com seu trabalho, principalmente porque tinha certeza que o outro estava duro como uma rocha. -Eu deveria tirar uma foto de lembrança.

-Não ouse... -Sabia que ele já tinha fotos o suficiente.

-Shh, não se mexa. -Tateou cegamente sua cama, até que o aparelho estivesse em sua mão, abriu a camera e focou no rosto do mais novo, sentindo-se pulsar novamente, Megumi parecia tão sujo com o rosto lambuzado de semên, olhos choroso, rosto corado e lábios inchados e vermelhos, simplesmente precisava registrar.

"Click!"

-Perfeito. -Jogou o celular em algum canto.

-Maldito pervertido... -Não fazia ideia do porque o deixava tirar aquelas fotos.

-Huhu, sabe que ninguém além de mim irá vê-las. -Bagunçou gentilmente os cabelos negros maltradados anteriormente. -Bom trabalho Megumi-Chan, agora estou totalmente acordado.

-... -Se sentou com cuidado, evitando esfregar sua ereção. -Vou lavar o rosto, você vá tomar um banho

-Hai, hai, mas antes... -Olhou discaradamente para a ereção dolorosa. -Devo ajudá-lo com isso não é?

-N...nem pense nisso, eu não trouxe roupas extras. Vai...vai se acalmar em breve.

-He...mas você acabou de me dar um delicioso boquete. -Predadoramente se inclinou sobre Fushiguro, até que este estivesse apoiado nos próprios cotovelos. -Seria cruel da minha parte não retribuir.

-Gojo-San estou falando sério...

-Não acho que faça diferença. -Acariciou suavemente a ereção óbvia, se divertindo com o gemido baixo que pôde ouvir. -Sua roupa íntima já deve estar arruinada de todo jeito, olhe o quão duro você está. -Desabotoou o jeans alheio, agarrando o pênis endurecido. -Me sinto honrado que me chupar te deixe tão duro.

-S...Satoru-San n... HÁ!

-Shh, tudo bem, apenas relaxe. -Duvidava muito que existisse alguem capaz de resistir a voz rouca que sussurrava em seu ouvido, ou a mão firme que o acariciava lentamente.

  Os movimentos eram lentos e fracos demais, claramente uma tortura, o polegar roçando sua fenda impiedosamente, mas não o suficiente para vir.

-Gojo-San n... não me provoque... -Soluçou desesperado, agarrando a blusa de moletom com força.

-Hum...Megumi-Kun, vamos ir ao cinema, tem um filme que eu gostaria de assistir. -Continuou movendo seu pulso lentamente. -Depois que tal irmos fazer compras? Quero comprar algo pra você.

-E...eu n... não estou precisando de...de nada...

-Mesmo? Você está parecendo bem necessitado agora. -Um sorriso divertido brincava em seus lábios, era quase cruel.

-N... não faça assim...m...me deixe...gozar...

-Achei que não queria sujar sua calça, e que não precisava de nada.

-Argh....idiota... -Sim, como todos diziam, Gojo Satoru tinha uma personalidade de merda, e parte disso era como sempre gostava de provocar o namorado até este estar chorando. -P...pare com isso...ou não... não vou deixá-lo fazer isso mais tarde...

-He? Está me chantageando? -Apertou a base do membro alheio com força o suficiente para fazê-lo arguear as costas.

-Satoru!...

-Nós dois sabemos que você não resiste a mim. Como eu estava dizendo, vamos as compras, depois podemos ir comer em algum lugar, eu e o Geto encontramos um restaurante muito bom outro dia, e então...bem, podemos fazer qualquer outra coisa que quiser. O que acha?

-T...tudo bem, o que você quiser, apenas...Gojo-San... -Soluçou frustrado, algumas lágrimas se formando em seus olhos de necessidade, precisava vir logo ou seu pênis explodiria.

-Shhh, calma, não seja apressado, se fizer uma expressão tão fofa irei acabar o beijando, mas seu rosto está uma bagunça.

-E...e de quem é a culpa?

-Totalmente minha, e não me arrependo.

-Argh...por favor... Gojo-San...

-Me chame de Satoru.

-Tanto faz, ambos são seu nome... por favor...me deixe gozar S...Satoru-San..

-Há, estou sendo tão mal com você logo cedo, acho que não tenho jeito não é Megumi-Chan? Venha pra mim. -Acelerou os movimentos de sua mão, não parando até que a sentiu ser lambuzada com o semên alheio.

