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História Planeta Supremo - The Selection - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá floquinhos!!!
Trouxe mais um pra coleção. Espero que gostem.
Boa leitura a todos 😉

Capítulo 12 - Impressões (Cap. 9)


"Tem pessoas que carregam dentro de si uma essência tão bonita, que chegam trazendo tanta leveza na alma, que conseguem despertar o nosso melhor, são esses pedaços de ternura que faz com que a vida não se torne pesada demais pra carregar."
- Giulia S.

Olímpia olhava para fora, vendo algumas folhas secas sendo levadas de um lado para o outro através do vento. Ela se sentia daquela forma, alguém que era jogada pra lá e pra cá. 

Ela se perguntava como estaria seu irmão? Aprontando mais uma de suas aventuras sem ela? O olhar triste tomou-a e ela apenas suspirou profundamente. 

Estando cansada de estar dentro daquela Sala cheia de meninas que ela não fazia questão de conversar, sai, rumo a… bem, nem ela sabia aonde estava indo. Apenas caminhou enquanto olhava a decoração e pensava: "grande coisa! Eu também moro em uma mansão e não preciso de nada disso!"

Sem perceber ela chegou a um certo ponto próximo das escadas da entrada e pôde observar uma movimentação estranha do outro lado. Curiosa, ela se aproximou para ver do que se tratava, e com isso conseguiu ouvir um pouco da conversa. 

– Faça uma boa viagem! E me traga ótimos relatórios sobre as investigações em Netuno. - Olímpia conseguiu reconhecer a voz do Grande Rei, que falava com o filho mais novo. Só que seu maior choque ainda estava por vir. - Eu ando desconfiado dos Governantes dos planetas, por isso, iremos iniciar a investigação com o Governador Netuniano. 

O rei estava falando com o príncipe Lee Chang-Ho sobre seu pai, ele soube disso na hora afinal, ela era a filha do Governador do planeta. Mas a sua curiosidade só aumentou após as próximas palavras dele. 

– Os ataques que tivemos lá não me parecem ter sido por meliantes insignificantes, existiam muita precisão naquilo. E aquele tipo de gás não é comum entre o civis. Por isso, olho aberto em cima das autoridades de lá. 

– Entendi, Appa. Farei meu melhor. Até o fim do mês. - Lee Chang-Ho responde. 

– Se cuida lá! Eu quero que estejas aqui até meu aniversário. - Dak-Hoo diz ao Hyung, após dar-lhe um abraço apertado. 

– Meu Deus! O quê isso significa? Não é possível que o Rei esteja desconfiando do meu pai! - Olímpia diz, incrédula com o que estava ouvindo. Queria poder alertar o pai sobre aquilo, mas não sabia como. 

Era estranho que o rei estivesse desconfiando de seu pai, afinal, ele sempre foi um homem honesto e que nunca deixou de transmitir os feedbacks com total sinceridade. Ela temia pela segurança de seu pai, pois se o Rei quisesse, ele poderia destituí-lo num estalar de dedos.

Minutos depois ela não escuta mais a conversa e olha para ver o que havia acontecido, mas constata que eles já haviam se afastado para o exterior do palácio. Ela começa a roer a unhas com o nervosismo que lhe percorria. 

– Olímpia! O que é isso!? - ela falava consigo mesma, se repreendendo daqueles pensamentos. - Seu pai não tem nada a temer! Afinal, ele é um homem honesto. Calma, ele vai se sair bem… 

– Falando sozinha senhorita? - Uma voz grossa pergunta atrás de si, a assustando e fazendo ela dar um salto.

– Aí meu coração! - ela diz, levando a mão ao peito e olhando para o rapaz. 

Se tratava de Han Dong-Sun, guarda pessoal do príncipe, e ela sabia disso, pois já o viu várias vezes seguindo o principezinho por aí. 

– Estava curiando a conversa dos outros? - Ele pergunta, sério.

– E-eu!? N-não! Nunca foi minha intenção. - Ela responde, nervosa. 

– Então por quê está gaguejando tanto, suando e mexendo as mãos dessa forma? - ele diz apontando para cada observação que fez. - Se não deve nada, por quê tanto nervosismo?

Olímpia fica chocada com a capacidade do guarda em concluir tudo aquilo apenas a observando. Sua boca fica num formato de um perfeito "O". Dong-Sun permanecia imparcial e aguardando uma resposta da garota de ascendência asiática. A Netuniana suspira, se dando por vencida.

