História Planetary Game ( Os Jogos) - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Alma Coin, Caesar Flickerman, Coriolanus Snow, Haymitch Abernathy, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais
Tags Jogos, Romance, Sobrevivencia
Visualizações 11
Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês ^^
(Este capítulo está sujeito á mudanças futuras, não é algo 100% oficial, por enquanto)

Capítulo 2 - A Vida Antes dos Jogos


Fanfic / Fanfiction Planetary Game ( Os Jogos) - Capítulo 2 - A Vida Antes dos Jogos

O tempo é o melhor remédio para curar as feridas, mas as cicatrizes hão de ficar para que possamos suportar futuras dores”.

Aulos Carvalho.

 

Planeta Terra, 2213 depois de Cristo.

Ano da 183° edição do Planetary Game.

O sol já estava alto no céu, meu corpo estava cansado e mesmo assim eu estava disposta a mais uma corrida, a mais importante do dia... Porque é a última que poderei correr legalmente este ano: Amanhã é o dia da seleção. Como muitos, estou aqui, no meu colégio para treinar, e olha que hoje não tinha aula, não sou obrigada a vir. Mas eu preciso vir. Quero estar preparada para o pior.

Olho para as arquibancadas e vejo minhas amigas conversando. Elas só vêm aqui para conversar e olhar meus treinos. O que mais me incomoda é a atitude delas quando pergunto qual a estratégia delas caso fossem escolhidas na seleção para os jogos.

"Não acredito que eles olhariam para mim na hora da seleção com tantas outras garotas. E mesmo que fosse eu, morreria e ponto. Agora pare com essa paranóia, você não vai ser escolhida!", diziam elas. Mas é incrível que elas se esquecem de que minha família não tem paz a três gerações por causa desses jogos...

Um apito me tira de meus devaneios e a treinadora grita:

-Atenção! Todo mundo em suas marcas. Essa é a última corrida de vocês este ano! Lembrem-se porque estão aqui!

Ando até minha posição e me alongo, aproveitando que a treinadora estava mexendo em um formulário. Olho para os outros alunos que também correriam, mas me deparo com um par  de olhos castanhos me observando. Era um garoto, ele era meu colega desde o sétimo ano, a cinco anos. Eu o apelido de O Adversário, apesar de seu nome verdadeiro ser Jonathan Tuner, porque parece que ele compete contra mim em tudo, nossas notas foram muitas vezes as mesmas, nos treinos ele ganha de mim as vezes e eu em outras, como se revezássemos a vitória... E isso me incomoda, muito.

-O que foi?- Pergunto irritada, ele logo desvia o olhar, parecia constrangido.

-Nada.- Diz ele no mesmo tom e logo se posicionou em sua marca. Arqueei as sobrancelhas e me posicionei também. Ok, vai ser fácil.

A treinadora se certifica que todos estavam em suas devidas posições e quando tudo estava em ordem. Após um momento de espera ela diz:

-A corrida começa ao som do apito! -diz ela, pegando o apito e levando-o aos lábios. - Preparar... E vai- o som do apito soa alto e sem cerimônia, meu corpo se move para frente adquirindo velocidade. São 4 voltas numa pista de 400 metros, coisa fácil, mas infelizmente tenho um adversário à  altura. Na primeira volta uma garota a minha esquerda toma a liderança, sinto que comecei mal a corrida e corrijo imediatamente os erros que cometi. Logo, na segunda volta, a liderança era minha.

Sorri, não vou permitir que O Adversário ou qualquer pessoa tome a frente... Ah não! Ao fim da segunda volta vejo O Adversário me ultrapassar!

Hoje não, garoto! Reforço minhas pernas, tentando aumentar minha velocidade.

Consigo até retomar a liderança na metade da terceira volta, mas ao que parece O Adversário não estava disposto a facilitar as coisas para mim, pois na quarta volta praticamente correu ao meu lado. E a linha de chegada estava ali adiante. 
Olhei para o Adversário e percebi que ele se deu conta do mesmo. Era eu ou ele. Foquei na linha de chegada e obriguei minhas pernas chegarem ao limite. Mas eu não podia parar, não posso perder para ele de novo, pelo canto do olho vejo que ele faz o mesmo. Próximo a linha de chegada, fecho os olhos. Vixe, seja o que Deus quiser!, penso. Só reduzi minha velocidade assim que escuto o apito da treinadora.

Respirei fundou várias vezes, quando finalmente tive forças para endireitar o corpo, vi que O Adversário estava curvado sobre os joelhos à dois metros à minha frente. Droga, ele deve ter ganhado!Assim que todos recuperamos o fôlego, olhamos para a professora com expectativa. Ela olhava para mim e para O Adversário como quem não sabe quem escolher. O que será que aconteceu.

-E então, professora... Quem ganhou?- Ofeguei, colocando a mão sobre meu abdômen dolorido. 

-E- eu não sei! Acho que deu empate. -Disse ela, olhando para mim e para meu adversário.

-Como assim, professora? -Perguntou Alexander, o assistente da professora. - Isso é possível?

-Parece que agora é. -Diz a professora. Ela resolveu então conferir as câmeras de vigilância que servia para a segurança do colégio e um espião da Organização Interplanetária. Lá, vimos o vídeo varias vezes e ainda era inacreditável. Pela tela, vejo que não foi apenas eu que fechei os olhos no final da corrida. O Adversário havia feito a mesma coisa.

