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História Pirâmide de Vidro - Capítulo 85


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Notas do Autor


Espero que gostem e boa leitura

Capítulo 85 - Cortando Relações


− Ela disse o que? – Kimi curiosa.

− Que eles em vez de se consumirem com aquele fogo estão afastados, não por total vontade de Letha, Monna disse que Poseidon está muito frio, a evitando sabe? – Drik explicou séria.

− Entendi. Isso é mal. Ele vai resistir o quanto puder para não dar o braço a torcer e deixar Monna sair. – A capricorniana suspirou.

− Orgulho é uma droga, ainda pior vindo de um deus. Esperemos que ele abra os olhos, para ver que Letha é o melhor para ele. – Anny comentou mordendo um macaron.

− É mesmo. – Kimi assentiu, pegou uma colher do doce que a pisciana levou.

− Esperemos que ele abra sim. Trouxe o espelho, depois podemos tentar falar com ela. – A geminiana disse sorridente. – Hun, será que Kira ainda está viva? – Perguntou rindo.

− Vamos esperar que sim também. Não gostei disso, por que tinha que ir? Vão beber. – Preocupada.

Kimi podia imaginar o amado bebendo, bebendo para afogar as mágoas, ficou tentada em dizer que aceitava qualquer coisa para ele ficar bem, mas não podia, não devia.

− Fazer o que, ela achou melhor assim. – Drik suspirou. – O macaron está bom? – Perguntou sorrindo mudando o assunto.

− Muito. – Anny respondeu com um sorriso.

− Seu brigadeiro também, Anny.

− Obrigada, que bom que gostou, pode comer que fiz três receitas, vamos comer a noite toda. – Animada.

− Que delícia. – Drik sorriu, pegou um pouco do doce também.

 

− Eu-eu.... Não sei jogar. – Asellus, finalmente o controle havia ido parar em suas mãos, foram direto para o modo história do jogo.

− Como não? – Shura riu.

− Monna e Drik viviam nesses lugares com jogos, mesmo com o perigo. – Riu.

− Tudo bem. – Saga disse, aproximou-se do menino para dizer o que cada comando fazia, os outros observava entediados, era mesmo um estranho. Asellus começou a jogar, eles riam, diziam como o menino era ruim. – Não fique assim, logo pega o jeito. – Saga disse.

− Tem mais comida? – Aiolia fitando o canceriano.

− Na cozinha. – Máscara disse. – Aproveite e traga para cá. – Pediu.

− Shura.... Não querendo ser chato, mas vá mais devagar com essa cerveja, vai entrar em como alcoólico desse jeito. – Saga o repreendeu sem tirar os olhos da tela.

− É o que eu quero. – O capricorniano respondeu antes de dar mais um gole na bebida gelada.

− Não deveria, Shion vai mata-lo se algo acontecer. – Afrodite repreendeu.

− Não me importo! – Normalmente. Eles não sabiam o que dizer, como contestar, ele parecia mesmo que não iria se importar se Gabrielli perdesse o bebê.

− Shura.... Estamos preocupados com você. Não queremos mais preocupação para você, que o Mestre fique bravo ou que algo aconteça com seu filho.  – O pisciano disse.

− Já disse que não me importo com nada, me chamaram aqui para me distrair, não é? Estou me distraindo. – O capricorniano respondeu.

− Coma, pelo menos coma um pouco. – Aiolia colocando os pratos na mesinha de centro. – Os sanduiches que Asellus vez vão servir bem. – Disse sorrindo, o capricorniano comeu, eles aproveitavam os petiscos e a bebida enquanto revezavam o controle do vídeo game.

 

As Amazonas riam, aproveitavam o doce enquanto conversavam, falavam sobre assunto aleatórios sem passar perto de Shura ou o casamento. Elas brincavam, decidiram ver um filme, mas em meio a ele ainda riam e conversavam.

