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História Pior que Gojo Satoru - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá!
Admito que essa fic está tendo menos comentários e favoritos do que eu esperava...mas estou tentando não desanimar!
O próximo será o último capitulo, então espero que aproveitem!
Boa leitura!

Capítulo 5 - Não é tão mal assim


Fanfic / Fanfiction Pior que Gojo Satoru - Capítulo 5 - Não é tão mal assim

  Toji estava esparramado no sofá assistindo outro dos milhares de programas de culinária que passava na televisão japonesa, a cerveja em sua mão estava mais gelada do que esperava, ao menos isso era bom.

  Estava uma noite quente, talvez fosse por causa dos cachorros enrolados ao seu redor. Kuro estava ao seu lado enquanto Shiro havia se aconchegado mais perto da Televisão, por que? Vai saber, talvez ele gostasse de programas de sushi.

-Hun, o que me dizem? Aquele pirralho já está voltando? -Os cães lhe olharam sem dizer nada (obviamente), mas como se ensaiado olharam para o relógio, sorriu com isso, duvidava muito que eles ao menos entendessem porque olhava para o obejto, mas haviam pego o hábito dele.

  Os ponteiros marcavam 22:50, então sim, Megumi deveria estar voltando em breve, ou vai ver será um daqueles dias em que se atrasaria.

  Os fins de semana eram sempre mais perigosos sobre perder o horário.

-AUAUAUAU!!!!

-AUAUAUAU!!!!

  Ou não. 

  A familiar luz do farol iluminou sua janela, pôde ouvir o abrulho da porta do carro se fechando e passos se aproximando, mesmo entre os latidos animados dos cachorros distinguia a voz de Gojo Satoru.

  Sabia que aquele cara era do tipo que preferia gatos, nem nisso ele e seu filho combinavam. Realmente o que haviam visto um no outro? Deu de ombros, desde que fossem bom e fizessem funcionar não precisava saber. E claro, desde que aquele playboyzinho não pisasse na bola. De novo.

-Satoru, devolva as chaves!

-Não estão comigo!

-Mentiroso, você sempre faz isso. -Oh?  Avoz de Megumi estava rouca... não precisava ser um gênio pra saber porque.

  Jovens.

-Já olhou na sua jaqueta?

-Claro qu... achei.

-Viu? A culpa nem sempre é minha!

-Certo, certo, dessa vez não foi. -Ouviu a fechadura ser destrancada. -TADAIMA!

-Não fale como se sempre fosse minha!

-Mas é.

-Ei...!

-Okaeri, achei que iria se atrasar hoje.

-Não, n...Oi Shiro, Kuro! -Era divertido como seu filho esquecia totalmente do namorado parado no batente da porta e se entretia com os animais de estimação, não que pudesse dizer algo, sua ex-esposa sempre reclamava que prestava mais atenção nos pets que nela.

  Cachorros eram fofos, o que podia fazer?

-Ei, largue!

-Shiro, não mastigue o cadarço dele! Pare! -O husky ignorou e continou mordiscando a bota que provavelmente custara mais do que sua conta de luz, pode ver na expressão de Gojo que este não se importava realmente.

  Tinha certeza que isso era influência de Megumi, ou talvez fosse porque era o animal de estimação de Megumi que comia sua bota, por isso não ficava irritado ao ponto de gritar, dava um ponto a ele por isso.

-Shiro, venha aqui, você vai ficar doente se continuar mordendo isso. -Obedientemente o cachorro atendeu seu chamado e foi até ele. -Bom garoto.

  Não importava o quanto Megumi amasse animais, Kuro e Shiro sempre iriam ouví-lo mais.

-Desculpe Gojo-San, ele não estragou né?

-Não foi nada, só mordiscou um pouco. -Kuro se aproximou, cheirando a bota. -Você vai morder também Kuro? Morda a outra pra equilibrar.

-O Kuro não faz essas coisas, ele não é como o Sh... -Como se estivesse fazendo graça do mais novo, o cachorro preto realmente mordeu a outra bota de Satoru. -Kuro!

-HAHAHAHA!!! -Toji não aguentou e gargalhou, seus cães eram incríveis!