– Okay! Você ganhou. Eu estava me sentindo sufocada dentro do Famale Room e resolvi dar uma volta. No caminho acabei ouvindo uma conversa que me chamou a atenção, mas não me entenda mal!! Eu não sou assim, normalmente… é que, o Rei estava falando do meu planeta, em específico, do meu pai. 

Olímpia diz com sinceridade. O rapaz analisa as expressões da garota e constata que ela falava a verdade. No outro ponto, ele também sabia daquilo, já que seu pai iria acompanhar o príncipe naquela missão. 

– Eu compreendo a sua posição. Mas isso foi um ato grave de sua parte. - Dong-Sun responde.

– O quê quer dizer com isso? - Olímpia temeu pelo quê o rapaz quis dizer.

– Eu terei que comunicar isso ao Rei. 

Nessa hora, o sangue de Olímpia desapareceu de sua face. Ela sabia que se o rei descobrisse que ela estava ouvindo sua conversa poderia ser considerada uma traidora da corte e mais um indício para sua desconfiança se confirmar. E isso tinha uma pena mais grave do que para alguém que roubava. Por mais que quisesse se livrar daquela competição, sair de lá para a prisão não era sua melhor opção. 

– Por favor! Não faça isso!! Eu não fiz por mal! - Olímpia implora. 

– O quê a senhorita não fez por mal? - Dak-Hoo pergunta atrás de Olímpia. 

Ele retornava da despedida do irmão sozinho, pois seus pais seguiram por outro caminho já que tinham alguns assuntos a tratar com alguns dos guardas de plantão naquela tarde.

– Alteza! - Dong-Sun faz um reverência. 

Olímpia estava em um grau de choque que apenas arqueou as órbitas ao encarar o herdeiro que também a encarava com uma expressão séria. 

– Prin-principe! - ela gagueja e logo se pragueja mentalmente por estar fazendo aquele papel de garota medrosa.

– O quê está acontecendo aqui? - Dak-Hoo retoma a perguntar, encarando dessa vez o guarda. 

Olímpia se vira para ele e o encara com um olhar de súplica, ela não queria que aquele guarda abrisse o bico que a levaria para a prisão, mas aquilo não funcionou com ele.

– Eu acabei a pegando ouvindo a conversa que tinham na despedida do príncipe Chang-Ho, senhor. - o guarda responde. Ele era muito fiel a farda e principalmente ao amigo, sendo assim, não poderia esconder algo do tipo do rapaz. 

Olímpia bate com a palma da mão na testa. Agora era oficial, ela seria mandada para a forca, acusada de espreitar a conversa confidencial da monarquia, e sua família poderia pagar por isso, graças a sua falta de cuidado e ao linguaruda do guarda com pose de cão fiel.

– Isso é verdade, senhorita Maillard? - Dak-Hoo tinha uma voz grossa, se fosse em uma outra situação, ela até acharia sexy, mas naquele momento, ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha. 

Respirando fundo, ela se vira para o rapaz que tanto lhe dava nos nervos. Se fosse para ser jogada nas masmorras, ela iria após falar tudo o que se passava em sua cabeça. 

– Olha! Eu não fiz por mal! Mas aconteceu. Afinal, estavam falando também de minha família. Não vou me humilhar e pedir por misericórdia, já que são vocês quem mandam em tudo né! Seria até pedir muito por clemência. Pode fazer o que mais convém. Mas não se metam com minha família! Eles são honestos e disso, ninguém pode dizer o contrário! Também não estou dizendo que sou uma espiã, mas visto o que aconteceu… eu aceitarei minha pena.

Olímpia diz com ousadia, não ligando para mais nada. Se fosse aquele seu fim, ela iria com dignidade. Ela junta as mãos para o alto como se esperasse que as algemas fossem postas e fecha os olhos, aguardando ser arrastada para uma acusação injusta. 

Depois de um tempo, não sentindo nada de estranho envolvendo seus pulsos, ela abre os olhos e vê um príncipe em pé com os braços cruzados enquanto a encarava com uma das sobrancelhas arqueadas. Até parecia cômico aquilo tudo para quem via de fora.

Uma pequena movimentação é notada próximo a eles, e se tratava do Rei e da Rainha acompanhados de alguns guardas. O rei olha para aquela situação com estranheza e vê as mãos da menina estendida. 

– O quê é isso?! - Chul-moo pergunta, sério. 

– Majestade!? - Os três fazem uma reverência e de imediato Olímpia abaixa as mãos. 

– Appa! Já resolveu o que tinha para resolver? - Dak-Hoo prossegue. 

