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História Pirâmide de Vidro - Capítulo 38


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Notas do Autor


Espero que gostem, boa leitura.
Perdão pela demora.

Capítulo 38 - Desesperados


− Seu maldito. – Shura chegou correndo onde Kimi estava.

− Oh, eu sinto muito Capricórnio, mas parece que devo me retirar por ordens do Imperador, adoraria uma vingança. – Isaak sorriu, Shura cerrou o punho direito, era mais importante socorrer Kimi do que se preocupar com vingança.

− Kimi, Kimi eu estou aqui, vou leva-la a enfermaria. – Pegou-a no colo. Não houve resposta, ela ainda possuía pulso, mas havia muito sangue, ele estava preocupado, seu coração estava apertado, não queria perde-la, vê-la machucada. Correu com ela nos braços mesmo sabendo que o centro médico poderia estar um caos.

 

Alguns Cavaleiros encontraram o pisciano e mesmo se arranhando nos espinhos e levaram também ao centro médico. O mesmo aconteceu com Saga. A chuva voltou a cair.

 

− Se acalme, se acalmem, estamos resolvendo os casos de emergência, cirurgias, hemorragias, os casos considerados menos graves infelizmente vão ter que esperar, as enfermeiras estão tentando medicar a todos, sinto muito pelo transtorno. – O médico responsável disse. Suspiraram e voltaram a reclamar, alguns tinham ossos quebrados e ferimentos que incomodavam bastante.

 

− Vai ficar tudo bem. – Shura estava com ela no colo, não havia onde deixa-la. – Sa-Saga, Afrodite. – Disse ao ver os amigos em macas. – Mas o que.... Saga faz aqui? – Intrigado, será que haviam machucado Mú e Aldebaran também?

− Monna. – Kimi resmungou.

− Kimi, na-não fale, deve descansar.

− Monna era prometida a Poseidon.... O Marina me contou. Isso tudo. – Pausa. – Era para leva-la, puni-la. – Resmungou.

− Prometida.... Como não sabíamos disso? – O capricorniano sério. – Ele deve ter descido para vê-la. Provavelmente Poseidon estava lá... – Suspirou.

− Uhun. – Resmungou. Shura concentrou o cosmo do dedo indicador direito, cortou a máscara prateada na região da boca, estava muito ensanguentada. Ele a limpou com um pouco de água que receberam.

− Obrigada. – Agradeceu, ele nem conseguia ver os dentes dela direito.

− Não foi nada, o que mais sente? – Perguntou.

− Meus braços estão quebrados e minha cabeça dói muito. – A capricorniana reclamou.

− Logo lhe medicarão. A enfermeiras estão passando colhendo informações. – Explicou.

− Está bem. – Ela sussurrou.

 

Anny chorava em Peixes.

− Obrigada. – Drik agradeceu ao mensageiro que subia as 12ª Casas. – Oh, volte aqui, está chovendo, acabou de haver uma batalha e o centro médico deve estar lotado, não é bom para você sair assim. – Reprendeu a pisciana.

− Mas ele se feriu, precisa de mim. Eu tenho que o ver. – Encarou a geminiana.

− Ele precisa é de um médico, ele é um Cavaleiro experiente Anny, com certeza deve ter se curado um pouco com as rosas. Ele ficará bem. Se acalme, mais tarde eu irei com você até lá. – Prometeu.

− Eu quero meu marido Drik. – Reclamou. Drik a abraçou.

− Ele estará bem.

− Ele disse.... Algo sobre as meninas? – A fitou.

− Nada.... – Suspirou. – Também estou pensando nelas. Kira estava enfrentando um Marina.

− Sim.

 

Ainda chovia, o tempo estava fechado e trovejava, Kira estava caída de bruços em uma poça de sangue e água. Máscara da Morte corria e quando viu que poderia ser a morena estirada no chão se desesperou. A virou rapidamente e limpou o sangue do rosto, viu aqueles ferimentos horríveis, a pegou no colo.

