História Pity Party - Capítulo 32


Escrita por: e Binhow2

Postado
Categorias Harry Styles, Justin Bieber, Louis Tomlinson, Melanie Martinez
Personagens Harry Styles, Justin Bieber, Louis Tomlinson, Melanie Martinez, Personagens Originais
Tags Amor, Ariana Grande, Assassinato, Binhow, Harry Styles, Justin Bieber, Melanie Martinez, Mentiras, Morte, One Direction, Raiva, Vingança
Visualizações 42
Palavras 2.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi, gente. Tudo bem com vocês? Espero que sim.

Eis aqui mais capítulo de Pity Party para vocês, espero que gostem.

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 32 - Capítulo 31 - Insana.


Fanfic / Fanfiction Pity Party - Capítulo 32 - Capítulo 31 - Insana.

Melanie Martinez Pov

17 de Setembro de 2018

Às 22:09

Napanee - Ontário – Canadá

E ali estava eu mais uma vez, deitada na cama e com uma dor de cabeça terrível, eu já deveria ter me acostumado com aquela sensação desde quando eu comecei à senti-la. Era horrível, os sintomas sempre eram os mesmos. Meus pés doíam juntos à minha cabeça enquanto eu sentia uma onda enorme de agonia percorrer todo o meu corpo.

E não era novidade o que vinha a seguir de toda aquela dor e sofrimento na calada da noite. Eu ainda não entendia o que acontecia comigo naqueles momentos, tentava a todo custo acreditar que aquilo tudo não se passava de uma simples imaginação fértil da minha cabeça, que todas as vezes em que eu a via não era nada mais e nada menos do que pura saudade da sua presença.

Gostava de pensar que eu sentia tanto a sua falta, que o meu cérebro fazia o favor de criar momentos com ela.

Como se ela realmente estivesse ali, ao meu lado, conversando comigo e me contando coisas absurdas, provando de diversas maneiras que ela estava viva mesmo. Eu nunca sabia como devia agir naqueles meus minutos de loucura, apenas respondias às suas perguntas e tentava aturar a enxaqueca perturbadora que reinava em minha cabeça todas as vezes em que eu conversava com ela.

Aliás, minha vida havia passado por uma fase tão estranha e cansativa que eu nem sequer tinha notado o tanto de tempo que ela passou sem me fazer essas suas visitinhas surpreendentes.

— Você não vai me responder mesmo? Me diz a verdade, Melanie — sua voz fina e doce invadiu meus ouvidos pela a segunda vez naquela noite, eu nunca conseguia raciocinar direito com ela ali. A dor de cabeça nunca deixava. — Eu ainda estou aqui completamente pasma só de saber que você fez isso, o que deu em você, hein? Então quer dizer que eu passo uns tempo sem te visitar e você já faz merda? — Tessa disse com um tom de aborrecida, apenas massageei minhas têmporas e respirei fundo.

Tudo o que eu mais queria era voltar à dormir.

— Desculpa perguntar isso, Tessa, mas o que você tem haver com isso? Eu não vejo motivo nenhum para você ter se irritado dessa forma — ela se sentou numa poltrona em frente a mim e me encarou por poucos segundos antes de balançar a cabeça negativamente e tocar diversas vezes o céu da boca com a língua, como se eu fosse uma criança que havia acabado de fazer algo de errado. — O que foi?

— Eu estava lá e vi toda a merda que você fez hoje no colégio. Por quê? Hein? Por que você aceitou sair com o Louis mesmo sabendo que de quem você gosta de verdade é o Styles? Você quer destruir o coração dos dois caras de uma vez só? É isso?

— O quê? Quem te disse que eu gosto daquele cara? — fiz cara de nojo e ela revirou os olhos, nem eu mesma consegui acreditar em minha próprias palavras.

— Não se faça de cínica e nem de louca, eu te conheço e sei que você está completamente apaixonada pelo o gostoso dos olhos verdes, num é mesmo? 

— Eu não, por mim você poderia matá-lo, assim como fez com o outro, eu nao me importaria.

— Então você quer que eu o mate? Sua decisão, me diz, se quiser eu mato. A menos que você goste dele e me mataria se eu fizesse algo assim, estou mentindo? — permaneci calada. — Quem cala consente, esse ditado não foi inventado em vão. 