-AH!!! -Seus quadris caquejaram pra cima, procurando mais atrito enquanto se derramava entre os dedos longos e esbeltos. -Arf...arf...

-Pronto, pronto. -E lá ia ele dar um de seus sorrisos ingênuos. -Belo jeito de começar uma manhã não acha M.e.g.u.m.i?

-...Idiota... -Esperava que não tivesse sujado sua roupa.

-Bem, por que não se junta a mim num banho hum? -Os olhos azuis brilhantes não lhe deixavam muita escolha.

-Você vai ser um empresário muito bom, mas espero que nunca vá pra política. -O Japão viraria uma bagunça.

-Haha, nao se preocupe, não tenho interesse nisso. -Lambeu um de seus dedos esbranquiçados, se divertindo com o outro corando novamente. -Então, você vem?

-...Sem sexo matinal...

-Prometo me comportar. -Isso não era muita garantia, até mesmo um Satoru comportado era perigoso.

-Okay...

-Huhuhu

  E então ambos se levantaram, se dirigindo para o banheiro do quarto do albino, onde tomaram um banho quente e calmo, bem, não tão calmo assim.

 

//////////////////

 

  Após o banho daquela manhã, o casal tomou o café da manhã (depois de esquentá-lo no microondas), e foram para a casa de Megumi onde este trocou de roupa íntima antes de irem ao cinema. Se Toji não fosse seu próprio pai, lhe atiraria uma faca pelas piadas e comentários maliciosos que fizera sobre sua aparição em casa, ainda bem que daquela vez Satoru concordou em ficar no carro.

  O filme que Gojo havia escolhido era um filme de ficção científica, aparentemente baseado no Frankstein, a história não era ruim, e felizmente não fizeram nada além de segurarem as mãos, o moreno era grato por isso, já que estar num lugar escuro era um prato cheio para o outro fazer coisas pervertidas, só Deus sabe quantas vezes eles já haviam feito coisas que não deveriam entre os banheiros e até mesmo na sala do filme quando não havia muitas pessoas por perto.

-Ah, o filme foi melhor do que eu esperava!

-Sim, foi interessante. -Saíram da sala de cinema de mãos dadas, cada um segurando seu copo de refrigerante.

-A melhor parte definitivamente foi a cadeira de choque, tenho certeza que o Yuuji-Kun iria gostar desse filme. -Sim, Megumi concordava com isso.

-Ele comentou que queria assistir alguma coisa outro dia, talvez estivesse falando desse filme.

-Hum, pode ser. -Tomou um gole do liquído em seu copo. -Acha que ele vai namorar aquele garoto Junpei?

-Hã? -Itadori e Junpei? Por que raios Satoru pensava aquilo? Se bem que... não seria tão impossível assim. -Não sei, não acho que ele goste de homens.

-Caro Megumi, quando o amor bate não existe gênero.

-Se você diz. -O outro havia sido seu primeiro interesse amoroso, então não saberia dizer, mas certamente Gojo já havia saido com várias pessoas. -Se ele disser alguma coisa vou mandá-lo te pedir conselhos.

-Haha, tenho certeza que ele consegue se virar sozinho. Se alguém seguir meus conselhos amorosos, vai terminar se arrependendo haha.

-Você deve dar algum bom conselho, afinal não está solteiro.

-De fato não estou. -Olhos azuis lhe olharam por trás dos óculos escuros, mal haviam saído do escuro do cinema e já os colocara. -Mas isso é porque meu querido Megumi gosta de mim.

-... -Obrigado pelo óbvio. -Hum.

-Bem, o que devemos fazer agora?

-Você disse que queria fazer compras.

-Sim, eu disse... -Ponderou por alguns minutos, já era mais de meio-dia, mesmo que tivessem tomado o café da manhã tarde Megumi poderia estar com fome. -Deveriamos comer algo antes?

-Hã? Não estou com fome agora, você comprou muita pipoca. -Gojo-San sempre dizia que precisava estar mastigando algo durante um filme ou não aproveitaria totalmente, o que uma coisa tinha haver com a outra? Vai saber. -Podemos ir as compras primeiro e depois fazemos um lanche.

-Okay! Vamos as compras! -Tomou o copo vazio das mãos alheias e o jogou na lata de lixo ao seu lado. -Estou ansioso para te comprar algo bonito!

