História Planeta 3D2Y - Capítulo 2


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Categorias One Piece
Personagens Monkey D. Luffy, Nami, Nico Robin, Sabo
Tags Namixluffy, Namixrobin, Robinxsabo
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Palavras 3.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Reunião.


A sala do trono do Palácio de Aço, mais conhecido como Palácio do Verligte, era deveras impressionante. Sustentado por colunas de dez metros feitas de aço que continham a história de 3D2Y gravada no idioma local, o aposento era gigantesco. Em seu fundo, uma escada de trinta degraus levava ao trono feito dos mais diversos metais: aço, ferro, cobre, diamante, cobalto, enfim, todos os conhecidos pela espécie humana – e outros desconhecidos também. Por isso, o trono reluzia à luz das estrelas que iluminavam o planeta durante o dia e a noite, dando para a pessoa que nele se sentasse uma aparência iluminada e colorida, o que era bem condizente com o título que o líder de 3D2Y carregava.

Verligte quer dizer iluminado. Uma palavra criada desde as civilizações primitivas que um dia habitaram aquele corpo celeste, usada para indicar as pessoas de maior sabedoria e de grande poder. A missão deles era conduzir os electi no caminho da retidão e da glória. Quando as nações de  toda a 3D2Y foram unificadas em uma só, o seu primeiro líder foi assim chamado pelo povo, e o nome ficou para denominar a última casta a ser criada e também a mais poderosa – a dos reis.

A casta Verligte era composta por apenas uma família. Naqueles tempo, a família Monkey era a vigente. O Verligte atual, Monkey D. (D. era a marca dos Verligte no sobrenome para diferenciá-los das outras famílias. D. de Duhinga, que quer dizer “líder”) Luffy, estava fazendo jus aos valores de sua casta. Nos últimos anos, todos os povos que compunham a grande nação daquele planeta sentiram as mudanças positivas do novo governo. A ciência avançou, a educação melhorou, e as cidades começaram a ser melhor cuidadas. O comércio e a agricultura também prosperaram. Apenas uma coisa perturbava os cidadãos:  o fascínio que Monkey D. Luffy possuía sobre as condições dos escravos.

Ano após ano, novas leis eram promulgadas e proporcionavam aos escravos humanos certos direitos antes negados. Antes, apenas os escravos Madaxa aprendiam a ler e escrever. Hoje, todas as subcastas recebiam essa instrução. O direito a dormir e ter três refeições diárias também foi garantido por lei. O tráfico de criancinhas humanas para trabalhar em empresas começou a ser duramente reprimido. Os electi permaneceram em silêncio durante as primeiras mudanças, pensando que o Verligte apenas estava tentando conseguir as boas graças dos escravos para evitar rebeliões. Mas quando a lei mais recente, que proibia o assassinato de escravos independentemente da circunstância, foi promulgada, os burburinhos contra as decisões de Luffy começaram a surgir. Agora era mais do que evidente que o atual Verligte era um abolicionista.

Os cidadãos livres, especialmente os de castas mais altas, dia sim dia não apareciam no Palácio de Aço para dizer ao Verligte que tomasse cuidado com as suas decisões. Afinal, ele não poderia conter uma rebelião feita por toda a sociedade. Para desespero dos Mantree, Luffy não estava nem aí para a possibilidade, e continuava mantendo suas ideias sobre libertar os humanos bem vivas na cabeça. Inclusive, não possuía nenhum escravo comprado em seu nome.

Já que eles foram citados, acho que é de bom tom falar um pouco sobre os Mantree. Eles eram a casta mais próxima do Verligte, composta por cinco famílias; Rononoa, Vinsmoke, Trafalgar, Boa e Sogeking. Os chefes de cada família eram os conselheiros de Estado, responsáveis por executar as decisões do Verligte e também por impedir que ele fizesse alguma besteira. A eles era dado o direito de contestar as decisões de Luffy e de vetar leis em casos extremos.

Rononoa Zoro era mais poderoso entre os conselheiros e podia tanto opinar quanto atuar em qualquer setor. Frio, sem esposa e sem filhos, ele vivia para o reino. Possuía uma grande legião de escravos Vegter muito bem treinados por ele mesmo. Quase nunca sorria e todos o temiam. Sempre estava no Palácio de Aço resolvendo questões que o Verligte não queria resolver.

