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História Placebo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Sim sim gente eu aqui de novo
E sim sim gente foi a Valentine que me convenceu porquê ela também vai postar uma também KKK

Esse capítulo aqui me deu um trabalho porquê precisei muito do mangá então puff vocês vão entender porquê ele é uma versão distorcida do canon

E eu ainda não terminei o último mas estou quase faltam duas cenas para que eu termine de escrever

Aliás aliás eu não sei se a Amy tá lendo essa história mas quando eu fiquei na dúvida sobre a tatuagem de determinado personagem ela quem me socorreu. AMY SE VOCÊ TÁ LENDO OBRIGADA se não tá tudo ok valeu também

Obrigada também a quem me ajudou com corrupção no twitter, lindos

Acho que só???? Boa leitura!

Capítulo 2 - Reconciliação


Fanfic / Fanfiction Placebo - Capítulo 2 - Reconciliação

Atsushi sentia seu coração disparar tanto que doía em seu peito.

Ele enfim havia pisado no chão com a boneca de Q em mãos e corria pelas ruas atrás de proteção contra as balas disparadas por Moby Dick.

Atsushi estava ficando cansado, o tigre estava ficando cansado.

Foi ao virar uma rua, que ele viu dois homens.

Chuuya estava parado imponente na frente de um homem alto, todo vestido de preto e repleto de curativos pelo corpo.

De alguma forma que foi estranha a Atsushi, ver Chuuya ao lado desse homem pareceu certo. Parecia como se os dois homens fossem feitos para estarem sempre assim, um ao lado do outro.

E mesmo que Atsushi nunca tenha visto o homem de preto, ele sabia que era o executivo da Port Máfia, Dazai Osamu. Ex parceiro de Chuuya. 

E Atsushi achava que isso explicava porquê os dois pareciam certos e ameaçadores assim, um ao lado do outro, afinal, Atsushi ouviu as histórias que Chuuya receosamente o havia contato sobre seu tempo na Port Máfia.

Mas Atsushi não tinha porquê pensar no motivo de Dazai estar atrás de Chuuya, com um sorriso amoroso no rosto e uma promessa de morte lenta e dolorosa enquanto seu único olho visível estava grudado em Atsushi.

Realmente não importava tanto agora.

Atsushi correu até Chuuya, ele sabia que se ele chegasse a Chuuya tudo daria certo.

Foi quando uma bomba explodiu atrás dele e ele saiu voando e rolando no chão.

Para cair aos pés dos dois homens. Para sua surpresa, Dazai foi o primeiro a se abaixar.

- A vitória é sua, Atsushi-kun. - todo o corpo de Atsushi gritava perigo ao ouvir as palavras doces de Dazai que o olhava como se pudesse arrancar seus órgãos sem mover um dedo para isso. Dazai agora tinha a boneca em mãos e um brilho azulado ao redor, Atsushi não percebeu quando o mafioso a retirou de suas mãos. O instinto do tigre o mandava pegar Chuuya e correr para longe desse homem o mais rápido possível.

Antes que Atsushi pudesse realmente pegar Chuuya e fugir, ele se assustou ao ver as ruas da cidade sendo banhada por fumaça rosa. Atsushi iria gritar senão fosse o controle remoto que Chuuya o mostrava com um sorriso amoroso nos lábios.

- Bom trabalho, Atsushi. - Chuuya se abaixou e levou a mão ao ombro de Atsushi, que sorriu amorosamente para seu superior.

Dazai olhava a cena fixamente. Ele não havia realmente gostado do que viu. Ele não gostou do brilho vermelho nas bochechas de Atsushi quando Chuuya o ajudou a se levantar.

Ele não gostou que Chuuya estivesse próximo demais do corpo do garoto. Ele não gostou que mais alguém orbitasse ao redor de seu Chuuya.

Chuuya levou Atsushi para descer as escadas do metrô e Dazai o seguiu de perto. Ele não estaria deixando sua preciosa galáxia a mercê de qualquer outro buraco negro além dele.

Chuuya era apenas de Dazai, para destruir e orbitar. Ninguém estaria mudando isso, muito menos um gatinho assustado.

Chuuya ajudou Atsushi a se sentar e logo se levantou, parando muito perto de Dazai, que agora tinha um sorriso vitorioso nos lábios.

Atsushi percebeu que Chuuya não havia notado que se moveu para o lado do mafioso, ele o fez no automático.

- Chuuya, vamos. - Dazai levou a mão a cintura de Chuuya que lhe deu uma cotovelada na barriga.

- Calado bastardo. Eu não vou a lugar nenhum com você! - Chuuya rosnou ao que Dazai lhe devolveu com um choramingar infantil.

Atsushi sorriu ao ver a cena a sua frente, os dois reagiam perfeitamente aos movimentos um do outro.

E isso lhe deu uma ideia.

Uma ótima idéia. Ou nem tanto. Mas valeria a pena tentar.

- Chuuya-san. - Atsushi se encolheu pelo olhar cortante que recebeu de Dazai. Chuuya deve ter percebido pois pisou no pé de Dazai que novamente choramingou infantilmente.

- Pode dizer, Atsushi-kun. Dazai não vai te machucar. - Chuuya virou o rosto para olhar no olho de Dazai. - Eu o machucarei antes, se ele tentar.

Dazai fez uma careta e depois sorriu grande.

- Chuu~ya! Não me incentive a extripa-lo! Você sabe que eu faria isso feliz para ter suas queridas mãos novamente em meu corpo. - Dazai usou o melhor tom flertador e Atsushi tremeu levemente de medo.

- Nojento babaca de merda. - Chuuya resmungou antes de se virar para Atsushi. - E então?

Mesmo sob o olhar assustador que Atsushi recebia de Dazai, ele falou sua ideia. Falou sobre a máfia e a agência trabalharem juntas.

Enquanto ele falava, três olhos o observavam.

- Chuu~ya! Você ouviu, chibikko? - Dazai abraçou Chuuya que permanecia parado, observando Atsushi. - Vamos trabalhar juntos de novo, como nos velhos tempos. - Dazai esfregava a bochecha a bochecha de Chuuya, que bufou mas não se afastou.

- Isso depende do presidente e de Mori-san. - Chuuya se viu dizendo baixinho. Atsushi achava que era apenas para Dazai ouvir e de repente ele se sentiu mal, ele sentiu como se estivesse observando algo muito íntimo.

- Bobagem, você sabe que Mori-san não me negaria isso. E se o seu presidente negar, eu o mato. - Dazai cantarolou e deu um beijo em sua bochecha. Logo se afastando. - Até mais, mon petit máfia. 

Dazai apenas observou Atsushi por um momento antes de se virar e sair, Chuuya bufou e se abaixou para abraçar Atsushi, que tremia levemente.

- Maldito babaca de merda ele é. 

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Já era noite quando Chuuya chegou ao lugar. Estranhamente o presidente havia concordado com a idéia rapidamente, fazendo Chuuya achar que Mori-san havia sido muito "insistente" ao pedir na conversa particular que ambos tiveram.

Chuuya tinha tido apenas tempo de expressar como era contra colaborar com a máfia ao seu antigo chefe, antes de receber um sorriso misterioso em resposta de Mori e um sorriso apaixonado de Dazai em sua direção e um olhar cortante a Kunikida que estava ao seu lado no momento.

