História Plantão da Madrugada - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Karin, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, Tsunade Senju
Tags Grey's Anatomy, Hospital, Karin, Medicina, Naruto, Romance, Sasusaku, Suigetsu, Suika, Suikarin
Visualizações 232
Palavras 1.662
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Tempestades e aviões


Fanfic / Fanfiction Plantão da Madrugada - Capítulo 7 - Tempestades e aviões

Uma chuva grossa caía já fazia três dias e, de lá da barulhenta sala de descanso dos médicos, eu escutava os relâmpagos em meio ao barulho da tevê e às risadas descontraídas de Suigetsu, Sakura e Naruto ao meu lado. Meu relógio marcava duas e sete da madrugada.

— Eu estou dizendo pra vocês… — Naruto estava apontado para Suigetsu como se ele fosse uma espécie de atração circense. — eu andei com esse cara por uns quinze minutos e as pacientes simplesmente se atiravam no nosso caminho para cumprimentá-lo...

Opa, isso chamou minha atenção!

— Sério, Doutor Hozuki? — Cruzei as pernas e sorri pretensiosamente para ele.

— … e ele simplesmente passou por elas como se nãos as visse. — Naruto completou a frase, me jogando um balde de água fria. Suigetsu riu, orgulhoso de si mesmo. — Karin, minha prima, me desculpe… ele nem parece o mesmo cara. Aposta mais do que perdida.

Sim, não sei se comentei com vocês, meus caros amigos, mas nessa altura do campeonato quase toda a equipe médica já estava sabendo da nossa aposta libertina, o que era bom e ruim ao mesmo tempo. Era bom porque eu tinha mais aliados para ficar de olho nele. Sem falar, é claro, no fenômeno mais curioso de todos: As mulheres descompromissadas do hospital pareciam extremamente intimadas pelo próprio ego e orgulho à seduzi-lo a qualquer custo. E era ruim porque ele também tinha amigos, principalmente o irmão, que o encorajava a se manter na linha. Mangetsu, inclusive, estava parecendo um treinador, sempre aos arredores do irmão.

Dadas as condições, o hospital estava dividido em duas torcidas, gerando até mesmo apostas em dinheiro entre os médicos.

— E você, Sakura… — Me levantei da beliche que eu ocupava e fui até a cafeteira ao lado do televisor, ignorando Naruto e o Hozuki. — … o trauma parece estar bem tranquilo hoje. Normalm… — Mas quem diabos estava cutucando o meu braço?

— SHHHHH… — Suigetsu me censurou.

— Mas que porr…

— O noticiário, Karin! — Ele me puxou para a frente da tevê, quase me fazendo derrubar o café em seu pijama cirúrgico rosa-bebê.

Não tive tempo sequer de pensar em empurrá-lo. Quando meus olhos recaíram na imagem transmitida pelo noticiário, senti meu estômago congelar e os neurônios transmitindo um sinal de alerta por todo o meu corpo.


“... O acidente aconteceu às uma e meia desta madrugada. As informações que temos até agora é a de que o avião entrou em pane enquanto sobrevoava aquela área, batendo de frente com o prédio da única central de pronto atendimento médico de takigakure. Além do hospital, o prédio da forças militares e um supermercados também sofreram danos….”


— Takigakure não é muito longe daqui, não é? Tipo, umas cinco horas, não é?

— Cinco horas e meia. — Escutei a voz de Suigetsu ao meu lado, sério. Talvez pelo choque, ele ainda não havia largado o meu braço.

— Puta que pariu! — Naruto se sentou na borda da cama inferior da beliche.


“O número de vítimas ainda não foi divulgado, mas há informações de que entre elas há fatalidades. Entraremos com mais detalhes assim que recebermos os boletins.”


— Céus, que tragédia! — Levei minha mão ao peito, angustiada.

Permanecemos em silêncio, nos entreolhando de uma forma esquisita. Eu tinha pedido até a vontade de beber o meu café. Aquela notícia havia despertado nosso instinto de médicos, nos colocando cem por cento em estado de alerta.

Não houve susto quando todos os bipes tocaram, um após o outro, em nossos bolsos.

Nos levantamos todos, pegando um por um nossos jalecos e os vestindo enquanto corríamos até o saguão inferior, de onde vinha o chamado. Chegando lá, tamanha foi a minha surpresa ao me deparar com o local lotado de médicos que também haviam respondido ao chamado. Suigetsu e eu nos colocamos próximos de Orochimaru, que auxiliava a esposa a subir alguns degraus da escada para se v elevar.

— Caralho, a Doutora Senju não estava de repouso pós parto? — Escutei Mangetsu sussurrar perto de mim.

— Pois é… — Olhei pra ele, preocupada. — Pra ela ter vindo pessoalmente, com certeza a situação não é nada boa.

O burburinho e a ansiedade cresciam, assim como o número de médicos que a todo momento se juntavam ao nosso grupo. Quando Shizune e Kabuto finalmente se juntaram a Tsunade e Orochimaru, o silêncio tomou conta do saguão.

— Gostaria de ter tempo disponível para amenidades, mas não é o caso. Serei breve. Houve um acidente na cidade de Komogakure cerca de uma hora atrás; um avião despencou em cima da unidade de pronto atendimento e iremos enviar equipes para lá imediatamente. — Tsunade suspirou, parecia cansada. — Preciso do silêncio total para que possam ouvir a lista de chamada. Se for chamado, pegue sua mala de emergência e vá imediatamente para o estacionamento das ambulâncias. Todos serão levados para o aeroporto, onde um avião foi posto à nossa disposição.