Vinsmoke Sanji, Mantree da Agricultura, Pecuária e Indústria, era o completo oposto de Rononoa. Loiro, de sorriso fácil, possuía uma longa lista de casamentos e posteriores divórcios. Se apaixonava fácil e se desinteressava mais fácil ainda. O boato que corria nas ruas era que Sanji agia dessa maneira porque viveu uma paixão frustada que nunca superou. Quem era a mulher alvo daquela misteriosa paixão? Ninguém sabia.

Trafalgar Law, Mantree da Saúde, Ciência, Educação e Saneamento Básico, era conhecido por ser um homem extremamente inteligente e proativo. Cuidava de tantas coisas ao mesmo tempo que quase nunca aparecia em casa e não pretendia se casar nem tão cedo. Formado em Medicina, cuidava de seus pacientes a domicílio, e quando eles não podiam pagar, fazia as consultas de graça sem se importar. Por isso, apesar do jeito reservado, as pessoas o adoravam.

Boa Hancock, a única mulher dos Mantree, fez uma verdadeira revolução no sistema. Assumiu o posto após a morte de seu marido. Originalmente, ela devia ser a Mantree da Economia, mas, depois de muita luta, ela passou todas as suas funções para Rononoa Zoro e fundou o próprio ministério. Atualmente, ela exerce a função de Mantree das Mulheres. Não tolerava denúncias de violência doméstica e estupros. Todos os culpados eram por ela julgados e condenados. Prestava assistência a todas as mulheres electi, especialmente para as mães. Sua beleza era lendária em todo o planeta e muitos tentavam desposá-la, mas ela desprezava a todos, afirmando que seu coração já possuía dono.

Por fim, Sogeking Usopp assumia uma das funções mais importantes do país. Ele era o Mantree da Segurança, Exploração Espacial e Indústria Bélica. Responsável pelo treinamento do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia e dos astronautas, também participava da construção de novos armamentos e equipamentos militares. Luffy gostava muito dele e os dois eram frequentemente vistos juntos durante os banquetes, rindo e discutindo sobre as novas criações de Usopp.

Naquele dia, os cinco estavam na sala do trono, aguardando a chegada de Monkey D. Luffy para discutirem sobre o Leilão de Escravos dos Mahaan e outros assuntos de Estado. Rononoa Zoro era o mais impaciente dos cinco e estava irritado pela demora. Ajeitou os cabelos verdes curtos para trás e segurou sua espada, soltando um longo suspiro para não começar a xingar alto.

- Não consigo entender o porquê dessa demora. – Começou. – Ele devia estar aqui há meia hora! O que diabos ele está fazendo? – Indagou a um criado qualquer que passava por ali. O rapaz começou a tremer de medo na mesma hora ao ver a expressão carrancuda do Mantree.

- N-Não sei, meu senhor... Ele deve estar resolvendo alguma coisa import...

- Não seja ridículo, garoto! Desde quando o Verligte resolve coisas importantes a essa hora? Ele está comendo, não está? – O garoto ficou pálido. – Vamos, caia fora daqui antes que eu te corte no meio!

Enquanto o criado corria para fora da sala do trono como se sua vida dependesse disso (talvez dependesse), Vinsmoke Sanji soltou uma sonora gargalhada, uma mistura de divertimento e deboche. Era de conhecimento geral a inimizade entre Zoro e Sanji. O Vinsmoke queria mais prestígio do que já tinha, e o Rononoa simplesmente achava o outro um mulherengo, fanfarrão e irresponsável.

- Não seja tão rabugento, meu caro Rononoa. As pessoas não são carne para você sair fatiando e nem têm culpa da demora do Verligte em aparecer. – Vestido numa impecável roupa branca, Sanji estava incrivelmente bonito e bem arrumado, enquanto Zoro vestia uma roupa verde escura já velha e desbotada e permanecia atraente por ser viril. As diferenças entre os dois eram gritantes.

- Não me lembro de ter pedido a sua opinião, Vinsmoke. Como vai a Violet? Feliz com o crescente par de chifres? Ficam encantadores nela, se quer saber a minha opinião. – Rononoa alfinetou, se referindo à atual esposa de Sanji e também aos constantes flagras de traição. O Vinsmoke fechou a expressão e se aproximou com a evidente intenção de agredir o outro. Talvez uma briga tivesse começado se Trafalgar Law não tivesse se posto no meio dos dois.

