1. Spirit Fanfics >
  2. PLATINE - jikook >
  3. Three: Disappointment

História PLATINE - jikook - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Three: Disappointment



❤️



Não pode ser.

Não, eles não podem vender a cafeteria.

O pior, é que não sei o que fazer, tampouco me sinto apto para tentar impedir isso.

Quando cheguei no quarto à noite, minha mãe apareceu na porta e disse "Você vai continuar trabalhando na cafeteria, mas não para nós. Vai ganhar seu salário, trabalhando para o novo dono dela." Daí, ela saiu sem dizer mais nada, pois sempre nos acostumamos assim; ela diz o que vai acontecer, eu assimilo o óbvio, obedeço, e não contesto nada.

Não é como se eu esperasse que fossem me avisar antes ou pedir minha opinião, mas isso foi tão do nada... E agora estou aqui, desolado, sentado nessa cadeira frente a minha mesa de estudos, sem saber o que faço senão chorar.

O pior, é que não tenho ninguém para me apoiar. E é lógico que não estou falando isso porque quero atenção, mas porque estou realmente triste.

Eu tinha mais ou menos oito anos quando nos mudamos de Seul para cá, pois meu pai faliu e precisávamos viver em condições mais simples. Portanto, ao chegarmos aqui, tudo estava muito caro e como é uma cidade pequena, não vimos um futuro lucrativo por assim dizer, e foi aí que eu me apeguei ao lugar; porque a vovó entrou na história.

Ela deu o dinheiro ao meu pai para que ele abrisse uma cafeteria nesse bairro, onde moramos, na pacata e pequena cidade de Chonju.

Segundo ela, as pessoas da pequena metrópole sempre diziam que deveria ter uma espécie de cafeteria-padaria, que ficasse aberta tempo o suficiente, porque sempre que alguém abria uma, logo fechava porque o lucro era muito baixo por ser em um lugar tão pequeno.

Mas nós não tínhamos o que fazer, então meu pai pegou o dinheiro da minha querida vozinha falecida e comprou esse pequeno prédio, organizou a cafeteria, trouxe nossa mudança para o andar de cima, e então nos instalamos aqui totalmente assim que começamos a ter clientes.

Desde então, eu ajudei na Park's cafeteria. Fiz serviços básicos como ajudar a fazer massa para muffins, até hoje, que ajudo a fazer absolutamente tudo que se precisa fazer nela.

E não, não é nem um pouco justo que eles a vendam agora. Não é justo que vendam a melhor das lembranças que tenho de minha avó.

Porque, de todo, eu sei que ela deu o dinheiro ao meu pai por causa de mim e de Jihoo.

Eu lembro exatamente do modo como ela ponderou sobre dar a ideia de ajudar olhando para mim e meu irmão, naquele dia em que meu pai, de mau humor como sempre, dizia à minha mãe que teríamos de voltar para Seul e dar "nosso jeito".

Eramos pequenos quando viemos para cá. Vovó nos amava mais que tudo, mas o santo dela não batia mais com o do papai, que é seu filho.

Porque, oras, meu pai estraga tudo. Ele sempre estragou. Ele estragou nossa família também quando, antes de eu nascer, brigou com todo mundo e fugiu com a minha mãe para Seul.

Mas o que importa de fato, agora, é o presente. E nele, estou perdendo o que mais tem valor sentimental para mim.

E por isso estou chorando, desolado, mas sou obrigado a engolir o choro quando escuto batidas na porta de meu quarto, que fechei com calma assim que minha mãe saiu, porque sei que ela não gosta de barulhos e movimentos bruscos.

Eu enxugo as lágrimas com rapidez, sabendo que quem quer que seja, vai desconfiar que eu estava chorando pela coloração avermelhada de meu rosto.

ㅡ Pode entrar. ㅡ Digo. Minha voz está fanha.

Aos poucos, uma fresta da porta é aberta e o nariz tão familiar aponta para dentro.

ㅡ Oi ㅡ é Jihoo, com a sua voz entediada de sempre. ㅡ Posso entrar? ㅡ Ele questiona, mas ainda sem olhar para mim.