— Eu não sei do que você está falando, ok? Agora, por favor, tem como você sair daqui? Não que eu não goste da sua presença, é só que eu realmente estou com sono e preciso dormir, se quer saber, eu senti sua falta durante todo o tempo em que deixou de vir aqui...

— Eu também senti — ela segurou minhas mãos e sorriu sincera. Sentir seu torque era uma loucura, como aquilo podia ser tão real? O que havia de errado comigo? Por que caralho eu sentia tanta falta da minha melhor amiga ao ponto de reinventar sua presença?

— Mas eu agradeceria se me deixasse dormir em paz, sabe?

— É, enganar dois caras de uma vez só deve ter te cansado muito — gozou da minha cara, Tessa soltou minhas mãos e se encostou na poltrona bufando. — Eu sei que você só fez isso com o Styles porque está com raiva dele e queria que ele sentisse ciúme, estou mentindo?

— E se for isso mesmo? Eu estaria errada? Ele me usou, Tessa, quis se aproximar de mim só por conta do seu plano idiota de descobrir o verdadeiro assassino do Justin — ela riu ao escutar o nome do loiro, revirei os olhos.

Eu tinha provas mais do que o suficiente que comprovavam que havia sido ela a pessoa quem se livrou do Bieber, até uma foto eu tinha e mesmo assim não conseguia acreditar, era demais pra mim saber que a minha própria amiga matou alguém por minha causa.

Não que o Justin não merecesse, ele merecia e muito. Mas ainda era coisa demais para engolir.

— Ele achava esse tempo todo que tinha sido eu a verdadeira culpada pela a morte do cara — em parte ele estava certo. — Ele disse que estava gostando de mim, como pôde pensar nessa hipótese maluca? Sem querer te ofender, mas como ele conseguiu achar que eu era uma assassina? — meu tom de voz transmitia nojo.

— Sabe, Melanie? Eu ando te observando sempre que posso, na verdade, nem quando eu não posso, eu te observo. E eu posso dizer com toda a minha sinceridade que ele também está apaixonadinho por você. Acreditei quando ele disse que estava arrependido por tudo de ruim que pensou de você, acho que você deveria fazer o mesmo. E também, ele só estava fazendo o trabalho dele. O Styles foi chamado até esse fim de mundo para resolver um caso, suas pistas levaram até você, nisso ele acabou gostando de ti mais do que devia. Não o culpe por isso, se ele já gostasse de você desde o início, tenho a pleno certeza que nunca pensaria isso — refleti por alguns segundos, eu sabia que a Tessa estava certa mas nada adiantava, nada tirava da minha cabeça que ele só havia abusado de mim, que só queria se aproximar da minha pessoa para benefício próprio.

Como que eu acreditaria nele depois disso?

— Eu me sinto... não consigo explicar. Okay, você tem razão, eu gosto dele...

— Sabia — Tessa me interrompeu com um gritinho e eu suspirei.

— Mas eu não sei se consigo fazer isso comigo mesma de novo. Não seria a primeira vez que me fazem de objeto aqui nesta cidade, da primeira vez eu não consegui fazer nada, simplesmente não soube como agir e você me ajudou nisso, só que agora eu não posso deixar que o mesmo problema me atinja novamente — ela franziu o cenho, parecia confusa.

— Como é que é? É isso mesmo que eu estou ouvindo? — riu anasalado. — Você está comparando o pobre do Styles com o bosta do Justin, Melanie?

— Tessa...

— O que aquele cara fez com você não tem nem discussão, merecia mais do que só uma morte. Não culpe o Styles por um mínimo erro que ele cometeu visto que você está mais do que ciente de que o que ele fez tem sim perdão, você sabe que ele merece ser perdoado, só não entendo o porquê de não querer fazer isso. Do que tem medo? De se arriscar entrando numa relação depois de tudo o que lhe ocorreu? — iria responder mas ela fechou os olhos e respirou fundo, aquilo indicava que ela estava bem estressada e tentava manter a calma. — Melanie, você é a minha melhor amiga e eu não vou deixar que nenhum macho escroto acabe com sua vida, você não pode deixar o Justin vencer mesmo ele estando morto.

— Mas...