 

Shura pediu para o canceriano deixa-lo abrir um vinho, meio contrariado Máscara deixou, Asellus provou apenas porque daquilo gostava, um pouco não faria mal.

Eles ainda não haviam enjoado do jogo, agora riam de forma meio boba quando um deles perdia.

− Pega leve no vinho. – Máscara praticamente sussurrou no ouvido da canceriana, ela se arrepiou.

− Estou bem. – Confirmou sorrindo.

− Então, Asellus, gostando de um programa de garotos? – Aiolia perguntou em tom provocativo, ria.

− Hun.... Não sei o que impede garotas de jogarem vídeo game e beberem em grupo, mas tudo bem, está sendo divertido, primeira vez que vejo um jogo de MK. – Comentou normalmente enquanto deu uma golada no vinho.

− Você e elas são muito estranhos, muito mesmo. – Shura tentando parecer sério. – Não consigo imaginar minha princesinha bebendo. – Sério.

− Uma pena que não consiga, Kimi realmente não tem o costume de beber, mas muitas outras tem e não há nenhum problema nisso. – O menino normalmente. – Essa conversa é tão idiota, não me sinto intimidado por ver minhas amigas fazendo o que bem querem com suas vidas, é problema delas. – Disse.

− Você realmente é um frouxo, fala isso porque não gosta de mulher. – Aiolia o encarou, Afrodite e Shura riram.

− Ah tanto faz, vocês que são estranhos. – Resmungou.

− Estão perdendo o jogo. – Saga querendo tirar o foco da atenção dele. Máscara da Morte colocou um prato com muitas coisas no colo dela.

− Se vai continuar com essa palhaçada pelo menos coma. – Sussurrou, estava sério, preocupado com ela. Kira não recusou.

 

− Por que eles fazem isso Tétis? Porque não se assumem logo, Letha devia estar feliz com isso. – Monna suspirou. Fitavam da escadaria a menina organizar a prataria em uma estante de madeira rustica.

− Não é tão fácil assim, ela provavelmente se repreende por ele ser noivo, ou pensa que ele quer apenas se aproveitar, deve estar em um conflito interno enorme. E ele não quer dar o braço a torcer e deixar você. Não comentou nada, mas sei que é isso. – Tétis respondeu.

− Mas que droga! Por que não fazem algo logo.... – Nervosa. – E se contarmos a ela? Se dissermos a verdade? – Sorriu.

− Ela provavelmente sairia correndo pela porta e não voltaria mais, precisa de mais tempo Monna, não pode arriscar estragar as coisas agora, entende? Eles precisam se acertar naturalmente e assim ele mesmo contar a ela a verdade. – Séria. A ruiva respirou fundo, sentia-se inquieta, frustrada, ansiosa.

− Vou me deitar, se ficar aqui vou acabar pondo tudo a perder, boa noite Tétis e obrigada. – A ruiva sorriu a Comandante.

− Não foi nada, boa noite. – Respondeu da mesma forma e a viu entrar no corredor.

 

Kimi chorava, chorava de soluçar e Anny chorava junto.

− Po-por favor, não chorem e-está tudo bem.... – Drik tentando contornar a situação.

− Não está! Não está, o único homem que já amei na vida vai se casar amanhã! Com uma mulher que está gravida! Nunca mais poderei vê-lo, tocá-lo, estar com ele nunca mais. – A capricorniana quase berrava em meio aos soluços do choro, aquilo só deixou Anny mais nervosa.

− Kimi.... Ele lhe propôs solução, se encontre com ele e pronto. – A geminiana disse

− Na-não posso. – Reclamou tentando limpar as lágrimas.

− Anny, se acalma, isso não fará bem a Lily. Tudo bem, Kimi está triste. – Tentando consolar a pisciana.

− Você pode sim, ela desgraçou sua vida, Shura ama você e não ela. Que se danem se vão falar mais de você, continuam falando mesmo, não importa o que faça. – Séria.