De qualquer forma, ele havia chegado e nada daquele desperdício de ataduras ambulante. 

- Então, Yumeno está aqui... - Chuuya murmurou para si mesmo e deu de ombros.

Ele andou despreocupadamente pelo local até estar rodeado por homens armados. 

- Boa noite. - um garoto loiro ao lado de um homem de cabelos longos e escuros disse, eles andavam pelos homens armados. - Nosso tático é muito bom em prever os movimentos do inimigo. 

- Uma armadilha de merda. - Ele sorriu ao ativar Tainted e aumentar o peso do ambiente, fazendo com que os homens armados caíssem no chão.

Chuuya sorriu quando eles desmaiaram devido ao peso colocado em seus corpos pela gravidade, e sorriu mais ainda ao usar Tainted para correr e acertar os garotos da guilda, os jogando longe.

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- Se Chuuya-kun não tivesse abandonado a máfia, e Dazai realmente ainda estivesse totalmente sob meu controle, derrotar a guilda não seria nada... - Mori olhava para a janela enquanto falava com Hirotsu. - Soukoku! A dupla mais cruel no submundo de Yokohama, aquela que uma vez eliminou uma organização inimiga de usuários de habilidades em uma única noite... será ressuscitada novamente. - Mori se lembrava da época em que ele era tão orgulhoso de soukoku como qualquer pai de seus filhos, eram seus pequenos monstros criados para existir em azul e vermelho sob o negro da máfia. Mori sorriu amargamente para a lua. - Eu não sei até que ponto isso é bom para a máfia. - "Até que ponto isso é bom para mim", Mori não verbalizaria que tinha medo dos dois, mas tinha.

Para o seu bem, era melhor soukoku não ser revivido novamente.

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Até que o barulho de palmas foi ouvido, arrancando o sorriso do rosto de Chuuya.

- Perfeito! Perfeito! - Dazai estava sentado em uma grande rocha, um pouco afastado de onde Chuuya estava, mas que ainda lhe permitia observar toda a clareira. Chuuya viu ele descruzar as pernas e pular para o chão, ele observou Dazai caminhar lenta e eroticamente em sua direção. - Chuuya ainda tem talento pro serviço, estou tão orgulhoso. - Dazai parou próximo ao rosto de Chuuya e lhe presenteou com um sorriso gentil nos lábios. - Você está lindo como sempre.

- Impossível! Esse tipo de emboscada não estava previsto pela estrategista. - Chuuya reprimiu o sorriso ao ver a carranca de Dazai ao ter o flerte interrompido pelo garoto loiro. A habilidade do garoto loiro que Dazai reconheceu como Steinbeck se estendeu por sua mão quando Dazai sorriu cruelmente e se aproximou dele lentamente.

- Ei, me desculpe rapaz, mas isso não acontecerá. - Dazai brilhava em falsa gentileza antes de bater com força no ombro de Steinbeck.

- Um anulador de habilidades? - Steinbeck parecia chocado e o sorriso cruel de Dazai somente aumentou ao acenar com a cabeça.

Steinbeck sentiu seus olhos se arregalarem quando uma força esmagadora foi aplicada em seu pescoço o fazendo voar pela floresta. Chuuya, que havia usado o braço de Dazai como alavanca para chutar o garoto, aterrissou suave e elegantemente ao lado de Dazai.

- Isso deve ter doido. - Dazai olhava para o caminho que Steinbeck foi jogado com algo semelhante a inveja. - Chuuya não deveria chutar ninguém ninguém além de mim.

- Eu estou pagando por todos os meus pecados. - Chuuya murmurou para si mesmo.

- Mas Chuu~ya, então eu seria sua expiação? - Dazai flertou descaradamente.

Chuuya o observou friamente e deu de ombros.

- Vamos bastardo, temos uma missão. - Chuuya rosnou e caminhou para a pequena casinha abandonada.

Dazai felizmente o seguiu de perto, quando Chuuya levou a mão a maçaneta para abrir a porta, Dazai foi mais rápido.

- Primeiro as damas. - Dazai gracejou e sorriu grande quando Chuuya revirou os olhos e passou por ele. - Né, né Chuuya? O que você acha de irmos para minha casa depois de encerrar a missão? Pelos velhos tempos.

- Não. - Chuuya murmurou sem olhar para Dazai.

- Mas Chuuuuya! Eu até mesmo tenho aqueles vinhos horríveis que você tanto ama. - Dazai sorriu quando percebeu que Chuuya olhava em sua direção. - Petrus o nome?

- Por que você comprou Petrus? - Chuuya estava confuso.

- Quando você saiu, eu fui até a França atrás de você. - Dazai tinha um tom melancólico. - Mas Chuuya não estava lá...

- Shuuji... - Chuuya tentou chamar quando percebeu o lampejo de dor percorrer o olho de Dazai.

- Então, eu comprei os vinhos para comemorar quando eu te encontrasse! - Dazai parecia feliz novamente, ele tinha um sorriso grande nos lábios que não convenceu Chuuya.

Um suspiro saiu dos lábios de Chuuya, antes dele se aproximar de Dazai e levar a mão a sua bochecha.

- Eu não sai de Yokohama. - mesmo que Dazai não tivesse perguntado, Chuuya soube ler nas entrelinhas da frase. - Na verdade, eu estava todo o tempo escondido na nossa casa reserva.

Dazai inclinou a cabeça, confuso.

- Por que? 

- Mori não sabia sobre ela, e mesmo se soubesse, você me ensinou que se esconder na frente de todos é mais seguro. - assim que Chuuya terminou de dizer, ele se virou para descer as escadas que levavam a Q, e por isso, perdeu o brilho possessivo e orgulhoso que Dazai exalava.

Dazai desceu atrás de Chuuya em silêncio, ele ainda estava magoado com o parceiro, mas podia ver a inteligência por trás do ato.

Dazai não conseguiria ficar bravo por Chuuya usar algo que aprendeu com ele. Muito pelo contrário, ele se sentia terrivelmente excitado com isso.

E observar Chuuya rebolando a sua frente, calça apertada ornamentando a bela bunda do ruivo, cintura fina e cabelos longos dos quais Dazai queria puxar com força, apenas aumentava toda a sua excitação.

Mas, se tudo ocorresse de acordo com seus planos, Chuuya iria parar na sua casa essa noite.

E depois...

Depois seria mais difícil para Chuuya sumir novamente.

Dazai sorriu ao prever o exato momento em que Chuuya pararia de andar, mas Dazai não perderia essa chance.

Chuuya parou para analisar o que prendia Yumeno na casa, e ele sentiu quando Dazai "acidentalmente" colidiu com seu corpo.

Dazai poderia aprender a ser mais sutil, Chuuya pensava mas não realmente se importando com a ousadia do parceiro. Ele já estava acostumado a Dazai sempre o tocar descaradamente.

- Ops, não vi você. - Chuuya revirou os olhos mediante a fala do maior, que tinha os braços firmemente rodeados sua cintura.

- Foda-se maldita cavala. Vamos soltar Q. - Chuuya se forçou até Dazai enfim o soltar, não antes de dar um tapa em sua bunda. - Bastardo pervertido de merda.