- Vamos lá, senhores, vamos parar com isso... Não estamos aqui para brigar. Guardem toda essa disposição para a luta e usem no próximo torneio.

- Selvagens. – Boa Hancock resmungou, jogando os longos cabelos negros para trás. Usava um vestido vermelho justíssimo, que realçava suas belas curvas, e joias enormes reluziam em seus dedos.

 - Hancock, Hancock... Eles não são selvagens. São simplesmente homens. – Sogeking Usopp respondeu, soltando uma pequena risada.

- Nem todos os homens são assim, Usopp, não generalize. Conheço uns que nunca se comportariam desse jeito. – Ela rebateu.

- Não se engane, minha cara. Todos são assim. Alguns apenas não têm a oportunidade de deixar esse lado de sua personalidade vir à tona. Eu me considero um exemplo.

- Ainda bem que vocês têm a nós, mulheres, para ajudar a cuidar desse país, ou estaríamos todos fadados ao completo fracasso. Somos o toque de graça no meio da selvageria de vocês.

O som de uma porta se abriu e um sino tocou, fazendo os cinco se calarem e alinharem-se. O criado anunciou, com toda a pompa:

“Anuncio a chegada de Luffy, o vigésimo quinto Verligte da Dinastia Monkey, senhor de 3D2Y, chefe dos electi, aquele a quem todo louvor é pouco e toda aclamação é mísera!”

O jovem Verligte agradeceu a seu criado e andou pelo tapete sem muitas firulas. Parecia estar muito à vontade. Os cabelos pretos espetados e bagunçados pareciam nunca ter sido penteados, e a coroa de aço e pedras de âmbar em sua cabeça estava ligeiramente torta. A roupa desenhada em padrões geométricos era preta e cinza, e em seus ombros havia um longo manto branco. Ao passar pelos Mantrees, ouviu de cada um a saudação costumeira: “Que o Verligte viva para sempre.” Subiu as escadas e sentou-se no trono de metal, sendo imediatamente atingido pelas luzes que dele emanavam e assumindo a figura de uma pessoa realmente impressionante e respeitável.

- Então, meus amigos. – Começou. – Saúdo a todos e dou-lhes as boas vindas de sempre. – Sua voz não era grave, mas potente. O tom amigável passava confiança. – Peço desculpas pelo atraso. Eu estava resolvendo uns assuntos...

- Ou seja, estava comendo. – Rononoa resmungou baixinho. Como o Verligte conseguia ser tão péssimo mentiroso? Ainda havia migalhas em seu queixo.

- Enfim. – Luffy sorriu e suspirou. – Contem-me que bons ventos os trazem.

- Para começar, meu Verligte... – Rononoa deu um passo à frente. Ele sempre começava todas as reuniões. – Viemos te trazer o relatório sobre o Leilão de Escravos Humanos em comemoração pelo aniversário de setenta anos do início da escravidão em nosso planeta.

No mesmo instante em que ouviu a pauta, Luffy perdeu o sorriso e assumiu uma postura mais séria e raivosa. Não conseguia entender como seu povo conseguia comemorar uma coisa tão horrível como aquela. Foi obrigado a permitir a realização do evento para evitar impopularidade e revolta. Mas nem aparecera lá, um protesto pessoal de sua parte, duramente reprimido pelos Mantrees.

- Ah, sim. Aquela aberração. Já acabou?

- Sim, meu Verligte. – Usopp tomou a palavra para si. - Deu tudo certo, no geral. Mas temos a obrigação de informar, apesar dos esforços dos organizadores em esconder, que houve uma morte no local.

- Como assim houve uma morte no local, Sogeking? – Luffy cerrou os punhos, e aos poucos foi elevando a voz. – Eu fui bem claro quando eu autorizei esta porcaria de Leilão que não queria nem mesmo uma morte! Foi execução outra vez?

- Sim, meu Verligte. – Usopp confessou. – Uma escrava Khusi surtou e ativaram a pulseira-controle. Não sobrou nada dela. – Luffy esmurrou o apoio de braço, fazendo Hancock, que estava distraída, se sobressaltar com o barulho.

