História Pitch Bechloe Perfect - Capítulo 95


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Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
Tags Bechloe, Pitch Perfect
Visualizações 103
Palavras 1.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Chloe chegará a uma certeza, algo que não tem nada a ver em culpa, mas sim em amor!

Capítulo 95 - Posso Culpá-la?


Chloe

 

Eu não sabia o que pensar assim que abri a porta e avistei Beca, o semblante de dor que eu presenciei, algo havia acontecido e eu não sabia dizer o que era, fiquei por alguns segundos paralisada na porta, parece que esse momento demorou mais do que alguns segundos, eu me prendi naquele olhar, ela estava sofrendo? O que a Gracie pode ter dito para deixá-la assim? Eu queria ter ouvido pelo menos a última parte da conversa, mas só ouvi sons, não consegui traduzir o que diziam, por que eu não apareci antes?, tudo bem as meninas me prenderam lá fora, eu confesso que tomei mais do que devia, por que eu subi as escadas pensando em atividades que eu e beca podemos exercer no quarto, afinal eu já sinto uma falta, o mundo parece estar acabando em nossa volta, nada está fácil, mas não me levem a mal, quando estou perto dela, parece, parece que nada mais importa, eu fico simplesmente vulnerável e me sinto segura, só que, agora, vendo o jeito com que ela me olha, ela está assustada com a minha presença, eu já a conheço, mesmo antes de namorarmos, ela está com aquele jeito apavorada mas se fazendo de durona, e então do nada o seus semblante sério se desfaz, ela sorri para mim, aquele sorriso, ainda que nervoso, mas ele está ali

- Hey ruiva, não aguentou me esperar foi? A quanto tempo está ai?  - caminhei até ela, Gracie se afastou.

- Meninas eu vou, vou ver se as outras estão bem lá fora, se querem mais alguma coisa, e depois vou dormir, Boa noite para vocês- Gracie se aproximou de nós, nos deu um beijo e saiu.

- Hey - eu acariciei seu rosto ainda molhado, eu sabia que ela havia chorado - o que houve aqui? Não posso te deixar por um minuto que você já apronta - sorri para ela e recebi o mesmo de volta.

- Ah Chloe, tanta coisa, ta acontecendo tanta coisa - ela me abraçou, nunca senti ela tão frágil, Beca sempre fez uma pose de durona, ela sempre me segurava, com certeza dava tudo de si para parecer mais forte que eu, mas agora, não que eu já não via antes, mas agora ela estava totalmente exposta, ela chorava como nunca, eu apenas resolvi apertar o abraço, mostrar que eu estou com ela, seja o que for que tenha acontecido, ela escondeu seu rosto em meu pescoço, senti ela puxar o ar, sua respiração me fazendo arrepiar com o contato.

- Hey, ta tudo bem, nós ja passamos por tanta coisa, estamos juntas nessa lembra - eu acariciava seus cabelos e ela me abraçou mais forte.

- Eu to com medo Chlo - sua voz era quase um sussurro - tenho medo de te perder.

- Becs - a afastei por um momento, a encarei, seus olhos vermelhos, minha vontade era carregá-la para longe, protegê-la, dar-lhe toda segurança de que seria impossível ela me perder - eu to aqui, vou estar sempre, confesso que um pouco bêbada nesse momento, mas estou aqui com você, você não vai  me perder, entendeu? E nem eu vou perder você - enxuguei as lágrimas do seu rosto, lhe fazendo um carinho - Vem vamos deitar um pouco, depois podemos conversar se quiser, deixa eu cuidar de você - eu a puxei para a cama, me deitei e fiz Beca deitar sobre mim, comecei uma sessão de carinhos, confesso que a bebida me deu sono, mas eu não ia deixá-la desamparada então eu me policiava para não fechar os olhos - Vai ficar tudo bem, eu amo você! 

-  Eu também amo você Chlo - ela disse baixinho mas o suficiente para eu ouvir e sorrir, era impressionante como essa simpes frase dita por Beca ainda me fazia sentir calafrios, talvez eu nunca me acostume, eu senti sua respiração diminiuir, ficamos em silêncio por bastante tempo, eu ainda fazia carinho nela e Beca nem se mexia, pensei até que ela dormira, mas então ouvi novamente sua voz - Chloe? 