-Eu nunca disse que te deixaria me comprar algo... -Mal de namorar alguem rico, essa pessoa sempre queria lhe dar presentes, e obviamente o outro não era uma exceção.

-Não seja assim, é normal seu namorado querer te dar coisas!

-Não se eles custarem tanto quanto meu aluguel.

-Você não paga aluguel.

-Como sabe disso?

-Seu pai me disse.

-Quando?

-Um dia desses.

-Isso soa suspeito... -A única resposta que conseguiu do mais velho foi um sorriso, em seguida este saiu o arrastando para o estacionamento.

  Aparentemente Gojo e Toji não se davam bem, mas as vezes sentia que os dois conversavam mais do que parecia, Megumi não se surpreenderia se um dia os encontrasse tomando uma bebida num bar suspeito na cidade. Se isso era estranho? Com certeza, mas era melhor do que os dois se matarem por ai.

  Apesar de Satoru definitivamente ser do tipo exagerado, a maioria de seus encontros não eram em lugares caros ou espalhafatoso, claro, no inicío de seu relacionamento o outro costumava alugar um restaurante inteiro apenas para os dois, ou chamar um helicóptero particular para os levar a um país vizinho para jantar, mas após Megumi fazer um discurso de duas horas e meia (sem exagero, provavelmente foi mais) sobre como não queria que se desse tanto trabalho, e que podiam se divertir em Tokyo mesmo, o outro deu uma acalmada e passou a exagerar apenas em datas especiais. Se lembrava que em seu aniversário o albino usou o Hiate de sua familia apenas para levá-lo a um jantar em alto mar, foi um momento muito especial pra ele, a lembrança sempre aquecia seu coração, e seu corpo todo quando se embrava de fazer sexo sob o céu estrelado. Havia pego uma gripe no dia seguinte, mas o que importava era a intenção.

-O que pretende comprar?

-Não sei, o que você quer?

-Não quero nada.

-Megumi! -E lá ia o outro fazer aquela voz manhosa que o fazia parecer uma criança.

-Por que de repente quer me comprar algo? Nem é meu aniversário.

-Porque quero te deixar feliz. -A resposta foi dita como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e mesmo que quisesse ficar bravo, seu coração derreteu, conte com Gojo Satoru para ser um idiota, e conte com o mesmo para ser um idiota fofo também.

-Sabe que não precisa me dar nada pra me fazer feliz.

-Eu sei, mas eu gosto de te dar coisas. -O carro parou num sinal vermelho, uma enorme construção já aparecia em seu campo de visão, era um dos maiores shoppings de Tokyo, claro que Megumi nunca ia ali sem ser com o outro.

-Pessoas ricas gostam de gastar dinheiro assim?

-Claro, principalmente quando se importam com alguém. -Olhou para o moreno ao seu lado. -Ao menos me deixe te comprar uma roupa.

-Nem pensar! Da última vez que me comprou algo pra vestir, você... você comprou aquilo... -Seu rosto corava só de lembrar do conjunto de biquini que estava em algum canto no closet do albino, porque nunca, NUNCA levaria aquilo pra casa com o risco de seu pai encontrar. 

-Oh vamos, combinou tão bem com você! -Suspirou sonhadoramente, a lembrança vivída em sua mente, havia sido uma experiência muito agradável...para si. -Ainda guardo as fotos com tanto carinho.

-Argh! Nunca deveria ter vestido aquilo.

-Hahaha, você sempre faz o que peço. -As centenas de fotos em seu celular com o mais novo usando mais do que apenas uma roupa sexual era a prova disso. -Fico feliz em ser mimado.

-Cale a boca... -Desviou o rosto para a janela, o rubor pintando até suas orelhas. -Você não é o único que gosta de me fazer feliz...

-... -Satoru sorriu, sentindo seu peito aquecer daquela forma que só fazia com o outro, ah...estar apaixonado realmente era um sentimento maravilhoso não era? -Eu sei. -Parou o veículo na primeira vaga que encontrou, pegando a mão de seu namorado e a levando aos lábios, depositando um selinho suave. -E você me faz muito feliz Megumi.

-... C...certo, vamos logo, mas já vou avisando que não o deixarei comprar nada muito caro.

-Okay! -Saíram em direção ao prédio.