- Malditos! Malditos assassinos! Era só ter devolvido a garota ao Centro de Treinamento para Humanos! Usopp, eu quero os soldados que ativaram a pulseira e os responsáveis pelo evento aqui diante de mim ainda hoje! Já disse que não vou tolerar esse tipo de conduta mais em 3D2Y!

- Sabe o que o senhor realmente precisa, meu Verligte? – Vinsmoke disse. – Se acalmar e parar de se afobar. A escravidão vêm funcionando dessa forma há setenta anos. Seu reinado só tem três anos de idade. Essas coisas não se mudam de uma hora para a outra.

- Na verdade, é melhor que não mudem nem tão cedo. Nossa sociedade depende dos escravos humanos, Acabar com o regime escravista vai gerar uma crise econômica e instaurar uma instabilidade política. O senhor perderia a amizade de todos os civis e não conseguiria manter o trono. – Rononoa adicionou.

- Eu concordo com vocês, mas também concordo com o Verligte em parte. – Trafalgar se pronunciou. – Os escravos humanos têm uma expectativa de vida baixíssima. Deveriam ser melhor cuidados e protegidos. Isso beneficiaria ambas as partes da história, afinal, um escravo que dura mais gera mais lucro.

- Trafalgar, eu não pretendo apenas melhorar as condições dos escravos. Quero libertá-los. Nosso povo vivia muito bem antes de esse sistema começar. Vai continuar bem quando ele acabar. Os humanos podem ser parte da nossa sociedade e continuar contribuindo para o crescimento de 3D2Y como cidadãos livres! – Luffy disse, um tanto esperançoso de que alguém concordasse com ele. Para seu desapontamento, nenhum dos cinco Mantrees concordou.

- Meu Verligte... – Boa Hancock começou, numa voz mansa. – Estudastes tanto quanto todos nós a história dos humanos. Eles destruíram seu planeta natal e vão fazer o mesmo aqui se forem libertados. Eles têm uma tendência a querer dominar outras nações. São egocêntricos, egoístas e assassinos.

- E a solução que nossos ancestrais encontraram foi controlá-los fazendo exatamente a mesma coisa que eles faziam na Terra uns com os outros. Acham que isso nos faz melhores que eles? – Luffy riu, uma risada fria e sem alegria. – Não. Isso nos faz ainda piores. Vamos encerrar esse assunto, está começando a me aborrecer. Me digam, onde está a Malika Nami?

- A comitiva dela está voltando para o Palácio, meu Verligte. – Usopp disse. – Ela adquiriu uma escrava Khusi no leilão.

- Não sei porque ela não segue meu exemplo e para de comprá-los. Tanto que eu já disse... – Luffy sussurrou, ajeitando os cabelos. – Muito bem. Hancock. Diga a ela que quero vê-la em meu quarto hoje à noite.

- Meu Verligte, com todo o respeito, mas eu espero que esse convite seja uma tentativa de perpetuar a dinastia Monkey com um herdeiro. – Rononoa falou, cruzando os braços. Eles estavam juntos há dois anos. Já estava na hora da Malika Nami engravidar.

- Eu terei um herdeiro quando achar que devo. – Luffy retrucou rispidamente.

- Para o seu próprio bem, meu Verligte... – Rononoa continuou, num tom um tanto sombrio. – Lembre-se que pode não haver um amanhã.

 

 

 

A comitiva da Malika era pomposa como a própria Malika. Cercada por vinte soldados de cada lado, um elefante decorado com joias carregava Monkey-Bellemere Nami de volta para o Palácio de Aço. Atrás do majestoso animal, a escrava recém-comprada Nico Robin caminhava, acorrentada a um soldado. Olhava para a frente quase como um robô para evitar reprimendas, mas imaginava como seria a sua nova dona, que estava lá em cima, cercada de almofadas e comida.

Bem, como Robin logo descobria ao conhecer a mulher de perto, Nami era dotada de grande beleza e inteligência. Mas sua maior característica era a ambição. Gostava de dinheiro e da vida confortável a que fora acostumada desde que nasceu. Nunca estava satisfeita com o que tinha e sempre queria mais. Quando queriam agradá-la, os mais chegados a presentavam com joias e vestidos. Apesar de ser fútil, Nami sabia ser agradável e gentil com as pessoas quando lhe era conveniente, especialmente se precisasse de alguma coisa.