− E-ele vai me odiar, Drik, na-não posso viver com isso. – Soluçava.

− Pode odiar, enquanto não souber a verdade sobre o que houve. Você merece essa chance, Kimi, ela não pensaria duas vezes em fazer isso com você. – Séria.

− E-estaria sendo igual a ela. – Reclamou.

− Não, estaria sendo justa! – A fitou. – Anny, Anny tudo bem, toma um pouco de água, vai te fazer bem. – Ofereceu o copo a pisciana que o pegou e bebeu.

− Na-não dá, Drik…. – Baixo.

− Dá sim, você vai ver que sim, no fundo do seu coração, não deve se privar dele por moral, olha só como vivemos? Isso não é vida, era para você estar com ele se essas regras não fossem tão antiquadas, apenas pense nisso, Kimi, não precisa mais argumentar, apenas pense. – Disse baixo. – Coma mais um pouquinho de doce vai. – Colocou a vasilha com brigadeiro e uma colher no colo da capricorniana. – E você também, Anny. – Ofereceu o macaron.

 

Já eram 03h da manhã, os garotos estavam alterados, até mesmo Asellus, depois do vinho Shura e Afrodite foram lhe apresentar mais bebidas doces, Saga e Máscara estavam um pouco melhores, pensando com um pouco mais de clareza.

− Não, não, ele não vai embora ainda, Máscara. Vamos brincar primeiro. – Aiolia puxando o moreno pelo braço, Máscara o estava encaminhando para fora da sala.

− Não Aiolia, já está tarde, Asellus tem que dormir. – O canceriano sério.

− Ah, pare de criancice, ele é bem grandinho para decidir o que quer. Quer ficar Asellus? – O leonino perguntou risonho.

− Quero. – Sorriu, o canceriano a fuzilou com o olhar. Assim Aiolia puxou o moreno para sala novamente, Máscara acompanhou, por que ela não o ouvia? Eles estavam sentados no tapete, os três sentaram-se.

− Muito bem, Asellus, já brincou de verdade ou desafio? – Afrodite perguntou risonho.

− Ah pelo amor de Deus isso é brincadeira de criança, vamos voltar ao jogo, tenho certeza de que Máscara não se importa. – Saga tentando contornar a situação.

− Não, perdeu a graça, ouvir as respostas de Asellus será muito mais divertido. – Shura respondeu.

− Já, já brinquei sim. – O menino respondeu sorrindo.

− Ótimo. − O Capricorniano respondeu e girou uma pequena garrafa de vidro vazia, apenas fingiu jogar pelas regras.

− Muito bem, Asellus, verdade ou desafio? – Afrodite perguntou, Shura e Aiolia davam risadinhas como bobos.

− Pelo.... – Saga foi interrompido.

− Aí cale a boca Saga! – Aiolia sem paciência.

− Verdade. – O moreno respondeu convicto.

− É verdade.... – Riu. – Que você é um viadinho e não tem coragem de nos contar? – Afrodite perguntou curioso enquanto os outros dois riam como se algo muito engraçado tivesse acontecido. Saga e Máscara apenas observavam.

− Hun... Não. – Respondeu sério.

− MENTIRA! – Coro exasperado.

− Claro que não é mentira.... E se fosse verdade, porque acham que eu contaria a vocês? – Asellus curioso.

− Olha, que ingrato. Amigos devem ser sinceros. – Shura ressaltou.

− É. – Aiolia disse e encarou o canceriano mais velho que ignorou.

− Já que mentiu, vai ter que pagar um castigo. – O pisciano sorriu quase diabólico.

− Afrodite.... – Máscara.

− São as regras, fica calmo, ele não vai morrer. – Normalmente. – Beba. – Afrodite entregou ao moreno uma garrafa com cheia até a metade com cerveja.

− E-eu não bebo cerveja. – Disse.

− Por isso é um castigo, queria algo que gostasse? Estamos sendo bonzinhos e pedindo, não faça Saga e Máscara surtarem e beba logo. – Explicou.