Dazai deu de ombros, não iria negar.

- Apenas com Chuuya. - o sorriso de Cheshire brilhava em seus lábios.

Chuuya bufou e levou a mão a cintura, atrás de sua faca.

Apenas para a ver voar em direção ao rosto de Yumeno.

Chuuya pegou a faca segundos antes de atingir a criança e se virou furioso para Dazai.

- Qual a porra do seu problema? - Chuuya gritou e Dazai novamente deu de ombros.

- Chuuya pegou a faca, não pegou? - Dazai parecia distante e Chuuya reprimiu a raiva em função de cortar as vinhas que prendiam Q.

- Yumeno vem comigo. - Chuuya falou assim que a última vinha foi cortada e Yumeno caiu no chão. - Yumeno ficará com a agência a partir de agora.

Dazai observou o momento em que Chuuya se abaixou para agarrar o corpo da criança e todo seu autocontrole foi pro saco. Não apenas no sentido figurado.

Novamente Chuuya estava acolhendo mais alguém para orbitar ao seu redor, lugar que deveria ser somente de Dazai, mas que a cada vez mais parecia que ele estava sendo jogado para longe de seu precioso planeta. 

E Dazai realmente estava sentindo seu sangue pulsar furioso dentro de seu corpo.

Por que tem que existir tantas pessoas com seu Chuuya? Por quê seu Chuuya tem que ajudar tanta gente? Dazai quer matar Q, matar Atsushi, torturar o atual parceiro idiota de Chuuya, explodir sua querida agência, extripar o traidor Ango por manter contato e ajudar seu Chuuya a sumir.

Dazai não era idiota a ponto de não ter desconfiado de Ango antes, e Chuuya tinha o número do traidor no celular que agora estava bem guardado em seus bolsos. Chuuya ainda não tinha dado falta do objeto, mas Chuuya iria sair com Dazai dali, então não faria diferença no final da noite.

Porque o que era de Chuuya, era de Dazai. Assim como tudo que era de Dazai pertence exclusivamente a Chuuya. 

Antes que Chuuya tivesse a chance de se erguer com Yumeno nos braços, ele sentiu Dazai o agarrar por trás.

Vermelho banhou o rosto de Chuuya ao perceber a posição em que estavam. As mãos de Dazai se firmaram em sua cintura, ajudando Chuuya a levantar e impedindo ele de se afastar de seu corpo.

Chuuya segurou o gemido em sua garganta ao sentir Dazai se esfregando nele, as mãos machucavam sua cintura, mas os beijos que Dazai deixava em seu pescoço o distraiam disso.

- Cavala, pare. - Chuuya pediu fracamente. - Yumeno está aqui.

- Eu não ligo. - Dazai sussurrou em seu pescoço. - Se matarmos Q podemos aproveitar melhor.

Agora, isso realmente irritou Chuuya. Yumeno era importante para ele, Yumeno também era sua família.

Antes que Dazai conseguisse levar a mão ao zíper de sua calça, Chuuya deu uma cabeçada em Dazai seguida de uma cotovelada. Assim que Dazai o soltou, Chuuya usou a gravidade para se afastar.

- Eu disse não, merda de Dazai. - Chuuya rosnou furioso. - O que eu te disse na última vez? Eu corto seu pau fora, bastardo.

Dazai gemeu com dor, uma de suas mãos seguravam seu queixo levemente dolorido. Chuuya não o acertou a ponto de realmente machucar fisicamente, mas machucou seus sentimentos.

Chuuya realmente não queria ser tocado por quê Q estava ali? Dazai não foi inocente ao suspiro trêmulo que saiu dos lábios de Chuuya quando Dazai beijava sua pele, então qual o problema?

Dazai viu a postura defensiva e ameaçadora de Chuuya, que segurava Q nos braços. Dazai sabia que Chuuya o atacaria se ele tentasse o tocar agora, então apenas colocou um sorriso frio nos lábios e deixou seu rosto vazio de qualquer emoção.

- Chuuya ainda estará implorando por meus toques. - Dazai gracejou e ouviu Chuuya xingar baixinho, enquanto levava a criança para repousar em suas costas.

Chuuya achava ridículo que Dazai ainda tentasse esconder seus sentimentos dele, Chuuya viu toda a dor e traição que percorreu o rosto de Dazai quando Chuuya o negou.

Mas Chuuya não voltaria atrás, Dazai tinha que entender um "não" e definitivamente tinha que criar bom senso com crianças no ambiente.

- Foda-se maldita cavala. Estamos saindo agora. - Chuuya rosnou e passou por Dazai, indo em direção a saída do casebre.

Dazai andava a poucos passos atrás de Chuuya com uma carranca no rosto. Agora que Chuuya não o observava, ele não precisava tentar disfarçar seu desgosto.

Chuuya o negou por Q. Chuuya estava levando Q com ele para sua querida agência. Q e não Dazai.

Mas tudo bem, Dazai entregaria Q a agência sem pensar duas vezes, porquê no futuro próximo Chuuya estaria com ele novamente.

Era uma troca justa, afinal, Dazai pensava.

Chuuya andava distraidamente poucos passos a frente de Dazai. Ele estava terrivelmente cansado, e não era apenas cansaço físico. Estar tão perto de Dazai era cansativo, guardar seus impulsos protetores com o antigo parceiro era cansativo, evitar se deixar levar pela familiaridade da situação era cansativo.

Por que ele tinha que ter ouvido as últimas palavras de Oda Sakunosuke? Ele era feliz na máfia, ele era um recém executivo, porra, e ele havia trabalhado muito por esse cargo. 

Mas se Chuuya fosse ser sincero consigo mesmo, ele sabia que era mais feliz agora, na agência. Ele sabia que jamais teria essa felicidade se não fosse pela morte do melhor amigo de Dazai. E isso era algo horrível para ele pensar, mas também era a verdade e Chuuya prezava pela verdade.

Mas Chuuya às vezes se sentia errado com toda a situação, ele sentia que de alguma forma, estava roubando a salvação de Dazai. Afinal, era para Dazai estar ao lado de Sakunosuke nos seus últimos momentos. Eles eram amigos, não Chuuya.

Porém Chuuya ainda era extremamente grato por ter sido salvo por Oda. E Chuuya pensava que era injusto que não tenha a chance de agradecer ao homem por essa oportunidade. 

Os dedos de Dazai tocando em seu braço e o puxando fortemente para trás arrancaram Chuuya de suas divagações.

- Que porra...? - Chuuya chiou surpreso quando Dazai o empurrou para mais próximo a parede do casebre. Chuuya assistiu com curiosidade Dazai analisar a clareira vazia. Sua intuição começou a formigar por toda a sua pele.

- Por alguma razão, meus ombros estão tão cansados... há algum tempo... que estou trabalhando demais. - o homem alto de cabelos longos murmurou enquanto andava, sua cabeça completamente inclinada para trás. 

- A guilda realmente tem usuários incríveis de habilidades. Não acha chibi? - Dazai murmurou com uma mão no queixo, Chuuya revirou os olhos ao reconhecer o ato. Ver Dazai entrar no modo "the prodigy demon" lhe causou náuseas, Chuuya se virou para colocar Yumeno no chão e não observar o rosto frio e distante de Dazai.

