História Play again? - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin)
Tags Annelander, Dating Game!au, Hopemin, Hoseok!top, Jhope, Jihope, Jimin, Jimin!bottom, Menção!hopekook, Menção!taekook, Minhobie
Visualizações 50
Palavras 3.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi T^T
Tudo bom com vocês? Espero que sim ♡

⤳ Bom, eu estou atualizando sem betagem, pois hoje é o aniversário de uma pessoa muito querida e eu não poderia esperar para presenteá-la. Claro que o presente verdadeiro virá em breve, mais devido a "Play again?" ter sido palco do início da nossa amizade, nada mais justo. Então, esse capítulo é dedicado a @nayoongi! Obrigada por me acompanhar desde então e por ser a irmã mais nova que eu não tive. Te amo muito ♡

⤳ Assim que eu tiver a betagem, faço a substituição, então perdoe os eventuais erros.

Bom, é isso.
Desejo uma boa leitura a todos <3

Capítulo 2 - Como Hoseok conheceu Jimin e outras confusões


Fanfic / Fanfiction Play again? - Capítulo 2 - Como Hoseok conheceu Jimin e outras confusões

Algumas amizades podem durar horas, outras até dias ou anos, mas era impossível predizer quanto tempo uma amizade duraria ou o que viria a acontecer, caso ela tivesse um fim.

Hoseok costumava dizer que Jimin havia chego em sua vida como um anjo, abraçando as suas dores e, com apenas um sorriso, havia feito o que muitos se negaram a fazer. Conheceram-se de forma singular, mas tão conveniente que, no primeiro instante, eles se sentiram tão confortáveis na presença um do outro, mediante os problemas que cada um enfrentava.

Os seus problemas já começaram no início da adolescência, com aquela fase conturbada das descobertas e o fato de que ele havia identificado que se sentia atraído por rapazes. Era algo tão intrínseco em si, que nem ele e, muito menos, qualquer outra pessoa podia fazer qualquer coisa para modificar esse fato.

Infelizmente, esse processo de autoconhecimento não aconteceu rapidamente, demandou algum tempo até que ele compreendesse que o que ele sentia era absurdamente normal e que ele não era alguém doente como os seus colegas, amigos e, inclusive, familiares insistiam em reforçar em conversas casuais rodeadas do mais puro preconceito.

Mas se conhecer não era suficiente para Hoseok que havia se aprisionado cada vez mais dentro de si, não se permitindo amar e ser amado, inibindo qualquer mínimo sentimento que ele pudesse sentir por outro homem e sentindo dia após dia mais acuado dentro do seu próprio coração, que vivia constantemente apertado, com receio de se apaixonar por alguém e ser tarde demais.

Então, ele se encontrou na dança. Passava a maior parte do seu dia trancado em seu quarto ou frequentando estúdios de dança e formando grupos para competições de rua. Dançava exaustivamente até que ele não sentisse mais nada, a não ser o cansaço se apossar do seu corpo, enquanto o suor levava as suas frustrações e decepções embora. A dor física deveria ser necessariamente maior que a sua dor emocional.

Dawon é a sua única irmã, o único laço familiar que lhe deu suporte quando ele mais precisou, notando o seu comportamento recluso e de questioná-lo se ele precisava de ajuda. Sendo mais compreensiva e com a mente mais aberta que a dos seus pais conservadores, ela foi a primeira a ter conhecimento sobre a sua orientação sexual e, claro, a única ao qual o Jung conseguiu dividir as suas dores e frustrações, o ajudando a se abrir para o mundo depois de tantos anos confinado em si próprio, mesmo que em passos de bebê.

Alguns meses depois, ele conseguiu entrar para um dos maiores grupos de street dance da cidade e conseguiu uma posição de destaque devido aos méritos do seu trabalho. A sua personalidade expansiva e cheia de vida estava retornando aos poucos e, assim, ele conseguiu conhecer novas pessoas e fazer novas amizades, bem como ele estava fazendo mais planos para o seu futuro e Hoseok sentia que estava amadurecendo cada vez mais, mesmo que ele ainda tivesse que se esconder para alguns amigos e, principalmente, para os seus pais.