-Cuidado Fushiguro-San, vai acabar afogando com a cerveja!

-Oh pirralho não se preocupe, mas fácil engasgar de rir com a cena, não me culpe se os cães estragarem sua bota cara. Eles não resistem a coisas brilhantes. -E fala sério, quem usava uma bota roxa? Mesmo que fosse escura e quase preta, bem, pessoas ricas tinham outro senso de moda.

-Não se preocupe, nada material e insubstituível.

-É, você sempre pode comprar outra com a sua conta bancária.

-Ei vocês dois, não comecem. -Puxou Kuro pela coleira, o tirando de cima do namorado. -Eu espero que não tenha ficado a marca dos caninos...

-Não se preocupe Megumi, tenho certeza que não. -Na verdade tinha certeza que sim, aqueles cachorros pareciam gostar de provocá-lo, realmente os animais eram semelhantes a seus donos não eram? Bem que podiam parecer com Megumi invés de Toji.

-Oh, foram fazer compras? Que gentileza comprar coisas para meu filho, se fosse mais velho poderia ser um sugar daddy. -Pode sentir o olhar de ambos lhe fuzilarem.

-Pai!

-Só estou dizendo. -Ele não se importaria de ter alguém rico o bancando. Mas claro, seu pequeno Megumi felizmente tinha mais caracter que ele.

-O Megumi é independende demais para querer um Sugar daddy. -Não reclamaria se seu namorado aceitasse mais de seus presentes.

-Pois é, bom pra ele.

-Ah... -Suspirou cansado, aqueles dois não tinham jeito mesmo. -Pai, os cachorros vão dormir aqui hoje?

-Sim, eles pareciam solitário na garagem.

-Tão atencioso Fushiguro-San, se ao menos fosse assim com seus filhos. -O mais velho riu.

-Você é vinte anos jovem demais pra me dar conselhos de paternidade. -O albino apenas deu de ombros. -Megumi, vá buscar um cobertor para forrar no chão.

-Qual deles?

-O vermelho que está em cima do guarda roupa.

-Hai. Eu já volto Gojo-San.

-Hai, vou estar aqui. -E então o menor se foi.

  Toji se perguntava porque raios Satoru ainda estava ali.

  "Ah, esperando o beijo de despedida". -Jovens.

-...Oh, esse restaurante é muito bom! Eu fui nele uma vez com um amigo!

-Aquele de cabelo cumprido?

-Esse mesmo.

-O Megumi tem ciúmes dele.

-Eu sei, mas já garanti que somos apenas amigos.

-Você é um pirralho mimado e idiota, suas garantias não são muito confiaveis. -Aquilo o fez sorrir.

-Até mesmo eu posso saber como confortar alguém.

-Sei, não foi você quem fez o Megumi chorar no verão passado porque beijou aquele amigo dele? O de cabelo rosa?

-"Tsc" Nós estavamos brigados.

-E por isso saiu quebrando o coração dele por aí.

-Sabe que não foi assim. -A pior coisa de ter que dar satisfação para o pai do namorado por ter feito seu filho chorar, era quando o pai era um idiota feito Toji, e quando esse pai idiota estava certo. -Eu só queria que ele confiasse em mim.

-Jeito distorcido de mostrar que é confiável hein.

-Deu certo no final.

-É, e eu pude te socar, então valeu a pena pra todo mundo.

-Pois é, eu deveria ter chamado a policia.

-Queria ter te visto tentar. Seria escândalo nas revistas de fofoca.

-Você seria preso.

-Novidade.

-Hum. -Se sentou no sofá desconfortável, já sentindo os pelos de cachorro grudando em sua roupa, e como esperava, Shiro voltou a mastigar seu cadarço. 

  O que raios aquele cachorro tinha com sua bota?

-É educado retirar os sapatos ao entrar na casa de alguém sabia?

-Não comece, você não liga pra isso. -Não ligava, mas não perderia a oportunidade de provocá-lo. -Mas o Megumi liga, é ele quem limpa a casa.

-Claro, porque você é um inútil.

-Exatamente.