ㅡ Claro. ㅡ Eu respondo de prontidão, meio surpreso por ver Jihoo ali, já que não parece ter os motivos corretos para vir.

Ele nunca vem ao meu quarto, exceto quando precisa de ajuda com algum exercício da escola que eu nunca sei como ajudá-lo, ou para pedir que eu fique de olho se papai e mamãe estão chegando para ele mandar Jisung embora.

Jisung é o seu colega ou melhor amigo, não sei ao certo.

Então Jihoo entra, fechando a porta em seguida, para só então me olhar com aquela sua cara de tédio que chega a ser engraçada.

ㅡ Você tava chorando? ㅡ Ele questiona.

ㅡ C-claro que não. ㅡ Eu digo, girando na cadeira ao tentar parecer firme.

Jihoo revira os olhos.

ㅡ Tava sim. Olha como seu nariz tá parecendo que levou um soco. ㅡ Contrapõe.

Franzo o cenho.

ㅡ É que eu b-bati na... na parede. ㅡ Indico a parede ao meu lado, rígido sobre a cadeira.

Meu irmão suspira nasalmente, indo se sentar na minha cama ㅡ o que é super, hiper, mega novo. Ele nunca fez isso.

Aos poucos, ele se aconchega sobre o colchão enquanto eu fico de olhos arregalados. Em seguida, ele diz após dar alguns tapinhas no colchão: ㅡ Até seu colchão é melhor que o meu. ㅡ E suspira.

De certa forma, eu me sinto totalmente culpado por nossos pais me tratarem melhor do que tratam ele.

Mas, ao invés de pedir desculpas, eu fico quieto, porque sei que ele não gosta de ouvir essa palavra, embora não saiba o porquê.

ㅡ Olha ㅡ ele começa, coçando a nuca. ㅡ, como eu sei que você gosta muito dessa cafeteria e tals... Eu não gosto, pra falar a verdade, mas, enfim. Foi como se a vovó tivesse dado, e você sabe que coisas dadas não podem ser vendidas. Muito menos se foram dadas por uma pessoa da família que morreu. ㅡ Ele diz. Sinto vontade de chorar mais uma vez e contar que vovó só deu o dinheiro pro papai por causa da gente. ㅡ Mas, sei lá, sabe... Ninguém aqui nessa cidade quer comprar uma cafeteria. Eu ouvi o assunto do papai com aquele homem do terno chique e carro importado mais cedo. Foi ele quem comprou. Aquele seu amigo, o que te ajudou com a mão mais cedo... Ele deve ser algum braço direito daquele velho ou algo assim... Você podia falar com ele, já que são amigos, pra ele dizer que não quer mais comprar a cafeteria. ㅡ Jihoo diz, absurdamente me surpreendendo.

Eu faço uma careta para dizer que nem conheço aquele homem que me causou tantas... aish, não quero nem lembrar mais daquilo. Foi muito forte, não sei lidar com isso. Sobretudo, assim que fui dar com a língua nos dentes, parei, porque havia afirmado que conhecia o Jeon e não quero sofrer um interrogatório agora, porque não sei nem responder.

ㅡ As coisas não funcionam assim, Jihoo ㅡ eu digo, sem nem mesmo ver alguma chance de mudar o rumo das coisas.

Ele ri. Mas não sinceramente. É uma risada dolorida.

ㅡ Não sei nem porque vim falar com você. ㅡ Se levanta da cama, a cara de tédio presente como sempre. ㅡ Você acha que eu sou só mais um adolescente desocupado de dezessete anos que acha que as coisas são fáceis, como o papai e a mamãe dizem. Mas, na verdade, as coisas são, sim, fáceis. As pessoas que as complicam. ㅡ Ele caminha até a porta, pronto para sair, mas sem nem um pingo de ressentimento de mim.

O que há em seu semblante é decepção.

ㅡ Ah, não vai... ㅡ Eu digo em um fio de voz embargada.

Todavia, ele sai mesmo assim. Mas, antes de fechar a porta, se inclina sobre uma das pernas e completa: ㅡ Espero que saiba o que está fazendo, e que não estrague tudo como o papai estragou.