Mesmo sem ter cursado algo que os seus pais desejavam, eles o apoiaram na arte da dança, tendo em vista que ele poderia facilmente ser bem sucedido se continuasse investindo seu tempo em aprimorar as suas habilidades. Então, ele continuou morando com os seus pais, dividindo seu tempo entre um trabalho de meio período em uma floricultura, cursos de dança e preparações para entrar na maior universidade de artes do país.

Tudo estava seguindo o seu devido curso até que o temido dia chegou. E tudo aconteceu tão rápido, mas ao mesmo tempo, pareceu ocorrer em câmera lenta. Hoseok estava completando vinte e dois anos e comemorando a bolsa de estudos que havia ganhado para cursar dança na melhor universidade de artes do país e se preparava, junto a Dawon, para deixar a casa dos seus pais.

Obviamente, Hoseok estava radiante com a notícia. Dawon estava ajudando-o a procurar por um lugar para que ele pudesse morar em Seoul, enquanto os seus pais sequer sabiam do que estava prestes a acontecer, decepcionados precocentemente por mais um ano arrastando aquele “filho encostado”, se afastando cada vez mais dele, o procurando apenas para descontar suas frustrações quase que diárias.

Enquanto ele participava das últimas competições do grupo de dança, antes de se despedir dos seus velhos amigos, Hoseok conheceu um rapaz da mesma idade que ele, cujo tinham tantas coisas em comum que não caberiam em uma lista. Ele era bonito, tinha uma personalidade adorável e simplesmente amava dançar. A relação entre os dois fluiu bem, tanto que o fato de Hoseok ter que se mudar para a capital causou um alvoroço entre dois, naquele término do que nem havia tido oportunidade de iniciar.

Era o primeiro amor correspondido de Hoseok e ele sequer acreditava que teria que se abdicar daquilo para a realização do seu sonho, partindo mais uma vez o seu coração, mesmo que agora fosse apenas de amor. Então, o jovem pediu algumas aulas particulares para o Jung, com o intuito de passarem aqueles últimos dias juntos, antes de serem forçados a se despedirem.

Ambos mal sabiam que essa despedida chegaria antes do previsto.

Hoseok decidiu levar o jovem para a casa dos seus pais, já que estes estavam viajando, e assim teria algum tempo a sós com o jovem. Como ambos estavam enérgicos e com os corpos ainda quentes pelos sucessivos ensaios, os beijos acabaram se tornando mais longos e apaixonados, sendo seguidos de uma primeira vez que tinha tudo para ser desastrosa, mas que havia sido boa para ambos.

Sendo assim, eles adormeceram. Abraçados e de mãos entrelaçadas, naquele desejo mútuo e silencioso de permanecerem juntos por mais tempo, independentemente de qualquer outro imprevisto que viesse a separá-los. Mas dormir os impediram de ouvir o telefone tocar, do portão se abrir, dos pais de Hoseok entrarem em casa e, ao procurarem pelo seu filho, encontrarem ele e outro rapaz dormindo juntos na mesma cama.

Aquilo foi a gota d’água.

O jovem foi imediatamente expulso da residência, enquanto Hoseok sequer teve tempo de vestir alguma roupa, enquanto os seus pais cuspiam ódio em frases que saíam tão afiadas que ele sentiu uma a uma fincar em seu coração. Ele já estava acostumado em ser chamado de “inútil” pelos seus próprios pais, mas aquilo, o fato dele ser homossexual, foi a cereja indesejada daquele bolo de frustrações, mágoas e preconceito.

Sem saber como se defender, ele permaneceu em silêncio, bem como em todos aqueles anos, e assustado. Hoseok rezou, encolhido em suas próprias pernas para que Dawon surgisse naquele momento e pudesse ajudá-lo, nem que fosse em forma de ligação ou mensagem, mas que desviasse a atenção dos seus pais, bem como ela fazia quando eles estavam vomitando seus preconceitos na mesa de jantar. Ela não sabia o que estava acontecendo com a sua família, principalmente com o seu amado irmão, a jovem seguia com a sua vida com a certeza de que o seu dongsaeng estava bem.

Mas ele não estava.

E aquilo era só o início do pesadelo de Hoseok.

Como se não bastassem os escandalosos e raivosos gritos dos seus pais, quando Hoseok menos esperou, o seu pai lhe agarrou pelos cabelos e deferiu o primeiro tapa em seu rosto, deixando uma marca avermelhada que viria a formar todos os dedos do homem.