− Aguente, por favor.... – Pediu baixinho. Kira abriu os olhos com certa dificuldade.

− Má-Máscara.... – Ela sorriu fraquinho ao vê-lo, perder a consciência fez seus poderes curarem seus olhos da luz de Krishna que a cegou. Estava mesmo feliz, apesar da dor...

− Não se esforce, aguente, logo chegamos. – Corria, já estava ficando ensopado pela chuva. Eles chegaram a uma cabana abandonada, porém estava tudo arrumado e limpo, ele a colocou gentilmente em um colchão, rasgou as roupas onde havia os ferimentos e passou a procurar algo nas prateleiras.

− Não devia.... Estar cuidando de sua casa? – Ela resmungou baixo.

− Minha casa não é tão importante quando você, eu não ligo para a casa. – Pegava vidros e panos na prateleira.

− ...Shi-Shion vai ficar bravo.... – Era um pouco difícil organizar os pensamentos, mas ele realmente estava se importando? Parecia até.... Desesperado.

− Eu não me importo com o que ele vai achar ou fazer.... Só quero cuidar desse seu ferimento. – Aproximou-se dela, a ferida era profunda e ela estava perdendo muito sangue, ele limpava e tentava estancar. Ela reclamava um pouco, aquilo realmente estava doendo.

− Co-conte-me, sobre a guerra.... Minhas amigas? – Pediu.

− Eu. – Pausa. – Não sei delas ainda, está tudo muito difícil com essa chuva, não se preocupe. – Pediu. – Isso vai doer. – Máscara avisou apertando o machucado com um pano bem forte.

− AHH. – Reclamou enquanto apertava a roupa de cama, por que sempre tinha que ser tão difícil. – Vo-você arrumou tudo isso.... Pensando em mim? – Baixo.

− S-Sim. – Engasgou. – Na verdade eu.... Sempre achei que seria útil algum dia. – Explicou terminando a coxa, seria doloroso apertar o ferimento do pé, mas fez o mesmo processo, Kira tentava não gritar para não denunciá-los, mas doía muito, a arma do general era mesmo como diziam, afiada e capaz de atravessar qualquer coisa, e foi, sua armadura de prata e seu corpo. Máscara sentiu por ela, enrolou o ombro, mas os panos estavam ficando encharcados, ele tentava de tudo, mas nada fazia parar. – Não tem jeito, vou levar você ao centro médico. – Disse limpando a água e o suor frio da testa.

− O-o que? Perdeu o juízo eu não posso! – Séria, estava calma apesar da dor, ele estava mesmo preocupado, a ponto de se esquecer o que ariano faria se soubesse.

− Como não? Não vê que é grave? Eu estou tentando, mais terá uma hemorragia. – Sério.

− Eu sei, mas…. Ir ao centro médico só iria prolongar minha vida em alguns dias ou semanas. Não faz diferença. – Kira desviou olhar.

− Claro que faz, eu não tenho nada para fechar isso e pode infeccionar, não seja teimosa, por favor. – Pediu, lhe implorando com os olhos azuis.

− Não! Se-se não me descobrirem, minhas amigas darão um jeito de esconder, vou morrer sem Shion saber disso, pelo menos elas e você não serão punidos.

− Mas eu não posso fazer nada por você aqui, Kira.... – Desesperado.

− E-eu agradeço pela sua intenção, mas ele NÃO pode saber. É melhor assim. – Resmungou. Máscara não sabia o que fazer, as únicas coisas que tinha ali era linha, agulha, álcool e alguns medicamentos.... Seria loucura, mas se ela insistisse era o único jeito.

− Então o que sugere, que eu veja você morrer aqui nessa cama? – Irritado.

− Que seja, pelo menos vão ficar bem. – Respondeu.