Essas palavras parecem dilacerar meu coração. Na verdade, não parecem mas, sim, dilaceram. E é por isso que eu vou quase me arrastando até o banheiro, tomo banho, faço as higienes necessárias, e então volto para o meu quarto, me deitando na cama com a sensação de que estou literalmente sozinho.

Assim eu durmo, cansado de tudo, até que amanhece e um outro dia cansativo e incerto se inicia. E sei que estou parecendo melodramático, mas é exatamente essa a sensação que tenho.

Após me arrumar com muita preguiça cansada, eu jogo a mochila nas costas e caminho para fora de casa, quase me arrastando pelo caminho para chegar na escola a tempo de não perder o exame de geografia.

Eu chego mais uma vez naquele corredor monótono, caminhando diretamente para a sala do terceiro F, que é a minha. Portanto, quando estou passando pela sala de um segundo, um garoto de touca e cabelinho loiro esbarra em mim porque alguém o empurrou para fora da sala.

Eu caio no chão, e ele demora um tempo para sacar que me derrubou e, assim que entende, diz ao sorrir: ㅡ Foi mal, cara. ㅡ Ele estende a mão para mim.

Eu o encaro por um tempo, hesitando.

ㅡ Pode pegar. Não tem porra aí não. ㅡ Diz, se referindo a sua mão.

Sem saber o que fazer, arregalo os olhos e seguro sua mão para me levantar antes que ele diga mais um absurdo que faça o moinho de gente atrás de si cair na risada como fizeram no momento em que o loiro disse aquilo.

A mão dele é bem fria. Minha avó diria que é como bunda de sapo.

Ao me levantar, faço uma breve reverência para ele, que ao contrário do pessoal que cai na risada não sei exatamente o porquê, exibe um sorriso gengival bem largo, logo após me dando dois tapinhas nas costas ao dizer: ㅡ Foi mal mesmo, cara. O colega ali me empurrou. ㅡ Aponta para o rapaz atrás de si, o qual reconheço como o Mark arruaçeiro Tuan, que lhe mostra o dedo do meio.

O cara do sorriso gengival também devolve o gesto, e então decido que eu literalmente preciso continuar minha caminhada rápida até a minha sala.

ㅡ Não foi nada. ㅡ Eu digo, baixo, com um pouco de receio.

ㅡ Olha, você fala. ㅡ Ele ri, e eu não consigo entender o motivo da graça e a necessidade de ele dizer isso, mas, enfim... apenas saio dali, fazendo mais uma reverência que arranca risadas da turma dele.

Muito estranho.

Muito, muito mesmo, estranho.

Mas eu só continuo meu caminho até meu destino final e cruel.

Odeio Geografia, e acho que isso fica claro em meu rosto toda vez que tem exame dessa matéria.

Chego na sala monótona e superficial, antes mesmo de dar o sinal (lê-se faltando um minuto e meio para dar o sinal), e a primeira coisa na qual reparo são em três alunos que estão atrás de mim, sentados, todos me encarando de algum modo muito estranho. Um acastanhado, um loiro que me faz lembrar o cara com quem acabei de me esbarrar, e o tatuado de cabelo preto que parece traficar drogas. Portanto, meio desconfortável, eu fico em silêncio e não ouso olhar para eles sequer uma vez, mesmo que saiba que suas atenções estejam paradas em mim.

A aula parece se prolongar por um longo espaço de tempo, e a cada nova pessoa que se senta atrás de mim, eu sinto que suas atenções são voltadas para a minha pessoa. Mas é tão horrível constatar isso quanto perceber que murmurinhos correm por todos os alunos, que vez ou outra voltam a atenção para mim, cochicham com o colega da frente, sorriem, me olham de novo; e eu sou o único que não recebe o recado.

Sempre achei que chegaria o dia que todo mundo notaria o quanto sou feio e me zoaria assim, no meio da aula, em cochichos inaudíveis mas que sei o que significam.

Eu fico cabisbaixo na carteira durante toda a aula, meus lábios se contraindo com a vontade de chorar que me inunda em ondas a cada vez que vejo alguém alternando o olhar entre mim e o colega enquanto cochicha e ri. Os minutos se prolongam tortuosamente, quase maltratando minha cabeça que parece querer explodir.