“Você está me ouvindo, Hoseok?!”

De alguma forma, em meio a raiva que lavava o seu corpo, o homem queria ter a certeza de que o seu filho o ouvia, já que ele estava silencioso e acuado. Mas é claro que Hoseok estava ouvindo perfeitamente, por mais que ele tentasse entrar suficiente em seu mundinho e fingir não ouvir todo aquele discurso de ódio e sentir todos aqueles atos violentos.

O gosto de sangue em sua boca o fez perceber que ele havia sido agredido com mais intensidade que antes, sendo algo que ele evitou durante aqueles últimos anos, seja nas ruas ou dentro da sua própria casa. Hoseok se sentia entorpecido, como se estivesse preso em outra dimensão e letárgico pela incapacidade de se manifestar diante da dor física e emocional que sentia, ele permitiu que o seu pai descontasse toda a sua fúria em seu próprio filho.

Hoseok ainda conseguia ouvir o choramingo de sua mãe em meio aos gritos do seu pai, porém ela não o defendia, apenas reforçava sobre o quão decepcionada ela estava por ter um filho como ele, forçando-o a acreditar que ele era um ser nojento e desprezível e, devido a isso, merecesse aquilo.

Quando a sessão de tortura terminou, o homem enfurecido deixou o quarto, derrubando propositalmente todos os objetos do filho, cujo ele mantinha devidamente organizado em suas crises. A mulher apenas lhe ordenou que ele arrumasse aquela bagunça e que estivesse pronto para o jantar em breve, fingindo que absolutamente nada aconteceu. Literalmente, ela ignorou o fato de que o seu filho estava jogado no chão, envolto de sangue e desgosto, com dores que ele nunca se esqueceria.

Naquela mesma noite, Hoseok fez uma promessa de que não permitiria que aquilo acontecesse novamente, mas para isso, ele precisava ir embora o quanto antes, pois ele não conseguiria permanecer mais um só segundo na mesma residência que os seus pais. Então, ele tomou uma dose forte de coragem e se ergueu, mesmo que ainda estivesse sentindo todas aquelas dores, objetivando deixar aquele lugar o mais rápido possível.

Ele não levou nem dez minutos para arrumar uma mala de porte médio com algumas roupas, documentos e dinheiro, além de uma mochila com todos os seus pertences como notebook, telefone e outros objetos que ele não gostaria de ser forçado a voltar para buscá-los. Hoseok saiu daquela casa sem se despedir e de forma tão silenciosa, cujo seus pais só foram dar conta da sua ausência quando o chamaram enfurecidos para jantar e encararam apenas o quarto bagunçado, o sangue no carpete bege e parte do guarda-roupas vazio.

Ainda que o trem para Seoul tenha demorado, ele conseguiu pegar o último que embarcaria naquela noite. A sua companhia durante a viagem foi o seu telefone, que apesar da meia carga, tocava uma melodia que acalmava o seu coração destroçado pelos recentes acontecimentos. Nenhuma ligação foi recebida e Hoseok também não gostaria de falar com ninguém naquele momento, apenas deixaria uma mensagem para Dawon, quando ele estivesse em algum lugar seguro, visando manter contato com ela.

Quando ele desembarcou em Seoul, tudo parecia girar. A realidade estava pouco a pouco tomando parte de si e ele se sentia cada vez mais distante e sozinho, como se toda a sua coragem tivesse ido por água abaixo. Hoseok sequer sabia quais seriam os seus próximos passos, mas ele sentia muita fome e a enxaqueca que se apossava do seu corpo aos poucos, o fez vomitar.

Hoseok estava cansado, sozinho e desamparado. Com todos os rastros de violência que permaneceram em seu corpo escondidos por um moletom acinzentado, ele seguiu em frente, ostentando a aparência de um jovem que estava apenas enfrentando o frio da madrugada, acobertando uma realidade.

E foi dentro daquele cenário devastador, enquanto seguia perdido em meio a estação que se esvaziava aos poucos que Hoseok viu um garoto desastrado tropeçar em sua mala, quase caindo à sua frente.

Ele mesmo. Jimin. Park Jimin.