− Tudo? – Olhou o conteúdo da garrafa.

− Tudo! – Coro. Ele pegou a garrafa.

− Você não precisa, querem que ele tenha o que? Um coma alcoólico? – Saga sério.

− Pelo menos ele bebe assim em nossa companhia. – Aiolia riu. Asellus hesitou um pouco, mas tomou todo o conteúdo da garrafa, ela só conseguia pensar com clareza que devia ser legal para eles serem amigos dela e para toda aquela confusão ter fim, por isso era ideia fazer o que pediam sem questionar.

− Muito bom, muito bom. – Riam enquanto viam a careta do menino.

− Agora, mais um castigo. Por ter dito que não diria nada a nós. De um beijo no Máscara. – Afrodite perverso.

− O que? – O canceriano indignado. – Até parece que…. – Antes que pudesse dizer mais o menino estava em sua frente, rindo como bobo, havia se engatinhado pelo tapete, antes que pudesse pensar estava com os lábios colados aos dela e não recusou quando ela pediu passagem para aprofundar o beijo. Máscara aproveitou ignorando a surpresa e riso de Afrodite e as palavras de ódio e nojo de Aiolia e Shura. Ele logo se deu conta da situação em que estavam e empurrou o menino que caiu deitado no tapete, Asellus ria. – CHEGA! – Levantou-se levemente irritado puxando o menino pelo braço como uma pena.

− Olha aí, já tão indo para o quarto. – O pisciano gargalhava. Máscara da Morte saiu puxando o mais novo até o quarto de hospedes, jogou-a na cama sem muito cuidado.

− Não.... Eu quero ficar lá, está divertido. – Sorriu sentando-se.

− Divertido? Não viu o que estão fazendo? Debochando de nós dois…. Se já tinham certeza antes agora. Quem mandou você beber? Fazer esse papel de idiota? – Irritado. A encarava.

− Eu só estava me divertindo, não seja tão chato, foi só um beijinho. – Riu como criança.

− Você não tem ideia do que fez, não é? Claro que não, não é você que vai ouvir. Agora fiquei quieta aí e vá dormir. – A fitou.

− Não, não quero dormir. – Resmungou segurando a mão do mais velho.

− Você precisa, vai acordar melhor pela manhã. Agora fiquei quieta e durma.

− Não, não, fique comigo. – Puxou-o o canceriano foi surpreendido por outro beijo. – Eu amo você. – Ela sussurrou.

− Você precisa dormir. – Sério.

− Não. – Respondeu rindo. – Fica. – Pediu manhosa. O canceriano respirou fundo, acomodou-se ao lado dela e ela se acomodou em seu corpo. – Drik disse que seria divertido ficarmos juntos com os garotos aí. – Sorriu.

− Não deveria ouvir o que ela fala, nem beber porque eles mandam. – Sério.

− Você está tão chato hoje. – Reclamou.

− Não, apenas fico preocupado com você, com o que estão fazendo. – Respondeu.

− Hum.... – Ela resmungou. Os Cavaleiros espiavam de uma fresta na porta.

− Que nojo, que nojo. – Aiolia reclamava.

− É, agora temos certeza absoluta de que eles têm algo. – Shura concluiu.

− Que mal gosto. – Afrodite reclamou.

− Vamos, vamos voltar para sala. – Saga empurrando a todos, poderia ter terminado de maneira muito pior, ainda bem que não houve briga, nem física ou verbal.

 

A 13ª Casa começava a ser decorada logo pela manhã, do jeito que Gabi havia pedido. Os pratos para o almoço começavam a ser preparados na cozinha.

 

− Ah eu estou nervosa. – A morena suspirava. Thea estava na banheira ao lado dela.

− Ia dizer que não pode, mas não é todos os dias que se casa. – Sorriu – Vai dar tudo certo, será um casamento lindo. – Tentou acalmar a amiga.