— Eu entendo e respeito a sua dor. Mas eu, como uma pessoa que te ama mais que tudo, não vou deixar você deixar de ser feliz por causa daquele cara, me ouviu? — ela se levantou da poltrona e me abraçou, aquilo foi o suficiente para abrir de vez a torneira que eu tanto estava deixando fechada.

Chorei tanto em seus braços, eu não sabia o que fazer. Me sentia tão perdida e carente de qualquer tipo de afeto. A Tessa sempre estava certa, sempre. Não sabia como ela fazia isso, mas era uma das suas melhores qualidades. 

Eu gostava mesmo do Styles e nem sabia como isso havia acontecido, ele era tão cheio de si, gostava de exibir sua beleza e esperteza por todo o lugar por onde passava.

Sempre se gabando de tudo. Por que eu havia me apaixonado por ele? Essa era a questão, a incógnita que havia surgido em minha vida de uma hora pra outra e que bagunçou de vez todo e qualquer sentimento bom que existia dentro de mim, ele não tinha o direito de fazer isso e mesmo assim fez com a sua forma misteriosa e sensual ao extremo.

Ele não tinha o direito de gostar de mim e por vez, fazer-me se apaixonar por ele.

Não tinha o direito.

Seria tão mais fácil se eu tivesse me apaixonado pelo o Louis. Ele era mais acessível, mais simples e com toda a certeza do mundo, menos complicado do que o Styles. Talvez até tenha sido com isso que ele havia me conquistado, sua arrogância e persuasão me atraía de uma maneira estranhamente deliciosa.

Seria tão errado assim se eu o chamasse parava vir em minha casa naquela noite? Sentia sua falta, precisava admitir. Havia dias que ele tinha se mudado da casa dos meus tios e nem por isso sua ausência não me afetou.

Eu o queria.

Pertinho de mim novamente.

Queria sentir seus lábios nos meus.

Eu tinha pressa por isso.

A ansiedade me corroía por dentro e eu precisava matar aquele desejo louco.

Minha amiga nunca esteve tão certa de algo em relação a minha vida quanto daquela vez.

A dor de cabeça insuportável tinha cessado, meus pés não doíam e a agonia, antes presente em mim, não me incomodava mais.

De repente eu me vi de volta deitada em minha cama, coberta por uma camada grossa de lençóis enquanto sentia um líquido frio cair por minha testa. O suor. Levantei como num pulo e com coração pulsando mais do que o normal, percorri meus olhos por toda a extensão do meu quarto e não a vi.

Tessa não estava mais ali.

Tentei retornar ao meu estado normal, minha respiração estava bem ofegante. Foi difícil, mas após sentar novamente em minha cama e relaxar, consegui me acalmar novamente.

— Acho que nunca vou me acostumar com essa loucura — disse pra mim mesma e em seguida levantei, fui até o banheiro e lá joguei um pouco d’água em meu rosto na tentativa de acabar com o suor excessivo.

Minha camisa, que eu usava às vezes para dormir, estava um nojo. Retirei a peça e decidi que a partir dali eu dormiria apenas de sutiã e com o meu pequeno shorts moletom de cor azul celeste.

— Já estou indo! — gritei ao molhar meu rosto de novo e ouvir alguém batendo na porta diversas vezes, com certeza era os meus tios querendo saber o motivo de eu estar acordada uma hora dessas ou de eu ter chegado super tarde naquele dia.

Eu sempre dizia a mesma coisa. Que estava com o Louis. Quando na verdade estava trabalhando escondida deles, eles mal sabiam mas eu já tinha ajudado bastante com o pouco dinheiro que eu havia ganhado naquele lugar, que apesar de ter um dono arrogante e frio, era a minha salvação.

— Calma, eu já vou — corri em direção a porta e a abri sem antecedência. Meus olhos pularam para a fora no mesmo instante em que o vi.

Não havia adiantado de nada eu ter me acalmado segundos atrás sendo que naquele instante eu não estava muito diferente de antes. Minhas mãos pareciam estarem mais gélidas do que o normal enquanto minha respiração acelerava num ritmo rápido, deixando-me ofegante.

Tinha a plena certeza que um sinal de interrogação havia se feito em minha testa com a visão do Styles em minha frente, ainda por cima ao lado de uma mala e uma mochila nas costas. O que ele estava fazendo ali? Eis a questão.

— O-o que você faz a-aqui? — não queria, mas acabei gaguejando. Pisquei várias vezes pra ter certeza de que era ele quem estava realmente ali.