O pequeno estava irritado, pois havia sido esquecido ali pela sua irmã mais velha, e resmungando sobre esse fato, ele não havia percebido que estava se aproximando de outra pessoa, tropeçando na alça da mala que estava ao lado dela. Sendo assim, a primeira vez que Jimin o viu, ele percebeu que havia algo diferente naquele jovem desconhecido.

E bastou um esbarrão, um pedido de desculpas e um olhar.

Era um fato de que Jimin sabia muito bem ler e interpretar todos os mínimos sinais de Hoseok, lendo perfeitamente as entrelinhas do que se passava em sua alma, através dos seus olhos, e Hoseok sabia perfeitamente desde o princípio que ele nunca conseguiria mentir para o garoto.

E ali, naquele simples olhar, seguido de um pedido de desculpas tão desajeitado quanto o seu tropeço, Jimin conseguiu ver as marcas de agressão que Hoseok sofreu, assim que este ergueu a mala caída. Somando ao ferimento visível em seus lábios, os olhos avermelhados e o rosto corado que se misturavam tragicamente àquela feição e postura entristecidas, não foi muito difícil para que o garoto percebesse que aquele desconhecido que havia esbarrado precisava urgentemente de ajuda.

Preocupado com o jovem que havia esbarrado, Jimin se apresentou, mesmo que o outro não tenha feito e nem demonstrado qualquer vontade de fazê-lo, para questioná-lo se ele precisava de ajuda. E bastou aquela singela e preocupada pergunta para que Hoseok chorasse copiosamente nos braços de um completo desconhecido, encontrando o amparo que lhe fora negado.

Naquele mesmo instante, Jiyoon havia finalmente chegado para buscar Jimin, que vivia com ela em Seoul, enquanto terminava o ensino médio e ela terminava a graduação em administração. Hoseok pensou que Jimin estava encrencado por estar abraçado a alguém completamente desconhecido, mas ela era tão compreensiva que, bastou poucas palavras, para que sentisse exatamente o mesmo que o mais novo sentiu ao vê-lo daquela forma. E quando ele percebeu, já estava dentro do carro da jovem, partindo rumo ao apartamento dos irmãos.

No apartamento, ele foi convidado a permanecer à vontade. Então ele tomou um longo banho quente, colocou roupas limpas e recebeu os cuidados de Jiyoon. Jimin havia preparado o jantar, conforme aprendeu desde que havia se mudado para a capital para viver com sua irmã mais velha, e enfim, Hoseok se sentiu totalmente apto para contar aos dois tudo que havia vivenciado. Ao ouvi-lo, os dois irmãos que já haviam criado um apreço especial pelo jovem, apenas firmou aquilo que sentiam, definitivamente tornando aquele laço que criaram ainda mais apertado e difícil de desfazê-lo.

Jiyoon, como boa irmã mais velha que era, não pensou duas vezes ao convidá-lo para dividir as despesas naquele pequeno apartamento, prometendo ajudá-lo a encontrar um emprego até as suas aulas se iniciarem. Ela o fez prometer que nunca iria desistir dos seus sonhos e que, daquele momento em diante, se libertaria daquela barreira que o impediu de crescer e ser verdadeiramente o que ele desejava ser por tantos anos.

Os pais de Jiyoon se sensibilizaram com a história de Hoseok, o adotando como um filho quase que instantaneamente. Ambos eram pessoas extremamente amorosas que não se importavam com a orientação sexual de seus filhos, sendo que Jimin já havia se declarado bissexual há anos, enquanto a própria mãe já havia tido algumas namoradas no passado. Inclusive, Jimin tinha outro irmão, Jihyun, que vivia em Busan com seus pais, decidido a aprender mais sobre os negócios da família, e este praticamente idolatrava o recém-chegado, felicitado por ter mais um hyung para se inspirar.

Conforme o tempo foi passando, Hoseok foi se adaptando a rotina da cidade. Começou trabalhando como atendente em uma farmácia e, quando começou as suas aulas, o seu talento foi reconhecido por um grande estúdio de dança que logo o contratou como estagiário.  A alegria era visível em seu rosto, tanto que naquele mesmo ano, ele se apaixonou novamente e agora foi por Jeongguk. O garoto era alguns anos mais novo que ele, mas que podia ensiná-lo muitas coisas, — principalmente sobre o amor.

