História P.I.R.A.T.E.S - Capítulo 27


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ação, Ally Brooke, Aventura, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Mistério, Normani Kordei, Outros, Personagens Originais, Piratas
Visualizações 72
Palavras 4.536
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Luta, Magia, Mistério, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!!
No momento este é o último capítulo da fanfic, espero que gostem. Pretendo fazer uma segunda parte, mas por agora ela será finalizada.
Bjos, boa leitura.

Capítulo 27 - RUM!


Lauren tentava andar o mais rápido que podia sem correr: damas não correm. Muito mais em cima daquele salto, dentro daquele vestido e sufocando naquele espartilho. Procurava algum canto mais afastado e, com sorte, escuro, para afrouxar o espartilho nem que fosse por cinco minutinhos. Finalmente, achou um local tranquilo e particularmente escuro atrás de algumas pilastras, perto do jardim.

— Oh, por Poseidon!  — Exclamou baixinho, afrouxando o espartilho. — Mais um pouco e eu explodiria. E vocês também, né? — Perguntou olhando para baixo e fazendo uma carícia quase pueril em seus seios.

— Como assim não tem notícia? — Perguntou a voz irritada do senhor Jauregui.

— Não sei, senhor. A última vez que o navio foi visto foi num porto próximo daqui, mas após isto nada. — Explicava um dos marinheiros do porto.

— Quanto tempo desde o último sinal deles?

— Três dias, senhor.

Um barulho vindo de um lugar perto fez os dois homens pararem de falar.

— Psiu... — Sussurrou Lauren “tapando a boca” dos seus seios com as mãos.

— Precisamos deles para a festa. Tem vinho e muita gente que serviria os convidados da festa naquele navio. — Explicou, nervoso.

— Verei o que posso fazer, senhor. — Falou o marinheiro se afastando.

Ele deu um longo suspiro frustrado.

— Querido? — Chamou Clara indo ao seu encontro.

— Nada. Ninguém sabe onde está o navio. — Explicou ele.

— Oh céus, e agora?

— Não sei, querida. Honestamente não sei. Pressinto que a festa de amanhã será um desastre.

— Não diga isto!

— Clara, querida, estou honestamente de mãos atadas. Deus me deu duas belas filhas que eduquei da melhor forma possível, dei as melhores jóias, mais fina educação, uma ótima casa... Ainda assim, olhe só o que me acontece. Uma delas se transformou em uma... Pirata. E a outra está prestes a ter uma festa de casamento com o irmão de Ian, irmão este que era louco por Lauren... — Falou com tristeza na voz. — Uma pirata! Oh, Clara, onde foi que errei?

— Oh, querido, não fique assim. — Pediu abraçando o marido. — Não foi sua culpa.

— Claro que foi! Eu deveria ter sido mais duro com a menina, mas... Ela sempre foi nosso bebê. Eu...

— Querido, não pense assim. Não foi culpa de ninguém. No fundo sempre soubemos que havia algo de estranho com a menina, ela sempre foi um tanto quanto diferente, só não sabíamos bem em que aspectos.

— Ainda assim, sou um homem frustrado: perdi uma filha para a pirataria e não consigo dar à outra uma festa de casamento decente... — Soluçou.

— Ah, meu querido, calma — Pediu abraçando seu marido. — Calma.

Lauren caminhava o mais rápido que podia. Lágrimas caíam livres de seus olhos verdes que só mostravam tristeza.

 __________

Os olhos castanhos que se abriram assustados, mal conseguiam enxergar a figura que estava em pé à sua frente.

— Ann... — Gaguejou Camilaassustada.

— Vamos embora daqui! — Exclamou Lauren jogando longe o espartilho e os sapatos.

— O... Oi?  — Perguntou Camila confusa.

— Eu quero ir embora daqui, anda... — Falou irritada, livrando-se de uma das várias camadas de vestido.

