1. Spirit Fanfics >
  2. Piratas do Caribe - Finis Est Initium >
  3. Esse navio vai afundar

História Piratas do Caribe - Finis Est Initium - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Capitulo meio pombo, os próximos também serão um pouco chatos, mas depois que eles começarem a busca pelo escudo vai ficar interessante.

Capítulo 6 - Esse navio vai afundar


Teague me enganou, eu devia imaginar, afinal ele é um Sparrow… O encontro era para ser mais calmo, sem surpresa para ambos. Eu concordei em ajudar o Jack pq Davy Jones pode atrapalhar meus negócios.

- ai! - exclamo.

Kauã meu fiel escudeiro, estava cuidando do meu ferimento, que era um pouco profundo. Então ele teve que costurar.

- Seu machucado está frio, por isso a dor.

Não me importo com ela, fiquei durante anos imaginando como seria minha reação ao ver o Jack. Eu o odiaria? Não conseguiria controlar minha raiva? Ou eu o perdoaria? Acabou que eu não senti nada assim, era difícil dizer. Kauã termina de fechar meu ferimento e agora está preparando uma pasta com um cheiro ruim para não inflamar. Estou deitada na minha cama, dentro da cabine que Teague mandou separar para mim "pelo menos isso ele prestou" penso. Teague é um amigo meu de algum tempo, foi ele quem me ajudou a se tornar o melhor Jack. 

- Como foi? - Kauã pergunta.

- Não sei dizer. Foi estranho.

Escuto batidas na porta e torço para não ser ele.

- Entre! - Kauã responde.

Gibbs entra trazendo comida.

- Jack que mandou?

- Não! Vocês não vão tentar se matar não é?

Dou uma risadinha.

 - Da minha parte eu vou fazer o possível. - digo comendo um pedaço de pão. Sinto que posso confiar em Gibbs não só pq Teague me falou sobre ele, mas sim porque ele é uma boa pessoa.

- Nem se vingar?

- Nem me vingar. - Ele respira aliviado. - Vou deixar você a sós. Se precisar de algo só chamar, não sei pq mas eu gosto de você. Você é a única capaz de dobrar o Jack e não parece ser tão temida.

- Obrigada. - respondo sincera e quando Gibbs estava quase saindo - Gibbs, não conte aos outros sobre… você sabe... meu passado com o Jack. Aposto que ele deve ter contado para você.

- Nem tudo senhoria, mas fique tranquila, da minha boca não sai nada.

E com um aceno ele fecha a porta, termino de comer enquanto meu amigo finaliza o curativo.

 

No outro dia

 

Acabo dormindo um pouco mais devido ao chá que Cauã fez para aliviar a dor. Vou para a popa, não queria sair da minha cabine para não ter que ver ele, mas é um dia tão lindo que não poderia gastar no meu quarto.

- Olha só quem acordou! - Jack diz do timão.

- Bom dia Jack. - já me arrependo de ter subido.

Respiro fundo e penso em ignorar o Jack ou brincar com ele. Sabendo que essa última opção não acabaria bem para nenhum dos dois.

Dou meia volta pronta para voltar para minha cabine e não sair de lá até chegar no nosso destino, quando sou impedida pelo capitão.

- O que você quer Jack? 

- Conversar querida! - ele se aproxima mais de mim e acabo saindo de lado.

- Não temos nada para conversar. 

- Temos muito para conversar.  - Ele me pega pelo braço e me conduz para sua sala.

Entramos novamente no navio, pisco algumas vezes para me acostumar com a escuridão. Chegando lá, vemos que os amigos de Jack estão lá.

- O que fazem aqui? 

- Procurando sobre esse tal de portão de Hércules.

Jack me puxa novamente para fora da sala mas eu a impeço.

- O portão de Hércules fica na América Latina - falou entrando na sala e vendo o descontentamento do Jack - É um estreito bem pequeno.

- Lá? - diz Gibbs - Eu já passei por lá diversas vezes e não vi nada diferente.

- Por isso que vocês precisam de alguém que enxergam através da verdade. - Me sento na cadeira mais afastada.

- E como você sabe que tem esse poder? - Jack pergunta se inclinando da sua cadeira que infelizmente é perto da minha. Não achei que ele fosse ficar para a conversa, na verdade acho que eu sabia.

Me inclino também - Pq eu vi. - volto a me encostar na cadeira - Seu pai me levou até lá.

- você anda muito amiguinha de meu pai.

A atenção de todos está em nós, tento me ajeitar ainda mais na cadeira. Devido ignorar ele. Não vou cair nesse jogo. Mas no fundo eu já sabia que era tarde demais. Não importa o que aconteça, não importa como tenha terminado,sempre que estamos juntos,  eu e o Jack sempre teremos nossas recaídas.

- A única coisa capaz de parar Davy Jones é outro artefato grego.

