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História Pirâmide de Vidro - Capítulo 57


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Notas do Autor


Espero que gostem e boa leitura
A primeira fez que publiquei essa história, o amigo de Éros e o receptáculo de Hades tinham o mesmo nome Vladimir, foi sem querer e acabei deixando, quando li e arrumei para repostar decidi mudar, o receptáculo de Hade ficou com o nome de Amadeus, se em alguns lugares estiver igual perdoem o erro.
Então Amigo do Éros = Vladimir. Receptáculo de Hades = Amadeus.
Obrigada.

Capítulo 57 - A Morte


Anny estava um pouco aliviada, seu amado e suas amigas estavam juntos, elas teriam uma melhor chance, seriam mais protegidas ao lado dos Cavaleiros de Ouro, mesmo aquela floresta também lhe dando arrepios.

 

− Kimi, tudo bem? – Asellus perguntou a amparando, ela parecia tonta.

− Sim. Só. – Pausa. – Esse lugar é pesado, não acham? – Comentou.

− É sim, deve ser por causa dessas plantas mortas, não é um clima saudável. – Afrodite explicou.

− Quer parar um pouco? Podemos se lhe fizer bem. – Saga.

− Não, vamos continuar, quero sair daqui logo. – Ela pediu.

− Tudo bem, Asellus, eu a guio. – Drik sorriu, sabia que o menino ficar muito próximo deixava os garotos enciumados.

− Ok. – Ele concordou. Continuaram a caminhar.

− Oh.... Não sei se isso é pior ou melhor. – Máscara da Morte, eles olhavam para um lago, uma espécie de pântano.

− Não parece tão fundo, podemos atravessar a pé ou nadando. – Aiolia analisando.

− O que está fazendo? – Shura olhando Asellus, ele procurava alguma coisa. Achou um graveto um pouco grosso.

− Isso. – Disse e jogou o galho na água, um crocodilo imediatamente saiu da água e o pegou antes de voltar para o lago, eles o fitavam um pouco espantados. – Não pensaram que ia ser tão fácil, não é? – Curioso.

− Bom, podemos tentar dar a volta, ou ir pelas arvores dentro do lago. – Saga. – Obvio que a segunda opção é menos segura.

− Vamos votar então, quem prefere dar a volta? – Shura perguntou. As duas garotas e Asellus levantaram as mãos.

− Ah, jura? – Drik resmungou.

− Desculpem, mas queremos sair daqui logo, são só crocodilos, daremos conta se algo acontecer, teremos cuidado. – Afrodite respondeu.

− Tudo bem. – Kimi respondeu.  Elas foram as primeiras a subir, começaram por arvores nas margens, os Cavaleiros em seguida, algumas arvores eram mais escorregadias do que outras, algumas até mesmo balançavam de tão soltas que estavam, mas ainda assim seguiam em frente. Afrodite ao pular para a próxima arvore deu um passo em falso e caiu na água, eles viram a movimentação, haviam muitos animais.

− Droga. Fiquem aí. – Aiolia disse as garotas e Asellus e ele e os outros pularam na água.

− Mas.... – Kimi. Elas não conseguiam ver nada, só aquela movimentação.

− Eles não vão conseguir, se usarem os golpes podem se machucar. – Asellus pensativo.

− Drik, consegue chamar suas maças? – Kimi a fitou.

− Acho que sim, se Shion não tiver feito nada que os impeça de vir.

− O que está planejando? – Asellus perguntou.

-Nós tiramos eles de lá e você faz o resto. – O encarou. Asellus suspirou, mas era por uma causa maior.

− Está bem. Tirem eles de lá. – Disse. As duas ergueram as mãos direitas elevando deus cosmos, pediam mentalmente a ajuda das armaduras, de suas constelações. Asellus teve que se abaixar e se segurar na arvore, pois, as armas chegaram bem rápido. As duas sorriam animadas.

Drik jogou as maças e Kimi passou a dedilhar a lira, suas cordas entraram no lago. Asellus pulou na água escura, tentou ficar em uma posição em que pudesse ver as duas Amazonas.

− O que é isso? – Aiolia reclamou. Estava enrolado em uma das maças e fora da água, Drik também conseguiu pegar Máscara da Morte. Kimi puxava, Shura, Afrodite e Saga, eles possuíam algumas marcas de mordidas, mas nada grave.