− Você fala como se não tivesse com uma ferida DESSE tamanhão na minha frente, não me peça para ver você morrer é muito egoísmo. – Irritado.

− Não venha falar de egoísmo para mim, por mais boa intenção que tenha, quer me salvar por egoísmo, você sabe.... Que é melhor terminar assim. – Irritada, mas sentia muita dor para ficar se forçando.

− Eu estou tentando te salvar, seria muito melhor se fosse um pouco mais neutra e parasse de me questionar quando eu digo que vou te levar, morrer não vai ajudar ninguém, nem suas amigas. – Sério.

− Eu não vou ao centro médico! Não vai denunciá-las dessa maneira, se não se importa com o que o Mestre vai fazer com você.... E-eu me importo com o que fará com elas.

− Você é muito teimosa! – Desesperou-se. – Vou leva-la a força então, que me odeie por isso, mas só estou fazendo o certo.

− Não.... Você não entende, podem até me salvar, mas Shion vai me matar, ou nem deixar que me cuidem quando souber, só vai complicar para todos se dizer isso. – Kira tentou se levantar, mas doía demais.

− Não se mexa! – A repreendeu. – Isso está feio, cada vez que se mexe mais sangue perde! – Se levantou procurando mais panos limpos.

− Máscara.... Está tudo bem, não pode fazer nada. – Suspirou. Máscara pegou outros panos amarrou por cima dos que estavam sujos, estava desesperado.

− Não diga como se não houvesse esperança, uma hora vai ter que parar e me lembre de brigar com você depois. – Sério.

− Sa-Saia de perto de mim.... Saia, saia de perto. – Kira pediu.

− Hey, calma, só estou cuidando. Não vou tirar você daí, agora pare de se mexer. – Repreendeu novamente. Kira o empurrou com certa força, demais para quem estava com tantos ferimentos graves, sentia seu corpo se contraia e quase queimar.

− AAH. – Gritava, do ferimento do seu peito saiu uma espécie de sombra negra, era mais consistente e escura que fumaça, rapidamente serpenteou pelo corpo dela até chegar ao ferimento do pé, os olhos dela estavam completamente negros, não só a íris, tudo. O canceriano estava sentado no chão, assustado com aquilo.

− Kira.... – Resmungou. A sombra subiu deixando o pé sem ferimento, posicionou-se sobre a coxa e depois de um tempo ali subiu para o peito. Máscara da Morte observava tudo aquilo assustado, queria poder fazer algo, mas aquilo estava curando os ferimentos e ela ficava assustadora com aqueles olhos. Ela demorou um pouco mais sobre o peito, mas entrou novamente no corpo da menina e o corte se fechou completamente em seguida, ela respirava ofegante enquanto seus olhos voltavam ao normal.

− Kira.... Você está bem? – Perguntou a examinando por inteiro.

− E-estou. – Pausa. – Só.... Cansada. – Reclamou encolhendo-se um pouco, sentia frio e só restavam os ferimentos leves ou que não eram graves para matá-la. Máscara colocou a mão nos braços dela, estava gelada.

− Vou pegar um cobertor para você. – Correu pegar a coberta em um armário velho.

− .... Você está sendo muito bom para mim, obrigada e me desculpe só. – Pausa. – Não queria que aquela coisa machucasse você. – Explicou, ele deu um sorrisinho.

− Tudo bem, você fica assustadora quando essa coisa toma conta de você, do contrário não assusta uma mosca. – Brincou.

− Vou machucar você com isso, aí quero ver dizer que não assusto nem uma mosca. – Fez bico. – Me desculpe, não queria que visse aquilo. – Suspirou.

− Já vi coisas que deixariam você sem dormi por uma semana. E nem tente, eu estou cuidado de você seja boazinha. – Riu em seguida.

− .... Sou um monstro. – Disse fitando as próprias mãos. – Olha para mim, você sabe o que deveria ter acontecido, eu deveria ter morrido com aqueles ferimentos, ou ter perdido a visão do meu olho esquerdo quando criança e..... Por que isso me protege, com que proposito? – Um pouco irritada.