  Os dois homens ficaram ali lado a lado assistindo televisão, poderia ser uma cena estranha já que estavam sempre trocando farpas, mas não se davam tão mal assim, tinham uma parceria mútua que se baseava em: "Proteger, amar e cuidar de Megumi", enquanto estivessem naquilo, eles se suportariam.

  Afinal, Fushiguro Toji não era um pai tão ruim quanto parecia, Megumi podia ter tido um pai bem pior.

  E Gojo Satoru não era um namorado tão mal assim, Megumi poderia ter feito muito pior.

-Ei, pirralho.

-Não me chame assim. -Parecia íntimo de certa forma.

-Você é meu futuro genro, se eu quiser te chamar de tabúa eu vou chamar.

-"Tsc", que foi velhote?

-A Tsumiki vai vir almoçar aqui amanhã.

-É, o Megumi comentou sobre isso.

-... -Fazia tempo que não a via, tinha certeza que estava linda como sempre. -Você deveria vir também.

-Hum? -Por essa não esperava. -Que?

-Você ouviu. Afinal é namorado do Megumi.

-... -Gojo se sentiu um pouco atortoado, porque a tradução das palavras era óbvia até pra ele:

  "Porque você também faz parte da familía". -E pela primeira vez desde que conheceu Fushiguro Toji, o cara que todos os gangsters do bairro tinham medo, e o cara que era responsável pela cicatriz que tinha na testa, foi a primeira vez desde que o conheceu que ficou totalmente sem fala.

-Se tiver algo pra fazer não precisa, você sabe, vai ser só um almoço simples, nada parecido com as coisas que os granfinos de merda estão acostumados.

-...Eu... -Até mesmo os cachorros haviam parado de comer sua bota e se sentaram a sua frente, o olhando como se esperassem a resposa, a semelhança entre aqueles huskies e o pai de seu namorado era assustadora. -... Você deve estar mesmo feliz pela sua filha vir te visitar hã. -E como não tinha o que falar, a melhor abordagem era o sarcasmo.

-Haha, ela não é minha filha.

-Um homem velho, palavras velhas. -Aceitou a garrafa de cerveja de marca ruim que lhe oferecia, pegou e tomou um gole direto do gargalo, sem nem se importar que estava dando um beijo indireto com Toji.

  É, aqueles dois tinham uma relação de sogro e genro estranha, mas bem, quem poderia julgá-los?

-De fato.

-Você pensa nela como sua filha, isso já é o suficiente não é? -Devolveu a garrafa, vendo-o tomar um gole. Em pensar que esse cara havia literalmente jogado sua cabeça no concreto à dois anos, não que tivesse moral, tinha certeza que a facada que lhe dera havia deixado uma cicatriz.

  Histórias de guerra e confusões. Como deveria saber que aquele cara era na verdade seu candidato a sogro?

  "A aparência, ele e o Megumi são inegavelmente parecidos..." -Mas não estava pensando na hora!

  Bem, histórias pra outra hora.

-Não se faz uma familia sozinho.

-...Eu sei. -Outro gole, não era um grande apreciador de cerveja na verdade, principlamente não uma com gosto tão amargo e tão barata, mas as vezes para entender alguém só precisavam compartilhar uma bebida.

  Onde Megumi foi buscar esse cobertor?! Em Kyoto?! Pelo menos os cachorros pararam de co... deixa quieto, já voltaram.

-Ela gosta de você, mal gosto pra homens suponho.

-O Megumi puxou isso dela.

-Com certeza. -Riram debochados.

-...

-...

-Talvez ela ache que a mãe dela ter desaparecido seja minha culpa.

-Eu também fugiria se fosse casado com você.

-Eu também. -Trocaram outro gole da garrafa.

-Não é isso, o problema dela é o Megumi, não você. -O moreno concordou.

-Devo ser um péssimo pai pra ter feito ela pensar isso. -Deu de ombros. -Mas como deveria saber como criar uma garota?

-Mulheres são complicadas.

-Não vai me ouvir discordando. Hum, um conselho, não arrume uma filha.

-Oh, mas eu quero ter bebês com o Megumi! -Toji gargalhou, aquele cara era terrível.