− Ora suas. O que estão fazendo? – Máscara irritado.

− Salvando vocês. – Kimi respondeu.

− Não precisava. – Afrodite. Os animais foram para cima do menino, mas antes que pudessem chegar a água foi adquirindo um aspecto mais escuro, negro. As arvores ficaram intactas, a movimentação na água sessou e Asellus emergiu respirando fundo.

− Tudo bem? – Drik perguntou.

− Tudo sim. – Respondeu. – Vocês estão bem? – Perguntou aos garotos.

− Com alguns arranhões apenas. Podemos entrar? – Saga curioso.

− Sim, tudo bem, não vai machucar vocês. – Respondeu. Eles não comentaram, se não apenas iriam rir ou provocar o menino.

− De nada! – Drik irônica.

− Quer o que? Podíamos dar conta daquilo, vocês que se intrometeram. – O leonino a encarou.

− Só pensamos no bem de vocês, poderiam se ferir gravemente. Se fossem feridos sairiam das provas, então o mínimo que podia dizer era obrigado. – Kimi séria. Nenhum Deles disse nada, era inacreditável.

− Tudo bem, dá próxima vez deixe que eles se matem sozinhos já que são machões. – Asellus irritado.

− O que quer? Podíamos ter dado conta. Você é muito exibido, não é? – Afrodite o encarou.

− Já chega, vamos sair daqui logo, antes que maus problemas apareçam. – Drik séria. – Não querem agradecer não agradeçam, é problema de vocês. – Sentiu-se um pouco magoada.

− Ela tem razão, chega disso. – Saga. Nada mais foi dito, eles seguiram em frente.

 

Anny sentia-se aliviada, mas seu estomago revirava, pensou que o marido morreria, os amigos.

− Sente-se bem? – Eldara sussurrou a ela.

− Sim, claro, oh obrigada. – Agradeceu ao receber uma garrafa com água bem gelada.

− Não é nada, também achamos tenso pelo o que passaram. E eles não parecem nada contentes. – A aspirante disse.

− É a floresta. – Uma delas disse.

− O que? – Anny.

− Minha Mestra estava estudando comigo, essa semana mesmo, é comum os deuses “amaldiçoarem” florestas em volta de seus templos, elas causam muito desconforto e discórdia, os guerreiros se matam antes de chegar aos templos. – A menina explicou.

− DIANA! Isso não é coisa de se dizer a uma mulher grávida! – Uma delas a repreendeu, ela corou.

− De-desculpe.

− Tudo bem, querida, está tudo bem, é torcer para eles saírem de lá logo. – Anny compreensiva, mas só ficou mais preocupada.

 

− Pensei que essa floresta acabaria. – Kimi comentou.

− Acho que todos pensamos. – Asellus suspirou.

− Devemos estar no caminho errado. – Shura. – Por que não descemos esse lago? – Curioso.

− A floresta deve estar no meio disso, só demoraria mais tempo para chegarmos a saída. – Máscara da Morte sério.

− Deve, você não tem certeza. – O capricorniano o encarou.

− Nem você. – Da mesma forma.

− Oh, oh. Sei que já estamos cansados e esse lugar não ajuda, mas vocês ficarem se irritando assim não vai ajudar em nada, quem é a favor de irmos em frente? – Drik perguntou, a maioria levantou a mão.

− Ótimo. – Shura irônico. Continuaram em frente.

− O-ouviram isso? – Kimi curiosa.

− Sim. – Afrodite respondeu, estavam em silencio quando o chão começou a se mover, eles afastaram-se para não cair, algo levantou-se do chão, tinha um aspecto humanoide, parecia feito de plantas, do musgo.

− Mas o que é isso? – Aiolia surpreso.

− Shi-Shion não estava mesmo brincando, não é? – Drik encarava, aquela coisa enorme.

− Não. – Coro. Ele era lento e tentava acertá-los dos as mãos com os punhos fechados.

− Se bem que, isso é brincadeira de criança, vejam. – O leonino sorria se gabando, elevou seu cosmo. – Relâmpago de Plasma. – Desferiu o golpe, mas ele ricocheteou, os outros abaixaram-se e se protegeram como puderam.

− Acho bom não fazerem isso, ele é a prova de cosmo. – Asellus disse alto.