− Não se culpe tanto. Você não é um monstro, as vezes é só mais desenvolvida que os outros. Pare de ficar se torturando por isso e descanse, vou tirar essas suas roupas molhadas.

− Seus amigos são capazes de curar a si mesmos e aos outros.... Eu só curo a mim mesma e destruo os outros, não parece certo. Se-sempre achei que isso ou eu mesma não fosse algo bom. – Desabafou.

− Nem quando você está “morrendo” deixa de se culpar. – Máscara pegou uma camisa e uma calça de moletons, eram peças suas. – Esqueça isso, talvez não seja, mas quem pode te culpar por isso?

− Não deixo, não sei, mas. – Pausa. – Eu tenho medo do que pode acontecer do que posso fazer. – Reclamou.

− Bom eu sei o que vai acontecer se não tirar essa roupa molhada e descansar, assim vou tratar eu mesmo de fazer medo a você. – Sorriu. – Está confortável para se trocar ou precisa de ajuda? – Perguntou. – Kira suspirou ele quase nunca a levava a sério, as vezes achava que ele a tratava como criança.

− Estou melhor! – Pegou as roupas da mão dele.

− Não faça essa cara, apenas não quero que se torture por isso, eu entendo o que sente, mas ficar se torturando não resolve.

− Eu não me torturo! Só queria saber para que ISSO, por que EU. A única coisa boa que isso faz é manter os outros afastados de mim, o que mantem meu segredo bem. Fora isso não serve para NADA. – Um pouco irritada.

− Bom, não funcionou comigo, então não pode reclamar. – Sorriu.

− Porque eu fui covarde demais para afastar você quando devia, não gosto de fazer isso... – Explicou.

− Quer dizer que não gosta da minha companhia? – A encarou.

− Não foi isso o que eu disse, eu quis dizer que todos estaríamos melhor se você não soubesse e se não ficasse tão perto de mim.

− Bom, pois agora já estou. Suas amigas não lhe tratam diferente por isso e eu também não, não importa os outros, elas gostam de você.

− É diferente.

− Está com fome? – Mudando de assunto.

− Na-na verdade estou.

− Ótimo, vou preparar algo para comer. – Levantou-se do colchão e em seguida espirrou.

− Você fala de mim, mas dá para ver quem pegou um resfriado. – Kira riu livrando-se das roupas molhadas e vestindo o que ele lhe deu.

− Não estou resfriado. – Sério.

− Ahan... – Riu. Máscara foi preparar algo para ela comer, estava mais aliviado pelos machucados estarem fechados, mas ainda assim se preocupava. Kira dormiu encolhida enrolada na coberta. Máscara aproximou-se e fez carinho nos cabelos dela.

 

Quem estava bem teve que prestar relatórios a Shion, explicar o que houve, ele estava intrigado de nada ter chegado perto das 12ª Casas. E queria saber onde estavam os três Cavaleiros de Ouro que deveriam estar guardando suas casas.

 

Eles estavam no pátio do palácio, apenas os dois, os outros se dirigiam para o centro médico ou davam relatórios a superiores.

− Muito bem, está em casa agora, mostrarei seu quarto, pode pedir o que quiser aos criados e a mim também, você pode sair da barreira para o mar, mas se sair será uma sereia. – Sorriu. – Por tanto não pode ir a terra. – Explicou. Monna nada disse, estava feliz de não ter que dividir o quarto com ele, ela estava com frio, seus cabelos e roupas ainda estavam molhados. – Vou lhe mostrar seu quarto, já está tudo arrumado. – Disse caminhando. Chegaram em um quarto ao final do corredor do segundo andar. Monna olhou o quarto de cima a abaixo, era realmente lindo, um quarto dos sonhos, na cama havia um longo vestido branco com decote.