-Mas como isso foi acontecer? -Perguntou o adversário, boquiaberto. -Eu nunca vi algo assim...

-Bem, parece que foi mesmo empate. -Concluiu a professora antes de se voltar para todos nós. –Bom, gente. Com isso encerramos os treinos deste ano e, quando a seleção começar, esperamos que nenhum de vocês tenham o rosto estampados no telão dos jogos. Boa sorte a todos e espero de todo o coração ver vocês todos aqui no ano que vem. Estão dispensados...

E com isso, a turma se despertou. Alguns foram direto para casa, outros foram tomar uma ducha, e alguns, como eu preferiram apenas se trocar e ir embora. Caminhei direto para o vestiário.

Eu já havia substituído a regata suada por uma camisa pólo feminina e o shorts curto de corrida por uma jeans... Só tomaria banho em casa. Mês passado, dois garotos entraram no banheiro do vestiário feminino durante os treinos e quando algumas garotas foram tomar banho tiveram um baita susto. Eu iria logo a seguir, mas por sorte, eu não tinha nem me despido quando os gritos começaram.

Ri com esse pensamento. Não adianta a OIP estender os jogos por mais dez anos, algumas manias humanas não mudam nunca. Então me dou conta de uma verdade horrível: Se os humanos, não mudam nunca, os jogos não terão mais fim!

“Estamos condenados a perecer nesses jogos para sempre", penso de repente com um gosto amargo na boca. Mas antes que eu entrasse em pânico com essa perspectiva associando ao meu medo de ter meu nome escolhido na seleção, escuto a porta do vestiário se abrir e logo Judy, minha melhor amiga, se junta a mim, parando ao lado do meu armário, cruzando os braços e com um sorriso no rosto.

-Dessa vez, eu tenho certeza, é amor. -Disse ela do nada.

-O quê? -Digo olhando distraída para meu i-pod. Judy riu.

-Você e seu "adversário". Agora eu sei que é amor.

-Do que você está falando, Judy? -Digo passando a encará-la. Ela revira os olhos.

-Você sabe do que eu estou falando. Você e ele: notas iguais, igualmente rápidos, ágeis, inteligentes e destrutíveis. -Dizia ela, contava nos dedos cada item mencionado.- Revezam as vitórias e se odeiam. Para mim isso é amor.

-Pode ir parando! - Digo, erguendo um dedo, em riste, pois eu tinha meus próprios motivos para não encorajar esse tipo de conversa, muito menos em relação á Jonathan. -Não é culpa minha ter os mesmos resultados que ele, segundo que ele é mais forte e eu sou mais ágil. Terceiro, eu não o amo nem o odeio. Só estou mantendo distância dele.

-Por quê?

-Por quê...? Ora Judy, a seleção começa amanhã, eu não quero arriscar.

-É muito improvável que você vá ser escolhida, e quer saber por quê? Você é uma e um bilhão. Pare com isso! Ninguém aqui vai ser escolhida, minha amiga.

-Que Deus te ouça, Ju.

Fecho meu armário e amarrando meus tênis falo:

-Mas eu não sei por que você vive insistindo nisso. Eu e o... o Adversário não temos nada em comum além dessas coincidências...

-Mas não é você que diz que coincidência não existe?

-Sim, mas abro uma exceção para isso. -Digo revirando os olhos.

-Quanta enrolação. Para mim, você tem medo de falar com ele, isso sim...

-Não viaja!

 Caminhamos até a saída do vestiário e no corredor, nós duas vemos meu Adversário no exato momento que ele chega ao portão de saída do colégio.

-Olha lá. Lá vai o seu amado adversário. Você perdeu a chance de finalmente falar com o amor da sua vidinha.

Reviro os olhos novamente e deu um empurrão leve em Judy.

-Cala a boca, Judy! Por que você não vai atrás do teu namoradinho?

Judy parou de andar e olhou para o chão, cabisbaixa. Sempre que isso acontece é porque ela brigou com Matheus, o namorado dela.

-Ah não Ju, o que foi que aconteceu dessa vez?

-Eu não sei! Antes ele parecia estar tão feliz com nosso relacionamento, mas de uns dias para cá ele tem agido tão estranho - fungou ela. -Eu não sei o que esta acontecendo, eu sei que não fiz nada de errado... E se... E se ele estiver com outra? Meu Deus! O que eu faço?

-Se voluntarie para os jogos amanhã...

-Daniele!- gritou ela furiosa, com lágrimas escorrendo em abundância agora. Ah,  só por curiosidade, Daniele é o meu nome.

-Desculpe Judy, mas é você que dizia que se Matheus terminasse com você...

-Eu sei o que eu dizia, mas isso não quer dizer que eu faria de verdade caso ele realmente terminasse comigo!

-Calma Judy! Pode ser qualquer coisa! Ele pode estar apenas passando por algum problema, pode estar com medo de ser escolhido... Você nunca pensou nisso? Talvez ele tenha medo de ir e não sobreviver para voltar para você! Você nunca pensou nisso?- falei abraçando Judy.

-Não... Quer dizer, sim. Mas eu simplesmente não consigo acreditar que isso vá acontecer!

-Mas eu acredito Judy. -Escutamos uma voz masculina no corredor atrás de nós

 


Notas Finais


Até mais ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...