− O que? – Coro indignado.

− Sabemos que Aiolia poderia facilmente ter feito algum estrago ou o destruído, mas não fez, se continuarem tentando vão acabar matando alguém. – O moreno sério.

− Kimi, me ajude. – Drik pediu movendo as maças em direção a perna direita do monstro, Kimi mirou as cordas da lira na esquerda, elevaram seus cosmos para ter foça o bastante para derrubá-lo. O chão tremeu novamente.

− E agora? – Saga as encarou.

− É, é.... – A geminiana não tinha o que dizer, só pensou em derrubá-lo.

− Podemos correr. – Kimi.

− Não vamos correr dessa coisinha! – O leonino quase berrou.

− Cavaleiros de Athena não correm. – Shura as encarou.

− Não vamos conseguir detê-lo sem cosmo. – Drik afirmou, o monstro se levantou puxando as duas e elas soltaram suas armas dele antes que fossem arrastadas.

− Eu dou um jeito. – Afrodite disse, elevou seu cosmos fazendo as vinhas de rosas enroscarem-se nele o prendendo, mas isso também não adiantou o monstro soltou-se facilmente.

− Distraiam-no. – Asellus pediu.

− O que vai fazer, nada adiantou até agora, seu cosmo não irá feri-lo! – Máscara da Morte o alertou com preocupação.

− Isso não é meu cosmo. – O encarou.

− Vamos dar uma chance, mesmo não confiando muito. – Saga respondeu, eles corriam desviando do monstro que tentava acertá-los, Drik e Kimi o provocavam com suas Armas. Asellus aproximou-se por trás e tocou a perna direita do monstro, ele fez um barulho, parecido no um grunhido de dor, pegou o menino antes dele conseguir se afastar e o jogou longe.

− ASELLUS! – Kimi berrou em desespero quando viu onde ele havia ido parar. O monstro, se contorcia, passava as mãos desesperado na perna, mas a mancha negra que o consumia apenas ia se espalhando mais por seu corpo, ele ainda tentava atacar os outros em retaliação, eles corriam para não serem atingidos, tudo ficou quieto quando ele virou uma massa negra sem vida, exceto pelo choro de Kimi.

 

− Acho que Asellus é o próximo a sair. – Shion suspirou. – Pensei que ele duraria mais tempo

− E vai, observe, Mestre. – Anny pediu, estava com o coração na mão, odiava ver a menina se machucar.

− O que quer dizer, senhorita Anny? – Curioso.

− Asellus não precisa de médico, ele pode se curar, com os mesmos poderes que ferem. – Explicou.

 

Os Cavaleiros olhavam a cena, o garoto estava preso em uma arvore, um galho havia transpassado sua barriga.

− .... Precisa eu lhe tire daí? – Máscara perguntou, ele assentiu ainda estava vivo.

− O que está fazendo? – Afrodite segurou a mão direita do canceriano. – Se tirá-lo daí ele vai sangrar até morrer, precisamos esperar o socorro médico chegar. – Sério.

− Ele não precisa. – Drik baixo.

− O que? – Shura.

− Asellus não precisa de médico, tire-o logo daí Máscara, por favor. – Kimi pediu virando os o rosto. O canceriano com todo cuidado o puxou e deitou no chão, afastou-se, os outros olhavam curiosos. O menino resmungava, por que sempre ela? Por que? Começou a sentir aquele calor horrível, o corpo queimar, seus olhos ficaram negros e ela passou a gritar, a sombra negra saiu do ferimento prontamente.

− Puta que pariu. – Shura reclamou se afastando.

− Esse garoto não é normal. – Afrodite sussurrou. O ferimento ia se fechando e foi assim até se curar por completo quando a sombra entrou em seu corpo novamente. As garotas prontamente se aproximaram.

− Sente-se bem? – Drik. Ele assentiu, Kimi sorriu lhe beijando a testa.

− Viu isso quando Poseidon atacou? – Saga perguntou a Máscara.

− Sim. – Respondeu.

− Vo-você é imortal.... – Shura resmungou.

− Não exatamente. – O menino baixo.

− Defina isso melhor? – Aiolia o encarou.