Chuuya observou Yumeno antes de jogar seu sobretudo azul em seu pequeno corpo.

- Lá vem, o que faremos? - Chuuya perguntou ao parar ao lado de Dazai que lhe abraçou pelos ombros e aproximou seus corpos.

- Claro que chibikko não fará nada. - Dazai esfregou a bochecha em Chuuya que bufou pelo ato, mas não o afastou. Tal ato não era uma novidade na parceria deles, de qualquer forma. - Isso não nós fará sequer suar, eu posso anular esse tipo de ataque com meu mindinh... - Chuuya foi jogado para baixo por Dazai antes dele ser acertado por um tentáculo gigante.

Chuuya observou com olhos arregalados e coração disparado Dazai voar até bater em uma árvore.

- DAZAI! - Chuuya gritou, desespero cobria toda sua voz. Dazai podia ser uma grande merda e um incômodo do caralho, mas ninguém machucava Dazai. Chuuya olhou para o tentáculo que se mexia agora em sua direção e ativou Tainted para socar e o fazer recuar.

- Esse soco foi... forte. - a cabeça de Lovecraft caiu para o lado.

- Hey, Shuuji. - Chuuya se aproximou correndo de Dazai e se abaixou a sua frente, observando fascinado Dazai rindo para si mesmo. Ele era lindo e Chuuya odiava como seu coração acelerava com a visão de Dazai sorrindo tão contente.

Mas isso também o assustava, Dazai havia definitivamente enlouquecido?

- Para com essa merda do caralho, você bateu a cabeça? - Chuuya rosnou furioso. - Você tá realmente ferido?

- Chibi. - Dazai tossiu e engasgou uma risada. - Eu tenho que te pedir algo.

Chuuya gelou ao observar o sangue escorrendo pelos lábios de Dazai e manchando seu queixo, ou pela atadura que cobria seu olho direito estar ensopada de sangue também. Dazai estava realmente machucado, não era brincadeira dessa vez.

- O que você quer, bastardo? - Chuuya levou a mão para tentar limpar um pouco do sangue que manchava o bonito rosto de Dazai.

- Um beijo por te salvar do golpe, talvez? - Dazai sorriu maliciosamente ao levar uma das mãos a cintura de Chuuya que bufou e se afastou o xingando.

- Bastardo de merda não leva nada a sério. 

- Esses tentáculos... são estranhos. Minha habilidade é inútil contra isso. - a resposta seria de Dazai trouxe Chuuya para perto novamente, ele sorriu orgulhoso ao perceber.

Então, Dazai teria que ser profissional para Chuuya o agraciar com o calor de seu corpo? Dazai faria sem problema, afinal, toda e qualquer chance de apreciar seu belo e poderoso quasar de perto seria bem aproveitada.

- Porra nenhuma... realmente? - Chuuya questionou em choque.

- No Longer Human não tem exceção. Então, é apenas uma possibilidade. - Dazai limpou a boca com a manga de seu sobretudo preto, Chuuya observou como um sorriso divertido apareceu no rosto de Dazai assim que o tecido deixou seus lábios. - Isso não é uma habilidade, chibikko.

- Tão cansado... tanto sono... estou morrendo de fome... termine o trabalho... e eu posso voltar... - Lovecraft murmurou atraindo a atenção de Chuuya, que o olhava com interesse.

Dazai estava potencialmente bravo com isso, o estranho dos tentáculos não merecia um olhar tão intenso assim de Chuuya. Qual é, olhe bem para ele? Dazai queria acabar logo com essa missão para levar Chuuya a sua casa, onde ele teria a atenção única e exclusiva da sua queria nebulosa planetária.

- Porra, se essa coisa não é uma habilidade, que merda ela seria? - Chuuya perguntou o encarando agora, Dazai percebeu que a expressão irritada era pura fachada. Chuuya estava animado, mas Dazai também estava.

Dazai pegou a mão estendida de Chuuya para se levantar.

- Vamos usar aquilo? Operação "vergonha e sapo" soa bem? - Dazai perguntou de maneira relaxada enquanto se apoiava nas costas de Chuuya.

- Hah? Não deveríamos usar "a chuva cai do lado de fora da moldura da janela" ou talvez "flores falsificadas"?  - Chuuya chacoalhou os ombros para retirar Dazai de cima de seu corpo enquanto ele falava, e apesar do olhar irritado em seu rosto e da mordida ofensiva em sua voz, Chuuya sentiu seu corpo relaxar e sua mente desligar de todas as dúvidas que o incomodavam segundos atrás.

Todo seu ser havia entrado em perfeita sincronia com Dazai novamente, como há quatro anos, quando eles ainda eram soukoku. Isso era apenas um trabalho de merda para eles, isso era fácil. Isso era comum.

Dazai leu a mudança em Chuuya e o sorriso possessivo sempre presente em seu rosto quando o assunto era seu chibi lambeu seus lábios novamente.

- Chuu~ya! - Dazai ronronou como um gato. - Minhas estratégias de batalhas já deram errado?

Chuuya o olhou atentamente, reconhecimento e companheirismo brilhavam em seu rosto, antes de se virar para Lovecraft com uma expressão extremamente irritada no rosto.

- Droga,  você é realmente um saco de merda.

Lovecraft inclinou a cabeça quando viu Dazai caminhando tranquilamente em sua direção, as mãos estendidas para mostrar que ele não era ofensivo. Chuuya não via, mas sabia que Dazai tinha um sorriso falso e gentil nos lábios. O sorriso de quando ele atuava o palhaço.

Distraidamente, Chuuya observava o corpo de Dazai. Ele estava tenso, algo incomodava seu parceiro e Chuuya sabia o que era. Osamu não ficou feliz por Chuuya declarar que ficaria com Yumeno, mas também não tentaria impedir Chuuya.

Essa era a coisa com Dazai que Chuuya mais apreciava por saber como era difícil para o moreno. Por mais que ele não gostasse de alguma atitude de Chuuya, ele não iria contra. Chuuya sabia que ele provavelmente pensava em meios de matar as pessoas próximas a Chuuya, mas sabia que Dazai não faria.

Não faria porquê isso era um ato, o verdadeiro Dazai provavelmente tremia de medo de ser abandonado debaixo de todas as camadas de violência em que Dazai se cobriu para se proteger de qualquer situação.

Chuuya percebeu os tentáculos de Lovecraft saírem de seus braços nojentos para atacar Dazai. Essa era a coisa com Chuuya, ele sempre percebia quando iam atacar Dazai.

Dazai se abaixou, dando a Chuuya a chance de colocar a mão em seu ombro e pular Dazai. Um único chute foi necessário para afastar os malditos tentáculos de Dazai e subir em cima deles. Lovecraft olhou chocado para Chuuya, que corria extremamente rápido por seus tentáculos até seu corpo.

- Manipulação da gravidade. - Chuuya sussurrou no ouvido do homem assim que seu punho se chocou contra seu corpo.

Dazai observou a cena com um sorriso arrogante nos lábios. Chuuya era bom, era forte, era inteligente. Chuuya era seu, era sua galáxia, a gravidade que o prendia a vida, a constelação mais bonita do seu céu. Definitivamente era o astro que seu planeta orbitava.