− E-eu não vou usar isso. – Disse corada, ele era bem decotado.

− Não sei por que a vergonha, diferente de uns e outros meus subordinados não olharão para você. Sempre lhe avisarão a hora das refeições e SE você se comportar posso leva-la aos meus jantares de negócio, se merecer pode viajar o mundo todo comigo e até mesmo os templos de meus irmãos e sobrinhos. – Disse normalmente. Ela pegou o vestido o olhando.

− E-esse quarto.... Só eu vou dormir aqui? – Se certificou, viu os olhos azuis dele a encararam.

− Você não é mais virgem, teme o que? Vou dar um tempo para se acostumar com tudo, até lá vou pensar se vou oficializar isso ou não, mas saiba que eu vou lhe tocar se eu quiser, seu corpo e sua vida são meus! – Ela permaneceu de cabeça baixa, tentava não surtar.

− Me-mesmo não sendo mais.... Não é assim que as coisas acontecem. – Trêmula.

− Se tivesse sido fiel a mim, eu seria o homem mais doce do mundo, seria tudo o que precisa, ainda vou tentar, mas isso depende de você. – A fitou.

− Não precisa esfregar na minha cara que quebrei um juramento, eu sei disso. Eu só peço que pelo menos não me trate como uma vadia. – Normalmente.

− Como eu disse, isso depende de você, Monna. Pode ficar à vontade, tenho coisas a resolver. – Disse e saiu fechando a grande porta. Monna sentou-se na enorme cama de lençóis brancos, começou a chorar e pensar em Saga, se ele sobreviveria aos ferimentos, se as amigas estariam bem. Pensar em como seria a vida ali era horrível, ficaria o tempo todo sozinha e sem companhia, ele provavelmente viria a noite e ela não poderia impedir. Se culpava por aquilo, sabia, sabia desde o início que sua vida estava comprometida e mesmo assim se deixou levar, talvez Poseidon tivesse razão, ela pertencia a ele por mais que não gostasse.

 

Julian foi até o Centro Médico, ver como estavam todos, saber sobre as baixas.

− Krishna, por Zeus, o que houve com você? – Preocupado ao ver as costas dele podres. Ele estava deitado de bruços, havia tomado muitos analgésicos, pois para aquilo melhorar a pele morta tinha que ser retirada.

− O Cavaleiro.... Cães de Caça, fui enfrentá-lo como pediu, fez isso. – Quase resmungou, sentia moleza pelos remédios fortes, Julian observava a ferida.

− Fez isso com as mãos? – Curioso.

− Sim, meu senhor, também fiquei intrigado, nunca via visto tal poder, até mesmo destruiu parte da minha escama.

− Imperador.... Nem mesmo Espectros de Hades ou Bersekers de Ares conseguem fazer.... Isso, com as mãos puras. – Sorento sério.

− Não, não conseguem. – Pensativo.

− Onde querem chegar? – Krishna curioso.

− Talvez esse menino não seja comum. Estou pensando e se for o que eu penso estamos correndo perigo. Deveria tê-lo matado. – Normalmente.

− Bom, o feri gravemente, cheguei e transpassar o peito dele com a lança, não sei se aquilo pode curá-lo, se foi levado ao centro médico. – O general explicou.

− Eu entendo, estimo suas melhoras. – Julian pediu, Sorento o acompanhou quando ele saiu. – Fique, quero que avalie tudo por mim, eu preciso averiguar umas coisas.

− Sobre esse menino o senhor ficou mesmo preocupado? – Curioso.

− Sim Sorento, todo cuidado é pouco. – Sério.

− Como quiser, meu senhor. – Assentiu e o viu sair.

