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História Piss Off Your Parents - Eddie Munson - Capítulo 47


Escrita por: w3bcoffee

Notas do Autor


Que comece a maratona.
Tenham uma boa leitura. <3

Capítulo 47 - XLVII - He Did What?!


Eddie's pov.

Hawkins, Indiana, 1986. 12:45 P.M


Acordei quando senti minha namorada se mexendo na cama, por um segundo, achei que ela tinha acordado e queria levantar, mas ao invés disso, ela se virou de frente pra mim, agarrou minha cintura e afundou o rosto em meu peito, eu dei um sorriso, um daqueles bem bobinhos e sonolentos, meus olhos ainda estavam meio pesados, eu deixei um beijo na testa da garota e tentei voltar a dormir, mas meus planos foram buraco abaixo quando o telefone começou a berrar na sala, "que merda" foi exatamente o que eu pensei. Eu não queria me levantar, e não queria ter que sair do abraço de S/n, então deixei que tocasse, seja lá quem fosse do outro lado da linha. O aparelho parou de tocar então eu dei um risinho vitorioso e voltei a fechar meus olhos, mas antes que eu pudesse respirar, aquele maldito telefone estava tocando mais uma vez. 


- Docinho... - Eu falei baixo com a garota que agarrava minha cintura. - Vou ter que levantar...


- Ah não, amor... - Ela resmungou. - Só mais um pouquinho...


- O telefone não vai parar até eu atender, gracinha, prometo que volto logo. 


Ela suspirou derrotada o que me arrancou um pequeno sorriso, me levantei e vesti uma cueca e uma calça qualquer que tinha jogada pelo quarto, quando atendi o telefone... "fudeu", foi o que passou por minha mente.


- ONDE É QUE VOCÊS ESTAVAM COM A CABEÇA. - Hopper gritou do outro lado da linha, não sei se deveria responder essa pergunta de maneira literal. - EU QUASE TIVE UM COLAPSO NERVOSO! 


- Calma, sogrinho, nós só passamos a noite aqui no trailer, foi só isso...


- Garoto, se eu te pego... E a S/n?! Onde ela tá? - Ele foi abaixando o tom de voz.


- Dormindo feito uma pedra. - Respondi simples.


- Custava atender o telefone, seu cabeludo?


- Estávamos dormindo, não escutei o telefone. - Falei enrolando o fio do aparelho em meus dedos.


- Hm... Venham logo pra casa, aconteceu uma coisa que eu tenho certeza de que ela não vai gostar muito 


- Como assim...? - Meu tom de voz mudou para preocupado.


- Explico quando chegarem, só venham pra casa! 


Eu desliguei o telefone e fui até o quarto, separei uma roupa para S/n, uma calcinha dela que ficava em minha gaveta, uma blusa do Queen e o short que ela estava usando na noite anterior.


- Docinho... Era seu pai no telefone, precisamos ir. - Tentei não falar muito alto, acariciando os fios de cabelo da garota.


- Hm... O que ele quer? - Ela resmungou sonolenta. 


- Ele disse que aconteceu algo, e que quando chegarmos lá, ele nos explica. - Deixei um beijo na testa da minha garota e então a ajudei a se levantar. - Vem, vamos tomar um banho, eu vou com você...


Ela deu um sorrisinho e passou os braços ao redor do meu pescoço, dei impulso para que a garota subisse em meu colo e nós fomos até o banheiro, que era consideravelmente apertado, mas ela não se importava, e nem eu, pra ser sincero.

Tomamos um banho rápido, eu lavei o cabelo dela com cuidado e depois que terminamos, ela se arrumou, penteou os lindos fios que estavam macios e molhados, ela escovou os dentes, sorriu pra mim e me deu um selinho antes de sairmos de casa.

O caminho foi um pouco demorado e pude perceber S/n tremer a perna, ela estava nervosa, então eu coloquei minha mão em sua coxa e fiquei apenas acariciando sua pele, não sabia o motivo, mas aquilo parecia a deixar mais leve, tranquila, e dependendo do dia, ela ficava molhada, mas isso não vem ao caso...

Assim que chegamos, ela desceu do carro às pressas e entrou na casa dos Byers sendo seguida por mim.


S/n's pov.

Hawkins, Indiana, 1986. 13:55 P.M


- E ai, o que aconteceu de tão importante? - Perguntei desesperada olhando para meu pai que andava de um lado para o outro na sala.


- Christopher. - O mais velho respondeu.


Nenhuma das crianças estavam lá, e eu ainda não faço ideia do motivo, meu pai me disse que Joyce levou eles para o centro, eu ficava cada vez mais nervosa, Eddie tentava me acalmar, ele não soltou minha mão nem por um segundo, eu estava sentada no sofá quase tendo um ataque quando meu pai finalmente falou.


- Ele foi embora. - Hopper falou e eu abri um sorriso de alívio. 


- Isso é ótimo, pai! Por que eu não iria gostar da notícia?


- Porque ele largou a garotinha aqui. Sua mãe ligou e disse que quando levantou hoje cedo, as coisas dele já não estavam aqui, ele levou uma quantia de dinheiro, e quando ela olhou no quarto, a bebezinha estava lá... Acredita que aquela menina nem tem um nome?! - Eu fiquei um tempo quieta, tentando raciocinar.


- Ele fez o que?! - Falei nervosa. - Eu não acredito! Ele não deu nem um nome pra filha? Esse cara é um tremendo filho da puta! 


- Sua mãe pediu para que eu contasse, e que você voltasse pra casa, ela vai precisar de ajuda com a bebê... - Ele falou. - E é claro que eu vou ajudar sempre que precisarem, qualquer coisa, é só me chamar. Acho melhor você ir agora, levo Dustin pra casa mais tarde...


- Obrigada, pai... - Você abraçou o mais velho sentindo seus olhos encherem d'água.


- Fica bem, garota.. Leva ela em segurança, hein cabeludo.


- Sim senhor... - Eddie me deu um sorriso tentando me reconfortar.


Nós logo saímos da casa dos Byers e meu namorado me levou até minha outra casa, quando cheguei lá, respirei fundo antes de entrar, precisava me preparar psicologicamente pra isso.

Uma criança... Ela não tinha nem um ano, sem nome, sem pai ou mãe, se depender de mim, aquela garotinha nunca nem vai saber a real história, ela não merece sofrer por um escroto como Christopher.


- Nós vamos dar um jeito, gracinha... - Eddie falou deixando um beijo em minha cabeça. - Não faço ideia de como cuidar de um bebê, mas eu aprendo fácil, vou te ajudar no que precisar.


Aquela foi a coisa mais fofa que eu ouvi em minha vida, era incrível como Eddie conseguia fazer com que eu me apaixonasse mais a cada dia, ele era a única coisa que estava me mantendo de pé nesses últimos tempos, e eu não poderia pedir por ninguém melhor do que ele, esse alguém não existe.



Notas Finais


Escrevi esse cap no ódio, daqui a pouco solto o próximo.
Beijos na bundinha 🤍🖇️


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