− Nunca fiz “o teste”, isso me cura, mas não sei até que ponto, só curou ferimentos graves, para definir como imortalidade…. Eu teria que morrer. – Tremeu. Silencio. Aquele clima estava muito pesado, estavam irritados por não terem matado o monstro e o garoto sim, irritados por ele ter sobrevivido aquilo sem sair da prova, como podia?

− Ótimo, por que não fazemos o teste então? – Shura propôs sério.

− O que? – Asellus e as garotas em coro, percebiam que Saga e Máscara estavam em silencio, mas Afrodite e Aiolia riam, como se gostassem da ideia.

− Shura, pare com isso. Você não vai fazer nada com Asellus! – Kimi o encarou.

− Calada! Já estamos de saco cheio desse garoto, sempre ele, tudo ele. Esses poderes, todos insinuando que ele é mais forte, veremos se é mesmo, se sobrevive a morte. – Shura encarou a oriental.

− Vocês não estão bem, não mesmo, esse lugar está fazendo mal a vocês, vamos sair daqui, agora. – Drik séria.

− Calada você também. – Aiolia a encarou. – É uma ótima ideia. – Sorria.

− Eu concordou, estou de saco cheio desse garoto também. Sempre fazendo Anny ficar irritada comigo. – Afrodite o encarou.

− Seria divertido ver isso, faça logo Shura. – Saga disse.

− Parem, estão ficando loucos. – As duas Amazonas iam abraçar o menino, mas seus pés foram puxados pelas vinhas de Afrodite.

− Não se metam. – Ele respondeu. As duas não hesitaram em utilizar suas armas, mas foram afastadas delas também pelas vinhas.

− Máscara, por favor, faça alguma coisa, não pode compactuar com isso, estão loucos! – Drik resmungava, estava difícil respirar, as plantas subiam em seus corpos e lhes apertavam. Ele a ignorou, queria pegar a morena e tirar de lá, mas outra parte de si sentia prazer com aquela ideia de vê-la provar os poderes, de vê-la ferida. Shura levantou o moreno pelo pescoço.

− Oh, está queimando em febre? – O encarou. – Pelo visto não é tão forte assim. – Sorria, as garotas se debatiam, mas não conseguiam se soltar.

− Me-me solte. – Asellus resmungou com dificuldade.

− Vamos ver..... Algo que nem nossa medicina consiga resolver. – Shura elevou o cosmo, acertou a mão um pouco abaixo do pescoço do menino, Asellus não teve nem reação, as garotas tremiam, e os garotos riam. – Uma lesão na coluna, não podemos curar isso ainda, mesmo que essa coisa faça seu coração bater, veremos se religa seus nervos, sua medula. – Diabólico soltou o menino que caiu inerte no chão.

− Seu monstro. – Kimi reclamou.

− Temos que sair daqui, Kimi, rápido, levar Asellus. – Drik resmungou, a oriental assentiu. A sombra negra saiu timidamente do ferimento no corpo do menino que não fazia nenhum barulho ou movimento. Ela girava em volta do ferimento e o fazia diminuir, sumiu novamente entrando no corpo e fazendo o ferimento fechar de vez, Asellus voltou a respirar assustado, tossiu um pouco de sangue.

− Maldito. – Shura irritado. As Amazonas se aproximaram.

− Sente-se bem? Está bem? – Drik perguntou.

− Uhun. – O moreno resmungou. Os Cavaleiros olharam um pouco atônitos, ele havia realmente voltado a vida, voltado a respirar.

− Asellus, querido, sente suas pernas? Pode mover as pernas? – Kimi perguntou próxima a ele, ele mexeu os pés timidamente. Elas sorriam aliviadas. Abraçavam e beijavam o rosto dele.

− Na-não pode ser. – Afrodite resmungou.

− Estava certo, Shura, o precioso Cavaleiro de Cães de Caça é imortal. – Aiolia disse com quase nojo.

 

− Isso é incrível. – Shion dizia encantado. – Ele tem grandes chances de chegar ao final das provas, não sabia que ele fazia isso. – Fitou Anny.

− Ele é..... Bem tímido quanto a isso, não gosta da fama que tem, por isso prefere não comentar. – A pisciana respondeu.

− Ele chegará ao final sim, se não fizerem picadinho dele. – O mensageiro riu. – Aqueles Cavaleiros estão parecendo cães raivosos – Comentou.

− Quero muito ver como ele vai sair disso, parece fraco. – O ariano disse.