 

Shion ouvia do médico os casos mais graves e sobre os dois Cavaleiros de Ouro, Saga teve que ir para o centro cirúrgico e Afrodite apenas receber pontos nos músculos e pele, seus órgãos estavam perfeitamente bem. Saga apesar de tudo estava estável, Shura só estava ali acompanhando a Amazona de Lira, só estavam sumidos a Amazona de Lagarto e os Cavaleiros de Câncer e Cães de Caça, que o médico disse que por enquanto não haviam sido incluídos na lista de atendimento.

− Obrigado. – Shura disse quando os enfermeiros levaram Kimi em uma maca, ele não sabia se devia dizer o que ela disse a Shion.

− Shura, que bom que está bem. – Gabi abraçou-o com força. – O que faz aqui? – Preocupada, ele a fitou, parecia bem, alguns arranhões, mas nada grave.

­­­− Eu vim ver meus amigos, Saga e Afrodite se feriram com gravidade. E saber se sabia algo sobre Máscara. – Mentiu.

− Oh, o que houve? – Curiosa.

− Máscara sumiu. – Shura normalmente. – Afrodite precisou de pontos e Saga de uma cirurgia, mas os dois não correm risco e você, como se sente? – A fitou.

− Eu entendo, não.... Deve ser nada demais, seus amigos ficarão bem. – O confortou. – Estou bem, acho melhor cuidar disso em casa, outros precisam de atendimento.

− Sim, vou lhe ajudar. – Disse.

− Está bem. – Sorriu. – Quer ficar mais um pouco? – Gabi perguntou, quem sabe ele quisesse notícias dos amigos.

 

− Conseguiu vê-lo? – Drik encontrando Anny na sala de espera. Já estava com roupas civis.

− Ainda não, mas me informaram que ele apenas levou pontos, vai ter que ficar de MUITO repouso, pois foi nos músculos também, mas ele está bem, não corre risco.

− Isso é ótimo, mas....

− Mas o que? – A encarou quase desesperada.

− Saga e Kimi também foram feridos, Saga passou por uma cirurgia e já passa bem, Kimi teve algumas fraturas no rosto e nos braços, começaram os procedimentos para acertar os ossos no lugar, Shura a trouxe, mas o vi saindo com Gabi, mas.... Não há sinal de Máscara, Monna e Asellus. – Suspirou.

− O-o que? Eles.... Sumiram?

− Não há nada aqui, ninguém do batalhão que ele estava liderando viu ele e Monna. – A fitou.

− Bom se-se ele se machucou, pode ter ido para algum lugar.... – Anny tentando não entrar em pânico de novo.

− Anny, se ele sabe, sabe de tudo, sobre nós.... Ele iria ajuda-la, ela não pode subir aqui com ela, então. – Drik sorriu.

− Pode estar cuidando dela em algum lugar. – Da mesma forma. – Mas e se for grave? – Preocupada de novo.

− Sabe que os poderes vão curá-lo.

− Ah, é mesmo. – Respirou aliviada. – Mas... E Monna? − Fitou a geminiana.

− Eu não sei, estou pensando em depois que deixar você em Peixes ir dar uma olhada, posso chamar Aiolia para vir comigo. Não me olhe assim, é apenas por segurança. – Drik séria.

− Está bem. – A pisciana concordou.

 

Kira.... Kira encontre-me, encontre-me na pirâmide de vidro. Siga seu coração.... Aquele lugar que tanto anseia ir.... Encontre-me Kira....

− Hum.... Máscara você me chamou? – Curiosa. Havia acordado, mas ainda sentia frio, fome e seu corpo cansado.

− Não por que? – A fitou.

− Nada acho que.... Estava sonhando. – Comentou.

− Sente-se bem? Está com dor? – Preocupado colocou a mão na testa dela para ver se não havia febre.

− Sinto cansaço, frio e fome. – Kira explicou.

− Ah, a comida está pronta. Fiz um ensopado. – Máscara sorriu.

− O cheiro está bom! – Sorriu. Ele foi colocar um pouco em um prato.

− Você consegue comer ou precisa de ajuda? – A fitou.

− E-eu.... Acho que preciso de ajuda. – Corou.