-Deus, você é mesmo um pirralho. Nunca vou entender o que vocês viram um no outro.

-Pois é Toji-San, as vezes nem eu entendo. -Voltaram a atenção para o jornal que passava na televisão, cada um aproveitando seus próprios pensamentos.

-Ei pai, acabei de lembrar que jogamos o cobertor vermelho fora porque estava rasgado.

-Oh, é verdade.

-Peguei o verde então, e...-Parou de falar ao ver Satoru tomando um gole de cerveja, devolvendo-a para seu pai como se fosse a coisa mais natural do mundo.

  Que?! Aqueles dois se davam bem no fim das contas?!

-O verde? Pode ser, depois damos um jeito de comprar outro.

-... Tá. Você...quer uma cerveja Satoru? -A frase soava incrívelmente estranha.

-Não, não, obrigado Megumi querido. -Se colocou de pé, batendo na calça e vendo um monte de pêlos cair. -O gosto disso é horrível.

-Com certeza. Mas as vezes cai bem. -Concordou.

-Suponho que sim Fushiguro-San.

-... -Ok, aqueles dois eram estranhos.

  "Eu sinto que não estou entendendo nada..." -Não, ele não estava entendendo nada.

-Ei, vai ficar segurando o cobertor até quando? Os cachorros não vão forra-lo sozinho.

-"Tsc", eu sei, eu sei. -Forrou o cobertor na frente do sofá, Kuro e Shiro pulando ao seu redor e tornando a tarefa mais difícil.

  Não fazia muito sentido colocar o cobertor ali, tinha certeza que pela manhã os caninos estariam no sofá, ou na cama de Toji. Se os cachorros eram mal acostumados? Com certeza.

-Prontinho, podem deitar agora. -Os pets obedeceram, se enrolando numa bola daquele jeito que derretia o coração dos amantes de cachorros. Ah se estivesse com seu celular agora... -Vocês são tão fofos!

-... Está deixando o cachorro maior com ciúmes Megumi. -Gojo riu da indireta, uma risada mais falsa que candidato a política.

-Oh Fushiguro-San, todos sabem que eu seria um gato. -Toji sorriu debochado (como sempre).

-Os cães deveriam colocá-lo pra fora então.

-Queria vê-los tentar.

-Aé?

-Ei... -Fala sério, aqueles dois estavam dividindo uma cerveja à dez minutos atrás, por que raios estavam assim agora? O que?! Eles tinham um acordo de serem um pé no saco apenas na sua frente? Megumi suspirou, vai entender. -Vão mesmo começar com isso?

-Não, eu já estou de saída. -O albino segurou sua mão, sorrindo daquele jeito que fazia todos suspirarem, ou seja, seu sorriso normal. -Estou esperando o beijo de despedida meu amado Megumi.

-... -Não precisava olhar para saber que os olhos de seu pai estavam nos dois. -E...eu te acompanho até a porta.

-Hai. Tenha uma boa noite Fushiguro-San, e pra vocês também. -Como se entendessem os huskies latiram e balançaram o rabo, tinha pena dos vizinhos.

-Tchau pirralho, não se esqueça de bater o carro na volta.

-Haha, não vou deixar seu filho viúvo tão cedo.

-Mais cedo do que vai ficar orfão aposto.

-Duvido muito.

-Gatos sempre correm na frente de caminhões.

-Cachorros não são tão espertos assim, sempre comprando brigas.

-Ei...do que estão falando? -As formas de se ofenderem estavam ficando cada vez mais confusas, pareciam duas crianças. -E Satoru, cães são muito inteligentes.

-Esse não é o foco Megumi. -Apenas suspirou com o biquinho infantil nos lábios do namorado.

  E como raios ia saber qual era o foco? 

  Estava cercado de gente louca.

-Vem, te acompanho até o carro.

-Okay! -Se deram as mãos e saíram novamente da casa.