No ano seguinte, Jimin havia conseguido a mesmíssima bolsa de estudos que Hoseok conseguiu, se juntando à ele em sua rotina. Inclusive, o garoto também passou a cumprir estágio no mesmo estúdio que ele, seguindo os seus passos. E se ele se importava? Claro que não, Jung amava ter a companhia do seu saeng. A energia dele lhe mantinha firme em seu objetivo.

Ainda naquele ano, Jiyoon decidiu finalmente aceitar a proposta do seu namorado para morarem juntos e deixou o apartamento inteiro para os seus dongsaengs usufruírem. Seokjin, o namorado de longa data, havia se graduado junto a ela e ambos pretendiam abrir um restaurante, bem como os pais dela já tinham um pequeno e movimentado café em Busan. E como a vida sempre os presenteou com lindos momentos, a família que tanto desejavam construir estava à caminho, pois a jovem esperava pelo seu primeiro filho e planejavam se casar após o nascimento do bebê. Hoseok e Jimin mal esperavam pelo momento em que seriam tios e colecionavam roupinhas e planos.

Em Seoul, Hoseok teve toda a liberdade que ele sempre desejou, incluindo uma família amorosa e pessoas incríveis que apoiaram o seu crescimento e lhe ensinaram lições valiosas que ele levaria para toda a sua vida. Dawon também se mudou para a capital e logo se amigou a família Park e conheceu o seu amado e um tanto rabugento namorado, Yoongi, que havia se juntado ao grupo de amigos junto a sua irmã gêmea, Yoonji; aos primos de Seokjin, Taehyung e Namjoon; e a Jeongguk, que mesmo após o término do namoro com o Jung, permaneceu naquele grupo de amigos praticamente inseparáveis.

Ele dançava, cantava e ria exageradamente com seus amigos e da sua nova família, distanciando cada vez mais daquele jovem acuado e triste que ele foi um dia, mas que agora brilhava mais que o próprio sol.

Agora, Hoseok é quem ele sempre desejou ser.

Um alguém livre, leve e solto.

 

✩ ✩ ✩

 

CHAT PRIVADO

JIMIN

 

19:11

Jimin, me diz que você não foi embora ):

 

19:12

Carinhas tristes não ):

Não, eu ainda estou no estúdio <3

 

 

19:14

Ok, tô te esperando na saída.

Não demore, baby.

 

19:16

Baby?

Tchau, mundo.

Estou caminhando para a luz.

 

19:17

Bobo.

Vem logo.

 

✩ ✩ ✩

 

Seoul, 15 de setembro de 2018.

19:18

 

Hoseok gostava de azul.

Tudo bem, aquela não era a sua cor favorita, mas de certa forma ele sabia que havia um motivo maior que, até o momento, ele não sabia o que era, mas que o fez se sentir tão familiarizado com todos os tons de azul.

Mas, naquele sábado, ele soube. Enquanto aguardava pelo retorno de Jimin, ele compreendeu os porquês — ou melhor, o porquê — dele gostar tanto de azul, mesmo não sendo a sua cor favorita.

Pois aquela cor lembrava Jimin.

Aquela cor estava espalhava em quase todos os lugares do apartamento, seja nas cortinas, nos detalhes das louças e até nos lençóis do quarto que Jimin insistia em deixar completamente bagunçado. E se tinha algo que deixava Hoseok profundamente irritado era desorganização. Talvez, só talvez, ele fosse um maníaco por limpeza e admitia isso nas mais intensas discussões com o Park pela desordem no apartamento — um dos únicos motivos para eles discutirem, aliás.

Às vezes, Jimin fazia de propósito. Deixava um sapato fora do lugar, pratos sujos na mesa ou até roupas e toalhas molhadas espalhadas pela sala, somente para vê-lo irritado; o que era adorável. E mais ainda, observar Hoseok limpando o apartamento em posições que deveriam ser constrangedoras, mas que para ele era o verdadeiro paraíso.

Naquele sábado, em específico, Jimin havia sido convocado para participar de alguns ensaios no estúdio de dança e Hoseok decidiu buscá-lo para que pudessem cumprir a primeira etapa do desafio. Apesar das baixas temperaturas, a noite estava propícia para um passeio e Jung apenas suspirava, observando os tons de azul do saguão e ansiando se encontrar com o garoto.