- Sim - falei já com voz de sono.

- Podemos conversar? - Ela disse um pouco insegura, ainda sem me olhar.

- Claro meu amor, você pode me contar o que quiser - ela então levantou a cabeça que estava escorada em meu peito, e sorriu para mim.

- Meu amor han? - ela abaixou a cabeça envergonhada, eu senti meu rosto queimar, não sei quantas vezes disse isso, mas como não tivemos até aqui um relacionamento normal e sim, um redemoinho acontecendo ao mesmo tempo, essas pequenas coisas não eram muito reparadas, e sabe, é engraçado pois eu nunca amei ninguém como eu a amo, então tudo parece novidade, é único toda essa intensidade, o modo como nos conhecemos, a química em todos os sentidos, parece que voltei a ser adolescente mas com um sentimento muito pesado dentro de mim, que eu nunca senti antes, e tudo isso é tão bom e inexplicável - Bom, han...vamos conversar? - ela se levantou e sentou na cama, cruzando as pernas, eu fiz o mesmo, de frente para ela, eu assenti esperando ela começar- Bem, você viu que eu não estou bem certo, e que minha mãe e eu estávamos conversando - continuei assentindo, não queria dizer nada que fizesse Beca voltar atrás - então, minha mã me disse algumas coisas Chlo, hum, ela falou coisas sobre aquilo que desconfiávamos, ela sabe sobre o Ryan, sobre os documentos da falcatrua e também - ela suspirou, segurou minhas mãos, abaixando a cabeça - e também sobre os seus pais.

- Sim , hã, o que ela te disse? - confesso que nessa hora fiquei um pouco apreensiva, eu temia ser isso, mas no fundo eu sabia que falaríamos do assunto que mais tem me atormentado nesses ultimos tempos. Beca começou a me dizer tudo o que a Gracie havia lhe contado, me falou sobre Gail, sobre John , que ele tinha um irmão e que era o dono da gravadora onde Beca trabalhava, ela me contou sobre eles terem o pai que os ajudava, enquanto ela falava eu ia montando toda a história em minha cabeça, lembro bem da conversa que eu tive com o Dr. Smith,destes Smiths em que Beca citara quem seria ele?.

-Chloe, hã, tem mais - ela disse um pouco apreensiva - Seus pais, os Smiths e, e meus pais - Beca hesitava a todo momento, eu apertei firme suas mãos e ergui seu queixo para que ela me olhasse.

- Pode dizer qualquer coisa para mim Beca, eu não vou a lugar algum - disse firme, para que ela realmente acreditasse que era verdade, mesmo dentro de mim eu estando com muito muito medo do que ela pudesse revelar, eu não a soltaria, eu não podia fazer isso. Beca assentiu, me encarou mais um tempo.

- Bem nossos pais e os Smiths, eles se conheciam - nessa hora tentei controlar a surpresa, apenas a encarava e pedia aos céus para ela não notar minha insegurança - Hã....eles estudavam juntos Chloe, se conheceram e eram amigos, e... e foi assim por um bom tempo, mas ai, você sabe, houve a história dos desvios de dinheiro, seus pais não aceitaram e se afastaram, bem e, hã, isso durou alguns anos Chloe, eles desviaram dinheiro por anos - senti as lágrimas, eu estava emocionada e sem saber o que dizer.

- Por isso eu não esperava - confessei baixinho, mas não soltei as mãos da baixinha, queria mostrar a todo custo que estávamos juntas nisso.