— Calma aí, Lauren. O casamento ainda é amanhã. Por que você...

— Você nem queria vir, pra começar. Por que ta insistindo em ficar.

— Lauren, calma. — Pediu sentando-se na cama.

— Camila, eu quero sair daqui agora, AGORA! — Gritou vermelha, já praticamente sem nenhuma das peças do vestido.

—  Se acalme. — Falou Camila num tom mais de ordem do que de sugestão.

— Se você não vai me tirar daqui, eu vou sozinha. — Ralhou irritada, dando as costas pra pirata. Mal teve tempo de pensar no que fazer, a próxima coisa de que se deu conta foi que estava deitada de costas na cama, paralisada sob o peso da pirata.

— Eu disse pra você se acalmar. — Falou Camila segurando os braços da mais nova.

Lauren não tentou se soltar, sua única reação foi cair num choro copioso.

— Ow meu amor, calma. Calma. Eu estou aqui. Não chora, fala pra mim o que houve. — Pediu Camila, envolvendo-a em seus braços.

 
_________

Lauren finalmente adormeceu nos braços de Camila após explicar, entre soluços e muitos choro, o que aconteceu.

— Eu vou dar um jeito nisso — Disse-lhe Camila. — Vou dar um jeito de arranjar algo para ser servido na festa, pessoas que sirvam e, antes disso, vou entrar naquele casamento levando você pelos braços.

Camila não podia deixar de se sentir culpada. Ela havia atacado as embarcações que traziam vinho e serventes para a festa alguns dias atrás. Não que ela se importasse com o casamento “bobônico” de Taylor e o pomposo do Rolls que mais tarde descobriu que já foi apaixonado por Lauren, mas o fato de sua ação ter resultado na tristeza de Lauren, aquilo sim a matava por dentro. Ela tinha que dar um jeito naquilo. E logo!

Foi com pesar que Camila deixou Lauren dormindo sozinha. Sua vontade era de velar o sono de sua namorada até ela acordar e reforçar o quanto a queria bem, mas ela teve que ir. Em sua cabeça maquinava um plano.

 
____________

— Tamp! Tamp! — Chamou Plumbs cutucando o adormecido pirata.

— Quê? — Resmungou Tamp sonolento.
— Acorda. Acho que estão invadindo o navio. — Falou Plumbs.

— Que nada, gordão. Rola pro outro lado e dorme. — Resmungou Tamp.

— Que tem o navio? — Perguntou Broc se aproximando.

— Ta sendo invadido... — Respondeu Shawn.

— Viu, eu disse — Plumbs resmungou. — É meu nome não é “gordão”.

— Como você sabe disso? — Perguntou Broc.

— Eu ouvi barulhos. — Explicou Plumbs.

— É, muito provavelmente, o barulho da sua pança. — Resmungou Tamp mau educado se revirando na rede.

— Ora seu...

— Tudo bem, tudo bem! Vamos investigar isso. Tudo o que não precisamos é ter o navio atacado com a capitã ausente. — Falou Broc puxando Tamp da rede e Plumbs pelo braço.

— Ninguém merece — Resmungou Tamp praticamente se arrastando pelo deck.

— Onde você ouviu os barulhos, Plumbs? — Perguntou Broc.

— Bem aqui. — Falou Plumbs apontando para um ponto perto da borda do navio.

Os três se inclinaram para olhar.

— Piratas! Atentos! — Exclamou Camila pulando para dentro do Sea Phoenix.

— Capitã! — Exclamaram Shawn, Broc, Plumbs e Tamps ao mesmo tempo.

— Homens, tenho uma missão especial pra vocês — Falou Camila. — Então tragam minha roupa especial.

— A camisa vermelha, capitã? — Perguntou Broc.

— Não, homem — Respondeu Camila.

— Então a calça marrom? — Perguntou Tamp.