E se tudo ocorresse conforme seus planos, Chuuya ficaria feliz. As pessoas podiam não entender o que Dazai queria, Chuuya podia não entender ainda sua verdadeira intenção, mas Dazai realizaria o sonho de Chuuya. Mesmo que talvez esse não fosse o sonho do atual Chuuya. 

Porque Chuuya estava tão diferente de antes, ao mesmo tempo em que ele não havia mudado exatamente nada. Mas Dazai - nem tão secretamente - amava e invejava o que Chuuya havia se tornado.

Sua única decepção era não ter participado ativamente dessa mudança.

- Meu corpo... está pesado... - as palavras de Lovecraft arrancaram Dazai de suas divagações. Dazai viu o homem da guilda com a boca colada ao chão.

- Minha habilidade é a de manipular a gravidade de tudo que eu toco. Fique aí no chão até o sol nascer. - Chuuya se virou para Dazai que o observava com um dos seus raros sorrisos verdadeiros.

- Podemos ir para minha casa agora, Chuuyaaaaa? - Dazai pediu ao apoiar seu corpo contra o de Chuuya, que o recebeu nos braços com um sorriso convencido lambendo seus lábios. - Possuo uma ou outra coisinha que tenho certeza que Chuuya achará satisfatório.

- E essas coisinhas envolvem sua cama, merda de Dazai? - Chuuya apertou o corpo de Dazai contra o seu.

- Se você queimar esse chapéu horrível, certamente podemos sim. Ou quem sabe no chuveiro? Na mesa da cozinha? Você sabe que lugar nunca foi um problema real para a gente. - Dazai aproximou o rosto ao de Chuuya, dando um leve selar em sua bochecha. - Afinal, até mesmo na sala de Mori-san Chuuya me reinvidicou como seu. 

Vermelho cobriu as bochechas de Chuuya, que soltou Dazai e socou seu ombro.

- Bastardo de merda do caralho. - Dazai sorriu ao ouvir os xingamentos.

- Chuuya, me elogia tanto. - os braços de Dazai envolveram os ombros de Chuuya.

- Tanto sono... tão difícil... mas... meu contrato com o Sr. Fitzgerald... deve ser cumprido. - os dois viram Lovecraft se levantar lentamente. Dazai se afastou de Chuuya, expressão séria e pensativa.

Algo bateu em Dazai tão rapidamente que nenhum deles conseguiu se mexer. O corpo magro e esguio de Dazai novamente voou longe. O casaco preto ficou preso no tentáculo que o acertou.

Chuuya piscou atordoado ao ver a forma monstruosa se erguer sob ele.

- Você tá fodendo comigo, porra? - Chuuya se virou e correu novamente até Dazai. - Osamu... você?

- Chibi. - Dazai se mexeu, seu rosto estava contorcido em uma expressão assustadora enquanto se levantava e olhava o monstro. - Ele está com meu casaco.

- Babaca, quem se importa com aquele casado horrível? Você não é a merda do cérebro de soukoku? Pense no que podemos fazer. - Chuuya gritou com raiva.

- Então Chuuya admite que ainda somos soukoku? - Dazai batia palmas feliz, Chuuya bufou e estava pronto para socar Dazai quando ele retornou a expressão séria. - Eu não previ isso. - Dazai admitiu encarando os olhos cerúleo de Chuuya firmemente.

Chuuya estava quase chocado com a afirmação de Dazai, normalmente, ele não pronunciava suas falhas. Mas tudo bem, Chuuya tinha uma idéia.

- Dazai, você se lembra por quê ganhamos o título de soukoku? - Chuuya tinha um sorriso grande nos lábios. Suas mãos tremiam de medo mas ele se recusou a dar atenção a isso.

Segundo a lógica, segundo o poder do presidente, corrupção não deveria mais ser um problema. Ele nunca tentou desde que entrou na agência, contudo, ter Dazai por perto seria a chance perfeita para testar seu controle.

- Somos conhecidos como soukoku... naquela noite, aniquilamos inteiramente a organização inimiga, junto com todos os edifícios ao redor, graças a corrupção. - Dazai olhou para ele de forma presunçosa. - Entretanto, se eu me atrasar um pouco, você vai morrer. - Dazai tinha um olhar solitário e calculista em seus belos olhos uísque. - Você ainda confia sua vida em mim, traidor Chuuya? A escolha é sua.

- Grande merda de escolha, não é como se eu realmente tivesse uma quando você me fala isso. - Chuuya sorriu ao ver a careta presente no rosto de Dazai antes de se virar para Lovecraft. - Shuuji, eu confio minha vida a você, sempre farei. Se lembre disso, emo de merda.

E por estar olhando para Lovecraft, ele perdeu o brilho surpreso e apaixonado passar pelo rosto de Dazai. Seu chibi, seu planeta, seu cachorro... ele sempre saia da sua tangente. Chuuya nunca andava conforme seus planos e isso era maravilhoso.

Dazai amava a sinceridade que ele sempre se cobria, amava como Chuuya usava seus sentimentos como arma e defesa.

Chuuya era...

- Faça o seu melhor, simplório. - Dazai lhe respondeu apenas isso. Não era momento dele fazer alguma gracinha com a confissão do gengibre, não com Chuuya prestes a chamar arahabaki.

- Inimigo de todas as mulheres! - Chuuya devolveu a brincadeira agradecido, isso estava ajudando a o acalmar. Uma tática de Osamu, com toda a certeza.

- Petit soukoku!

- Quem porra é pequeno seu merda? - Chuuya gritou antes de parar em frente ao monstro. Ele respirava fundo enquanto retirava as luvas e tentava se convencer de que daria tudo certo.

Ele confiava na habilidade do presidente, mas não sabia até que ponto ela aguentaria arahabaki. O que o acalmava era que, mesmo que arahabaki fosse imune a "All Men Are Equal", ele sabia que não era imune a "No Longer Human".

- Ó conhecidos meus, outorgantes da caliginosa calamidade. Não hão de me despertar, hei de suportar a solidão. - Chuuya murmurou baixinho.

A pele de Chuuya queimava e isso não era novidade, arahabaki estava solto e o machucava e isso não era novidade. Mas Chuuya ainda era Chuuya, e isso era taticamente bom mas fodidamente péssimo. 

Se Chuuya sentia uma dor excruciante pós corrupção, por quê ele achou que ter controle da corrupção não fosse lhe causar dor? 

Sua pele doía, queimava, coçava. Seus ossos pareciam estar sendo esmagados e seus órgãos revirados. E ainda tinha arahabaki tentando o jogar para escanteio. Ele teria que agir logo antes que arahabaki conseguisse obter o controle de seu corpo ou que toda a dor o apagasse.

Era exaustivo pra um caralho! 

Dazai assistiu com intensa paixão Chuuya ser corrompido. Buracos negros subiam por sua pele e o marcavam como seu, e isso Dazai não gostava exatamente.

Mesmo para arahabaki, um deus, Dazai tinha ciúmes.

O chão começou a tremer ao peso esmagador da gravidade aplicada no local. O mundo podia parar para admirar Chuuya assim, como o deus da destruição que ele era, mas era uma visão apenas para Dazai se lembrar.