− Será, será sim. – Concordou. – Tomar um banho morno com sais era revigorante, aliviava mesmo a tensão. As duas aproveitavam o momento, logo seriam maquiadas e teriam os cabelos cuidados.

 

Saga, Afrodite, Aiolia, Shura e Máscara da Morte haviam dormido espalhados pela sala do canceriano, Afrodite e Aiolia dormiam nos sofás, enquanto os outros estavam espalhados no tapete, a mesa de centro foi levada para um cantinho.

 

− Shura, Shura acorda, acorda! Você tem que ir se arrumar. – Saga cutucava o capricorniano com o pé, foi o primeiro a acordar.

− Hum.... Vai embora. – Resmungou.

− Shura, você tem que levantar. – Cutucou mais forte.

− Que é? – Reclamou alto o que fez os outros despertarem.

− Seu casamento, se lembra? – O encarou.

− Droga. – Shura resmungou se sentando, sentia-se tonto, tinha dor de cabeça, havia bebido demais. – Hum.... Máscara, Asellus ainda está no quarto? – Perguntou.

− Está sim. Eu acho, se ele não fugiu. – Normalmente.

− Eu vou ser direto com você. – Sério. – Nós estávamos conversando esses dias e ficou mais do que claro que você e aquela coisinha tem alguma coisa. – O encarou, o canceriano revirou os olhos azuis. – Então você escolhe, enquanto não voltar a ser homem eu e Aiolia infelizmente vamos cortar nossa amizade.

− Eu não tenho nada com ele.... – Respondeu.

− Não, depois que retribuiu um beijo em vez de soca-lo? Nos vimos, na nossa cara e depois ainda leva ele para o quarto e beija mais vezes, deixa ele dormir agarradinho com você, vimos TUDO! – Aiolia com nojo.

− Vocês são muito infantis. – Saga.

− É nossa decisão, enquanto não nos provar de que é o velho Mask não vamos mais ser vistos juntos, é nosso amigo, mas não vamos passar por isso. – Shura respondeu levantam-se cambaleou um pouco, estava muito tonto.

− Sentimos muito, mas é assim que vai ser. – Aiolia também se levantou, Afrodite abriu os olhos com Shura no inicio, mas havia voltado a dormir.

− Façam como quiserem. – O canceriano respondeu normalmente, mas no fundo estava muito, muito irritado com a situação, com eles, com ela. Shura e Aiolia saíram o capricorniano ainda trançando um pouco as pernas.

− Não ligue, vão mudar de ideia logo. Afrodite, Afrodite acorda. – Saga cutucava o ombro do pisciano.

− Fiquem para o café, vou acordar Asellus. – Disse normalmente.

 

Máscara entrou no quarto, ela dormia calmamente na cama.

− Kira, Kira acorda. – A cutucou.

− Hum? – Resmungou, sentia a cabeça pesada. – Bom dia. – Disse, sentiu o incomodo que as faixas lhe proporcionavam, não gostava de dormir com elas.

− Você tem que ir para casa. – Normalmente, ela não respondeu, corou ao lembrar-se da vergonha que passou, mesmo que na hora não sentisse vergonha, ele provavelmente estava sendo seco porque estava bravo.

− Claro.

− Vamos para cozinha antes, vou lhe dar remédios. Desculpe, não devia ter dito para vir. – Máscara comentou antes de sair pela porta, ela suspirou. Sentia-se culpada, não deveria mesmo ter ido, nem bebido para ser “um bom amigo” ajeitou os cabelos e as roupas e saiu.

− Bom dia. – Saga sorridente a ela.

− Bom dia, bom dia Afrodite. – Disse, os dois estavam sentados à mesa comendo o que sobrou da noite anterior, café da manhã.

− Bom dia. – O pisciano respondeu normalmente. – Obrigado. – Agradeceu quando o canceriano lhe ofereceu comprimidos e um copo d’água. – Bom, vou indo, até mais. – Não se prolongou muito e saiu deixando o copo na mesa.