— Não! Por Poseidon, homens! — Ralhou Camila. — Acordem PIRATAS! Preciso de todos os homens acordados e no deck..

— Sim, capitã. — Concordaram correndo para acordar os outros.

— E todo o rum também. — Completou Camila fazendo os três paralisarem.

— O... Glup... Rum, capitã? — Perguntou Broc.

— Nós vamos usar o... Glup... Rum na missão? — Perguntou Tamp.

— Vamos. Mas é para ajudar Lauren.

Por um momento, os três piratas pareceram estar absortos em uma guerra interna. Logo pareceram decidir que Lauren era um pouco, só um pouquinho mais querida do que o (precioso) rum e saíram para acordar os outros piratas, e reunir o rum. Todos menos...

— Plumbs! — Exclamou Camila. — O que você está fazendo aí parado?

— Não o rum. — Falou Plumbs paralisado.

— O quê?

— O rum não. — Sussurrou Plumbs.

— Plumbs, mexa seu traseiro gordo e vá fazer o que eu mandei. — Ordenou Camila aproximando-se dele de modo ameaçador.

— Você não pode arriscar o rum. — Falou Plumbs quase em transe, andando cada vez mais próximo da prancha.

— Plumbs, vá pegar o rum AGORA! — Esbravejou já com a mão na espada.

— Não o rum. — Chorou Plumbs.

Camila puxou sua espada.

— Pois então ande na pr...

CRACK

A prancha cedeu com o peso de Plumbs, que antes de cair no mar gritou "MEU PRECIOSO".

— Nem pra isso você serve. — Resmungou Camila guardando sua espada.

— Capitã. — Chamou Broc que já havia juntado todos os homens no deck.

— Homens! O que vocês acham de participar de uma festa? — Perguntou Camila com um sorriso.

 _________

Lauren foi acordando por etapas: pouca a pouco ela se dava conta do que se passava ao seu redor. Nem precisou apalpar o outro lado da cama para saber que Camila não estava lá. Ainda assim o fez, tocando o bilhete deixado sobre o travesseiro:

“Lauren,

Não fique triste por eu não estar ao seu lado quando você acordar, mas tive que ir. Vou dar um jeito nessa confusão toda, vou salvar o casamento da sua irmã e vou voltar a tempo de ir ao casamento ao seu lado. Eu prometo.

Amo você,
Camila

— Pare de ler este papel e levante os braços! — Pediu uma das costureiras ao redor de Lauren.

— Ande Lauren, ande. — Pedia já vestindo boa parte de seu vestido branco. — Quero que tudo esteja perfeito no meu dia.

— Claro, Tay. — Falou Lauren forçando um sorriso. — Tudo perfeito no seu dia.

— Que lindas as minhas meninas! — Sorriu Clara entrando no quarto. – Ah, Lauren, devo dizer que Hans está um tanto quanto satisfeito em ser seu par na caminhada até o altar.

— Hans?!?! — Perguntou surpresa. — Hans Einsbach?

— O próprio — Confirmou Ally entrando apressada no quarto. —  Está falando para quem quiser e não quiser ouvir que vai de braços dados até o altar com você.

Lauren e Ally trocaram caretas de nojo. Lauren lembrava-se bem de Hans. Desde pequeno o rapaz tinha uma paixão homérica por Lauren e a perseguia por todos os lados, berrando aos quatro ventos como um dia iria se casar com ela. Tudo isso teve um fim quando um novo e pomposo oponente apareceu.

— Ai! — Exclamou sentindo uma picada na cintura.

—  Perdão, querida. Está quase pronto. Pode tirar o vestido — Sesculpou-se a costureira.

— Claro. — Concordou despindo-se.

— O que é isso? — Perguntou Clara observando a filha.

— O quê? — Perguntou Lauren observando seu corpo seminu.

— Nas suas costas...

— Ah... Isso, é uma ta...

— É um desenho? — Perguntou Ally curiosa.

— É sim.