Definitivamente, esse é o dia em que eu mais quero sair da escola e não voltar nunca mais.

Talvez eu até faça isso, se a venda da cafeteria incluir uma mudança. E mudar de escola no meio do ano... Por que eu tenho que ser tão azarado, meu Deus?

Durante o tempo da última aula, eu não faço nada além de enfiar minha cabeça entre os braços, covardemente deixando que as pessoas falem de mim na cara dura. Entretanto, ao toque do último sinal, eu me movo para arrumar minha mochila, mas aí parece que é o momento mais inapropriado para eu tê-lo feito.

Quase todos os alunos, exceto o professor que saiu primeiro e provavelmente nem deu atenção ao que estava acontecendo, estão me olhando.

Eu me encolho na cadeira, esperando o pior.

Mas graças a qualquer ser onipotente que esteja olhando por mim, cada um deles, com seus olhares pairando sobre mim, vão, aos poucos, deixando a sala.

A cada olhar que é tirado de meu corpo ㅡ porque eles não olham para o meu rosto mas, sim, principalmente, para a parte de trás do meu corpo ㅡ, eu sinto um alívio como se tivesse perdido o peso de todos os meus pecados.

Mas dois daqueles três rapazes que se sentaram atrás de mim, incluindo o tatuado de cabelo preto, o da questão de matemática da aula da bruxa, ainda estão ali. E ao instante em que nós três ficamos sozinhos na sala, o loiro é o primeiro a declamar em alto em bom tom ao momento em que guardo meu material na velocidade da luz: ㅡ Você é gay, mano?

Eu arregalo os olhos, estacado no lugar.

Devagar eu me viro para eles dois sentados um ao lado do outro, como se meu corpo estivesse sendo movido por alguma força sobrenatural porque não sei de onde arrancaria forças para conseguir me mover perante a uma pergunta dessas.

Eu os encaro.

O tatuado tem olhos pretos que me causam arrepios, não sei se pela influência do momento ou por eles serem muito pretos. O loiro, que me fez a pergunta, tem o rosto naturalmente sorridente e calmo, embora me cause medo pela pergunta.

Com esforço, eu tento responder: ㅡ N-nã...

ㅡ Bem-vindo ao grupo, bebê! ㅡ O loiro se levanta, correndo até mim, que me protejo com o caderno que tinha em mãos acima da minha cabeça. ㅡ Que foi? ㅡ Ele pergunta com estranheza, puxando o caderno da minha mão.

ㅡ Não, por favor, não bate na cabeça! ㅡ Eu digo baixinho, quase implorando e nem preciso falar que quase mijando nas calças.

Então, não é ele que arranca o caderno de minhas mãos e, sim, o tatuado que se levantou sem nem mesmo eu perceber.

ㅡ Que bater, filho. Tá louco? ㅡ É o loiro quem diz outra vez, mas eu só consigo prestar atenção no tatuado. Presto tanta atenção no seu rosto que carrega a mesma opressão que o homem de terno italiano, que nem me dou conta quando o de cabelos claros tira algo das minhas costas.

Mas, assim que ele me mostra um pedaço de papel e eu leio ao desviar minha atenção do de cabelos escuros, meus olhos quase saltam para fora do rosto depois de alguns segundos que levo para assimilar o sentido do último substantivo.

Eu tapo a boca, desacreditado.

Está escrito: "Eu gosto de pau".

ㅡ É por isso que o pessoal tava te zoando. Você não sabe quem colocou? ㅡ O loiro questiona. Faço um não com a cabeça. ㅡ Fala alguma coisa, Jimin. Seu nome é Jimin, não é? ㅡ Pergunta.

ㅡ S-sim. ㅡ Respondo, receoso.

ㅡ Prazer, eu sou o Taehyung. Esse é o Jooheon. ㅡ Indica o tatuado, que assim que olho para ele, desvia o olhar de mim. ㅡ Ele parece dar medo, mas é só um cara sensível e carente de alguém que seja romântico. Ele repetiu dois anos porque entrou numa depressão pós termino de namoro porque levou um pé da namorada. Na verdade, ela traiu ele, colocou tanto chifre que achei que o coitado não ia nem passar na porta, depois inventou que ele têm p...