- Chloe, tem, tem mais uma coisa - vi seu olhar ficar triste novamente, aquela dor, eu podia quase tocar, Beca estava totalmente exposta  - Meu pai, acho que meu pai Chloe, ele está envolvido diretamente,hã, acho que ele está diretamente ligado a morte dos seus pais - Beca entrou em prantos, eu não queria ouvir aquilo, confesso que doeu essa informação, mais do que gostaria, mas me doia mais ver o estado da Beca, ela estava desolada, eu a abracei novamente - Me desculpa Chlo, eu não sabia, me desculpa pelo meu pai, eu não sei o que dizer, eu só, por favor não para de me abraçar agora - ela sussurrava e eu só queria abraçá-la, não sei quando comecei a chorar, mas estava aos prantos junto com ela, ficamos assim, grudadas, chorando e nos consolando, colei sua testa junta a minha, respirávamos com dificuldade, eu segurava seu rosto entre minhas mãos, só ouviamos nossas respirações.

- Eu...eu não tenho o que desculpar - nos olhamos, não vou dizer que eu não estava sentindo um misto de coisas em meu peito, dúvidas, ódio, raiva, rancor, mágoa, medo, tristeza, por várias coisas e por várias pessoas, mas a Beca?, eu ainda tenho sã consciência, qual é a culpa dela?, Talvez as pessoas não conseguem enxergar no momento de raiva, ou de desespero  e acabam culpando e descontando sua raiva e frustração em pessoas que são mais próximas, eu já aprendi isso, mas a Beca, eu não tenho um único motivo para culpá-la, eu a amo tanto, nem sei dizer, como posso culpá-la por algo - eu não tenho nada para te desculpar - repeti.

- Chloe, meu pai - ela engoliu em seco - meu pai está envolvido nisso, e eu não tenho como reparar o que houve com seus pais, eu não sei o que dizer ou o que fazer, eu...eu nunca pensei me sentir assim, mas eu to com medo.

- Pois pode esquecer esse medo Beca, eu...olha para mim, eu não vou a lugar algum, e...  - suspirei, nossos rostos colados ainda, nossas vozes embargadas, saiam como um cochicho - eu não quero falar sobre seu pai agora, podemos não falar dele? - ela  assentiu, se afastou um pouco, prestando atenção em cada palavra que eu dizia - Nós vamos sair dessa, você disse que estaria comigo, que vamos dar um jeito de nos livrar desses assassinos, eu preciso de você Beca - eu disse um tanto vulnerável - sem você eu não consigo mais, você me entende, eu já não me vejo sem seu apoio, e eu vou estar aqui também, por você e pra vo.. - ela não me deixou terminar, juntou nossos lábios, em um beijo que me arrepiou dos pés a cabeça, senti seu corpo tremer, ela pediu passagem para aprofundar o beijo e eu permiti, nossas bocas se conversavam, eu sentia tudo naquele beijo, a angustia , o amor, era um beijo ardente, meu peito ainda doia, e aquele beijo me dava força, então ele foi ficando mais calmo, só nos desgrudamos quando não havia mais ar, nossas respirações pesadas, estávamos totalmente sem fôlego. 

- Vem ruiva - Beca me puxou para o banheiro, me despiu, depois tirou sua própria roupa, ela me olhava com ternura, nunca a vi assim - Vamos apenas tomar banho, nada demais ruiva - ela me puxou e então tomamos banho juntas, cheio de carinhos, sem nenhuma malicia naquele momento, apenas abraços e beijos envolvidos, além daqueles olhares cúmplices que ela me mandava, saímos do banho ainda nos beijos e amassos, não havia nenhum pudor ou vergonha, apenas admiração, nos trocamos, deitamos de frente uma pra outra, entrelaçando nossas pernas, era tão bom senti-la assim, estou me sentindo protegida e amada, Beca se virou para apagar a luz, ela voltou e deitou sua cabeça em meu peito, eu a abracei, essa definitivamente vai ser nossa nova posição para dormir, não quero outra.

-Boa noite Becs, eu te amo.

- Boa noite meu amor. - ela me abraçou e não sei em que momento adormecemos, só sei que antes de pegar no sono eu pensei, e cheguei a uma conclusão, tudo com a Beca acontece de acelerado e lento, tudo de uma vez e que mesmo em meio ao caos, o amor ainda pode prevalecer.


Notas Finais


Gente!!! espero que estejam gostando,....to feliz em ter voltado...sério e feliz por estarem ai...comentando e lendo o que eu escrevo!!Obrigada pelo carinho e apoio....vcs são uns amores!! Até mais!


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