História Plano B - Um plano de amor - Capítulo 21


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Categorias La Casa de Papel
Tags La Casa De Papel, Nairobi, Professor, Raquel Murillo, Sérgio Marquina
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Palavras 2.206
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá a todxs!
Esse capítulo está bem extenso e se não entenderem alguma parte dá um grito....rsrs
Sem mais delongas, boa leitura!!!

Capítulo 21 - Revelações


Fanfic / Fanfiction Plano B - Um plano de amor - Capítulo 21 - Revelações

Madrid

Alberto e os outros policiais envolvidos na rede de propina da Polícia Científica descobriram a dois meses que Sérgio e Thomas estavam os investigando, mandaram dois capangas para Palawan para matar Sérgio e destruir as provas que os incriminavam. Para eles Sérgio havia morrido, eles não sabiam que ele tinha conseguido escapar e que estava escondido em um apartamento em um bairro afastado do centro da cidade. Depois da confusão no barco que determinou com a morte um dos capangas, Alberto pediu ao outro capanga que fosse até casa de Sérgio para destruir as provas, porém ele não encontrou nada, por isso deduziram que as provas estariam com Thomas.

Thomas não se surpreendeu quando viu Alberto, ele sabia que a qualquer momento esse encontro aconteceria e como imaginou não podia esperar hombridade de Alberto, ele não resolveria as diferenças homem a homem.

- Todo esse teatro é por causa dos tapas que você mereceu?

- Você sente superior, não é? Só que para mim você não passa de um moleque abusado. - Respondeu Alberto segurando no queixo de Thomas.

- O que você quer?

- Você sabe exatamente o que eu quero.

- Está enganado. Eu não sei o que você quer.

- Já nos livramos daquele maldito assaltante da Casa da Moeda. Se não quiser ir para o inferno junto com ele é melhor começar abrir essa sua boca.

- Não sei do que você está falando.

- Para de fingir Thomas! Nós sabemos que você e o Professor descobriram o nosso negócio.

- Professor? Eu não conheço esse cara.

- Não? Então o que é isso? - Alberto pegou o celular e mostrou várias fotos de Thomas junto com Sérgio em Palawan. - Deixa de palhaçada e me fala onde estão as provas.

- Eu não sei de nada.

- Eu vou perguntar de novo. Onde estão as provas?

- Eu não sei. - Dois homens batem em Thomas.  

- Quer mesmo ficar aqui apanhado? Seu amiguinho está bem morto no fundo do mar.  

- Eu não sei de nada.

- Vamos deixar você refletir um pouco. - Disse Alberto dando um tapinha no rosto de Thomas. Alberto e os cincos homens foram embora do galpão deixando Thomas amarrado na pilastra de concreto.

Flashback

Palawan

No escritório da casa de Sérgio.

- Esses são os envolvidos? - Perguntou Thomas a Sérgio indicando o mural com o organograma da rede de propinas da Polícia Científica.

- Sim. Todos eles.

- Esse é o cabeça do esquema?

- Sim, o perito Alberto Vicunha. - Afirmou Sérgio apontando para a foto do ex-marido de Raquel.

- Sérgio, esse negócio é muito perigo. Esses caras são peixe grande.

- Eu sei, mas agora não é hora de desistir, porém tem uma coisa que quero te pedir. - Disse Sérgio colocando as mãos sobre os ombros de Thomas.

- O quê?

- Se algo acontecer comigo quero que destrua este lugar. Aqui estão as chaves da casa. - Disse Sérgio entregando as chaves nas mãos de Thomas.

- Sérgio, não fala isso. Como assim se algo acontecer...

- Não sejamos ingênuos. Esses caras não vão sentar e conversar conosco, quando eles nos encontrarem eles vão nos matar.

- E você ainda quer continuar investigando?

- Sim, é uma questão pessoal. Esse homem destruiu a vida da Raquel, mas eu vou colocar as peças no lugar e devolver a rainha o lugar dela no tabuleiro. - Disse Sérgio com convicção enquanto o amigo preocupado o ouvia em silêncio.

****

Horas depois…

Alberto e os cincos homens voltaram ao galpão. Thomas mesmo em pé havia adormecido para acordá-lo um dos homens jogou sobre sua cabeça um balde de água gelada, fazendo com que acordasse bruscamente. Assim como naqueles interrogatórios clandestinos, onde o suspeito amarrado sob uma luz amarelada é constantemente torturado para que confesse seu crime, mesmo que nunca o tenha feito, Alberto fez com Thomas. Porém de nada adiantou o advogado permaneceu em silêncio. - Você escolheu o seu destino. - Disse Alberto fechando a porta do galpão deixando Thomas no breu, caído entre poças d’água com graves ferimentos no corpo.