- Ugh... - Dazai viu o garoto Steinbeck se arrastando até ele, e um sorriso sádico lambeu seus lábios ao ver os olhos do membro da guilda arregalados ao ver duas divindades monstruosas se atacando livremente.

- Você quer saber, perdedor da guilda? - Dazai cantarolou alegremente ao pressionar uma faca no pescoço do menino.

Steinbeck virou a cabeça apenas para observar Dazai. Steinbeck percebeu como ele estava machucado e repleto de sangue, não havia seu casaco preto cobrindo seus ombros também.

- Essa é a última forma da habilidade do Chuuya. Não acha lindo? - Dazai sussurrou baixinho a pergunta ao loiro, que engoliu em seco. Ele não achava lindo, mas não era burro a ponto de verbalizar qualquer opinião sobre o homem ruivo.

O moreno que pressionava a faca em sua garganta parecia disposto a matar qualquer um que elogie ou deprecie o outro homem.

Dazai assistiu com extremo interesse Chuuya lutar com coerência e graça. Como Chuuya estava controlando corrupção? Por quanto tempo Chuuya aguentaria manter o controle? Chuuya teria que se explicar mais tarde.

As mãos do ruivo estavam quase negras, lambidas pela força aniquiladora dos buracos negros. Riscas vermelhas semelhantes a uma gigante vermelha no auge de sua fúria cobriam os braços de Chuuya, chegando lentamente a seu rosto.

Dazai sabia que todo seu peito e costas, assim como suas pernas também recebiam essas mesmas marcas. Intimamente, ele se perguntava se ainda teria o necessário para cuidar de Chuuya em sua casa. Tal pensamento o fez rir, é claro que ele teria.

A área ao redor de Chuuya estava pesada com o excesso de poder bruto que emanava de seu pequeno corpo, as rochas levantavam no ar de acordo com a força gravitacional que Chuuya exercia.

Com uma explosão que acarretou no solo quebrando, Chuuya se moveu com extrema rapidez, cortando Lovecraft ao meio em apenas meio segundo. Chuuya virou-se no ar, buracos negros cobriam suas mãos antes de atirar nas duas metades do corpo de Lovecraft.

O brilho no rosto de Dazai exalava paixão e preocupação. Chuuya era a supernova mais brilhante do universo, era o maior dos blazar existentes no universo; mas por quanto tempo Chuuya aguentaria brilhar e queimar assim?

A resposta veio com a explosão de Lovecraft e as risadas sádicas saindo da boca de Chuuya. Ele havia perdido o controle de corrupção, mas conseguiu o manter por quase três minutos inteiros.

- Em seu estado de corrupção, Chuuya pode manipular os grávitons ao seu redor. E aumentar a densidade de seu próprio corpo, ele pode esmagar um tanque com as próprias mãos. Os projéteis feitos de grávitons compactados são vazios e consomem toda a matéria. - Dazai dizia como se fosse uma cobra, extremamente escorregadio e traiçoeiro. - Normalmente, ele não controla essa parte de sua habilidade. Ao ativa-la, ele irá usar até morrer... - Dazai sorriu cruelmente. - Nós chamamos de corrupção, sabia? - Dazai tinha o tom gentil ao perguntar, mas a expressão em seu rosto era assustadora. - Entretanto ele conseguiu controlar hoje e eu não entendo... o que você acha perdedor da guilda?

- Eu acho que seu amigo não tem chance contra Lovecraft. - Steinbeck sentiu a faca deslizar suavemente por seu pescoço, quase em uma carícia.

- Oh, não. Você entendeu errado. Não somos amigos. - Dazai sorriu ao aproximar a boca do ouvido de Steinbeck e sussurrar de forma ameaçadora. - Somos muito mais que isso. Chuuya é meu e eu apreciaria se você parasse de olhar para ele assim, você não irá viver para contar a alguém os pontos fracos de Chuuya, não perca seu tempo procurando por eles. - Dazai sorriu ao ver Steinbeck engolindo em seco. - Agora... o que é isso na terra? Não importa quantas vezes Chuuya corta, elas crescem em um instante. - Dazai inclinou o rosto em direção a Steinbeck, o sorriso gentil em seus lábios conseguia ser mais ameaçador do que a faca em suas mãos. - Como seu parceiro, você certamente sabe o que é essa coisa. - Dazai pressionou a lâmina no pescoço de Steinbeck e sorriu ao ver a fina linha vermelha escorrer por sua pele.

- Humph, mesmo que eu saiba, não tenho porquê te contar. - o sorriso no rosto de Steinbeck aumentou de tamanho, irritando Dazai.

Um barulho chamou a atenção deles. O rosto de Dazai se contorceu em uma careta feia e preocupada. Chuuya era a pura calamidade destrutiva. Sangue escorria de sua boca, nariz e olhos, seu rosto já estava coberto de manchas negras.

- Ah, querido, Chuuya está no seu limite. - Dazai disse com pesar na voz, mesmo nesse estado, Chuuya ainda parecia tão forte como um quasar, mas tão cansado quanto uma estrela em fase final.

Dazai não deixaria sua estrela morrer.

- Infelizmente para você, nesse estado Lovecraft não pode ser destruído por fora. - Steinbeck deu de ombros e Dazai sorriu grande e satisfeito.

- Por fora, não é? - Dazai cantarolou. - Em outras palavras, ele irá parar se for um ataque interno. Você sabe? Eu estou sempre preparado para essas ocasiões.

Um sorriso sádico lambeu os lábios de Dazai quando ele retirou do bolso um botão e o pressionou. As bombas dentro do bolso de seu casaco apitaram duas vezes antes de explodir.

Antes mesmo de Lovecraft tentar se refazer, Chuuya flutuou acima dele com a mão estendida no ar onde um enorme buraco negro se formava, esperando para atingir seu alvo.

- Acabe com isso agora, Chuuya. - o sorriso feroz de Dazai se tornou malicioso quando Lovecraft explodiu.

Saindo da sombra, uma figura solitária caminhava sorrindo enlouquecidamente. Dazai sentiu algo comer seus órgãos ao perceber o estado de Chuuya, ele era quase uma deformação do espaço-tempo causada por corrupção. Dazai sabia o que aconteceria a seguir, e ele não deixaria sua estrela massiva se transformar em uma gigante supernova e decair em um buraco negro.

Dazai não deixaria Chuuya morrer.

Sangue pingava no chão conforme Chuuya andava, sua risada enlouquecida era a única coisa ouvida no ambiente até ele começar a criar buracos negros e jogar aleatoriamente.

Dazai não pensou antes de jogar Steinbeck ao chão e correr até Chuuya, se jogando nos braços do ruivo e pressionando seus lábios leve e gentilmente aos de Chuuya.

Ele sabia que era uma tática arriscada, mas se Chuuya o matasse os dois iriam perecer juntos. Entretanto, Chuuya não o atacou, ele nunca fazia.

Dazai afastou os lábios deles e sorriu, encostando a testa a do ruivo e sentindo a quentura que ele exalava.

- O inimigo já foi destruído, pare Chuuya. - Dazai sussurrou baixinho, apenas para Chuuya ouvir. Dazai tinha uma rara expressão gentil e suave no rosto.

