História Plano B - Capítulo 13


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Categorias EXO
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Xiuchen, Xiumin
Visualizações 336
Palavras 2.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal, não tenho muito a dizer hoje porque se disser, eu mesma vou pôr tudo para baixo.
Então vamos logo pular para a leitura...

Capítulo 13 - Querer


 

Isso está cada vez mais estranho. Após meses de convivência com meu marido e a terceira vez dividindo o carro consigo essa continuou sendo a minha única conclusão sobre si. Andar de carro nunca me pareceu tão incômodo quanto quando ele precisou ligar o rádio para não ouvirmos a respiração um do outro, de tão quietos que estávamos após aquela pequena discussão. Ele virou o rosto e chorou metade do caminho de volta, o que fez meu peito se apertar, já que não levei muito tempo para reconhecer que eu havia feito com ele exatamente o mesmo que ele fazia comigo quando disse todas aquelas coisas. Ser rude não era legal. Eu estava enjoado e queria vomitar tudo o que comi e bebi, e talvez Chanyeol também. E eu ainda o fiz dirigir após beber...

Abri a porta de casa e caminhei em silêncio até a sala, ouvindo o som dele tirando minhas chaves da porta e colocando sobre a bancada da cozinha. Som da porta da geladeira, som de louça. Ele está bebendo água ou suco? Água provavelmente. Notei que Chanyeol só gosta de suco de maçã e não temos mais nenhuma em casa.

Bufei, pisando sobre a parte de trás dos sapatos para ficar descalço e poder sentir o pouco conforto que consegui desenvolver lentamente neste lugar. Enquanto isso, a passos pesados dentro de seus sapatos sociais, escutei Chanyeol se aproximar e logo o assento do sofá ao meu lado afundou.

Fechei os olhos e respirei fundo, finalmente livre dos sapatos — mas não daquele clima pesado.

— Rouen, Baekhyun.

Aí ele começou.

— O quê? — Perguntei sem abrir os olhos. Mas pelo tom de voz ele parecia estar bem calmo. Chanyeol deu uma longa pausa e ao se sentir pronto, prosseguiu.

— Rouen. Esse é o  nome do lugar onde estive esses dias. Conheci Zitao por lá, fazendo algumas fotos, e após notar a coincidência entre ele e a EXODUS, acabamos conversando sobre um possível contrato. — Deu de ombros. — Isso foi tudo o que aconteceu, por favor, não duvide. — E aquela última frase era exatamente o que eu precisava para ser persuadido.

Mordi os lábios após ouvi-lo dizer aquilo. Sua desculpa despejada sobre mim não explicava o porquê dele estar tão bronzeado, e ele sabia tão bem disso que pediu para que eu não duvidasse, em uma forma de encerrar por ali o problema. Rouen não estava quente, assim como Paris, e era uma cidade muito próxima. Mas eu realmente estava mais interessado em afastar aquele silêncio entre nós do que interrogá-lo e pedir a verdade, então decidi aceitar seus esclarecimentos sem questionar mais nada.

Se essa é a verdade que Chanyeol me deu, eu irei acreditar nela. Ao menos temporariamente, até que ele sinta que quer e que pode me contar o resto. Abaixei o rosto, assim como ele, completamente deslocado com a situação que passávamos.

Tudo bem, pensando direito nas coisas que disse a ele na volta para casa, reconheço que exagerei e explodi em um momento de raiva. Eu não deveria ter feito isso, talvez se tivesse ficado quieto tudo estivesse diferente agora. Eu escutava a respiração pesada do meu marido e sentia minha pele queimando sobre a luz da sala. Eu realmente precisava deixar de ser tão orgulhoso e cabeça dura e tentar arrumar o que havia ajudado a bagunçar, ou nunca sairíamos do lugar naquela relação. Não com gritos, como eu vinha tentando todos os dias, e muito menos com os surtos de raiva e egoísmo dele.

Chanyeol era doido, e eu estava começando a ficar igual a si, gritando e ameaçando perder meus limites a qualquer instante. Respirei fundo e tentei focar novamente na convivência.