Quando o elevador sinalizou que havia chego no térreo, Hoseok cessou as divagações sobre os tons de azul para observar o aglomerado de pessoas que deixariam o lugar, esperançoso que uma delas fosse o seu dongsaeng. Naquela altura do momento, depois de tanto martelar a ideia de que teria que ver Jimin com outros olhos, ele sentiu o seu coração bater mais forte ao ver a figura do garoto dentre as demais pessoas.

Hoseok não sabia que poderia se sentir assim por ele. Jimin sequer fazia algo incomum, apenas caminhava despreocupadamente, enquanto papeava ao telefone, o que era uma cena comum à ele. Mas a ideia fixa de vê-lo como um alguém atraente mudou tudo em sua mente, tornando aqueles sentimentos que ele tentava entender em um novo emaranhado, tão confuso, mas bom. Estranhamente bom.

Jimin era bonito. Oh, e como. Caminhava com certo desdém por dentre as pessoas, tagarelando sobre algo que ele não conseguia compreender, mas que o fazia sorrir como nenhuma outra pessoa. Vestia jeans da jaqueta até as calças rente as suas — tão belas — pernas que concluíam com botas até os tornozelos e um óculos escuros que pendiam na gola de sua camiseta de banda.

Simplesmente lindo.

E para o desespero maior de Hoseok: aquela era apenas as vestimentas casuais de Jimin. Quando ele se propunha a se arranjar para eventos especiais, os corações de seus pretendentes acabavam falhando uma ou outra batida ao vê-lo, pois ele não poupava ninguém.

E Hoseok estava sentindo na pele o que todos eles sentiam, se questionando sobre o quão tolo ele foi por nunca ter percebido que Jimin era um jovem atraente. Não, ele não era tão bobo assim, mas por respeito a família Park e a amizade que ambos construíram, ele nunca se permitiu vê-lo de outra forma. Enquanto o próprio garoto sequer teve tempo de construir aquela barreira, se apaixonando perdidamente, mas mantendo distância, tanto por respeito, tanto por saber que os seus sentimentos não seriam correspondidos.

Até aquele momento.

Com a indiferença de Jimin, Hoseok começou a perceber que havia algo de errado consigo. Ah, claro, ele parecia estar vestindo um saco de batatas com aquelas roupas simples que havia escolhido, quando ostentava a expectativa de não se apaixonar naquela noite.

“Droga, eu deveria ter me arrumado mais”.

Ele se amaldiçoava, ouvindo a risada de Jimin cada vez mais próxima, como um alerta de que já era tarde demais para arrependimentos.

— Noona, eu preciso desligar. Te vejo segunda, ‘né? — Com aquela voz doce, ele disse, aguardando por uma resposta. Logo, sorriu e continuou, antes de desligar a chamada. — E eu te amo muito mais.

— Jiyoon? — Hoseok questionou curioso ao vê-lo tão alegre com uma ligação.

— Você não vai acreditar. — Jimin respondeu com seus olhinhos arregalados e o rosto exalando uma felicidade que ele não via desde compraram todo o estoque de sojus do supermercado, na semana anterior.

— Quem? — E como a alegria de Jimin é contagiante, Hoseok questionou em um tom exageradamente alto.

— Yoonji! — O salto de Jimin não foi muito alto, pois ele não queria escandalizar no meio do saguão, mas seu interior explodia minis fogos de artifício.

Mas a decepção veio tão rápido e tão forte que quase derrubou Hoseok de desgosto.

— Ah. — Suspirou. — Que bom.

“Que bom”.

Absolutamente nada era bom naquela novidade.

— Vamos? — Hoseok tratou de mudar de assunto, convidando-o com uma alegria relativamente forçada.

— Claro. — E o garoto sequer notou, aliás, fingiu não notar e o seguiu.

Para Jimin, tudo estava seguindo maravilhosamente bem, tão bem que parecia quase um sonho. Hoseok havia finalmente saído em um encontro com ele, Seokjin havia ligado para marcar um jantar especial para comemorar algo e, agora, Yoonji estava de volta, após uma temporada em Daegu.

As coisas podiam melhorar, sim ou… Não?


Notas Finais


Gostaram?
Espero que sim.

E vejam Brave Girls, elas lançaram MV novo hoje <3 Deem muito amor. https://www.youtube.com/watch?v=MthLgPs7oU4

Por hoje, é só.
Beijos <3


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