Dazai observou satisfeito arahabaki se recolher do corpo de Chuuya e a luz azul retornar aos seus belos olhos. 

Chuuya deu um passo para trás, se afastando dos toques de Dazai e caindo no chão.

Só que ele nunca realmente chegou a cair, Dazai foi extremamente rápido ao pegar o corpo de Chuuya em seus braços.

- Porra... Dazai de merda... por quê não me parou... quando isso acabou... - Chuuya mais tossia do que falava, algum sangue ainda escorria de sua boca nesse processo.

- É claro que eu estava ocupando demais apreciando sua beleza, chibikko. - Dazai cantarolou sorridente para Chuuya, suas mãos entretanto aproximaram ainda mais o pequeno corpo de Chuuya ao seu.

- Eu confiei em você... me leve até a agência. - Chuuya murmurou fracamente antes de cair desacordado nos braços de Dazai.

- Irei te levar a um lugar seguro... parceiro. - um sorriso sombrio se espalhou pelo rosto de Dazai. Não tinha lugar no inferno onde ele levaria Chuuya para a agência. Dazai não confiava na agência.

- Inacreditável! Lovecraft realmente... - Steinbeck olhava para os dois chocado, ele estava mancando em direção aos dois homens. - Quem diabos são vocês?

- Há muito tempo... - Dazai o olhava friamente, a mão esquerda pegou a faca rapidamente do chão. - ...somos conhecidos como soukoku desde então. Mas é claro, você não fará bom uso dessa informação. 

Antes que Steinbeck tivesse a chance de responder, a faca de Chuuya voou em sua direção, acertando precisamos seu pescoço. Steinbeck caiu de joelhos, olhos arregalados.

Dazai depositou Chuuya gentilmente no chão e caminhou até o membro da Guilda.

- Não é nada pessoal, mas a visão de Chuuya usando corrupção é somente para meu agrado. - Dazai falou gentilmente antes de pressionar a faca e a arrastar pela pele de Steinbeck. - Boa morte!

Dazai olhou para o corpo se contorcendo a sua frente e se afastou, voltando para o casebre e pegando Q em seus braços.

Asqueroso, por que Chuuya iria querer isso com ele? Dazai jogou o corpo no chão sem cerimônia e começou a recuperar os pertences de Chuuya que estavam espalhados aleatoriamente.

- Venha buscar Q e o leve ao meu endereço. - Dazai falou a Akutagawa e desligou sem mais explicações, ele se aproximou de Chuuya novamente e o pegou nos braços.

Dazai não olhou para trás antes de sair da clareira.

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Chuuya gemeu ao sentir um peso em cima de seu corpo cansado e dolorido.

- Chuuya! Chuuya! - uma voz distante o chamava suavemente. Era macio e gostoso, Chuuya sentiu dedos acariciando sua bochecha. - Chuuya! Acorda!

Chuuya abriu os olhos, ele não viu nada a princípio, tudo estava borrado. Com uma força que ele realmente não tinha, ele forçou seu braço a se mexer. Seus dedos coçaram seus olhos os livrando do sono.

E foi quando ele pode ver Dazai Osamu sentado em cima de sua cintura. Dazai sorria amorosamente para ele.

- Shuuji...? - Chuuya murmurou confuso, forçando os braços a se levantar. Dazai ficou sob seus joelhos e levou os braços ao redor de Chuuya, ajudando o corpo cansado do ruivo a se sentar confortavelmente. Assim que Chuuya estava sentado e bem, Dazai se sentou novamente no colo do outro. - O que eu tô fazendo aqui? A agência...?

- Chuuya não precisa da agência. - Dazai cruzou os braços emburrado. - Eu sempre cuidei de Chuuya sozinho.

Chuuya piscou antes de sorrir.

- Você sempre fez. - contudo, Chuuya começou a tossir. Sua garganta estava seca.

- Aqui, aqui. - Dazai se inclinou e pegou um copo de suco que estava sob seu criado mudo. - Beba devagar. Chuuya esteve dormindo por dois dias, eu estava preocupado.

- Tanto tempo? - Chuuya conseguiu dizer assim que terminou de beber. - Tenho que voltar a agência, eles estão preocupados com meu sumiço.

- Eu já informei o garoto tigre, não se preocupe. - Dazai murmurou chateado, Chuuya só sabia falar da agência, quando claramente quem havia cuidado de Chuuya nesse tempo foi Dazai. 

- Ei. - Chuuya levou a mão a nuca de Dazai e puxou seu rosto em sua direção. O beijo foi rápido e simples, mas deixou Dazai com o rosto extremamente vermelho e banhado de surpresa. - Obrigado por cuidar de mim. De verdade, não era mais sua obrigação.

- Chuuya é idiota! Eu sempre vou cuidar dele. - Dazai novamente cruzou os braços emburrado, um bico infantil agora presente em seus lábios. Chuuya achava adorável quando Dazai agia leve assim, não que ele fosse falar isso ao moreno. - Espera!

Com alguma curiosidade, Chuuya assistiu Dazai se levantar e sair correndo do quarto, Chuuya percebeu que ele agia como quando eram mais novos e gostou disso. Ainda era seu Dazai por baixo de toda a pose de demônio prodígio.

Ele ainda poderia salvar Dazai da máfia. Salvar Dazai de Mori... salvar Dazai dele mesmo.

Dazai voltou alguns segundos depois com um prato em mãos, o cheiro era esplêndido.

- O que é isso? - Chuuya perguntou interessado.

- Sopa de legumes. Chuuya precisa comer depois de ficar desacordado por tanto tempo. - Dazai novamente se acomodou no colo de Chuuya e lhe sorriu brilhante e feliz. - Diga "A". - Dazai levou uma colher cheia de líquido aos lábios de Chuuya que observou receoso o conteúdo antes de abrir a boca.

Nesse momento, Chuuya já havia aceitado que teria uma intoxicação alimentar, e que provavelmente isso iria causar a sua morte.

- É bom. - Chuuya disse surpreso, Dazai não sabia cozinhar anos atrás, ele gostou dessa mudança.

- Eu aprendi algumas coisas. - Dazai falou indiferente e levou mais algumas colheres a boca de Chuuya que comia tudo alegre e quieto. - Chuuya... - Dazai chamou depois de alguns minutos em silêncio, Chuuya estava quase terminando a sopa agora.

- Hm? - Chuuya levou a mão para jogar seu cabelo atrás do corpo, só agora ele percebeu que seu cabelo estava limpo. Não só seu cabelo, ele estava limpo. E usava uma roupa de Dazai. - Você me deu banho? - Chuuya tinha um sorriso agradecido no rosto, ele não via problema Dazai ter lhe dado banho, confiava em Dazai. Sabia que o moreno não lhe faria nada enquanto estivesse desacordado.

Dazai podia atuar como o babaca abusivo mas a verdade era menos preto no branco, e Dazai nunca machucaria Chuuya de verdade. Dazai nunca passaria de nenhum limite de Chuuya.

- Chuuya estava fedido. - Dazai pontuou ao colocar o prato vazio em cima do criado mudo. - Eu não sabia que Chuuya tinha uma tatuagem.