— Zitao é bem bonito. — Murmurei, puxando assunto. Lembrei que falar baixo com ele rendia resultados. — Ele faz bem o estilo de Youngbin. — Joguei por alto a primeira coisa que pensei.

Não que falar sobre os gostos do meu primo fosse realmente algo interessante de se fazer após fazer meu marido chorar por tê-lo chamado de falso e lixo, mas era melhor do que nada, não é mesmo? É sim.

— Quem? — E ele perguntou, demonstrando morder a isca com curiosidade. Chanyeol queria mesmo conversar, pensei. Se realmente estivesse com rancor ele apenas teria me ignorado como de costume. Abri os olhos e tentei ser natural.

— Meu primo. — Expliquei o encarando, ao que Chanyeol desviou o olhar do meu, sem jeito, e senti algo diferente dentro de mim quando ele murmurou algo consigo mesmo e riu. Meio bobo e desajeitado, como se estivesse preso em um mundo só seu, meu marido agia como se tivesse descoberto um mundo totalmente novo. Eu gostava de vê-lo assim, tranquilo, mesmo que durasse tanto quanto uma pausa para fumar um cigarro. Suas expressões suavizadas eram fofas, diga-se de passagem, e acostumar-me com elas não seria difícil, de fato. Mas o lado arrogante dele surgia do nada. Sempre odiei isso porque me trava.

— Então seu primo gosta de garotos? — Ele perguntou após um tempo, estalando os dedos das mãos lentamente, um por um, em uma forma de amenizar o tremor visível nelas.

— É o que parece. — E eu tentei sorrir. Ah, nunca pensei que usaria meu primo como assunto. —  Ele foi o revolucionário da família.

— O primeiro?

— E único. — Assenti, sorrindo.—  Meus parentes são… Hm... Um pouco restritos quanto a essas coisas...

— Por causa da igreja? — Chanyeol fez uma careta engraçada. Ri para si e ele retribuiu enquanto eu descobria detalhes em si. Seus ombros não estavam tensos e ele relaxou no sofá, até colocou os pés sobre a mesa de centro, extremamente folgado. Visivelmente, a personalidade que eu gostava nele estava ativa naquele momento. Decidi arriscar antes que fosse tarde demais.

— Não, nada a ver. Eles só não gostam de comentar. — Empurrei suas pernas da mesa, fazendo-o me olhar com uma falsa cara de raiva antes de rir. — Espera, espera, mas por que estamos falando disso? — O encarei sem jeito nenhum, enfiando as mãos nos bolsos.

Ele, por outro lado, parecia totalmente charmoso. Chanyeol estava bem à vontade para uma pessoa que quase havia discutido mais cedo.

— Porque não temos assunto nenhum. E talvez isso faça parecer mais interessante falar sobre a orientação sexual do seu primo.

E pior do que me sentir horrível por não ter assunto, era vê-lo assumir que nós, meses após nosso casamento, ainda não sabíamos nem falar sobre dias de chuva, só discutir.

Ri sem graça, Chanyeol também, ficando vermelho e desviando o olhar do meu.

— As vezes eu acho que gostaria de ter assuntos com você. — Arrisquei a verdade, vendo-o me encarar um pouco surpreso. — Desculpe pelo que te disse mais cedo. — Estendi a mão, ainda que hesitante.

— Desculpe pelo que não te disse. — E ele, me tranquilizando, a apertou como se fosse o suficiente para resolver tudo. Me senti uma criança fazendo as pazes, e isso foi ainda melhor. Mesmo que meu marido tivesse momentos quase infantis, eram esses momentos que conseguiam me tranquilizar sobre ele. Chanyeol tímido e disposto a ouvir era algo que durava muito pouco, mas gastar cada segundo daqueles era algo que eu fazia com muito gosto, porque me curava também.

— Quanto a isso, relaxe, haverão outras chances. — Pisquei para ele, que me olhou em silêncio. — Não se preocupe, somos casados. — Chanyeol riu comigo, assentindo assim que sussurrei aquilo. Mas ao virar a cabeça rapidamente, pronto para se levantar, eu reparei uma coisa estranha em si. — Espera. — O segurei pelo pulso.