Cansada do longo dia, ela se reclinou nas almofadas e passou a contemplar a paisagem. Já estavam chegando ao Palácio. A construção era precedida de uma área arborizada, por onde passava um adorável rio. Os pássaros cantavam nos galhos e vez ou outra apareciam para que ela os alimentasse. Não se importava, pois gostava dos bichinhos. As canções alegravam seus dias cheios de obrigações e frustrações.

Sim, frustrações. A Malika vivia frustrada com muitas coisas. Frustrada por não ter todas as joias que queria. Frustrada porque os vestidos que tinha não eram bonitos como ela queria. Especialmente, frustrada com seu casamento. Luffy não era bem um marido presente. Toda semana ele lhe mandava algum presente, mas raramente a convidava para a sua cama ou lhe dava algum indício de paixão. Nami podia ser fútil, mas não era burra. Sabia que Luffy não a amava e só a escolheu como esposa por pressão dos Mantrees. Ela se conformou com o casamento porque sabia que teria tudo o que queria. Mas essa fantasia logo se confirmou mentirosa. Luffy se recusava até mesmo a engravidá-la. Se eles não tivessem um filho, ele poderia abandoná-la a hora que quisesse, era a lei.

Por isso ela comprou uma Khusi. Todas as suas escravas eram Kyrias. Mas ela precisava de uma pessoa para ensiná-la a seduzir seu marido. Ela engravidaria de Luffy nem que fosse a última coisa que fizesse em sua vida. Estava bem confiante em seu plano. Luffy podia ser, digamos, esquisito, mas que homem resistia aos prazeres do sexo? Ainda mais com uma das mulheres mais belas entre os electi?

Quando o elefante parou na frente do Palácio de Aço, os soldados ajudaram a Malika a descer, e ela o fez com uma graça invejável. Ajeitou os seios fartos dentro do vestido e fez um sinal para o soldado que carregava sua nova escrava, os chamando para perto de si.

- A partir de hoje, essa é a sua nova casa. Você vai se referir a mim como “minha Malika,” “Malika” ou “senhora.” Entendeu bem? Só andará onde eu te disser para andar e fará tudo o que eu mandar.

- Entendi bem, minha senhora. – Robin respondeu.

- Muito bem. - Nami disse, satisfeita. Ela pegou a corrente do soldado e entrou no palácio com Robin caminhando atrás de si. A escrava andava incrivelmente imponente para quem estava tão cansada. Nami foi anunciada como “Monkey-Bellemere Nami, a Malika de 3D2Y, a mulher mais bela e amada de todo o mundo.” Ao contrário do que fazia Luffy, ela não agradeceu o elogio. Apenas continuou a levar a escrava para seus aposentos, e faria isso tranquilamente se uma pessoa pela qual ela não nutria um pingo de simpatia não aparecesse em sua frente. Boa Hancock.

- Minha Malika. – A Mantree se curvou ligeiramente e as duas trocaram sorrisos falsos. Se detestavam mutualmente. Nami sentia no fundo que Hancock adoraria estar em seu lugar.

- O que deseja de mim?

- O Verligte pediu para avisar que deseja vê-la em seus aposentos, e logo. – O deboche no sorriso de Hancock era tão grande que podia ser visto a quilômetros.

- Obrigada pelo recado. Agora, se me dá licença, eu tenho uma escrava para alojar, Boa Hancock. – O tom não era hostil, mas a frieza era evidente.

- Como desejar, minha Malika. Quem sabe hoje não dá certo e a senhora finalmente cumpre seu papel de mulher como deve ser? – Em 3D2Y, ser casada e não ter filhos era motivo de vergonha entre as mulheres. Nami encarou a outra com raiva.

- Eu deveria mandar prender você por seus desaforos, Boa Hancock! – Esbravejou.

- Se for crime falar a verdade... Estou apenas lembrando que o Verligte pode a qualquer momento procurar outra mulher. Esteja ciente. – A Mantree jogou os cabelos para trás e se retirou, parecendo muito contente com seus atos.

Robin olhou a face de sua dona e viu ali um ódio tão intenso que fez uma nota mental para nunca irritar Monkey-Bellemere Nami. Algo lhe dizia que aquela intriga entre a Malika e a Mantree ainda duraria muito e não seria sem consequências.



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