– Sim! Não se preocupe. Mas não respondeu minha pergunta, o que está acontecendo aqui? - Ele retoma a perguntar.

– Não é nada! Eu apenas esbarrei na senhorita Maillard e a estava cumprimentando. - Dak-Hoo responde com serenidade, não revelando o real motivo. Coisa que surpreendeu Olímpia. 

– Hmm! - é tudo o que o rei diz. Ele a encara com um olhar frio, pois sabia que ela era de Netuno e filha do Governador de lá, e aquilo não o agradava. - Quando terminar aí, venha comigo. Temos assuntos a tratar.

– Tudo bem, só vou me despedir e já vou.

– Está tudo bem querida? - Sandara pergunta, ao notar a menina nervosa. - Parece que está passando mal!

– Oh! Não é nada de mais… - ela tenta desconversar. 

– Deve ser pela felicidade em estar diante de pessoas tão importantes. Não é mesmo senhorita Maillard? - Dak-Hoo a interrompe e ela o encara surpresa e sorrir amarelo.

– Sim! Era exatamente por isso... - ela responde com um pouco de incômodo com aquilo. - Bem… eu vou retornar ao Famale Room. Com licença Majestades, Alteza! - ela diz fazendo uma reverência.

Passa por Dong-Sun e o encara com um olhar mortal. Estava furiosa por ele a ter dedurado. No caminho de volta, ela ficou pensando no que levou Dak-Hoo a não dizer nada para o Rei. Ela tinha uma imagem negativa sobre o príncipe, e aquilo não foi o que ela esperava. Mas ainda assim, não confiava totalmente nele. O que poderia ter levado a ajudá-la? Boa coisa é que não era, imaginou ela. 

Enquanto toda aquela treta rolava, no Famale Room Aurora e Helena tentavam aprender a andar de salto já que não era seu forte e foram exigências da tutora, principalmente para Aurora como castigo por ter se atrasado no baile. Para isso, Sophia a auxiliava, mas via que seu trabalho estava sendo um completo desastre, pois a morena já caiu várias vezes e parecia uma destrambelhada caminhando. 

– Aí Aurora!! Eu desisto de você. - Sophia responde, se jogando num pufe. - Helena aprendeu de boas, mas o que acontece com você?!

– Não desista tão fácil assim dela, Sophia… - Helena pede com manha. 

Sophia estava na esportiva, mas tinha que admitir que a Uraniana não era boa naquilo. Fazendo uma cara de cão sem dono, ela olha ao redor, e todas estavam ligadas em algo particular. Num canto, viu que Ayla estava acompanhada de Aziza e Estella, falando sobre o ocorrido de mais cedo. Esther estava deitada no sofá e Jin-Hee havia ido para a varanda, Serena lia um livro do outro canto da sala. Apesar de não estarem conversando, Belinda estava sentada próxima de Nailah, que olhava uma revista e parecia zangada com algo. 

Foi aí que uma idéia lhe passou pela cabeça. Nada melhor do que uma instrutora que manjava do negócio. Sophia da a sugestão a Aurora, que com cautela se aproximou de Belinda com um enorme sorriso. Esperava que desse certo. Belinda a encara com aquele olhar neutro que tinha, e que era capaz de derrubar até um avião. 

– Olá Belinda! - Aurora fala, um pouco acanhada.

– O quê você quer?! - a loira pergunta sem rodeios, já imaginando que a outra queria algo.

– Uau! Que direta - ela fala baixinho. - Reparei que você não tá fazendo nada, e gostaria de te pedir um favor… 

– Não diria que não estou fazendo nada. - Ela responde, seca. Aurora faz um bico de tédio. - Mas me diga logo o que deseja. Talvez eu pense se o que tem a propor valerá mais a pena do que o que estou fazendo. 

– Aigoo! Soube que é modelo, com isso, deve ser boa em andar de saltos… eu gostaria de saber se você poderia me ajudar. A senhora Kim me passou essa intimação, de que até o fim do dia deveria ser a garota que melhor andava a salto. Sophia tentou me ajudar, mas falhei miseravelmente. 

Aurora pede, fingindo simpatia, visto a forma como a loira se retratou a ela. Aquilo até parecia sacanagem com a Belinda, afinal, ela nunca teve problemas com os calçado. Por parecer tão fútil, sentiu vontade de se negar, mas ela tinha uma obrigação moral consigo mesma de fazer o bem sem olhar a quem e nem o quê. Sua boa ação daquele dia começaria por aquela pobre criança, assim ela pensou.