Dois dias depois…

Sem ter notícias de Thomas, Raquel entrou em contato com Ángel e pediu a ele que investiga-se o desaparecimento do advogado. Depois de 35 horas de investigação encontraram o galpão onde ele estava abandonado. O advogado estava vivo, porém estava gravemente ferido, desidratado e tinha dificuldade para abrir os olhos, por conta das longas horas que permaneceu no escuro. Foi levado ao hospital para ser medicado. Raquel foi visitá-lo assim que soube do seu paradeiro.

- Como você está?

- Agora melhor, eu acho.

- Thomas quem fez isso como você?

- Eu não sei, eles tinham os rostos cobertos.

- Eles disseram por que te prenderam?

- Não. Eu acho que me confundiram com outra pessoa.

- Outra pessoa? Thomas eu não sou imbecil. Ninguém é deixado num buraco para morrer à toa.

- Eu não estou te entendo Raquel.

- Eu sei que você e o Sérgio têm um segredo e que alguma coisa deu errado, porque o Sérgio desapareceu e você está aqui todo arrebentado.

Com riso forçado o advogado respondeu: - Você tem uma imaginação fértil Raquel. Não existe segredo nenhum.

- Eu sei que você não vai me contar, mas não tem problema porque eu vou descobrir. A amanhã estou indo para Palawan. - Raquel se levantou da poltrona que ficava ao lado da cama onde Thomas estava deitado. - Eu não sei qual é merda que você se meteu, mas pensa bem, porque agora você não está sozinho, você tem um garoto de 10 anos sob sua responsabilidade. -  Fechando a porta do quarto Raquel foi embora do hospital.

Thomas suspirou profundamente, agora o segredo que ele e Sérgio guardaram por um ano estava muito perto de ser descoberto por Raquel.

****

Dois dia depois…

Palawan

O período de chuvas em Palawan estava indo embora e o sol timidamente mostra sua cara. Os aeroportos, os portos e as redes telecomunicações ainda com algumas irregularidades voltavam a funcionar. Passava das 7:00 da manhã quando Raquel desembarcou na cidade, imediatamente pegou um táxi em direção à casa de Sérgio. Quando chegou a casa estava trancada, tocou a campainha, mas ninguém atendeu. Um morador que a observava se aproximou e disse que fazia dias que não via o dono da casa. Raquel perguntou ao homem se notou algo estranho na casa. O homem disse que viu algumas pessoas desconhecidas dentro da casa. Na descrição do morador uma dessas pessoas se encaixava com o perfil de Thomas. Nesse instante Raquel teve a certeza que Thomas havia mentido para ela.

Disposta a encontrar Sérgio, Raquel caminhou pelos locais por onde ele lhe disse frequentar. As pessoas diziam que fazia muito tempo que não o viam. Depois de horas caminhando Raquel recordou do barco de Sérgio e foi até o cais. Conversou com alguns pescadores, mas ninguém sabia informar. Até que viu o barco de Sérgio, ela o reconheceu facilmente, era o único com uma bandeira rubro-negra, ele estava isolado dos outros barcos e tinha uma faixa amarela e preta na frente. Raquel se aproximou, mas foi impedida por um oficial da Guarda Costeira. Ela o questionou e o oficial lhe contou do acontecido. Raquel ficou sem ar quando o oficial lhe disse que dois homens haviam morrido. Segundo o oficial o corpo de um deles não tinha sido encontrado porque caiu no mar, porém as chances de sobrevivência eram mínimas, pois com as constantes chuvas o corpo teria sido arrastado para o fundo do mar. O homem não sabia descrever como eram as pessoas envolvidas e orientou a Raquel ir até a delegacia, onde teria mais informações.

Fingindo ser uma repórter ela perguntou a um policial sobre o acidente. O homem mostrou detalhes da ocorrência, que foi registrada por pescadores, entre as provas coletas havia uma gravação de câmeras de segurança. O policial encantado com o sorriso de Raquel não hesitou em mostrar a gravação, a imagem estava um pouco distorcida, mas pelo vulto do homem que caiu na água era Sérgio. Ela sentiu o chão desabar sob seus pés, suas mãos ficarem geladas e o ar faltar em seus pulmões, tal como ficava quando estava muito nervosa. Ela tentou disfarçar para não levantar suspeitas, mas não conseguiu e precisou de um copo d’água para se recompor. Só quando saiu da delegacia ela se permitiu chorar, não podia crer que Sérgio estava morto. Atordoada ela caminhou sem rumo pela praia, não sabia o que fazer ou que pensar, o homem que amava estava morto há dias e ela não sabia. Desolada ela voltou imediatamente para Madrid.

