História Plano B - Capítulo 5


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Cain, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Gustav, Hauser, Hawk, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, King Liones, Margaret, Meliodas, Merlin, Simon, Veronica, Zaratras
Visualizações 152
Palavras 1.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O que farei?


Fanfic / Fanfiction Plano B - Capítulo 5 - O que farei?

Não sei ao certo quando comecei a gostar do Meliodas, talvez tenha sido no dia em que ele se aproximou apenas para perguntar que caminho teria que seguir para chegar em sua casa.

Com um sorriso aberto mostrando os dentes brancos alinhados ele explicou que a cidade estava maior do que se lembrava e simplesmente não conseguia encontrar o endereço pretendido. Ou talvez tenha sido no dia em que o vi correndo atrás de seu irmão mais novo que estava furioso porque Meliodas não pode comparecer no jantar e esqueceu de avisá-lo, o loiro não inventou desculpas esfarrapadas e com as mãos enfiadas dentro dos bolsos da calça moletom, disse a seu irmão que não suportava seu tio e por isso preferiu passar a noite em um bar, quando finalmente seu irmão foi embora ele se virou de costas, olhou em minha direção e sorriu simpático antes de sair caminhando em um ritmo calmo, enquanto eu queimava de vergonha já que ele sabia que eu o observava.

Algum tempo depois o encontrei na festa de despedida que minha melhor amiga fez, Diane foi cursar medicina veterinária em Camelot. E naquela noite, após alguns copos de uma bebida doce com um teor alcoólico questionável, caí na besteira - ou não - de falar para ela que o carinha loiro era bonito.

Na base dos empurrões e uma crise de risos sem sentido da parte dela, Diane me fez ficar frente a frente com Meliodas e falou " ela tá' afim de você, cara", com dois tapinhas em minhas costas ela me deixou junto dele que escondia um sorriso vitorioso na borda do copo descartável azul.

E foi assim, em encontros não combinados, sempre sorrindo e conversando por horas a fio, que Meliodas conquistou-me. E no fim do primeiro semestre da faculdade, ele me surpreendeu com um par de alianças e um buquê de flores, Meliodas me pediu em namoro e eu aceitei.

Nas aulas vagas e em horas que podíamos ficar sem fazer nada, Meliodas começava a falar sobre o que visava para seu futuro.

"- Já pensou como será daqui à alguns anos? - Perguntei de repente durante uma manhã nublada, aproveitamos a falta do professor para ir até a cafeteira mais próxima e nos aquecer.

Ele ergueu as orbes verdes para me olhar nos olhos e sorriu encolhendo os ombros, bebericou um gole do seu café e deixou a xícara sobre a mesa.

- Eu estarei formado, exercendo minha profissão e casado com uma linda juíza.

Sorri ao notar o flerte e deixei que ele segurasse minha mão fria.

- Você quer se casar comigo?

- Claro - Ele respondeu convicto - E aí um dia teremos miniaturas de nós dois correndo pela nossa casa.

- Você quer ter filhos?

- Sim, mas não agora.

- Agora não. - Concordei segurando sua mão."

Em todos os planos que fazemos, um bebê nunca estava entre eles.

O que farei?

                           (...)

- Ah, eu nem acredito que finalmente estamos de férias!

Rio assim que Diane joga para cima um monte de folhas que folhas que estava segurando, elas caem desordenadas em sua volta.

- Agora você vai ter que recolher tudo sua boba - Digo - São anotações, não é?

- Sim, tudo que o professor passou - Ela puxa uma folha e estica em frente a câmera do seu computador para que eu veja.

- Uau a matéria é complicada - Assovio admirado.

- Não mais que a que você estuda, você vive com a cara enfiada nos livros.

- Não é pra tanto - Reviro os olhos - É só muita leitura.

- Eu sei - Ela sorri e arruma o computador sobre seu colo - Como está as coisas por aí?

- Bem.

Diane franze o cenho e cruza os braços sob o peito.

- Esse bem não me convenceu. O que aconteceu, você e o Meliodas brigaram?

- Não, está tudo bem entre nós.

Olho para a aliança de prata brilhando em meu dedo anelar direito.

- Você está irritada com ele?

- Não.

- Tá de TPM?

Um riso amargo escapa dos meus lábios e eu encosto as costas na cabeceira da cama.

- Quem dera fosse isso.

- Certo, eu desisto de tentar adivinhar o que é. Fale de uma vez.

- Acho melhor não.

- Elizabeth, - Diane respira fundo - você tá gostando de outro cara?

- Não! - Exclamo alto agradecendo que estou só em casa.

- Então fala logo caramba!

- Tem alguém com você no quarto?

- Não, a Matrona saiu faz um tempinho pra ir encontrar alguém, estou sozinha em casa.

Respiro profundamente e me inclino para pegar o teste de dentro da gaveta do criado-mudo.

- Não grite, okay?

- Por que eu gritaria... Porra Elizabeth isso é um teste de gravidez positivo?! - Diane berra assim que aproximo a haste na câmera do computador.