  Megumi não tinha muitos amigos além de Itadori e Nobara, e não costumava ir fazer compras com sua irmã ou seu pai, mesmo quando ia comprar suas próprias roupas, escolhia uma das lojas do Shimamura não muito caras. Não era uma pessoa exigente com vestes, talvez por isso seu guarda-roupa fosse quase 100% composto por roupas escuras, então não sabia se era normal gastar muito tempo fazendo aquilo, mas de uma coisa tinha certeza. Gojou Satoru gostava muito de fazer compras. Talvez fosse porque qualquer coisa que usasse o deixava tão lindo quanto sempre.

  Maldito seja Gojo Satoru e sua beleza sobrenatural.

  Não gostava de fazer compras, mas poderia passar horas vendo o mais velho fazer, e mesmo que tenham ido ali supostamente para comprarem algo pra ele, não demorou até o albino demonstrar interesse em algo.

-Ei Megumi-Kun, o que acha dessa blusa? Combina comigo? -Observou a peça vermelha, parecia bem confortável.

-É moletom?

-Não faço ideia, mas gostei.

-Quer ir experimentar? Vai ficar bom em você mesmo se não for. -O outro riu.

-Oh, não está pensando em me agarrar no vestiário não é? -A piada o fez corar, principalmente porque já haviam se agarrado no vestiário antes, haviam tido sorte de nenhum funcionário ter notado.

-Hã? Como se eu fosse fazer isso idiota. Sou o único que deveria me preocupar. -Puxou uma jaqueta preta com detalhes roxo muito estilosa, e muito cara. -Toma, vai ficar bem em você.

-Preto combina comigo?

-Preto combina com todo mundo. -Principalmente com pessoas de cabelo claro.

-Sim, mas sabe, você deveria usar cores mais vivas. -O outro pegou mais uma camisa. -Talvez algo como...amarelo, azul ou verde.

-Não sou a bandeira do Brasil. -Ganhou uma risada.

-Não diga antes de tentar.

-Hum.

-Oh estou me distraindo, não viemos aqui pra comprar coisas pra mim. -Mas de todo jeito isso não o parou de acrescentar roupas a pilha que se formava em seus braços. -Vamos procurar algo pra você!

-Posso escolher sozinho, não quero correr o risco de escolher algo suspeito.

-Oh, cuidado, se me disser não vou ficar com mais vontade ainda.

-Se comporte Satoru.

-Huhu. -Faria isso apenas porque já havia comprado a fantasia de maid que queria ver Megumi usando, estava em um lugar muito especial em seu closet, deveria fazê-lo usar quando voltassem?

-...Ei, está tramando alguma coisa? -Como o esperado do outro, sorriu inocente.

-Claro que não, o que poderia estar planejando?

-...Satoru, não comprou nada estranho ultimamente não é?

-...Vai acreditar se eu disser não? -Do jeito que o sorriso cheio de dentes brilhava, não havia jeito que acreditaria.

-Seu pervertido, é melhor não ter sido nada demais. 

-Só uma pequena fantasia que achei que combinaria com você.

-É, tenho certeza que é pequena, todas são.

-Hahaha, não estava falando do tamanho seu garotinho de mente suja. -Bem, o tamanho também era.

-O que é?

-Surpresa. -Megumi o olhou seriamente, puxando os óculos de seu rosto num movimento rápido.

-Fale logo idiota. -Balançou o dedo em frente a seus olhos.

-N.ã.o, vai ver quando voltarmos.

-"Tsc", pervertido. -Droga, agora ficaria se perguntando o que era, já haviam usado muitas fantasias, afinal namorava um pervertido metido a sádico, sentia arrepios sö de pensar em qual tipo seria daquela vez, pelo jeito que os olhos azuis brilhavam devia ser algo muito, muito vergonhoso.

-Deveriamos voltar logo para nos divertirmos?

-... Só cale a boca.

-Não fique com vergonha, espere até vê-la. -Se inclinou para sussurrar no ouvido do menor. -Vai te deixar tão sexy que não posso prometer que vai conseguir sentar direito amanhã M.e.g.u.m.i.

-...! -Maldito seja Gojo Satoru e sua mania de provocá-lo. -N... não aja assim em público!

-Huhuhu. Venha, vamos te comprar algo e então vamos pra casa, estou animado agora.

-... -Se deixou ser puxado para a cessão de roupas de seu tamanho.


Notas Finais


Até o próximo!
O próximo promete hehe


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