— Na pele?!?! — Perguntou a mãe admirada.

— Bom... É... — Gaguejou Lauren.

— E isso... Sai?

— Não mamãe..

— É... Permanente?

— É sim, mamãe. — Respondeu Lauren.

— Eu achei lindo! — Sorriu Ally alisando sonhadoramente o desenho de dragão nas costas da amiga.

— Ok, ok! Vamos logo com isso. — Ordenou Tay batendo palmas. — E eu achei isso aí o máximo!

— Claro. — Concordou Lauren rindo e sentando de frente à penteadeira, onde uma das criadas começou a penteá-la para “a deixar linda”.

Mas “pra quê?” pensou Lauren. “Para Hans?”. Hans. Sempre tão grudento, meloso e no seu pé até a chegada dele... Rolls e depois Ian o seu irmão.

Sinceramente, acho que eu era meio cega.. Que mal gosto.”

No começo, Lauren até gostava que Hans se intimidasse com a presença dos rivais. Os rapazes pareciam muito entretidos em competir um contra o outro para incomodar ela, que ficava em paz e sozinha.

Isso até Hans mudar de idéia, decidir-se por estudar em outro continente e deixar o caminho livre para os irmãos.

Aí sim Lauren se viu louca. Se Hans era grudento, ao menos ele era respeitoso. Rolls e seu irmão por sua vez, não perdiam uma oportunidade de ficar a sós com ela ou uma desculpa para tocá-la. “Malditos tarados!”

Até que um dia o irmão mais velho, Ian, conseguiu vencer seu irmão em um duelo pela mão da princesa.

— Pensei que o cabelo deveria estar solto. — Comentou Clara, observando o trabalho da criada no cabelo de Lauren.

— Não, senhora. É mais fácil lidar com um cabelo assim se estiver preso. — Explicou a criada.

— Ah, é verdade.

— Mamãe, por favor! Nada de pitacos de última hora — Pediu Tay, irritada.

Ian parecia estar em todos os lugares, sondando Lauren, tentando tocá-la, beijá-la... Até o dia do jantar. Ah, o jantar! Ele sentou-se ao lado de Lauren e suas mãos não paravam de pousar nas coxas da mais nova por baixo da mesa.

— Comporte-se — Resmungou ela entre os dentes.  

— Ah, Lauren. — Sorriu ele pomposo. — Não seja boba. Não sabe que em breve irei pedir sua mão a seu pai? 

— Ah, é mesmo? — Perguntou tirando a mão de Ian de sua coxa.  

— É sim. E então tudo será mais fácil e poderei fazer o que estou morrendo de vontade. — Sorriu apalpando as coxas dela.  
— E o que seria isso? 

— Tirar todo o batom dessa sua boca. — Falou apertando novamente a coxa da garota e levando um sonoro tapa no rosto.  

— Eu lhe proíbo de me ver novamente. — Falou Lauren irritada, levantando da mesa. — Seu... Seu... Escroto!

E com isso ela saiu como uma tempestade do salão sob o olhar curioso dos convidados.

 __________
 

Ally procurava sua luva direita no salão, perto da cozinha: o último lugar onde lembrava tê-la visto. Estava engatinhando pelo chão, quase praguejando quando viu a brancura do tecido embaixo de uma mesinha.

— Isso! — Exclamou Ally indo na direção da luva e trombando em algo maciço.  

— Ai! — Exclamou massageando seu nariz.

Ally levantou-se tentando ver no que tinha esbarrado. Porém, por mais que olhasse para cima, mais “daquilo” aparecia.

— Desculpe — Falou o maior homem que Ally já tinha visto na vida, que lhe estendia sua luva.  

— Oh... Obrigada — Falou ela olhando para ele admirada.  

— Anda Broc! — Exclamou Tamp tentando puxá-lo pelo braço.  

— Ahn? — Perguntou Broc distraído com os cabelos loiros da moça à sua frente.  