— O quê? — Chanyeol riu fraco, sentando de novo ao meu lado.

— Não, é que, bem, tem algo no seu cabelo. —  Apontei, vendo-o estapear o próprio cabelo, sem sucesso. — Deixa eu tirar pra você. — Me aproximei ainda rindo, apoiando uma mão no assento do sofá e esticando a outra até seus cabelos agora mal arrumados. Tinha um pedaço de galho no cabelo dele, e eu não conseguia me lembrar de nenhum outro lugar arborizado além da entrada do estacionamento. Aproximei mais meu corpo do seu e procurei qualquer outro pedaço.

E aproximando nossos corpos, notei que Chanyeol havia tensionado. Sua respiração presa exibia o quão surpreso estava com meus movimentos inesperados. Tentei me concentrar em apenas fazer o que pretendia antes da aproximação, mas, assim que nossos olhares se cruzaram, eu senti que afundei de vez antes de cumprir o que tentava.

Chanyeol arfou baixinho quando meu joelho ficou apoiado no espaço entre suas pernas, e minha mão, como se tivesse vida própria, deslizou por seus cabelos e arrastou uma mecha até atrás de sua orelha, acariciando sua pele macia ao fim. E ele tem olhos muito bonitos. Os quais eram o motivo principal para que eu não conseguisse parar de encará-lo. Chanyeol era tão bonito de perto que deveria ser ilegal, assim como a obrigação que eu sabia ter de me afastar dele. Ergui a postura e mostrei o galho que estava em seu cabelo, ao que ele riu, desfazendo aquele silêncio, o segurando e olhando de perto.

Igual a uma criança.

— Bem, foi um bom jantar. Digo, ao menos a comida estava ótima.  — Pigarreei, vendo-o assentir. Chanyeol, ainda em seu próprio mundo, guardou o galho no bolso, e como se não tivesse acontecido nada, me olhou sério. — Mas podemos voltar lá, se quiser. — Dei de ombros, sem controle das minhas palavras. Mas acho que dei um sorriso grande o suficiente para ele se assustar com o meu, hm, convite para tentar jantar de novo?

Concordo que talvez falar isso tão cedo tenha sido estranho, considerando nosso quase início de guerra. Mas é que, às vezes, mesmo de momentâneo, e principalmente após ter ficado tão perto dele, Chanyeol me fazia sentir muito, muito bem e disposto a tudo. E enquanto eu não conseguia entender isso, achei que seria bom ao menos tentar o quanto fosse necessário me amigar a ele.

Mas meu marido não pareceu tão alegre quanto eu.

Você quer? — Ele perguntou e esquivou o corpo, ao que eu franzi o cenho, voltando a não entendê-lo. Chanyeol sempre fugia de qualquer pergunta relacionada a suas vontades mas adorava fazê-las, e após aquele primeiro jantar fail eu decidi enfrentar isso.

— Só eu preciso querer? — Perguntei, empurrando levemente seu ombro. — Mas e você, o que quer? — Tentei suavizar, mostrando que aquela era a minha forma de agir, e não uma forma irritada.

Porque eu queria muito ir, sinceramente falando. Era minha chance de me redimir consigo e experimentar mais daquele Chanyeol alegre que havia descoberto em si antes de estragar tudo. Eu realmente queria sair e tentar de verdade, porém a opinião dele também importava muito para mim. Só que ele pareceu não gostar da minha pergunta, e caindo degraus e degraus de ânimo, me olhou um pouco espantado.

Se você quiser nós voltamos lá amanhã. — Ele levantou, fugindo de mim, e eu fui atrás, curioso com seu suor e nervosismo.

Mas você quer sair e jantar comigo amanhã? — Perguntei, insistindo. Chanyeol subiu a escada rapidamente. Ele fugia de uma pergunta tão boba que eu tive vontade de rir por dentro, enquanto meu exterior queimava de curiosidade.