− Vai dar tudo certo. Acho que o ciúme, a inveja e a magoa dos Cavaleiros para com ele contribuem muito, não queríamos que fosse assim. – A pisciana suspirou.

 

− Veremos como ele se sai com a Cabeça fora do corpo. – O capricorniano levantou o braço direito, Máscara da Morte entrou na frente do garoto recebendo o golpe nas costas.

− Conseguem se virar sozinhas com eles? – Perguntou as duas Amazonas, ignorou a dor.

− Conseguimos, só tire ele daqui, está muito fraco. – Kimi assentiu, Drik concordou. Máscara pegou a morena no colo, elevava seu cosmo.

− Não deixem que fujam. – Saga sério. Kimi conseguiu afastar o capricorniano acertando a Lira de prata com força no rosto dele, Aiolia conseguiu dar uma descarga elétrica nos dois antes de Drik pular em suas costas e lhe sufocar.

− Belo uso para o mata leão agora, não é? – Ela disse entredentes.

− Sa-sai. – O leonino resmungava vermelho. Os dois “desapareceram no ar”. Drik largou o leonino, levou um tapa em seguida.

− Seu idiota! Vocês estão ficando loucos, todos vocês. – Irritada.

− Escutem aqui, vocês duas. Se quiserem ficar vivas nessa floresta é bom não nos atrapalharem, só estávamos brincando. – Saga riu depois da seriedade.

− Matar Asellus é brincar? Vocês estão doentes! – Kimi séria, Shura a encarava, foi até ela, lhe tomou a Lira e a fez em pedaços.

− Se-seu Monstro. – Irritada ela juntou os pedacinhos, Mú ou Shion poderiam concertá-la.

− Chega dessa conversa, vamos ver se saímos daqui, ou achamos água pelo menos. – Afrodite os encarou.

 

− Tudo bem? – Máscara da Morte perguntou.

− Hum... Uhun. – Ela assentiu. – Onde estamos? – Curiosa.

− No Yomotsu, por enquanto. – Disse, ela curiosa abriu os olhos e se ajeitou para ver, ainda se sentia muito tonta e fraca.

− Que lugar horrível. – Comentou baixo.

− É sim, mas vamos sair, antes que sua alma resolva passear por aí, está muito frágil para ficar aqui. – Ele explicou rindo. Ela assentiu e eles voltaram para a floresta.

− Por que voltamos para cá? – Kira arrepiou-se.

− Não podemos ir muito longe, é uma prova se lembra, não podemos abusar dessas brechas ou estamos fora, não se preocupe, estamos longe o bastante dos outros. Só espero que suas amigas consigam ficar bem, os garotos estavam mesmo possessos. – Comentou.

− Elas conseguem lidar bem com eles. Eles estavam irritados comigo, apenas. Sem mim para elas defenderem vai ficar tudo bem. – A morena disse. Ao apoiar os pés no chão sentiu muita dor. – Má-Máscara, meus pés.... – Ela resmungou, estavam bem feridos e queimados.

− A corrente elétrica de Aiolia.... Vamos dar um jeito nisso, não se preocupe, consegue caminhar? Vamos ver se achamos um rio, ou lago. – A fitou.

− Consigo sim. – Respondeu.

 

Monna ainda estava em seu quarto, odiava tudo aquilo, só queria voltar para casa, para Saga. Queria estar naquele desafio ajudando e protegendo as amigas, provando seu valor como todos os outros, mas estava ali, presa naquele palácio, nem todo o luxo que ele lhe oferecia era o suficiente para ela gostar.

− Minha senhora, por favor, não fique assim. Quer algum remédio? – Tétis.

− Hum.... O que vocês tomam por aqui? – Curiosa.

− Chá, posso pedir para lhe prepararem. – A loira sorriu animada.

− Pode pedir, só quero ficar aqui, não quero ver Poseidon, nem almoçar com ele. – Séria.

− Eu entendo, irei avisar que está indisposta.

− Obrigada. – Monna sorriu e voltou a se jogar na cama.

 

− Eles parecem mais calmos, mas acho que devemos ter cuidado. – Drik sussurrava a Kimi, elas andavam atrás do grupo de Cavaleiros.

− Sim. – Comentou.

− Shion vai concertá-la, você vai ver. – A geminiana lhe sorriu.