− Não fique assim eu entendo. – Sentou-se ao lado do colchão. Passou a dar comida a ela. Sorria, pois estava mesmo aliviado ao vê-la viva. Kira lembrava daquela voz nitidamente em sua mente, quase hipnotizante.  – Kira. KIRA! – Máscara berrou.

− O que foi? – Ela o fuzilou com o olhar.

− Por que olha para o nada com essa cara? – Curioso.

− Ah, nada, só estava pensando e..... Obrigada pela comida. – Agradeceu corando.

− Não foi nada, descanse. – Pediu.

− Mas e você, digo não se machucou? Não está cansado? – O fitou.

− Não, não precisei sair de Casa ou enfrentar alguém, só acho que estou cansado do estresse. – A encarou.

− E-está bem, po-pode dividir o colchão se quiser, tudo bem. – Virou-se de lado.

− Obrigado. – Ele riu e foi ajeitar algumas coisas.

 

− Monna! – O deus entrou no quarto fazendo a geminiana se arrepiar.

− O-o que foi? – Gaguejou.

− Ora, se acalme. – Sentou-se em uma poltrona que havia ali. – Quero que me fale, sobre o Cavaleiro de Cães de Caça. – Julian a fitou.

− Por que? – Sem entender.

− Ele feriu Krishna, quero saber mais, não é normal alguém fazer o que ele faz com as mãos puras. – Sério, Monna engoliu em seco, ele era um deus, devia ter conhecimento, sentou-se no sofá.

− Nos conhecemos quando eu era criança, eu ele e minhas outras amigas, fomos parar em um lugar violento e por causa desses poderes dele cuidava de nós. Sempre os teve e sempre teve medo de ferir as pessoas, por isso evita contato físico, ficar em aglomerações, essas coisas. – Comentou, não iria dizer que ela uma mulher.

− Sim, o que mais? Sabe algo sobre a família dele? – Curioso.

− Bom, os pais morreram quando ele nasceu, ele diz que contam que.... A mãe passava muito mal e ele já nasceu com esses poderes, algumas pessoas mais morreram, até uma mulher que era bem treinada em telecinética decidir leva-lo. – Explicou.

− Assim ela não precisaria tocá-lo para cuidá-lo. – Pensativo.

− É. – Disse. – Por favor, o-o que está pensando, ele é um bom amigo. – Preocupada.

− Nada de mais, não tenho certeza, o cosmo pode ser só aflorado nele. Obrigado. – Levantou-se.

− Está bem. – Normalmente o viu sair, suspirou. Já estava entediada e não sairia de lá, até aquela movimentação dos guerreiros passar, decidiu explorar o quarto mesmo, olhar detalhes, texturas as roupas que estavam no armário.

 

− Você quer me matar, não é? Só fiz chorar desde que soube que te machucaram, como isso aconteceu? – Anny cariciava os cabelos azuis do pisciano.

− Me iludiram. – Respondeu, sentia um pouco de incomodo, mas não dor. – Um dos Generais Marina pode assumir a forma do ente querido de seu oponente, eu pensei que era mesmo você, que estava ali desesperada dizendo que as casas haviam sido invadidas, o outro apareceu e lhe feriu, eu fiquei possesso, o ódio me cegou. – Suspirou, havia sido fraco e se envergonhava disse.

− Afrodite. – Ela o fitava. – Oh. – O abraçou delicadamente. – Eu gosto de você, realmente chorei muito ao pensar.... Em perde-lo. – Baixo.

− Eles sabem o quanto eu fiquei bravo ao ver aquela cena. Foi insuportável Anny e estou grato por não ter sido verdade. Eu te amo, amo nosso bebê. E estou feliz por estar mesmo aqui comigo. – Sorriu.

− Eu também estou, vou cuidar bem de você para que se recupere agora. – Beijou-lhe o rosto.

− Eu sei que vai.

 



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