  O carro de Satoru estava parado na frente da casa, sendo que a garagem estava ocupada com o carro de Toji e com as coisas dos cachorros (sim, a garagem era ridiculamente grande pra uma casa do tamanho da deles, vai saber o que o cara que construiu estava pensando). Não era uma noite fria, mas uma brisa gelada passava por eles, um céu estrelado brilhando a cima de suas cabeças, seria um belo dia para se sentarem num telhado e ficarem apreciando...mas regras eram feitas para serem protegidas.

 

  Certo?

 

-Ahh, Megumi, eu não quero ir. -Puxou o menor para um abraço sem cerimônias. -Quero ficar agarradinho com você a noite toda.

-Satoru-San... sabe que não pode. -Mas tambem queria...dormir nos braços alheios lhe proporcionava uma noite de sono sem igual.

-Hum... quando seu pai vai sair pra trabalhar mesmo?

-Na próxima semana, quarta-feira.

-Quarta-feira... vou me lembrar disso...mesmo que eu esteja ocupado com meu trabalho e o mestrado, ainda poderei vê-lo a noite, e dormir abraçadinho! -Megumi era tão quentinho!

-E os...

-Sabe que pode trazer os cachorros também. -Só precisava tirar qualquer coisa de valor de perto. -Meu quintal é bem grande.

-Da ultima vez eles destruíram seu jardim...

-Já plantaram de novo, agora tem ainda mais flores pra eles destruírem. -O moreno riu.

-Okay... também quero dormir com você... -E quando dizia dormir, era apenas dormir!

E outras coisas mais.

-Hum...meu doce e fofo Megumi...

-Cale a boca... não sou fofo...

-Claro que é.

-Você não estava de saida? -Aquilo fez o albino rir e fazer uma falsa expressão ofendida.

-Oh não me expulse assim, ou vou chorar!

-O que você é? Uma criança carente?

-Hnn... -Gojo aproximou seus rostos, deixando seus lábios próximos. -Carente posso até ser, tem que me dar muitos beijos para diminuir minha carência.

-...Idiota. -Mesmo assim se inclinou para beijá-lo.

  Não foi um beijo tão longo quanto os que trocaram durante o dia, Deus sabia que os lábios de Megumi já estavam inchados o suficiente.

-Hn...Satoru... você vem amanhã?

-Venho. -Outro beijo, um selinho. -Seu pai me convidou. -Oh? Aquilo era novidade.

-Mesmo?

-Sim, me chamou até de genro.

-He? Vocês se dão bem então?

-Eu e ele? Claro que não. -Ou talvez sim, era relativo.

  Ambos eram idiotas que se importavam com Megumi, apenas isso.

-Há...desisto de entendê-los.

-É melhor. Bem, vou indo então, te vejo amanhã amor. -Acaricou a nuca do moreno, vendo-o se arrepiar.

-E...ei...

-Huhu, eu fiz um bom trabalho hoje... -Olhos azuis vagaram pelas marcas de amor que havia deixado na pele do pescoço alheio, sentindo-se orguhoso de si mesmo. -Você terá marcas por alguns dias hehe.

-...! Cale a boca...! -E lá ia seu rosto corar, ainda bem que na faculdade não tinham aula de educação física.

-Haha, está com vergonha é? Que fofo. Nem parece que fez o mesmo comigo. -Automaticamente os olhos verdes foram para a marca de dentes que havia deixado no ombro do mais alto, ao menos estava coberto pela camisa.

-...S...se você me marca eu também... também posso.

-Não vai me ouvir reclamar disso. -Definitivamente não.

-Hum. -O observou abrir a porta do carro. -Me mande uma mensagem quando chegar.

-Hai! <3

-Tchau, dirija com ciudado.

-Eu vou. Bye. -Entrou no carro e deu partida, lançando um beijo no ar para Megumi.

  "Esse idiota..." -Observou até que o veículo desaparecesse de seu campo de visão e voltou para dentro.

  Toji permanecia na mesma posição, os cachorros levantaram a cabeça quando entrou, mas permaneceram deitados no cobertor.

  "Oh? Eles gostam desse cobertor..."

-Despedida demorada hein.

-Nem tanto. -Pegou as sacolas que havia deixado no sofá.

-Pulseiras de casal é? Ele me parece o tipo idiota que gosta disso. -Não era uma surpresa que os olhos atentos de seu pai tivessem notado.