− Não o convidou para o café? – Saga perguntou. Máscara não respondeu.

− Não precisa ficar assim, estávamos bêbados, ele só estava brincando e nós não temos nada a ver com isso se tem algo com ele. – Afrodite.

− Eu não tenho! – Máscara respondeu agora transparecendo a irritação, o pisciano suspirou.

 

Shura pegou seu terno de aluguel, sapatos e foi para a 13ª Casa, não tinha condições de se arrumar sozinho. Sentia-se horrível, tanto pela ressaca quanto pelo acontecimento.

 

− Eu preciso ir, preciso me arrumar. – Drik suspirou destravando a tampa do colchão inflável para o ar sair.

− Tudo bem, obrigada por ter ficado. – Kimi respondeu baixo, seus olhinhos estavam inchados, acordou e já caiu novamente em uma crise de choro.

− Não foi nada, fique bem. Desculpe, só vou participara para afrontá-la. – Séria

− Eu sei. – A capricorniana disse.

− Até mais Drik. – Anny disse, a geminiana terminou de arrumar as coisas e saiu. – Vou ficar aqui está bem, pelo tempo que quiser. – Sorriu.

− Obrigada. – Respondeu deitando-se no colo da pisciana.

− Vai ficar tudo bem, você vai ver. – Disse lhe acariciando os cabelos negros. Kimi apenas assentiu derramando lágrimas, ele nunca mais seria seu, nunca mais....

 

Kira chegou em casa, tomou um banho e deitou-se um pouco, mas não dormiu, tinha que se arrumar, pois os que foram convidados para o almoço foram convidados também para ver a cerimônia de casamento, seria muito deselegante aparecer no almoço e não no casamento, mesmo todos eles não estando nem aí para o que Gabrielli achava.

 

Drik arrumou-se na casa do sagitariano, ajudou-o a arrumara a gravata, a ajeitar os cabelos castanhos, escolher um perfume.

− Você está maravilhosa. – Aiolos a admirava, ela usava um vestido longo vermelho, o vestido era decotado, deixava seus seios branquinhos e fartos bem destacados.

− Não vai dizer que estou parecendo uma vadia? O Grande Mestre vai “amar” me ver assim. – Riu irônica se fitando no espelho, achou o vestido muito bonito apesar da impressão que ele passava.

− Sabe que eu nunca diria isso. – Aproximou-se mais sério, mas não resistiu em aperta-lhe os seios por cima das roupas com vontade, Drik se repreendeu por gostar da caricia naquele momento.

− Não! Se você ficar com graça o almoço todo eu vou.... – O encarava, via ele rir.

− Você vai vir aqui para casa comigo e vamos passar a tarde juntos. – Aiolos sorriu com malicia.

− É, provavelmente. – Suspirou vencida.

− Ótimo. – Animado. – Se prepare para um almoço delicioso. – Riu pervertido. Drik acabou rindo, gostava dele, do jeito divertido dele, como levava as coisas na brincadeira, de forma relaxada, mas ao mesmo tempo como tinha seriedade em seus deveres.

 

Shura já estava pronto, odiou quando uma mulher chegou onde ele estava com produtos de maquiagem, alegou que o rosto dele estava horrível, que ele precisava disfarçar as manchas roxas abaixo de seus olhos, que precisava dar uma melhorada na expressão, assim ela passou um monte de produtos em sua pele, ele odiou, mas não pode contestar, pois Shion apareceu para “supervisiona-lo”.

Gabi terminava de ser arrumada, tinha os cabelos sendo penteados e o rosto sendo maquiado, já estava vestida de noiva. Thea tinha as ondas do cabelo ressaltadas, já usava um vestido longo e azul claro. As duas aproveitavam os cuidados, Thea sempre conversando com a amiga para acalmá-la.

