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História Plano imperfeito - Capítulo 3


Escrita por: carla_fant

Notas do Autor


Voltei pessoal

Chegamos ao fim, meio curto mas fazer o quê né.

Espero que gostem 😘😘

Capítulo 3 - Capítulo 3 - final


Fanfic / Fanfiction Plano imperfeito - Capítulo 3 - Capítulo 3 - final

Rin


Eu não sabia que eu poderia me apaixonar mais ainda por ele depois disso, mentira quem eu queria enganar eu sempre fui louca e apaixonada por ele. Transar com ele iria só abrir uma expectativa enorme em meu coração de que ele poderia sim gostar de mim.


Quando cheguei em casa todos estavam dormindo exceto InuYasha, esse parecia estar me esperando fazia horas.


Na época que tudo aconteceu eu acabei me aproximando dele e ficamos amigos, o mesmo me contou sobre como a sua relação com a Kagome começou e de como teve que lutar para ter o seu amor, afinal o Kouga era o namorado perfeito, ele falou e riu. Disse que o mais divertido e complicado é eles serem amigos e jamais esperavam tal sentimento surgir com suas vidas tão bem organizadas assim por dizer.


Chorei como a muito tempo não fazia, eu sempre fui apaixonada por ele, eu não lembro um momento da minha vida que eu tenha olhado sequer para outra pessoa. Lembro quando perdi meus pais ele ficou ali do meu lado o tempo todo e o quanto isso foi importante, de como isso mexeu mais ainda com meus sentimentos por ele naquela época.


Sabia que ir embora desse jeito não era o que eu buscava, que eu queria ter coragem de dizer a ele tudo o que eu sinto e venho sentido por ele esses anos todos, mas sou uma covarde. O medo de ser rejeitada era maior, então optei partir e novamente fugir com meus sentimentos guardados. 


A dor não falada dói menos


Nova York era tudo o que eu sempre sonhei, linda, grande e clássica. 


Tudo era perto e as pessoas não eram tão frias quanto em Tokyo. Sentia pela primeira vez que estava no lugar certo, mas ainda faltava algo, sempre faltaria na verdade. No entanto, a vida de universitária não era fácil e logo não tive muito tempo para ficar me lamuriando por um amor não correspondido.

Eram provas, seminários, trabalhos, palestras e ainda tinha que correr atrás de um emprego. Nossa, tinha dias que eu me esquecia de respirar por ter tão pouco tempo e nisso o tempo passou.


Fiz amizades e uma delas foi bem inesperada, a Kana parecia ser muito tímida, mas era totalmente o contrário quando bebia. Na verdade ela tinha duas personalidades, a que mantinha na faculdade e a que me levava para sair e me fazia bem sua amizade, tão bem que eu já não me arrependia de ter escolhido o meu caminho.


Não é que eu condenasse o amor, muito pelo contrário, o amor só é forte o suficiente quando ambos se completam em todos os sentidos. Porque não existe você ficar para trás, enquanto o outro brilha, a estrada é para os dois andarem lado a lado. Vendo o mundo de outro modo, se eu tivesse forçado a barra eu não estaria realizando meu sonho e talvez, bem lá na frente eu tivesse me arrependido de ter escolhido amor em vez de meus sonhos.


Corte de tempo


Hoje era uma daquelas sexta-feira loucas que a Kana cisma que devemos farrear, afinal sábado é dia de folga.

O trabalho no café é sensacional, me ajudou bastante na faculdade e claro me fez ter desenvoltura, esse ano eu irei passar em Tokyo o Natal, fazia uns 3 anos que eu não voltava, muito mal eu ligava.

Kagome disse que Sesshoumaru continuou do mesmo jeito, sendo frio e distante com todos, a única diferença é que ele deu um fim naquele relacionado com a Kagura. Eu evitava perguntar, porque não sabia se era forte o suficiente para ouvir a verdade, ele nunca me ligou, nunca mandou mensagem, e pelo que soube deu uma distância da família. 


No que eu conheço ele é normal, ele nunca gostou daquele alvoroço todo, os domingos eram suplícios para ele. Enfim eu evitava perguntar, porque batia a saudade de ver um filme com ele, de assistir aqueles documentários chatos com ele, de fazer brigadeiro e isso era um caminho sem volta.


Decidi que iria me divertir, e quem sabe no Natal eu tenha coragem de falar com ele. Tentar agir normalmente, como se nunca tivesse acontecido nada entre a gente, acho que essa é a vontade dele.


Mas essa noite eu iria me divertir, Sango veio com o Kohaku e eu sentia saudades de meus amigos, até o Shippou se mudou para Nova York faz uns seis meses, hoje vai como nos velhos tempos. 


A boate era a mesma de sempre, se tinha uma coisa que Kana adorava era rotina, ela nunca mudava nada, nem percurso, rotinas e os alimentos. 


Sempre tudo igualmente.


Ela dizia que ter sido criada por militar dava nisso, qualquer coisa fora da rotina parecia um crime contra a humanidade. Porém se enganava que ela não se divertia, às vezes ela se divertia até mais do que o permitido, mas deixa baixo que isso é assunto para outro dia. 


O assunto da faculdade era o palestrante de história que foi convidado do exterior. Kana disse que ele era muito sexy, que as meninas estavam babando, no entanto minha amiga não deu detalhes do físico, detestava esse tipo de fofoca sem detalhes, amanhã eu saberia se era verdade esse alarde todo das meninas da universidade, ou era somente mais um quarentão dando sopa na pista.


Kana tinha uma tara em professores, nesses três anos ela já se meteu em bastante furada e encrenca, mas amiga é para essas coisas uma acobertar a outra até o fim.