− Duzentos anos Drik, duzentos Anos e ela vem quebrar na minha mão, isso não é justo. – Suspirou.

− Eu sei, mas não foi sua culpa, todos visariam se livrar de sua lira. – A confortou.

− O que vocês tanto fofocam aí? Venham aqui! É para andar conosco e de preferência longe uma da outra! – Afrodite puxou a oriental.

− Não me toque, por favor. – O encarou.

− Não precisam ser ríspidos, estamos indo. – Drik ficou mais perto de Aiolia e Kimi de Shura.

− Vocês estão muito grossas para o nosso gosto, queriam ter sumido com aquele demônio? – Saga as encarou.

− Se Máscara tivesse nos levado teríamos ido sim. – A geminiana respondeu séria.

− Não liguem. Sabem que elas preferem aquela coisa. – Aiolia.

− Nós não preferimos, só não entendemos porque sentem tanto prazer em machucá-lo. –Kimi respondeu.

− É esse lugar Kimi, está mexendo com eles. – Drik respondeu.

− Quer saber, cale a boca, antes que eu me irrite e lhe de mais que um tapa. – Aiolia a encarou.

− Nojento. – Drik resmungou.

 

Os cancerianos acharam um riacho com água limpa.

− Eu trouxe algumas coisas. – Ela levantou um pouco a blusa, tinha uma espécie de bolsa negra bem rente ao corpo. Tirou-a, havia algumas frutas e barrinhas de cereal, uma garrafa com água, ataduras, uma toalha pequena e alguns remédios.

− Nossa, trouxe tudo isso? – Ele sorriu.

− Sim, se soubesse que ficaríamos mais tempo teria trazido mais, então podemos racionar. – Ela explicou.

− Isso é muito bom, vou limpar esse seu ferimento e enfaixar, está bem? – Máscara pegou a toalha. Kira assentiu. – Ah, não quero, pode comer, tudo bem. – Respondeu quando ela lhe ofereceu uma barrinha. Ela não insistiu, não sabia que ele estava preocupado ou se era só orgulho.

− Ai, ai. – Ela reclamava, os ferimentos incomodavam muito. – Está muito ruim? – Curiosa.

− Sim. – Segurou os tornozelos dela. – Acho melhor não olhar. Vou enfaixar e vai ficar tudo bem. – Máscara a encarou, em alguns pontos podia ver os ossos os dedos ou do pé em geral. – Por que isso não o curou? – Curioso.

− Como não é tão grave a ponto de me matar acho que ele está se poupando. – Respondeu normalmente tentando ignorar a dor.

− Ele? – Máscara curioso.

− Não consigo ver isso como algo integrado a mim, o vejo como essas relações naturais, entre animais, plantas? Ele me cura e me dá esses poderes em troca de morar em meu corpo, por isso essa fadiga e fome toda vez que me curo e também.... Nunca havia feito tanto esforço, nunca cheguei a-a..... Perder a vida. – Disse baixo, pensar naquilo a arrepiava.

− Tudo bem, já passou. Está tudo bem agora. – Sorriu a ela. Kira também sorria, gostava daquele sorriso sincero dele, quando fechava os olhos.

− Obrigada. – Agradeceu sinceramente.

− Não é nada. – Da mesma forma.

− Está escurecendo, ou é impressão? – Kira curiosa, fazia quase uma hora que estavam ali.

− É, parece que sim. – Respondeu. – Que estranho, não faz doze horas que chegamos aqui.

− Vai ver o velho deu um jeito de mexer nisso. – Suspirou.

− Depois do que vimos, não duvido de mais nada, acho que vamos ter que ficar por aqui. – Comentou. Kira não gostou, não queria passar a noite ali, naquela floresta estranha e morta, mas o que iria fazer? – Tudo bem? – O canceriano a fitou.

− Ah, sim só.... Não gosto daqui. – Suspirou. – Máscara, suas costas, está ferido. – Preocupada.

− Na-não é nada demais, vou limpar isso. – Normalmente. Ela suspirou de novo, por que eles tinham aquela mania de acharem que não precisavam de cuidados, ela não podia fazer nada, sentia-se muito mal para ajudar.

 

− Mestre? O que fez? – Uma das aspirantes comentou.