— Anda! — Chamou Plumbs irritado. — Ou rolo em cima de você.  

— Ah, claro. Claro... — Concordou Broc abobado, deixando-se levar até a cozinha.  

— Ally! — Chamou uma das criadas.  

— Estou indo!  

— Ok, ok. Vamos descendo meninas. Já atrasamos o bastante para deixar o noivo um tanto quanto nervoso. Todas prontas, todas lindas. Vamos! — Falava abrindo a porta.  

— Vem cá! — Exclamou Tay puxando Lauren pelo braço até seu quarto e trancando a porta.  

— Tay! — Exclamou Lauren assustada.  

— Lauren eu não sei mais se vou casar. — Falou desesperada. 

— O quê? Como assim? 

— Eu... Não sei se consigo, eu... — Falava Tay andando de um lado para o outro do quarto.  

— Calma. Você ta nervosa. Isso é normal. 

— Não, Lauren. Eu... Eu não sei se quero.  

— Você não quer?

Tay respirou fundo.

— Lauren eu nunca fui como você. Eu sempre gostei das tradições, das regras, etiqueta, de agradar mamãe e papai. Você sempre foi o bebê rebelde da família e coube a mim o papel de mais velha e responsável, o que na verdade nunca foi muito difícil. Mas Lauren, quando você foi embora... Foi difícil, sabe? Mamãe e Papai ficaram arrasados, eu me vi na obrigação de ser a filha perfeita pra talvez, tentar compensar tudo, dar orgulho, aliviar a dor deles, mas... Nunca é o bastante! — Tay falou completamente emocionada.

— Ah Taylor... — Suspirou Lauren segurando as mãos da irmã.

— Mas agora você voltou e... Bom as coisas parecem que aliviaram mais. Ao menos sabemos que você está bem e... Francamente olha pra você. Toda crescida. Fico pensando que, talvez, casar não seja tudo na minha vida. Talvez exista mais que isso. Mas ainda assim... O Roll e... Mamãe e papai.

— Sabe, se tem uma coisa que aprendi na vida é o seguinte: um você nunca vai conseguir agradar as mulheres, dois você nunca vai conseguir agradar seus pais e três o resultado de tentar agradar ambos os grupos ao mesmo tempo é catastrófico. Você ama o Rolls, sim ou não?

— Amo.

— Ele te ama? Te respeita?

— Sim, acho que quem desrespeitou ele foi eu.. — Riu baixinho se lembrando de quando atacou o rapaz o beijando.

Rapaz este que se assustou, pois depois de Lauren e seu irmão idiota, aprendeu que deveria respeitar as mulheres, então não sabia se estava certo em ceder aos desejos da noiva por mais que isso fosse muito bom.

— Então, não seja boba. Tay, quando encontramos alguém que amamos, que realmente amamos, não existe motivo no mundo para hesitar. Se você o ama, por que não?

Tay respirou aliviada:

— Obrigada.

— De nada. Agora... É melhor você dar um tempo aqui. Se acalma, retoca a maquiagem e desce. Eu vou descer e ter certeza de que está tudo pronto. — Falou Lauren se adiantando até a porta.

— Ahn... Laur. — Chamou.  

— Fala.. 

— Eu... Não me importo de você ser pirata. Seja em terra firme ou em alto mar, você é minha irmã e eu te amo. Só... Me choca o quanto você mudou, sabe? Você era minha irmãzinha e agora... Olhe só pra você! Cresceu, virou uma mulher, veste um vestido majestosamente e ainda assim sabe usar espadas, revólveres. Só me assusta o quanto você mudou, só isso.

— Ok, eu acho melhor as duas ficarmos aqui retocando a maquiagem. — Falou Lauren com os olhos marejados.

 
__________

— Já falei que você está linda? — Perguntou Hans com seu olhar enjoadamente apaixonado.