Olhei para o meu lado e os irmãos Hozuki estavam do meu lado. Senti meu coração apertar e busquei com os olhos o meu irmão em meio a multidão, mas não o avistei.

— Atenção para a chamada. — Shizune levou sua prancheta até a altura dos olhos. —  Hozuki, Suigetsu. Hyuuga, Hinata. Hyuuga, Neji. Inuzuka, Kiba… — Assisti os meus colegas saindo porta afora, em fila. Suigetsu irrompeu escadaria acima como se corresse para salvar a própria vida. Enquanto isso, Shizune continuava sua chamada. — … Uzumaki, Naruto. Uzumaki, Karin…

Suspirei ao ouvir meu nome. Dentro de mim ainda existia uma pontinha de esperança de não precisar ser mandada para lá. Resignada, corri ao encalço de Naruto e em menos de três minutos já estava no vestiário.

Ah, aqui vai mais um adendo do que ser médico faz com nossas visões de mundo. Sem nenhuma cerimônia, todo mundo - homem ou mulher - trocava de roupa como se não houvesse mais ninguém no vestiário.

Olhei para Suigetsu para tentar pegá-lo olhando indiscretamente para alguma médica, mas diferente do que eu imaginava, assim que ele subiu o zíper até o pescoço do seu macacão azul escuro, ele agarrou a bolsa de resgate e saiu porta afora sem olhar para trás. Surpresa e até irritantemente aliviada, não me permiti ter tempo para pensar sobre o nó que ficou em minha garganta. Assim como todos, vesti o macacão grosso e pesado de resgate, atei meu cabelo em um rabo de cavalo volumoso, agarrei minha bolsa e corri para o estacionamento.


[...]


Não demorou para a ambulância que nos transportava chegar no aeroporto onde o avião nos aguardava. Dei graças a Deus quando as portas do fundo do veículo se abriram e eu pude respirar um ar leve, mesmo que estivesse debaixo de chuva.

Atravessamos o estacionamento e, sem precisar fazer o check-in, fomos direto para o avião. Suigetsu seguia ao meu lado. Parecia mais sério do que era quando estava em um centro cirúrgico.

— Seu irmão ou nenhum do setor de cirurgia plástica foi convocado… — Tentei desatar aquele mesmo nó que ainda me incomodava.

— Eles vão ficar para receber os queimados que forem levados para Konoha. Achei um milagre eles enviarem um neuro conosco. — Vi seus olhos púrpuros mirarem as costas de Sasuke, que caminhava com Naruto a passos rápidos em nossa frente.

— Vai ser bem útil. — Suspirei, um pouco chateada. Desde quando eu me importava com o estado de humor daquele imbecil?

— Todos nós seremos. — Suigetsu completou. — Além de ginecologistas, pediatras, ortopedistas, neurologistas e todos os outros “istas”, somos acima de tudo médicos. Estamos mais do que aptos para salvar vidas.

Senti um arrepio reverberar por todo o meu corpo e olhei para Suigetsu admirada, tenho que confessar.  Sem dizer mais nada subimos a rampa de embarque e nos sentamos entre os colegas que chegavam a todo momento. Demorou pelo menos uns vinte minutos até todo o avião de médio porte estar completamente ocupado e a Doutora Shizune se prostrar a frente de todos.

— Silêncio, por favor. —  Ela pediu e teve seu pedido acatado na hora. — Antes de decolarmos, preciso orientá-los sobre a conduta que optamos por tomar para essa missão de socorro. Vocês serão organizados em duplas já pré-estabelecidas conforme a sintonia de trabalho e afinidade de suas especialidades. O Doutor Yakushi e eu nos responsabilizamos por hospedá-los adequadamente e estaremos cuidando das necessidades de cada dupla. Agora lembrem-se do que irei dizer... Seu parceiro será seu braço direito e em hipótese alguma deverão distanciar-se um do outro.

Respirei fundo. Já sabia o que viria a seguir. Me recostei contra a poltrona e só esperei que ela dissesse o óbvio.

— Doutores Hinata Hyuuga e Naruto Uzumaki, da ortopedia e trauma. — Shizune anunciou a dupla formada pela ortopedista e o cirurgião de trauma.

Eu tinha que admitir, eles realmente haviam pensado muito bem nas formações que estavam sendo anunciadas.

— Doutores Hozuki Suigetsu e Karin Uzumaki, da obstetrícia e neonatal. — Shizune nos lançou um olhar enigmático que até agora não decifrei.

— Doutora Shizune, com licença… — Suigetsu ergueu a mão ao meu lado. Não consegui conter o pensamento de “lá vem…” — Não que eu esteja reclamando, nem nada, mas a senhora tem certeza que é mesmo necessário? Afinal, no momento em que pisarmos lá, não seremos mais pediatras, ginecologistas, ortopedistas e etc… Nossa missão será prestar socorro.

— Neste exato momento sua missão é prestar atenção, Doutor Hozuki. — Shizune respirou fundo, sem tempo a perder. — Se estivesse me ouvindo teria escutado que nosso critério foi, principalmente, a sintonia de trabalho. Agora, se me permite continuar… — Shizune não deu tempo para Suigetsu retrucar. — Doutores Neji Hyuuga e Sasuke Uchiha, do trauma e neurologia…

Olhei para Suigetsu, confusa. Era impressão minha ou aquele idiota estava querendo me evitar?

— Você acha que não trabalhamos bem juntos? — O puxei pelo colarinho, espumando.

— Não é nada disso! — Ele me olhou, trêmulo.

— Então, o que é?

— Eu só não quero ter que ficar me preocupando todo o tempo com você ao meu lado.



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