Ao avistar Kohaku, Sango, Miroku e Shippou eu senti saudades de casa. Afinal essa galera ou parte dela esteve em quase todos os momentos de minha vida, eu sentia saudades dos nossos sábados na danceteria de Tokyo ou nossas sessões de cinema em grupo ou mesmo aquela social na casa do monge tarado vulgo Miroku.


Estava divertido hoje a boate, devido a algum evento que eu não sabia qual era, tinha até um DJ convidado essa noite e Kana já estava com a outra personalidade ativada. E já me puxou para dançar com ela, desconfiava que a mesma queria chamar atenção de alguém, e a batida da música latina era muito envolvente. Não sei quantas se passaram, só me lembro daquele segurar em minha cintura.


Se eu não estivesse sóbria, teria dito que essa pegada era do Sesshoumaru, mas eu estava sóbria e havia falado com a Kagome horas antes, achei que era meu coração pregando peças em minha cabeça, ao virar-me me deparei com olhos dourados.


Claro que o choque maior foi o corte de cabelo, ele nunca cortou suas madeixas prateadas, no entanto elas estavam curtas e ele continuava lindo. O choque seguinte foi seus lábios nos meus, eu já não me lembrava de onde estava, eu só queria era querer ele, sentir ele, tocar ele, afinal ninguém esquece um amor e nesses anos todos, nunca teve ninguém, nenhum beijo ou amasso, eu sempre fui dele. 


E sempre seria


Não vi o momento em que saímos, ou quando chegamos no meu apartamento, na verdade não me liguei nesse detalhe na hora. Como ele sabia aonde eu morava??

Beijar ele era mais importante, e quando sua boca encostou em minha pele, pode ser clichê, eu só queria sentir ele de novo e de novo. 


Suas mãos eram ágeis, minha roupa não foi um empecilho, e nem as dele, já estávamos nus e se amando. 


Sentindo, desejando e tocando um ao outro.


Me lembro de sentir seu membro em minha entrada, eu me sentia virgem novamente, porém eu o deseja mais para poder frear minhas ações, eu precisava de tudo dele e numa única estocada ele entrou em meu interior, me fazendo dele mais uma vez, me mostrando que não importa aonde eu fosse só seria completo com ele.


Eu amava Sesshoumaru.



Sesshoumaru


Não teve um dia depois da notícia que ela havia ido embora que eu não tenha sofrido com sua ausência. Eu não sabia que sentiria tanta saudade de uma única pessoa. Porém seria injusto pedir para ela ficar, ela deveria viver seus sonhos.


Contudo três anos era tempo demais para minha insanidade, eu já não fazia mais nada da minha vida que não fosse esperar notícias dela, pela a boca da mulher de meu irmão.


Isso é deprimente


Foi quando decidi me mudar, iria morar. Nova York e se eu chegasse ela estevisse feliz com outro alguém eu voltaria. Obriguei a Shippou se matricular na mesma universidade e não falar que eu estava aqui, obriguei a todos a mentirem, de que eu ainda estava em Tokyo e mantinha a distância da família como sempre sonhei e desejei, até aquele cotoco de menina entrar em minha vida. No final InuYasha nem era tão insuportável assim, e minha madrasta Izayoi era até divertida nos cafés de manhã em família.


Hoje eu entendo que meu pai optou por ser feliz, e nisso me mostrou que eu poderia amar, porque Rin era sobrinha da minha madrasta. Eu amava ela, amava com todas as minhas forças e a distância não estava sendo suportável.


Minha surpresa foi saber que não tinha outro alguém, tinha as noites de sexta-feiras, mas nunca tinha alguém, ela sempre voltava sozinha. Na faculdade era a mesma coisa, Rin parecia não notar os rapazes, isso não mudaria nunca. Ou será que ainda pensava em mim??


Há essa suposição mexia com minha mente, tudo que queria era te querer. Sem os medos de nossas ações passadas, sem qualquer dúvida do que sentíamos, porque não importava nada, se você ainda me quisesse.


Juro que tentei manter distância, e nos últimos seis meses estava dando certo, até essa noite.

Vê-la assim tão desperta de si e ao mesmo tempo tão linda, fazia minha mente ir a loucura e assa batida mexia com minha cabeça e não existia mulher nenhuma a minha frente que não fosse Rin, eu só conseguia enxergar ela no meio da multidão e sempre foi assim.


Decidi que era hora de tentar uma reaproximação, no máximo eu voltaria e seguiria minha vida.

A surpresa foi seu olhar apaixonado, seus olhos chocolates pareciam queimar ao me vê, era como se eu fosse alguma divindade que precisava ser admirada e adorada. Seus olhos me diziam isso, foi quando tomei sua boca na minha, precisava sentir ela outra vez para ver se é real, se não era outra vez minha imaginação.


Nem me liguei quando a tirei de lá de dentro, sabia o caminho do apartamento, na verdade eu sabia da vida dela toda, e nesse momento queria ela toda para mim, nem me liguei que ela poderia questionar.

Contudo a mesma quando chegamos se surpreendeu, deixou rolar. E quando ela me guiou até seu quarto eu só sairia depois de amar ela, de mostrar que não me importava nada mais, no entanto se ela me deixasse ficar eu seria todo dela e para sempre dela.


Quando se ama não tem tempo, que apague essa chama, não existe o lugar certo, pois qualquer lugar é especial e pode ser clichê eu encontrei o amor bem ali na frente do meu nariz.


Seria sempre eu e ela para sempre, e o tempo era nosso aliado. Os dois cresceriam juntos, essa estrada é muito longa para se andar sozinho.



Notas Finais


É pessoal daqui a pouco eu apareço novamente com algo novo😉


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