— Já, Hans... Só dezessete vezes nos últimos dois minutos. Estive contando. — Respondeu Lauren agoniada, olhando para os lados.

Já estava ficando preocupada com a demora de Camila em aparecer. A cada convidado que chegava ela ficava em alerta com a possibilidade de ser a pirata, mas até agora todos foram alarmes falsos. E, para piorar a situação, Hans ainda ficava grudando nela, falando palavras que ele pensava serem bonitas para tentar agradá-la e só conseguia irritá-la cada vez mais.

— Ah, mas não consigo parar de admirar sua beleza.  

— Aham... — Resmungou Lauren ficando na ponta dos pés para tentar ver se Camila estava por perto. “Ela prometeu, ela prometeu”, repetia em sua mente. 

— Oh, Lauren! — Exclamou Hans tomando as mãos dela para si. — Você está tão mais linda e madura, como fez isto?  

— Foi minha... Licença? — Pediu puxando suas mãos de volta. — Convivência com piratas.  

— Pi... ratas? — Perguntou Hans engolindo seco.  

— Aham. Piratas! Grandes, fortes, ferozes, impiedosos, maléficos, com cicatrizes, tatuagens, espadas e revólveres, navegando os sete mares. — Descreveu sem notar a figura que se aproximava.  

— Vamos entrando uma por uma ao lado dos rapazes. — Falou um dos criados enquanto uma música era tocada. 

— Piratas que saqueiam, pilham, botam fogo, invadem, lutam, matam... — Continuou com os olhos brilhando em um olhar sonhador. 

— Pi... ratas!

Hans adquiriu uma cor pálida, começou a tremer e parecia temer segurar o braço de Lauren.

— Pi...  — Gaguejou Hans olhando admirado para a alta figura à sua frente.  

— SAI DAQUI!  — Ordenou Broc.

Não precisou repetir, Hans saiu em disparada na direção oposta.

— Camila! — Suspirou Lauren aliviada ao ver Camila e Broc. 

— Eu falei que iria... — Sorriu oferecendo seu braço à Lauren que o tomou com um sorriso orgulhoso.

Lado a lado, de braços dados, expressões felizes e roupas de gala, fizeram o caminho até o altar pela primeira vez em suas vidas.

— Você está linda. — Comentou Camila baixinho.  

— Você também. — Sussurrou fazendo as duas corarem.  

Camila usava um vestido, espartilho.. Isso Lauren nunca esperaria.

— É uma pena que seja cedo demais. — Comentou Camila.  

— Cedo demais?  

— É... Um casamento duplo seria algo interessante. — Sorriu Camila soltando seu braço do de Lauren e indo para o canto do altar e ficando em posição.

A marcha nupcial começou a tocar e todos se viraram para ver a noiva entrar.

_________

— Eu aceito.  — Falou Tay com um sorriso no rosto e uma piscada para a irmã.  

— E você, Rolls, aceita Tay para ser sua legítima esposa? — Perguntou o sacerdote. 

— Eu...

Ouviu-se um barulho de revólver sendo engatilhado, um não, dois.

— Aceito! — Exclamou Rolls quase pulando em cima da noiva.  

—Então, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Tay e Rolls trocaram um beijo, Rolls olhou para Camila amedrontado, logo depois para Lauren ainda mais amedrontado— a pirata havia o ameaçado, Lauren também — o casal foram saindo de braços dados sob a chuva de arroz, seguidos dos casais de padrinhos, madrinhas, Camila e Lauren.

— Nada mal para um casamento — Sorriu Camila. — Mas o que foi aquilo? Tá armada?

— Claro que estou.. Foi só uma mensagem de “cuide bem dela, ou eu volto aqui e te dou um tiro”.. E vejo que não sou a única armada aqui...

— É, mas se prepara para a festa! — Riu a pirata puxando a mais nova pelo braço.