 

Kira subiu para o templo, quando chegou a 4ª Casa viu Máscara sentado à mesa.

− Você ainda não está pronto? – Curiosa.

− Não vou. – Respondeu normalmente.

− O que? Por que? – Perguntou. – Eu gostaria de pedir desculpas. – Disse depois de um tempo em silencio. – Não deveria ter vindo, ou bebido. Não sabia bem o que estava fazendo. – Ela pediu baixo. Não gostava quando ele ficava bravo consigo. – Eles.... Disseram algo?

− Sim, Aiolia e Shura, cortaram as relações comigo. – Máscara respondeu normalmente.

− O que? – O encarou séria.

− Acham que é um peso muito grande ficar na convivência de alguém “como eu”, então supus que Shura não queria me ver no casamento. – Ela não suportava a calma com a qual ele contava aquilo.

− E-eles.... Logo mudam de ideia, são seus amigos, não podem ficar assim por muito tempo, só estão transtornados com a situação, sinto muito que sejam preconceituosos a esse ponto. – Disse. – Ah querido. – Aproximou-se o abraçando, era sua culpa.

− Não precisa desse drama, estou bem, não está vendo? – Sério.

− Eu.... Acho melhor ir, é feio não aparecer na cerimônia eu.... Volto mais tarde, se-se quiser. – Resmungou baixo se afastando, era melhor ir do que ficar e ser tratada daquela forma, só iria se magoar e acabariam brigando.

− Tá. – Respondeu e a observou sair. Suspirou, não queria ser ruim, mas não imaginou que os próprios amigos chegariam aquele ponto, se eles agiam assim o que estranhos fariam?

 

Anny não saiu para se arrumar, pediu a uma serva que desse um recado a Afrodite e ficou ali com Kimi.

− Não precisa se preocupar. Tem que acompanhar seu marido. – A capricorniana disse.

− Hey, está tudo bem, eu não tenho a mesma obrigação que Drik, nem o impedimento de Kira para não estar aqui. Ficarei com você. – Disse.

− Eu quero morrer, Anny, morrer acabar com tudo isso. – Chorou.

− Por favor, não diga isso. Se-sei que as coisas podem ficar bem, você vai ver. – Abraçou-a. Não gostou daquilo.

− Não, Anny, não vão. Shura.... Nunca vai ficar livre disso e não posso desejar que eles que-que eles morram, que tipo de pessoa eu seria? – Chorava.

− Tudo bem, pensar isso, não somos perfeitos, as vezes a raiva e a frustração falam mais algo, não significa que você seja ruim por pensar ou desejar isso as vezes. É completamente compreensível. – A pisciana tentava acalmá-la.

− Não Anny, eu não devia, isso é horrível. – Resmungou. – Só queria sumir, e não voltar mais.

− Eu sei querida.... Eu sei, quando descobri minha gravidez me senti assim, sem rumo. – Comentou acariciando os cabelos negros da oriental. – Não precisa pensar, apenas sinta, chore, vai fazer você se acalmar.

 

Os poucos convidados começavam a chegar, Saga sentou-se ao lado de Afrodite, o pisciano narrou que a esposa estava cuidando de Kimi, o par de Thea chegou e a esperava perto do altar que foi montado no salão. Asellus chegou com Aiolia e eles sentaram-se junto com os outros dois Cavaleiros. Perceberam que Gabrielli não havia chamados amigos.

Thea saiu por uma porta e se juntou ao amigo, Shion chegou para se posicionar no altar e a deusa para sentar-se junto de seus Cavaleiros. Shura também passou por uma porta, mesmo com o rosto cheio de produtos aquilo não amenizou sua expressão de frustração e raiva, posicionou-se a frente do altar.

Finalmente viram Gabrielli sair por uma porta afastada, estava pronta para passar pelo lindo corredor de flores e chegar até seu noivo, tinha um sorriso aberto nos lábios, pelo menos ela estava feliz, por enquanto.



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