ㅡ Chega. ㅡ Jooheon diz, tapando a boca do Kim enquanto ele continua falando:

Mos ou soi qo non porquo ou jo vu e tenho cortozo qo tom polo monos vunte contimotros.

Tudo bem, não entendi nada.

ㅡ Olha, tá bom... Eu não sou... gay. ㅡ Digo, colocando a mochila nas costas.

E então, do nada, Taehyung cai na risada.

ㅡ Você não é gay? ㅡ Ele diz em meio a sequência de rá rá rá e "Oh my God" e "Beloved?".

Eu fico um pouco assustado, e por isso olho para Jooheon, que mais uma vez desvia o olhar de mim.

Qual o problema dele?

ㅡ N-não. Agora tenho que ir. ㅡ Digo, então, saindo dali.

ㅡ Tá bom! ㅡ É Taehyung quem diz assim que eu estou já na porta da sala e só não saio correndo para fora porque não quero chamar atenção. ㅡ O clube se chama Arco-íris sensível. Está convidado a entrar assim que cair na real.

Rá. Só me faltava essa.

Meu dia já estava um porcaria, agora todo mundo acha que sou gay... Quer saber, tomara que eu mude mesmo, porque não aguento mais ficar nessa escola.


°°°


Okay. Hoje faziam duas semanas desde que o vi.

E, consequentemente, o veria hoje outra vez, já que foi o que ele disse.

Eu nunca me senti tão ansioso em um dia só. Toda vez que pensava nele e na sua maneira séria e aniquilante de ser, no seu sapato italiano, em seu piercing... Meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Me sentia tão bem e tão oprimido ao mesmo tempo que me perguntei o dia todo se eu estava ficando louco por gostar do medo que sentia dele.

E esse medo cresceu quando um carro preto executivo estacionou ao lado da cafeteria mais uma vez. Por pura burrice, assim que ouvi a porta do automóvel ser aberta, me abaixei e me escondi debaixo do balcão, sondando por cima dele por estar sentindo tanta coisa junta ao mesmo tempo.

Mas o homem de meia idade que imaginei ser seu pai da vez passada, entrou; depois um rapaz o qual nunca vi na vida também... mas não vi Jeon.

Me levantei devagar, como se estivesse abaixado apenas para checar algo, recebendo o olhar dos dois em minha direção.

ㅡ Boa noite. ㅡ O suposto pai de Jeon disse, e eu sorri por pura indução da atmosfera para os dois, e disse em seguida:

ㅡ Boa noite, senhor. ㅡ Fiz uma reverência dali detrás mesmo. ㅡ Boa noite. ㅡ Outra reverência para o outro homem com roupas informais e cabelo comum como o meu, só que mais escuro.

ㅡ Boa noite, rapaz. Viemos dar uma olhada no estabelecimento antes de fechar negócio. ㅡ Disse o homem, observando o de meia idade andar pelo local, logo o seguindo.

Então quer dizer que ainda não fecharam negócio.

Isso pode servir de desculpa para eu falar com Jihoo e o contar sobre a minúscula possibilidade de não comprarem a cafeteria, já que ele não fala comigo desde aquele dia que me pediu para falar com Jeon.

ㅡ Q-querem que eu chame meu pai? ㅡ Deus, por que eu tenho que gaguejar sempre que estou nervoso?

ㅡ Não é necessário. Estamos de partida daqui alguns minutos. ㅡ É o mais velho quem diz, e eu assinto em confirmação antes de abrir a boca para perguntar se querem tomar um café. E ao instante em que o faço, o homem parece perceber meu movimento e levanta a mão para mim, mesmo que de costas, para indicar que eu pare. ㅡ Fique quieto, garoto. Você fala demais.

Meu. Deus.

ㅡ S-sim, se...