 
_________

— Argh! Isso não é vinho! — Exclamou o rapaz cuspindo o rum. — Ei, garçom!

A alta, troncuda, mal encarada e mal humorada figura virou-se. Uma mão equilibrando uma prateada bandeja com taças, a outra coçando o traseiro comprimido numa calça que era visivelmente bem menor do que deveria.

— Quê? — Rosnou mais do que perguntou.  

— O... O que... Isso não é vinho — Gaguejou o rapaz apontando para sua taça.

O pirata deu um demorado olhar para a taça, primeiro com seu olho bom, depois com o  que por algum motivo estava coberto pelo tapa-olho, antes de finalmente resmungar:

— É rum. 

— Rum? Mas... 

— Beba.

O rapaz virou a taça de uma só vez.

— Bom menino. — Falou o pirata ensaiando um meio sorriso, dando um gole no dedo de rum que o rapaz havia deixado no copo e atirando a taça vazia para longe.  

— Mas o que diabo? — O rapaz perguntou-se olhando em volta e percebendo que aquele era o garçom mais apresentável da festa. — Me da mais um!!

Havia homens mal-encarados, com roupas de garçom, tapa olhos, cicatrizes, pernas de pau, espadas, tatuagens e...

— Revólveres... — Alguém suspirou apavorado, ia se virar para correr quando deu um encontrão com um enorme homem negro.  

— Tome. — Broc falou colocando uma taça nas mãos de outro rapaz.  

— Beba. — Falou Broc mais mandando que pedindo.

E ele bebeu.

— Ahn... Com licença seu pirata. — Chamou Ally ficando na ponta dos pés para cutucar o ombro de Broc.  

— Sim, senhorita? — Perguntou Broc abrindo um sorriso de canto a canto.  

— O senhor poderia me dar um copo desses? 

— Claro. E... Se a senhorita permite que eu diga, uma tiara bem bonita essa que tá usando.  

— Oh, obrigada. É de prata e... Você gosta de tiaras? 

— Adoro. — Sorriu Broc. — Me lembra de príncipes, princesas... 

— Rainhas e reis. — Completou Ally sorrindo.

Broc e Ally se olharam com os olhinhos brilhando.

Do outro lado do salão, um pirata dava uma prazerosa  mordida em um canapé antes de por três na boca de uma só vez. Ouviu um pigarreio e congelou.

— Piratas não comem comida dos convidados frufru. — Falou Camila.  

— De... Desculpa, capitã. — Murmurou o pirata de boca cheia.  — Mas é bom..

— Bote de volta... Ande... — Mandou Camila observando o pirata cuspir a comida meio mastigada de volta na bandeja. — Muito bem. Agora joga fora e vai servir os convidados.

Mais adiante Tay estava completamente sorridente conversando com dois piratas igualmente sorridentes.

— Não é nada contra o... Ic! “Pirateio”, sabe? Quero dizer... Olha só este anel. — Ela falou mostrando sua aliança. – Eu bem ia querer um monte... Ic! Desses e ainda mais  de graça, mas... Isso de sal... E o banheiro, né? Ic!  

— Mas tem colares... — Falou um dos piratas enchendo o copo de Tay.  
— E tiaras! — Completou um outro.

Não muito longe dali, Clara anotava freneticamente no seu caderninho.

— Mas e o sal? — Ela perguntou observando Plumbs.  

— Sal? Há!  — Riu Plumbs.

Mais adiante, Rolls, Sr. Jauregui e Lauren conversavam compenetrados.

— Eu digo que precisamos de terra para garantir o futuro das economias da família.  

— Discordo caro sogro. Precisamos juntar dinheiro..  

— Nem, nem. Particularmente sou uma mulher que acredita no poder do ouro. — Falou Lauren.  

—  É, ouro é bom. — Concordaram eles.  — Ela tem razão.

— Com licença. — Pediu Camila aproximando-se. — Permitam-me roub... Ah... Pegar Lauren emprestada por um momento.  