****

Madrid

Raquel chegou em casa arrasada, mas na frente da mãe e da filha tentou disfarçar o semblante alegando que estava cansada. Em seu quarto na cama ela chorou a noite toda, sentia um vazio imenso dentro do seu coração, não queria acreditar que Sérgio estava morto e que nunca mais o veria. No dia seguinte, mas tranquila e tentando se acostumar com os fatos ela se arrumou para encontrar com Ángel, que havia lhe mandado uma mensagem no celular. Duas horas depois Raquel estava num bar qualquer da cidade, Ángel havia sugerido para se encontrarem no Hanói, mas era demais para ela voltar no lugar onde sua história com Sérgio começou, ainda não estava pronta para isso.

Ángel trazia notícias sobre a investigação de Thomas. Raquel havia pedido ao amigo para investigar o advogado, pois desconfiava dele desde o dia em que o conheceu em Palawan. O inspetor lhe contou que a história sobre os pais do advogado era verdade, que depois da morte da mãe e a prisão do pai ele pulou de abrigo em abrigo até ser adotado aos 12 anos por um casal de italianos da Sicília. O casal era dono de um vinícola, não puderam ter filhos e criam Thomas como muito conforto e bem-estar. Ángel disse que Thomas mudou para Madrid a exatos três dias do fim do assalto a Casa da Moeda e que no computador do escritório dele havia centenas de fotos de Raquel e sua família.

Após a conversa Raquel foi direto para o escritório de Thomas. Assim que ele abriu a porta ela o empurrou.

- Que isso? Por que está me agredindo?

- Quando pretendia me dizer que o Sérgio está morto?

- Que? Do que está falando?

- Chega de mentiras.

- Raquel calma! Vamos conversar civilizadamente. - Disse Thomas levantando as mãos para cima.

- Você ainda não me respondeu. Por que não me disse que o Sérgio está morto?

- De onde você tirou isso?

- Chega de mentiras. Eu quero a verdade. - Disse Raquel visivelmente irritada.

- Tudo bem. Vamos nos sentar. - Respondeu Thomas indicando o sofá.

- Eu fui a Palawan, eu sei do acidente no barco, eu vi as imagens da câmeras de segurança e sei que o Sérgio está morto.

-Bem, eu não acredito nisso. O que existe são indícios, enquanto não apresentarem um corpo, eu acredito que ele está vivo.

Raquel balança a cabeça indignada com a resposta. - O que vocês estavam fazendo para isso acontecer?

- Raquel…

- Por favor, eu preciso saber o que aconteceu com o Sérgio.

-  Há um ano nós estamos investigando seu ex-marido e descobrimos que ele faz parte de uma rede de propinas da Polícia Científica. Em troca de dinheiro eles somem com provas contra grandes políticos e empresários espanhóis. Tudo estava sob controle até que eles nos descobriram e mandaram dois homens para Palawan. Eu coloquei pessoas da minha confiança para proteger o Sérgio, mas eles se distraíram e aconteceu o que aconteceu.

Raquel ficou perplexa. - Como assim? Rede de propinas? Do que você está falando?

- Fizemos tudo por sua causa. O Sérgio queria te ajudar a recuperar a sua filha.

- O quê?

- Quando o assalto da Casa da Moeda acabou o Sérgio sabia que tudo ia desmoronar na sua vida. Que aqueles homens da polícia não teriam pena de você. Então ele quis te ajudar, porque ele também foi responsável por isso.

- Eu não acredito no que você está falando.

- É verdade Raquel.

- Não. Tudo aqui é o mentira. Você mentiu o tempo todo para mim. Porque tem fotos minhas no seu computador, hein?

- Porque eu estava te seguindo. O Sérgio me pediu para te vigiar, eu mandava suas fotos para ele toda a semana, para que ele soubesse como você estava.

- Não acredito! Vocês são dois… Não tem respeito por ninguém.

- Raquel o que fizemos era para o seu bem.

- Meu bem? Você não sabe de nada. Eu vou embora daqui, porque está me dando nojo olhar para sua cara.

- Raquel espera, peguei isso. - Thomas a puxou pelo braço e lhe entregou uma chave e um cartão de papel.

- O que é isso?

- É a chave e o endereço de um cofre na Sicília, todas as provas contra o Alberto e os outros policiais estão lá.

- Eu não quero isso. - Respondeu Raquel devolvendo a chave para Thomas.

- Fica com ela e confirme tudo o que eu disse.  


Notas Finais


Tadinha da Raquel, sofrendo sem saber que o Sérgio está vivo. Ah, meu Deus!!!


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