− Tudo o que estão vendo de “estranho” foi feito com o poder da deusa. Aquilo é uma distorção no tempo, vai parecer que ficaram muito tempo fora, mas na realidade não ficaram. – Explicou.

− Isso é incrível. – Um rapaz comentou.

− Realmente. – Eldara comentou.

− Isso não vai afetá-los, Mestre? – Anny curiosa.

− Não, vão ficar bem quanto a isso. – Shion respondeu. A pisciana suspirou aliviada, pelo menos essa garantia.

 

O segundo grupo também achou água, acharam uma extensão maior do riacho, haviam peixes então não hesitaram e pegar alguns e fazer uma fogueira.

− Vocês duas, por acaso pegaram os peixes? – Saga as encarou.

− Vo-vocês não vão fazer isso conosco, não é? Só um para cada, não estamos pedindo muito. – Drik os encarou.

− Pegaram? – Saga insistiu.

− Não. – Coro baixo.

− Então não vão comer. – Afrodite ria, como se achasse muita graça do ocorrido.

− Bárbaros. – A geminiana resmungou. Sorte que, como a morena, haviam levado frutas e barrinhas.

− Ora, estão comendo, do que estão reclamando, não iam dividir isso conosco? – Shura sério.

− Íamos sim, mas como vimos vocês pescando pensamos que poderíamos usar isso nos intervalos, mas já que não será nosso jantar. – Kimi respondeu sem o olhar.

− Vocês duas estão sendo muito frescas, acha que seria assim em uma guerra? – Aiolia sério.

− Isso não é uma guerra, são provas, se estamos em grupo significa que devemos nos ajudar, já conseguiram afastar Máscara e Asellus e agora nos negam comida, pela definição de companheirismo vocês tem. – Drik comentou.

− Não precisamos daqueles dois para nada. – Afrodite respondeu.

− Não? Seriam ótimos sentinelas com as habilidades telepáticas, Máscara é bom com força física, e o golpe dele muito útil, como foi para escaparem da loucura de vocês, e Asellus, bem, como sabem ele espanta todo mundo. – A oriental disse.

− O que está insinuando? Que são melhor que nós? – O capricorniano a fuzilava com o olhar.

− Não, só que seria bom tê-los por perto. – Ela respondeu.

− Não liguem, estão preocupadas com aquela coisinha, por isso esse drama todo. – Saga comentou, elas não responderam.

 

Kira havia pegado no sono a algum tempo, Máscara da Morte sentou-se ao lado dela.

A morena sonhava, sonhava novamente com aquele lugar quente, com aquela saudade imensa que sentia.

− Kira, Kira.... Volte para casa, venha me encontrar, minha criança, venha me encontrar. – A voz masculina chamava, ela se via entrando em um templo, um templo egípcio, estava encantada, era tudo tão lindo, havia também atrás dele uma pirâmide de vidro que refletia o sol, também era magnifica. Ela entrou rápido olhando tudo, procurando por aquém a chamava. – Por aqui minha criança.... Aqui.... – Ele lhe chamava. Ela corria pelos corredores sorrindo. Encontrou um espelho enorme, se olhava, mas não se via, via um homem.

− Kira, tudo bem? Estava sonhando? – O canceriano perguntou ao vê-la abrir os olhos um pouco enérgica.

− Sim, eu acho. – Baixo. Ainda se sentia muito ruim.

− Por que sempre tem pesadelos depois disso? – Curioso.

− Não foi um pesadelo. – Ela respondeu. – Alguém me chamava, eu estava contente. Não sei por que sonho com isso.

− Entendo. – Ele respondeu. – Bom, acho que é melhor voltar a dormir.

− Não ascendeu nada? – Curiosa.

− Não, chamaria muita atenção. Ainda bem que não está frio. – Sorriu, ela concordou, sorriu ao receber um beijinho na testa.


Notas Finais


Lembrando que, quem leu a fanfic a 1 vez provavelmente vai sentir falta de algo nesse capítulo, exclui a passagem do próprio Mask machucando Kira na floresta amaldiçoada a mando dos outros Cavaleiros, eu amo essa história, ela era o que eu precisava para me expressar, mas reler alguns eventos me deixaram mal quando fui corrigir. Espero que entendam.
Os Cavaleiros estão surtados na floresta, pois ela elevou a mil tudo de ruim que eles sentem, a inveja e o medo por Asellus.
Obrigada.


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