— Claro. — Concordaram. — Mas não demore, ela está explicando algo empreendedor para nós!

— E só pra mostrar algo no jardim. Não demoro. — Explicou Camila.

________

As costas de Camila e Lauren se alternavam na parede. As bocas ávidas não se separavam.

- Gostosa, gostosa, gostosa. — Sussurrava Camila, passando as mãos pelo corpo de Lauren e parando em algo estranhamente duro. — Ahn... Laur, você ta bem feliz em me ver, ou...  

— É o revólver — Gemeu Lauren frustrada. — Lembra? Rolls precisava de um empurrão extra.

Camila sorriu recomeçando a beijar o colo de Lauren, livrando-se de todo pano que cobria seus seios e os chupando sem a menor cerimônia.

— Que saudade... — Suspirou com suas mãos apalpando as coxas da mais nova por baixo do vestido.

Os dedos de Camila alcançavam o sexo molhado de Lauren acariciando o ponto mais inchado e duro de tesão.

— Isso... Isso... — Gemia Lauren abrindo desesperada puxando a parte da frente do vestido da pirata. — Caramba, você tá muito linda nesse vestido vinho.

Camila tremeu quando a namorada abocanhou um dos seus seios e o sugou forte.

— Não para. — Pediu Lauren afastando sua boca do seio de Camila só o bastante para pronunciar aquelas palavras.

Camila desceu seus dedos até a entrada do sexo de Lauren arrancando um gemido gostoso da mais nova.

— Capitã! — Chamou um pirata a alguns metros delas.  

— Que se foda. — Resmungou Camila. — Sai daqui!!

O pirata saiu tão rápido que quase tropeçou nos próprios pés.

— Não. Você que vai me foder. — Resmungou Lauren puxando o braço de Camila a fazendo penetrá-la com força.

O gemido de Lauren se fundiu com o de Camila, enquanto a mais nova rebolava nos dedos da pirata gemendo coisas que fizeram a morena comentar um irônico:

— Respeita a casa dos teus pais...

— Eu quero você... aqui...dentro... — Gemeu Lauren fazendo os dedos de camila a penetra o mais fundo possível.

Aos beijos e gemidos, as duas foram tropeçando, entre uma peça de roupa e outra tiradas até a árvore do jardim, onde Camila forrou seu casaco no chão antes de sentar-se em cima de Lauren. A mais nova segurou Camila pela nuca e cintura, enquanto ambas faziam movimento de vai e vem, aumentando o atrito entre seus sexos.

— Não... Não quero gozar — Sussurrou.  

— Ow meu amor, por quê? 

— Esperei muito tempo para ficar a sós com você pra gozar agora. Quero ficar a noite toda aqui.

Camila tomou cuidado de aproximar sua boca do ouvido de Lauren antes de falar:

— Goze comigo AGORA.  — Falou num tom autoritário. — E eu prometo que te faço gozar muito mais vezes.

O corpo de Lauren começou a ter espasmos involuntários, juntamente com o de Camila.

— Te amo. — Sussurrou antes de praticamente desfalecer sobre o corpo nu de Lauren.

Lauren a abraçou forte, beijou-lhe a cabeça e, se pudesse, teria lhe dito que também a amava, mas deixou seu abraço sussurrar tudo o que todos os seus sentimentos falavam dentro do seu coração.

Naquela noite ali a sós estranhamente ao pé de uma árvore transando, elas tinham consciência de que teriam muitos caminhos felizes e perigosos pela frente, muita pirataria, pilhagem, fogo, busca de mosteiros, lendas e o famoso tesouro... Ah não poderia me esquecer do mais importante; RUM!!

Porém naquele momento, apenas uma coisa importava: elas se amavam.


Notas Finais


Erros corrijo dps.

Deixe seus comentários e opiniões caso queiram uma segunda parte!

Bjos!


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