ㅡ Quieto. ㅡ O homem me interrompe outra vez. E com as pernas trêmulas, miro o mais novo porque não sei o que fazer, e o sorriso que ele lança para mim é reconfortante até que eu percebo; ele também têm os dois dentes da frente como o de um coelho.

Será que ele é irmão de Jeon?

Respiro fundo, me mantendo afobado até que se passam pelo menos cinco minutos torturantes e confusos por Jeon ainda não ter chegado, até que eles se despedem sem reverências, como se quisessem não gastar mais tempo aqui, e o provável irmão dele diz:

ㅡ Diga que voltamos semana que vêm para assinar o contrato de posse e venda. ㅡ Determina, e sorri para o mais velho, que também devolve um sorriso como se estivesse contente com a decisão.

ㅡ Sim, s-senhor. ㅡ E faço reverências exageradas para eles, que saem da cafeteria sem dizerem mais nada.

Depois, é minha vez de continuar atordoado atrás do balcão.

Ele não veio.

Meu coração dispara e meus olhos ardem. Entretanto, antes que eu chore, o sininho da porta toca outra vez e vejo que é o que intitulei como irmão de Jungkook que está entrando por ela, e por isso me contenho com toda força que há em mim.

ㅡ Desculpe a indiscrição de meu pai, é a velhice. ㅡ Oh, então é pai. ㅡ O Jungkook pediu para eu te entregar isso. ㅡ E ao enfiar a mão no bolso, ele puxa de lá um pedaço de papel perfeitamente dobrado, entregando-o para minhas mãos trêmulas em seguida.

Eu arregalo os olhos, uma chama de esperança se acendendo dentro de meu peito e ultrapassando todo meu corpo ao instante em que um sorriso largo ilumina meu rosto.

ㅡ O-obrigado. ㅡ Eu digo, sorrindo para ele como se fosse meu salvador. Em contrapartida, ao contrário de apenas dispensar o agradecimento e sair para fora, ele sorri com tristeza, mas logo deixa um sorriso entusiasmado substituir o anterior enquanto estende a mão para mim. ㅡ Eu sou Junghyun, a propósito. Irmão do Jungkook.

Então aquele homem é mesmo pai de Jeon.

ㅡ E-eu sou P-Park Jimin. ㅡ Eu acho que preciso de um especialista em gagueira-em-horas-de-nervosismo.

ㅡ Foi um prazer, Jimin. Acho que vamos nos dar bem aqui. ㅡ Junghyun sorri para mim com animação, e eu tento forçar um sorriso em mesmo tom com a mesma força que espero ter conseguido.

ㅡ Sim, sim. T-também espero. O prazer foi meu. ㅡ O respondo, engolindo em seco.

ㅡ Tchau. ㅡ E aos poucos, ele caminha com calma para fora, até que o sininho da porta toca e eu respiro fundo depois de fazer um tchauzinho, abrindo o papel com um sorriso que vai de orelha a orelha.

Quando leio as palavras de Jeon, flashback's do que ele me disse, de como remoí tudo para realmente acreditar que fui interessante o suficiente para chamar sua atenção, e o sorriso triste de seu irmão, me nocauteia.

Então, meu semblante sorridente se transforma em dolorido e, posteriormente, manchado por lágrimas que parecem que nunca mais irão cessar.

"Esqueça tudo o que eu lhe disse, foi pelo calor do momento. Me desculpe."


•••


No próximo capítulo... "ㅡ Você não veio. Você é decepcionante. E eu não quero mais falar com você porque eu te odeio! ㅡ O empurro, as lágrimas descendo por meu rosto como lava quente de vulcão, que queima tudo por onde passa. Mas ele não resiste ao meu empurrão. Jeon segura meus braços com firmeza para fazer com que eu olhe em seus olhos, e contrapõe com angústia: ㅡ Você não me odeia, corazon. Se me odiasse, não estaria chorando porque eu não vim te ver."




Notas Finais


Depois de muito tempo, aqui estou eu :/ tinha desistido do Spirit, aí deu vontade de voltar e espero continuar tendo essa vontade. e, ah! eu vou começar a publicar baby, shadow, devil eyes e ecstasy aqui também e vocês podem encontrar elas no meu perfil <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...