- Hah? Você viu? - o rosto de Chuuya estava levemente vermelho. - Eu fiz depois de entrar na agência.

- É bonita, eu gostei. Mas por quê uma raposa? - ignorando o fato de que Chuuya fez ela por causa da agência, Dazai estava curioso, ele havia achado a raposa linda e a coloração laranja combinava com os cabelos de Chuuya.

- Eu gosto. - Chuuya deu de ombros, não havia realmente um motivo grande para isso. 

Chuuya gostou, Chuuya fez. Sempre foi assim com ele.

- Posso ver de novo? - Dazai perguntou animado. - Eu estava ocupado limpando o sangue e a sujeira de você quando a vi.

- Merda, é claro, Shuuji. - Chuuya disse e levou as mãos para retirar a blusa. Dazai levou a ponta dos dedos para acariciar a área enfaixada na barriga de Chuuya antes do menor se virar levemente lhe dando a visão de sua omoplata.

A raposa ainda era jovem, Dazai percebeu, ela olhava para cima e seu rabo grande estava contornando seu corpo. Os olhos azuis brilhavam com inteligência e vida.

- Parece você... - Dazai murmurou distraidamente enquanto levava os dedos a tocar a pele de Chuuya.

Chuuya usou de todo o autocontrole que ele tinha para não gemer com a sensação dos dedos de Dazai em sua pele.

Quando Dazai voltou a se sentar a sua frente, ainda em seu colo, Chuuya esqueceu porquê ele tinha que ter autocontrole.

- Dazai... - Chuuya pediu baixinho, puxando o rosto de Dazai em sua direção e colando seus lábios.

O beijo foi lento e apaixonado, como há muito tempo não era. Dazai gemeu ao sentir Chuuya mordiscar seu lábio inferior.

- Chuuya... eu não tinha planejado... não assim... - Dazai ofegou ao sentir os dedos de Chuuya embaixo de sua blusa, acariciando a pele machucada de suas costas. - Você está machucado... corrupção...

Chuuya sorriu com isso, Dazai era um fodido idiota de merda o tempo todo, era extremamente ciumento e inseguro, gostava de marcar Chuuya como seu e de mostrar a todos. Chuuya sabia que Dazai se corroía de ciúmes sobre a agência inclusive. E Chuuya aceitava e entendia o lado feio de Dazai.

Dazai era alguém complicado, mas não era uma pessoa totalmente ruim. E Chuuya não acha que dê para amar alguém verdadeiramente sem amar os defeitos dele.

Mas Chuuya ainda ficava um pouco surpreso com o quão fodidamente terno e amoroso Dazai era quando estavam apenas os dois juntos. Chuuya gostava quando Dazai abandonava as máscaras e era ele mesmo.

- Eu nunca te quis fora da minha vida, cavala maldita. Eu finalmente posso voltar para casa? - Chuuya murmurou fracamente para Dazai. Mesmo que ele soubesse que Dazai ainda o amava, ele tinha medo de ser rejeitado, principalmente com o pedido sub entendido em sua frase, "venha para a luz comigo". Chuuya não ousou pedir tão claramente agora.

Porque Dazai tinha direito de negar Chuuya e seu pedido, afinal, Chuuya foi o primeiro a sair. 

Dazai ofegou com essa declaração, ele não esperava por isso. Ele definitivamente não esperava que Chuuya ainda o quisesse tanto assim. Dazai sentiu sua garganta se fechar com o tom de voz usado por Chuuya, como se ele tivesse medo da negação. Dazai sabia que seu coração negro e repleto de hematomas jamais amaria alguém como ama Chuuya.

Como Chuuya poderia pensar que Dazai o negaria quando Dazai o ama mais do que jamais amou a si próprio? Doía, era horrível, principalmente depois de perder Chuuya. Mori estava certo naquela vez? Chuuya havia se cansado dele? Dazai sabia que não, sempre soube que Chuuya havia sumido por algo falado por Odasaku em seus últimos momentos. Mas Chuuya não podia ter levado ele junto na época?

Isso corroía o interior de Dazai até os dias atuais... mas agora... nesse momento, Dazai sentiu uma dor boa dentro de si, em algumas noites em claro ao longo dos anos, ele acabou se convencendo que apenas ele não estava mais em casa. Que Chuuya não sentia mais sua falta, que Chuuya o havia esquecido.

E por isso Dazai foi tão ridiculamente cruel com Chuuya na primeira vez em que se encontraram. Ele quis causar tanta dor ao ruivo como ele sentiu nos anos sozinhos. "Olhe para o que eu me tornei! A culpa é sua, você está feliz? Você está satisfeito? Eu sou um demônio agora", era por isso que ele havia elaborado diversos planos para recuperar Chuuya, mas em todos eles, Dazai nunca pensou que Chuuya ainda o amasse, que Chuuya ainda o quisesse.

Então, Dazai não precisaria mais causar dor ao seu Chuuya para receber atenção dele? Dazai não precisaria mais ameaçar ninguém para Chuuya olhar para ele? 

Dazai poderia ser Dazai novamente? Sem se preocupar com a solidão e rejeição?

- Bem vindo em casa. - Dazai estendeu os braços e Chuuya sorriu com algumas lágrimas nos olhos antes de se jogar sobre Dazai. 

- Estou em casa. - Chuuya soluçou e Dazai firmou o abraço ao seu redor. Mesmo em silêncio, Dazai também chorava.

Dazai enfim estava completo. Ele também estava novamente em casa.

- Por que porra você tá fazendo essa expressão? - Chuuya perguntou com um sorriso no rosto ao se afastar de Dazai.

- É meu rosto natural quando estou com meu chibi. - Dazai choramingou enquanto deixava selares na pele do rosto de Chuuya. - Porquê é quando me sinto feliz.

- Idiota de merda. - Chuuya puxou Dazai para um beijo, que foi rapidamente correspondido por Dazai. - Eu te amo, Shuuji.

Dazai observou Chuuya com cuidado, pretendo a respiração. Ele não sabia o que havia mudado. Antes, eles não verbalizariam isso.

A luz fez bem a Chuuya, Dazai percebeu triste, ele gostaria de poder estar com Chuuya na luz, mas sabia que era impossível

Ele ainda tinha algo a fazer na máfia, e ele ainda queria Chuuya ao seu lado na organização.

Dazai suspirou, ele não sabia mais o que fazer, Chuuya era feliz na agência, e a felicidade de Chuuya importava a ele.

- Eu também te amo. Por favor, não me deixe de novo. - Dazai odiava o quão fraco sua voz soava, mas era Chuuya, e Dazai não tinha problema em mostrar ao ruivo seu lado quebrado.

- Nunca mais.

Chuuya sorriu antes de beijar Dazai novamente, e Dazai se perguntava se Chuuya iria continuar o amando se seu plano desse certo.

Ele tinha medo da resposta.


Notas Finais


Ufa isso saiu grande e revisar agora foi complicado mas-

Se vocês perceberem, quando o Dazai tá falando com o Akutagawa, ele usa pronome masculino para Yumeno, e isso é proposital porquê o Dazai não respeita Yumeno como pessoa. Ele bem gosta da criança.

Dazai é um nenê quebrado e Chuuya entende aí tô soft


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