- Por que você acha isso? - Will pergunta.

- Se o Henry tivesse aqui ele saberia sobre essas lendas.

Pelo canto do olho vejo que Jack fica desconfortável com esse comentário, e isso só pode significar uma coisa. Que ele não contou que Davy Jones recuperou o navio.

"Ora ora" penso comigo.

Todos os três estavam sentados na mesa do centro com várias folhas e livros.

- Jack trouxe o Jones de volta com o tridente… E pelo que eu sei da história de vocês com o capitão do holandês voador - solto discreta - não sabemos como matar ele, então a alternativa mais inteligente é derrotar ele com o artefato da inimiga de Poseidon… - Paro de falar para ver se eles entendem. Mas pelo visto não. - Vocês não conhecem mitologia grega?

- Não! - respondem o casal.

"Vai ser uma longa viagem."

- Atena! - responder Gibbs - Atena é a inimiga de Poseidon devido a uma briga de uma cidade.

- Exato. E o artefato dela é?

- O escudo da medusa. - responde Jack.

Todos olham para ele. Que dá de ombros dizendo "eu conheço a mitologia"

- Como vamos pegar esse escudo? - pergunta Gibbs - Já que segundo a lenda se você olhar para a cabeça da medusa você virá pedra.

- É uma boa pergunta. - responde Elizabeth.

E todos olham para mim. Como se eu soubesse o que fazer.

- Vamos pensar num jeito. - Jack responde por mim. - Se isso for verdade e existir.

Eu não devia me estressar e aceitar a provocação, porque era uma provocação.

- Ai não! Gibbs sussurra baixo.

- Ah é! Porque piratas fantasmas, um cara sem coração, você morrer e voltar a vida, ir no fim do mundo e voltar, uma deusa presa num corpo humano, abrir um corredor no meio do mar para achar o tridente pode, mas um escudo que transforma a pessoa em pedra não. - respondo calma e me levanto - Lembre-se Jack, eu tenho interesse na morte dele, não que eu preciso dele morto. - E quando estou para sair da sala, antes de fechar a porta término. - Por que você não conta a seus amigos que o Holandês Voador voltou ao seu verdadeiro dono.

Eu não devia ter dito isso, mas mais cedo ou mais tarde isso viria à tona, mas eu não ia perder a oportunidade. Vejo que Elizabeth e Will olham sem acreditar para Jack que continua me encarando com diversão nos olhos e não ódio. Meu ódio por ele já tinha passado, já tinha tido minha vingança, e no fundo não era ódio, era uma raiva momentâneo, mas isso não quer dizer que eu esqueci o que ele me fez. 

E eu tinha feito algo ruim com ele também, algo que eu espero nunca ter que contar. E com um sorriso desafiador e uma piscadinha e u saio da sala.

- Ai esse navio vai afundar antes de chegarmos a qualquer terra firme. - escuto a voz de Gibbs que também sai antes que a briga chegasse nele.

E logo ouço a alteração das vozes, vou para meu quarto sabendo que agora era tarde demais para voltar a trás. Eu tenho que concordar com Teague, se tivesse sido uma conversa decente não teria tido a graça.


 

Fico no meu quarto o resto do dia conversando com Cauã, não que a gente tivesse muito assunto, porque a gente não tem. Mas, jogávamos xadrez e com isso o tempo passava, e preferiria ir treinar com a espada o com o arco e flecha, arma preferida dele, mas Kaua me proibiu de fazer qualquer atividade de trocasse meu ombro. Ele é um curador, como é conhecido lá no seu país.

- Vou buscar nossa janta. - ele se levanta e quando estava para sair Gibbs aparece.

- Posso entrar? - Aceno com a cabeça permitindo a entrada. - Você fez uma bela confusão lá em cima. 

Me sento na cama.

- Fiz é o que é certo.

- Não disse que era errado. - Gibbs vê uma folha solta na minha mesa e pega - Quem são?

- Ninguem importante... por agora. Não quer se sentar?

Mas antes que ele se sentasse, ele ainda encarou o desenho por um tempo.

- Eu reconheço esse traço… CH? Não pode ser?! - ele se senta e eu apenas observo - Você conhece quem fez esse desenho?

Me encosto na parede. - Conheço. Ele é… diferente.

Ele guarda o desenho. - Então você sabe?

- Fique tranquilo seu segredo está seguro.

- Todo ele?

- Todo ele. E um pouco mais - respondo sorrindo.

Continuamos conversando animadamente, era bom ter alguém assim. Kauã trouxe comida para todos, e ficamos conversando noite adentro. Vimos que Jack passou pelo meu quarto, mas não quis entrar. Estranhei aquela atitude.

 


Notas Finais


Acho que de vez em quando o corretor troca como eu escrevo Kauã, mas é com "K".


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...