— Se em todos os nossos encontros eu tiver que ver seus peitos, então eu acho que me considero um cara muito do sortudo, senhorita Martinez — comentou e eu me senti perdida até entender do que ele estava falando.

Eu estava apenas de sutiã mas mesmo assim não custei em cobrir meus seios com os meus braços.

— Ei, Ei. Não me prive dessa visão — sorriu daquele modo galanteador enquanto eu permanecia embasbacada com toda a situação.

Tentei várias vezes dizer algo até finalmente conseguir.

— Que porra você faz aqui, hein? Você está invadindo a minha casa, é isso mesmo? Olha, eu vou gritar os meus tios se você não sair daqui agora mesmo.

— Calma, eu só quero te falar uma coisa.

— E pra conversar comigo precisa mesmo invadir a minha casa a essa hora da noite e ainda com uma mala? — Perguntei confusa e com um tom de voz quase como num sussurro.

— Você não quer me dar ouvido de jeito nenhum, achei que era melhor vir até aqui e te pôr contra a parede.

— Você não pode fazer isso e muito menos eu vou deixar. Se você não sair agora eu vou gritar.

— Você não teria coragem de fazer isso — duvidou de mim.

— Ah, não? — assentiu e assim que eu me preparei para soltar os meus berros, ele pôs a mão em minha boca e fez com que as minhas costas se chocassem contra a parede.

Styles aproximou-se de mim e me encarou nos olhos enquanto abafava meus gritos.

— Só assim pra você me ouvir, né? — tentei me soltar mas ele era bem mais forte do que eu e por isso falhei. — Olha aqui, Melanie. Mesmo que não acredite eu estou completamente apaixonado por você e não vou deixar de jeito nenhum que aquele cara vença. Se for mesmo preciso que eu entre numa batalha contra ele para te ter, eu vou entrar, não vou desistir de você, me entendeu? — ele tirou suas mãos porém continuou há centímetros de distância de mim. — Eu realmente quero que isso dê certo e sei que você também. Sei que está se fazendo de difícil e entendo seus motivos mas não vai ser por causa disso que eu vou deixar aquele pau no cu te conquistar — seu hálito quente próximo ao meu rosto me fazia suspirar internamente, se isso era possível. — Eu pedi para a sua tia que eu ficasse aqui por mais algum tempo, por isso a mala. Disse que estava sem emprego e sem nenhum lugar para morar, tudo isso para te ter por perto e te ver todos os dias.

Seu corpo pesado me impedindo de agir era, de alguma maneira, gratificante, isso me atraía, deixava-me louca e sedenta por qualquer toque vindo dele, ele me tornava insana e havia demorado tanto até eu ter percebido isso.

— Você não pode morar aqui, eu ainda não te perdoei — disse baixinho, sentindo-me intimidada com aquele par de olhos verdes me encarando a todo instante.

— E eu não preciso que me perdoe, eu mesmo farei você me perdoar.

— Como? — perguntei com uma voz suave e um tanto sedutora, devo admitir.

— Assim.

Ele segurou minhas pernas e me trouxe ao seu colo, jogou-me de encontro a outra parede e sem a mínima demora, beijou-me, de uma forma feroz e um pouco agressiva ele invadia a minha boca.

Parecia faminto, eu sentia o desejo ferveroso vindo dele apenas com o desenrolar das nossas línguas.

Sim, eu sentia falta dele.

Mais do que eu até imaginava.

— Styles um, otário do Louis zero — disse de uma forma animada após cessar o beijo. Pulei do seu colo e alcancei o chão, ele me olhou confuso por ter feito tal ato.

Minhas pernas estavam bem fracas, ele havia as deixado assim, mas isso não me impediu de jogá-lo contra a parede e lançar-lhe dois tapas bem na cara.

— Mas o quê... ? — Indagou com a mão no rosto e sem entender absolutamente nada.

— Agora eu te perdoo — sorri e mordi os beiços antes de avançar nele e segurar sua nuca, trazendo-o aos meus lábios e sentindo suas mãos correrem por todo o meu corpo enquanto transmitíamos nosso fogo um para o outro.


Notas Finais


EITAA.

Espero que tenham gostado do capítulo, até o próximo capítulo pessoal :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...