Reviro os olhos irritada por sua reação exagerada e coloco o teste de volta na gaveta, Diane mantém os olhos arregalados.

- Caralho, Elizabeth, isso é pior do que imaginei.

- É eu sei - Resmungo.

- Meliodas já sabe?

Balanço a cabeça em negação e ela murmura algo sem nexo enquanto esfrega a destra no cabelo.

- Você descobriu faz quanto tempo?

- Há exatamente quatro semanas.

- Meu Deus Elizabeth! Você descobriu bem no início?

- Sim.

- Você precisa falar para o Meliodas, ele tem que saber. Na verdade, como você escondeu isso dele até agora?

- Não sei - Dou de ombros - Ele está bem ocupado ultimamente.

- Mesmo assim, pegue esse teste e diga a ele que vocês serão pais.

- Acha que é tão fácil assim?

- Fazer é fácil, mas dar a notícia não?

A resposta rápida e ignorante de Diane me faz morder o lábio para evitar que eu a retruque.

- Certo, irei contar a ele.

Diane sorri satisfeita e faz um sinal de jóia com a mão.

- Espero que você diga a resposta ainda hoje, até logo!

Não tenho tempo de responder já que ela encerra a chamada de vídeo rapidamente, encaro a tela do computador por alguns minutos e puxo meu celular de cima do travesseiro ao meu lado, toco na foto do loiro que está na discagem rápida e levo o aparelho até a orelha, Meliodas atende no segundo toque.

- Bom dia, Ellie.

- Bom dia - Respondo - Está ocupado agora?

- Não, por quê?

Nervosamente fecho meu Notebook e começo a brincar com a barra da minha camisola.

- Quer ir almoçar comigo?

- Quero - Ouço o som inconfundível de algo se quebrando e Meliodas resmunga por ter quebrado outro copo - Onde quer ir?

- Vamos no restaurante perto da faculdade - Digo - Te encontro lá em uma hora.

- Tudo bem, te amo.

- Eu também te amo.

Encerro a ligação e derrubo o celular no colchão, meu estômago embrulha pelo nervosismo e me levanto da cama pronta para guardar os dois testes que fiz em uma caixinha de presente para dar a Meliodas.

Eu direi hoje!

                           ★

Entro no quarto enrolada na toalha e o mais rápido que consigo visto uma calça jeans e uma camisa larga, paro em frente a porta espelhada do meu guarda-roupa e penteio meus cabelos tirando alguns nós.

Paro de repente e encaro meu reflexo no espelho, viro de lado e levanto minha camisa procurando alguma coisa diferente em meu corpo, surpresa noto uma quase inexistente barriga que eu não tinha há duas semanas, abaixo o tecido da roupa e determinada calço meu tênis pego a bolsa tiracolo de cima da cama e saio do quarto.

                          ...

- Demorei?

Meliodas questiona assim que se aproxima da mesa onde estou, sorrio fraco e tiro os cotovelos da mesa, deixando minha postura ereta.

- Estou aqui só à uns cincos minutos.

Ele concorda e beija minha testa antes de se sentar na única cadeira livre, Meliodas segura minha mão e acaricia o torso com a ponta dos dedos, seus olhos me sondam atentos.

- Você está linda.

- Obrigada - Ruborizo com seu elogio - Está com fome?

- Acabei quebrando um copo e não tive tempo de comer nada já que tive que limpar os cacos.

Imagino Meliodas em seu apartamento reclamando sozinho enquanto varre os cacos de vidro.

- O que vai querer? - Pergunto e empurro para ele o cardápio.

- O que você pedir - Ele murmura e continua a mesma observar com um sorriso tranquilo nos lábios.

- Certo.

                             ...

Empurro o prato após terminar de comer a torta de morango que Meliodas escolheu para a sobremesa.

Reunindo toda a coragem necessária ergo meu olhar e me preparo para falar, porém paro assim que o loiro tira um papel de seu bolso e o empurra para mim.

Desconfiada pego e abro, lendo o conteúdo impresso, surpresa abro a boca em um perfeito O.

- Eu consegui - Meliodas sorri satisfeito - O estágio na clínica que eu queria.

- Parabéns! - Exclamo me inclino sobre a mesa beijando-o brevemente - Você estava tentando há algum tempo, certo?

- Sim - Ele diz satisfeito - Começo semana que vêm.

Mordo meu lábio inferior e perco toda a coragem que eu tinha reunido, o teste em minha bolsa parece pesar toneladas sobre minhas pernas.

- Você quer me falar alguma coisa? - Meliodas tomba a cabeça e me olha curioso.

- Não - Levanto da cadeira assim que sinto meus olhos se encherem de lágrimas - Vou ao banheiro.

Praticamente corro até o banheiro feminino e entro em uma das cabines vazias, me sento sobre a tampa da privada e escondo o rosto entre as mãos, meu choro corre livremente.

Como posso acabar com os planos de Meliodas falando sobre a gravidez?


Notas Finais


Olá pessoas


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