Persegui-lo dentro de casa era bom porque eu sabia que ele só tinha duas rotas para onde correr e se esconder: o quarto em que se escondia e seu escritório abandonado. E ele simplesmente havia ignorado a segunda alternativa. Meu coração batia rápido e mesmo escorregando na escada quando tentei subir correndo, eu o alcancei.

— E-Eu não... — Ele gaguejou, agarrando a maçaneta de sua porta. Já eu, em um impulso causado pela curiosidade e graça do momento, acabei o puxando pela camisa e o empurrei, pressionando-o entre a parede e meu corpo, deixando nossos corpos novamente naquela proximidade boa.

— Você quer ou não? Xeque-mate, é sim ou não. Vamos, Chanyeol, é apenas uma pergunta. Pode ser divertido e dessa vez, eu pago a sua metade. — Falei um pouco sem fôlego, tanto pela corrida quanto por nossas respirações que se uniam quentes e na mesma velocidade. Ele me deu um olhar nervoso o qual pude ler perfeitamente. Aquele olhar bonito e confuso, o mesmo que havia me dado quando nos casamos e demos nosso primeiro e único beijo. Aquele que havia revirado meu mundo ao avesso, e que agora, encarando seus lábios vermelhos tão de perto, me havia voltado a mente junto com a curiosidade de saber como seria tê-lo beijá-lo se eu tivesse prestado atenção ao momento.

Um repuxar novo subia por todo o meu corpo, e meu coração batia tão rapidamente que eu não sabia se havia algo de errado comigo. Tudo o que eu sabia era que aquele silêncio, bem como a imagem do meu marido quietinho, era uma das coisas que eu mais queria memorizar naquele dia.

Chanyeol, contrariando minhas vontades, acabou por finalmente conseguir formular algo quando desviou o olhar do meu. Eu sabia o que ele diria, mas decidi não o cercar mais.

— Se você quiser, nós vamos. Você quer? — Ele insistiu.

Larguei sua camisa e respirei fundo, então o vi me olhar em expectativa. Chanyeol queria, mas não sabia como falar. Aqueles olhos escuros me diziam isso claramente, eu o lia igual a uma partitura. Pensei que talvez ele estivesse com vergonha de mim ou receio, então, ainda preso em seu olhar brilhante, eu decidi me levar e encerrar o assunto.

— Amanhã, Chanyeol. Jantamos juntos novamente. Agora, boa noite, sei que deve estar cansado. — Dei mais espaço para ele, só então notando o quão colado havia ficado em si novamente.

Me afastei dele sentindo meu rosto quente, e o vi abrir sua porta, igualmente corado e um pouco atrapalhado. Mas antes que pudesse trancá-la, ele esperou que eu também abrisse a porta do quarto ao lado.

 

Naquela noite Chanyeol esperou por mim, pela primeira vez.

 

 

 

 

— Ah, e você sua muito. Vamos pegar uma mesa ao ar livre na próxima, ok?

Assim como eu esperei que ele ficasse ainda mais vermelho quando lhe disse aquilo, pouco antes de fechar minha porta e sentir meu coração ainda batendo acelerado.

 


Notas Finais


Eu não sei se esse capítulo ficou bom, sério, o quê vocês acharam? espero que o problema seja só em mim mesmo ajdnfkjafkn Baekhyun quer jantar fora ele tem fome do que não tem em casa

ou seja comida

Coisa nada a ver com o cap: estou ouvindo 보조개 (Dimple) enquanto posto isso, é a primeira vez que troquei minha playlist essa semana e aaaaaaaaaa eu amo tanto essa música. Tô soft.

AHHH, e eu não vou responder exclusivamente os comentários do capítulo passado, porque eu sou spoileira, não me aguento, e algumas pessoas a mais acertaram! Fiquei muito feliz com isso AAAAAAAAAAAAAAAAA inclusive alguém até mesmo passou por uma situação extremamente parecida com a do Yeol ;c; mas a partir desse responderei normalmente <3

Beijinhos e até a próxima! Estou terminando de betar e talvez saia no domingo ^^


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