-É, eu também gostei.

-Hum. -Um sorriso provocador cruzou os lábios do mais velho. -Parece que ganhou muitas coisas hoje hã, deveria pegar uma blusa de gola alta na próxima vez.

-...C...cale a boca. -Maldito seja Gojo Satoru por ter o marcado tanto, maldito seja Fushiguro Toji por ter uma visão tão boa mesmo no escuro.

-Hahaha!

-Estou indo pro meu quarto, a Tsumiki te mandou mensagem dizendo que horas vai vir?

-Sim, disse que viria na parte da manhã para ajudar com o almoço. -Concordou.

-Okay. Boa noite.

-Noite.

  Megumi fez um carinho na cabeça dos huskies antes de sair para seu quarto.

 

  Toji se levantou e foi até a cozinha, colocando a garrafa de cerveja vazia na pia, não correria o risco de deixá-la no chão e um de seus bebês acabar quebrando-a e cortando a pata. Abriu a geladeira e pegou uma caixa de leite, enchendo uma caneca e esquentando-a no microondas.

  Tsumiki... Tsumiki estaria vindo no dia seguinte... isso o deixava feliz. Mesmo que nunca dissesse sentir falta dela, Megumi ainda sim sabia ler seus sentimentos, era grato por ter um filho assim.

  "Megumi... benção... realmente dei um bom nome pra ele hã." -O eletrodoméstico apitou algumas vezes e retirou o liquído fumegante de lá, tomando um gole.

-...Ah... -Voltou para a sala e desligou a televisão, já estava ficando tarde, iria dormir mais cedo hoje... -Estou indo pra cama, vocês se comportem.

-Au, au! -Shiro latiu em sua direção, balançando o rabo animado.

-Ei, nada de latir ou vão incomodar os vizinhos, a porta do quarto e da garagem está aberta se cansarem de ficar aqui. -Acariciou os dois pets e foi para seu quarto.

  Apesar de não terem muito dinheiro na maior parte do tempo, a casa em que viam era grande, velha, mas grande o suficiente para ter mais de três quartos e dois banheiros, felizmente era casa própria o que o livrava de ter que pagar aluguel todo mês.

-Ai, ai... -Largou a caneca vazia sobre o criado mudo e se jogou na cama.

  "Deveria ter deixado a caneca na cozinha..." -Seria um problema se os cachorros entrassem em seu quarto durante a madrugada e a quebrasse... Suspiro e moveu o objeto para debaixo da cama, pronto.

  Antes de dormir, estendeu a mão para pegar seu celular, havia uma mensagem de seu chefe e daquele pirralho.

 

"Ei velhote, que horas passo aí?" -Gojo Satoru.

 

  Como haviam terminado tendo o número um do outro? Achou que poderia ser importante ter o número daquele idiota então anotou sem que este percebesse um dia.

 

"Não sei querido, pergunte pro seu namorado.

Melhor ainda, não venha". -Toji

 

"Vai se foder, querido é meu rabo!" -Gojo Satoru

Para alguem nascido em berço de ouro, aquele cara tinha um vocabulário e tanto, não que pudesse dizer algo.

 

"Se você diz, seu rabo nem é grande coisa". -Toji

Apesar do pirralho não ter um traseiro nada mal... se fosse uma mulher peituda e não namorada de seu filho, quem sabe não podiam se divertir durante uma noite.

 

"Porra, você é irritante até por mensagem.

Apareço pelo meio-dia." -Gojo Satoru.

 

"Okay." -Toji. -Sabia que era irritante, era seu trabalho como sogro. 

"Não esqueça a sobremesa." -Toji

 

"Hai." -Gojo Satoru

 

  Toji colocou o celular no criado-mudo e se virou para dormir. Era um pouco engraçado pensar que tinha que se preocupa com o namorado de seu filhO, primeiro do que o de Tsumiki, e ainda tinha que ser mimado e rico, metido a playboy e se achando o dono do mundo.

  Ah... bem, Gojo Satoru não era tão mal assim, esperava que cuidasse bem de seu Megumi.


Notas Finais


Até o próximo!


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