– O que eu estava fazendo era mais agradável. - ela diz, pois estava em um de seus momentos de meditação. - Mas hoje é dia da caridade. Então, espero não me arrepender. Vamos.

Belinda diz, se levantando com graça e caminhando até o meio do salão. Aurora encara a loira alta com pasmo pela postura irônica da modelo. Jurava que ela se negaria a ajudá-la. Viu as duas amigas do outro lado com uma expressão contente por ver que ela tinha aceitado.

Aurora se aproxima de Belinda que a encarava com um olhar imodesto, mas a morena também não ficou atrás, colocou sua melhor cara de confiança e olhou para a outra com convicção. 

Belinda achou graça daquilo. Para ela, uma ação ou um trabalho era tudo a mesma coisa e ela fazia aquilo com muita seriedade. 

– Do que está rindo? - Aurora questiona. 

– Dessa sua expressão. Não é assim que se faz. 

– O quê há de errado com minha expressão?

– Quando quiser demonstrar empoderamento, você deve ter confiança em si mesma, e isso será transmitido no olhar. - A loira responde, levantando o queixo de Aurora. 

– E o que isso tem há ver com as aulas de salto? - Helena pergunta, intrigada.

– Só se anda bem de salto se você tiver confiança. Se ficar com essa cara de quem comeu e não gostou, ou achando que é durona por usar essa expressão e achar que é a rainha do samba, saiba que seu tombo será feio. 

Belinda explicava para elas como deveriam fazer: Melhorar a postura, levantar o queixo, ter um olhar horizontal, movimentar os joelhos um na frente do outro a cada passo e, principalmente, autoconfiança. E assim foi. As meninas observavam tudo e anotação mentalmente para utilizar depois. 

– A regra número um não estar nos pés, mas sim na sua mente. É sua mente quem fabrica os movimentos, seus pés apenas o obedecem. - A Saturnina diz com convicção. - voilà! Perfeita agora. 

Ela diz, após ver que Aurora conseguiu o impossível. Ela caminhava com elegância enquanto ia e voltava. Seu sorriso era de alguém feliz com a proeza e a gratidão pela instrutora. Belinda também estava satisfeita consigo mesma e com seu ótimo trabalho ambulante. 

– Muito obrigada, Belinda!! Você salvou minha pele. - Aurora diz com gratidão. Belinda dá de ombros e apenas um sorriso, para ela, nada era impossível. 

– Eu sei. Agora, voltarei para meu momento de paz. Bye bye! - ela diz, saindo da presença das meninas e retornando para seu canto. 

– Ela é tão mística! - Sophia diz. - Gostei da vibe dela. 

– Ela parece meio durona e indiferente, mas na verdade é atenciosa. Teve muita paciência com você Aurora. - Helena comenta, com graça. Visto que mesmo tendo chegado a uma pessoa que andava bem de salto após as aulas, tiveram bastante quedas pelo caminho. 

– Parece ser gente boa. - Aurora responde. - Bem… deixe-me descansar um pouco. Só pôr quê aprendi não significa que tenho que continuar torturando meus lindo pezinhos, não é mesmo!? 

As outras duas riem após ouvir a garota dizer aquilo e correr para o assento mais próximo e se jogar nele e conclui:

– Agora sim! Isso é que é vida...


Notas Finais


Ulala!!
Vimos um pouco de três meninas aqui, então, oq acharam delas?
Eu tô amando escrever sobre elas, e ainda temos muito mais pela frente.
Na parte da Olímpia não iremos considerar o momento dela com o Dakzinho pq não foi um tipico encontro.
Vimos um pouco sobre a Aurora e a Belinda, as outras que foram mencionadas não contam como momento delas, pois o foco foi em outra finalidade.
Bem... Era isso que eu tinha para destacar.

Eu estava achando que nem conseguiria postar hoje, mas no finalzinho da tarde as ideias começaram a surgir, então peguei o embalo e escrevi. Espero realmente que tenham gostado.

( Não queria dizer isso, mas vejo que algumas criadoras deram um chá de sumiço, e isso pode implicar mais na frente. Algumas não me mandaram o tipo de encontro e eu tô só observando... Depois não reclamem, okay!?
Eu apenas estou lembrando algumas pessoas. Umas já me deram seu feedback e eu super entendo. Já disse que sou uma pessoa aberta a conversa.)

Bem, eram essas as minhas observações... Se cuidem galera.
Até o próximo capítulo 🥰✨


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